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Se for para ler uma biografia de música, escolha a do Guns N´Rose Duff

Postado por Luiz Cesar Pimentel em 11 de dezembro de 2012 às 5:34 em Sem categoria | Nenhum comentário

duff 708x1024 Se for para ler uma biografia de música, escolha a do Guns N´Rose Duff [1]

“É Tão Fácil (e outras mentiras)” . Fãs da banda que Duff McKagan formou, o Guns N´Roses, entendem o trocadilho do título no ato, em cima da música [2] “It´s So Easy”. Mas o que vale no livro não é o fato de Duff ter formado a banda que foi a maior do mundo um dia, mas ter subvertido a ordem de tudo e apresentar sua história completa (não apenas o highlight) de maneira tão simples e simpática.

Enquanto tocou baixo no Guns e no Loaded e no Velvet Revolver e em outras, o cara ganhou estilo na escrita na base da dedicação. Primeiro ele saiu da natal Seattle, foi para Los Angeles viver o sonho de residir na música. Encontrou parceiros de crime - Izzy Stradlin, Slash, Axl Rose e Steven Adler – e formaram o maior fenômeno do final dos 80/início dos 90.

Mas essa época é pouco explorada no livro. Quer dizer, você entende que é pouco explorada na vida dos cinco, pois viviam à base de substâncias ilícitas (cocaína, crack e álcool eram os preferidos de Duff. O baixista chegava a beber duas garrafas de vodka por dia e rebater com cocaína o suficiente para deixá-lo acordado quatro noites seguidas).

Passada a tormenta, Duff resolveu aprimorar outros potenciais – entrou em faculdade comunitária, conseguiu estudar na Universidade de Seattle (administração e economia), praticou artes marciais, formou bandas, casou, teve duas filhas, competiu em corridas de bicicleta e escreve colunas para alguns veículos além de ter aberto uma empresa de consultoria de investimentos.

E tudo isso que parece a vida chata do cidadão médio é o tempero do livro, já que ele apresenta essas conquistas com a mesma simplicidade com que fala da época do clássico “Appetite for Destruction”, o clássico disco do Guns N´Roses. E, principalmente, bom humor.
Claro que tem histórias saborosas da vida na estrada. Algumas boas são:

-quando recebeu um telefonema de um estúdio que queria usar seu apelido para batizar a cerveja em um desenho que seria produzido – Simpsons;

- encontro com Mick Jagger no backstage de show que abririam para o Rolling Stones. Mick falou que como estava chovendo e como o palco da banda era de aço, ele escorregaria muito se usasse as costumeiras botas. Ofereceu tênis emprestado, perguntou o número que calçava e ao notar a igualdade, soltou um: “nosso pênis deve ser do mesmo tamanho”.

- as histórias de terem tocado no Brasil;

- quando teve uma crise fortíssima provocada pela bebida, o pâncreas destruído, queimaduras internas de terceiro grau e diante da dor, pedido para o médico matá-lo.

Mas isso é o que os caras que leram vão te contar em mesa de bar. E é 15 ou 20% da obra. Ela vale na totalidade.


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