Hoje tem lançamento dos camaradas do Alekto

(segue entrevista que fiz com eles e que sai na Roadie Crew, que está indo para as bancas)

A história pode ser resumida de maneira bem simples: o KroW, uma das potências do death metal brasileiro, interrompeu atividade porque o Entombed A.D., uma das potências do death metal sueco, contratou o guitarrista e vocalista do par brasileiro, Guilherme Miranda. Foi isso que realmente aconteceu, mas a história não teve ponto final e deu abertura para o surgimento do Alekto, que mistura ao death, thrash e groove.
No currículo, Cauê de Marinis (baixo), Jhoka Ribeiro (bateria) e Woesley Johann (guitarra) – os três remanescentes do KroW – trazem 10 turnês brasileiras, 165 shows em 25 países da Europa, presença no Rock in Rio e divisão de palco com bandas como Megadeth, Sepultura, Dimmu Borgir, Obituary, Arch Enemy, Possessed, Gojira, Napalm Death, Krisiun e por aí segue.
Até que o grupo entrou em hiato com os novos compromissos de Miranda e Cauê começou a compor com o vocalista Will. O resto da história eles contam.

A história do grupo eu resumi na abertura desta entrevista. Deem mais alguns detalhes.

WILL - Mais ou menos em setembro de 2015 o Cauê (baixista) e eu decidimos iniciar esse projeto. Foi algo que aconteceu naturalmente, tínhamos algumas idéia que misturavam nossas influências de thrash, death e groove metal. Quando ouvimos o primeiro som ficamos bem satisfeitos e começamos a gravar mais músicas e as composições começaram a sair com alguma facilidade

Com quatro músicas pré-produzidas, decidimos ir para estúdio para gravar um EP. Nessa época, em agosto de 2016, o Jhoka (bateria) e o Woesley (guitarra) ingressaram na banda e o projeto expandiu para a gravação de um disco full. Eles completaram o time e deram a sonoridade que o disco precisava.

O Jhoka veio com a idéia do nome. Ao ler as letras e entender o conceito, sugeriu Alekto, uma das eríneas na mitologia grega ou fúrias na mitologia romana, responsáveis por castigar os delitos morais como raiva, soberba etc, tanto dos homens, quanto dos deuses. As letras expõem a realidade que evitamos ver, como um castigo pelos delitos do homem.

Formar o Alekto com praticamente a formação do KroW significa um hiato na banda original?
JHOKA - De certa maneira sim. Inicialmente seríamos somente o Cauê e eu. O Woesley entrou pouco tempo depois e completou o time com 75% do KroW (risos), mas isso aconteceu por uma junção de fatores - o KroW já estava com um problema de datas com o Gui tocando no Entombed A.D. Ele entrou na tour dos caras e logo depois lançaram um disco novo, o que deixou nossa agenda praticamente congelada.
Isso na verdade nos deu tempo para tirar do papel esse projeto novo, que gostamos muito, entramos de cabeça e queremos levá-lo ao melhor patamar possível.
Mesmo tendo muita gente do KroW, considero um outro momento, um outro time, com grandes e novas possibilidade de criação e execução.

A formação do Alekto é a abertura de uma nova linha criativa na concepção de vocês?
CAUÊ - A linha criativa do Alekto sempre teve como principal característica a liberdade nas composições, buscando uma sinergia entre a agressividade das letras e os riffs. No processo de composição, sempre imaginamos o resultado ao vivo para criarmos uma identidade marcante nas músicas, que são o veículo para o conceito da banda. Já toquei com o Will em outros projetos e sempre achei o vocal dele muito versátil, ao mesmo tempo com muita projeção e agressividade e que se mostrou perfeito para essa nova sonoridade. Com guitarra única, vocal livre, com certeza estamos entrando em uma nova linha.

Como está sendo a receptividade do público?
WOESLEY - Isso tem sido maravilhoso. O impacto que a banda causou em vários headbangers não só no Brasil mas em todo o mundo nos deixa muito felizes, pois trabalhamos duro para apresentar um material de qualidade e chegar com tudo pronto para mostrar nossas ideias, nosso som, a nossa banda. Lançamos single/clipe recentemente, intitulado ‘’Revenge’’, em parceria com Guilherme Fernadez e o Studio GF, e em menos de uma semana chegamos à marca de mais de 10.000 visualizações só no Youtube, onde também nos colocaram em playlists ao lado de bandas gigantes do Metal mundial. É gratificante demais ver nosso trabalho sendo reconhecido assim.

Com o Krow vocês lançaram álbuns e fizeram turnês, da maneira tradicional. Com o Alekto pretendem seguir nessa linha formal ou inovar na divulgação?
JHOKA - Com certeza faremos várias turnês no Brasil e no mundo, até porque nosso lugar é na estrada. Não consigo imaginar estar numa banda e ficar em casa (risos), mas aprendemos muito com esses 7 anos de KroW e hoje sabemos melhor o que é mais prudente e o que funciona mais com relação às turnês. Estamos fechando várias parcerias fortes para já cairmos na estrada com o pacote completo. Nosso disco sai dia 10 de Março pela Atração Fonográfica, em digital, cd e vinil, acompanhado de todo o merchandising da banda.
Gravamos aqui em São Paulo no estúdio Bocaina 72, produzido pelo Bruno dos Reis e Cauê De Marinis, a mixagem e masterização deixamos nas mãos do Ronnie Björnström (Enhanced Audio Productions - Suécia), ele já trabalhou com caras como Meshuggah, Aeon, Apostasy e por aí vai. A capa foi desenhada a mão pelo grande artista romeno e parceiro nosso de muitos anos Costin Chioreanu, da Twilight 13 Media.
Em breve vamos divulgar as primeiras data dos shows, hoje estamos assinados com Restless Booking que já está montando a primeira tour nacional para julho.

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