nails2 1024x612 Exclusiva com Nails, a banda que o Max Cavalera me recomendou

Nails é a banda mais casca-grossa da atualidade. E a mais legal.
Foi uma dica há alguns anos do eterno sepultura Max Cavalera.
Peguei desde o excelente "Abandon All Life". O disco que lançaram ano passado, "You Will Never be One of Us" é meu favorito de 2016.
Altamente recomendo. Isto é, se você gostar de sons extremos.
A entrevista abaixo (e na imagem acima) saiu na nova Roadie Crew, que igualmente recomendo fortemente.

"O som mais brutal da atualidade está nas mãos de três caras – Todd Jones, na guitarra e vocal, John Gianelli, no baixo, e Taylor Young, na bateria. Não pela velocidade extrema (que eles até incorporam) ou pelo abuso de efeitos e camadas de densidade, mas pela proposta de unir uma arquitetura punk rock sobre tonalidades de metal extremo. A proposta virou Nails em 2009, e no ano seguinte lançaram o debute, “Unsilent Death”.
No oitavo ano de existência, promovem agora “You Will Never Be One of Us”, lançado no meio do ano passado e que dá um passo adiante na fórmula inicial. É considerado por veículos especializados um dos melhores lançamentos de 2016. Na opinião deste repórter/redator, é o melhor.
Supera o excelente “Abandon All Life”, de 2013, com suas características músicas de pouco mais ou menos de um minuto, que soam como um condensado de descarga sonora em volume máximo constante.
O líder da banda, Todd Jones contou um pouco mais da banda.

Roadie Crew - A primeira vez que ouvi falar sobre o Nails foi quando o Max Cavalera me recomendou a banda durante uma entrevista. E foi a primeira vez em décadas que tive aquela sensação (boa) de ser intimidado pela música. Assim como tive quando escutei pela primeira vez “Kill’Em All”, “Reign in Blood”. Essa é uma coisa que as pessoas costumam dizer para vocês?
Todd Jones - Esse é um elogio maravilhoso, obrigado. Sim, nossa banda já foi comparada outras vezes com o Slayer da fase “Reign in Blood”, o que é legal para mim porque esse é meu álbum e banda favoritos de todos os tempos. Obviamente nós não tocamos como o Slayer, mas talvez o espírito do que o Slayer foi nos anos 1980 é algo que nós veneramos, e se as pessoas que ouvem isso na nossa música, é muito legal.

RC - Já que é assim, qual sua explicação para isso?
TJ - Nós somos profundamente influenciados pelo Slayer. A maior parte no espírito do que eles eram. Velozes, agressivos, rápidos, penetrante, malvados, nunca inflados.

RC - Nails parece ser uma banda dirigida pela guitarra. Estou certo?
TJ - Sim, diria que sim. Nós somos orientados pela guitarra e pelo ritmo.

RC - É natural que as composições surjam com um minuto de duração ou pouco mais do que isso?
TJ - Uma grande parte do nosso espírito e som são breves e contido. Nós geralmente escolhemos ir rápido e direto ao ponto ao invés de ficar introduzindo mais riffs na música. Nós tentamos fazer o que é melhor de acordo com a nossa visão e não para nosso ego.

RC - Quando você diz “um de nós” (“one of us”), como em “vocês nunca serão” (“You will never be”), quem somos “nós”?
TJ - Nós somos os “sobreviventes” e os “comprometidos”. Como no punk e no metal. Pessoas que são comprometidas com o espírito do que eles amam.

RC - Nails está ficando mais sombrio e pesado com os anos. Isso é por causa das influências externas?
TJ - Não acho. Para mim, a vida tem sido muito melhor desde o lançamento de “Unsilent Death” (de 2010) e acho que meus colegas de banda diriam o mesmo. Nós realmente estamos focados apenas em fazer o melhor álbum possível na hora em que estamos compondo. Nós queremos manter o som e o espírito do que o Nails é, mas também continuar fazendo música que seja relevante. Nós também queremos ter certeza de que quando lançamos um álbum, os fãs vão sentir que o dinheiro foi bem gasto. Temos um comprometimento com os fãs de entregar uma certa qualidade musical. Espero que consigamos isso todas as vezes.

RC - Como você explicaria o progresso de “Abandon All Life” para “You’ll Never Be One of Us”?
TJ - Eu diria que “Abandon All Life” foi mais maldoso e obscuro e menos acessível. “You Will Never Be One of Us” é um pouco mais cativante, e também mais fácil de ouvir como um todo. Nós focamos em garantir que cada música fosse realmente memorável, então nós garantimos que os riffs ficassem grudados na cabeça, enquanto no “Abandon All Life” nós só quisemos socar e não prestamos muita atenção se as músicas eram ou não memoráveis.

RC - Nails é rotulado como powerviolent metal. Vocês soam como uma banda de trash-death metal em uma estrutura punk. A arte gráfica parece black metal. Como você definiria a banda para alguém que nunca a ouviu antes?
TJ - Eu gosto da sua descrição de “banda de trash-death metal em uma estrutura punk”. Acho que eu concordo. Acho que é assim que eu explicaria o Nails.

RC - Você trabalha com TI (Tecnologia da Informação), como seu trabalho principal, e não faz tanta turnê. Você acha que esse é o novo modelo para as bandas? Ter um trabalho comum e fazer música como um plano B? (Plano B não é o termo que eu queria usar)
TJ - É o modelo que funciona para o Nails. Todo mundo é diferente e claro que eles precisam fazer as coisas do próprio jeito, aprender o que é melhor para eles. Eu realmente não sei dizer o que as pessoas devem fazer, mas.... isso parece funcionar para nós.

RC - É verdade que as suas influências principais são Slayer e Sepultura?
TJ - Sim, eu diria que é verdade. Eu acrescentaria Minor Threat, Discharge, Uniform Choice, Youth of Today, Bold, Napalm Death e Demolition Hammer também.

RC - O que vocês têm ouvido ultimamente?
TJ - Eu ouvi muito essa semana: “Starspawn”, do Blood Incantation, tudo do Spectral Voices, “Extermination Mass” do Death Worship, “Roir” do Bad Brains, tudo do Negative Approach e “Is This My World”, do Jerrys Kid."

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