Publicado em 11/03/2015 às 14:12

Estou com coluna na melhor revista do país

20091029 14141535 Roadie Crew Frase PR 300x188 Estou com coluna na melhor revista do país

A revista é a Roadie Crew. E é definitivamente a melhor do país, atualmente.
Sou amante de revistas, e, modéstia às favas, as conheço bem. Até tive, com os prezas Daniel Motta e Marco Bezzi, um par delas.
Assino um monte ainda.
Insisto na maioria, assistindo a decadência explícita de muitos títulos.
Sou dos que assinam a Playboy REALMENTE para ler, principalmente meu amigo Jardel Sebba. E umas tantas outras que emulam títulos lá de fora.Alguém falou Esquire?
A Roadie Crew não é nada disso.
É uma revista feita por pessoas que gostam de música – por música, aqui, entenda-se Rock e heavy metal – e que a tratam com a mais brutal honestidade. Tão importante quanto: por pessoas que fazem jornalismo.
Em momento em que as revistas tendem à fórmula Sebastiana Quebra-Galho de dicas pra solucionar desde seus problemas sexuais até como burlar o leão da receita, a Roadie Crew aposta em escutar. Escutar os artistas, escutar o que eles produzem e escutar o público.
Recomendo fortemente.
Pode até pular a página da minha coluna, pois o resto já é pano de sobra.
Segue abaixo print da minha estreia.

coluna1 Estou com coluna na melhor revista do país

Publicado em 10/03/2015 às 14:24

Sabe quantos animais um vegetariano salva durante a vida?

vegan and vegetarian 1024x696 Sabe quantos animais um vegetariano salva durante a vida?

Cerca de 7.000.
Pelo menos é o que diz estudo publicado pelo Daily Mail, considerando uma pessoa que vive até os 80 anos.
Isso sem contar animais menores ou que tem consumo mais esparso, como camarões etc.
Vegetarianos já contestaram o estudo e dizem que na verdade esse número deveria ser o triplo pra se aproximar mais da realidade.
Se bem que 7.000 já é um número bastante assustador.
Dei uma olhada no consumo médio de carne no Reino Unido e ele é bem próximo da média de um brasileiro. Logo dá pra dizer que se aplica perfeitamente por aqui.
O estudo esmiuça ainda os números por tipos de animais que são salvos por vegetarianos.
Dá uma dúzia de vacas, uns 30 porcos, 2.400 frangos e uns 4.500 peixes.
Junte-se a nós.
icon smile Sabe quantos animais um vegetariano salva durante a vida?
A matéria está aqui.

Publicado em 06/03/2015 às 12:07

Corey Feldman lança tributo a Corey Haim

Nos icônicos anos 1980 eles eram reis. Os dois Coreys, Feldman e Haim.
Cada um fez lá seus filmes, as típicas comédias oitentistas, Goonies, Gremlins, quando adolescentes e eram os galãzinhos na época.
Estrelaram juntos o bacana The Lost Boys. Viraram melhores amigos, e aí se perderam e afundaram em drogas.
Haim morreu em 2010, por conta de pneumonia e problema cardíaco, mas detonado por drogas.
Demorou cinco anos, mas Feldman o homenageia em uma música, "222" (número favorito do chapa) onde não omite problemas com drogas.

Publicado em 05/03/2015 às 17:14

Rick Nielsen, do Cheap Trick, está vendendo coleção de guitarras

rick Rick Nielsen, do Cheap Trick, está vendendo coleção de guitarras

Se fosse um milionário excêntrico, arrematava o lote.
Quer dizer, bastava ser milionário.
Olha cada coisa linda o guitarrista do Cheap Trick colocou à venda.
Grande parte já foi.
Tá aqui, ó: https://reverb.com/shop/officialricknielsenshop

Publicado em 25/02/2015 às 11:38

Folgo em apresentar a banda de um comparsa

Sabe banda de comparsa, que você fica com medo de escutar e se for ruim ter que dizer a verdade pro cara?
Pois é.
Quer dizer, pois não é...o caso do grupo do Zebini, camarada e que está lançando o primeiro clipe.
Assiste aí. Vale a pena. Garanto.
Ah, ele é o moço do microfone.

E aqui vai o release:

TREMA: vida longa ao Rock!
Banda TREMA lança videoclipe da música FATO

Todos nós já dissemos (ou ao menos pensamos) sobre o assunto: "É, parece que o Rock morreu". Principalmente o nacional. Não é pra menos. Diariamente uma avalanche de vertentes musicais brigam por espaço na mídia, deixando o Rock, no mínimo, em segundo plano.

Eis que surge um trabalho independente, visceral, na raça, clamando por renovação. Com letras roqueiras mas com poesia (no sentido mais musical possível) para quem gosta não só de Rock, mas de música. E simples: baixo, bateria e guitarra, como deve ser. Como você verá neste clipe, a força está na música, na energia. E não na embalagem.

Formada em 1992, a TREMA está na estrada desde então. Em 2014, a banda formada por Zebini (vocal), Maw Kido (guitarra), Marco Maia (baixo) e Rafa Blekic (bateria) decidiu revisitar suas antigas composições, criar novas, e assim gravar seu trabalho autoral.

Talvez os mais de vinte anos de estrada tenham ajudado a banda TREMA nessa missão. "Nós quatro somos bem diferentes uns dos outros, inclusive no gosto musical. Mas acredito que o tempo fez a parte dele para lapidarmos dentro do nosso trabalho o melhor de cada um", dispara o guitarrista e músico profissional, Maw Kido. "E tanto tempo na estrada, e de relacionamento, também escancararam nossos defeitos, para que viéssemos corrigindo ao longo do caminho", acrescenta o vocalista Zebini.

Parte da letra da música "Fato", primeiro single lançado em 2015, vai direto ao ponto: "...contra um fato não há argumento...". Ouça. Se quiser, de olhos fechados. E curta, compartilhe, grite bem alto. O Rock agradece.

Publicado em 22/02/2015 às 14:43

“Éramos a melhor banda de rock do Brasil. Éramos.”A última entrevista que fiz com Renato Rocha

Fui à casa do Renato Rocha em 2002. No Recreio dos Bandeirantes, no Rio. Diziam que estava doidão, e fui ouvir a história da saída da Legião Urbana da boca dele.
Estava realmente doidão, mas menos do que quando foi morar na rua, uns 9, 10 anos depois.
Apesar de não ser fã da Legião Urbana dava uma tristeza ter visto-o na maior banda que o Brasil já teve, depois naquela situação decadente, na rua e agora, morto.
Reproduzo a entrevista que fiz com ele à época.

imgres Éramos a melhor banda de rock do Brasil. Éramos.A última entrevista que fiz com Renato Rocha

ZERO: Você era da turma dos Skinheads, não?

RENATO ROCHA: Quando o punk começou a acabar, sobrou muito gayzola, muito playboy que se dizia punk. Eram aqueles caras que compravam calças Fiorucci, desfiavam e falavam que eram punks. Aí resolvemos ser cabeça raspada. A gente era uma equipe do terror, pra diferenciar dos punkzinhos gays.

ZERO: Quem eram punkzinho gay?

R.R: Os lambe-lambes (risos)

ZERO: Que a gente conhece, quem era?

R.R: Os dois lá, o Dado e o Bonfá, o Dinho, Philipe Seabra [vocalista e guitarrista do Plebe Rude], essa turma.

ZERO: Por que lambe-lambes?

R.R: Porque não faziam nada. Chegavam nas festas e ficavam bodeados num canto. Gostavam de Bauhaus e PIL. Eram fracassados. Os carecas chegavam chutando o teto.

ZERO: Qual foi seu primeiro contato com o Renato e o resto da banda?

R.R: Ah, a gente andava numa turma, ia pras festas. Tinha uma época que tinha umas cinco festas por noite. Festas de detonar, de barão. Pó, maconha à vontade. E não aparecia ninguém pra encher o saco. O mais fraco ali tinha seis Rolls Royces na garagem. Quem ia ter coragem de entrar pra dar uma geral?

ZERO: Como você entrou para a Legião?

R.R: Renato tinha cortado os pulsos em Brasília, estava na pré-produção do primeiro disco. Como ele tocava baixo, precisava de alguém para o lugar dele. Eu sabia todas as músicas, as letras. Entrei quatro dias antes do início das gravações. Acabamos virando a maior banda do Brasil.
Mas quando ficou cheio de grana, o Renato não queria fazer mais nada.Ficou muito chato, alcoólatra. Aí ele começou a chutar todo mundo, tratava todo mundo muito mal.

ZERO: Quando foi isso?

R.R: Foi no final dos 80. Ele tava inacreditável, tomou varias overdoses.

ZERO: Ele já não gostava de fazer shows?

R.R: Depois de encher o cú de grana, só gostava de encher a cara.

ZERO: Vocês eram amigos?

R.R: Não. A gente era conhecido. Amigo, não. A partir do momento em que o cara só se preocupa com ele mesmo…só ele tem dor de cabeça, só ele tem exaqueca, só ele tem problemas…

ZERO: Qual era o seu papel na banda? Você era apaziguador ou só chegava e tocava?

R.R : Eu fumava meu baseado inocente, tomava minha dose de uísque e ficava pensando: “cara, eu estou fazendo a melhor coisa do mundo: ganhando grana pra fazer música, e neguinho fica aí se lamentando à toa, reclamando do bife”. Eu aproveitei minha fase rock. Os caras não tinham atitude roqueira, não falava com a galera, esnobavam os fãs. Pra mim ficar na Legião era um sacrificio.

ZERO: Por que você acha que eles se sustentaram como banda tanto tempo?

R.R: O Renato gostava de homem bonitinho e chamou o Marcelo Bonfá e o Dado pra tocar. O Dado só entrou porque o Renato queria o nome Villa-Lobos na banda. Aí ele ensinou o Dado a tocar. E o Bonfá era um pilha fraca, não aguentava tocar um show inteiro, não ensaiava, não treinava, não malhava, não comia, era um merda.

Saia com a namorada, não queria pagar a conta e a menina pagava. Queria fumar um baseado mas não apertava, eu é que tinha que apertar. Folgado e mão-de-vaca. É um cara muito babaca, nem a mulher dele aguenta ele. Era uma agonia, pois o cara não sabia tocar nada.

ZERO: E como foi sua vida depois da banda?

R.R: Eu tive uma fase ruim, fiquei em baixa. Namorei uma mulher errada e minha vida degringolou. Era uma mulher que só queria sacanear. Tipo Cleopatra. Fiquei muito alcoólatra, muito louco, tomava tudo.

ZERO: Mas o Dado dizia que você já detonava antes de sair da banda.

R.R: O problema do Dado é que ele não sabe nem escolher a roupa que vai vestir. A mulher dele é quem escolhe. Ele não sabe tocar, não tem personalidade própria. Ele é tão bundão que podia ter impedido minha saída. A gente ia para o mundo inteiro. Iamos pra Europa, ele bundou pra mulher dele. A mulher queria ter um filho e prendeu ele aqui. Ele botou pilha pra gente não gravar fora.

ZERO: Foi depois do terceiro disco?

R.R: Foi. A gente ia gravar em Portugal.Estava tudo certo. A Legião ia arrebentar e ele bundou. Ficou com medo da Fernanda. A mulher amarrava um lacinho no pescoço dele e ele saia na rua assim. Não representa nada para o rock brasileiro. Representa o gosto do Renato. E aí? Vai dizer que uma bicha daquelas era roqueiro? Em vez de comprar uma moto comprava uma lambreta. E ainda andava de lencinho. Como um cara desses pode dizer que é punk?

Eu saia, ia nas favelas, cheirava pó, ficava nas quebradas, pegava as putas. Ai o cara dizia que eu estava aloprando. Ele é que não aguentava a pressão. Eu pegava as gatas e passava na frente dele, o cara ficava com aquela carinha de bunda.

ZERO: Desde sempre eles tiveram essa atitude na banda?

R.R: Eu fiquei puto porque era um bando de cuzão com uma oportunidade de ouro nas mãos. Todo mundo falando bem pra caralho. Minha maior frustração é isso cara. Um cara do gabarito do Dvid Byrne falando das possibilidades de sermos o maior sucesso do mundo e dois playboyzinhos babacas sacaneando.

ZERO: Foi o David Byrne que ofereceu a oportunidade de vocês gravarem lá fora?

R.R: Não, foi a gente que conseguiu. Éramos a melhor banda de rock n’ roll do Brasil. Éramos.

ZERO: E você achava isso na época?

R.R: Eu achava uma das melhores do mundo. O Renato sabia cantar todas aquelas letras maravilhosas em inglês. O disco ia arrebentar. A gente ia ser o U2 e o Dado não deixou. Ou melhor, a mulher do Dado.

ZERO: Ele (R.Russo) tinha uma atitude homosexual dentro da banda?

R.R: Tinha. Sempre teve. Pirava, ia lá e dava para o roadie Mas é aquela história. Se o cara tem muito poder, ninguém fala a verdade.

ZERO: A Legião perdeu a atitude rock com a sua saída?

R.R: Cara, rock exige uma certa agressividade. Rock não é para playboyzinho pasmo, tchutchuquinha. Dado tomava um copo de uisque e ficava bêbado. A Cracatoa Vermelha nem bebe.

ZERO: Quem é a Cracatoa Vermelha?

R.R: Bonfá(risos)

ZERO: Quando foi a última vez que você falou com ele?

R.R:Foi na gravação de Uma outra estação. Ele virou pra mim e disse: “eu estou igual a você”. Pensei: “puta merda, fudeu” (risos)

ZERO: E o Dado?

R.R: Foi uma vez no ATL Hall. ELE pegou meu braço e disse: "Não fala mal de mim na imprensa não”. Eu fiquei só rindo, porque o filho dele tava todo preocupado, com medo de eu dar porrada nele. O moleque ficava falando “pai, vamos embora”

ZERO: Você ainda voltou pra gravar esse disco póstumo (R. Rocha participou da faixa da gravação instrumental da faixa Riding Song, que foi sobre posta a uma gravação dos 4 integrantes feitas durante as gravações do disco Dois).

R.R: Gravei cara. Infelizmente eu grave. Ganhei um barão [R$ 1000]. Aquele cara me ridicularizou. Mas eu estava precisando de grana.

ZERO: Você gastou toda a grana que ganhou na Legião?

R.R: Não, eu comprei carro, moto. Depois vendi tudo. E eu não ganhei tanta grana assim.

ZERO: Você foi ao enterro do Renato?

R.R: Não fui porque não sou cretino. Mas um dia passei com a minha namorada e a mãe do Renato estava no Burle Marx pra jogar as cinzas. Aí o pneu da moto furou bem na frente. Eu falei: “caralho, Manfredo, solta do meu pé”. Mas eu sempre gostei do Manfredo, ele sempre foi uma pessoa muito sincera, só que ele se fodeu, cara, porque ficou com dois babacas.

ZERO: Quando você falou com Renato Russo pela última vez?

R.R: Falei pelo interfone. Ele não quís me atender. Toquei na casa dele e ele respondeu que tava de ressaca.

ZERO: O que você queria com ele?

R.R: Ah, sei lá. Perguntar como ele tava. Ele alucinava, tomava todas e subia na mesa,(…)Cansei de levar ele doidaço, babando no taxi. Mas aí como ele era mentor da banda e da juventude brasileira, mascaravam esse comportamento. (…)

ZERO: Como foi que você saiu da banda?

R.R: O Renato Russo saiu do elevador e falou: “Você está fora da minha banda”. A gente ia assinar o contrato do Quatro Estações. Estavamos no prédio da EMI.Ai eu falei pra ele: “Cara, se você me apontar o dedo eu torço seu braço”. Fiquei na minha, puto, mas sabia que não era uma coisa do Renato. que era coisa dos dois perobinhas. O maior castigo é ter grana e não ser feliz. Eu tenho e sou feliz.

ZERO: Parou com as drogas?

R.R: Fumo meu baseado, tomo umas bebidas.

ZERO: E a legião ainda dá grana?

R.R: Não, dá uma miséria. Menos de mil reais por mês. Só que conversar com eles é tentar tirar leite de pedra. Eles são brancos, eu sou pele-vermelha.

ZERO: Já pensou em se candidatar a algum cargo público?
Opa, já. Prefeito de Mendes. O grande lance é entrar no esquema e não ser corrompido´por ele. Como eu entrei na Legião e não fui corrompido.

Publicado em 10/02/2015 às 18:59

AC/DC vem pro Brasil em setembro

Apesar de terem me dito que é quaaaase certa a data, pode me cobrar when september ends caso não venham.
Já havia sido anunciada a quaaaase confirmação deles por aqui lá pra novembro.
Mas antecipou. E em se tratando de AC/DC, quanto antes, melhor.
Duvido que alguém que foi ao show deles em 2010 no Morumbi não o tenha pelo menos entre os 5 melhores da vida.
Mesmo sem Malcolm Young e, muito provavelmente, Phil Rudd, AC/DC é AC/DC = demolidor no nível máximo.
Tocaram no Grammy, domingo, aliás, uma nova, "Rock or Bust", e o clássico "Highway to Hell".

Publicado em 06/02/2015 às 15:00

Encontro de monstros: Dave Lombardo e Max Kolesne falando sobre metal e bateria

Se você gosta de música, por favor assista a esse encontro que tive a honra de promover.
Se você toca ou gosta de bateria, é obrigatório.
Dave Lombardo, eternamente baterista do Slayer, está no país para shows com o Philm, que é um trio fantástico e criativo num nível bizarro. (Tocam domingo agora, no Manifesto, em São Paulo.)
Max Kolesne é o polvo por trás da bateria do Krisiun.
Esta semana, consegui colocar os dois frente a frente.
Foram 20 minutos (na edição do vídeo, mas uma meia hora na verdade) onde falaram sobre influências, a falta de criatividade na música atual, as cobranças, como algumas coisas que Lombardo toca são na verdade "funk mais rápido"...E uma grande revelação (ao menos para os fãs de Slayer). Muitos dos clássicos de sua performance no Slayer, como os segundos em que a bateria permanece sozinha em "Angel of Death", são chupados de influência cubana (ele é cubano).
Então, assista:

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