O vídeo que deixou Slash "speechless", segundo tweet do guitarrista de ontem, foi gravado há três anos. A menina manda "Sweet Child o´Mine" incluindo solo com tap aos 7 anos.
Hoje, aos 10, ela é guitarrista da Mini Band, grupo de pequenos prodígios.
Slash tuitou o seguinte ao receber o link de Leslie West, do Mountain:
@Slash
Leslie West sent this 2 me today. So cool. I'm speechless. iiii]; )'
Dá uma olhada no vídeo:
Aqui a garota, Zoe Thomsom, fritando no solo de "Disciples of Hell", do Yngwie Malmsteen:
Há 10 anos, Saddan, Gaddafi e Bin Laden assombravam a Terra. E a internet assombrava a música. A população de internautas no globo pulou de 500 milhões para 2 bilhões, e mesmo assim a música segue firme e forte. Mas não os rockstars. Pitty provavelmente foi a última a passar pela porta no Brasil, com o disco “Admirável Chip Novo”, que completa 10 anos neste abril e está sendo lançado em vinil.
Hoje, as figuras proeminentes do cenário pop, a gente confunde se são músicos ou atores de Malhação. Como, sei lá, o Fiuk. As redes sociais nem existiam. Era um mundo bastante diferente. Sobre essa década, Pitty falou com o R7.
Há 10 anos onde você se via dali a 10 anos (hoje)?
Nunca fui de projeções muito longas, e especialmente naquela época o pensamento era muito "um dia de cada vez". Só desejava que estivesse vivendo de música, e que eu nunca mais precisasse fazer outra coisa.
Se a efeméride serve para você fazer um balanço da sua carreira, quais pontos altos e baixos apontaria?
Altos: ter conseguido me agarrar às minhas convicções ao longo desse caminho mesmo morrendo de medo dessa ser uma postura kamikaze, e isso resultar num alicerce que hoje considero bacana artisticamente.
Baixos: ter entrado para esse meio justamente no momento de transição, onde disco já não se vendia mais e estava todo mundo perdido tentando encontrar uma solução e aprendendo a lidar com internet. Ser cobaia desse momento, talvez.
Se comparado aos trabalhos seguintes, existe uma certa inocência nas letras (principalmente). Você concorda?
Totalmente. É aquela coisa pueril, cheio de bravatas juvenis e muita, muita certeza de que é gritando que se muda o mundo; como não podia deixar de ser já que grande parte daquelas letras foram se moldando desde o fim da minha adolescência. Tenho até saudade de ter aquela fé, aquela esperança nos três acordes, sabe? Acho que fui ficando mais cínica com o tempo.
Por outro lado, se você gravasse o mesmo disco hoje, com tudo o que sabe, o que mudaria? Seria um bom exercício, esse. Acho que mudaria a escolha das palavras, a construção das frases, os timbres de alguns instrumentos. Algumas coisas de sonoridade. Mas acho que a essência das ideias contidas ali estariam ainda, porque elas nunca se dissolveram. Existem assuntos recorrentes em discos posteriores, abordados sob ótica atual. Ou seja, continuo acreditando naquilo, mas talvez encontrasse novas formas de dizê-lo.
À véspera de lançar o primeiro single do primeiro trabalho de inéditas de Ozzy com o Black Sabbath (Tony Iommi e Geezer Butler) desde "Never Say Die", de 78, o vocalista fez um mea culpa social pelo Facebook.
Admitiu que andou bebendo e usando outras substâncias ilícitas nos últimos meses, mas que há mês e meio está limpo.
O comunicado de Ozzy na íntegra:
"For the last year and a half I have been drinking and taking drugs. I was in a very dark place and was an a–hole to the people I love most, my family. However, I am happy to say that I am now 44 days sober.
Just to set the record straight, Sharon and I are not divorcing. I’m just trying to be a better person.
I would like to apologize to Sharon, my family, my friends and my band mates for my insane behavior during this period………and my fans.
Victor Hugo, assassinado aos 19 anos. Do crime só ele tem rosto, por ter mais de 18 anos (Foto: Reprodução/Facebook)
O que mais me deixa embasbacado com essa história do assassinato do estudante Victor Hugo Deppman é que não nos é permitido ver a cara do assassino, do ladrão que o matou mesmo após Victor ter entregue o celular e não reagido.
Na verdade não é isso. Tem uma série de coisas que me deixam embasbacado com a história.
O assassino completa 18 anos amanhã, dia 12 de abril. O assassinato ocorreu na noite de terça-feira (9), pois. Se tivesse acontecido 50 horas depois, ele já seria responsável por aquilo que pratica. E tirar a vida de alguém aos 17 anos e 363 dias garante a um assassino no Brasil:
- uma pena que varia entre 6 meses e 3 anos;
- proteção de sua identidade; daí não nos ser permitido ver o rosto do bandido;
- o garoto que foi assassinado poderia bem estar entre meus colegas de trabalho, estar estagiando aqui no R7, como uma série de profissionais que passaram por estágio aqui nestes três anos e meio de portal.
Mas, é sério que por três dias a configuração de um assassinato monstruoso muda de configuração completamente?
Na Inglaterra, a partir de 10 anos de idade, quem comete crime já é responsável. Na liberal Holanda, aos 12. Os tradicionalíssimos Japão e Alemanha consideram 14 anos a maioridade penal. Já os nórdicos são maiores aos 15 anos. Até Cuba tem uma posição mais bem encaixada que a nossa: 16 anos.
Já não temos quem nos livre de atrocidades como essa. Agora: quem nos livra dos desvios de uma lei que beneficia o criminoso?
...e é do Kiss, de época em que nem existiam clipes ainda. Ou por outra, a associação de imagem com música não havia entrado em acordo com coisas como direçãso, roteiro, argumento.
Dessa época temos pérolas como aquelas encenações musicais que passavam no Fantástico nos 70.
Só nos 80, quando a MTV nasceu, a cultura do videoclipe ganhou lógica.
Daí o clipe de 1976 do Kiss, da baladona-sucesso "Beth", ser tão bom.
Não faz sentido nenhum.
Acho que tem uma Beth no meio do clipe, que tem que seguir a letra e demonstrar tristeza com o fato de Peter Criss, o baterista que canta no clipe, não poder voltar pra casa cedo, para os braços dela.
É um show. Só assistindo.
Se você gostou, pode armar uma vaquinha pra me comprar uma máquina de pinball do Metallica.
“Vamos rir no dia que Thatcher morrer/
Mesmo sabendo que não é o correto/
Vamos dançar e cantar a noite toda...”
São os versos iniciais de música do Hefner, “The Day That Thatcher Dies”. Eles não estão sós. Acho que não teve personagem tão odiado (e “homenageado” por conta disso) quanto Margareth Thatcher na música pop recente.
Devo muito a ela minha formação não só musical, mas histórica. Começo dos 80, quando comecei a consumir de maneira quase doentia música, ela estava em muito do que mais me atraía. Era alvo principal do punk rock.
O Exploited fez um disco em 1983 com o título “Let´s Start a War Said Maggie One Day”, sobre a decisão da primeira ministra conservadora inglesa no ano anterior de invadir as Ilhas Malvinas e entrar em guerra com a Argentina.
Era seu terceiro ano na liderança do governo, sendo que ela foi alçada ao poder em 1979 no auge de uma crise sem precedentes na Inglaterra. Era até então líder da oposição, e com desemprego nas alturas era natural que elegessem qualquer um que fosse oposto ao sistema vigente. Margareth Thatcher cumpriu esse papel.
Só que era época, também e pelos mesmos motivos, da explosão do punk rock no Reino Unido. E ela não os enganava. Os mesmos Explodited compuseram “Maggie” (you cunt).
E ia lá eu na Enciclopédia Barsa vermelha do meu pai ver quem era essa Maggie de que tanto falavam.
Os ingleses tinham melhor sorte nesse ponto, pois era a cultura jovem que os posicionava politicamente. E tome o Crass cantando para a Dama de Ferro (termo cunhado por um líder comunista soviético, regime ao qual ela era ferrenha opositora) “How Does it Feel to be the Mother of a Thousand Deads?”.
Morrissey não ficava atrás, e logo que entrou em carreira solo, gravou “Margaret on the Guillotine”. Fora as capas do Iron Maiden com ilustrações da primeira ministra.
Bom, Margareth, descanse em paz com esse barulho todo.
Hefner - The Day That Thatcher Dies
We will laugh the day that Thatcher dies,
Even though we know it's not right,
We will dance and sing all night.
I was blind in 1979, by '82 I had clues,
By 1986 I was mad as hell.
The teachers at school, they took us for fools,
They never taught us what to do,
But Christ we were strong, we knew all along,
We taught ourselves the right from wrong.
And the punk rock kids, and the techno kids,
No, it's not their fault.
And the hip hop boys and heavy metal girls,
No, it's not their fault.
It was love, but Tories don't know what that means,
She was Michelle Cox from the lower stream,
She wore high-heeled shoes while the rest wore flat soles.
And the playground taught her how to be cruel,
I talked politics and she called me a fool,
She wrapped her ankle chain round my left wing heart.
Ding dong, the witch is dead, which old witch?
The wicked witch.
Ding dong, the wicked witch is dead.
Antes, vamos combinar uma coisa? Seriados deixaram a pasta junto aos folhetins e novelões e assumiram o posto mais alto do que convencionamos chamar de Hollywood, à frente (bem à frente, aliás) do cinema. Como meu amigo Marcelo Costa e eu chegamos à conclusão, as séries assumiram o bolsão da criatividade enquanto o cinema ficou com a missão do consumo rápido.
Esse nariz de cera todo foi pra falar da volta de “Mad Men”, em sua sexta temporada, neste domingo à noite nos EUA, em episódio de duas horas. Parece que vai começar a passar por aqui na TV Cultura, já está no Netflix, mas de qualquer maneira vai estar pingando como torrent na segunda-feira por aqui.
“Mad Men” é ofensivo de bom.
É uma série de roteiro, de figurino, de atuações, de diálogos, de reprodução fidelíssima de época (anos 1960), de desobediência à correção política (todo mundo fuma e bebe e opina como se estivesse caminhando no corredor da morte) em níveis que tangenciam a perfeição.
“Breaking Bad” chega perto em qualidade. Mas se analisados todos os quesitos, “Mad Men” tem um nariz de vantagem.
Se você quiser assistir e não pegou nada das cinco temporadas, melhor explicar do que se trata.
O título é uma corruptela de “ad men” (advertising men) e era como os publicitários se chamavam nos 1960, quando o glamour da profissão era zero (continua, btw) e ser um bando de loucos não era de fato algo que alguém se orgulhasse. (Camarada Cassiano Fagundes lembra que também vem de MADison Av., onde ficavam as agências à época.)
A trama orbita pela vida do diretor criativo Don Draper (Jon Hamm), que tem um passado nebuloso antes de se tornar o pica do meio. Passado que é explicado – ele tinha uma vida de merda num buraco do interior dos EUA, foi para a guerra, onde um de seus colegas morreu e ele assumiu a identidade desse (assumiu o nome, melhor dizendo), se picou para Nova York onde virou o big shot que é.
Don Draper e seus colegas – principalmente o manda-chuva da agência, Roger (John Slattery) – dão aula de gestão em cada atitude e diálogo. Mas o que mais impressiona em “Mad Men” é a organicidade da obra.
Tudo é pra valer. Não tem internet, não tem gente com muleta de informação, se não aquilo que a vida trouxe de bagagem e como se faz uso disso. Os diálogos são impressionantes, as atitudes são cruas, as relações ganham outra dimensão com tudo isso. Só assistindo mesmo. Espero que você o faça. Pode me cobrar depois.
Luiz Cesar Pimentel é jornalista, escritor e chefe de redação do portal R7. Jornalista desde 1992, e autor dos livros Sem Pauta – Reportagens, Histórias e Fotos de um Jornalista pelo Mundo (Ed. Seoman, 2005), compilado de coberturas em 18 países como correspondente, e Você Tem que Ouvir Isso! (Ed. Pensamento, 2011). Trabalhou na Folha de S Paulo, Editora Abril, Trip, os portais Starmedia, Zip.net, UOL e Virgula além de ser colunista e colaborador de Caros Amigos, Carta Capital, Playboy, Rolling Stone, Sexy, Jornal da Tarde, Elle e Superinteressante.