Publicado em 13/07/2015 às 11:57

“AC/DC seria uma banda muito melhor se Bon Scott não tivesse morrido”, diz biógrafo da banda, que lança livro no Brasil

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O inglês Jesse Fink está no Brasil onde lança nesta quarta-feira, em São Paulo, a biografia do AC/DC sob o ponto de vista dos irmãos Young - Malcolm, Angus e George, o irmão mais velho que, segundo o autor, é tão importante quanto os outros dois na trajetória do grupo.
Segue entrevista com o biógrafo.

Você escreveu que a “descoberta” do AC/DC, há alguns anos, o ajudou a superar um divórcio terrível (estranhamente quando escutou a música “Gimme a Bullet”). Que outras histórias semelhantes descobriu enquanto pesquisava e escrevia o livro?
Sim, “Gimme A Bullet” abriu caminho para que descobrisse o poder do AC/DC em um momento crucial na minha vida. A música deles me manteve vivo, então este livro é meu reconhecimento disso e da importância deles para milhões de pessoas ao redor do mundo.
Há muitas histórias no livro que não foram contadas anteriormente: da suposta overdose de heroína de Bon Scott no meio dos anos 1970 (e de como os irmãos Young quase o demitiram da banda por isso) passando por como Mutt Lange foi contratado de verdade para produzir “Highway to Hell” até a história do icônico logo da banda e de como seu criador, Gerard Huerta, nunca recebeu um centavo por isso.
Talvez minha história favorita é a revelação de que o baterista do primeiro hit da banda, “High Voltage”, era um italiano chamado Tony Currenti e não Phil Rudd. Tony é dono de uma pizzaria em Sydney! Também creio que Bon Scott escreveu algumas letras para “Back in Black” e coloco essa investigação no livro.

Quando pensamos em irmãos Young, automaticamente consideramos Malcolm e Angus. Mas há o George, irmão mais velho, que tinha sido rockstar na Austrália (com Easybeats) e ajudou a moldar a banda, além de produzir os primeiros discos. Qual é a porcentagem de responsabilidade de cada um no AC/DC?

Os três irmãos são realmente indivisíveis. Não dá nem para colocar em termos de porcentagem. Sem o George não existiria AC/DC. As experiências dele no Easybeats (conjunto de muito sucesso que ele teve na Austrália) moldaram o que viria a ser o AC/DC. Sem o Malcolm não existiria um líder. Ele é o criador do som poderoso de guitarra característico do grupo e a banda não é a mesma sem ele. Angus é a estrela do público, mas quando Bon estava na banda eles dividiam as atenções: Bon e Angus eram importantes à mesma medida.

Existem muitas biografias da banda. Quais são as falsas histórias, que de tanto serem contadas, acabaram virando “verdades” na carreira do AC/DC?
A história da contratação de Mutt Lange para produzir “Highway to Hell” por exemplo foi repetida tantas vezes que o mito virou verdade. Sempre foi dito que o empresário do AC/DC à época, Michael Browning, veio com a ideia em 1979. De acordo com diversas fontes, não foi isso que aconteceu. Era uma ideia da gravadora Atlantic Records, que já vinha desde 1978, e Doug Thaler, futuro empresário do Mötley Crüe e Bon Jovi, pode assumir o crédito por isso. Existem também muitas histórias inconsistentes sobre “Back in Black” igualmente, que exponho no livro.

Qual é sua história favorita dos irmãos Young?

Nenhuma que se possa publicar!
Uma que acho interessante é que Peter Mensch, que foi empresário do AC/DC e hoje trabalha com Metallica, foi demitido da banda porque os irmãos não aceitaram que ele levasse a namorada durante uma turnê australiana.

De certa maneira você diminui a importância que acreditava-se que os irmãos davam a Bon Scott antes da morte e antes de ele virar uma lenda. Você acha que se ele estivesse vivo continuaria vocalista do AC/DC?
Acredito que Bon estava considerando as opções de futuro em sua carreira quando morreu. Nós sabemos que ele tinha a ideia de lançar um disco de southern rock solo. O antigo baixista do AC/DC Mark Evans colocou em sua biografia isso. Bon tinha muitos problemas com álcool. Não considero que o estilo de vida que levava o levaria muito longe. Mas ele estava desesperado por conseguir alguma estabilidade na vida, financeira e afetiva. Considero razoável teorizar que ele teria saído do AC/DC se não morresse quando morreu.

Vamos supor que ele continuasse. Qual você acha que seria o futuro da banda? Eles teriam lançado um álbum de sucesso estrondoso como “Back in Black” na sequência? E uma série de álbuns mais fracos depois?
Esta é uma das perguntas mais interessantes que já me fizeram. Queria muito que Bon estivesse vivo até hoje. Bon Scott foi a melhor coisa que já aconteceu para o AC/DC. Suas letras não podem nem ser comparadas às letras atuais da banda. Seu vocal era muito superior ao de Brian Johnson. Ao vivo, ele era incomparável. Os discos que ele fez com AC/DC nos 70 são os melhores do grupo. Então, o que quero dizer, é que o AC/DC seria uma banda muito melhor do que é com Brian Johnson e eu gostaria muito de ter mais músicas do AC/DC com Bon Scott se ele não tivesse morrido.

Existem muitas injustiças creditadas aos irmãos Young, como a do logotipo do grupo. Quais outras você pode apontar?
Duas se destacam.
Primeiro, o completo descrédito a Tony Currenti como baterista no primeiro disco, “High Voltage”, e no primeiro single da banda, de mesmo nome. Músicas em que ele tocou foram usadas na Austrália e nas versões internacionais do disco, do disco “TNT”, de “Jailbreak” e “Backtracks” e ele nunca recebeu sequer um telefonema. Nunca recebeu um convite de backstage de show, nenhum crédito, nada. Ele é uma das pessoas mais gentis e genuínas que já conheci dentro ou fora da indústria musical, então qual é o problema? Eles deveriam fazer a coisa certa com Tony. Pegar o telefone, falar alô. Melhor ainda, convidá-lo a tocar “High Voltage” ao vivo em Sydney. Ele faria um trabalho bem melhor do que Chris Slade na bateria, que não tem o suingue de Tony. Era a canção de Tony.
A segunda é a maneira como Mark Evans foi colocado para fora da banda. Ele foi demitido de modo estranho à véspera da primeira turnê norte-americana em 1977 e teve que tomar atitudes legais para ser compensado. Quando ele foi convidado a comparecer à celebração de introdução do grupo no Rock and Roll Hall of Fame ficou extremamente empolgado. Então o convite foi misteriosamente desfeito. Muita coisa injusta e não condizente com a realidade foi dita sobre Mark. Malcolm disse algo muito horrível: “Nós nunca o quisemos (na banda), não achávamos que ele tocava direito. Nós todos dávamos conta, assim como (o baixista da banda em 1974) Rob Bailey. Nós só esperamos ter um pouco de autonomia para nos livrarmos de nosso empresário e contratar um bom baixista”. Horroroso.

Você considera que o AC/DC foi o Easybeats que deu certo (comercialmente)?
Se você quer dizer ter muito mais sucesso que o Easybeats, sim. Com conjunto de rock, o AC/DC é um fenômeno. Musicalmente, os Easybeats eram tão talentosos e possivelmente mais criativos que o AC/DC (escreviam música em diferentes estilos). Mas o AC/DC é mais rock que qualquer conjunto na história da música.

Liste os discos da banda do melhor para o pior:

1. Powerage
2. Let There Be Rock
3. Back in Black
4. Highway to Hell
5. High Voltage
6. Dirty Deeds Done Dirt Cheap
7. Rock or Bust
8. Flick of the Switch
9. For Those About to Rock We Salute You
10. Ballbreaker
11. Stiff Upper Lip
12. Black Ice
13. The Razors Edge
14. Blow Up Your Video
15. Fly on the Wall

Em seu livro anterior, The Glimpse, você atribui uma música para cada capítulo. Você sempre foi movido por música?
Sim, The Glimpse tem uma música para cada capítulo. Músicas são marcos de momentos importantes de sua vida, assim como foram para mim quando estava me recuperando de um divórcio (tema do livro), especialmente as de Michael McDonald. Aquele livro é extremamente pessoal e um de meus melhores. Adoraria que fosse publicado aqui depois de “The Youngs”.

Você diz que AC/DC não era sua banda favorita. Ainda não é ou mudou de ideia após escrever o livro?
Minha banda favorita é provavelmente o Doobie Brothers. Pau a pau com AC/DC. Amo as duas bandas – a era de Michael McDonald no Doobie e a era Bon Scott no AC/DC. Estou conhecendo a música brasileira agora por conta de minha namorada brasileira. Existe um cenário incrível aqui.

Lançamento em São Paulo:
Quando: 15 de junho
Horário: 19h
Onde: Livraria Cultura – Shopping Bourbon
Rua Turiassu, 2100 - Piso 3 - Loja 211

Os Youngs – os irmãos que criaram o AC/DC
Autor: Jesse Fink
Tradução: Marcelo Hauck
Preço: R$49,90
Páginas: 272
www.editoragutenberg.com.br

Publicado em 11/07/2015 às 09:43

Making of do disco novo e última parte da entrevista com Krisiun

Segue abaixo a quarta e última parte da entrevista dos 25 anos de Krisiun.
Se quiser ver o making of do disco novo, que sai em agosto, a música nova, pule para os 13 minutos do vídeo.
Trabalho hercúleo do Robert Mathias, Douglas Baeto, André Pequeno, traduções da Carla Clara, Natalia Ilovatte, edição do Bruno e por aí vai.

Publicado em 10/07/2015 às 09:03

Krisiun, a história completa, penúltima parte

Os caras falam sobre Works of Carnage e a consolidação da carreira, nestes 25 anos de estrada.

Publicado em 09/07/2015 às 11:28

Krisiun, a história completa – Primeiro disco e sucesso no exterior

Tá aí a parte 2 (de 4) da entrevista com Krisiun, onde repassam a carreira toda.
Falam sobre o disco de estreia, o icônico Black Force Domain, e o sucesso que começaram a fazer fora do País.

Publicado em 07/07/2015 às 21:53

Esses caras têm uma história incrível. Krisiun, 25 anos. Por favor, assista

Não é força de expressão.
Os 25 anos de Krisiun são um feito que tangencia o inimaginável.
Um dos principais grupos de metal extremo no mundo, os três irmãos continuam tocando de segunda a segunda e trabalhando quais pedreiros.
Só assim se escreve uma página musical no país. Em pedra.
Assista a primeira parte da conversa, que repassa as duas décadas e meia, até chegar ao disco novo, no forno pra sair.

Publicado em 06/07/2015 às 10:57

Exclusiva com Bullet for my Valentine, que chega ao Brasil pra gravar DVD

bullet Exclusiva com Bullet for my Valentine, que chega ao Brasil pra gravar DVD

Os caras farão quatro shows no país, e registrarão as apresentações para DVD que sai depois do disco previsto para 14 de agosto, “Venom”.
Já os vi ao vivo e os caras são treta sobre o palco. Vale bem a pena.
O guitarrista Michael “Padge” Paget falou com o R7 antes de desembarcarem.
(Os outros integrantes são: Matthew “Matt” Tuck (vocal/guitarra), Michael “Moose” Thomas (bateria) e Jamie Mathias (baixo))

Como foi a experiência de vocês aqui no Brasil da última vez e por qual motivo vocês decidiram voltar com mais shows desta vez?
Nós estivemos na América do Sul há uns 5 anos e queríamos fazer mais shows, para mais gente. Foi bem louco, os fãs são geniais, foi muito divertido, então nós queríamos voltar. É tudo pelos fãs.

É verdade que os shows aqui no Brasil serão filmados?
Sim, é verdade. Talvez a gente grave um clipe no Brasil para um novo single.

Me fale um pouco do novo CD, “Venom”. O que você acha que ele tem de diferente dos anteriores?
É o CD mais uniforme de todos, é o nosso CD mais pesado. É bem agressivo, rápido e sombrio. Mostra o Bullet de um jeito mais sinistro de alguma forma, eu diria.

Dá para escolher uma música favorita ou que você recomendaria para quem quer conhecer este CD?
É muito difícil. Acho que a ideia deste CD, na verdade de todos os CDs, é que uma música seja tão boa quanto a última, então é muito difícil escolher uma favorita, mas acho que “No Way Out” teve uma recepção muito boa dos fãs.

No Brasil, nós temos uma banda de metal famosa, o Sepultura. Eles completam 30 anos este ano e vocês já estão na estrada também há bastante tempo. Existe um segredo para a longevidade de uma banda?
Acho que o segredo para qualquer banda é simples: ter boas músicas para se conectar com os fãs.

Foi anunciado recentemente que o metal é o gênero mais ouvido ao redor do mundo no Spotify. É mais popular que country, rap e pop até. Mesmo assim, ainda ouvimos pouco metal nas rádios, na TV e em premiações. Você acha que o metal sofre algum tipo de preconceito ou algo do tipo?
Eu acho que o metal é tão popular porque os fãs são muito fieis, mas não é tão acessível para pessoas que não conhecem muito do gênero. Pop e outros ritmos como hip hop são forçados pelas rádios no mundo, acho que esse é o único problema. Acho que um dia metal pode estar nas rádios também, quem sabe? Seria legal.

Serviço

08/07 – Opinião – Porto Alegre, Brasil
10/07 – Vanilla Music Hall – Curitiba, Brasil
11/07 – Via Marquês – São Paulo, Brasil
12/07 – Circo Voador – Rio de Janeiro, Brasil
14/07 – Groove – Buenos Aires, Argentina
16/07 – Teatro Cariola – Santiago, Chile
18/07 – Downtown Majestic – Bogotá, Colômbia
19/07 – El Plaza Condesa – Cidade do México, México

Publicado em 04/07/2015 às 07:39

Vinny Appice conta como foi tocar com Black Sabbath, Dio e…John Lennon

O cara é tipo um Forrest Gump do rock.
Não bastasse ter tocado nos clássicos discos de Ronnie James Dio, "Holy Diver" e "Last in Line", em alguns dos melhores do Black Sabbath, como "Mob Rules" e "Live Evil", ainda foi o último baterista a tocar ao vivo com John Lennon.
Ele conta todas as histórias desses feitos abaixo.

Publicado em 02/07/2015 às 11:10

Veja as cidades pelo mundo onde é mais barato tomar cerveja

Cerveja brasileira é, claro, das mais caras do mundo.
Porque, afinal, o mundo não é justo.
Pesquisa sobre as cidades com cerveja mais barata no planeta coloca o Brasil láááááá atrás, num 34º lugar, com o Rio de Janeiro.
São Paulo nem aparece na lista de 75 cidades.
Os caras fizeram uma média entre o preço que se paga por uma dose de 330ml no mercado e no bar.
Cidade mais barata é Cracóvia, na Polônia, com modesto dólar e sessenta e seis centavos na média.
Aí vai descendo a lista, vai descendo e só lá embaixo está o Rio de Janeiro, com U$ 3,12 de média (sendo puxado pelo alto preço no bar, U$ 5 e tralalá).
Mesmo assim a média de consumo de cerveja na cidade maravilhosa é das mais altas do planeta, até próxima dos 130 litros anuais per capita das cidades mais beberronas.
Aí você desce dois degraus e colada ao Rio está Bruxelas, a capital mundial da cerveja boa, com praticamente o mesmo valor que se paga no Rio por umas tranqueiras.
Mundo não é justo mesmo.
(clica na imagem abaixo para ampliar a lista)
BPI US 200x1024 Veja as cidades pelo mundo onde é mais barato tomar cerveja

Publicado em 01/07/2015 às 14:11

Steve Vai fala de Zappa, guitarra (claro) e sua criação de abelhas

Steve Vai é um gentleman.
Não é de se estranhar, afinal todos nós virtuosos da guitarra e vegetarianos somos (cof! cof!)
Mas o cara tem uma carreira espetacular.
Começou em banda a convite do Frank Zappa, integrou o super grupo de David Lee Roth nos 80, Whitesnake e desde os 90 segue brilhante carreira solo.
E também faz workshops pelo mundo, como o fez recentemente no Brasil, quando conversei com ele.

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