Pela aposentadoria compulsória de Caetano Veloso

montagem Bowie X Caetano1 Pela aposentadoria compulsória de Caetano Veloso

Na semana passada, ele fez uma comparação entre gostar de Justin Bieber hoje e de Beatles em 1963, quando começaram (a fazer sucesso), dizendo ser a mesma coisa. Não é exatamente por causa dessa infelicidade o título deste post. Mas foi o gatilho. Porque sei (ou prefiro imaginar) que Caetano não acredita nisso. Trata-se apenas de mais uma ação do cantor e compositor baiano para manter-se de alguma forma relevante na mídia.

Artifício que vem utilizando desde que sua obra criativa começou a escassear. Como ele supre a necessidade ególatra de relevância, tanto faz para quem quer que seja. Só que ao usar a crítica “inteligente” (aspas necessárias), que ele sabe que come em sua mão a qualquer pio, ocupa espaço que não lhe é merecido. Que é de outro.

Sua obra não serve como peso de papel desde 1991, quando lançou Circuladô. Desde então, sapecou nove discos ao vivo. Cercou-se de banda indie, para dar uma envernizada no som, mas nada que promove musicalmente para em pé desde então – pegue os mais recentes, , Zii e Zie e Abraçaço, e conteste se for capaz. E de tempos em tempos mantém a cadeira cativa na mídia à base de cutucões e farpas (Lobão, Tom Zé, Gilberto Gil...), em fotos dúbias, como na capa da Rolling Stone, ou com frases polemicamente arquitetadas como essa sobre Beatles e Justin Bieber.

Nada que enobreça a obra anterior do compositor. Sim, apesar de não ser ardoroso admirador da MPB, ele é meu artista favorito do gênero. Seus discos, principalmente nos 1970, valem a admiração mundial que conquistou – Tropicália, Transa, Joia, Araçá Azul, Doces Bárbaros, Uns, Outras Palavras (os últimos já nos 80). Caetano tem uma Obra, com ó maiúsculo. Sei que nem se eu vivesse 127 encarnações como crítico musical (coisa que não sou nem nesta) chegaria aos pés de contribuição para a música mundial que ele teceu no final dos 60, 70 e 80.

Mesmo assim não dá para se furtar de outra comparação (já que ele gosta tanto disso). Acaba de sair o disco novo do David Bowie, The Next Day. O cantor, cinco anos mais novo que Caetano, ficou sumido por quase dez anos. Uma década sem que ninguém ouvisse falar dele, sem que lançasse nada, nem sequer uma entrevista para dizer que estava vivo. Nos últimos dois ou três, convocou amigos e pediu sigilo absoluto, e no dia de seu aniversário neste ano, 8 de janeiro, soltou o primeiro single de um disco delicioso que montou no sabático.

Ele está preocupado com a música. Ponto e vírgula. Caetano, não. Ponto-final. Por isso a aposentadoria de Caetano o salvaria. Ao menos, a sua própria obra.

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James Hetfield é um cara muito positivo

Adora soltar um "yeah!".

abaixo, todos os "yeahs!" que já mandou.

Mapa Pop da Grã-Bretanha

mapaGB Mapa Pop da Grã Bretanha

R.I.P. Clive Burr (Iron Maiden)

clive R.I.P. Clive Burr (Iron Maiden)

O ex-baterista do Iron Maiden morreu nesta madrugada, após anos de luta contra esclerose múltipla. Morreu dormindo tranquilamente, segundo comunicado da banda no Facebook.

Iron Maiden é uma família, e como tal tratavam Burr como irmão.

Em 2002, fizeram série de shows para levantar fundos para o tratamento do baterista que tocou nos melhores discos da banda, "Iron Maiden", "Killers" e "The Number of the Beast". Vídeo abaixo do terceiro show em Londres.

Burr, assim como Bruce Dickinson, foi contratado junto ao Samson.

Descanse em paz. Você nos deu grandes alegrias.

Lá vem o Suede salvar o mundo da música de novo

suede 300x293 Lá vem o Suede salvar o mundo da música de novo

Ou quase isso. Afinal, já faz uma boa meia dúzia de anos que não surge nada de novo e bom no cenário musical. Ao menos não me ocorre agora.

Enfim.

Escrevo isso porque acaba de vazar (deve ser lançado em Abril) o disco da volta do Suede, 10 anos depois do mais recente que culminou com o congelamento da banda britânica.

Escrevo que é quase isso porque 4 das 11 músicas são dispensáveis, aquela coisa arrastada que mostra o pior do melhor grupo britânico do britpop – “Sabotage”, “Sometimes I Feel I´ll Float Away”, “What Are You Not Telling Me?” e “Faultlines”.

E o vocalista e dono da banda, Brett Anderson, tinha garantido que seria um disco a retomar a trilha roqueira dos primeiros da carreira do Suede, começo dos 90. (Coloquei a entrevista que fiz com eles no final do ano passado aí embaixo).

Mesmo tirando as 4 ainda sobram 7 que são superiores a 99,7% da produção musical pop rock no globo. Rocks muitíssimo bem feitos como “Snowblind”, “It Starts and Ends With You” e “Hit Me”, ou canções pop deliciosas como “For the Stranger” e “Always”.

Na dúvida, pode ir sem medo.

É nota 7. Mas 21 perante o cenário atual.

ENTREVISTA/BRETT ANDERSON
Vocalista fala do novo trabalho do Suede, que se reuniu para shows depois da separação, em 2003

LUIZ PIMENTEL

A oferta é para uma entrevista com os cinco integrantes do grupo, mas a dinâmica
das respostas entrega a real: o Suede é seu vocalista, Brett Anderson.

Um pouquinho do baixista Mat Osman, membro original do grupo, que figurou no primeiro escalão do rock alternativo durante todos os anos 1990.

Depois de 10 anos e cinco discos, o grupo se desfez em 2003. Cada qual tocou seus
próprios projetos, mas nem a reunião do vocalista como guitarrista original, que
ajudou a conceber os clássicos primeiros discos, sob o nome The Tears, chegou aos
pés do sucesso do Suede.

Há dois anos, voltaram para algumas apresentações. Balão de ensaio, que os levou a mais apresentações, os trouxe ao Brasil pela primeira vez neste ano e os levou ao estúdio, onde gravam o sexto disco. Sobre tudo isso, o quinteto... ops, Brett Anderson, falou.

Vocês disseram que esse disco, que sai em 2013, é “bem Suede”. Mas se colocar
a discografia de vocês, cada trabalho difere do seguinte: um é mais melódico,
um é mais roqueiro, outro mais eletrônico... Afinal, como será o disco da volta?

Será mais parecido com os três primeiros álbuns (Suede, Dog man star
e Coming up). Sem a variação eletrônica, que fez parte do Head music (quarto) e sem aquela coisa mais leve e acústica do quinto disco (A new morning). Queríamos fazer um grande disco de rock de novo.

Pena ouvir que não parecerá com o A new morning, pois muitas vezes é meu preferido...

Não é nada comum alguém dizer que esse é o álbum preferido em nossa discografia.

Entendo que vocês voltam às raízes com essa decisão. Como é esse recomeço?

O que nos tranquiliza é que na posição em que estamos não é necessário se encaixar em algum cenário para existir, como quando você é um grupo iniciante. Quando o grupo está começando, tem que seguir uma certa agenda, se encaixar em alguns requisitos.

Quando não se é uma banda nova, não precisa necessariamente estar na vanguarda.

Você deve ter respondido centenas de vezes, mas é necessário perguntar sobre (o guitarrista original) Bernard Butler. Há em toda cena britpop essa dinâmica de vocalista/guitarrista, seja nos Smiths, Oasis, Stone Roses e mesmo se pensar em Kinks e Rolling Stones. Você considerou chamá-lo de volta?

Não. A última coisa que Bernard quer fazer na vida dele é sair em turnê com uma banda de rock. Ele disse isso muitas vezes. Hoje ele é um produtor musical, não uma opção.

Pegando o gancho da cena britpop, sei que causou grande desconforto para vocês quando a revista Select os alçou ao posto de bastiões da cena, colocando foto do Brett na capa e a manchete “Yankees go home”. Isso ainda incomoda?

É muito limitado juntar bandas pela nacionalidade dentro de um grupo.

É coisa de mente estreita. Ainda mais que nossas músicas não são sobre o Reino Unido, mas sobre assuntos universais – pobreza, isolamento, sexo e tristeza. Isso acontece
em todos os lugares, não é privilégio britânico.

Se você pudesse apontar uma música a qual tem orgulho em ter escrito, qual seria?

(Pensa um bom tempo antes de responder) Wild ones.

E que canção você diria que te deixa enlouquecido, com vontade de pular ou dançar?

(Responde prontamente) Bodies, dos Sex Pistols.

a melhor série está voltando

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virou moda chamar fã pra porrada

Recentemente foi o Paul Di´Anno, ex Iron Maiden, que chamou um cara da platéia pro pau. E no sábado agora foi Scott Weiland quem deu o vexame. O vocalista, que foi sacado do Stone Temple Pilots, estava fazendo show solo em Nova York quando se irritou com um fã. Perguntou: "É uma arma que você está me apontando? Vamos resolver isso mano a mano..." e mais uns absurdos.

Saca só o vídeo.

os beatles de perto

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Tecnologia boa é a que aproxima as pessoas – daí Skype, Facebook, Whats app e redes sociais em geral fazerem tanto sucesso. Quando atinge gente inalcançável, melhor ainda.

Escrevo isso pela exposição Ringo: Peace and Love, sobre a vida do baterista dos Beatles, que abre em julho, no Museu do Grammy, em Los Angeles.

Estarão em exposição alguns itens como a jaqueta vermelha que ele tocou no show no teto da sede da Apple, em Londres, e a bateria que usou nas lendárias apresentações no programa Ed Sullivan, nos EUA, nos 1960.

Também terá interatividade, como vídeo do beatle ensinando truques técnicos.

Por falar em interatividade, outra tecnologia de aproximação incrível é o app para iPad Guitar Collection, do também beatle George Harrison. Dá pra fuçar na coleção de guitarras do cara. Fantástico. Aqui

tô aceitando

qualquer dessas sugestões de presentes caso façam Dia Internacional do Homem

Jogo da Família Disfuncional

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Recipiente Six Pack de madeira

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Kit Faça sua Própria Cerveja

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Meia Tubarão

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Jogo das Fotos Constrangedoras de Família

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Money Clip Oscar Wilde

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Skate do Slayer

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A música mais bonita do mundo é cantada por uma mulher

Claro que é por conta do Dia Internacional da Mulher. Aí minha chefe Juliana Zorzato mandou eu fazer um post sobre isso. Ia elencar minhas 7 favoritas cantadas por mulheres (7, R7, sacou?) só que mesmo achando que não sou aquele fã de vocal feminino acabei relacionando 14. Duas vezes sete, vai.

Tá aí a lista. E uma homenagem.

Começa com a mais bonita do mundo. Ao menos é o que penso toda vez que escuto a Françoise Hardy cantando com Air. A música é “Jeanne”.

Aqui tem início um leve truque meu. Pois tem muito dueto com homem. Como nesta do Decemberists, “Yankee Bayonet”.

Ou a Emmylou Harris com Gram Parsons em “Love Hurts”.

Ou a Aimee Mann com Michael Penn no cover de Beatles “Two Of Us”.

Tem também a Natalie Merchant com Billy Bragg e Wilco em “Birds and Ships”.

Uma pausa para uma banda que é caracterizada por vocal masculino (Frank Black) mas nesta com microfone emprestado para Kim Deal: Pixies e “I Bleed”.

Com Bonnie Tyler em “It´s a Heartache” mulheres solo voltam à carga.

Tem Debbie Harry no Blondie com “Heart of Glass”.

Tem Joan Osborne em “One of Us”. Que raios ela fez depois disso?

A inesquecível Nina Simone em “Ain't Got No...I've Got Life”.

Grupo novo? Alabama Shakes e “Hold On”.

Anos 1990? Echobelly com “King of the Kerb”.

Ou Cranberries com “Stars”.

E pra fechar, talvez a primeira música anti-racismo, Billie Holiday em “Strange Fruit”.

Agora pra fechar de verdade uma homenagem a Wendy O. Williams (e seu Plasmatics), a mulher mais rock, punk, o que você quiser.

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