Publicado em 20/04/2015 às 12:16

O hotel mais cool (e barato) de Nova York

465 576x1024 O hotel mais cool (e barato) de Nova York

Os quartos mais simples são isso e pronto. Os mais caros acomodam casais.

É daquelas descobertas deliciosas de viagem.
Em uma cidade em que você pode pagar facilmente uns U$ 500 por noite por um quarto bom (não disse excepcional, mas bom) descobri um hotelzinho na parte que considero a mais descolada da cidade e que custa entre U$ 70 e U$ 100 e poucos a diária.
Tudo bem que é mais uma experiência do que aconchego, mas se você estiver disposto, garanto que vale a pena.
O The Bowery House fica no East Village, no Lower East Side da cidade. Para te posicionar, é a parte lá pra baixo de Manhattan. Times Square fica no meio, Central Park mais pra cima e Harlem mais lá pra cima ainda.
É a área onde mapeei há alguns anos e tem todos endereços icônicos do rock e punk nova-iorquinos dos 70 (principalmente). Depois dá uma olhada aqui se tiver disposição e veja o roteiro, que vai desde o CBGBs (quase em frente ao hotel) até as casas de Joey Ramone, Madonna, Iggy Pop, a capa do Physical Graffiti, do Led Zeppelin...
Pois bem, voltemos ao hotel.
Essa área da cidade é onde os soldados norte-americanos desembarcavam de volta da Segunda Guerra.
Eles tinham um saco com roupas e memórias terríveis e tudo o que queriam era algo que os fizesse esquecer, alguma diversão, e esse era o ponto onde encontravam bares, mulheres, bebidas blá-blá-blá.
Donos de estabelecimentos montaram cabines (nem dá pra chamar de quartos) que acomodavam os poucos pertences, uma cama e só.
E é isso que você encontra no Bowery House. Banheiros compartilhados, camas limpas com todo material simulando o da época, em lençóis, travesseiros, até os chaveiros dos quartos são aquelas tags militares, sabe?
As divisórias entre as cabines são baixas, como na época. E qual tal, existem essas grades no teto, pois à ocasião era comum esticarem o braço e puxarem da cabine vizinha o que estivesse à mão, casacos e tal.
Enfim, se interessar, fica na 220 Bowery, New York, 10012. Tel.: 212.837.2373. Email do gerente (que me mostrou o lugar): matthew@theboweryhouse.com

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uma visão horizontal do quarto

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banheirinho maneiro

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Publicado em 18/04/2015 às 14:16

Por que fazer rock no Brasil atualmente?

Fiz essa e mais algumas perguntas capciosas à banda Pure, de São Paulo. Basicamente porque é um grupo que me mostrou que é possível ainda fazer rock no Brasil com vários elementos que achava mortos (ou inférteis), como influência oitentista, letras em inglês e, claro, mercado.
Ícaro e Bela F. (os dois da foto abaixo) me respondem, também abaixo.

bandas pure 300x161 Por que fazer rock no Brasil atualmente?

- Por que fazer rock no Brasil atualmente?
(Icaro) Boa pergunta. Não dá muito ânimo. Mas fazemos por puro amor ao rock. Ruim com ele desse jeito, pior sem ele. Não da pra levar a vida sem, independente se estiver aqui, Londres ou no Iêmen.
(Bela F.) Eu ampliaria sua pergunta pra música em geral. O músico ainda é muito afetado pela crise do mercado independente quando se vê obrigado a rever todo um pensamento viciado. Isso é difícil e demanda tempo. Não vale a pena ser músico no Brasil do ponto de vista financeiro, mas isso é o que temos pra oferecer, nossa verdade. Se vale a pena ou não, você que me diz.

- Por que recorrer a uma sonoridade oitentista?
(Icaro) No nosso caso, pelo menos na minha visão recorremos muito pouco. Temos influência de muitos grupos dos anos 80, mas penso que ela aparece de forma mais natural, já que fazemos muita coisa inspiradas em riffs de guitarra. Agora temos um teclado e os timbres que estamos usando vão mais pro lado Bowie na fase Berlim do que qualquer outra coisa. Agora sobre essas bandas de bermuda e teclados minúsculos, penso que é mais por oportunismo e vontade de fazer parte de um clube.

- Sobre esse tipo de som, não já foi explorado ao máximo? Ou ainda existe espaço pra criatividade?
(Icaro) Depende de como você usa. Realmente algumas bandas em evidência exploram muito as mesmas sonoridades e parece que todas bebem das mesmas fontes. Acho que pode ser uma prisão quando se usa isso como ponto final e não ponto de partida. Espaço pra criatividade sempre vai existir, e pra isso é bom ter conhecimento e uma boa sensibilidade pra equilibrar bem as ideias.
(Bela F.) São ondas de modismo. Me parece que o Talking Heads está bem em alta. Mas posso estar ultrapassada já.

- Esse é o tipo de som que te dá vontade de ouvir?
(Icaro) Sim, nos inspiramos em quase todos as fases do rock. Se notar, sutilmente elas vem à tona e o desafio de lidar com isso é muito interessante. Muitas vezes damos de cara com estilos conflitantes que têm que funcionar juntos e de maneira coerente. Usamos isso como ponto de partida pra uma inspiração, que depois segue por si só.
(Bela F.) Vai pelo insconsciente mesmo. Não consigo brecar todas as influências que me são inerentes enquanto cantora, nem os meninos. Fazemos rock com um monte de coisa que eu julgo bacana então, respondendo à pergunta, sim.

- Qual é a expectativa da banda em curto, médio e longo prazo?
(Icaro) Minha expectativa é ter uma boa agenda de shows, gravar vários discos e com isso recrutar pessoas que gostam do nosso tipo de som. Gostaria também de contribuir de alguma maneira para que as bandas que procuram fazer um trabalho sério recuperassem o interesse da mídia. A cultura do trash é muito exaltada, até pelos ditos intelectuais.
(Bela F.) Isso é uma bola de neve de desinformação que a longo prazo pode ser muito prejudicial. Na verdade esse efeito já é sentido. Cabe a nós tentar resgatar essa consciência, nem que seja com uma vara de bambu.

- Se a fita voltasse a zero e recomeçasse hoje, o que faria da banda, do som, da carreira?
(Icaro) Sinceramente gosto desse caminho que estamos seguindo, em termos de sonoridade. Ele abre caminho pra varias tendências sem se trair. De repente você está numa fase mais R'n'B ou numa mais eletrônica e pode aplicar isso no som sem ser apelativo. O que eu gostaria de ter feito de diferente era ter chamado antes essas pessoas que estão comigo hoje. Trabalhei com gente muito lenta que só me fez perder tempo.

Publicado em 09/04/2015 às 10:38

about last night – festa de 30 anos do Viper

fotos by Edu Enomoto

Publicado em 08/04/2015 às 15:30

Uma banda de rock é mais que uma banda de rock – 30 anos do Viper, hoje

viper1 Uma banda de rock é mais que uma banda de rock   30 anos do Viper, hoje

atualmente, da esq. para dir., Felipe, André, moi, Yves, Pit e Guilherme

Uma banda de rock é (ou era) uma rede social, onde as pessoas forma(va)m amizades, cria(va)m vínculos. às vezes por toda a vida. É o caso do acontecimento de hoje, a festa de 30 anos do Viper, ícone do metal nacional, que acontece no Bar Manifesto, ali pelas 21h.
Falo com propriedade porque eu estava lá, no dia 8 de abril de 1985, no teatro Lira Paulistana, em São Paulo, no primeiro show do quinteto.
Eles já eram meus amigos e continuam até hoje.
Não levarei minhas duas filhas porque tenho um terceiro por nascer a qualquer momento, mas bem gostaria. Para que encontrasse a Bebel, filha do Felipe, ou a Pietra, do Pit, ou mesmo o André, do Yves (agora mais Capital Inicial que Viper).
Também os amigos que formei no entorno da banda desde aquela época, como o trio aqui de casa wikibrothers Daniel Saul Dystiler, Nando Machado e Raphael Masini. Ou o Marquinhos Kleine, que foi tocar guitarra no Ultraje a Rigor mas na época era do Exhort.
A noite promete tanto que eles vão tocar o set-list daquele primeiro show, com cover de "Night of the Demon" (Demon) e tudo.
Vão lançar, também, o CD e o DVD ao vivo.
Olha uma prévia deste abaixo:

viper Uma banda de rock é mais que uma banda de rock   30 anos do Viper, hoje

há exatos 30 anos, no Lira Paulistana

Publicado em 06/04/2015 às 15:21

Morreu mais um Lynyrd Skynyrd, os Kennedys da música

bob burns lynyrd skynyrd Morreu mais um Lynyrd Skynyrd, os Kennedys da música

Burns em ação

Quem bateu as botas desta vez foi Bob Burns, baterista original do grupo, que gravou os dois primeiros álbuns.
O cara bateu seu carro numa caixa de correio e depois em uma árvore. Estava sem cinto de segurança e babau.
Ao sair da banda, em 1974, deixou sua bateria gravada nos dois maiores hits do grupo, "Sweet Home Alabama" e "Free Bird", e se livrou do acidente de avião que vitimou metade do Skynyrd em 1977.
Três dias depois de lançar um disco que seria multiplatinado, o avião onde estavam viajando ficou sem gasolina e num pouso de emergência morreram o vocalista Ronnie Van Zant, a backing Cassie Gaines e o guitarrista Steve Gaines.
O grupo parou e retornou em 1988. Dois anos antes o guitarrista Allen Collins, que sobrevivera à queda do avião, sofreu acidente de carro e ficou paralisado da cintura pra baixo. Morreu em 1990.
Em 2001 quem morreu foi o baixista Leon Wikeson; e em 2009, seu substituto, Ean Evans, e também o tecladista Billy Powell. Todos com seus 40 pra 50 anos.
O único membro original vivo é o guitarrista Gary Rossington.
Má vai ser acidentada assim lá longe.

Publicado em 03/04/2015 às 06:00

estudo sensacional sobre quais são as principais causas de morte de músicos

Headbangers lideram em suicídios, rappers, em homicídios, nas doenças do coração, bluesmen.
São alguns dos apontamentos dessa pesquisa sobre causa de morte de músicos.
Diz também que a expectativa de vida dos músicos em geral fica em 56 anos.
Dá uma olhada no gráfico abaixo, mas vale dar uma fuçada na pesquisa toda.

how musicians die estudo sensacional sobre quais são as principais causas de morte de músicos

Publicado em 02/04/2015 às 17:32

não é todo dia que um camarada seu entra no Megadeth

E é oficial, Kiko Loureiro, o homem do Angra e um dos melhores guitarristas do mundo, e meu chapa, acaba de ser anunciado guitarrista do Megadeth, ao lado de Dave Mustaine.

aqui.

KikoLoureiro DaveMustaine não é todo dia que um camarada seu entra no Megadeth

Publicado em 31/03/2015 às 14:22

Polícia queima 3 toneladas de maconha e cidade inteira fica chapada

maconha Polícia queima 3 toneladas de maconha e cidade inteira fica chapada

Acho que a polícia indonésia é a melhor do mundo.
Os policiais de Palmerah, um sub-distrito da capital Jacarta, resolveram queimar mais de 3 toneladas de maconha apreendidas.
Colocaram máscaras e tacaram fogo na bicha.
Só esqueceram de avisar o restante dos moradores do distrito.
Uma nuvem de fumaça correu pelo local e os moradores apontaram..(pigarreio)..."tontura" e "dor de cabeça". Fora uma fome violenta minutos depois.
Mas não é lá que é pena de morte pra isso?
Mais, aqui.

Publicado em 31/03/2015 às 11:54

Como é que ninguém traz o Van Halen pro Brasil?

Ontem os caras tocaram ao vivo em especial do programa Jimmy Kimmel.
E mesmo com todos os excessos dos 70, 80, 90, 00, são melhores que 99,99% do que rola por aí.
Olha essa performance de "Panama". O vocalista David Lee Roth vai brincar de garotão karatê, faz do pedestal um nunchaku e arrebenta o nariz no começo da música.
Depois passa mais de metade sangrando até obrigar o gênio Eddie Van Halen a improvisar sobre o solo enquanto é atendido.

Um show do Van Halen valeria por TODOS do Lollapalooza - Jack White, Robert Plant e Smashing Pumpkins inclusos.
Se bem que o Lollapalooza foi muito bem analisado pelo parceiro André Barcinski aqui.

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