Publicado em 30/06/2010 às 05:08

O primeiro livro que li

Hoje recebi o desafio da minha querida amiga Flavia Durante de escrever sobre o primeiro livro que li na vida. E agradeço-a por me incluir neste, pois foi uma verdadeira terapia.

Antes devo dizer que “Cazuza”, o livro em destaque neste texto, não foi o primeiro que li na vida. Pois simplesmente não lembro qual foi o primeiro. Mas o que me recordo é de ter lido “Cazuza” tantas vezes que ficou marcado como...sei lá...o primeiro livro que me marcou. Acredito que antes do “Gênio do Crime” (que igualmente poderia estar aqui).

Mais que isso. Rever “Cazuza” agora e o argumento do livro, uns 30 e tantos anos depois, me fizeram entender a nascente do meu caminho no gosto pela literatura e por várias outras coisas na vida.

Pois “Cazuza” é o drama em forma de livro. Ao menos esta é a lembrança mais forte que tenho dele.

É a história do próprio autor, Viriato Correia (que vim saber agora foi membro da Academia Brasileira de Letras e nasceu quase no mesmo dia que eu – ele, 23 de janeiro, e eu 22 – mais de século antes) enquanto menino que apenas queria estudar.

Neste ponto, lembro de Charlinho, o menino que só queria estudar, meu vídeo favorito no Youtube e criação igualmente favorita dos gênios ex-Hermes & Renato atuais Banana Mecânica.

Mas me perco no parágrafo anterior e retomo agora o drama de Cazuza.

A história de seu ingresso à escola é recheada de drama, de castigos, tensão, criaturas assustadoras (ao menos para uma criança do alto de seus lá seis anos), como o Velho Mirigido, a quem o autor se refere como um “pretalhão magro sem um dente na boca, que a escancarava horrendamente quando queria assustar as crianças”.

Dá pra imaginar algo assim escrito atualmente? (o livro é de 1938.)

Não, né?

Assim como se referir a alguém como pretalhão sem que fira ou melindre a maior parte da população, que adotou a correção política como armadura. Ah, que saudades bateu agora do Mussum e sua maneira de encarar uma piada como PIADA e uma citação como CITAÇÃO.

Mas me perco novamente. Voltemos.

E o que dizer do Pata Choca, o menino (pelo que lembro) asqueroso do livro? Quem não teve amigo assim? E quem não pensa qual foi o destino desse amigo décadas depois?

Pois bem, “Cazuza” foi tudo isso quando eu tinha os tais cinco ou seis anos. E se me ensinou a apreciar um bom dramalhão, igualmente me fez pegar gosto pela literatura – um universo que transforma em néctar divino na minha cabeça a combinação livro sofá.

Um universo que a grade educacional posterior tentou derrubar enfiando goela abaixo dos meus recém comemorados dois dígitos de idade obras como “O Mulato”, “O Cortiço” e quetais.

Tem horas que dá vontade de processar os professores da época em que o ginásio era chamado de ginásio e não de um termo que nem sei qual é hoje.

Obrigado, Flavia, por me fazer resgatar esse livro do baú. Acabei de comprá-lo no Mercado Livre. Sério. Os 16 reais mais bem gastos dos últimos tempos.

E deixarei no baú de coisas importantes que monto para minhas filhas, Nina e Lola. Junto a este texto.

4319 O primeiro livro que li

Publicado em 25/06/2010 às 02:21

Nossos heróis (antes e agora)

99, do Agente 86

4206 Nossos heróis (antes e agora)

4207 Nossos heróis (antes e agora)

 

Billy Idol

4208 Nossos heróis (antes e agora)

4210 Nossos heróis (antes e agora)

 

Chunk (Goonies)

4211 Nossos heróis (antes e agora)

4212 Nossos heróis (antes e agora)

 

Exterminadora do Futuro

4213 Nossos heróis (antes e agora)

4214 Nossos heróis (antes e agora)

 

Hall & Oates

4215 Nossos heróis (antes e agora)

4216 Nossos heróis (antes e agora)

 

Hulk

4217 Nossos heróis (antes e agora)

4218 Nossos heróis (antes e agora)

 

O vilão do Karatê Kid

4219 Nossos heróis (antes e agora)

4220 Nossos heróis (antes e agora)

 

Namorada do Marty McFly

4221 Nossos heróis (antes e agora)

4222 Nossos heróis (antes e agora)

 

Paul Pfeiffer (e não é o Marylin Manson agora)

4223 Nossos heróis (antes e agora)

4224 Nossos heróis (antes e agora)

 

Ru Paul

4225 Nossos heróis (antes e agora)

4226 Nossos heróis (antes e agora)

 

Soup Nazi (Seinfeld)

4227 Nossos heróis (antes e agora)

4228 Nossos heróis (antes e agora)

 

Annie

4229 Nossos heróis (antes e agora)

4230 Nossos heróis (antes e agora)

Publicado em 19/06/2010 às 07:11

PRECISO desses toys

serão lançados em setembro. Quem mos (bonito isso, né? "mos") traz?

4115 PRECISO desses toys

4116 PRECISO desses toys

 

Publicado em 18/06/2010 às 12:26

morri!

a reunião do Big 4 - os quatro grandes do thrash metal: Slayer, Metallica, Anthrax e Megadeth, que tocam semana que vem juntos (quer dizer, cada um faz o próprio show) pela primeira na história.

4051 morri!

Publicado em 16/06/2010 às 05:10

não assisti Brasil x Coreia do Norte

Em vez disso, circulei por São Paulo. As fotos da fotógrafa que me acompanhou, Daia Oliver, seguem abaixo. (E o meu texto, mais abaixo ainda.)

4032 não assisti Brasil x Coreia do Norte

avenida Paulista na hora do jogo

4033 não assisti Brasil x Coreia do Norte

estação Brigadeiro do metrô

4034 não assisti Brasil x Coreia do Norte

aeroporto de Congonhas

4035 não assisti Brasil x Coreia do Norte

PoupaTempo da Praça da Sé (serviço público)

4036 não assisti Brasil x Coreia do Norte

Vale do Anhangabau

(TEXTO)

São 15h51 de uma terça-feira de sol em São Paulo. A fotógrafa Daia Oliver para na segunda das quatro faixas de automóveis de uma das pistas da Avenida Paulista. O semáforo está aberto para os veículos. Mas ela tem tempo de ajustar sem pressa foco e entrada de luz da câmera para o registro - uma das fotos que você pode ver ao clicar na galeria ao lado, do símbolo de São Paulo quase às moscas. Na África do Sul, o Brasil está em campo, pela primeira vez nesta Copa de 2010. E não é lenda que o país (ao menos a maior cidade) para quando a seleção brasileira joga em mundiais.

O R7 circulou pela cidade no dia da estréia da seleção brasileira, na vitória por 2 a 1 sobre a Coreia do Norte. E quando escrevo que a cidade para durante as partidas não é força de expressão.

Na mesma avenida Paulista, entro no Hospital Santa Catarina. Vou até a área de pronto-atendimento. Como é minha primeira vez por ali, pergunto ao atendente se as quatro pessoas (coincidentemente quatro idosos) que ocupam 1/5 das duas dezenas de cadeiras da recepção correspondem ao fluxo de uma tarde normal no setor de emergência.

- “Que nada. Isso aqui era para estar lotado. De gente em pé inclusive. Terça-feira é o dia mais cheio aqui”, conta o auxiliar administrativo Marcio Loiola, do guichê de triagem.

Dou a volta no hospital até chegar à entrada principal para checar o movimento na maternidade, e percebo que não apenas as pessoas param de adoecer, mas também de nascer nos dias de jogos.

- “Nenhum parto está marcado. E pelo menos na hora do jogo ninguém deu entrada. Hoje eu chuto que recebemos metade do que em um dia normal”, diz a recepcionista Aline Castilho.

De volta à Paulista, entre as ruas Teixeira da Silva e Carlos Sampaio, quatro pessoas dividem toda a extensão da calçada comigo. E uma comparação é imediata – pela avenida passam 1,2 milhão de pessoas por dia em média. Se contar só os moradores dos seus 2,7 quilômetros de extensão – 200 mil – ela estaria entre as 150 maiores cidades do país. As fotos de Daia (mais uma vez recorro a elas) contam melhor do que se eu tentasse explicar o que significa uma calçada da avenida com cinco pessoas.

Entro na estação de metrô Brigadeiro do metrô para checar o movimento e não há ninguém. Minto. No guichê de venda de passagens, a agente de estação Adriana Gonçalvez faz anotações em um caderno.

- “Este acesso é menos movimentado que o outro da estação”, minimiza.

De volta ao carro rumamos à zona Sul, para o aeroporto de Congonhas, o segundo mais movimentado do país.

Na área de embarque, conto 68 guichês e duas filas de pessoas à espera do check in. Outros guichês atendiam passageiros que embarcariam, mas não havia fila em nenhum outro.

- “Tem vôo saindo com 20 passageiros agora quando o normal seria mais de 100. Hoje à tarde eu chuto que o movimento diminuiu pelo menos uns 40%”, diz um atendente de companhia aérea que usa o nome fictício Lauro.

Em 2009 o aeroporto embarcou 13,7 milhões de passageiros.

Resolvo acionar o cronômetro na saída do aeroporto quando o carro toma o caminho de volta ao centro. Os nove quilômetros até a praça da Sé, marco zero de São Paulo, consomem oito minutos. Um trajeto que em condições normais paulistanas não sairia por menos de meia hora.

O destino é o PoupaTempo Sé, central de serviços públicos concentrados em um mesmo local para facilitar o paulistano na dificuldade de deslocamento pela cidade.

No corredor de entrada, apenas três seguranças. Um deles me conduz à gerente do serviço, Cândida Schwenck, que organiza a chegada de pessoas para que sejam atendidas durante o jogo.

Em cada um dos serviços, deixaram uma pessoa de plantão (com visão a televisão que transmite a partida) e ao restante dos funcionários foi permitido que assistissem no saguão por um telão.

- “E sempre tem um cidadão ou outro que assiste junto”, promove a integração a gerente. “Aquele lá de mochila”, ela diz apontando, “está assistindo desde o começo”.

Pergunto quantas pessoas passam por dia pelo PoupaTempo Sé para tirarem documentos ou usar um dos outros serviços.

- “Cerca de 11 mil”, ela responde, que em matemática simples corresponde a quase 1000 atendidos por hora.

- “E agora, nesta primeira hora entre o primeiro tempo do jogo e o intervalo?”, pergunto.

- “Chuto umas 60.”

Saio de lá e o tempo do giro foi tão beneficiado pela escassez de pessoas e carros na rua que penso em parar no Vale do Anhangabaú para assistir ao final do jogo, que neste momento marca 2 a 0 para o Brasil. Mas tenho que terminar este texto que você lê.

Publicado em 11/06/2010 às 08:46

only in dreams (chemical warfare raining blood)

o meu maior sonho de grandeza desde os 15 anos é ser tão famoso que o Slayer me chamaria para tocar exatamente a sequência abaixo:

mas me contentaria com esta:

ou esta:

mas pode ser esta tb:

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