Publicado em 07/02/2011 às 18:40

Cansei de novidades. Viva o novo-velho-novo

Vespas Mandarinas1 300x189 Cansei de novidades. Viva o novo velho novo
Sabia que essa hora ia chegar. O momento em que a doceria aberta da internet ia enjoar. A concorrência da oferta desenfreada obrigou fornada de minuto em minuto, o que obrigou a pressa da assadeira vencer a perfeição do que importa, os doces.
Troque tudo isso por música.

Não cuspo no prato da web. Aproveitei e aproveitei bem. Mas depois do deslumbre inicial, fui ficando cada vez mais seletivo. Até o ponto em que comecei a buscar apenas coisas que me faziam levantar da cadeira e trocar o lado A pelo B no prato do vinil.

Escrevo tudo isso para chegar no que importa, no trabalho novo do Vespas Mandarinas.

Ainda está no forno, e foi lá que me servi. Nem sei se vai virar CD, EP ou qualquer outra coisa. Não importa.

O que importa é que ele é feito da rica massa e ingredientes delicadamente selecionados da época em que a música exigia isso.

Os timbres de guitarra são de matar. O rufar da bateria, as linhas de baixo, e vocais encaixados por quem tem prazer em encaixar vocais em melodias por quem tem prazer em criar melodias. Essas coisas todas esquecidas em alguma pasta de nossa memória afetiva, mas que voltam à tona ao se ouvir as quatro músicas.

Destas, “Antes que Você Conte até Dez” e a paulistana “Quarta Parada” são minhas preferidas à primeira, segunda, terceira e quarta ouvidas.

Qual mãe judia, acho que “Sacha Grey” poderia dar uma engordada. Colocaria um paredão de guitarras no meio. Mas talvez seja meu lado metal farofa com coceira pra mexer na mesa de som. E “Beijar os Seus Pés” é uma delícia pop.
Estava com sede de bandas para se ouvir uma vez prestando atenção na guitarra, outra, no baixo, outra, na bateria, vocais, no todo.

Agradeço o presente, amigos.

Publicado em 02/02/2011 às 12:17

vai ter Journey por aqui

dia 30 de março, na Via Funchal.
aqui a história do vocalista novo do grupo, o filipino encontrado pelo youtube, na Oprah:
História de Arnel Pineda

Publicado em 28/01/2011 às 11:47

carta do Jeff Mangum (Neutral Milk Hotel)

hello everyone

i think its time that i made a few things clear.
first of all, i am not in hiding, as some have said. where i am i supposed to be hiding?
behind the coach? in the cat box? under the bed?

i wake up everyday, i walk out into the world and i say hello to the people i meet.
the sun shines, the birds sing, the dogs birth out of the old womans eyeball, the
afterbirth overwhelms me, swimming with strange creatures, etc. living in the great mystery
is enough for me right now.
also it has been said that i dont like people listening
to my music, that i dont like playing live, that i stopped playing because people heckled
me at my shows, called me names, etc. if you really think im that pathetic, then you should
burn my records, and forget about me. but its not like that. not that i thought every aspect
of being in a semi popular
rock band was totally healthy, but im not knocking it either. but when i hear people bitching about
being famous, i always wonder why they keep doing it. if you dont like doing interviews
anymore, then dont. its that easy.
but anyway, im getting off track here. what happened to me
comes down to two things.

1.immune system breakdown. i was getting sick every two months for a year, and finally in
the spring of 99 i got hepatitis and mono at the same time, which turned me into
a vomit tornado with yellow eyeballs for two months, and gave me chronic fatigue for the next
two years. which led to number two.
2.spiritual breakdown. this little nervous breakdown, which lasted about two years, was
one of the best things that ever happened to me. it turned out great in the end, even though
it was a living hell for a long time.
in our society, we are supposed to feel ashamed of ourselves when we breakdown,
were supposed to go to the shrink to "fix" the "problem",
so that we can come out as smiling productive members of society.
what a load of crap.
we must live in the loneliest society on earth, one that has taken the spiritual
aspect out of becoming a healthy person.
in other cultures, spirituality, human
phycology, physical health and meditation are all one thing. you cant separate them into
compartments. i didnt know any of this a few years ago, and my breakdown forced me
to begin to see through the horrible mental boxes that our society imposes on everyone.
two years ago i was a mess, every belief i had was disintegrating, everything
i had based my life on seemed shaky. i was tired, confused, and i just didnt think
i could simply sing my way out of it this time. and i was right. the songs i did write
were confused, very dark and not anything i thought anyone needed to hear. they were
more for myself, to help me to work through my mental problems. so, doing shows seemed
inappropriate, since anything i would sing would instantly end up on the net, for
everyone to hear. im not knocking people sharing my music on the internet, but
at that point, it didnt seem right.

so where am i at now? well, all my belongings are in storage, and i am leaving for spain in a
week. dont know whats going to happen. life is better that way. my attitude has always been
to remain open to all possibilities. maybe i'll write a song, a story, a tape piece,
learn meditation, capture a beautiful event on tape, make a friend, see something i've
never seen before. and if at some point, if it all adds up to be something worth
releasing to the world, i will do it gladly. i dont give a fuck if it
"tops aeroplane" or not. thats just another mental prison. anyone waiting for an album
to top the last one should look somewhere else, because you'll inevitably be disappointed.

when i wrote aeroplane, i spent 90 percent of my time screaming nonsence
into my little tape recorder, or chopping up sounds with my sound blender, or
just making noise,
and 10 percent of my time writing songs. it was very liberating,
because i never thought about what i was doing, and a week before we went to record i didnt
even think we had a half finished album. but i didnt care. i figured if we went the studio,
and only recorded one finished song, then that would be fine. creating just one minute of
something inspiring is an incredibly fun thing to do. so next time you hear that neutral milk
is recording, dont get your hopes up. it may only be one minute of music.
and if i ever release my korena pang peices for you to
hear, you'll soon find that
its just liberated dada to free the mind. if you want more neutral milk, dont buy it.
you'll hate it. i for one love music that makes my brain freeze, like the shags, or art ensemble
or maybe some chanting and
banging and confusion from bolivia that makes me forget myself for awhile.
major organ was just a bunch of friends putting music together for fun. it was a project
that changed hands at least a dozen times, and most of the time you didnt even know who was working on it,and you never knew where it would go.
released mostly to inspire other dreamers and home recorders to do the same with there friends.
we weren't trying to create a masterpiece. trying to do anything is the of death of creativity,
and if we can encourage people to not try, but to just do, then we have accomplished our goal.
the jittery joes show should be out in august or september. it was a show i did in 98 before going
to denver to record. i think the video footage makes it worthy of release, since lance bangs
did such a good job. we're putting it out to encourage people to stop paying alot of money
for second generation live shows. but again, dont get your hopes up. its really not a big deal.

so thats it. thanks to everyone for listening to my music. now i need to forget myself again,
so you may not hear from me for awhile. forgetting yourself is freedom, and i need to be free.
happy travels. jeff

Publicado em 26/01/2011 às 11:24

do site canibal vegetariano

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Além das fronteiras do Rock'n'Roll

Ele é jornalista, ama música, mas nem sempre trabalhou, com, e, por ela. Já foi repórter esportivo e atualmente é editor-executivo do portal R7. O zine Canibal Vegetariano conversou com Luiz César Pimentel, que por anos foi editor de uma das revistas mais legais sobre cultura pop já publicadas no Brasil, a Zero. A seguir você acompanha entrevista em que ele falou sobre sua carreira pelo jornalismo musical e outras "viagens".

Arquivo Pessoal
LCP do site canibal vegetariano
Luiz César Pimentel durante alguns anos foi editor de uma das melhores publicações voltadas para o público que respira e consome "cultura pop"

Canibal Vegetariano: Por favor Luiz, apresente-se aos nossos leitores.
Luiz César Pimental: Trabalho no portal R7 como editor-executivo de Entretenimento. Antes fui diretor de conteúdo do Vírgula e MySpace - trabalhei em Los Angeles na criação da versão brasileira do último. Na carreira, trabalhei também em alguns dos principais veículos do país, como Folha de São Paulo, Editora Abril, revista Trip, os portais UOL, Starmedia e Zip.net, além de ser colaborador de Caros Amigos, Carta Capital, Playboy, Revista da Folha, Rolling Stone, Sexy, Jornal da Tarde, Elle e Superinteressante. Sou autor de Sem Pauta (diários, fotos e reportagens de um jornalista pelo mundo), livro-coletânea do período em que fui correspondente internacional na Ásia.

"Não consigo imaginar uma de minhas filhas daqui alguns anos indo à banca pra ver se saiu a revista tal"

CV: Como pintou o rock em sua vida?
LCP: Tinha 10 pra 11 anos (agora tenho quase 40). Sou vizinho e sócio de um clube muito frequentado por estrangeiros. Meu irmão roubou (tá, eu sei, isso não é bonito) uma fita (K7 mesmo) de um gringo. Era uma coletânea hard rock – Kiss, AC/DC, Black Sabbath. E enlouqueci. Ouvia dia e noite aquilo. Fiquei sabendo da galeria do rock, em São Paulo, quando havia duas ou três lojas lá, apenas – Baratos Afins, Punk Rock e Grilo Falante. E lá foi minha universidade.

Arquivo Pessoal
Zero+2 do site canibal vegetariano
Da esquerda para direita: Marco Bezzi, Luis Pimentel e Daniel. As publicações da Zero passavam pelo gosto pessoal desses três senhores

CV: Quando você decidiu ser jornalista e como foi o lance de escrever sobre música?
LCP: Decidi no meio da faculdade. Imaginara que cursaria Comunicação Social para fazer publicidade. Mas no primeiro ano percebi que gostava mais de contar histórias do que de vender. Aliás, percebi que não era vendedor. Então não teve muito jeito.
Escrever sobre música foi natural. Pois música É o que me motiva. Claro que nem sempre pude fazer isso. Comecei como repórter de esporte na Folha de São Paulo, por exemplo. Mas sempre que pude e posso, faço.

"Já era difícil o mercado comportar uma revista desse tipo na época (circunstâncias favoráveis nos ajudaram para que ela durasse tanto tempo). Imagina atualmente"

CV: Quais são suas influências, jornalísticas, musicais entre outras?
LCP: A única referência jornalística que tenho é Nelson Rodrigues, que nem jornalista é – o que gosto nele são as crônicas...na verdade o estilo.
Referências musicais que influenciem na escrita só consigo colocar o punk rock, com toda sua honestidade.

CV: Vamos falar especificamente sobre a revista Zero, na qual você era editor. Como surgiu esse projeto e qual o motivo da paralisação da circulação, quanto tempo a revista foi publicada? É possível haver um retorno?
LCP: O projeto da Zero era muito simples – só entravam matérias que gostaríamos de ler. Esse era o filtro das reuniões de pauta – se um de nós (Marco, Daniel e eu) dissesse “não, essa matérias eu não leria” estava vetada. O projeto surgiu por isso, pois não encontrávamos essa revista pra ler, então resolvemos fazê-la.
A revista durou de 2001 a 2004. E não, não é possível haver um retorno.
Já era difícil o mercado comportar uma revista desse tipo na época (circunstâncias favoráveis nos ajudaram para que ela durasse tanto tempo). Imagina atualmente. Não vejo o menor espaço para ela no cenário atual.

Arquivo Pessoal
LCP+1 do site canibal vegetariano
Atualmente Pimentel é editor-executivo do portal R7 e escreve sobre música, principalmente rock, em publicações como Billboard e Rolling Stone

CV: Qual sua opinião sobre o futuro das publicações musicais? Seja em mídia impressa como pela internet.
LCP: Rola uma safra meio confusa agora, dessa migração e mescla impresso-web. Quando as pessoas perceberam que podiam publicar tudo e qualquer coisa via web, todo mundo virou jornalista.Eu venho de uma época e formação em que para se publicar algo tinha que ser (realmente) bom. Publicar era uma conquista. Logo...
O parâmetro mudou. Mas é uma questão de adequação, agora, entre mídias e qualidade. O que vai sobrar é a qualidade. Seja em qual mídia for.

CV: A crise editorial, em sua opinião, atinge somente o Brasil ou é geral e ocorre também em países desenvolvidos?
LCP: Ah, é geral. Crise editorial de impressos você diz? O negócio é que, voltando à pergunta anterior, a web tangencia a gratuidade. E a publicação física, obviamente não. Então, atualmente as revistas são meio que impressas para a minha geração, que se habituou a isso. Se existe crise também existe uma falta de olhar para o futuro – e quando essa geração, em que me incluo, não mais sustentar esse mercado?

CV: O que você pensa sobre as mídias musicais alternativas que ocorrem em vários cantos do país, como zines, e-zines, blogs... rádios webs entre outros...
LCP: Adoro. Mas claro que seleciono o que escuto, leio e vejo.

CV: Você pensa em desenvolver algum outro projeto impresso falando sobre música, principalmente cultura pop? Atualmente, você está trabalhando com música?
LCP: Meu projeto impresso sobre música é continuar escrevendo para revistas – escrevo mensalmente na Elle, e esporadicamente para Rolling Stone, Billboard etc.

Zero do site canibal vegetariano
CV: Quem são os leitores de revistas musicais atualmente? É possível traçar um perfil de público? E no tempo da Zero? Vamos um pouco mais longe, e no tempo da Bizz?
LCP: Leitor de todas essas é quem foi educado e habituado a ter revista como fonte de informação. Não está sendo criada uma geração que dê continuidade. Não consigo imaginar uma de minhas filhas daqui alguns anos indo à banca pra ver se saiu a revista tal.

CV: Luiz, agradeço pela atenção e deixo espaço para seus comentários finais.
LCP: Eu que espero comentários – meus contatos estão aí: Twitter @luizcesar e /luizcesar serve pra um monte de coisas, facebook, myspace, youtube...Me adiciona! hahahaha.

Publicado em 21/01/2011 às 22:35

entrevista com Matt Dangerfield (The Boys)

THE BOYS: ENTREVISTA EXCLUSIVA

Por Luiz Cesar Pimentel

The Boys é uma das maiores e menores bandas do punk rock do áureo e simbólico 1977. Maiores porque quem ouve dificilmente escapa de virar fã. Menores porque sempre tiveram um obstáculo a alçá-los à (merecida) posição de Clash ou Sex Pistols. Mas a boa nova é que o grupo segue na ativa, na base de cinco ou seis shows por ano. E notícia melhor ainda é que virão ao Brasil pela primeira vez em abril. O líder do grupo, Matt Dangerfield, fala sobre isso e sobre tudo o que foi resumido nas linhas anteriores.

(Obs: Esta entrevista é livre de direitos autorais. Portanto, você pode e deve reproduzi-la, passá-la adiante, dar CTRL+C e CTRL+V no seu blog, site, zine, onde for. O único pedido é que não tire frases do contexto original para não haver interpretação errada.)

Você estava no olho do furacão do movimento punk de 77. Quais são suas melhores e piores lembranças da época?

A melhor coisa: curtir o Roxy Club enquanto durou (cerca de 100 dias pelo que lembro; não muito mais que três meses). Era uma segunda casa pra mim e era incrível ver as gravadoras atrás de todo mundo para assinarem contratos com as bandas quando perceberam que a cena seria grande.

Pior coisa: Fugir dos cuspes porque as pessoas leram em algum jornal musical estúpido que era isso que o público tinha que fazer em um show punk.

MattBN2 300x258 entrevista com Matt Dangerfield (The Boys)

The Boys tem uma longa história. Por favor, torne-a curta para os leitores.

Eu tocava em uma banda chamada London SS com Mick Jones (The Clash) e Tony James (Generation X e Sigue Sigue Sputnik). Deixei esse grupo e me juntei ao Andrew Matheson e Cassino Steel que tocavam no Hollywood Brats e haviam gravado um disco tão brilhante quanto pouco ouvido. Andrew voltou para casa, no Canadá, para passar o Natal e nunca mais retornou (à Inglaterra). Casino e eu decidimos continuar, convocamos Honest John e mais tarde Duncan e Jack. Casino e eu começamos a compor e trouxemos Ken Mewis (ex-empresário do Brats) para cuidar dos negócios.

Fomos a primeira banda punk a assinar com uma gravadora (NEMS, por cinco anos). Após dois discos com a NEMS e muitas dificuldades com eles, The Boys entrou em greve e se recusou a fazer qualquer coisa. Aí a gravadora permitiu o rompimento do contrato. The Boys então voltou à ativa na Noruega para gravar o terceiro disco, “To Hell with The Boys”, lançado pela Safari Records. Gravamos também o quarto álbum, “Boys Only”, também pela Safari. Em 1981 o contrato acabou, e a partir daí cada integrante começou a fazer suas próprias coisas. Muitos anos depois nos reunimos para alguns shows no Japão. O sucesso foi tão grande que desde então estamos fazendo cinco ou seis apresentações por ano. Em abril vamos tocar no Brasil e na Argentina, e para o final do ano estamos preparando shows na Espanha, Canadá e Japão.

Como eram a relação e a rivalidade entre os membros das bandas como The Boys, Clash, Sex Pistols, Damned...?

Existia uma rivalidade amigável no começo conforme íamos nos conhecendo, mas depois, quando estávamos todos ocupados com as turnês e gravações de discos, nossos caminhos não se cruzavam com muita freqüência.

Conte sobre o estúdio que você teve no seu porão e algumas histórias que viveu por lá com Mick Jones e The Clash, Billy Idol e Generation X, Sex Pistols.

Era basicamente um depósito antigo de carvão no porão de um prédio que eu dividia com Barry Jones, também fundador do Roxy Club. Era bem pequeno – mais ou menos nove metros quadrados – mas era possível encaixar ali um kit de bateria e um par de amplificadores. Ensaiava lá com Mick Jones e Tony James quando éramos do London SS e todo o material do The Boys foi antes ensaiado lá. The Damned também tocou por lá, assim como Billy Idol, quando ainda não cantava e era apenas um guitarrista em Chelsea. Ele não tinha começado a tocar guitarra há muito tempo, mas pegou o jeito bem rápido. Me lembro dele imaginando que seria um ótimo guitarrista. Aquele espaço foi uma central do punk por um tempo para todos nós, de Sid e Nancy, a Johnny Thunders e Chrissie Hynde, até Midge Ure e Glen Matlock que apareciam com freqüência.

The Boys To Hell With The 445851 300x291 entrevista com Matt Dangerfield (The Boys)

Qual é/foi seu sentimento sobre Elvis, já que sua morte causou uma série de problemas quando The Boys lançou o primeiro single?

Eu amo o Elvis! Ele não tem culpa de ter morrido quando morreu. Nosso primeiro álbum tinha sido lançado e estava vendendo bem. Tinha até entrado nas paradas em 40º lugar. Mas infelizmente nosso álbum estava sendo distribuído pela RCA, e quando o Elvis morreu, todas suas fábricas começaram a prensar gravações do Elvis. Então, nossa vendagem que tinha ido da estaca zero para o 40º lugar, simplesmente retornou para o nada em uma semana.

O que vocês se consideram? Power pop, rock ou punk?

Punk rock.

Como foi a turnê com o Ramones?

Essa turnê foi fantástica e os Ramones foram ótimos para nós. Nós não convivemos muito com eles porque todos estavam em um rigoroso regime sem drogas ou álcool. Ou seja: iam direto para a cama logo após os shows.

Quem é seu favorito (amigo ou personalidade) no punk/na música? E o pior? Por quê?

Favorito: Campino, vocalista da banda alemã Die Toten Hosen. Ele é fã de longa data do The Boys, uma pessoa fantástica e tem nos ajudado muito.

Pior: ninguém em particular, mas qualquer um na música que é arrogante está fora de ter chances de se realizar. A música é um grande nivelador porque qualquer um pode fazer aquilo que realmente deseja. Eu conheci muitos músicos famosos ao longo dos anos, e geralmente os mais bem sucedidos são os mais simpáticos.

Vocês estiveram parados por 17 anos. Como foi quando recomeçaram a tocar com uma banda?

Ao longo dos anos eu fui acumulando vários pedidos para que o The Boys se reformulasse e voltasse a tocar em festivais punks etc, e sempre recusei. Mas aí uma grande banda japonesa chamada Thee Michelle Gun Elepanht fez alguns covers de músicas nossas e de repente começamos a vender muitos discos por lá. Fomos convidados para dois shows em Tóquio. Como o The Boys nunca tinha ido para o Japão, a proposta foi tentadora demais para ser recusada. Tivemos uma ótima temporada por lá e desde então estamos fazendo vários shows ao redor do mundo.

Publicado em 16/01/2011 às 20:01

quando o metal vira emo

Bill Ward, baterista original do Black Sabbath, postou a seguinte mensagem sobre 2010 em seu site:

2010 in Review

H! Everyone.

I have been trying to come to terms with putting my thoughts and experiences of 2010 onto paper, and sadly, on the Eve of Christmas, I find myself exhausted from the sheer weight of life on life’s terms. To recall anything positive is arduous without bumping into the loss and lingering sadness I’ve felt over those who have died this year, and of most recently, my wife’s father, Richard. It’s difficult to smile when you’re not s

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