Publicado em 22/02/2013 às 13:23

e quando digo que o Muse é metal, acham estranho

só assistir ao clipe novo:

Publicado em 21/02/2013 às 12:30

Dave Lombardo está fora do Slayer. De novo.

Slayer Dave Lombardo está fora do Slayer. De novo.

Slayer é Kerry King + Jeff Hanneman + Dave Lombardo + Tom Araya (nessa ordem na foto acima) assim como Beatles é John + George + Paul + Ringo. Ponto.

Fizeram os melhores discos com a formação, até Lombardo sair no começo dos 1990, por década, e voltar e o grupo retornar ao trilho dos bons trabalhos.

Só que agora, quando completa 30 anos do primeiro disco da banda, “Show no Mercy”, Dave está fora de novo. Ele mesmo explica a situação em comunicado.

“Quero me desculpar pessoalmente com nossos fãs australianos que compraram ingressos esperando me ver no lugar usual. Para que todos saibam a verdade, no dia 14 de fevereiro fui notificado que não estarei na turnê. Estou triste e, para ser honesto, chocado com a situação.

Ano passado, descobri que 90% dos rendimentos dos shows estavam sendo deduzidos como despesas, incluindo os pagamentos aos empresários. Isso deixaria apenas 10% para nós quatro. Não é a maneira que deve funcionar. Avisei meus colegas. Tom Araya e eu contratamos auditores para descobrir o que aconteceu, mas me negaram acessos a informações e documentos.

Passei natal e ano novo compreendendo que viajei pelo mundo em 2012 e não recebi nada além de um pequeno adiantamento. Fui avisado que não seria pago se não assinasse um contrato de longa duração que não me daria direito a deduzir comissões nem ter acesso a orçamentos. Também me proibia de dar entrevistas ou emitir pronunciamentos em nome da banda. Era uma mordaça.

Na última segunda-feira, sentei com Kerry King e Tom para ensaiar e propor um novo modelo de negócios que sentia ser o mais indicado e que nos protegeria para que fizéssemos o que sabemos de melhor, que é tocar. Kerry deixou claro que não estava interessado em mudanças e se eu quisesse discutir, procuraria outro baterista. Na terça, cheguei na hora, mas ele não apareceu. Mais tarde, recebi um email avisando que seria substituído para as datas na Austrália.

Mantenho a esperança que possamos resolver o problema. Mas quero novamente me desculpar com os fãs que gastaram dinheiro esperando ver os três membros originais. Espero encontrá-los no futuro.”

Publicado em 20/02/2013 às 17:37

Kurt Cobain não faz falta

KurtsNote Kurt Cobain não faz falta
(carta de suicídio de kurt)

A verdade é que o mundo musical precisava tanto de um herói que fez a pior escolha no início dos 90 ao eleger Kurt Cobain para o posto. Não adianta nem pensar no que estaria fazendo hoje, no dia que seria seu aniversário de 46 anos, pois se não metesse um cano de espingarda na boca e a disparasse, em 1994, estaria morto de outro jeito.

Provavelmente de overdose de heroína, que usava com a desculpa para amenizar as dores lancinantes de estômago que sofria. Segundo relato do próprio, tinha dia que gastava U$ 100 dólares na droga. Teve diversas overdoses.

Antes do Nirvana, foi rejeitado no Melvins. Deu a sorte de se cercar de um baterista inacreditavelmente bom, Dave Grohl, e de um baixista que suportava toda sua marra de “pobre menino rico”.

Queria tanto, mas tanto, mas tanto, a fama que quando a conseguiu, fez questão de vomitá-la diariamente. Fui a um show, o único do Nirvana no Brasil, e foi tão desrespeitoso o modo como se apresentou com a banda que merecia ser arrancado a chutes do palco.

Tudo bem, tinha seus problemas emocionais, vinha de família disfuncional, ok, ok. Mas nada justifica essa rejeição ao reconhecimento, que acabou se tornando estigma dos anos 1990. Aí virou padrão de comportamento e a rapaziada toda o seguiu – o vencedor era o loser, e o grosso do público abandonou o rock como estilo de vida (logo, como música) e foi pro hip hop e rap, onde estavam o glamour, as mulheres.

E, na real, o Nirvana teve um pico criativo espetacular de dois anos, período em que lançaram o “Nevermind” até o “In Utero” – final de 1991 até 93. Antes, tem o “Bleach”, que é bom (nota 6,5). E após o lançamento do “In Utero”, não há nada, nem turnê bombástica, até o suicídio de Kurt, em abril de 1994, há quase 19 anos.

Além dos dois discos, Kurt deixou um monte de memórias às quais não compartilho, uma de que compartilho - “Sex Pistols é um milhão de vezes mais importante que o Clash” – e é isso. Kurt não faz falta em 2013. Mesmo que o terreno pop rock atual se mostre tão estéril.

Publicado em 19/02/2013 às 14:24

Saúde ao pai do metal em seus 65 anos

tony Saúde ao pai do metal em seus 65 anos

Se o metal possuísse UM pai, seria Tony Iommi, guitarrista do Black Sabbath. Ele que criou o som que conhecemos hoje como metal, ele que gravou na primeira música do primeiro disco de sua banda, há mais de 40 anos, o trítono, o acorde do demônio, proibido pela Igreja na Idade Média (por atrair maus espíritos).

Tony Iommi faz hoje 65 anos. E mesmo em tratamento de linfoma, segue gravando o primeiro disco de inéditas da banda com Ozzy Osbourne desde 1978 e se apresentando.

Long live, mestre.

Segue texto do mais recente show do grupo (à ocasião chamado Heaven and Hell por disputas jurídicas) a que assisti, exato um ano antes de Ronnie James Dio falecer.

7 mil fãs batem cabeça no primeiro show dos criadores do metal em SP

16/05/2009 • Luiz Cesar Pimentel

Formada pelos integrantes do Back Sabbath, Heaven & Hell é responsável por alguns dos maiores clássicos do metal

Para os fãs de heavy metal foi como fazer uma sessão de psicanálise com Freud. Ou meditar com o Dalai Lama. Ou ainda assistir a um debate com Sócrates. Os criadores do gênero – originalmente Black Sabbath, mas nesta turnê com o nome de Heaven & Hell - estão entre nós. E fizeram o primeiro dos dois shows programados para São Paulo na fria e chuvosa noite de sexta-feira, dia 15, para um Credicard Hall com seus 7.000 lugares tomados.

Em apresentação de pouco mais de uma hora e meia, tocaram 13 músicas dos discos que realizaram juntos – os clássicos Heaven & Hell (de 1980, que batiza a banda por disputa legal com o vocalista original, Ozzy Osbourne) e Mob Rules (81), o regular Dehumanizer (92) e o recém-lançado (e muito bom) The Devil You Know.

Se o show foi bom?

Foi, mas é algo difícil de mensurar. Pois, assim como seria difícil até para uma banda cover fazer feio com um set-list com “Mob Rules”, “Children of the Sea”, “Heaven & Hell”(em versão de 20 minutos) e “Neon Knights”, é complicado estabelecer um critério para o termômetro da apresentação. Você diz que viu o Pelé jogar e ninguém vai perguntar se ele jogou bem ou não. Com o Black Sab...ops...Heaven & Hell é assim. Afinal, eles começaram tudo e criaram metade dos maiores clássicos do metal.

E começaram há quase 40 anos. Quando tudo era paz, amor, flores e luz, o guitarrista Toni Iommi veio e trouxe a escuridão em formas de riffs.

Ele pisa o palco, banhado em luz roxa, às 22h35, ao final da introdução “E5150”, e dispara os acordes iniciais de “Mob Rules”.

Dio, o vocalista responsável pela popularização do símbolo de chifrinho feito com os dedos indicadores e mindinho (roubou a idéia da avó, italiana, que usava para afastar más vibrações) mantém a potência vocal aos 60 anos. E conta que tocarão a primeira música que criaram juntos, “Children of the Sea”.

Uma sequência de canções novas mescladas a algumas do disco de 1992, um solo de bateria de Vinnie Appice e uma versão da música que batiza a banda entoada em uníssono marcam a primeira parte da apresentação.

No bis, cravam os dedos em “Country Girl” e fecham com a clássica “Neon Knights”. Como diz a letra da música: “Good things never last”.

Set-list

- “E5150”

- “Mob Rules”

- “Children of the Sea”

- “Computer God”

- “Bible Black”

- “Time Machine”

- “Fear”

- “Fallin’ of the Edge of the World”

- “Follow the Tears”

- “Die Young”

- “Heaven & Hell”

Bis

- “Country Girl”

- “Neon Knights”

Publicado em 19/02/2013 às 06:00

Doc dirigido por Dave Grohl sobre lendário estúdio

Sound City é um lendário estúdio em Los Angeles, famoso por gravar em esquema analógico, o que faz com que os registro tenham aquele calor e toque humanos e caiam nas graças dos músicos. Era, na verdade, pois após 42 anos encerrou atividades em 2011. Não conformado, Dave Grohl, que gravou lá seu disco mais famoso, “Nevermind”, com Nirvana, resolveu fazer um documentário sobre o local.
Ainda não satisfeito, comprou uma das mesas de som analógicas para usar em seu estúdio particular.
O Sound City ficava num bairro esquisito de Los Angeles (pelo que lembro), Van Nuys, uma área cheia de lojas de carros, meio sinistra.
Passaram por lá de Neil Young a Metallica, e mais de 100 discos que levaram ouro ou platina em vendagem foram gravados ali. Um dos meus discos favoritos, "Holy Diver", do Dio, foi feito ali.
O doc segue abaixo, com legendas em espanhol. E mais abaixo, relação de discos gravados por lá.

Sound City, o documentário por luizcesar no Videolog.tv.

1970 Spirit
Twelve Dreams of Dr. Sardonicus
1970 Neil Young
After The Gold Rush
1972 Dr. John
Dr. John's Gumbo
1973 Buckingham Nicks
Buckingham Nicks
1974 Evel Knievel
Evel Knievel
1974 Elton John
Caribou
Gus Dudgeon
1974 Bachman Turner Overdrive
Not Fragile
1974 Bill Cosby
At Last Bill Cosby Really Sings
1975 Fleetwood Mac
Fleetwood Mac
1975 War
Why Can't We Be Friends?
1975 Nils Lofgren
Nils Lofgren
1977 Grateful Dead
Terrapin Station
1977 REO Speedwagon
You Can Tune a Piano, but You Can't Tuna Fish
1978 Cheap Trick
Heaven Tonight
1978 Walter Egan
Not Shy Lindsay Buckingham
1978 Foreigner
Double Vision
1979 Tom Petty
Damn the Torpedoes
1980 Pat Benatar
Crimes of Passion
1981 Rick Springfield
Working Class Dog
1981 Tom Petty
Hard Promises
1981 Santana
Zebop!
1982 Pat Benatar
Precious Time
1982 REO Speedwagon
Good Trouble
1982 Fear
The Record
1982 Barry Manilow
Here Comes the Night
1982 Rick Springfield
Living in Oz
1983 Ronnie James Dio
Holy Diver
1984 Ratt
Out of the Cellar
1984 Rick Springfield
Hard to Hold
1985 Tom Petty
Southern Accents
1985 Loudness
Thunder in the East
1988 Fleetwood Mac
Greatest Hits
1989 Keel
Larger Than Live
1991 Nirvana
Nevermind
1992 Blind Melon
Blind Melon
1992 Masters of Reality
Sunrise on the Sufferbus
1992 Rage Against the Machine
Rage Against the Machine
1992 Green Jellÿ
Cereal Killer
1993 Tool
Undertow
1993 Rancid
Rancid
1993 Tom Petty
Greatest Hits
1994 Tom Petty
Wild Flowers
1994 The Black Crowes
Amorica
1995 Red Hot Chili Peppers
One Hot Minute
1995 Kyuss
...And the Circus Leaves Town
1996 Tom Petty and the Heartbreakers
Songs and Music from "She's the One"
1996 Carl Perkins
Go Cat Go
1996 Johnny Cash
Unchained
1996 Weezer
Pinkerton
1996 Tonic
Lemon Parade
1998 Foo Fighters
Godzilla: The Album
1998 Queens of the Stone Age
Queens of the Stone Age
Joe Barresi
2000 A Perfect Circle
Maynard James Keenan
2000 Queens of the Stone Age
Rated R
2001 Slipknot
Iowa
2001 Treble Charger
Wide Awake Bored
2003 Matchbook Romance
West For Wishing
2004 Bad Religion
The Empire Strikes First
2005 Queens of the Stone Age Lullabies to Paralyze
Joe Barresi
2005 Wolfmother
Wolfmother
2005 Nine Inch Nails
With Teeth
2005 Madrugada
The Deep End George Drakoulias
2005 Ry Cooder
Chávez Ravine
Ry Cooder
2007 Mavis Staples
We'll Never Turn Back
2008 Metallica
Death Magnetic
2008 Nine Inch Nails The Slip
Trent Reznor
2008 Elvis Costello
Momofuku
Elvis Costello
2009 Kid Rock
Born Free
2009 Wolfmother
Cosmic Egg
2010 Josh Groban
Illuminations
2010 Death Cab for Cutie
Codes and Keys
2010 Triggerfinger
All This dancin' Around
2011 Mastodon
The Hunter
2011 Everclear
Return to Santa Monica
2011 Arctic Monkeys
Suck It and See

Publicado em 18/02/2013 às 11:18

Lá vem o Primal Scream nos salvar de novo

Pela enésima vez precisamos dos velhinhos para manter a chama da música acesa.

Primal Scream, que solta álbum novo em breve, lançou primeiro single, "2013".

Delícia de música, com guitarra do my bloody valentine Kevin Shields.

Versão do vídeo tem 4 minutos e pouco. No disco, terá mais de 9.

Publicado em 14/02/2013 às 19:05

WTF Japão?

Não sei se gosto tanto do produto, mas o que me fascina é o modo como os japoneses pensam pra chegar em algo como Baby Metal.

Baby Metal é o pior nome possível para o projeto, que reúne três tens e/ou pré-teens, vestidas à J Pop (o pop japonês) como estudantes, composições e arranjos vocais do gênero e pano de fundo sonoro death metal.

Depois de escrever isso, chego à conclusão que igualmente não dá pra pensar em pior amarração musical. Mas qual pipoca doce, o resultado se não fica um primor, dá pra classificar ao menos como interessante.

Bom, melhor que falar sobre é ver e ouvir. Tá aí.

Babymetal - No More Bullying por luizcesar no Videolog.tv.

Publicado em 13/02/2013 às 14:54

Heavy metal faz 43 anos hoje. Parabéns Ozzy, Tony Iommi, Geezer e Bill Ward

blacksabbath 1024x1017 Heavy metal faz 43 anos hoje. Parabéns Ozzy, Tony Iommi, Geezer e Bill Ward

Foi o filho menos planejado da história. E se tornou, ao lado do rock, o mais influente. Nasceu, parece piada, numa sexta-feira 13 de fevereiro. De 1970. Quando foi lançado o primeiro disco do Black Sabbath, homônimo.

Black Sabbath, o disco, foi gravado em um dia, praticamente ao vivo. Só colocaram o vocalista Ozzy numa sala separada. Mas era “um-dois-três-gravando” e vamos para a seguinte. Em outro dia mixaram e estava pronta a fórmula em estado físico de vinil do heavy metal.

As letras sombrias, que esbarravam no ocultismo, vieram da mente do baixista Geezer Butler, quando viu uma fila enorme num cinema para um filme de terror: “As pessoas pagam para sentirem medo. Interessante”.

Os riffs densos criados pelo guitarrista Tony Iommi foram “estimulados” por um acidente na fábrica onde trabalhava que decepou as pontas de dois dedos de sua mão direita – ele é canhoto. Com isso, montou uma prótese de couro, diminuiu a tensão das cordas o que baixou a afinação desta, deixando-a com timbre mais pesado. E teve estímulo do lançamento do disco de estreia do Led Zeppelin, pouco antes. Ozzy ouviu o disco e comentou: “Você viu como são pesados?”. Tony só respondeu: “O nosso será mais”.

O resto é tudo isso que ouvimos hoje, em N variantes.

Obrigado, Tony Iommi, Ozzy Osbourne, Geezer Butler e Bill Ward. 43 anos depois sigo roendo unhas esperando o disco que farão com formação original (menos o baterista). Dá uma olhada no vídeo abaixo sobre isso.

Publicado em 11/02/2013 às 13:34

morrissey feito de gatos

porque achei meigo

morrissey morrissey feito de gatos

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