Publicado em 27/05/2014 às 13:49

A mais nova ideia de jerico de Macaulay Culkin

Ao menos tem idéias parelhas à espécie.

Inventou um grupo tributo ao Lou Reed, mas trocando a poesia do nova-iorquino, que morreu ano passado, por pizza e afins.

É o Pizza Underground. Dá uma olhada no que fazem no palco aí embaixo.

Parece que foi vaiado pra fora do palco na Inglaterra recentemente e na apresentação anterior perguntou se não preferiam beber a cerveja que estavam jogando nele.

Eu não preferiria.

Publicado em 07/05/2014 às 18:14

A melhor banda que você nunca ouviu da Finlândia

Finlândia, Noruega, Suécia...países realmente estranhos musicalmente.

Enquanto na Noruega os black metais queimam igrejas e se matam, na Suécia o hard rock gira em altíssima rotação e a Finlândia parece ser a Sunset Strip da Europa.

Nos 80 tivemos o Hanoy Rocks, de lá, depois o Reckless Love manteve o serviço e agora surge uma banda que é uma bela mistura de Skid Row com Guns N´Roses, chamada Santa Cruz (nome de cidade californiana também).

Ouve só:

Publicado em 05/05/2014 às 10:57

“Gatinhas e Gatões” faz 30 anos. Olha como estão os atores

Uma das piores traduções, típica dos anos 1980 - de "Sixteen Candles" para "Gatinhas e Gatões". Mas um dos melhores filmes daquela década.

É leve, é ingênuo, é bem John Hughes, o cara que melhor soube traduzir os dramas adolescentes (pelo menos os dramas à época).

Na história, a eterna garota de rosa Molly Ringwald fica chateada quando a família esquece seu aniversário de 16 anos, enquanto tenta se livrar das cantadas de um garoto (Anthony Michael Hall) e se aproximar de outro (Michael Schoeffling).

Argumento simples assim. Mas filme delicioso.

Fez 30 anos do lançamento exatamente ontem.

Um dos atores principais sumiu, o galã Jake Ryan (Michael Schoeffling), mas o restante estava e está assim:

AnthonyMHall Gatinhas e Gatões faz 30 anos. Olha como estão os atores

Anthony Michael Hall

BlancheBaker Gatinhas e Gatões faz 30 anos. Olha como estão os atores

Blanche Baker

CarlinGlynn Gatinhas e Gatões faz 30 anos. Olha como estão os atores

Carlin Glynn

DebbiePollack Gatinhas e Gatões faz 30 anos. Olha como estão os atores

Debbie Pollack

GeddeWatanbe Gatinhas e Gatões faz 30 anos. Olha como estão os atores

Gedde Watanbe

JohnCusack Gatinhas e Gatões faz 30 anos. Olha como estão os atores

John Cusack

JustinHenry Gatinhas e Gatões faz 30 anos. Olha como estão os atores

Justin Henry

LianeCurtis Gatinhas e Gatões faz 30 anos. Olha como estão os atores

Liane Curtis

MollyRingwald Gatinhas e Gatões faz 30 anos. Olha como estão os atores

Molly Ringwald

PaulDooley Gatinhas e Gatões faz 30 anos. Olha como estão os atores

Paul Dooley

SteveMonarque Gatinhas e Gatões faz 30 anos. Olha como estão os atores

Steve Monarque

JakeRyan Gatinhas e Gatões faz 30 anos. Olha como estão os atores

Michael Schoeffling sumiu....

filhaMichaelSchoeffling Gatinhas e Gatões faz 30 anos. Olha como estão os atores

...mas a filha dele é modelo

Olha o trailer:

Publicado em 03/05/2014 às 12:07

Mãe Dinah acertava tudo. Vi com meus próprios olhos

maedinah Mãe Dinah acertava tudo. Vi com meus próprios olhos

Mãe Dinah com os discos e uma [ ] ZERO nas mãos

Uma vez fui entrevistar a Mãe Dinah.

Tinha uma revista meio...excêntrica...chamada Zero, de cultura pop e música. Só entravam pautas que nós, os sócios – Marco Bezzi, Daniel Motta e eu – leríamos. Se um dissesse: “cara, se eu visse essa matéria numa revista, passaria batido”, a pauta cairia na hora.

Não lembro quem sugeriu a Mãe Dinah.

Levamos uns discos de bandas que estavam no auge ou na tentativa, para que ela predissesse o futuro dessas.
De cara ela disse que eu era “uma pessoa iluminada”, o que me deixou deveras envaidecido.

Dos Strokes, ela disse que continuariam fazendo um bom sucesso (isso foi no final de 2002), mas que tinham que tomar cuidado e não andar em carros vermelhos.

Sepultura? “Perderam o líder, né? Perderam o rumo. Agora eles têm um ‘escuro’ na banda. Mas vão continuar juntos.”
Que Ultraje a Rigor continuaria por muito tempo, e que o Travis tinha perdido o rumo.

Que uma banda de amigos meus, com um estrangeiro na formação e um cara de “cabelo ruim” explodiria. E que o futuro do rock estava nas mãos de uma banda com um japonês na formação.

O melhor foi a previsão de que os Estados Unidos não podiam matar um tal de Bilares. Pois se isso acontecesse, outros apareceriam.

Fiquei com aquilo na cabeça dias, até que liguei o Bilares ao Bin Laden.

Não é que ela acertava tudo mesmo?

Publicado em 30/04/2014 às 11:33

Ai, Palmeiras, menos mimimi por favor!

Estou aqui lendo a discórdia atual entre Palmeiras e São Paulo pelo meia-atacante Alan Kardec e matutando.

Antes de qualquer análise devo falar que sou são-paulino; portanto pode me acusar de partidarismo, mas garanto que vou (tentar) ser imparcial.

O ponto no caso Alan Kardec é que é uma transação comercial. E, na boa, o cara nem merece esse holofote todo. Virou um mimimi deslavado de dirigente jogando com a mais forte ferramenta do futebol, a paixão, para advogar.

Pára, né?

Se não, vamos lembrar o que aconteceu entre os dois clubes há um tempo.

São Paulo bicampeão mundial, timaço, Telê Santana, o escambau.

O que faz o Palmeiras? Assina com sangue verde com a Parmalat. E coloca um homem forte da empresa no clube: José Carlos Brunoro (o mesmo que é diretor executivo palmeirense hoje, por coincidência).

Primeiro a Parmalat faz uma ponte de contratação do zagueiro Antonio Carlos pelo espanhol Albacete e o leva para o Palmeiras.

Depois, quando o São Paulo se garantiu com termo de impedimento de frete de outros jogadores do mesmo modo, a Parmalat contratou Cafu para o Real Zaragoza (!!!????) e o trouxe de volta ao Brasil pelo Juventude, do Sul, antes do destino final, o Palmeiras.

E agora o presidente palmeirense me solta uma nota oficial rompendo com o São Paulo e alega miopia?

Pára, né?

Olha a nota oficial:

"Em nome da Sociedade Esportiva Palmeiras e dos seus 16 milhões de torcedores venho a público lamentar e repudiar a postura arrogante do presidente do São Paulo Futebol Clube, Carlos Miguel Aidar, ao tentar diminuir o nosso alviverde.
As afirmações em relação ao Palmeiras e que o SPFC 'desperta ciúmes dos coirmãos' ratificam a conhecida e repetida conduta de suas diretorias em relação aos demais clubes. Esquece o infeliz dirigente que, no passado, para não fechar as portas, seu time já foi ajudado financeiramente por várias torcidas, inclusive a nossa.
Jamais aceitaremos que alguém ouse se dirigir à nossa S.E.P. de tal forma e, portanto, rompemos qualquer relação política com o São Paulo enquanto o Sr. Aidar estiver à frente da entidade.
O presidente do SPFC não tem ideia do tamanho do Palmeiras. Ele, como presidente de uma agremiação que também é muito grande, deveria saber. Infelizmente, a arrogância causa miopia.
Paulo Nobre
Presidente da Sociedade Esportiva Palmeiras
"

Publicado em 28/04/2014 às 12:19

Volta, INXS!

inxs 300x156 Volta, INXS!

no auge

Brinks.

Não quero que voltem para tocar velhos hits com um cantor pinçado em reality show (sim, fizeram isso em 2005).

Mas a banda voltou ao meu radar, depois de uns...25 anos...por conta do filme/doc sobre a banda produzido pela TV australiana, país de origem do grupo.

É cheio de histórias ótimas. Abre em 1987, quando lotaram o estádio de Wembley e lá gravaram o disco “Live, Baby, Live”. Era possivelmente o maior grupo do mundo à época. Só que o suicídio do vocalista Michael Hutchence 10 anos depois os levou ao espiral da morte e limbo.

Até tentaram uns retornos – nem lembrava que Terence Trent D´Arby tinha sido vocalista do grupo por um tempo. Até 2012, quando abriam para o Matchbox Twenty em Perth, na Austrália, e anunciaram que seria o último show como INXS.

As melhores histórias são, claro, reservadas ao vocalista Michael Hutchence. Carismático e boa pinta, começou a se achar o Jim Morrison. Namorou a Kylie Minogue, trocou-a por uma modelo e no meio da loucura de rockstar levou uma bifa pelas costas de um taxista (na Alemanha?), perdeu o olfato e o paladar na queda de cabeça e começou a ter acessos de raiva. Até o derradeiro, quando casou com a mulher de Bob Geldof (esse é o Kennedy da música – merece um post à parte), Paula Yates, tiveram uma filha – Tiger Lily – e em novembro de 97 o vocalista não se conformou com a dificuldade que Geldof impunha sobre a mulher viajar com as outras filhas. Ele se enforcou num hotel australiano. Tem mais coisas, mas não vou estragar o filme.

Valeu por me fazer caçar novamente as músicas do grupo. Estavam em uma pasta minha de “músicas que não envelheceram nada bem”, injustamente. Comecei a escutar de novo. Com gosto.

Olha eles aí no Rock in Rio, em 1991.

Publicado em 24/04/2014 às 08:46

Pára tudo! Tem música nova do Slayer (de graça)

É só ir no www.slayer.net e colocar seu email pra receber.

Claro que é uma pedrada. Slayer nunca decepcionou. Não seria agora. Mesmo com a morte do (talvez) principal compositor, o guitarrista Jeff Hanneman, ano passado.

É a primeira desde 2009, quando lançaram "World Painted Blood". Marca a turnê com Exodus e Suicidal Tendencies. Alguém pode, por favor, trazer essa turnê pra cá?

Tá aí o comunicado:

"Hey, mutherfuckers - You have been waiting for us, now we are delivering for you. We’ve got a brand new song - “Implode” - it’s Slayer's first new song since “World Painted Blood” was released back in 2009 - and we want you guys to hear it, so we’re giving it away for free — the only place anyone can get it is here on our website. All you have to is enter your email address HERE and we’ll send you the download link. We’re writing and recording more new music, so keep coming back here and we’ll tell you how it’s going. And hey, we’re hitting the road next month with Suicidal Tendencies and Exodus, the dates are below - WE WANT TO FUCKING SEE YOU THERE!"

Publicado em 23/04/2014 às 18:12

Sebastian Bach voltou. E bem pra cacete

O ex-Skid Row acabou de lançar disco (solo) novo, "Give´Em Hell".

Fui com expectativa baixa. E não é que é bom pra caramba?

Metal que flerta com pop na medida.

Olha vídeo de "All My Friends are Dead", com o ex-Guns N´Roses Duff McKagan na guitarra.

Publicado em 22/04/2014 às 08:25

Iggy Pop faz 67 anos. O dia em que troquei emails com ele

 Iggy Pop faz 67 anos. O dia em que troquei emails com ele

Não foi bem assim. Mas quase. Na verdade fui convidado pra entrevistá-lo. Por e-mail. Única entrevista pro Brasil. Para falar (mais) sobre o perfume do qual é garoto-propaganda. Pois é, o padrinho do punk é garoto-propaganda da Paco Rabbane.

E daí?

É. O cara que começou tudo. Que na época do “power flower” cantava que queria ser seu cachorro e pregava “search and destroy”.

Li outro dia que numa dessas pesquisas entre 200 profissões a de repórter/jornalista era a penúltima (ou antepenúltima) pior. Um lance de stress misturado a jornada. Sei lá. Sei que é mentira. É a melhor. Menos para egocêntricos, pois te coloca no radar da notícia sem que você sofra o ônus desta. Jornalismo te paga pra ser bem-informado. E às vezes te coloca frente a frente (ou tela a tela, como é o caso) com seu ídolo.

Segue abaixo a conversa na íntegra. Ela foi publicada na revista Elle (editada).

Paco Rabbane é bastante conhecido pela inovação em seu trabalho. Ele foi o primeiro a incluir trilha sonora em seus desfiles, um dos primeiros a colocar uma modelo negra na passarela, criou uma coleção de metal nos anos 1960...Agora ele convida você para ser modelo da nova fragrância dele. É outra inovação, certo?

Paco é definitivamente um cara legal. E a melhor coisa desse trabalho com ele foi descobrir quem ele realmente é. Apenas por ter nascido na Espanha nos anos 1930 (época da ditadura de Franco) carrega uma fantástica forma de experiência humana que é absolutamente desconhecida para um garoto de Detroit. Comecei a ir para a Espanha nos anos 70. Fui um dos primeiros roqueiros a ir para lá. Então talvez tenhamos algo em comum. Esse é o cara que vestiu Barbarella; (respondendo a sua pergunta) é, sim, uma inovação.

Qual foi sua reação ao saber que o perfume - Black Xs L’Exces – carrega o conceito de excesso extremo?

Bom, acho que é engraçado para dizer a verdade. Toda civilização é um excesso extremo. Talvez seja o motivo de os seres mais rudes não gostarem, e ficarem esperneando contra.

Qual é a sua definição de excesso?

Excelência em qualquer empreendimento humano é sempre fruto de foco particular, então quando a pessoa decide focar em apenas uma coisa ela ou ele serão bem-sucedidos naquilo. Infelizmente, o filho desse foco será sempre o excesso, já que você acaba esquecendo mais e mais a realidade e onde você se posiciona naquela tarefa. Como o excesso passa à frente de tudo, acaba provocando uma espécie de ruptura. Esse é o destino de todas as paixões.

A campanha publicitária do perfume é uma mega produção. Como foi a experiência fashionista?

Não sei. Minha parte no filme foi gravada separada em Miami. Acho que a filmagem do grupo foi feita na Europa, Grã-Bretanha. Mas mesmo minha sessão individual de filmagem foi fodidamente glam. Era um estúdio gigante, equipe enorme, muito equipamento e muitas cenas diferentes. Um monte de gente da equipe do Paco Rabbane estava lá e foram muito simpáticos. O diretor foi Jonas Akerlund, que é meu amigo. Ele dirigiu meu clipe de “Corruption”. Akerlund pediu para que usasse o mesmo par de calças douradas que o garoto usa no clipe. Foi bacana. Ainda as tenho. Uma coisa que ficou clara é que todos os modelos poderiam passar por familiares meus, então a coisa toda foi muito bacana.

Qual foi a conexão que te levou de punk a fashionista?

Para ser honesto, fui uma mistura dos dois a maior parte da minha vida. Era punk porque não enxergava provas de recompensa no sistema vigente, então agia como uma pessoa que pouco se importava com qualquer coisa e consequentemente ofendia muita gente, e não me arrependo. E a parte da moda em minha vida aconteceu porque eu queria me enfeitar de maneira a chamar atenção que precisava da sociedade e das garotas. Nunca fui na verdade punk ou fashionista, mas quando você faz algo que aperta esses botões acaba atraindo pessoas que enxergam a sí mesmas como membras desses grupos. Eu não pertenço a grupo nenhum. Mas se no passar do tempo as pessoas quiserem se referir a mim como parte de um grupo, ok, por que deveria mordê-las?

Quais foram as últimas 10 coisas que você comprou?

Uma garrafa de vinho tinto, a revista The New Yorker, um pedaço (de queijo) Parmigiano-Reggiano, CD do Merle Haggard, chinelos de dedo, um boneco vodu, alguns comprimidos, uma passagem para Ilhas Cayman, um filme do Werner Herzog e um filme de Abel Ferrara.

De onde vem o apelido Iggy?

Quando era pequeno, em Michigan, vi uma iguana na capa da revista Life, que fazia parte de reportagem sobre o filme A Noite da Iguana, baseado em uma peça de Tennessee Williams. Era estrelado por Elizabeth Taylor e Richard Burton. Acho que dirigido por John Houston, mas nenhum desses nomes me impressionou muito, apenas a iguana. Eu a amei. Então dei o nome de Iguanas para minha primeira banda. Depois disso os músicos de Detroit começaram a me chamar de Iggy, então adotei.

Você realmente se inspirou em Jim Morrison e o famoso concerto do Doors na Universidade de Michigan?

Sim, é verdade, mas muito da inspiração veio de quão ruins eles eram. O show foi um desastre. O sistema de som era muito ruim, eles não tocavam muito bem e o cantor estava extremamente intoxicado e se recusava a ser sério sobre qualquer coisa. Isso tudo soa bem legal, né? Bem, a plateia, que era basicamente formada por um bando de cabeçudos jogadores de futebol americano, não achou. Eles queriam matá-lo. Ou ao menos botá-lo para correr da cidade. Gostei disso. Eu estava com uma garota bem perto do palco, e pensei: “se eles podem fazer isso, eu também posso”.

É verdade que você ligou para o Moe, dos Três Patetas, para pedir permissão para batizar a banda? Como foi?

Não, nunca fiz isso, mas o Ron Asheton (guitarrista dos Stooges, que significa Patetas e primeira banda de Iggy) ligou. Ron fundou a banda comigo, tocava guitarra e baixo, ligou para a casa dele tarde da noite e perguntou se tudo bem (batizar a banda de Stooges). Ron, que morreu há três anos, disse que Moe respondeu: “tudo bem, não me importa o que vocês façam desde que não contem piadas ou chamem (o grupo) de Três Patetas”.

Ron amava aqueles caras e costumava visitar Larry Fine (outro dos Três Patetas) quando esse estava na casa de repouso para velhos atores em Los Angeles e costumava levar uísque e cigarro escondido para ele.

Com os Stooges você era muito influente mas não obteve sucesso comercial à época. Você vê isso acontecendo na moda também?

Ninguém que é talentoso quer lançar merda. Mas merda é onde está o dinheiro. E no final de contas, a maioria das pessoas é merda.

Um lance sobre o negócio é que não existe jogo. Existem os cachorros grandes e eles vão te morder. Portanto, enquanto eu acredito que as pessoas talentosas vão encontrar um caminho para chegarem ao público, muitos desses vão acabar no meio do caminho no delírio, machucados ou mortos, o que é uma pena porque o talento deveria acontecer e chegar às pessoas. Simplesmente algumas pessoas não são fortes o suficiente para sobreviver e vencer. Isso não tem a ver com talento, habilidade e qualidade artística. É algo mais. Selvageria.

Quando foi a última vez que você falou com a Madonna e sobre o que falaram?

A última vez que encontrei com ela nós estávamos em um corredor de cozinha no camarim do Rock´n´Roll Hall of Fame, no Waldorf Astoria Ballroom (Nova York), cercados por luzes e câmeras com Stooges e Justin Timberlake e não era exatamente o local para conversas mais profundas. Era mais: “ei, muito obrigado, ótimo te ver e isso e aquilo”. Foi em 2010.

Um ano ou dois antes ela deixou uma mensagem no meu celular porque queria barganhar um valor mais baixo para ter uma canção minha em um de seus filmes. Ela estava totalmente preparada para falar em detalhes sobre negócios, o que achei muito charmoso. Um monte de artistas finge estar acima disso. Mas ela apenas pega a coisa e resolve.

A primeira vez que a encontrei ela bateu à porta do meu camarim e quando abri tinha uma câmera de uns 100 quilos e uma equipe de filmagem e ela disse: “não se assuste”. Foi bem engraçado.

Por que você não sugere Johnny Depp para interpretar você no lugar do Elijah Wood em sua cine-biografia?

Obrigado pela dica.

Você tem plano de tocar no Brasil de novo?

Não tenho planos, mas adoraria. Nunca disse não para o Brasil.

Página 8 de 109Primeiro...678910...Último
Ir para a home do site
Todos os direitos reservados - 2009- Rádio e Televisão Record S/A
exceda.com