Após perder posto de apresentador do ‘Video Show’ para Grazi, futuro de Zeca Camargo na Globo é incerto

Programação de TV

zeca camargo Após perder posto de apresentador do Video Show para Grazi, futuro de Zeca Camargo na Globo é incerto

Zeca Camargo, vai deixar o "Video Show"

Menos de um ano depois de assumir o "Video Show", Zeca Camargo deixará a atração. Na Globo, há o entendimento de que o jornalista não deu certo no comando do programa, que vem sofrendo há meses com a perda de audiência e a concorrência direta com o "Balanço Geral", da Record. No lugar do apresentador, entrará Grazi Massafera.

A situação de Zeca, no entanto, não é das mais confortáveis. Depois de ter migrado do jornalismo para o entretenimento da emissora, o jornalista não possui novo projeto pela frente e tem futuro incerto. Uma corrente defende que ele ganhe um quadro ou faça reportagens externas para o vespertino, mas há quem ache que isso seria uma demoção, uma vez que ele havia sido promovido a comandante do "Video Show" em novembro do ano passado. Há quem afirme que ele nunca deveria ter deixado o "Fantástico" - pessoalmente, o blog torce pela volta de "No Limite".

A situação do apresentador não é confortável faz algum tempo. Além de sofrer com a pressão por audiência, Zeca foi alvo de uma pesquisa que apontava preferência dos espectadores por Otaviano Costa.

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Cena de "A Viagem": imagem vai ao ar esticada no canal em HD

Considerado um oásis para os nostálgicos, o Canal Viva tem nas mãos um acervo riquíssimo, que diz muito sobre a história da televisão. Já passaram por lá novelas emblemáticas como "Vale Tudo", "Renascer" e "Dancin' Days" e minisséries como "As Noivas de Copacabana" e "Agosto". Não há como reclamar do menu oferecido aos espectadores. É irretocável e um grande presente para quem sente saudades de algumas destas atrações.

Não dá para entender, no entanto, como a emissora a cabo desrespeita tanto o acervo que compõe sua programação. Desde que entrou no ar em alta definição, o Viva passou a alterar a imagem de seus programas de maneira absolutamente desnecessária. Produções como o "Planeta Xuxa" e "A Viagem", antes exibidas em 4:3 são agora exibidas em 16:9, o que, obviamente, significa que tudo surge na tela achatado e esticado. A qualidade da imagem, por consequência, perde em resolução.

Não há a mínima necessidade de transformar um material que originalmente era transmitido de outro modo. Para manter o HD sem alterar o conteúdo mostrado, bastaria inserir tarjas laterais e, em produções já convertidas para a nova tecnologia, eliminar as barras.  Não é difícil. Seria mais justo, não incentivaria um mau hábito e mostraria mais respeito pela memória da TV.

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Apesar de didática, ‘Dupla Identidade’ explora bem o suspense e prova que Bruno Gagliasso é melhor de sua geração

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Bruno Gagliasso transformado em Edu, assassino: show de interpretação

Nos anos 90, o país acompanhou atentamente "As Noivas de Copacabana" e "A Próxima Vítima". Em comum entre a minissérie e a novela, estava o fato de ambas girarem em torno de um serial killer - Donato (Miguel Falabella) numa, Adalberto (Cecil Thiré) na outra - e alimentarem um mistério: que personagem seria o próximo a encontrar a morte? Explorado ao extremo na TV americana, esse tipo de crime rendeu séries como "Dexter", "THe Following" e "Hannibal" e se tornou um filão. É curioso que tenha demorado tanto para ser retomado no Brasil. Neste caso, o mérito é todo de Gloria Perez, que, fascinada por este universo, escreveu "Dupla Identidade", estreia da última sexta (19) na Globo.

A história é simples e eficaz: um rapaz bonito, educado, trabalhador e que ainda faz trabalho de caridade ajudando suicidas numa linha telefônica é, na verdade, um perigoso assassino. Suas vítimas são todas mulheres. Sua obsessão é pelo poder, não pelo sexo. Sem pistas, a polícia traz uma especialista forense para auxiliar na investigação. E interesses políticos acabam se misturando à trama. É uma boa premissa e de fato rende uma caçada interessante. Mas, a julgar pelo primeiro episódio, "Dupla Identidade" peca por certo didatismo nos diálogos. Tudo é explicadinho, racionalizado, para não sobrar dúvidas no espectador. Talvez seja costume vindo das muitas novelas que a autora escreveu, mas num gênero como seriado, a pressuposição às vezes funciona melhor. Ainda assim, este passa longe de ser um empecilho para acompanhar a produção, que se destaca, principalmente pelo elenco.

Com um currículo repleto de personagens fortes, que vão desde um gay que vive no campo a um esquizofrênico, Bruno Gagliasso mostrou porque abocanhou o posto de protagonista dentre tantos testados. Está possuído, parece mergulhado na mente do psicopata, a extensa pesquisa que provavelmente fez está toda ali, em sua expressão carregada. Bruno é, de longe, o melhor ator de sua geração na TV neste momento. E, na pele de Edu, caminha para consolidar esta posição. Outro destaque é Débora Falabella, que, acostumada a personagens complexos como a dependente química Mel ("O Clone") e a vingativa Nina ("Avenida Brasil"), caminha para dar outro show como Ray, uma garota que sofre de transtorno borderline. A vinheta de abertura também merece aplausos. É eficiente, dura, sem cor, como a alma do assassino. A fotografia escura, aliás, que tanto incomodou em "O Rebu", aqui ganha novo significado: como Edu é homicida limpo e certeiro, não há sangue, logo o vermelho some da paleta de cores.

Em questão de números, "Dupla Identidade" derrubou a audiência do horário. Deu média de 12,3 pontos, segundo dados prévios do Ibope, menos que os 14 pontos do último capítulo de "O Rebu" e que os 16 pontos da estreia de "O Caçador", série que a antecedeu no horário.

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‘Vitória’ bate recorde e consolida vice-liderança; ‘Domingo Show’ e ‘Programa da Sabrina’ comemoram bons resultados

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vitoria nazistas 1 Vitória bate recorde e consolida vice liderança; Domingo Show e Programa da Sabrina comemoram bons resultados

Juliana Silveira e Marcos Pitombo numa cena de "Vitória"

A equipe de "Vitória" vê com otimismo o atual momento da novela. Depois de um começo irregular, os índices de audiência apresentam curva ascendente. A trama de Cristiane Fridman consolidou a vice-liderança no horário durante este mês de setembro, com 6,5 pontos e bateu recorde esta semana, com média de 9 pontos.

Na Record, o clima é bom também em algumas produções. O "Domingo Show", de Geraldo Luis, completou seis meses no ar com 33% de audiência acima da terceira colocada e 1.124 minutos em primeiro lugar. Já o "Programa da Sabrina" está a cinco meses na vice-liderança isolada, com audiência 40% maior que a terceira posição.

"A Fazenda" também experimentou crescimento. O quarto episódio teve crescimento de 43% em relação ao anterior.

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Conheça o elenco de ‘Alto Astral’, próxima novela das sete da Globo

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Sérgio Guizé será o protagonista de "Alto Astral"

Com estreia marcada para 3 de novembro, "Alto Astral", próxima trama das sete da Globo, já vem sendo gravada. Adaptação de uma sinopse criada por Andrea Maltarolli, a história escrita por Daniel Ortiz e supervisionada por Silvio de Abreu vai acompanhar um médico que descobre que fala com espíritos. O elenco já foi inteiramente escalado. Por ordem alfabética:

Adriana Prado, Alejandro Claveaux, Ana Carbatti, Carlo Porto, Christiane Torloni, Claudia Raia, Conrado Caputto, Débora Nascimento, Débora Olivieri, Débora Rebecchi, Edson Celulari, Elisabeth Savalla, Fábio Audi, Gabriel Godoy, Giovanna Lancellotti, Guilherme Leicam, JP Rufino, Kayky Brito, Leopoldo Pacheco, Luciana Rigueira, Maitê Proença, Marat Descartes, Marcelo Médici, Maria Carol,
Marianna Armellini, Marilu Bueno, Mônica Iozzi, Nando Rodrigues, Nathália Costa, Nathália Dill, Nina Frosi, Norival Rizzo, Otávio Augusto, Raquel Fabbri, Rodrigo Serrano, Rosanne Mulholland, Sabrina Petraglia, Sérgio Guizé, Sérgio Malheiros, Silvia Pfeifer, Simone Gutierrez, Sophia Abrahão, Thiago Lacerda e Totia Meirelles.

A direção está a cargo de Jorge Fernando.

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‘The Voice’ estreia com grande repercussão, mas tem audiência menor que em 2013

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Os jurados e apresentadores do "The Voice Brasil"

Foi com grande repercussão nas redes sociais que a terceira temporada do "The Voice Brasil" entrou no ar. No primeiro episódio, chamaram atenção as participações de uma drag queen e de Nise Palhares, que já foi caloura do "Ídolos", na Record. Nova repórter do reality, Fernanda Souza também foi largamente elogiada.

Apesar do barulho, a audiência da estreia foi menor do que no ano anterior. Segundo dados prévios do Ibope, a terceira temporada do "The Voice Brasil" registrou média de 20 pontos e pico de 23. O número é quatro pontos menor que o registrado em 2013, 24 pontos. Em 2012 não cabe comparação, uma vez que o programa ia ao ar em outro horário, nas tardes de domingo, e marcou 15 pontos.

Atualização: No consolidado, foram 21 pontos de média.

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A TV descobriu a gastronomia: depois do ‘Masterchef’, mais quatro realities de culinária chegarão ao país

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Felipe Bronze vai apresentar reality de doces no GNT

A boa repercussão do "Masterchef" deu início a uma larga exploração de programas voltados para a gastronomia. Nos próximos meses, mais quatro realities do gênero estrearão.

No SBT, está prestes a começar a ser gravado o "Cozinha Sob Pressão". A versão brasileira do "Hell's Kitchen" iniciará seus trabalhos no final do mês. Serão 14 participantes eliminados em 13 episódios. No lugar de Gordon Ramsay, estará Jefferson Rueda.

No GNT, neste sábado (21) serão iniciadas as gravações do "Que Seja Doce", voltado apenas para confeiteiros. A apresentação ficará a cargo de Felipe Bronze, que já teve quadro no "Fantástico". Entre os jurados estão patissiers como Lucas Corazza, Roberto Strongoli e Carole Crema. Serão 30 episódios ao todo. A estreia está prevista para o começo do ano que vem.

O canal a cabo prepara ainda "Food Truck - A Batalha", no qual duplas preparam comidas em seus carros e se enfrentam para ver quem fatura mais. Atualmente a produção está em fase de casting. A apresentação será dos chefs Adolfo Schaefer e Marcio Silva. Além disso, Olivier Anquier comanda a segunda temporada do "Cozinheiros em Ação".

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No ar no ‘Caldeirão’, Maíra Charken estará em ‘Babilônia’, próxima novela das nove

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Maíra Charken será uma delegada bonitona na novela

Atualmente no ar com o hilário "Dando a Letra" no "Caldeirão do Huck", Maíra Charken está prestes a estrear no horário nobre da Globo. A atriz estará em "Babilônia", próxima novela das nove. Na história escrita por Gilberto Braga, João Ximenes e Ricardo Linhares, ela será uma delegada bonitona.

Também estão confirmados na trama Camila Pitanga, Thiago Fragoso, Fernanda Montenegro, Nathália Timberg, Daisy Lúcidi, Chay Suede, Gabriel Braga Nunes, Gloria Pires, Cássio Gabus Mendes, Marcos Veras, Déborah Evelyn, Herson Capri, Isabela Garcia e Sophie Charlotte.

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‘Sexo e as Negas’ pode não ser racista, mas flerta perigosamente com o machismo

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Claudia Jimenez com as protagonistas da série: mulheres talentosas, personagens polêmicas

Antes de abordar o principal assunto deste texto, é preciso reconhecer: poucos sabem escrever tão bem sobre o subúrbio e as camadas populares do país quanto Miguel Falabella. Seus diálogos são leves, inspirados e repletos de uma sonoridade comum às comunidades e ao que circula hoje em termos que caíram na boca do povão. Suas novelas todas têm um olhar peculiar sobre a periferia e são fáceis de se identificar pelas fortes cores que imprime e pelos roteiros repletos de humor. Não seria diferente com "Sexo e as Negas", que estreou com a intenção de repetir o sucesso de "Pé na Cova", que caminha para a quarta temporada.

Ocorre que é impossível assistir ao seriado sem associá-lo à polêmica que o antecedeu. Até a última segunda-feira (15), pelo menos 17 denúncias de racismo foram encaminhadas à Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir). A maioria se referia ao desconforto gerado pelo título, uma alusão a "Sex and the City", produção cultuada até hoje entre as mulheres. Antes mesmo de entrar no ar, a série pareceu condenada por determinados setores da sociedade. A verdade é que, para haver comprovação, seria necessário, obviamente assisti-la.

"Sexo e as Negas" tem personagens populares, em especial os coadjuvantes. Alessandra Maestrini, por exemplo, já deu mostras de que roubará toda e qualquer cena em que esteja na pele de uma gaúcha meio ranzinza. Claudia Jimenez e Maria Gladys seguem firmes em seus tipos e funcionam bem. As quatro protagonistas têm talento indiscutível. Pessoalmente, apesar de piadas que falam claramente sobre o preconceito ("quem vai achar que essa pulseira é de verdade no seu braço?", pergunta uma atriz à camareira negra), para mim, chamou mais atenção o olhar excessivamente masculino sobre as garotas de Cordovil. Durante o episódio, surgiram homens dando depoimentos retratando as mulheres como, digamos, caçadoras de homens, que tratam logo de engravidar porque sabem que o não-pagamento da pensão pode colocar o parceiro na cadeia. A intenção pode ser até retratar o sexismo, mas o resultado, mesmo sem querer, é um tanto machista.

Na segunda metade do capítulo de estreia, duas das protagonistas surgem em três cenas quentes de sexo. É claro que hoje as mulheres estão empoderadas, são donas de si e têm, sim, vida sexual ativa. Numa ficção como esta, no entanto, tudo pareceu hiperssexualizado, com tintas carregadas. O que se viu foram personagens que usam principalmente a sexualidade como arma. Até mesmo o tema do episódio, mobilidade urbana, acabou virando pano de fundo e foi pouco discutido. Para completar, Miguel Falabella surge como narrador, recurso totalmente dispensável, uma vez que só contribui para deixar tudo excessivamente didático. Dramaturgicamente também não houve grande conflito ou antagonismo. Foi basicamente um olhar sobre a vida das garotas, sem muitos problemas e um final feliz resolvido com uma aposta no jogo do bicho.

Há pontos interessante a serem explorados, caso da personagem que, aos 38 anos, já é avó. Outros já apontam para o clichê, como o patrão que deve se envolver com a cozinheira. Cabe aos roteiristas subverter a ideia. "Sexo e as Negas" pode ser bem divertido, mas precisa passar por ajustes finos. Do contrário, pode parecer uma série "de homens sobre mulheres" ou "de brancos sobre negros". Com um pouquinho mais de cuidado nos exageros, a atração pode virar uma boa opção.

Em tempo: o seriado estreou com média de 12,5 pontos, segundo dados prévios do Ibope. O número está um pouco abaixo do que costumava marcar "O Rebu" e "Pé na Cova" no horário.

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Nova série infantil do criador do ‘Castelo Rá-Tim-Bum’ estreia em novembro na TV Cultura

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bicho Nova série infantil do criador do Castelo Rá Tim Bum estreia em novembro na TV Cultura

Cena da nova série da TV Cultura

Vinte anos depois de estrear o inesquecível "Castelo Rá-Tim-Bum", a TV Cultura volta a investir num novo infantil comandado por Cao Hamburger. Como o blog adiantou em setembro do ano passado, "Que Bicho Te Mordeu?" terá 100 episódios, sendo que destes metade será exibida na televisão e a outra parte se destinará exclusivamente para a internet e meios digitais portáteis. Cada capítulo terá um mix de animação e estúdio, com brincadeiras com bonecos. Parte do elenco já trabalhou em temporadas passadas de "Cocoricó".

A produção acaba de ganhar data de estreia e entra no ar em 10 de novembro. Com orçamento de R$ 14 milhões, a série segue premissa simples: a cada vez que uma criança desenha um monstro, nasce um ser no Mundo dos Crocs. Cada uma dessas criaturas nutre especial curiosidade por fenômenos da natureza e pela emoções humanas.

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