No ar no ‘Caldeirão’, Maíra Charken estará em ‘Babilônia’, próxima novela das nove

Novelas e minisséries

Maira Charken No ar no Caldeirão, Maíra Charken estará em Babilônia, próxima novela das nove

Maíra Charken será uma delegada bonitona na novela

Atualmente no ar com o hilário "Dando a Letra" no "Caldeirão do Huck", Maíra Charken está prestes a estrear no horário nobre da Globo. A atriz estará em "Babilônia", próxima novela das nove. Na história escrita por Gilberto Braga, João Ximenes e Ricardo Linhares, ela será uma delegada bonitona.

Também estão confirmados na trama Camila Pitanga, Thiago Fragoso, Fernanda Montenegro, Nathália Timberg, Daisy Lúcidi, Chay Suede, Gabriel Braga Nunes, Gloria Pires, Cássio Gabus Mendes, Daisy Lúcidi, Déborah Evelyn, Herson Capri, Isabela Garcia e Sophie Charlotte.

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‘Sexo e as Negas’ pode não ser racista, mas flerta perigosamente com o machismo

Crítica

sexoeasnegas Sexo e as Negas pode não ser racista, mas flerta perigosamente com o machismo

Claudia Jimenez com as protagonistas da série: mulheres talentosas, personagens polêmicas

Antes de abordar o principal assunto deste texto, é preciso reconhecer: poucos sabem escrever tão bem sobre o subúrbio e as camadas populares do país quanto Miguel Falabella. Seus diálogos são leves, inspirados e repletos de uma sonoridade comum às comunidades e ao que circula hoje em termos que caíram na boca do povão. Suas novelas todas têm um olhar peculiar sobre a periferia e são fáceis de se identificar pelas fortes cores que imprime e pelos roteiros repletos de humor. Não seria diferente com "Sexo e as Negas", que estreou com a intenção de repetir o sucesso de "Pé na Cova", que caminha para a quarta temporada.

Ocorre que é impossível assistir ao seriado sem associá-lo à polêmica que o antecedeu. Até a última segunda-feira (15), pelo menos 17 denúncias de racismo foram encaminhadas à Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir). A maioria se referia ao desconforto gerado pelo título, uma alusão a "Sex and the City", produção cultuada até hoje entre as mulheres. Antes mesmo de entrar no ar, a série pareceu condenada por determinados setores da sociedade. A verdade é que, para haver comprovação, seria necessário, obviamente assisti-la.

"Sexo e as Negas" tem personagens populares, em especial os coadjuvantes. Alessandra Maestrini, por exemplo, já deu mostras de que roubará toda e qualquer cena em que esteja na pele de uma gaúcha meio ranzinza. Claudia Jimenez e Maria Gladys seguem firmes em seus tipos e funcionam bem. As quatro protagonistas têm talento indiscutível. Pessoalmente, apesar de piadas que falam claramente sobre o preconceito ("quem vai achar que essa pulseira é de verdade no seu braço?", pergunta uma atriz à camareira negra), para mim, chamou mais atenção o olhar excessivamente masculino sobre as garotas de Cordovil. Durante o episódio, surgiram homens dando depoimentos retratando as mulheres como, digamos, caçadoras de homens, que tratam logo de engravidar porque sabem que o não-pagamento da pensão pode colocar o parceiro na cadeia. A intenção pode ser até retratar o sexismo, mas o resultado, mesmo sem querer, é um tanto machista.

Na segunda metade do capítulo de estreia, duas das protagonistas surgem em três cenas quentes de sexo. É claro que hoje as mulheres estão empoderadas, são donas de si e têm, sim, vida sexual ativa. Numa ficção como esta, no entanto, tudo pareceu hiperssexualizado, com tintas carregadas. O que se viu foram personagens que usam principalmente a sexualidade como arma. Até mesmo o tema do episódio, mobilidade urbana, acabou virando pano de fundo e foi pouco discutido. Para completar, Miguel Falabella surge como narrador, recurso totalmente dispensável, uma vez que só contribui para deixar tudo excessivamente didático. Dramaturgicamente também não houve grande conflito ou antagonismo. Foi basicamente um olhar sobre a vida das garotas, sem muitos problemas e um final feliz resolvido com uma aposta no jogo do bicho.

Há pontos interessante a serem explorados, caso da personagem que, aos 38 anos, já é avó. Outros já apontam para o clichê, como o patrão que deve se envolver com a cozinheira. Cabe aos roteiristas subverter a ideia. "Sexo e as Negas" pode ser bem divertido, mas precisa passar por ajustes finos. Do contrário, pode parecer uma série "de homens sobre mulheres" ou "de brancos sobre negros". Com um pouquinho mais de cuidado nos exageros, a atração pode virar uma boa opção.

Em tempo: o seriado estreou com média de 12,5 pontos, segundo dados prévios do Ibope. O número está um pouco abaixo do que costumava marcar "O Rebu" e "Pé na Cova" no horário.

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Nova série infantil do criador do ‘Castelo Rá-Tim-Bum’ estreia em novembro na TV Cultura

Seriado

bicho Nova série infantil do criador do Castelo Rá Tim Bum estreia em novembro na TV Cultura

Cena da nova série da TV Cultura

Vinte anos depois de estrear o inesquecível "Castelo Rá-Tim-Bum", a TV Cultura volta a investir num novo infantil comandado por Cao Hamburger. Como o blog adiantou em setembro do ano passado, "Que Bicho Te Mordeu?" terá 100 episódios, sendo que destes metade será exibida na televisão e a outra parte se destinará exclusivamente para a internet e meios digitais portáteis. Cada capítulo terá um mix de animação e estúdio, com brincadeiras com bonecos. Parte do elenco já trabalhou em temporadas passadas de "Cocoricó".

A produção acaba de ganhar data de estreia e entra no ar em 10 de novembro. Com orçamento de R$ 14 milhões, a série segue premissa simples: a cada vez que uma criança desenha um monstro, nasce um ser no Mundo dos Crocs. Cada uma dessas criaturas nutre especial curiosidade por fenômenos da natureza e pela emoções humanas.

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Por causa de denúncias de racismo, ‘Sexo e as Negas’ estreia com poucas chances de ganhar nova temporada

Seriado

negas Por causa de denúncias de racismo, Sexo e as Negas estreia com poucas chances de ganhar nova temporada

As protagonistas de "Sexo e as Negas", de Miguel Falabella

Depois de todo o barulho causado pelas denúncias de racismo enviadas à Justiça antes mesmo de a série ir ao ar, são poucas as pessoas que acreditam que "Sexo e as Negas" vá além da primeira temporada. Escrita por Miguel Falabella, a produção, que estreia hoje, narra as aventuras de quatro amigas do subúrbio numa clara referência a "Sex and the City". Ao final de cada episódio, haverá um número musical. A esperança da emissora é que quem se sentiu ofendido perceba que houve equívoco ao assistir o primeiro capítulo.

Até agora já foram encaminhadas 17 denúncias à ouvidoria da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir).

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Com Danilo Gentili, ‘Politicamente Incorreto’ recorre a clichês da política com ‘ingenuidade’ e humor debochado

Crítica

gentili Com Danilo Gentili, Politicamente Incorreto recorre a clichês da política com ingenuidade e humor debochado

Danilo Gentilli como o deputado Atílio Pereira

Com a missão de boicotar a propaganda eleitoral gratuita e servir de opção na TV a cabo, "Politicamente Incorreto", série que Danilo Gentili criou para o FX, entrou no ar para fazer deboche da política nacional. A premissa é simples: Atílio Pereira (Gentili) é um deputado que, por uma confusão do destino é considerado o único político honesto do país. Intelectualmente limitado, acaba por ser lançado candidato à presidência da república. O personagem não é diferente de muitas figuras recorrentes: fala mal de gays, mas diz que não é homofóbico; vê mulheres como "menores", mas finge que não é machista; afirma que não é preconceituoso por ter um assessor "de cor".

No episódio de estreia, não faltaram referências a veículos conhecidos da grande mídia. Um microfone com canopla parecida com a da GloboNews dividia espaço com outros. Em dado momento, o deputado surge sendo entrevistado por um programa que emula o "Roda Viva", da TV Cultura. A tentativa de recorrer a situações conhecidas pela maior parte dos brasileiros é óbvia e funciona bem, mas impossível não perceber que boa parte delas são clichês. O protagonista, anti-herói, é absolutamente idiotizado. Nesse sentido, traz algo de novo, uma vez que boa parte dos políticos é retratada como ladrões descarados.

Tecnicamente a série vai bem e é superior a muito do que se faz no gênero hoje entre as produções nacionais. Precisa, no entanto, de ajustes no volume e melhor edição de som. A fotografia, lavada, causa estranhamento, mas funciona. O elenco, é preciso dizer, é irregular. "Politicamente Incorreto" é uma boa tentativa de trazer reflexão política, mas de tão escrachada soa ingênua. Ainda assim, tem sua graça.

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Projeto de Patrícia Poeta é cotado para ocupar lugar da ‘Sessão da Tarde’

Jornalismo

poeta Projeto de Patrícia Poeta é cotado para ocupar lugar da Sessão da Tarde

Patrícia Poeta: projeto de programa em estudo

O projeto de entretenimento que a Globo desenvolve para Patrícia Poeta tem um objetivo claro: alavancar as tardes da emissora, que têm sofrido com a tríade "Video Show"-"Sessão da Tarde"-"Vale a Pena Ver de Novo". A ideia é que a jornalista ocupe o lugar dos filmes vespertinos com uma produção própria. Obviamente, impossível não comparar a ideia com o "Encontro com Fátima Bernardes", de manhã.

Uma pesquisa já foi promovido para entender como o público percebe a apresentadora. Internamente, um estudo de programação também foi feito. Apesar da intenção, também não está totalmente descartada a ideia de dar Patrícia uma atração semanal e noturna, mais voltada para o jornalismo de comportamento ou mesmo no comando da nova versão do "Você Decide". O martelo será batido em novembro.

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Troca de Patrícia Poeta e Renata Vasconcellos mostra que não deram certo nos últimos projetos e tenta corrigir erro

Crítica

renata patrici Troca de Patrícia Poeta e Renata Vasconcellos mostra que não deram certo nos últimos projetos e tenta corrigir erro

Renata Vasconcellos e Patrícia Poeta: dança das cadeiras

Há três anos, pouco antes de Fátima Bernardes anunciar que deixaria a bancada do "Jornal Nacional", tanto Patrícia Poeta quanto Renata Vasconcellos foram cotadas para sua vaga. A decisão recaiu sobre quem, segundo a emissora, se comunicaria melhor com a tão falada classe C. Na época, Patrícia estava no "Fantástico" e Renata no "Bom Dia Brasil". Passado este tempo, a Globo comunica mais uma dança das cadeiras em seu jornalismo. Leia abaixo:

"Ao completar três anos, e como estava previsto ao assumir o posto, Patricia Poeta deixará a bancada do ‘Jornal Nacional’ em 3 de novembro, ao fim da cobertura eleitoral que vem desempenhando com brilhantismo. Nesse período, Patricia pôde demonstrar todo o seu talento e profissionalismo ao informar os brasileiros sobre os grandes acontecimentos do Brasil e do mundo, ressaltando-se, entre muitos, quatro grandes eventos. (...)

A nova titular do ‘Jornal Nacional’ será a jornalista Renata Vasconcelos, que divide desde o ano passado a apresentação do ‘Fantástico’ com Tadeu Schmidt. Renata começou na GloboNews e, durante 11 anos, foi âncora do ‘Bom Dia Brasil’, ao lado de Renato Machado, hoje em Londres, e de Chico Pinheiro. (...)

A jornalista Poliana Abritta será a substituta de Renata no ‘Fantástico’. Há 17 anos na Globo, passou a maior parte da sua carreira na emissora de Brasília, participando de todas as coberturas políticas e econômicas que mudaram a face do país no período. Foi também âncora do programa ‘Globo Mar’, em duas temporadas, quando pôde mostrar versatilidade, competência e profissionalismo. (...)"

É impossível não encarar esta mudança como uma correção de rota por parte da emissora. Desde a última troca, tanto o "Jornal Nacional" quanto o "Fantástico" sofreram com queda na audiência e estranhamento por parte dos espectadores. Patrícia sofreu com as comparações inevitáveis com Fátima Bernardes durante a Copa do Mundo, foi recentemente criticada por seu desempenho na sabatina com candidatos a presidente. Já Renata viu o "Fantástico" agonizar durante uma reformulação que não deu certo e aos poucos vem sendo varrida para baixo do tapete. Ambas são competentes, mas não deram certo como esperado nos últimos projetos, é preciso dizer. Corrigir o erro e dar novos rumos às carreiras é de fato necessário.

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‘A Fazenda 7′ estreia com revelações e promessas de conflito dentro e fora do confinamento

Crítica

britto A Fazenda 7 estreia com revelações e promessas de conflito dentro e fora do confinamento

Britto Jr., apresentador de "A Fazenda"

Depois de muita especulação, finalmente revelou-se o elenco de "A Fazenda" e, com eles, muitos de seus desafetos. Mais do que colocar rivais no confinamento, a atração mostrou que vai mexer com a vida de muita gente aqui fora. Já numa das primeiras dinâmicas em grupo, ficou claro que muitos deixaram pendências mal resolvidas.

O cantor Leo Rodriguez criticou o ex-empresário. Andreia Sorvetão deixou claro que desde 2009 sua família sofreu por causa de alguém. Oscar Maroni se disse alvo de injustiças por causa dos processos que levou. MC Bruninha não escondeu que tem problemas com o pai. E o ex-Menudo Roy revelou que o ex-empresário do grupo abusava dos cantores falando, inclusive, de pedofilia. Pelo visto, a barreira do confinamento será irrelevante: barracos acontecerão lá dentro e aqui fora com intensidade parecidas.

Entra ano e sai ano, tem sempre algum incauto para acusar "A Fazenda" de escalar gente pouco famosa ou subcelebridades. Justiça seja feita, muitos dos nomes são nacionalmente conhecidos. Mas, ainda que não fossem, não seria um problema. O reality show não precisa de participantes com uma reputação a zelar, que posem de coitadinhos e tentem limpar sua imagem. Programas do gênero precisam de pessoas com uma reputação a zerar, que não tenham muito a perder e se atirem de cabeça no jogo. Escolhido pelo potencial de conflitos, o elenco já mostrou quem são os alvos da semana. Tanto Oscar Maroni quanto Lorena Bueri entraram em discussão com os colegas. Robson Caetano e Bruna Tang não se furtaram a falar na cara, assim como Cristina Mortágua. Não deve demorar para que as brigas comecem.

Apesar da grande repercussão, a sétima temporada da atração obteve audiência menor que nos anos anteriores, mas garantiu a vice-liderança. Média de 11 pontos e pico 13. Ficou, ainda assim, por 2 minutos na liderança e não tão longe das concorrentes. A Globo obteve 15,8 e o SBT 8,8 pontos.

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Com trama ousada e revelação de assassinato, ‘O Rebu’ mostra que sofisticação não é sinônimo de audiência

Crítica

pillar Com trama ousada e revelação de assassinato, O Rebu mostra que sofisticação não é sinônimo de audiência

Patrícia Pillar: Ângela era a verdadeira assassina de "O Rebu"

Uma das grandes apostas da Globo para este ano, "O Rebu" retoma uma ideia considerada inovadora nos anos 70 e também hoje: uma novela ambientada num único dia. Se há algumas décadas a trama sofreu para ser compreendida, a história se repetiu em 2014. Os problemas de continuidade recorrentes na versão original foram superados, mas a ousada premissa seguiu confundindo. Exibido o último capítulo, é possível chegar a uma conclusão: a ideia funciona melhor na tese do que na prática.

A audiência deixou a desejar. Depois da estreia, com 24 pontos, desabou para a casa dos 13 pontos na maior parte dos dias das semanas seguintes. O último capítulo terminou numa nota triste: 14 pontos de média e 16 de pico, segundo dados prévios do Ibope. Fez desta a novela das 23h de menor audiência desde que o horário voltou a abrigar folhetins.

O grande mistério confirmou a culpa de duas grandes suspeitas: Duda (Sophie Charlotte) e Ângela (Patrícia Pillar) foram as responsáveis pela morte de Bruno Ferraz (Daniel Oliveira). Enquanto uma o nocauteou e prendeu num freezer, outra diminuiu a temperatura o deixou sem ar. Juntas, ambas o jogaram na piscina. Apesar da revelação previsível, toda a sequência foi mostrada com maestria, em especial o assassinato da milionária, no minuto final. As atrizes deram um show de interpretação e a direção foi acertada.

Não é difícil entender as razões para os baixos índices. A narrativa ultrafragmentada mais recheou a trama com pistas falsas que ajudou a elucidar o mistério. Os muitos personagens presentes na festa ganharam flashbacks que pouco tinham a acrescentar à história, que sofreu com o ritmo ralentado do início. Foi difícil entender porque os policiais só surgiram no terceiro episódio e o corpo de Bruno Ferraz passou toda a madrugada abandonado à beira da piscina. O pesado filtro azul também assustou os espectadores, que reclamaram da falta de cor na maior parte das sequências, distanciando-se do gênero folhetinesco. Mas o principal fator pode ser o equívoco de programação. Se às segundas-feiras "O Rebu" entrava no ar após "Império", pouco depois das 22h, em outros dias era exibida bem depois das 23h. Difícil acompanhar uma novela sem horário certo, especialmente uma que demande tanta atenção. Apesar dos problemas, esta foi, de longe, a mais sofisticada das tramas das 23h.

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Antes mesmo de estrear ‘Sexo e as Negas’, Globo é autuada por denúncias de racismo; Falabella se defende

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sexo Antes mesmo de estrear Sexo e as Negas, Globo é autuada por denúncias de racismo; Falabella se defende

As protagonistas de "Sexo e as Negas", da Globo

Miguel Falabella está no olho de um furacão. Prestes a estrear um novo seriado, o autor vê sua produção envolta em acusações de racismo. Até a última quinta-feira (11), a atração já havia recebido 11 denúncias de racismo na ouvidoria da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir). O órgão quer explicações da Globo e deve encaminhar todo o material para o Ministério Público do Rio de Janeiro para que providências sejam tomadas no caso de se entender que houve algum tipo de irregularidade.

Por meio de nota, o titular do órgão, Carlos Alberto de Souza e Silva Júnior, afirma que “vê com estranheza e preocupação qualquer tipo de manifestação que reproduza estereótipos racistas, machistas, que se alicerce na sexualidade das mulheres negras, ou venha a reforçar ideias de inferioridade dessas mulheres, nas artes, no cinema ou nas telenovelas e seriados”.

Na Globo, os protestos são vistos com estranheza, uma vez que a série tem sido julgada antes mesmo de ser exibida. Boa parte da polêmica é oriunda do título, uma alusão a "Sex and the City".

No Facebook, Miguel Falabella se manifestou sobre o assunto: "(...) Dói-me ver a luta de meus colegas negros na nossa profissão. As oportunidades são reduzidas, não trabalham sempre e, sem exercício, não há aprendizado, como sabemos. Pensei que aquela ideia, surgida numa feijoada, na Cidade Alta de Cordovil, pudesse ser um programa que refletisse um pouco a dura vida daquelas pessoas, além de empregar e trazer para o protagonismo mais atores negros. Basicamente, foi essa a ideia e nem achei que iriam aceitar o programa. Qual é o problema, afinal? É o sexo? São as negas? As negas, volto a explicar, é uma questão de prosódia. Os baianos arrastam a língua e dizem 'meu nego', os cariocas arrastam a língua e devoram os S. Se é o sexo, por que as americanas brancas têm direito ao sexo e as negras não? Que caretice é essa? O problema é por que elas são de comunidade? Alguém pode imaginar Spike Lee dirigindo seus filmes fora do seu universo? Que bobagem é essa? Pois é justamente sobre isso que a série quer falar! Sobre guetos, sobre cotas, sobre mitos! Destrinchá-los na medida do possível! (...) O negro mais uma vez volta as costas ao negro. Que espécie de pensamento é esse? Não sei o que é mais assustador. Se o pré-julgamento ou se a falta de humor. Ambos são graves de qualquer maneira. Como é que se tem a pachorra de falar de preconceito, quando pré-julgam e formam imediatamente um conceito rancoroso sobre algo que sequer viram? 'Sexo e as Negas' não tem nada de preconceito. Fala da luta de quatro mulheres que sonham, que buscam um amor ideal. Elas podiam ser médicas e morar em Ipanema, mas não é esse meu universo na essência, como autor, (...) As minhas personagens são camareiras, cozinheiras, indicadoras de mesas, operárias. E desde quando isso diminui alguém? São negras, são pobres, mas cheias de fantasia e de amor. São lúdicas! E sobrevivem graças ao humor. Seres humanos. Reais. Com direito a uma vida digna e muito... Mas muito sexo! Vai dizer agora que eu sou racista? Ah! Nega... Dá um tempo.".

Pelo, sim, pelo não, o assunto tem sido tratado com cuidado pela Globo. Não se esperava tamanho barulho negativo por causa de um seriado. Mas há que se concordar com Falabella num ponto: é preciso assistir para julgar.

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