Posts de 14 de fevereiro de 2013

TV

Publicado em 14/02/2013 às 15:27

Fátima Bernardes, um pedido: pare de fazer a dancinha

fatima Fátima Bernardes, um pedido: pare de fazer a dancinha

Fátima gosta de dançar (Foto: Rede Globo/Alex Carvalho)

Querida Fátima,

Devo dizer que não sou muito fã do Encontro com Fátima Bernardes. Desde a estreia e até a edição de hoje acredito que a atração ainda não se encontrou (com trocadilho), mas tudo bem. A questão aqui não é essa e nem se coloca em cheque sua capacidade profissional. Talvez o horário seja mesmo ingrato, talvez as pessoas não queiram ficar vendo programas de debate, talvez eu não seja o público alvo, ou sei lá mais o quê.

Fátima, você sabe que é uma grande jornalista, apresentou o Jornal Nacional durante anos, fez coberturas importantes e está onde está porque fez por merecer. Não há discussão sobre isso. Mesmo no seu programa atual, a coisa já melhorou bem. Você está mais solta, mais segura e mais à vontade.

Mas, Fátima, por favor, será que rola de parar de fazer a dancinha? Pode ser até um problema meu, mas é que dá uma vergonha alheia fora de todos os parâmetros. Sei que você foi bailarina, lembro daquele vídeo de fim de ano que você fez na Globo, mas as dancinhas no Encontro simplesmente não rolam. Nâo que você seja desajeitada para dar uns passinhos, mas é que me acostumei a vê-la atrás da bancada do JN e, do nada, vê-la dançandinho é um pouco demais. Sei lá, não combina e muitas vezes tenho a impressão de que nem você fica à vontade com isso. Então, talvez seja melhor dar uma paradinha.

E, Fátima, um último pedido: não tente mais dançar funk carioca. Não rola.

Um abraço.

Imprimir:

TV

Publicado em 14/02/2013 às 12:23

Dr. Rey e João Kléber são a dupla dinâmica da baixaria

joao2 Dr. Rey e João Kléber são a dupla dinâmica da baixaria

João Kléber está de volta à Rede TV! (Foto: Divulgação/RedeTV)

A Rede TV! passa por uma crise de audiência há um tempo e tenta sair dessa posição mas aposta em coisas um tanto duvidosas. Na cobertura do carnaval deste ano, por exemplo, o canal apostou em João Kléber e Dr. Rey. Ou seja, o lance é mesmo focar na baixaria. Até deu um resultado, com João em segundo lugar de audiência com seu “teste de fidelidade ao vivo”. Era armado? Tinha toda a cara, mas se era isso o que a Rede TV! estava procurando, funcionou.

Dr. Rey, por sua vez, manteve o jeitão destrambelhado que já exibiu algumas vezes na emissora, em especial naquele programa Sexo a 3, que foi exibido durante pouco tempo em 2012 e saiu do ar por baixa audiência. O cirurgião, novamente, apalpou a mulherada para “dar dicas” de beleza, tirou medidas, mostrou instrumentos de lipoaspiração, falou que toma remédio para não ficar excitado e por aí foi.

É engraçado? Até é. Quem não liga para tosqueira pode se divertir com o espetáculo bizarro que esses dois mostraram, mas é o melhor caminho para atrair telespectadores? E João Kléber ainda vem aí com um programa só seu, hein?! Segura essa, Brasil!

rey Dr. Rey e João Kléber são a dupla dinâmica da baixaria

Dr. Rey (Foto: Agnews)

Imprimir:

Cinema

Publicado em 14/02/2013 às 10:26

Oscar 2013: Django Livre não merece ganhar o Oscar de Melhor Filme

django Oscar 2013: Django Livre não merece ganhar o Oscar de Melhor Filme

Jamie Foxx, o protagonista de Django Livre

Daqui até a cerimônia de entrega do Oscar, no dia 24 de fevereiro, farei posts sobre os principais concorrentes à estatueta, repassando os longas que estão na disputa. O primeiro é este, sobre Django Livre, mais recente trabalho do diretor Quentin Tarantino e que concorre a melhor filme.

De cara já dá para dizer que Django Livre não merece ganhar o Oscar nesta categoria. O filme não é nem o melhor de Tarantino, que dirá do ano. O longa, que tem Jamie Foxx como protagonista, não chega a ser decepcionante mas fica muito aquém do que o diretor, que também assina o roteiro, é capaz de fazer. É só comparar com alguns outros trabalhos dele como Pulp Fiction, Kill Bill e até mesmo Cães de Aluguel, seu primeiro filme.

Django Livre sofre de alguns problemas essenciais quando o assunto é Tarantino. O primeiro deles são os diálogos. O diretor é conhecido por criar frases sensacionais e que surpreendem o público. Não é o que aconteceu aqui, infelizmente. Os personagens têm, em alguns momentos, frases divertidas e embates interessantes, principalmente entre Christoph Waltz e Leonardo DiCaprio, mas nada histórico e marcante, como já aconteceu no passado.

O que também complica um pouco a vida de Django Livre é sua duração. A produção tem quase três horas, o que é excelente para quem já é um fã de carteirinha de Tarantino, mas que se transforma num certo desconforto para quem não é lá muito conhecedor de sua obra.  Assim, uns cortezinhos cairiam como uma luva e cenas a menos seriam muito bem-vindas. Ajudaria a deixar tudo mais seco e o material que tivesse ficado de fora poderia ir para o DVD sem problema algum.

A história em si também não é nada sensacional, assim como não eram sensacionais as dos filmes de bangue-bangue em que Tarantino se inspirou. Os chamados western spaghettis são longas bem simples, direto ao ponto, básicos: em geral, mostram um sujeito que se deu mal em algum momento e que quer se vingar. Pronto, esse é o roteiro. Django Livre também é assim, e mostra o protagonista pronto para enfrentar qualquer coisa para resgatar sua mulher, uma escrava de um fazendeiro branco. Mas Tarantino acaba sendo muito rebuscado para contar a história e enrola aqui e ali num momento em que deveria ser mais enxuto.

Dito isso tudo, Django Livre tem seus méritos também e o elenco é um grande acerto. Christoph Waltz está sensacional como o caçador de recompensas (e ex-dentista) Dr. King Schultz. A impressão que dá é que ele é igual a Hans Landa, coronel nazista de Bastardos Inglórios (ambos são alemães) também interpretado por Waltz. Só que em Django, Schultz está do lado do bem. Jamie Foxx está altamente cool e, no fim das contas, é até uma subversão ter um ator negro protagonista de um western, que normalmente tem brancos como destaque. Samuel Jackson não agradou todo mundo ao viver o escravo lacaio de seu senhor (vivido por DiCaprio), mas não tem como não elogiá-lo. E o próprio DiCaprio é um outro acerto como vilão, embora não esteja sensacional.

Um outro ponto positivo para Django Livre é injetar bom humor num western. Os filmes clássicos do gênero não costumam fazer piadas e nem ter momentos muito divertidos. Tarantino faz isso em vários trechos de seu longa, também para deixar claro que está ali para brincar um pouco com esse tipo de produção e não se levar tão a sério. Assim, há exageros bem calculados que fazem as pessoas darem risadas. Até nos tiroteios a coisa fica engraçada, mostrando que o diretor quer é fazer bom entretenimento. E não dá para não citar a cena em que a Klu Klux Klan é sacaneada de cima a baixo. Isso sim é um clássico tarantinesco.

Todo esse lado bom junto não torna Django Livre o favorito ao Oscar. Há concorrentes fortes (falaremos deles a seguir) e dificilmente a Academia premiará algo tão satírico quanto este novo trabalho de Tarantino. No entanto, é bem possível que o longa receba estatuetas em categorias menores como Roteiro Original, talvez de Ator Coadjuvante com Christoph Waltz e em algumas outras. Já estará bom demais para um filme que não está nem entre os top 3 de Tarantino.

Imprimir:
1
Ir para a home do site
Todos os direitos reservados - 2009- Rádio e Televisão Record S/A
exceda.com