Posts de 18 de fevereiro de 2013

TV

Publicado em 18/02/2013 às 15:42

Cada vez mais Salve Jorge provoca saudades de Avenida Brasil

avenida Cada vez mais Salve Jorge provoca saudades de Avenida Brasil

Carminha é uma das maiores vilãs das novelas brasileiras (Foto: Divulgação/Globo)

Salve Jorge já passou dos seus 100 episódios na semana passada e agora dá para fazer um bom balanço com relação à sua antecessora, Avenida Brasil. Vamos lá:

História
Em Salve Jorge o centro é em Morena e Théo e tudo tem relação com o tráfico de mulheres para a Europa. É um argumento diferente e original para uma novela brasileira. Ponto a favor. A questão é a condução da trama, que não é lá das melhores, com muitas idas e vindas, saídas meio duvidosas, forçadas de barra e por aí vai.

Avenida Brasil, por sua vez, tinha a trama centrada numa vingança, que é algo bem comum em novelas. Mas é aí que vem o pulo do gato: a maneira que se conta isso. O autor João Emanuel Carneiro cercou sua história de ótimos elementos e havia pouca coisa que tirasse a atenção disso. A trama possuía sim outros elementos, mas quase tudo ficou em função da briga entre Carminha e Nina. Com um argumento mais enxuto, Avenida Brasil conseguiu melhores resultados de audiência e envovimento dos espectadores muito mais cedo.

Personagens
Aqui existe um grande problema para Salve Jorge. A novela tem uma grande quantidade de personagens, alguns tão distantes de tudo que nem bem aparecem na história e quando o fazem ninguém sabe quem são. É verdade que houve um enxugamento dos personagens, mas ainda assim há muita gente perdida por lá. Além disso, a trama de Glória Perez perde tempo precioso com quem não tem importância alguma em relação à história central, o que empobrece o resultado geral.

Em Avenida Brasil havia um número um pouco menor de personagens, mas quase todos com alguma coisa de importante para mostrar ou fazer, com traços marcantes. A gente via surgir alguém na tela e sabia imediatamente quem era, o que fazia e qual a utilidade na história.

Protagonistas
Há uma diferença abissal entre as duplas principais de Salve Jorge e de Avenida Brasil. Na novela de Glória Perez estão Théo e Morena, vividos por Rodrigo Lombardi e Nanda Costa. Desde o início os dois não conseguiram formar uma grande dupla romântica. Talvez seja um dos piores casais de novelas brasileiras dos últimos anos. Simplesmente não combinam, talvez ele seja velho demais para ela, talvez ela ainda não esteja totalmente pronta para ser protagonista, o fato é que não rolou, inclusive com Rodrigo não conseguindo alcançar o tom certo de Théo.

Em Avenida Brasil tínhamos duas protagonistas: Carminha e Nina, interpretadas por Adriana Esteves e Débora Falabella, respectivamente. As duas saíram um pouco do que costumavam fazer em novelas e séries passadas da Globo e surpreenderam, especialmente Adriana, que criou uma das maiores vilãs que a TV brasileira já produziu. Fora as duas, Murilo Benício também se superou ao dar vida a um ex-jogador meio que sem vontade de tomar conta dos rumos de seu destino.

Humor
Avenida Brasil era uma novela cheia de bom humor, com ótimos destaques como Marcos Caruso e seu Leleco, Cacau Protássio interpretando a empregada Zezé e até Cadinho (vivido por Alexandre Borges) tinha seus momentos.

Salve Jorge tenta ter bom humor, mas escorrega. Quem se dá bem nessa área na novela é Nando Cunha, o Pescoço. O ator é muito engraçado e garante umas boas risadas. Bruna Marquezine é outra que diverte com seu jeito estridente e destrambelhado. Fora isso, há pouca coisa.

Barulho na internet
Era sempre muito legal acompanhar os comentários das pessoas no Twitter durante a exibição da novela. Alguns comentaristas eram extremamente engraçados, outros altamente críticos e invariavelmente a atração entrava nos assuntos mais comentados do microblog. Sem contar o impagável OI OI OI que todo mundo teclava junto quando a novela começava. A trama instigava o público a teclar.

Salve Jorge também vira trending topic, mas a força não é a mesma, já que a paixão que desperta também não é a mesma.

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Cinema

Publicado em 18/02/2013 às 12:15

Oscar 2013: Argo é o grande favorito ao prêmio de Melhor Filme

affleck Oscar 2013: Argo é o grande favorito ao prêmio de Melhor Filme

Ben Affleck vai ao resgate em Argo

É surpreendente a performance de Ben Affleck como diretor profissional. Ele nunca foi um ator assim, digamos, sensacional e já trabalhou em algumas bombas que contribuíram negativamente para que sua carreira não ganhasse a força que precisava.

Estreou nas telas em 1981, aos 9 anos, com The Dark End of the Street (nunca lançado no Brasil), mas sem nenhum grande destaque. Depois disso passou a fazer participações pequenas em séries e longas para TV. Quando pulou definitivamente para o cinema, trabalhou em papeis também pequenos e muitas vezes nem creditado era. Só voltou a ser creditado de fato nas telas em Código de Honra, de 1992, no qual atuou com gente que também estava começando como Brendan Fraser, Matt Damon e Chris O’Donnell. Era a promessa de uma nova geração chegando. Depois disso passou pelo divertido Jovens, Loucos e Rebeldes (1993), Barrados no Shopping (1995), Tempo de Mudança (1995), Indo Até o Fim (1997), Procura-se Amy (1997) e chegamos a Gênio Indomável, também de 1997. Este longa mostra uma mudança no padrão de carreira do ator. Ele e seu grande amigo Matt Damon surgem como roteiristas e, em 1998, ganham o Oscar de Melhor Roteiro Original. Uma mudança e tanto para alguém que não chegava a se destacar como ator.

Depois disso, Affleck continuou sua carreira, alternando filmes bons de bilheteria com alguns mais independentes e aí a gente pode colocar Armageddon (1998), Dogma (1999), O Império (do Besteirol) Contra-Ataca (2001), o fraco Demolidor: O Homem Sem Medo (2003) e por aí afora. Mas a coisa toda mudou de novo em 2007 com Medo da Verdade. Foi sua estreia como diretor e quando foi revelado que passaria para o outro lado das câmeras todo mundo torceu o nariz. A desconfiança era clara e o comentário era o do “atorzinho mais ou menos resolve ser diretor para salvar a carreira”. Muita gente quebrou a cara quando assistiu ao bom filme (cujo roteiro é também de Affleck) e ganhou alguns prêmios. Nada muito significante, mas Ben já começou a chamar a atenção em sua nova função.

A coisa melhorou ainda mais com Atração Perigosa, de 2010. Seu segundo filme como diretor é muitíssimo bom, chega a ser surpreendente e o próprio Affleck está igualmente bem na frente das câmeras, já que ele é o protagonista. E então chegamos a Argo.

Você já assistiu ao filme? Pois deveria. O longa é inspirado em fatos e mostram o resgate de funcionários da embaixada americana que se refugiam na embaixada canadense durante a revolução iraniana, em 1979. A partir daí, entra em ação Tony Mendez (Ben Affleck), um agente da CIA designado para fazer o resgate dos americanos. Como a situação é extremamente delicada, tudo tem de ser feito de maneira secreta, sem o governo local desconfiar, ou uma crise monumental poderia explodir. Uma crise maior do que a que já estava acontecendo na época, diga-se. Para cumprir sua missão, Mendez bola um plano aparentemente maluco e inviável, com chances altíssimas de dar errado.

Contar mais do que isso é estragar as surpresas de quem ainda não assistiu a Argo. E o que se pode dizer a respeito do filme é que é mesmo a obra-prima de Ben Affleck até aqui. Ele é um diretor em ascensão e que ainda tem muito o que mostrar e deixa claro que está no caminho certo. A produção surpreende em tudo: roteiro, história, elenco, condução, direção de arte, figurinos etc. Tudo funciona bem e a recriação visual do fim dos anos 70 é perfeita, com roupas, carros e dificuldades da vida sem celular, por exemplo. A direção de Affleck é segura, direta ao ponto, sem enrolação e muito simples. Ele não faz rococós, não fica inventando maneirismos e não peca pelo excesso.

É um ótimo entretenimento, que deixa o espectador roendo as unhas até o desfecho. A tensão fica no ar o tempo todo e o resultado mais do que compensa o valor do ingresso. Tanto é que vem abocanhando vários prêmios pré-Oscar por onde passa, inclusive com grande destaque para o diretor.

Mas também vamos deixar algo claro aqui: Argo não é genial. Tem grandes acertos, quase que nenhuma falha e tem a sorte de ter sido lançado num ano em que o mix atual do Oscar 2013 não é dos melhores. Assim, se levar a estatueta de Melhor Filme, o prêmio estará em boas mãos.

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TV

Publicado em 18/02/2013 às 09:47

Bozo reestreia com cheiro de naftalina

bozo1 Bozo reestreia com cheiro de naftalina

Bozo e sua turma estão de volta (Foto: Divulgação/SBT)

No último sábado (16), o palhaço Bozo voltou ao ar no SBT com um programa só seu. A turma toda retornou com ele e lá estavam a Vovó Mafalda, Salcifufu e Papai Papudo. Todos com as mesmíssimas piadas, tipo "são 5 e sessenta" do Papudo e o Bozo com seu "uma bitoca na ponta do meu nariz" e coisas do tipo.

O programa é uma aposta do SBT numa fórmula que funcionou bem nos anos 80, mas que é meio duvidosa nesse século 21. Bozo é um sujeito estranho, com aqueles cabelos armados e a careca aparecendo, os pompons pendurados e suas dancinhas bizarras. Será que esse tipo de humor funciona hoje? A criançada que o SBT quer atingir está mais do que acostumada a outros tipos de atração, mais educativas e tranquilinhas como Backyardgans, Pocoyo, Ben 10 e por aí vai. Bozo não é nada disso e é um produto típico dos anos 80, com suas brincadeiras no palco e piadinhas um tanto quanto ininteligíveis. Sem dizer que palhaços não são mais seres populares no mundo moderno. Aliás, pelo contrário, viraram referência em filmes de terror, como os do diretor Rob Zombie, por exemplo.

Por outro lado, é uma tentativa de Silvio Santos de acertar com algo que já deu certo no passado. Com o remake de Carrossel, por exemplo, ele conseguiu. Vamos ver o que acontece com o palhaço feliz.

Mais uma coisa: a abertura, uma animação feita em computação gráfica, ficou bem legal.

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