bibirevolver A Força do Querer faz apologia ao tráfico e ao crime?

Bibi usa arma de foto na novela (Foto: Reprodução/Globo)

Tanto aqui nos comentários do blog quanto nas redes sociais vejo que há muitas críticas à novela da Globo, especialmente sobre Bibi, personagem de Juliana Paes. Em geral, as pessoas dizem que A Força do Querer faz apologia ao crime. A coisa é assim: Bibi é mulher de Rubinho, um sujeito envolvido com traficantes cariocas. Ela sempre foi honesta e trabalhadora mas, aos poucos, por influência de seu marido, passa a ter cada vez mais contato com o mundo do crime. Pior: começa a se encantar com isso.

Para mostrar essa transformação da moça, a novela exibe festas na favela patrocinadas pelo crime. Também vemos os bandidos portando armas, todos envolvidos com mulheres bonitas e todo mundo ali usando pulseiras e grossos colares de ouro. Tudo isso seduz Bibi, que parece gostar do que está vendo.

No capítulo desta quinta (3), ela até usou uma pistola, mostrando que consegue atirar bem. Bibi ainda fez uma foto segurando um fuzil e só não postou nas redes sociais porque seria burrice demais. Mas certamente teve vontade.

Por tudo isso, surgem as reclamações de gente dizendo que a trama, de certa forma, incentiva a prática de crimes. Mais do que isso: para essas pessoas, A Força do Querer não poderia jamais levar ao ar um conteúdo deste tipo.

Bem, isso é bobagem, né? A novela é uma obra de ficção, mas sofre influência da vida real. Como quase qualquer outra obra deste tipo. É normal uma trama abordar algo polêmico da vida real. Se as TVs, neste caso, derem ouvidos aos reclamões de plantão não haverá história que se sustente.

Obviamente que A Força do Querer não faz apologia ao crime e nem incentiva nada. Mostra apenas um fato que acontece efetivamente na realidade. Tanto é que a trajetória de Bibi é inspirada numa história real. Daí a dizer que há um "incentivo" à bandidagem vai uma distância enorme.

Claro que é incômodo ver alguém se tornando um traficante, afinal é algo que ninguém consegue torcer a favor. Mas esse tipo de conteúdo pode ser visto ao longo das décadas não só na TV, mas também no cinema, quadrinhos, games etc.

É apenas uma  história. Nada mais.

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