mag Discurso machista e morte tosca fazem A Lei do Amor chegar a seu pior momento

Magnólia pronta para acabar com Elio (Foto: Reprodução/Globo)

Quando uma novela vai se aproximando do final, vários acontecimentos vão rolando para esquentar a história e tornar a coisa toda mais interessante. Pena que com A Lei do Amor a coisa é meio que ao contrário. Conforme vai chegando perto do fim, a trama fica mais e mais tosca.

O capítulo desta terça (14), por exemplo, foi uma tragédia em termos de encenação, diálogos e acontecimentos. Começa já com Pedro, personagem de Gianecchini. O sujeito vem soltando umas frases e comentários tão ruins que nem dá para acreditar. Para quem não sabe, Pedro transou dias atrás com uma ex-namorada que, por ter uma filha com ela, ele colocou para morar em sua casa. Veja bem, isso com ele namorando Helô (Claudia Abreu). A namorada oficial pegou Pedro na cama com esta sua ex e a coisa desandou entre o casal. De lá para cá, Pedro vem soltando frases como "eu só te traí uma vez", "foi só sexo", "não sinto nada por ela", "você é teimosa", "não quer me perdoar" e coisas  assim. E isso porque o personagem de Gianecchini é considerado um cara sensível, íntegro, que se preocupa com os outros e coisas assim. Só que o que ele diz é coisa de cafajestão nível master. Os diálogos de Pedro sobre sua traição parecem aquele música cara de pau do Alexandre Pires que dizia "estou fazendo amor com outra pessoa, mas meu coração vai ser pra sempre seu".

E as situações toscas não param por aí. O jeito que Magnólia descobre que Elio está com o celular de Tião é de uma ruindade poucas vezes vista. A senhora fica ali num canto, ouvindo sua neta conversar no celular. A neta, por sua vez, repete em voz alta tudo o que se descobriu sobre o tal celular, que tem um vídeo com a confissão de Magnólia sobre os assassinatos que cometeu. Ruim demais.

A cena da morte de Elio também foi patética. Primeiro que Magnólia se vestiu como uma espiã russa dos anos 60, ou algo do tipo. Depois que, como desculpa para ninguém ouvir os tiros, tudo aconteceu num dia de jogo do Corinthians. Assim, um monte de gente estava na rua gritando o nome do Timão e soltando rojões. Melhor disfarce impossível, né?

Para terminar a lista de patetices de A Lei do Amor, a polícia finalmente parece decidida a entrar num lago para pegar a arma que Magnólia jogou lá para se livrar da prova de seus crimes. Uma pessoa viu isso acontecendo, a polícia já sabe há meses e não mandou ninguém lá fazer uma busca. Competência é isso aí!

Às vezes dá a impressão que os autores da novela acham que o espectador é burro. É a única explicação possível.

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