maravilha Gal Gadot ganhou uma mixaria para ser a Mulher Maravilha

Gal Gadot como a Mulher Maravilha

Um monte de textões e teorias surgiram por causa do filme da super-heroína da DC Comics que estreou há duas quinze dias. Fala-se muito do empoderamento feminino, da força que a personagem dá às mulheres e da importância que é ter uma heroína detonando a bandidagem numa área dominada majoritariamente por brutamontes superpoderosos.

Sem dúvida tudo isso é muito bem-vindo. Mulher-Maravilha funciona sensacionalmente como filme, é todo redondo e deixa no chinelo os longas anteriores da DC, Batman v Superman e Esquadrão Suicida. Mas também não dá para deixar de lembrar que há um tanto quanto de exagero em declarações sobre o quão feminista é o longa. Sinceramente, acho mesmo que muita gente enxerga coisas que não existem ali. Claro que é importante ver uma heroína em ação e que arrebente a fuça dos bandidos. Óbvio que a Mulher-Maravilha é forte, poderosa e serve como inspiração para as mulheres (e para os homens também). Ela é uma força do bem, que luta pela humanidade e que acredita no triunfo do bem. Elementos que, aliás, estão aí em praticamente todos os longas de personagens vindos dos quadrinhos. Mas o filme não chega a levantar nenhuma bandeira, não tem discurso feminista inflamado ou coisa do tipo. E saiu como tinha de ser: um longa de uma super-heroína inspirado em HQs. Não pretende ser mais do que é, mesmo sabendo o efeito que pode ter sobre as pessoas, especialmente entre as mulheres. Este lado feminista vem muito mais da análise das pessoas, dos espectadores, dos críticos e teóricos. E é algo bem-vindo também. As obras estão aí para serem discutidas, debatidas e analisadas para sabermos até onde vai sua força, sua influência. Só que a produção protagonizada por Gal Gadot está bem longe de ser um libelo feminista, como muita gente acredita. E isso por alguns motivos.

Por exemplo, você sabe quanto Gal Gadot ganhou para viver a Mulher Maravilha em três filmes? Veja só: três filmes. US$ 900 mil (no total, US$ 300 mil por filme), segundo a Variety, para ser a heroína em Batman v Superman, Mulher Maravilha e Liga da Justiça (que estreia no fim do ano). Enquanto isso, Henry Cavill recebeu US$ 14 milhões para fazer O Homem de Aço. Fora esta comparação com o colega, vale lembrar que até agora, o longa da amazona arrecadou US$ 571 milhões até o momento.

Parece justo com Gadot? Não, né? A briga pela igualdade, no cinema neste caso, está apenas começando. E tem de passar também pela equiparação salarial e não ficar apenas no belo discurso de que agora as moças têm uma super-heroína de verdade para ver nas telas. Elas têm sim, é verdade, mas o buraco é bem mais embaixo. Tomara que Gal consiga virar esse jogo, levando consigo todas as outras garotas.

http://r7.com/3mQz