estela Humilhação de anã na novela é excessiva e já passou de qualquer limite

Estela e sua mãe, Sophia (Foto: Divulgação/Globo)

Tudo bem, já deu para entender que Sophia (Marieta Severo) odeia o fato de ter uma filha anã. A vilã-mãe de O Outro Lado do Paraíso demostra de todas as maneiras e a todo momento que quer ver sua filha o mais longe possível, tanto é que pagou durante anos uma faculdade na Suíça para a moça e quer mandá-la de volta para lá.

A filha, no caso, é Estela, interpretada por Juliana Caldas. Ela, em sua condição, faz de tudo para mostrar uma autoestima elevada e procura, à sua maneira, enfrentar de cabeça erguida os ataques de sua mãe. Ela também sofre bullying de seus irmãos, embora não sejam tão cruéis quanto os ataques de Sophia.

O fato é que as ironias, zoações, indiretas e diretas direcionadas a Estela estão exageradas demais (aliás, muito bem interpretada por Marieta). Nenhuma mãe, por mais que não goste de algo num filho, faz algo desse tipo. Assim, a atitude de Sophia fica irreal. Sim, o tom excessivo dado à vilã é para mostrar que ela é ruim mesmo e que chega a se assemelhar a uma daquelas malvadas das animações da Disney. A questão é que uma novela é bem mais próxima da realidade do que um filme que se passa num mundo de faz de conta, então, a reação do público é diferente. É o mesmo caso de Gael espancando sua mulher, coisa que tem feito com que muita gente se afaste um pouco do folhetim global. Tudo porque enxergam ali uma violência que pode acontecer em sua própria família ou até com conhecidos.

Veja bem, não se trata aqui de dizer que a Globo incentiva homens a baterem em mulheres ou mesmo o bullying contra anões. Não é o caso. O que se vê na trama é muito mais uma denúncia a este tipo de comportamento do que qualquer outra coisa. Mas não dá para negar que muito telespectador não deve gostar mesmo de assistir a este tipo de conteúdo em casa. Pode incomodar.

O problema está apenas no tom dado pelo autor da novela. Ele pode e deve mostrar comportamentos com este, mas de um jeito um pouco mais real, mais próximo do que poderia acontecer no dia a dia das pessoas.

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