supermanblog <i>Superman: O Homem de Aço</i> é uma bobajada de R$ 500 milhões

É uma tristeza dizer isso, mas é fato: o novo filme do Superman é uma grande decepção. Escrevi algumas vezes sobre o longa aqui no blog e neste e neste link você pode ver que já havia uma grande dúvida sobre os resultados. Infelizmente parece que acertei: o diretor Zack Snyder falha de maneira horrorosa com o Homem de Aço e o que vemos na tela é um filme frouxo, fraco e sem toda a glória que um herói como o Superman merece.

Não considero de jeito nenhum Snyder um bom diretor. Ele é altamente pretensioso e gosta de fazer firulas visuais para disfarçar a fraqueza dos roteiros com os quais trabalha. Foi assim com 300, com Sucker Punch, A Lenda dos Guardiões e Watchmen. Com Superman não é diferente. O Homem de Aço é um filme descerebrado, feito para gente que não quer pensar nem por um segundo enquanto assiste à produção. Não tem um pingo de inteligência na história e o que nos entrega é apenas uma barulheira sem fim e destruição em larga escala. Por um lado, o quebra-pau generalizado é algo que os fãs do Superman sempre quiseram ver e nunca tiveram nos filmes anteriores com Christopher Reeve e Brandon Routh. Por outro lado, é só isso o que O Homem de Aço tem: brigas infinitas e isso, quem quiser, pode ver muito bem no UFC, por exemplo.

É verdade que visualmente o filme é muito bom. Há ótimas cenas de ação e efeitos especiais perfeitos e Zack Snyder é especialista em criar algo bonito. Mas o filme é vazio. Não há uma sensação de deslumbre com o Superman e o público não consegue ver a magia que cerca o herói. Se Superman: O Retorno, de 2006, era reverente demais e com ação de menos, este O Homem de Aço vai em direção totalmente oposta, só que exagera demais.

Isso tudo sem contar os rombos no roteiro, que é cheio de papagaiada que não dá para ser engolida. O que é uma surpresa, levando em consideração que o texto foi escrito por David Goyer, que fez os roteiros da trilogia recente do Batman e também de vários outros filmes de super-herói. Chega a ser surpreendente o fato de a história ser fraca dessa maneira. Exemplos? Você acha mesmo que Clark Kent deixaria seu pai adotivo morrer numa tempestade só para manter seu segredo intacto? Óbvio que não. Ele poderia salvar seu pai sem que ninguém percebesse e faria isso num piscar de olhos. Mais: há uma luta entre Superman e o vilão Zod que destroi tudo ao redor. Absolutamente tudo. Os dois se esmurram enquanto derrubam prédios, destroem casas, demolem ruas. E Superman não demonstra sequer um milímetro de preocupação com isso. O pior de tudo é que depois de tudo isso, vai lá e, em meio aos escombros e gente morta, dá um beijo em Lois. Faça-me o favor, né?!

Por falar em personagens secundários, todos são uma tragédia absoluta. O roteiro é tão raso que não dá profundidade a nenhum deles. Perry White (Laurence Fishburne) aparece pouquíssimo; Lois Lane (Amy Adams) é uma personagem totalmente perdida; Jonathan e Martha Kent (Kevin Costner e Diane Lane) são subaproveitados, sendo que Jonathan chega a ter momentos ridículos.

Superman: O Homem de Aço tem sido frequentemente comparado nas diversas críticas que saem por aí a um filme de Michael Bay como se isso fosse algo bom. Bay sempre foi achincalhado por fazer longas de ação em larga escala, com roteiros inexistentes e nenhum desenvolvimento de personagens. Vai entender por que agora ele virou uma boa comparação, né?!

Para não dizer que não há nada de bom num filme que custou US$ 225 milhões: vemos muitos detalhes de Krypton, terra natal do Superman, coisa que nunca havia sido mostrada com tantos detalhes no cinema. E é bom também ver o herói trocando sopapos com alguém superpoderoso como Zod. Mas este último elemento tinha de vir cercado de uma boa história, o que não acontece. E, por fim, Henry Cavill segura a onda como Superman, embora esteja longe da magia de Christopher Reeve.

É, parece que Reeve e o diretor Richard Donner continuam imbatíveis no filme de 1978. Talvez em algum outro universo eles sejam superados um dia. Talvez.

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