hangover Nada consegue salvar <i>Se Beber, Não Case 3</i>

Os protagonistas do filme

Eis um exemplo claro de como destruir uma boa ideia. O primeiro filme, de 2009, é daquelas coisas de fazer você rir descontroladamente no cinema. São tantas piadas e cenas engraçadas que chega a doer os músculos de tanto que se ri. Daí, vem o segundo (em 2011), que é muito parecido com o primeiro, só que pior. E, finalmente, este terceiro, que é uma tragédia.

Não é à toa que a Warner trouxe todo o elenco principal ao Brasil como uma maneira de tentar driblar a ruindade do que se vê no cinema. Mas é um esforço inútil, porque não dá mesmo para perdoar uma comédia sem graça como é esta aqui.

O filme todo é extremamente forçado. O roteiro dá tantas voltas para se explicar que logo no começo já dá para perceber que a coisa vai desandar. Os roteiristas voltam até um detalhe do primeiro longa para justificar a história deste terceiro, mas o esforço não foi suficiente.

Tudo piora um pouco com a atuação fraquíssima de todos os atores principais do elenco. Parece que estão no piloto automático e torcendo para acabar logo e pegar seus contracheques. Piadas boas? Não há uma. Situações divertidas? Hmm... não. Zach Galifianakis como Alan é uma tristeza. O que era algo divertido e muito engraçado em 2009, agora virou apenas um rascunho daquilo. Até Ken Jeong, o Mr. Chow, um dos atores mais engraçados de Hollywood atualmente, não consegue divertir.

Do jeito que foi feito, absolutamente nada justifica a existência deste Se Beber, Não Case 3. O roteiro parece ter sido escrito por um moleque bobão de doze anos, tamanha a infantilidade da história. Os personagens devem ter regredido mentalmente uns quinze anos do primeiro filme para este. Algumas vezes isso pode até ser algo bom, mas não foi o caso aqui.

Para não dizer que não há nada que preste nesta terceira parte, há uma boa piada apenas após os primeiros créditos. E é só isso. Você acha que vale o ingresso?

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