‘Luzescrita’, uma exposição iluminada pelas palavras

expo luz Luzescrita, uma exposição iluminada pelas palavras

'Luzescrita' fica em cartaz no Espaço Cultural Porto Seguro até 30 de julho

É possível transformar luz em arte? Os artistas Arnaldo Antunes, Fernando Laszlo e Walter Silveira respondem a essa questão na exposição Luzescrita, em cartaz no Espaço Cultural Porto Seguro até 30 de julho. São cerca de 60 obras, entre vídeos, objetos, fotografias e instalações, que transformam poemas em imagens e versos em luz.

O projeto nasceu no início dos anos 2000, a partir de uma ideia do Fernando Lazlo em traduzir literalmente a palavra fotografia através dos poemas de Arnaldo e Walter. Primeiro, as palavras foram escritas com luz por meio de materiais como pólvora, lâmpadas e metal. Em seguida, foram fotografadas por Fernando, completando a metamorfose.

Luzescrita é resultado de um trabalho de 15 anos e foi apresentada pela primeira vez em Salvador. Já passou por cidades como Curitiba, Rio de Janeiro, Brasília e Vila Nova de Cerveira, em Portugal e agora culmina em São Paulo, cidade natal dos artistas. Inicialmente, o resultado dessa parceria seria apenas um livro de fotografias. Mas o curador Daniel Rangel viu o potencial de transformar o projeto em uma mostra, que revela também os bastidores por trás das imagens.

A cada montagem, a exposição é diferente, numa contínua transformação. É um projeto que se retroalimenta: os objetos produzidos para cada exibição dão origem a novas fotografias para a etapa seguinte do percurso, e assim por diante. Em São Paulo, Luzescrita chega ao auge com a adição de nove obras inéditas, como a instalação “Assombraluz”, a fotografia “Fogo n’Água” e várias obras site specific, que exploram a relação com o ambiente, como “Ilumina Elimina” e “Luz Negra”.

Os trabalhos são apresentados em duas salas complementares. Em uma delas, a Sala Clara, com as paredes totalmente brancas e cheia de luz, estão expostas as fotografias. À primeira vista, há uma sensação de que as imagens sejam manipuladas digitalmente, ou feitas inteiramente no computador. No entanto, essa impressão se dissipa na Sala Escura, pintada de preto e com iluminação controlada, que desvenda todo o rico processo por trás das obras da primeira sala. Ali é possível ver os objetos e instalações de luz feitos por Fernando a partir de muita experimentação e o contraste entre o produto tecnológico e os procedimentos artesanais.

Quem são os artistas?

Arnaldo Antunes é um poeta e escritor com livros publicados no Brasil e no exterior, mas é mais conhecido pelo público por sua carreira nos Titãs e no projeto Tribalistas, onde dividia os vocais com Marisa Monte e Carlinhos Brown. Em carreira solo, lançou mais de dez discos. O fotógrafo Fernando Laszlo já participou de várias mostras coletivas e individuais, além de ter trabalhos nas coleções da Pinacoteca do Estado de São Paulo e Museum of Fine Arts Houston, nos Estados Unidos, entre outros.

Graduado em Rádio e TV pela ECA/USP, Walter Silveira foi fundador da The Academia Brasileira de Vídeo, primeira escola de vídeo do país. Desde o final dos anos 1970, realizou mostras como artista e curador de várias exposições e publicações de poéticas visuais. Foi diretor da TV Cultura de São Paulo, TV Educadora da Bahia, e superintendente regional (centro-oeste e norte) da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Exposição Luzescrita

Local: Espaço Cultural Porto Seguro - Alameda Barão de Piracicaba, 610, Campos Elíseos, São Paulo | (11) 3226-7361.

Em cartaz até 30 de julho; terça a sábado, das 10h às 19h; domingos e feriados, das 10h às 17h

Entrada gratuita

Indicado para todas as idades

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Com quase 40 anos de carreira, Barão Vermelho apresenta a terceira geração

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Barão Vermelho Mark III: Rodrigo, Maurício, Rodrigo Suricato, Guto e Fernando

Meus bons amigos, onde estão? Notícias de todos, quero saber. Cada um fez sua vida de forma diferente. Às vezes me pergunto, malditos ou inocentes?

Inocentes, na minha opinião. Bandas que fizeram e fazem a história do rock brasileiro não podem ficar reféns de seus vocalistas. Até porque, por mais que o grande público se identifique com os integrantes que acabam ganhando mais destaque nos holofotes - os vocalistas, geralmente -, não dá para esquecer que ao lado deless há (quase sempre) uma grande banda e, principalmente, um repertório que merece continuar vivo.

Sim, depois de Barão Vermelho sem Cazuza, agora teremos Barão Vermelho sem Frejat. A nova formação da banda conta com Rodrigo Suricato nos vocais e está na estrada com a turnê #BARÃOPRASEMPRE. O que podemos esperar dessa mudança?

Não conheço bem Rodrigo Suricato, sei apenas que ganhou destaque em um reality show na TV. Também sei que em 2015 sua banda ganhou um Grammy latino de Melhor Álbum de Rock Brasileiro com 'Sol-te'.  Sinceramente acho que esse início na TV não quer dizer nada hoje em dia: apesar de acreditar teoricamente que uma banda de verdade nasce na garagem e ganha o público aos poucos, escalando o estrelato palco a palco, não vejo sentido em defender que esse é o único modo possível de se chegar ao sucesso, ainda mais hoje em dia. Seria como dizer que um casal não pode se amar e ser feliz de verdade apenas porque se conheceu no Tinder. These are strange times we're living in, concordo. Mas, assim como somos obrigados a ter um senso de realpolitik na política, talvez seja a hora de enfrentar também a realidade inevitável da realmusik.

Difícil dar a opinião sobre o novo Barão antes do primeiro show da banda em São Paulo, o que acontece em 1 de julho, no Tom Brasil, em São Paulo. Mas acredito que, mais importante que seus vocalistas, o que é incrível no Barão é o seu repertório. Claro que Cazuza foi um ícone para muita gente; Frejat também criou seu próprio estilo e se consolidou com um excelente frontman. Mas convenhamos que Cazuza já estava muito mais para pseudo-poeta-da-MPB no final de sua fase no Barão, assim como Frejat está hoje muito mais para um compositor mais romântico, tranquilo, do que para o guitarrista-roqueiro que ele um dia já foi. E isso não é uma crítica, pelo contrário.

Cada artista tem que respeitar seu momento, seu timing, sua verdade. (OK, essa última frase soou um pouco cabeça demais). Mas acho que é isso aí, Cazuza e Frejat foram bem sucedidos porque responderam nos palcos à realidade de suas vidas e à vontade de se expressar artisticamente naquele período. O que não acho justo é aposentar uma banda com um repertório que tem clássicos como 'Bete Balanço', 'Pro Dia Nascer Feliz', 'Por Você' (minha favorita), 'Por que a Gente é Assim' apenas porque seus vocalistas cansaram do rock and roll.

Vamos torcer para Suricato, mas, de qualquer maneira, o renascimento do Barão aos 36 anos de idade merece palmas. E lembrando que não foi apenas Cazuza que morreu nessa história: o percussionista Peninha, fundamental para o som do Barão, faleceu no ano passado. Era um dos caras mais malandros e divertidos que conheci. Joguei bola com o Barão em um evento da MTV na praia há alguns anos e realmente achei que eles iam se matar durante o jogo, de tanto que gritavam uns com os outros. Peninha brigava com Frejat, que brigava com Rodrigo, que brigava com Peninha. Quando acabou o jogo e todos abriram suas respectivas cervejas, reconheci a química das longas amizades: era tudo bobagem, "papo de boleiro". O resto é rock and roll.

Com exceção do vocal Rodrigo Suricato, o Barão mantém o mesmo time de sempre: o batera Guto Goffi, um dos fundadores do grupo, na bateria; Fernando Magalhães na guitarra; Rodrigo Santos no baixo e Maurício Barros, também fundador do grupo, nos teclados.  “Nessa nova fase, que chamo de terceira geração da banda, recebemos com grande prazer, agora de forma permanente, o meu amigo Maurício Barros, fundador do grupo, que havia deixado o Barão em 1988, embora tenha participado como convidado das últimas turnês”, conta Guto.

Foi Maurício, aliás, quem sugeriu o nome de Rodrigo Suricato: “Com a saída do Frejat e a decisão de seguir com os planos do grupo, a primeira providência era escolher alguém para assumir os vocais. Quando surgiu o momento, entre outros nomes, eu falei do Suricato. Todos aprovaram e entrei em contato pra saber o que ele achava da ideia, já que tinha a sua própria banda. Pra nossa alegria ele topou na hora. Dias depois fomos para um estúdio e, sem ensaio, tocamos 19 músicas do repertório do Barão, inclusive músicas menos conhecidas“, comemora.

Rodrigo Suricato diz que foi pego de surpresa: “Fiquei imensamente lisonjeado. Vi que era uma oportunidade de expressão artística diferente do que eu vinha fazendo, embora haja muita identificação da minha parte com o grupo. Minha maior preocupação é fazer muito bem o que já foi feito, pois não tenho dúvidas de que desenvolveremos também um lindo material inédito. Vê-los com todo gás e com confiança no que faço, já valeu a viagem”, comemora.

O novato Suricato tem um grande desafio pela frente, mas são nesses momentos que os grandes artistas se revelam.

Estarei na primeira fila torcendo para que, ao final do show, a gente possa comemorar até o dia nascer feliz.

Boa sorte ao Suricato e longa vida ao Barão!

#BARÃOPRASEMPRE

Tom Brasil: Rua Bragança Paulista, 1281 – Chácara Santo Antônio

Data: Sábado, 1/7/2017

Horário de início do show: 22h

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ROKS lança versão de ‘Mentiras’ com participação do Titã Sérgio Britto

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ROKS: Ivan Sader (voz), Fred Gonçalves (guitarra) e Rodrigo Thurler (bateria)

Outro dia estava ouvindo a 89 FM quando tocou um som bem legal, mas que não reconheci imediatamente a autoria. Tinha a certeza de que já havia ouvido aquilo, ou pelo menos essa foi a impressão que deu inicialmente. A letra parecia familiar, mas o arranjo era totalmente diferente do original. Ao final da música, fiquei feliz quando descobri que era a nova música da ROKS,  banda de um cara que conheço e admiro há um bom tempo. A música era 'Mentiras', uma versão dos Titãs com participação do Sérgio Britto, e o cara era o Ivan Sader.

Conheço o Ivan há tanto tempo que não vou nem lembrar aqui para não ter que contar a nossa idade. (Se bem que a dele até daria para contar, já que é muito menor que a minha). Ivan já tocou com vários artistas nacionais e eu não o encontrava nos bastidores do rock and roll há algum tempo. De repente, no último sábado, acabei tendo a oportunidade de ouvir a ROKS ao vivo em um evento fechado onde eles tocaram vários sons, alguns inclusive com participações de nomes como Dinho Ouro Preto e Supla nos vocais.

A banda ROKS está oficialmente na estrada desde julho de 2015. Formada por Ivan Sader (voz), Fred Gonçalves (guitarra) e Rodrigo Thurler (bateria), apesar do pouco tempo juntos, os caras já fizeram shows por muitos estados brasileiros tocando com grandes nomes da música nacional e ainda realizaram turnês nos Estados Unidos e Argentina.

Ivan me contou que a ROKS está em processo de gravação. Serão oito músicas, seis autorais e duas versões. Uma de 'Mentiras' e a outra de 'Hoje eu quero sair só', do Lenine. Enquanto o álbum completo não chega, ainda este ano, você pode curtir o som dos caras aqui: Turn on the ROKS!

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Feliz Dia dos Namorados para todos nós

an affair to remember1 Feliz Dia dos Namorados para todos nós

Cary Grant e Deborah Kerr em 'Tarde Demais para Esquecer'

Hoje o Brasil está dividido. Não, não estou falando de mortadelas ou coxinhas, nem de corintianos e são-paulinos, muito menos de tucanos e petistas. No entanto, é algo, digamos, parecido. De um lado, enfrentando as filas de motéis, postando fotos com a hashtag #mozão e fazendo a alegria das floriculturas, os casais de namorados. Do outro, o resto.

Dia dos Namorados é uma daquelas datas que a gente critica, mas não consegue escapar. Quer dizer, tem gente que até consegue: tenho um amigo tão pão-duro, mas tão pão-duro, que todo ano o cara costuma inventar uma briga dias antes da data só para não ter de comprar presente. Infelizmente, sua namorada costuma ler este blog... Ou seja, o plano dele acaba de ir por água abaixo (eu faço isso para o seu bem, ok, Maurício?).

Dia dos Namorados perfeito é aquele que começa à noite e termina... de manhã. E, nesse intervalo, acontece tudo aquilo que a gente não pode abordar em um blog-família como este. Mas uma coisa eu posso dizer: tem coisa mais gostosa do que ganhar um presente que foi escolhido com carinho, com a nossa cara, algo que a gente queria há um bom tempo? Não, não tem. Em primeiro lugar, por causa do presente em si. Em segundo, e mais importante, porque prova que a outra pessoa ouve o que você fala e se preocupa com seus desejos. E nada é mais fundamental em um namoro do que atender os desejos do outro.

Se você quer outro conselho, ligue para seu restaurante favorito e faça uma reserva. Ou melhor: convide-a para jantar na sua casa e prepare uma refeição maravilhosa. Mas só faça isso se você sabe exatamente o que está fazendo. Ou seja, não faça se você for como eu, alguém mais para chapeiro de lanchonete do que para Alex Atala.

O Brasil está dividido, mas não há vencedores ou perdedores. Tem gente que é feliz em ser solteiro. Assim, pode sair para a balada com várias cantadas na manga. Não há nada melhor, por exemplo, do que conhecer alguém e prometer um presente maravilhoso... no ano que vem.

O Dia dos Namorados também é uma boa oportunidade para esclarecer o tipo de relacionamento que você tem. Hoje em dia, ‘namoro’ é apenas uma das opções do variado cardápio de relacionamentos disponível no mercado.

Por exemplo: não importa o quanto sua mulher reclame, quem é casado não precisa dar presente no Dia dos Namorados. Ponto final. O marido batalhou muito: aguentou meses de TPM da mulher (Tensão Pré-Matrimônio) durante os preparativos do casamento; bancou arranjos de mesa dourados que até hoje não descobriu o que eram nem para que serviam; passou o casamento inteiro sendo beijado por parentes de bigode (homens e mulheres) que nunca viu na vida; aprendeu que em vez de uma, agora tem três mulheres mandando na sua vida (mulher/mãe/sogra). E daí vem um shopping center e diz na televisão que você e sua mulher continuam sendo namorados? Sai fora.

E no caso da amante? Ganha presente ou não? Se o cara é casado e a amante é solteira, ele tem que dar presente, sim. Se a mulher é que é a casada da história, é ela quem tem que dar o presente. Agora, se os dois são casados… em vez de presentes, arrumem um pouco de vergonha na cara.

Presente serve para compensar o sofrimento do outro. Regrinha básica: quanto maior o valor, maior a compensação. Se o seu marido lhe der um anel de brilhates no Dia dos Namorados, das duas uma: ou você tem muita sorte ou muitos enfeites na cabeça. Pensando bem, há também uma terceira opção: você pode ser mulher do Sérgio Cabral.

O Dia dos Namorados mais marcante da minha vida aconteceu em 2000, meu primeiro dia de trabalho como jornalista. Enquanto eu fazia matéria sobre a data (ligando para casais, lojas, porteiros de motéis atrás de boas histórias), a TV exibia ao vivo o sequestro do ônibus 174, no Rio. Na redação, eu escrevia sobre um tema leve e divertido; na vida real, um desequilibrado ameaçava vários reféns.

Foi a prova mais brutal de que a vida é feita de amor e ódio, equação que hoje em dia infelizmente está pendendo cada vez mais para o lado de lá. Mas a tragédia também prova que a vida continua. E que seria bom sonhar com um Dia dos Namorados feito apenas de amor entre todos nós, casados, amantes, separados, namorados, solteiros. Já seria um bom começo.

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Petiscos e caipirinhas: Uma festa junina em homenagem aos grandes botecos de São Paulo

coxinha1 Petiscos e caipirinhas: Uma festa junina em homenagem aos grandes botecos de São Paulo

Coxinha do Veloso: Petiscos clássicos e novidades criadas para o 1º Arraiá da Sociedade Paulista de Cultura de Boteco, que acontece no próximo sábado

Junho é mês do quê? Sim, de festas juninas. E a primeira grande festa do mês acontece no próximo sábado em São Paulo com a presença de oito botecos clássicos de São Paulo. É o 1º Arraiá da Sociedade Paulista de Cultura de Boteco, que acontece no pátio da Unibes Cultural, bem ao lado do metrô Sumaré.

O evento vai reunir oito botecos clássicos da cidade de São Paulo e do interior em uma quermesse movida a petiscos e música ao vivo que vai durar o dia inteiro, das 11h às 21h. Os botecos prepararam receitas especiais para o evento, além dos itens que fizeram sua história. E para preparar as caipirinhas, ninguém menos que o mestre Derivan Souza, um dos barmen mais respeitados do país.

"A Sociedade Paulista de Cultura de Boteco foi criada no ano passado e deste então temos realizados uma série de eventos para valorizar os botecos clássicos da cidade e do interior. Este será o primeiro de seis eventos em parceria com a Unibes Cultural, sempre com muita música e valorizando a história e a cultura desses bares que fazem parte da nossa história", afirma o curador Miguel Icassatti.

Entre os botecos da Velha Guarda, estão confirmadas as presenças do Bar do Luiz Fernandes, da Academia da Gula e do Carlinhos Restaurante. A essa seletíssima nata da gastronomia paulistana juntam-se o Veloso, o Pompeia Bar, o Pira Grill e o Rota do Acarajé. Do interior, vem a Linguiçaria Real Bragança, de Bragança Paulista, que é fornecedora de embutidos artesanais para casas premiadas em todo o Brasil. Todos os petiscos e receitas estarão à venda por valores entre R$ 5,00 e R$ 20,00.

Durante o evento, estão confirmadas uma roda de samba comandada pelo bar Traço de União e um show do cantor Higor Rocha, vice-campeão do reality show 'Ídolos'. E pode trazer as crianças: haverá um espaço com brinquedos infantis e brincadeiras juninas.

O ingresso para o evento custa R$ 25,00 (menores de 12 anos, com adultos, não pagam) e pode ser adquirido antecipadamente nos bares participantes e por meio do site e aplicativo www.sympla.com.br.

Confira o cardápio do 1º Arraiá da Sociedade Paulista de Cultura de Boteco:

Academia da Gula: alheira, caldo verde, bolinho de bacalhau e vinho quente

Bar do Luiz Fernandes: bolinho de carne, caldinho de feijão, pastéis de carne e de camarão, Rabo de Toro (bolinho de rabada); batida de amendoim com cacau

Carlinhos Restaurante: arais tradicional de carne, arais de carne com queijo

Linguiçaria Real Bragança: linguiça artesanal RB na farofa de farinha de milho da Serra do Lopo; Choripan; Buscapé (minirojão de panceta no espeto de cana-de-açúcar)

Pira Grill: polenta cremosa com ragu de costela regada ao molho de tomate fresco e parmesão; brigadeiro

Pompeia Bar: sanduíche de pernil, caldo de canjiquinha de xerém e frango

Rota do Acarajé: acarajé de mão; Bolinho do meu rei: bolinho caipira de massa de farinha de milho e carne moída temperada; bolo de paçoca; e cachaça branca com gengibre, capim santo, limão cravo e melaço

Veloso: coxinha

1º Arraiá da Sociedade Paulista de Cultura de Boteco – Unibes Cultural
Unibes Cultural – Rua Oscar Freire, 2500, ao lado do metrô Sumaré (linha verde)
Sábado, 3 de junho, das 11h às 21h (os portões abrem às 10h).
Ingressos: R$ 25,00 (antecipados, nos bares participantes e www.sympla.com.br).

Mas quem é essa tal de Sociedade Paulista de Cultura de Boteco?

A SP Cultura de Boteco é um projeto gastronômico idealizado e que tem a curadoria do jornalista Miguel Icassatti (colunista de Cultura de Boteco da rádio Band News FM, do blog Boteclando e ex-editor deVeja Comer e Beber e do Paladar/Estadão). Por meio de eventos e ações especiais, tem como objetivo valorizar a cultura, a gastronomia e as pessoas que fazem dos Botecos um gênero protagonista da cultura paulistana. Em 2016, fez a curadoria da Botecaria do Lolla (Festival Lollapalooza) e organizou a Festa da Diretoria, no Sambódromo. Participou também da Virada Cultural de São Paulo e da Festa Junina do Club Athletico Paulistano. Além de tudo, é um grande brother deste blog e companheiro de boteco (menos do que gostaríamos) deste que vos escreve. Poucos caras no Brasil entende tanto de boteco como esse cara, grande Miguel!

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Grandes guitarristas do Brasil e EUA são destaque no Samsung Blues Festival 2017

Igor Prado Grandes guitarristas do Brasil e EUA são destaque no Samsung Blues Festival 2017

O guitarrista paulistano Igor Prado abre o Samsung Blues Festival na próxima quinta-feira: primeiro lugar nas paradas de blues dos Estados Unidos 

Semana de festa para os fãs de blues: começa na próxima quinta-feira o Samsung Blues Festival, evento que reúne artistas brasileiros e atrações internacionais e já entrou para o calendário da cidade como um dos mais importantes do estilo. O grande destaque deste ano é a presença de grandes guitarristas do gênero - entre eles, um brasileiro que surpreendentemente vem se destacando no cenário mundial, acostumado ser dominado por artistas norte-americanos.

Serão três dias de shows no Teatro Opus, no Shopping Villa Lobos, em São Paulo. Na quinta-feira, 1 de junho, sobe ao palco o guitarrista brasileiro Igor Prado, indicado ao prêmio Blues Music Award, e Sonny Landrethconsiderado por Eric Clapton um dos melhores guitarristas do mundo. Igor, nascido em São Caetano do Sul, quase realizou um milagre ao atingir o primeiro lugar das paradas norte-americanas de blues com o álbum 'Way Down South', em 2015. Sua gravadora norte-americana, Delta Groove, informa que o Igor é o primeiro sul-americano a chegar no número 1 do ranking nos EUA. Sua carreira no exterior se consolidou ainda mais no ano passado, quando foi indicado ao prêmio 37th Memphis Blues Awards 2016, o 'Oscar' do blues.

No dia seguinte, sexta-feira, 2 de junho, é a vez dos mestres cariocas do blues, Blues Etílicos, e a talentosa guitarrista internacional: Malina Moye, que conquistou um feito inédito ao emplacar uma música nas paradas em três categorias diferentes: R&B, Hip-Hop e Top 100. Para fechar o Samsung Blues Festival, no dia 3 haverá shows da banda brasileira Hammond Grooves, cuja sonoridade mistura jazz e funk com aquele som típico dos órgãos Hammond, e um dos artistas mais premiados da atualidade, o guitarrista Albert Cummings.

O Samsung Blues Festival já trouxe ao país nomes como Jimmie Vaughan, George Benson e Ben Harper, entre outros. O evento é um projeto  da plataforma Samsung Conecta, que oferece ao público experiências de conexão e entretenimento nas áreas de música e esporte, duas paixões dos brasileiros. Os ingressos estão à venda no site www.bluesfest.com.br.

 

SAMSUNG BLUES FESTIVAL

1º de junho: Sonny Landreth e Igor Prado

2 de junho: Malina Moye e Blues Etílicos

3 de junho: Albert Cummings e Hammond Grooves

Local: Teatro Opus – Av. das Nações Unidas, 4777 (Shopping Villa Lobos – terraço)

Horário: 21h.

 

 

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‘Chef pela Cura: Pão com Pão’: Evento reúne expositores e aulas gratuitas no Shopping JK

Pao com Pao2 Chef pela Cura: Pão com Pão: Evento reúne expositores e aulas gratuitas no Shopping JK

Pães de Rogério Shimura, um dos expositores: Evento terá curadoria do crítico e consultor Luiz Américo Camargo, considerado o 'papa' do pão no Brasil

Quem gosta de pão (e tem alguém que não gosta?) já tem programa imperdível para o fim de semana em São Paulo: a 1ª Edição do Chef pela Cura: Pão com Pão, que tem concepção e curadoria do consultor gastronômico Luiz Américo Camargo. O evento acontecerá nos dias 20 e 21 de maio, no Jardim JK do Shopping JK Iguatemi e vai reunir, pela primeira vez, alguns dos mais conceituados padeiros para vender pães, a maioria de fermentação natural e produção artesanal.
Participarão do evento a PAO - Padaria Artesanal Orgânica, Ici Brasserie, Mocotó, Beth Bakery, Miolo, Requinte, Padoca do Maní, Moema Machado, Shimura Pães e Doces, TØAST e Iza Padaria Artesanal. Os consagrados artesãos e estabelecimentos venderão pães e sanduíches, em quantidades limitadas, até durar o estoque.

Durante o evento, haverá aulas expositivas, com receitas de pão artesanal, brioche, pão doce, focaccia, além de dicas sobre fermentação, entre outros temas. Com duração de uma hora cada, as oficinas serão ministradas pelos padeiros Rogério Shimura, Iza Tavares, Marcos Carnero, Papoula Ribeiro, Beth Viveiros, Raffaele Mostaccioli, Moema Machado, Marco Antônio Corrêa e pelo próprio curador do evento, Luiz Américo Camargo.

Luiz Américo é autor de 'Pão Nosso', livro publicado pela que já se tornou um clássico da gastronomia brasileira. Imagine assar em casa um pão melhor que o da padaria. Além de ensinar os segredos do levain, o fermento natural, Luiz Américo ainda propõe receitas caseiras que passaram pelo seu rigor de crítico de gastronomia. São dezenas de pães: integral, de nozes, de azeitona, de mandioca, baguete, até panetone tem. E você também vai encontrar refeições inteiras em torno das fornadas. Da irresistível salada panzanella, passando pela surpreendente rabanada salgada até um ragu de linguiça que é de limpar o prato — com pão, naturalmente. Para comprar, clique aqui.

O evento 'Chef pela Cura: Pão com Pão' é uma iniciativa dedicada a celebrar o bom pão, mas também em nome de uma boa causa: divulgar a mensagem da TUCCA – Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer.

O valor da inscrição de cada aula é de R$ 95 e será integralmente revertido para o tratamento de crianças e adolescentes carentes com câncer. Os interessados deverão se inscrever pela plataforma foodpass (www.foodpass.com.br). As vagas são limitadas.

Além de proporcionar uma experiência gastronômica ao público, o evento tem o intuito de arrecadar recursos para dar continuidade ao trabalho realizado pela TUCCA, em parceria com o Hospital Santa Marcelina. A realização do Chef pela Cura: Pão com Pão é uma iniciativa da TUCCA com o Shopping JK Iguatemi. A curadoria e a participação dos chefs são voluntárias, por acreditarem e apoiarem o trabalho realizado pela Associação.

EXPOSITORES

Dia 20
Ici Brasserie
Rafael Rosa - Padaria Artesanal Orgânica/PAO
Rodrigo Oliveira + Anderson Miranda - Mocotó
Beth Viveiros - Beth Bakery
Marcos Carnero – Miolo
Marco Antônio Corrêa – Rei da Broa/Requinte
Moema Machado + Papoula Ribeiro - Padoca do Maní
Rogério Shimura - Shimura Pães e Doces
Flávia Maculan - TØAST

Dia 21
Ici Brasserie
Rafael Rosa - Padaria Artesanal Orgânica/PAO
Rodrigo Oliveira + Anderson Miranda - Mocotó
Beth Viveiros - Beth Bakery
Marcos Carnero – Miolo
Marco Antônio Corrêa – Rei da Broa/Requinte
Moema Machado + Papoula Ribeiro - Padoca do Maní
Rogerio Shimura – Shimura Pães e Doces
Iza Tavares – Iza Padaria Artesanal

PROGRAMAÇÃO DAS AULAS

Dia 20
12h30 – Rogério Shimura: Fermentação pelo método direto e indireto: diferenças e utilização
14h00 – Marcos Carnero: Aprenda a preparar pão 100% integral com fermento biológico
15h30 – Moema Machado: Aprenda a preparar pão de fermentação natural assado na panela
17h00 – Beth Viveiros: Três pães, uma base: receitas de brioche, cinnamonroll e babka
18h30 – Luiz Américo Camargo: Dicas e receita de pão caseiro de fermentação natural

Dia 21
12h30 – Iza Tavares: Aprenda a preparar grissini com fermentação natural
14h00 – Papoula Ribeiro: Como organizar a produção de pães artesanais: aprenda a usar pré-fermentos, temperatura e tempo a seu favor
15h30 – Raffaele Mostaccioli: Aprenda a preparar pão com azeite extravirgem e chocolate com fermento biológico
17h00 – Luiz Américo Camargo: Dicas e receita de pão caseiro de fermentação natural
18h30 – Marco Antônio Correa: Aprenda a preparar pão doce, um clássico da panificação: variadas modelagens

SERVIÇO

Chef pela Cura: Pão com Pão
Data: 20 e 21 de maio de 2017 (sábado e domingo)
Hora: 12h às 20h
Local: Jardim JK – 3º piso - Shopping JK Iguatemi (Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 2041 - Itaim Bibi - São Paulo/SP)

Aulas expositivas: Lounge One (3º piso)

Valor por aula: R$ 95

Inscrições: pela plataforma Foodpass (www.foodpass.com.br)

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Prepare-se para curtir os clássicos do Dire Straits ao vivo… mais uma vez

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Dire Straits Legacy: Ex-integrantes e estrelas do rock fazem homenagem ao repertório da banda com bênção de Mark Knopfler

É impressionante como o nome ‘Dire Straits’ ainda exerce um fascínio no público em todo o mundo, mesmo 25 anos depois da última turnê da banda. Foi para saciar o desejo dos fãs que ex-integrantes e músicos de prestígio internacional se reuniram, com a anuência do mestre Mark Knopfler, para formar o Dire Straits Legacy. Muito mais que uma homenagem, uma forma de reviver no palco o repertório imortal que inclui clássicos como ‘Sultans of Swing’, ‘So Far Away’, ‘Money for Nothing’ e muitas outras.

À frente da direção musical do Dire Straits Legacy, o guitarrista e vocalista Phil Palmer é um velho conhecido do público brasileiro. Já esteve no país algumas vezes, sendo que a mais marcante foi ao lado de outro mestre da guitarra, Eric Clapton, em 1991. No ano passado esteve aqui como guitarrista do cantor Eros Ramazzotti, com quem toca desde que se mudou para a Itália, há alguns anos.

Segundo Palmer, a ideia de tocar ao vivo o repertório do Dire Straits surgiu em 2013 em conversa com o guitarrista Marco Caviglia, que teve a ideia de montar a banda ao saber que Mark Knopfler havia aposentado o material do Dire Straits e decidido tocar nos shows apenas as canções de seus álbuns solo. “Essa banda é uma homenagem feita com muito respeito ao repertório e ao espírito do Dire Straits”, afirma Palmer. “As canções são poderosas e atraem um público de várias gerações, inclusive quem nunca teve a oportunidade de ver o Dire Straits ao vivo.”

O Dire Straits fez sua última turnê, On Every Street, entre 1991 e 1992, mas como o mundo segue pedindo pelo Dire Straits, a Dire Straits Legacy se reuniu para trazer o som ao vivo de volta para os fãs. Na formação, ex-integrantes e músicos de renome internacional: Phil Palmer (voz e guitarra), Danny Cummings (percussão e vocais, tocou com o Dire Straits de 1990 a 1992 e foi baterista na carreira solo de Mark Knopfler), Jack Sonni, Mel Collins (saxofone, entrou para o Dire Straits em 1982 e tocou nos álbuns e nas turnês Love Over Gold e Twisting by the Pool), Marco Caviglia (voz e guitarra), Primiano DiBiase (teclados), Mike Feat (baixo, tocou com Mark Knopfler em sua carreira solo), Alan Clark (piano e teclados, entrou para o Dire Straits em 1980), e Andy Treacey (bateria).

Phil Palmer começou a carreira como músico de estúdio em 1970 na Inglaterra, o que basicamente significa que ele já tocou com os maiores artistas da história do rock. Foram mais de 400 álbuns, muitos deles considerados clássicos atemporais. Entre os vários álbuns que tocou, Palmer gosta de lembrar de um especialmente importante: ‘The Idiot’, álbum de estreia de Iggy Pop em 1977 com a colaboração de David Bowie. Palmer começou a tocar guitarra ao conviver com os tios, Ray e Dave Davies, da banda The Kinks. Perguntei a ele seus cinco guitarristas favoritos.

Top 5 Guitarristas - por Phil Palmer

  1. Eric Clapton
  2. Walter Becker (Steely Dan)
  3. Frank Zappa
  4. Jeff Beck
  5. David Gilmour

DIRE STRAITS LEGACY

SÃO PAULO
Data: 04/05/2017 – Quinta-Feira
Local: Espaço das Américas

PORTO ALEGRE
Data:
 05/05/2017 – Sexta-feira
Local: Auditório Araújo Viana

FLORIANÓPOLIS
Data:
 06/05/2017 - Sábado
Local: P12

VITÓRIA
Data:
 11/05/2017 – Quinta-feira
Local: Arena Vitória

SALVADOR
Data:
 12/05/2017 – Sexta-feira
Local: Arena Fonte Nova

RECIFE
Data:
 13/05/2017
Local: Classic Hall

 

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Novo álbum do Ted Marengos é uma viagem aos anos 1970

 

Ted Marengos p Novo álbum do Ted Marengos é uma viagem aos anos 1970

Ted Marengos: Banda dos irmãos Pimentel lança 'Lifts', seu segundo álbum

Em 1973, quando o filme do Led Zeppelin 'The Song Remains the Same' foi lançado no Brasil, ganhou por aqui um título bem curioso: 'Rock é Rock Mesmo'. A tradução correta talvez fosse mais poética, 'A Canção Permanece a Mesma' ou algo parecido. No entanto, ao simplificar o conceito e ir direto ao assunto, o tradutor sem querer acertou em cheio: Rock é Rock mesmo. E ponto final.

Lembrei disso ontem à noite, durante a festa de lançamento do álbum 'Lifts', da banda brasileira Ted Marengos. A apresentação, um ensaio aberto no estúdio Family Mob, em São Paulo, foi perfeita para mostrar a essência do som da banda: um rock direto ao ponto, à moda antiga, influenciado por nomes como The Who, Thin Lizzy e Ten Years After. Sem frescura e sem intermediários: riffs blueseiros de guitarra, bateria na cara, vocal com muita garganta e pouco falsete. E aquele som de Hammond no fundo, lembrando os bons tempos em que Jon Lord e Keith Emerson detonavam suas teclas.

Produzido pelo talentoso (e brother) Mauricio 'Lico' Cersosimo - junto com Pedro Montagnana e a própria banda - o álbum 'Lifts' tem a participação especial de Lillie Mae, violinista da banda de Jack White. Ela toca em 'Another Lonely Man' e 'The Ground That I'm Living', balada que ganhou vídeo com bela animação assinada pelos artistas Renan Torres Gonçalves e Arthur Siqueira. Gravado em Nova York, 'Lifts' ainda tem uma capa linda feita pelo artista Gian Paolo La Barbera, e está disponível em CD e em todas as plataformas digitais.

A banda Ted Marengos é formada por Julio Pimentel (vocal e guitarra), Tiago Poletto (guitarra), Luiz Pimentel (baixo) e Thomaz Pimentel (bateria). Os cabelos compridos e o visual 'fora-da-lei' dos caras dá a impressão de que Poletto e os irmãos Pimentel saíram direto de uma máquina do tempo, recém-chegados dos anos 1970 e de algum lugar do Velho Oeste americano.

Antes que você pergunte, o nome 'Ted Marengos' é uma mistura de duas ideias que não têm nada a ver uma com a outra: 'Ted' vem dos 'teddy boys', tribo londrina que reunia rebeldes que começavam a ouvir rock and roll no final da década de 1950, e 'Marengos', nome do cavalo de Napoleão Bonaparte. Se quiser saber mais sobre a banda, clique aqui.  Você vai ver que o rock do Ted Marengos é rock mesmo. Ainda bem.

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O som ultra-violento do Korn chega ao Brasil

 

Korn OGP O som ultra violento do Korn chega ao Brasil

Korn: Uma das bandas mais pesadas do mundo faz shows em São Paulo, Curitiba e Porto Alegre

A primeira vez que eu vi o Korn ao vivo foi no Lollapalooza de Nova York, em 1997. Apesar do som ultra-violento, achei curioso porque a banda não tinha uma atitude, digamos, parecida com outras bandas de ‘heavy metal’. Seu público, na maioria, não era composto por headbangers, no sentido literal do termo. Pareciam mais fãs de música eletrônica ou rappers do que gente que iria a um show do Metallica.

Vi novamente o Korn em 2008, quando eles abriram para Ozzy Osbourne em São Paulo. Algumas coisas me chamaram a atenção, como a cabeça aberta do baixista Fieldy (quando o entrevistei, ele me disse que o U2 era a sua banda favorita, o que parece inusitado para quem faz um som tão pesado). Outra coisa que me chamou a atenção foi a tatuagem com a sigla HIV no braço do vocalista Jonathan Davis. Achei isso estranho, até que descobri que HIV é o apelido do cara (o que é ainda mais estranho). No backstage ele estava sempre sendo seguido por um bando de garotas, mas não dava bola para nenhuma. Isso também me chamou a atenção – depois eu descobri que o sogro dele é empresário do Korn. Só para completar o quesito 'estranheza', o palco do Korn tinha um cenário todo escuro, todo mundo estava vestido de preto. A única coisa branca no palco... era um backing vocal albino.

O que eu mais gostei do Korn é que eles tem uma pegada meio hip hop, o que dá um groove a um som tão pesado. Mas eles são dark mesmo: todo mundo de preto, etc. O único elemento branco no palco era um backing vocal albino (o que também me pareceu um pouco estranho).

O Korn chega ao Brasil com a turnê de seu mais recente álbum, ‘The Serenity of Suffering’, para shows em São Paulo, no Espaço das Américas (19 de abril), em Curitiba (21 de abril), e em Porto Alegre, no Pepsi on Stage (23 de abril). ‘The Serenity of Suffering’, décimo segundo álbum de estúdio do Korn, foi produzido por Nick Raskulinecz (Foo Fighters, Deftones) e conta com a participação de Corey Taylor do Slipknot.

O clipe do single ‘Rotting in Vain’ tem a participação de Tommy Flanaggan, da série ‘Sons of Anarchy’, e já alcançou mais de 13 milhões de visualizações no canal oficial da banda no YouTube.

Em São Paulo o show do Korn contará com a abertura de Robertinho de Recife e Metalmania. O guitarrista é uma lenda do rock brasileiro e já tocou com todo mundo que você pode imaginar. Nos anos 1980 ele fundou a Metalmania, uma das primeiras bandas de heavy metal do Brasil, e abriu shows de nomes como Quiet Riot, Judas Priest e Accept. Em 2016, anunciou uma nova turnê da Metalmania - Hey Hey Metalmaniacs - ao lado de Lucky Leminski (vocal), Chicralla (baixo) e Sergio Naciff (bateria).

Clique aqui para mais informações

KORN - São Paulo

Data: 19/04/2017 – Quarta-Feira
Local: Espaço das Américas
Endereço: Rua Tagipuru, 795 – Barra Funda
Abertura da casa: 19h30
Horário show: 21h30
Censura: 16 anos. Menores de 16 anos podem entrar acompanhados dos pais ou responsável maior de idade.

KORN – Curitiba
Data: 21/04/2017 (sexta-feira)
Horário: 22h
Local: Live Curitiba
Classificação: 16 ANOS

KORN – Porto Alegre
Data: 23/04/2017 (domingo)
Horário: 20h
Local: Pepsi on Stage
Classificação: 16 ANOS

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