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A prova do crime: uma grande reportagem

 A prova do crime: uma grande reportagem

Renata Cafardo: Jornalista chegou a ser ameaçada, mas decidiu publicar a matéria sobre o roubo do ENEM mesmo assim

“Um deles perguntou se eu estava gravando o encontro. A pedido do Estadão, eu tinha um gravador em cada bolso do casaco, ambos ligados. Respondi que não. O moreno acreditou  e abriu a pasta. Tirou um caderno cheio de folhas brancas e a fechou de novo. [...] Ele deixou que eu manuseasse o material e não percebeu minhas mãos trêmulas. Passei a virar página por página, com o cuidado de quem duvida do que vê. [...] Eu ainda não tinha certeza disso, mas, na noite de 30 de setembro de 2009, havia folheado o Enem.”

O relato acima da jornalista Renata Cafardo é um trecho do livro 'O Roubo do ENEM', que sai no próximo dia 30 de outubro, uma semana antes do ENEM 2017. A jornalista conta como teve acesso à prova roubada em 2009, que seria aplicada três dias a 4,1 milhões de estudantes em todo o Brasil. Como (bons) jornalistas não pagam para obter informações, Renata não pôde ficar com a prova, mas conseguiu memorizar várias questões e procurou imediatamente o Ministério da Educação, de onde obteve a confirmação pouco depois. Resultado: o ENEM foi cancelado.

JEDUCA

Renata, que cobre a área de Educação há mais de 17 anos, é uma das fundadoras da Associação de Jornalistas da Educação (JEDUCA). “O ENEM perdeu muita credibilidade pelo que aconteceu, algo que não foi recuperado ainda hoje, apesar de ser o maior exame do país e selecionar para centenas de universidades. A cada ano surgem notícias de pequenos vazamentos, supostos ou verdadeiros. Mas, mesmo assim, por inúmeras razões que explico no livro, ele se consolidou fortemente. Difícil saber exatamente quais seriam as consequências para o ENEM se ele tivesse sido anulado depois da realização naquele ano. Mas há uma possibilidade de que o novo ENEM enfraquecesse tanto que deixaria de existir em um curto espaço de tempo”, afirma Renata, em entrevista ao blog da editora.

A autora, que chegou a ser ameaçada pelos homens que roubaram a prova, contou que teve medo de transformar a história em livro, mas disse que decidiu ir adiante por achar que ele pode “contribuir na formação de outros jornalistas, fazê-los refletir sobre a profissão, as relações com o governo e com as fontes, sobre o posicionamento diante de uma notícia importante”.  Uma lição de jornalismo.

'O Roubo do ENEM', de Renata Cafardo

Lançamento: Livraria da Vila do Shopping Higienópolis - Av. Higienópolis, 618

Data: 30 de outubro, a partir das 19h

Preço: R$ 39,90

Editora: Record / Grupo Editorial Record

capa livro Renata Cafardo A prova do crime: uma grande reportagem

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‘Luzescrita’, uma exposição iluminada pelas palavras

expo luz Luzescrita, uma exposição iluminada pelas palavras

'Luzescrita' fica em cartaz no Espaço Cultural Porto Seguro até 30 de julho

É possível transformar luz em arte? Os artistas Arnaldo Antunes, Fernando Laszlo e Walter Silveira respondem a essa questão na exposição Luzescrita, em cartaz no Espaço Cultural Porto Seguro até 30 de julho. São cerca de 60 obras, entre vídeos, objetos, fotografias e instalações, que transformam poemas em imagens e versos em luz.

O projeto nasceu no início dos anos 2000, a partir de uma ideia do Fernando Lazlo em traduzir literalmente a palavra fotografia através dos poemas de Arnaldo e Walter. Primeiro, as palavras foram escritas com luz por meio de materiais como pólvora, lâmpadas e metal. Em seguida, foram fotografadas por Fernando, completando a metamorfose.

Luzescrita é resultado de um trabalho de 15 anos e foi apresentada pela primeira vez em Salvador. Já passou por cidades como Curitiba, Rio de Janeiro, Brasília e Vila Nova de Cerveira, em Portugal e agora culmina em São Paulo, cidade natal dos artistas. Inicialmente, o resultado dessa parceria seria apenas um livro de fotografias. Mas o curador Daniel Rangel viu o potencial de transformar o projeto em uma mostra, que revela também os bastidores por trás das imagens.

A cada montagem, a exposição é diferente, numa contínua transformação. É um projeto que se retroalimenta: os objetos produzidos para cada exibição dão origem a novas fotografias para a etapa seguinte do percurso, e assim por diante. Em São Paulo, Luzescrita chega ao auge com a adição de nove obras inéditas, como a instalação “Assombraluz”, a fotografia “Fogo n’Água” e várias obras site specific, que exploram a relação com o ambiente, como “Ilumina Elimina” e “Luz Negra”.

Os trabalhos são apresentados em duas salas complementares. Em uma delas, a Sala Clara, com as paredes totalmente brancas e cheia de luz, estão expostas as fotografias. À primeira vista, há uma sensação de que as imagens sejam manipuladas digitalmente, ou feitas inteiramente no computador. No entanto, essa impressão se dissipa na Sala Escura, pintada de preto e com iluminação controlada, que desvenda todo o rico processo por trás das obras da primeira sala. Ali é possível ver os objetos e instalações de luz feitos por Fernando a partir de muita experimentação e o contraste entre o produto tecnológico e os procedimentos artesanais.

Quem são os artistas?

Arnaldo Antunes é um poeta e escritor com livros publicados no Brasil e no exterior, mas é mais conhecido pelo público por sua carreira nos Titãs e no projeto Tribalistas, onde dividia os vocais com Marisa Monte e Carlinhos Brown. Em carreira solo, lançou mais de dez discos. O fotógrafo Fernando Laszlo já participou de várias mostras coletivas e individuais, além de ter trabalhos nas coleções da Pinacoteca do Estado de São Paulo e Museum of Fine Arts Houston, nos Estados Unidos, entre outros.

Graduado em Rádio e TV pela ECA/USP, Walter Silveira foi fundador da The Academia Brasileira de Vídeo, primeira escola de vídeo do país. Desde o final dos anos 1970, realizou mostras como artista e curador de várias exposições e publicações de poéticas visuais. Foi diretor da TV Cultura de São Paulo, TV Educadora da Bahia, e superintendente regional (centro-oeste e norte) da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Exposição Luzescrita

Local: Espaço Cultural Porto Seguro - Alameda Barão de Piracicaba, 610, Campos Elíseos, São Paulo | (11) 3226-7361.

Em cartaz até 30 de julho; terça a sábado, das 10h às 19h; domingos e feriados, das 10h às 17h

Entrada gratuita

Indicado para todas as idades

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‘Chef pela Cura: Pão com Pão’: Evento reúne expositores e aulas gratuitas no Shopping JK

Pao com Pao2 Chef pela Cura: Pão com Pão: Evento reúne expositores e aulas gratuitas no Shopping JK

Pães de Rogério Shimura, um dos expositores: Evento terá curadoria do crítico e consultor Luiz Américo Camargo, considerado o 'papa' do pão no Brasil

Quem gosta de pão (e tem alguém que não gosta?) já tem programa imperdível para o fim de semana em São Paulo: a 1ª Edição do Chef pela Cura: Pão com Pão, que tem concepção e curadoria do consultor gastronômico Luiz Américo Camargo. O evento acontecerá nos dias 20 e 21 de maio, no Jardim JK do Shopping JK Iguatemi e vai reunir, pela primeira vez, alguns dos mais conceituados padeiros para vender pães, a maioria de fermentação natural e produção artesanal.
Participarão do evento a PAO - Padaria Artesanal Orgânica, Ici Brasserie, Mocotó, Beth Bakery, Miolo, Requinte, Padoca do Maní, Moema Machado, Shimura Pães e Doces, TØAST e Iza Padaria Artesanal. Os consagrados artesãos e estabelecimentos venderão pães e sanduíches, em quantidades limitadas, até durar o estoque.

Durante o evento, haverá aulas expositivas, com receitas de pão artesanal, brioche, pão doce, focaccia, além de dicas sobre fermentação, entre outros temas. Com duração de uma hora cada, as oficinas serão ministradas pelos padeiros Rogério Shimura, Iza Tavares, Marcos Carnero, Papoula Ribeiro, Beth Viveiros, Raffaele Mostaccioli, Moema Machado, Marco Antônio Corrêa e pelo próprio curador do evento, Luiz Américo Camargo.

Luiz Américo é autor de 'Pão Nosso', livro publicado pela que já se tornou um clássico da gastronomia brasileira. Imagine assar em casa um pão melhor que o da padaria. Além de ensinar os segredos do levain, o fermento natural, Luiz Américo ainda propõe receitas caseiras que passaram pelo seu rigor de crítico de gastronomia. São dezenas de pães: integral, de nozes, de azeitona, de mandioca, baguete, até panetone tem. E você também vai encontrar refeições inteiras em torno das fornadas. Da irresistível salada panzanella, passando pela surpreendente rabanada salgada até um ragu de linguiça que é de limpar o prato — com pão, naturalmente. Para comprar, clique aqui.

O evento 'Chef pela Cura: Pão com Pão' é uma iniciativa dedicada a celebrar o bom pão, mas também em nome de uma boa causa: divulgar a mensagem da TUCCA – Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer.

O valor da inscrição de cada aula é de R$ 95 e será integralmente revertido para o tratamento de crianças e adolescentes carentes com câncer. Os interessados deverão se inscrever pela plataforma foodpass (www.foodpass.com.br). As vagas são limitadas.

Além de proporcionar uma experiência gastronômica ao público, o evento tem o intuito de arrecadar recursos para dar continuidade ao trabalho realizado pela TUCCA, em parceria com o Hospital Santa Marcelina. A realização do Chef pela Cura: Pão com Pão é uma iniciativa da TUCCA com o Shopping JK Iguatemi. A curadoria e a participação dos chefs são voluntárias, por acreditarem e apoiarem o trabalho realizado pela Associação.

EXPOSITORES

Dia 20
Ici Brasserie
Rafael Rosa - Padaria Artesanal Orgânica/PAO
Rodrigo Oliveira + Anderson Miranda - Mocotó
Beth Viveiros - Beth Bakery
Marcos Carnero – Miolo
Marco Antônio Corrêa – Rei da Broa/Requinte
Moema Machado + Papoula Ribeiro - Padoca do Maní
Rogério Shimura - Shimura Pães e Doces
Flávia Maculan - TØAST

Dia 21
Ici Brasserie
Rafael Rosa - Padaria Artesanal Orgânica/PAO
Rodrigo Oliveira + Anderson Miranda - Mocotó
Beth Viveiros - Beth Bakery
Marcos Carnero – Miolo
Marco Antônio Corrêa – Rei da Broa/Requinte
Moema Machado + Papoula Ribeiro - Padoca do Maní
Rogerio Shimura – Shimura Pães e Doces
Iza Tavares – Iza Padaria Artesanal

PROGRAMAÇÃO DAS AULAS

Dia 20
12h30 – Rogério Shimura: Fermentação pelo método direto e indireto: diferenças e utilização
14h00 – Marcos Carnero: Aprenda a preparar pão 100% integral com fermento biológico
15h30 – Moema Machado: Aprenda a preparar pão de fermentação natural assado na panela
17h00 – Beth Viveiros: Três pães, uma base: receitas de brioche, cinnamonroll e babka
18h30 – Luiz Américo Camargo: Dicas e receita de pão caseiro de fermentação natural

Dia 21
12h30 – Iza Tavares: Aprenda a preparar grissini com fermentação natural
14h00 – Papoula Ribeiro: Como organizar a produção de pães artesanais: aprenda a usar pré-fermentos, temperatura e tempo a seu favor
15h30 – Raffaele Mostaccioli: Aprenda a preparar pão com azeite extravirgem e chocolate com fermento biológico
17h00 – Luiz Américo Camargo: Dicas e receita de pão caseiro de fermentação natural
18h30 – Marco Antônio Correa: Aprenda a preparar pão doce, um clássico da panificação: variadas modelagens

SERVIÇO

Chef pela Cura: Pão com Pão
Data: 20 e 21 de maio de 2017 (sábado e domingo)
Hora: 12h às 20h
Local: Jardim JK – 3º piso - Shopping JK Iguatemi (Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 2041 - Itaim Bibi - São Paulo/SP)

Aulas expositivas: Lounge One (3º piso)

Valor por aula: R$ 95

Inscrições: pela plataforma Foodpass (www.foodpass.com.br)

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Hoje é Dia Mundial de Luta Contra a Aids: Use preservativo!

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Prudence e Palavra de Homem: Campanha para estimular o uso de preservativo

Hoje é o Dia Mundial de Luta Contra a Aids. Do início da epidemia da Aids no Brasil, nos anos 1980, até junho de 2015, foram registrados 798.366 casos, de acordo com o Ministério da Saúde. Além disso, o Brasil responde por 40% das novas infecções na América Latina – segundo estimativas recentes da ONU, enquanto Argentina, Venezuela, Colômbia, Cuba, Guatemala, México e Peru respondem por outros 41% desses casos. Ou seja, Aids ainda é um problema muito sério não apenas no Brasil, mas no mundo.

A Prudence, marca de preservativos da DKT Brasil, está fazendo uma campanha para alertar sobre a importância do sexo seguro. Eu, como autor do blog Palavra de Homem, assino embaixo. Nos 26 anos de atuação da marca no mercado nacional, mais de 1,5 bilhão de camisinhas Prudence já circularam pelo País. A DKT do Brasil apoia ações de ONGs que têm compromisso com o marketing social, focando em projetos voltados ao planejamento familiar e prevenção das doenças sexualmente transmissíveis. Estou junto nessa campanha porque acho importante divulgar a importância do uso do preservativo.

Para estimular o uso das camisinhas, a Prudence quer mostrar que o sexo seguro também pode ser divertido. Por isso, lançaram camisinhas com aroma, cheiro e sabor, assim como texturas diferentes – e até que brilham no escuro.

De qualquer maneira, não importa qual preservativo você use, o importante é usá-lo. No Dia Mundial de Luta Contra a Aids, é bom lembrar que o único jeito de ganhar essa luta é se protegendo contra ela. Pense nisso!

#sexoseguro #usecamisinha #planejamentofamiliar #mktsocial #DKT

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Novo livro de Luiz Eça reúne artigos sobre o Oriente Médio

capalivro Novo livro de Luiz Eça reúne artigos sobre o Oriente Médio

'As Chamas que não se apagam': Novo livro de Luiz Eça reúne artigos sobre política internacional

 

Se você quiser entender um pouco melhor os tempos estranhos em que vivemos, sugiro uma visita à Livraria da Vila (R. Fradique Coutinho, 915), hoje à noite, a partir das 18h: é o lançamento do livro 'Chamas que não se apagam' (RG Editores), novo livro do cronista internacional Luiz Eça.

Em seu segundo livro sobre o Oriente Médio (o primeiro foi o e-book 'Palestina: A Guerra sem fim), o ex-publicitário e autor do blog Olhar o Mundo reúne uma coletânea de artigos sobre os principais problemas da região, sob um ponto de vista independente e bem fundamentado em uma série de estatísticas. Eça já havia lançado 'Desilusões Americanas', com textos sobre os Estados Unidos.

Formado em Direito pela Universidade de São Paulo, Luiz Eça já escreveu sobre política internacional em jornais como Última Hora e Brasil Urgente. Há seis anos escreve artigos no jornal Correio da Cidadania.

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Cansado de almoçar sozinho? Baixe o aplicativo Lobstr, o ‘Tinder dos restaurantes’

 

Lobstr Cansado de almoçar sozinho? Baixe o aplicativo Lobstr, o Tinder dos restaurantes

Lobstr: Novo aplicativo de relacionamentos promove encontros em restaurantes na hora do almoço

Aleksandar Stojanoski começou a carreira como empreededor com uma startup sediada na cidade mais romântica do mundo: Paris. Nascido na Macedônia, o empresário costumava realizar almoços de negócios no Express, restaurante informal e descolado perto de seu escritório. Um dia, quando buscava um cineasta para dirigir um comercial de TV, teve uma reunião no Express com uma cineasta brasileira chamada Melissa.

Melissa e Aleksandar conversaram sobre os detalhes do trabalho, mas o papo foi além: falaram de seus gostos pessoais, de seus hobbies, seus filmes favoritos. Aleksandar acabou contratando a brasileira, mas os dois se afastaram logo depois, quando ela voltou ao Brasil. Alguns meses depois, quando Aleksandar veio ao país para participar do Festival de Cinema do Rio de Janeiro, os dois se reencontraram. E estão juntos até hoje.

A ideia de começar um relacionamento com um encontro na hora do almoço serviu de inspiração. Hoje, seis anos depois, Aleksandar lança o ‘Lobstr: Encontre alguém para almoçar’, aplicativo de encontros e relacionamentos que incentiva casais a se encontrarem para almoçar em seus restaurantes favoritos. O app está disponível para download na Apple App Store (Brasil) e na Google Play Store (Brasil) desde 7 de novembro ou, se preferir, basta clicar aqui. De acordo com a estratégia do marketing, a maioria dos seus usuários é da cidade de São Paulo. Internautas de outras cidades começarão a encontrar mais perfis para se relacionar no futuro próximo.

Formado em Administração de Negócios Internacionais pela Universidade Americana de Paris, Aleksandar, 42 anos, foi usuário assíduo de aplicativos de relacionamentos por mais de 10 anos. Depois de algumas experiências frustradas com os apps convencionais, percebeu que os encontros pessoais eram sempre mais efetivos que os perfis sugeridos por algoritmos.

Segundo Aleksandar, os dados oficiais do Tinder mostraram que menos de 1% das combinações de casais no aplicativo se convertiam em encontros reais. Além disso, artigos científicos de psicólogos e especialistas que defendiam que o melhor a fazer era sair para se encontrar para um café ou almoço casual — lugares tipicamente românticos acabam gerando muito desgaste emocional e estresse quando encontros não vão bem.

“Foi então que pensei: e se as pessoas pudessem aproveitar seu horário de almoço para conhecer alguém em seus restaurantes preferidos? Muitas vezes vejo pessoas almoçando sozinhas, ou sempre com os mesmos colegas do trabalho. Por que não conhecer alguém novo de uma forma casual? Assim nasceu a ideia do Lobstr.”

A maioria dos seguidores do Lobstr no Facebook na cidade de São Paulo tem mais de 35 anos (70% do total). A média de idade dos usuários dos aplicativos antigos é mais baixa: entre 18 e 24 anos (Tinder) e 25 e 34 anos (Happn). Em relação ao nível escolar, a porcentagem dos seguidores com pós-graduação no Lobstr é de 25%, ante 11% no Happn e 7% no Tinder. Há disponível uma versão gratuita e outra paga, com mais recursos.

E aí, vamos almoçar?

Para saber mais: Instagram, Facebook e Twitter

 

 

 

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Hora do rush no Salão do Automóvel 2016

Audi Hora do rush no Salão do Automóvel 2016

Audi R8 V10 Plus é covardia: Além do motor potente, ainda tem a atriz Ísis Valverde como garota-propaganda

A alegria dos fanáticos por quatro rodas já começa a ser satisfeita no caminho para o Salão do Automóvel, já que são obrigados a passar horas dentro de seus maravilhosos carros enfrentando os tradicionais congestionamentos da cidade até chegar ao pavilhão São Paulo Expo, na Imigrantes. Lá dentro, será a vez de driblar o tráfego intenso... de gente. É tanta gente que caminha lá dentro é mais lento do que dirigir na Marginal. Falta semáforo para organizar as 600 mil pessoas que lotarão o evento até dia 20 de novembro.

Ao entrar no pavilhão, lembrei da outra razão que torna o Salão um sucesso tão grande entre o público masculino: as belas garotas nos estandes. Cada uma segue o 'design' do carro que está divulgando: esportivos exigem minissaias, carros de luxo pedem vestidos de noite e caminhonetes vão bem com chapéus e shortinhos de safári – tudo a ver com São Paulo, uma cidade onde o trânsito é selvagem.

Segundo um amigo meu, a ideia de juntar carros e mulheres bonitas no mesmo lugar tem como objetivo 'unir o útil ao agradável', embora eu não tenha entendido exatamente o que ele quis dizer com isso.

Nem todos os homens paqueram as garotas, claro, mas alguns são tão sem noção que nem se importam com a platéia em volta. O cara começou a fazer perguntas e a garota tinha resposta para tudo. "Quantos cavalos de potência?" "Quantos quilômetros por hora?" "Quantos airbags?" "Foi aí que ouvi, sem querer, a cantada barata que veio após a garota responder que o carro vinha com sete airbags. "Ah, então é um carro perfeito para uma gata como você, porque pode proteger as suas sete vidas." Juro que não inventei isso.

Em outro estande, vi um 4 X 4 que poderia facilmente servir de tanque se por acaso o Brasil entrasse em alguma guerra. Ou então ele pode ser usado em alguma nova categoria do Uber voltada para países do Oriente Médio, sei lá, o Uber War.

Depois de olhar os carrões de longe, tomei coragem e entrei em um deles. Não sei por que, mas aquele tradicional cheirinho de carro novo é ainda mais gostoso quando esse carro novo é um Audi R8 V10 Plus. Ainda bem que a chave não estava no contato, ou eu teria colocado em primeira, desviado de todos os seguranças armados e atravessado a janela de vidro do pavilhão antes de cair são e salvo na pista da Imigrantes. Confesso que minha cabeça foi de zero a essa loucura em menos de dois segundos. É um perigo entrar em carro que faz você se sentir o super-homem.

Perguntei o preço só por curiosidade: fiquei surpreso, porque nem era muito mais caro que meu... apartamento. Gosto de carros, mas ainda acho que minha casa é um pouco mais confortável para viver do que a minha garagem. Além disso, o amor por carros diminui bastante depois que a gente sai do Salão do Automóvel e passa duras horas parado em um congestionamento na Imigrantes. O que fazer com um carro que vai a 300 km/h em uma cidade onde você não consegue sair do ponto morto? Aposto que nem a garota do estande teria uma resposta para isso.

 

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Feliz Dia do Amigo para quem tem um cão

nick 8 meses Feliz Dia do Amigo para quem tem um cão

Nick lendo o jornal antes do café da manhã. Essa foto foi tirada há alguns anos; ele já cresceu muito desde então (cerca de 1,5 cm, talvez um pouco menos)

Sou apaixonado há onze anos por um cara chamado Nick.

Calma, você não está lendo o blog errado. Nick ‘Ottina’ é meu cão, um Yorkshire que faço questão de homenagear no Dia do Amigo. É uma sacanagem com meus outros amigos? Claro que não. Meus amigos não apenas conhecem bem o Nick, como o consideram 'um de nós'.

É incrível como a gente se apega a um cachorro, não? No início ele nem era meu, mas costumava passar uns dias lá em casa. Foi ficando, ficando… hoje, se alguém tentar tirá-lo de mim... eu mordo.

Outro dia a Veja publicou uma matéria explicando o cérebro canino e garantindo que cães não têm capacidade para pensar. “Talvez o cão do repórter seja limitado”, latiu Nick, comentando o texto.

Nick lê o jornal comigo pela manhã, embora ache que as notícias trazem muita informação sobre humanos e dê pouca atenção aos outros mamíferos. Tenho certeza de que se ofende quando comparo em voz alta os políticos aos cachorros. Toda noite, depois que apago a luz, ele vem do meu lado da cama para me dizer boa noite. Nick sabe que não trabalho cedo no fim de semana e também aproveita para dormir um pouco mais. Se chego tarde em casa, ele fica me esperando na porta, preocupado com a violência em São Paulo. Nick fica de bom humor quando está namorando. Atualmente, ele mantém um relacionamento estável com a Aninha, uma charmosa ursinha de pelúcia branca e marrom.

Tem gente que faz piadinha quando digo que tenho um Yorkshire, em vez de um Golden Retriever ou um Pitbull, raças mais, digamos, 'masculinas’. Tenho um Yorkshire porque moro num apartamento e ele é um cão pequeno, e porque minha filha é simplesmente apaixonada por ele. Simples. Não vejo nada de masculino em deixar um animal de 40 kg sozinho oito horas por dia só para exibi-lo no Ibirapuera aos domingos a bordo de um belo modelito 'focinheira de couro'.

Nosso amor por cães tem a ver com personalidade dos animais, não com tamanho. O lutador de jiu-jítsu se identifica com o Pitbull porque é um cão musculoso que pode brigar de igual para igual com ele; assim como cabeleireiros preferem Poodles porque podem treinar novos penteados nos bichos. Eu prefiro um cão que suje pouco a casa e que fique deitado no meu colo enquanto leio um livro. Ponto.

Odeio desmentir o gênio, mas Vinícius de Moraes estava errado. Ele disse que o melhor amigo do homem é o uísque, que o ‘uísque é o cachorro engarrafado’. Nada a ver. O melhor amigo do homem é, sim, o cão. O cão é que é o uísque de quatro patas.

AU AU AU AU AU (Trad.: Feliz Dia do Amigo, Nick)

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E o Oscar de Melhor Comediante vai para… Glória Pires

gloria E o Oscar de Melhor Comediante vai para... Glória Pires

Glória Pires comentando o Oscar: ela disse que viu 'a maioria dos filmes'. Aham

O Brasil anda muito estranho, mas tem horas que a picaretagem é tão grande que me surpreende. O culto ao desconhecimento é tão predominante que dizer ‘não sei’ virou sinônimo de ‘sinceridade’, e não de ignorância. E não é um ‘não sei’ com tom de ‘não sei, mas vou descobrir!’ ou ‘não sei, mas vou fazer de tudo para aprender!’. É um ‘não sei’ vagabundo mesmo, preguiçoso, uma desculpa de quinta categoria para uma época em que 'saber' parece ser apenas uma superficialidade desnecessária de quem tem tempo a perder. Imagina que absurdo, tem gente que perde tempo aprendendo alguma coisa, veja só!

Aquela gota que fez a jarra transbordar a minha paciência foi a participação da Glória Pires na transmissão do Oscar na Globo, no último domingo. Sempre fui fã dela como atriz, até confesso que meu sonho sexual durante a adolescência era passar um fim de semana numa ilha deserta com a Ruth e a Raquel, as gêmeas de temperamento e atitude opostas da novela ‘Mulheres de Areia’.

De lá para cá, continuei achando a Glória uma boa atriz, uma mulher interessante, inteligente, talentosa.

O que me deixou estupefato no domingo foi passar horas diante de uma pessoa que não estava nem aí para o trabalho nem para o público. Ela simplesmente ligou o 'F***-se'. Costumo assistir ao Oscar na TNT, porque cinéfilo de verdade assiste em inglês original e de vez em quando coloca em português apenas para se deliciar com os comentários do Rubens Ewald Filho, um cara que entende do que está falando. Rubens representa o contrário do ‘não sei’: o cara sabe tudo, sabe o nome de todos os atores, sabe tudo sobre a carreira deles, sabe contextualizar a produção dos filmes e a época em que foram feitos. Enfim, é um bom profissional.

Glória Pires achou que ia nadar de braçada na cara dura. Ela achou que, para comentar o Oscar, veja só, não precisava ter visto os filmes. Não citou uma única cena de um único filme, assim com não pronunciou o nome de nenhum ator. Para não ser injusto, disse 'com convicção' que ‘Trumbo’ era seu favorito, sem desconfiar que a produção não havia nem sido indicada a Melhor Filme. Peraí, quer dizer que ela não sabia nem quais eram os indicados? Sério?

Como é possível, alguém tratar com tamanho desrespeito o público? Não que a Globo tenha tradicionalmente algum respeito pelo Oscar, cerimônia que a emissora costuma transmitir editada ou a partir da metade, buscando preservar sua interessantíssima dupla na programação formada por Fausto Silva e Fantástico. Programas muito melhores que o Oscar, claro. Muito mais interessantes. Muuuuito, mesmo.

Por um lado, gostei de ver o Oscar na Globo porque nunca ri tanto em uma transmissão. Glória Pires ganhou o Oscar de comediante do ano - infelizmente, um prêmio involuntário. O Oscar na Globo nunca teve tanta audiência: muita gente comentou no Twitter que estava mudando de canal só para poder acompanhar os comentários de Glória. ‘Legal’, ‘bacana’, ‘talentoso’ eram os adjetivos que ela disparava ao vento, para qualquer imagem que aparecesse na tela.

Isso, por si só, já seria um belo atestado de picaretagem. Mas Glória foi além, o que me motivou a escrever este texto. Ela publicou na internet um vídeo se defendendo, dizendo que era uma “pessoa muito séria”. Oi? Uma pessoa muito séria teria visto os filmes, humildemente anotado detalhes, se preparado, estudado as carreiras dos atores, atrizes e diretores. A única coisa séria que ela fez foi gravar um vídeo na varanda de casa, de cabelo molhado, e postar no Facebook.

No vídeo, ela diz que “é sincera” e que viu “a maioria dos filmes”, que apenas não havia visto ‘Divertida Mente’, Oscar de Melhor Animação. Foi o que ela confessou à apresentadora Maria Beltrão. Ela e Artur Xexéo, aliás, devem ter sofrido para não rir diante da colega, que os brindava com comentários profundos como um... deixa para lá. Glória também disse que achou os memes na internet "super interessantes", o que, na prática, significa que provavelmente ela também não viu nenhum deles.

Eu gostaria de saber, então, da Glória: quais filmes você realmente assistiu? Comento todo ano o Oscar e sei como dá trabalho correr atrás para ver os indicados. Mas não reclamo nem um pouco, porque é uma delícia. Peguei sessões duplas, algumas pela manhã, a maioria delas sozinho, só para poder ficar por dentro de tudo e escrever minha opinião.

O resultado do meu trabalho você vê aqui.

Não é nada de mais. É apenas um texto de alguém que se esforçou para escrever algo interessante. E a prova de que o trabalho compensa é que acertei sete dos dez prêmios principais, inclusive Melhor Filme, Melhor Ator, Melhor Atriz, Melhor Diretor e Melhor Roteiro Original. Sou melhor que os outros críticos? Claro que não. Eu fiz apenas uma coisa simples: eu VI a porra dos filmes.

Antes que você pense em 'mais um linchamento' na internet, quero dizer que isso definitivamente não é um ataque pessoal. É apenas uma crítica à postura da atriz Glória Pires como profissional, o que toda pessoa pública está disposta a receber.

Como se não bastasse a picaretagem do ‘não sei’ e, depois, a do vídeo dizendo que levou tudo no bom humor porque é ‘séria’, Glória Pires agora quer faturar com a própria ignorância. Lançou camisetas de sua loja virtual imortalizando em pano e tinta suas frases épicas, pérolas recentes da filosofia moderna como ‘Eu não sou capaz de opinar”, ‘Sou ruim de previsões” e ‘Eu curti, bacana”. Camisetas a R$ 29,90, tudo devidamente acompanhado pelas hashtags #Sinceridade e #Objetividade.

Sugiro que acrescente mais uma palavra-chave: #Picaretagem. Se ela não é capaz de opinar, por que aceitou o convite da Globo? Ela diz que é ruim de previsões, mas quem disse que o Oscar é uma loteria sem lógica? E como ela pode ter curtido e achado bacana se ela não viu porra nenhuma? E outra coisa, Glória Pires, a hashtag #SomosTodosGloria foi uma ironia.

Sinceramente, mesmo para o Brasil de hoje, lançar uma grife que valoriza a própria ignorância... aí já é ser picareta demais. Até para uma pessoa, digamos, “séria”.

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Mavsa Resort: Um oásis familiar a 90 minutos de São Paulo

Mavsa 3p  Mavsa Resort: Um oásis familiar a 90 minutos de São Paulo

Mavsa Resort fica a apenas 90 minutos de São Paulo... mas parece que a gente está a anos-luz de distância

Paulistanos costumam ser definidos como seres que “não conseguem ver o horizonte”, que “vivem em uma selva de pedra” ou cujo trabalho excessivo “impede o convívio familiar”. Como bom paulistano, sou obrigado infelizmente a concordar com todas essas definições. Há, no entanto, um antídoto temporário para essa venenosa forma de vida. Basta pegar a rodovia Castelo Branco e dirigir cerca de 90 minutos até uma pequena cidade chamada Cesário Lange, onde se espalha sob o generoso céu azul um oásis de 720 mil metros quadrados que atende pelo exótico nome de Mavsa Resort.

Ao contrário do que muitos de seus hóspedes imaginam, ‘Mavsa’ não foi batizado em homenagem a algum deus indiano ou czar russo do século 19. O nome é formado pelas iniciais do dono, de sua esposa e de suas filhas, que por sinal trabalham com ele no negócio. A homenagem familiar no nome do resort dá uma dica sobre a atmosfera que os visitantes encontram quando chegam ao Mavsa: um paraíso para famílias.

Não me lembro de outro resort perto de São Paulo com uma infraestrutura tão boa para os casais que desejam curtir uns dias com os filhos. Não é um lugar para baladas, nem um destino para viajantes solitários. Digo isso não apenas por causa das divertidas piscinas com tobogã ou da programação mais radical como arvorismo, tirolesa e arco e flecha, mas principalmente por causa das atividades com monitores que encantam as crianças e permitem que os pais possam passar tranquilamente um bom tempo na piscina, relaxando e tomando uma cerveja gelada sem se preocuparem se os filhos estão ou não em boas mãos. Eles estão – como pude constatar pessoalmente.

Quanto vale o sossego dos pais, sabendo que seus filhos estão se divertindo em um ambiente incrível, com monitores simpáticos e várias crianças da mesma idade? Não arrisco um valor, mas posso dizer que é alto.

Em relação ao ‘horizonte’ que mencionei no início do texto, posso adiantar que o Mavsa também me impressionou positivamente nesse quesito. Além das piscinas e do grande lago, a paisagem onde descansam nossos olhos é formada por palmeiras e outras árvores enormes que eu não sei o nome, mas sei que emolduram a vista como gigantescas janelas feita de natureza. Enquanto as crianças estão correndo e se divertindo em algum lugar do resort, os pais ficam livres para ver o pôr do sol – algo que eu, como bom paulistano, tinha esquecido que era tão bonito.

Em relação às crianças, também vale lembrar que o Mavsa tem sempre uma programação especial para elas, de acordo com a época do ano. De 24 a 27 de março, por exemplo, é a vez da Páscoa, período em que serão organizadas oficinas de cup cake, uma fábrica de chocolates e a tradicional ‘caça aos ovos’ escondidos pelos jardins do resort.

Até a cerveja está incluída

O Mavsa funciona em um sistema All Inclusive, o que significa que todas as refeições estão incluídas no pacote – inclusive as bebidas alcoólicas. A comida é boa, o atendimento é excelente. Após a primeira noite, o chef já me chamava pelo nome – atitude que, como bom paulistano, confesso que achei estranho no início. Na segunda noite, embriagado pela paisagem e pela simpatia dos profissionais, abri a guarda e acabei a noite muito mais feliz.

Não pensei muito em trabalho quando estava lá, mas descobri também que o Mavsa é um local bastante apropriado para congressos e convenções, com toda a infraestrutura que esse tipo de encontro exige. Mas, na minha cabeça, o Mavsa é um local perfeito para uma viagem em família, pai, mãe e filhos. Sim, porque o preço para o casal dá direito a duas crianças de até 12 anos como cortesia no mesmo quarto dos pais. Isso também valoriza o local do ponto de vista do custo e benefício, porque, assim como a hospedagem, o All Inclusive também já prevê essas quatro pessoas em termos de alimentação e serviços.

Além do passeio de Banana Boat pelo lago, os únicos valores cobrados à parte são as massagens e serviços do Spa. Mas vale conhecer: nunca imaginei que uma massagista baixinha e magrinha poderia me virar do avesso. A impressão que me deu foi que a garota, apenas com a pressão de suas pequenas mãos, deixou na mesa do Spa uma parte da minha personalidade de paulistano. Mas quer saber? Ao pegar a estrada de volta para São Paulo eu não senti a menor saudade de quem eu era. Minha única dificuldade durante a viagem... foi voltar à realidade.

Piscinap  Mavsa Resort: Um oásis familiar a 90 minutos de São Paulo

Atrações para as crianças como o toboágua são os destaques do resort

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