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Cansado de almoçar sozinho? Baixe o aplicativo Lobstr, o ‘Tinder dos restaurantes’

 

Lobstr Cansado de almoçar sozinho? Baixe o aplicativo Lobstr, o Tinder dos restaurantes

Lobstr: Novo aplicativo de relacionamentos promove encontros em restaurantes na hora do almoço

Aleksandar Stojanoski começou a carreira como empreededor com uma startup sediada na cidade mais romântica do mundo: Paris. Nascido na Macedônia, o empresário costumava realizar almoços de negócios no Express, restaurante informal e descolado perto de seu escritório. Um dia, quando buscava um cineasta para dirigir um comercial de TV, teve uma reunião no Express com uma cineasta brasileira chamada Melissa.

Melissa e Aleksandar conversaram sobre os detalhes do trabalho, mas o papo foi além: falaram de seus gostos pessoais, de seus hobbies, seus filmes favoritos. Aleksandar acabou contratando a brasileira, mas os dois se afastaram logo depois, quando ela voltou ao Brasil. Alguns meses depois, quando Aleksandar veio ao país para participar do Festival de Cinema do Rio de Janeiro, os dois se reencontraram. E estão juntos até hoje.

A ideia de começar um relacionamento com um encontro na hora do almoço serviu de inspiração. Hoje, seis anos depois, Aleksandar lança o ‘Lobstr: Encontre alguém para almoçar’, aplicativo de encontros e relacionamentos que incentiva casais a se encontrarem para almoçar em seus restaurantes favoritos. O app está disponível para download na Apple App Store (Brasil) e na Google Play Store (Brasil) desde 7 de novembro ou, se preferir, basta clicar aqui. De acordo com a estratégia do marketing, a maioria dos seus usuários é da cidade de São Paulo. Internautas de outras cidades começarão a encontrar mais perfis para se relacionar no futuro próximo.

Formado em Administração de Negócios Internacionais pela Universidade Americana de Paris, Aleksandar, 42 anos, foi usuário assíduo de aplicativos de relacionamentos por mais de 10 anos. Depois de algumas experiências frustradas com os apps convencionais, percebeu que os encontros pessoais eram sempre mais efetivos que os perfis sugeridos por algoritmos.

Segundo Aleksandar, os dados oficiais do Tinder mostraram que menos de 1% das combinações de casais no aplicativo se convertiam em encontros reais. Além disso, artigos científicos de psicólogos e especialistas que defendiam que o melhor a fazer era sair para se encontrar para um café ou almoço casual — lugares tipicamente românticos acabam gerando muito desgaste emocional e estresse quando encontros não vão bem.

“Foi então que pensei: e se as pessoas pudessem aproveitar seu horário de almoço para conhecer alguém em seus restaurantes preferidos? Muitas vezes vejo pessoas almoçando sozinhas, ou sempre com os mesmos colegas do trabalho. Por que não conhecer alguém novo de uma forma casual? Assim nasceu a ideia do Lobstr.”

A maioria dos seguidores do Lobstr no Facebook na cidade de São Paulo tem mais de 35 anos (70% do total). A média de idade dos usuários dos aplicativos antigos é mais baixa: entre 18 e 24 anos (Tinder) e 25 e 34 anos (Happn). Em relação ao nível escolar, a porcentagem dos seguidores com pós-graduação no Lobstr é de 25%, ante 11% no Happn e 7% no Tinder. Há disponível uma versão gratuita e outra paga, com mais recursos.

E aí, vamos almoçar?

Para saber mais: Instagram, Facebook e Twitter

 

 

 

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‘Apneia’: Um filme de tirar o fôlego

Apneia32 ‘Apneia’: Um filme de tirar o fôlego

Thaila Ayala, Marjorie Estiano e Marisol Ribeiro em 'Apneia': Vidas vazias preenchidas por sexo, drogas e tecno

Há várias maneiras de classificar o cinema brasileiro. A mais óbvia delas é a análise cronológica das produções, na época já meio distante em que movimentos homogêneos podiam ser claramente definidos. Isso ocorreu, por exemplo, com as chanchadas produzidas pela Atlântida entre 1930 e 1960, assim como no Cinema Novo, versão brasileira da Nouvelle Vague francesa que tomou o país entre os anos 1950 e 1970. Poderíamos classificar a produção cinematográfica brasileira também em ondas temáticas, o que parece ser mais adequado quando pensamos com a cabeça de hoje: estamos acostumados a uma sobreposição de influências e pela possibilidade que a internet nos dá de navegar para lá e para cá.

Dentro dessa lógica podemos pensar em filmes ‘áridos’ como ‘Abril Despedaçado’ e ‘Central do Brasil’, com predomínio de temas e locações no sertão – literal ou metaforicamente – e filmes ‘favela’, como ‘Cidade de Deus’ e ‘Tropa de Elite’. Mas o que impressiona é que, mesmo após a retomada do cinema brasileiro nos anos 1990, não tivemos praticamente nenhum representante de peso de filmes sobre a camada mais rica da população. Isso ocorre, talvez, por um sentimento de culpa velado que sobrevive graças àquele velho resquício da ‘luta contra o sistema’. Infelizmente, a ideia de um ‘cinema social’ ainda afeta os que insistem em se guiar por ideologias ultrapassadas.

Há, no entanto, uma nova geração de cineastas que foge desse preconceito às avessas. É provável que isso ocorra porque muitos deles vieram da publicidade, um lugar onde a ideologia dá lugar ao pragmatismo. Bons exemplos não faltam, como Fernando Meirelles, Heitor Dhalia e Afonso Poyart, só para citar alguns. Além da origem na publicidade, o que não é nenhuma novidade no cinema em todo o mundo, vemos surgir também no Brasil estéticas contemporâneas que chegam para influenciar ainda mais o novo cinema. Entre elas, revoluções na linguagem como o videoclipe, a internet e a tecnologia. É o que acontece com o filme ‘Apneia’, que estreia amanhã em todo o país. O longa de estreia do cineasta Mauricio Eça é um bom exemplo de que é possível fazer bom cinema colorindo a tela com cenários urbanos, belas garotas ricas e nada de culpa.

‘Apneia’ tem um elenco repleto de rostos conhecidos da TV, como Marisol Ribeiro, Thaila Ayala, Marjorie Estiano, Fernando Alves Pinto e Maria Fernanda Cândido. O filme conta a história de Chris (Marisol Ribeiro), uma garota que sofre de apneia do sono e que usa a dificuldade para dormir como desculpa para se jogar em uma vida de baladas vazias regadas a sexo, drogas e música eletrônica. Nessa catarse explosiva, Chris vai às últimas consequências para fugir do tédio e arrasta com ela a turma de amigas, Júlia (Thaila Ayala) e Giovanna (Marjorie Estiano). Além de lindas e talentosas, as três atrizes se complementam em termos de estilo, visual e personalidade. Durante o filme não há como não se apaixonar por alguma delas – o mais provável, no entanto, é cair de amores pelas três. Cada uma ao seu estilo, cada uma com sua ‘pegada’. Torcemos para que tudo dê certo, mas, como na vida real, isso nem sempre é possível. A balada cobra um preço.

Mauricio Eça não é apenas um velho conhecido meu, mas de qualquer um que já viu um videoclipe brasileiro. Como diretor que mais filmou videoclipes na história da MTV Brasil, Mauricio traz essa bagagem e essa linguagem para o cinema. Não é o ritmo da edição (realizada brilhantemente por Tony Tiger) que nos remete à correria dos clipes, mas a forma como a música pode ser escalada como um personagem dentro de cada cena. O filme alterna momentos barulhentos e silêncios contemplativos, como a realidade de quem mora nas grandes cidades brasileiras. Não tem sertão, não tem favela, não tem nenhum componente social – ainda bem. O cinema pode ser social sem nenhum problema, mas isso não significa que todos os filmes têm que ter isso em suas premissas para ser considerado um ‘filme brasileiro’. Em meio a esse caos urbano há espaço até para algumas cenas na praia, mas não se engane: até mesmo o paraíso, geralmente retratado como válvula de escape e símbolo da fuga da metrópole, pode ganhar ambiguidade e se transformar em sonho ou pesadelo.

Além de dirigir, Mauricio também assina o roteiro de ‘Apneia’. Talvez seja por isso que conseguiu manter sob controle uma história que teria todos os elementos para fugir de suas mãos. Não apenas pelos temas e pelas locações ‘muito loucas’, mas pela personalidade que o diretor teve para dirigir estrelas em ascensão em seu filme de estreia. As atuações são complexas e convincentes, provavelmente porque os temas abordados pelo filme sejam parte da vida de quem mora em uma cidade grande e, portanto, também do elenco. A ideologia aqui é o consumismo, a vida vazia. Sim, é uma crítica ao modo de vida de uma geração niilista e fugaz. A vantagem do filme é que ele flerta com o amor a essa vida e o preço que por ela se paga, sem falsos moralismos e com a dureza que o tema merece.

Em ‘Apneia’ há diversão e tragédia; madrugadas insones e ressacas homéricas; baladas hipnóticas que não se sabe exatamente como vão terminar. Esse salto no escuro da vida de São Paulo, tão urbana quanto caótica, é o que nos faz querer fazer parte do mundo de ‘Apneia’. Um filme, como o próprio nome diz, de tirar o fôlego.

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A vida não é obrigada a seguir seus planos

holanda A vida não é obrigada a seguir seus planos

A vitória da Holanda sobre a campeã mundial Espanha pelo placar de 5 a 1 foi totalmente imprevisível / Getty Images

Para um blogueiro que se dispõe a refletir sobre assuntos do dia a dia, escrever sobre o poder do imprevisível na nossa vida é, no mínimo... previsível. Mas isso não me impedirá de seguir em frente, a não ser que aconteça alguma coisa realmente inesperada – como o teto cair sobre minha cabeça ou uma câimbra atacar minhas mãos antes de eu acabar o texto. Ou seja, algo imprevisível.

Sim, quanto mais fazemos planos, mais estamos sujeitos aos humores do imprevisível. Planejar o cotidiano é o mínimo que podemos fazer para tentar fugir do fantasma da imprevisibilidade. Mas, para ser honesto, não é garantia nenhuma.

Costumo ser meio neurótico com a minha agenda, pois gosto de fazer várias coisas ao mesmo tempo, e cuidar minuciosamente de datas e horários é a única maneira de pôr isso em prática. Porém, como todo mundo, sou comunicado pelo universo de que essa minha ridícula sensaçãozinha de controle não vale porcaria nenhuma.

A semana passada foi uma correria. Recebi o convite para um evento pelo qual eu estava esperando ansiosamente. Seria no período da manhã, portanto, eu organizei uma folga no trabalho, pedi a alguém para levar e buscar minha filha na escola, acordei mais cedo, troquei o horário da academia... Enfim, deu um trabalhão. Mas, uns três dias antes, fiquei tranquilo: estava tudo combinado.

Cheguei ao local com dez minutos de antecedência (fato raríssimo, diga-se de passagem) e achei estranho porque não havia muita gente. Resumindo: por motivos de força maior, problemas técnicos, detalhes de infraestrutura ou qualquer outra razão que nem fiz questão de saber, o evento havia sido adiado.

Pronto. Todo o trabalhão organizacional jogado fora. Claro que isso não teve um grande impacto na minha vida, mas foi o suficiente para me lembrar de que pensamos estar no controle quando, na verdade, quem nos controla são os motivos de força maior, os problemas técnicos, os detalhes de infraestrutura.

E isso leva a outra conclusão bastante previsível: faça seus planos, mas não se esqueça de que a vida não é obrigada a segui-los.

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O que podemos aprender com pássaros presos

bird O que podemos aprender com pássaros presos

'Livre como um pássaro' não é apenas uma expressão

Imagine um grande prédio, em formato de um cubo, inteirinho  de vidro. Pé direito alto, coisa pra lá de cinco metros. Enorme. O prédio está praticamente vazio, se não fosse pelo pássaro que entrou sem querer pela porta da frente e agora está preso no labirinto de transparências, sem saber qual delas é a saída.

Para o pássaro, as janelas de vidro são uma ilusão que podem significar a vida ou a morte. Se não encontrar a saída, morrerá. Se encontrar, poderá voltar ao convívio de seus colegas alados, que não o observam do lado de fora, talvez nem entendam como é possível ficar preso dentro de um lugar de onde se pode ver o céu, mas não se consegue chegar até ele.

Desesperado em sua ignorância, o pássaro tenta sair por uma das janelas, mas dá com o bico no vidro com tanta força que faria até barulho, se houvesse alguém para ouvi-lo. Daí ele tenta mais uma vez, mas novamente é impedido de voltar ao  seu ambiente familiar, o céu azul e cheio de nuvens, um paraíso que parece tão perto e, ao mesmo tempo, tão inalcançável.

E agora? O que ele pode fazer, a não ser bater com o bico de vidro em vidro até dar a sorte de um deles ser uma porta aberta? Além disso, estaria a porta aberta? Como fugir dessa improvável arapuca?

O pássaro canta, canta, canta. Não é um canto para o seu prazer, mas para invocar algum deus da sobrevivência que por ventura estivesse por aquelas bandas. Alguns minutos depois, o bombeiro de plantão ouve o estranho som e vem em seu socorro. O uniformizado salvador traz nas mãos um longo tubo de alumínio que traz acoplada uma rede a uma das extremidades, o que torna o objeto parecido com um equipamento feito para limpar piscinas. O pássaro fica nervoso quando aquele  objeto esquisito se aproxima. Ele se debate, mas o bombeiro consegue capturá-lo  e rapidamente o leva até a porta aberta. Pronto. Aliviado, o pássaro voa e desaparece.

Às vezes, entramos em situações em que até podemos resolver tudo sozinhos, mas a custo de muitas cabeçadas em janelas de vidro. É comum querer enfrentar os problemas sem pedir ajuda e, muitas vezes, é justamente isso que nos fortalece. Temos de ter a responsabilidade, mas em outras ocasiões temos de ter a humildade de chamar alguém para dar uma mão.  Alguém que ouça o nosso canto quando estamos presos em prédios de vidro, observando tudo, mas sem conseguir sair.

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Feriados no meio da semana

einstein Feriados no meio da semana

Einstein: Aposto que ele elaborou a teoria da relatividade após ter arrumado o armário

Feriados no meio da semana são dias perfeitos para ficar em casa. Foi o que fiz na última quarta-feira, 1º. de maio. Dias em que a gente fica em casa, por outro lado, são perfeitos para arrumar a vida.

Não estou falando no sentido poético, mas de arrumação mesmo: lembra daquele armário que você não abria há anos? Pois é.

“Nossa, isso aqui sou eu?” é a primeira pergunta que faço ao ver uma foto tirada anos atrás. É engraçado ver fotos antigas. Sabemos que estamos olhando para nós mesmos, mas algo nos leva tão longe que torna a relação tempo-espaço algo mais do que uma equação matemática explicada por Einstein.

O passado está a milhares e milhares de quilômetros de distância, e aquele cara que eu era virou uma imagem estática ou, no máximo, o protagonista de um filminho com alguns segundos de duração. E daí surge outra foto para confundir ainda mais a memória, criando sobreposições improváveis e mandando a lembrança anterior de volta para o disco virtual que nos acostumamos a chamar de cérebro.

“Nem me lembrava de ter namorado essa garota…” As arrumações também têm o estranho poder de ressuscitar velhos espíritos. Amigos que desapareceram, ex-namoradas, colegas de trabalho que você nunca mais viu. Estão todos lá, vivos, a maioria sorrindo. E para lá voltarão ao final da arrumação. Ou não: arrumações também têm o estranho poder de provocar ligações telefônicas inusitadas e transformar fotos antigas em reencontros.

Há também papéis carimbados, escritos à mão, provas oficiais de coisas que fiz na vida. Ingressos de shows (minha coleção favorita), carteiras escolares, agendas velhas. Para que guardar tudo isso? Para que saber minha nota em biologia em 1985? Para que saber se eu tive ou não dentista no dia 3 de outubro de 1987, meu Deus? Retiro algumas coisas: a caixa está mais magra, um pouco de sua gordura sentimental foi jogada no lixo.

Mas algumas coisas ficam e ficarão no mesmo lugar justamente para que no futuro eu possa arrumar tudo de novo, olhar as fotos, (re)descobrir quem eu sou a partir de quem eu fui. Não há pressa: certamente no ano que vem algum feriado vai cair no meio da semana.

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Pregando uma peça no tempo

 

ethanjulie Pregando uma peça no tempo

Julie Delpy e Ethan Hawke: Em 'Antes do Pôr do Sol', casal revive um grande amor

A maioria das pessoas acha que o tempo anda apenas para frente, mas descobri recentemente que isso não é totalmente verdadeiro. Como dizia Einstein, o tempo é relativo. E isso permite que você pregue uma peça nele e altere a cronologia do  seu destino.

Desnecessário contar aqui o meu caso, por diversas razões. Em primeiro lugar, porque cada ser humano é único e, portanto, a nossa linha do tempo  só interessa a nós mesmos. Em segundo, porque descobrir como  enganar o tempo é uma das partes mais interessantes do processo.

Pregar uma peça no tempo é eliminar a sensação de que ele só anda para frente. Está aí o segredo. Reviver na vida real o que parecia só existir na memória, por exemplo, é um bom começo. Reconstruir um sentimento destruído há muitos anos é outra maneira. Mas há outras: Resolver um problema do passado; consertar algo que parecia quebrado para sempre; botar para fora uma frase que estava engasgada lá atrás... são todas ótimas opções.

Entre os meus milhares de defeitos, eu diria que sempre vivi muito voltado para o presente e nunca dei atenção suficiente ao futuro. O amanhã sempre pareceu tão distante... é uma ironia perceber que hoje o futuro está ficando meio curto para o que eu quero da vida.

Por isso, nessa  tentativa  de dar um nó na linha do tempo, tive que andar  alguns passos para trás e  fazer questionamentos que hoje parecem óbvios. Na época não eram, pois eu devia estar com a atenção exclusivamente voltada para o presente de então. É hora de admitir: eu não tive visão.

Dá para corrigir? Não sei, nem sei se ‘corrigir’ é a palavra certa. Infelizmente, essas peças que a gente prega no tempo  não permitem uma viagem literal ao passado, daquelas que nos deixariam à vontade para tomar  outros caminhos e fazer outras escolhas. Mas elas são pequenos arroubos de felicidade, leves vinganças contra a arbitrariedade do tempo, contra a sua ditadura imposta de dia após dia após dia, sem nos dar sequer um descanso para refletir sobre o que estamos fazendo.

Já que não podemos parar o tempo... só nos resta fazer de tudo para enganá-lo.

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O eterno poder do imprevisível


lorena2 O eterno poder do imprevisível

A Gata do Paulistão, Lorena Bueri, foi demitida pela Federação Paulista de Futebol após posar nua na frente do Estádio do Pacaembu. Dava para ter previsto isso antes? A foto é Ricardo Canhoto

Para um colunista que se dispõe a refletir sobre assuntos do dia a dia, escrever sobre o poder do imprevisível na nossa vida é, no mínimo... previsível. Mas isso não me impedirá de seguir em frente, a não ser que aconteça alguma coisa realmente inesperada – como o teto cair sobre minha cabeça ou uma câimbra atacar minhas mãos antes de eu acabar o texto. Ou seja, algo imprevisível.

Sim, quanto mais fazemos planos, mais estamos sujeitos aos humores do imprevisível. Planejar o cotidiano é o mínimo que podemos fazer para tentar fugir do fantasma da imprevisibilidade. Mas, para ser honesto, não é garantia nenhuma.

Costumo ser meio neurótico com a minha agenda, pois gosto de fazer várias coisas ao mesmo tempo, e cuidar minuciosamente de datas e horários é a única maneira de pôr isso em prática. Porém, como todo mundo, sou comunicado pelo universo de que essa minha ridícula sensaçãozinha de controle não vale porcaria nenhuma.

A semana passada foi uma correria. Recebi o convite para um evento pelo qual eu estava esperando ansiosamente. Seria no período da manhã, portanto, tive de adiar para a tarde uma reunião no jornal, organizar quem poderia levar e buscar minha filha na escola, acordar mais cedo, trocar o horário da academia... Enfim, deu um trabalhão. Mas, uns três dias antes, fiquei tranquilo: estava tudo combinado.

Cheguei ao local com dez minutos de antecedência (fato raríssimo, diga-se de passagem) e achei estranho porque não havia muita gente. Resumindo: por motivos de força maior, problemas técnicos, detalhes de infraestrutura ou qualquer outra razão que nem fiz questão de saber, o evento havia sido adiado.

Pronto. Todo o trabalhão organizacional jogado fora. Claro que isso não teve um grande impacto na minha vida, mas foi o suficiente para me lembrar de que pensamos estar no controle quando, na verdade, quem nos controla são os motivos de força maior, os problemas técnicos, os detalhes de infraestrutura.

E isso leva  a outra conclusão bastante previsível: faça seus planos, mas não se esqueça de que a vida não é obrigada a segui-los.

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O amor na hora do rush

 

ale2 O amor na hora do rush

É bom estar preparado. Imagina você para no farol e dá de cara com a Alessandra Negrini no carro ao lado?

 

Outro dia, um amigo meu apareceu com uma namorada nova. Tudo bem até aí. Como sou curioso, perguntei onde ele havia conhecido a garota. Ele mudou de assunto, me enrolou e não disse. Insisti, claro, e ele acabou contando: conheceu no trânsito.

“No trânsito?”, perguntei. “Como?”.

“Paramos no farol. Perguntei o nome dela e para onde estava indo, já que estava tão bonita. Ela sorriu e disse o nome do bar. Era sexta-feira à noite, lua cheia, acabei indo encontrá-la no tal lugar...”, disse ele.

Meu amigo é o que as pessoas costumam chamar de “bom de xaveco”, aquele cara que acerta na mosca o assunto que a garota quer ouvir. E consegue ser surpreendente, acaba sempre gerando um sorrisinho. Incrível como tudo começa com um sorrisinho, não? Bom humor é fundamental.

Estou contando essa história para ilustrar uma coisa que venho reparando há algum tempo: os relacionamentos mais sólidos são aqueles que começam quando menos se espera. Eles pegam você desprotegido, com a guarda baixa.

Claro que isso não é uma regra, é apenas uma constatação. Mas todo mundo imagina que vai encontrar a cara metade numa balada. Escolhe a melhor roupa, passa perfume e toma um banho de duas horas. Daí não rola nada. De repente, você está no trânsito e conhece a mulher da sua vida.

Não sei se meu amigo vai se casar com a garota, não é esse o ponto. Mas achei curioso ver que relacionamentos mais sólidos “nascem” de dia, não à noite. No trabalho, almoçando com um amigo, andando pelo shopping, na academia... Ou  seja, no momento em que somos mais “nós”. Sim, porque não somos realmente aquelas pessoas “perfeitas” que saem à noite com roupa nova e discurso pronto para impressionar. Somos quem somos no dia a dia, para o bem e para o mal. Gostou do cara que trabalha com você? Então vai gostar mais ainda quando ele se arrumar de verdade.

Isso também é uma dica: não deixe para andar arrumado apenas quando for sair à noite. Não precisa andar de terno e gravata (homens) ou vestido novo (mulheres) toda hora. Mas é bom prestar atenção na imagem que você passa no dia a dia, porque é ela que melhor representa quem você é. Afinal, você nunca sabe quem vai parar do seu lado quando o farol ficar vermelho.

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