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Começou a etapa final do Campeonato Brasileiro de Poker. Com R$ 5 milhões em prêmios

 

BSOP Começou a etapa final do Campeonato Brasileiro de Poker. Com R$ 5 milhões em prêmios

BSOP: Etapa do Campeonato Brasileiro de Poker que começou ontem vai definir o grande campeão da temporada 2016

Começou ontem a 7ª edição na temporada 2016 do BSOP Millions (Brazilian Series of Poker), o campeonato brasileiro da modalidade. Com R$ 5 milhões em prêmios - R$ 1 milhão só para o campeão do evento principal -, a etapa que acontece no WTC Sheraton, em São Paulo, vai definir o grande campeão brasileiro de poker em 2016

No primeiro “Million”, em 2010, o torneio recebeu 1.000 inscritos e entregou R$ 1 milhão em prêmios. Em 2015, 3.457 inscritos disputaram mais de R$ 8 milhões em prêmios, o que fez do BSOP o maior torneio de poker do mundo fora de Las Vegas, a capital mundial do esporte.

Ao longo destes seis anos, várias personalidades participaram: o craque Ronaldo Fenômeno, Vanderlei Luxemburgo e Gustavo Kuerten, entre outros. Já para 2016, o Millions contará com 10 dias de disputas (de ontem a 1 de dezembro), com 36 torneios paralelos.

Outro personagem que estará presente no evento será... Gentleman Jack, marca de whiskey da família Jack Daniel's. “O poker traduz perfeitamente o lifestyle do Gentleman moderno”, afirma a gerente de marketing Fernanda Paolone. Durante os dez dias de torneio, Gentleman Jack estará presente com um espaço próprio, onde será possível apreciar a bebida e participar do Torneio Gentleman Jack. E para os fãs de Jack, no torneio estará à venda um pack exclusivo da marca com uma garrafa do whiskey e um jogo de cartas personalizado. Quer combinação melhor do que jogar poker tomando Jack Daniel's?

O poker é um dos esportes que mais crescem no país, com cerca de 8 milhões de praticantes, segundo dados da CBTH (Confederação Brasileira de Texas Hold’em). "A representatividade do poker no Brasil é notória a cada dia. Estamos sempre trabalhando em conjunto entre competidores, Confederação, BSOP e staff para promover um evento inesquecível. E não só no Brasil! Competidores de todo o mundo vêm para São Paulo durante o Millions, então a responsabilidade aumenta ainda mais e isso nos motiva a promover uma edição história em todos os aspectos”, afirma Igor Trafane Federal, presidente da CBTH.

Para Sérgio Prado, comentarista de poker da ESPN, ser campeão em um dos eventos da principal etapa do campeonato brasileiro de poker é o grande objetivo na carreira dos jogadores. "O BSOP Millions é o maior torneio de poker da América Latina. A expectativa é de que essa edição tenha números expressivos, consolidando o esporte no país."

Com torneios que variam de R$ 460 a R$ 15.000,00, o BSOP Millions é ideal para quem quer disputar um torneio de poker ao vivo.

Para mais informações, clique aqui. E boa sorte!

 

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Então quer dizer que o mundo não acabou?

nostradamus Então quer dizer que o mundo não acabou?

De tempos em tempos, algum chato inventa uma profecia do Nostradamus para encher o saco

 

Se você está lendo este texto, é porque o mundo não acabou ontem, como previa a suposta maldição  do povo maia. Aliás, se os maias fossem tão espertos e soubessem mais que os outros povos, ainda estariam por aí.

Sei que você não aguenta mais falar nesse assunto. Eu também não. Foi a mesma chatice quando nos aproximávamos do ano 2000, lembra? O ‘bug do milênio’ ia apagar os dados de todos os computadores e o planeta ia entrar em colapso. Não aconteceu absolutamente nada.

Lembro de outra profecia bem assustadora: segundo os “especialistas” (leia-se charlatões),  Nostradamus teria escrito que a primeira edição do Rock in Rio, em 1985, “acabaria em tragédia”. Outra bobagem.

Tudo isso me leva a pensar em duas coisas. Primeira: como tem gente que não tem o que fazer no mundo. Sim, porque se você tem tempo para estudar o calendário Maia, e ainda tem tempo de tentar convencer o mundo de que a sua esquisitice tem fundamento, você só pode ter vários parafusos a menos e muito tempo livre.

Em segundo lugar, isso me leva a outra reflexão, desta vez um pouco mais interessante. E se fosse, realmente, o fim do mundo? Quer dizer, se a Nasa anunciasse que um meteoro iria se chocar com a Terra? O que você faria? E, mais interessante do que isso, você estaria feliz ou arrependido com as decisões que tomou na vida?

Com a eventual proximidade do fim do mundo, você tomaria alguma decisão ou faria alguma coisa que não teria coragem se o mundo continuasse do jeito que está?

Ninguém precisa esperar o fim do mundo para fazer o que sempre sonhou. Seja para  declarar o  amor para aquela amiga de infância, para contar para a família que é gay ou para dizer ao  chefe que você não aguenta mais a cara dele. Não perca tempo.  O mundo vai acabar, sim, mas cada um de nós terá um apocalipse pessoal. É a data de nossa morte. Até lá, estamos livres para realizar nossos sonhos ou para tirar qualquer peso de cima dos ombros. As consequências podem ser difíceis nos primeiros dias, mas no longo prazo é óbvio que elas valem a pena. Fim do mundo é viver uma vida que não é a sua.

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Amor não se procura: encontra-se

filial Amor não se procura: encontra se

Nunca encontrei 'amor' no cardápio do bar Filial, em São Paulo. Vou procurar melhor

Amor não se procura, encontra-se. A gente não chega no supermercado, surpreende-se com o amor na prateleira e lembra que está sem aquilo em casa. Daí a gente não pega um pacotinho e também não põe no carrinho, nem ao lado da caixa de leite, nem em cima da comida para o cachorro. E daí a gente não passa no caixa e não paga com cartão de crédito. E daí a gente não põe em caixas de papelão (já que não podemos colocar em sacolinhas de plástico) e não leva para a casa, feliz da vida por ter encontrado aquilo que faltava e começava a incomodar.

O amor também não está no cardápio de nenhum bar ou restaurante. Você não pede para o garçom, junto com um chopinho e acompanhado por uma boa porção de bolinho de bacalhau. E você também não tem a oportunidade de pedir uma saideira de amor antes de ir embora, tentando seduzir o garçom tão gente boa, que está acostumado a te tratar tão bem.

O amor também não está  no shopping. Em nenhum shopping, nem de São Paulo, nem do mundo inteiro. Você não dá uma olhadinha sem querer na vitrine e ele está lá, te namorando de volta, esperando apenas você entrar na loja e pedir para a vendedora embrulhá-lo para presente.

O amor pode não estar à disposição, mas ele está por aí e é sua missão encontrá-lo. Ele não está disponível  no supermercado, no barzinho ou no shopping, mas ele pode estar ali disfarçado, escondido, se fazendo de difícil. Ele não estará na prateleira, no cardápio ou na vitrine, se exibindo para todo mundo.

Mas ele pode estar  caminhando lentamente por um corredor gelado, pertinho dos iogurtes. Ou pode estar na mesinha ao lado, olhos atentos, torcendo para você reconhecê-lo logo e parar com essa bobagem de perder tempo sozinho. Ele também pode não estar na vitrine, mas quem disse que ele não está assistindo exatamente ao mesmo filme, no mesmo cinema, bem atrás de você?

Esse tal de amor é complicado de achar. Até quando a gente tem certeza de que encontrou,  ele pode desaparecer de uma hora para a outra, sem explicar por quê. Vai saber. Abra os olhos e preste atenção, porque ele também não carrega nenhuma placa com a expressão ‘sou eu’. Infelizmente. Amor não se procura: encontra-se.

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O amor na hora do rush

 

ale2 O amor na hora do rush

É bom estar preparado. Imagina você para no farol e dá de cara com a Alessandra Negrini no carro ao lado?

 

Outro dia, um amigo meu apareceu com uma namorada nova. Tudo bem até aí. Como sou curioso, perguntei onde ele havia conhecido a garota. Ele mudou de assunto, me enrolou e não disse. Insisti, claro, e ele acabou contando: conheceu no trânsito.

“No trânsito?”, perguntei. “Como?”.

“Paramos no farol. Perguntei o nome dela e para onde estava indo, já que estava tão bonita. Ela sorriu e disse o nome do bar. Era sexta-feira à noite, lua cheia, acabei indo encontrá-la no tal lugar...”, disse ele.

Meu amigo é o que as pessoas costumam chamar de “bom de xaveco”, aquele cara que acerta na mosca o assunto que a garota quer ouvir. E consegue ser surpreendente, acaba sempre gerando um sorrisinho. Incrível como tudo começa com um sorrisinho, não? Bom humor é fundamental.

Estou contando essa história para ilustrar uma coisa que venho reparando há algum tempo: os relacionamentos mais sólidos são aqueles que começam quando menos se espera. Eles pegam você desprotegido, com a guarda baixa.

Claro que isso não é uma regra, é apenas uma constatação. Mas todo mundo imagina que vai encontrar a cara metade numa balada. Escolhe a melhor roupa, passa perfume e toma um banho de duas horas. Daí não rola nada. De repente, você está no trânsito e conhece a mulher da sua vida.

Não sei se meu amigo vai se casar com a garota, não é esse o ponto. Mas achei curioso ver que relacionamentos mais sólidos “nascem” de dia, não à noite. No trabalho, almoçando com um amigo, andando pelo shopping, na academia... Ou  seja, no momento em que somos mais “nós”. Sim, porque não somos realmente aquelas pessoas “perfeitas” que saem à noite com roupa nova e discurso pronto para impressionar. Somos quem somos no dia a dia, para o bem e para o mal. Gostou do cara que trabalha com você? Então vai gostar mais ainda quando ele se arrumar de verdade.

Isso também é uma dica: não deixe para andar arrumado apenas quando for sair à noite. Não precisa andar de terno e gravata (homens) ou vestido novo (mulheres) toda hora. Mas é bom prestar atenção na imagem que você passa no dia a dia, porque é ela que melhor representa quem você é. Afinal, você nunca sabe quem vai parar do seu lado quando o farol ficar vermelho.

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Amanhã é dia 17 de novembro. E daí?

neymar2 Amanhã é dia 17 de novembro. E daí?

Neymar: O melhor jogador do Brasil é camisa 11. E daí?

Na última sexta-feira, tivemos a incrível oportunidade de viver uma data inesquecível: 11 de novembro de 2011. Ou seja: 11/11/11. Sabe quando isso vai acontecer de novo? Nunca. Porque a gente sabe que existe dia 22 todo mês, mas que nunca existirá um mês 22. Dá para dizer, portanto, que somos seres privilegiados porque tivemos a chance de riscar na folhinha uma data única na história da humanidade.

“E o que  isso muda na minha vida?”, você poderia me perguntar, questionando a importância (e relevância) de viver uma data tão especial. E eu responderia: Nada. Absolutamente nada.

O dia 11/11/11 pode ser cabalístico para alguma religião; talvez seja até sagrado para alguma tribo escondida nos confins da Nova Zelândia. Mas a verdade é que, não importa em que você acredite, essa data tão bonitinha só serviu mesmo como curiosidade. E nada mais.

Se não há nada importante a respeito dela, por que diabos então  eu estou falando sobre isso há três parágrafos? Porque eu queria chamar a sua atenção e dizer que a vida da gente é construída mesmo nos dias comuns, aqueles que não chamam a atenção no calendário. O que significa o dia 28 de agosto? Para mim, nada. Mas talvez seja o dia mais importante da sua vida, o aniversário do seu filho ou o dia em que você decidiu largar uma vida e entrar em outra. E o 14 de setembro, então? Não tenho a menor ideia. Mas pode ser o dia em que você finalmente teve coragem de abrir o seu coração e revelar para aquela mulher tão especial que não conseguia pensar em outra coisa desde 8 de julho de 2007, ou 4 de março, ou 31 de outubro, quando você a conheceu. Sei lá. As datas não são importantes: o  importante é o que a gente faz com elas.

E amanhã, por exemplo? É  17 de novembro. E o que você vai fazer a respeito daquele assunto que te incomoda há tanto tempo? Ou o que você está esperando para dizer que a ama? E você, vai passar mais 24 horas fazendo o que não gosta em vez de seguir seu sonho e ser a pessoa que você sempre quis ser?

O passado existe para a gente aprender, mas o futuro, em si, não quer dizer nada. Deixar algo para amanhã é deixar  para nunca. Tudo acontece  hoje, não importa o número que aparece no calendário.

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É o que temos para o momento

leamichele É o que temos para o momento

Algumas pessoas poderiam dizer que a atriz Lea Michele, de Glee, tem o nariz um pouco grande. Eu responderia: é o que temos para o momento

Uma coisa inusitada aconteceu na semana passada: dois amigos meus, completamente opostos em termos de personalidade e modo de vida, usaram exatamente a mesma expressão quando conversavam comigo. Um deles é publicitário, diretor de uma grande agência. O outro é um roqueiro, compositor de uma famosa banda de rock.

O que eles têm em comum? O branco dos olhos, no máximo. E, no entanto, me deixaram de olhos arregalados quando ouvi os caras dizendo a mesmíssima coisa.

“É o que temos para o momento”, disseram, diante de situações completamente diferentes. Isso me chamou a atenção, em primeiro lugar porque eu não imaginava que dois caras com vocabulários tão diversos pudessem compartilhar sequer uma simples frase. Em segundo, porque é uma frase que pode ter um significado muito mais complexo do que nos permite compreender a simples soma de suas palavras.

Tudo bem, você vai dizer que isso acontece com frequência com expressões que estão na moda, joias poéticas como ‘enfiar o pé na jaca’, ‘soltar a franga’ e outras belas contribuições da informalidade das ruas ao vocabulário brasileiro. Mas, nesse caso, acredito que a frase pode ser interpretada com teor um pouco diferente. Para mim, simboliza uma tendência muito mais complexa dos dias em que vivemos.

“É o que temos para o momento” simboliza, antes de tudo, uma aceitação pragmática de um fato. É um pouco fatalista? Pode ser. Mas, antes de tudo, é uma expressão realista, que não tinge de cores vivas o que é preto e branco. É uma prova de que há ocasiões em que não adianta a gente tentar reinventar a roda. Há uma outra expressão que diz o seguinte: “o cara que não sabia que aquilo era impossível foi lá e fez”.

Sim, é claro que isso acontece. As pessoas se superam. Quebram recordes. Explodem limites. Mas, na maioria dos casos do dia a dia, é necessário enfiar a viola dentro do saco e aceitar: é o que temos para o momento. Talvez tenha sido por isso que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso lançou um livro com o título ‘O Brasil do Possível’. Era o que ele tinha para o momento.

Isso revela também essa atual tendência ao imediatismo. Quem consegue refletir sobre a vida? Tudo tem que ser agora, não há tempo para esperar. Temos algo melhor para oferecer? Temos, mas vai demorar um pouco. Coisas bem feitas precisam de carinho e capricho. Está com pressa? Come cru. Os japoneses estavam com pressa quando inventaram o sushi.

Espero que você tenha gostado do assunto da coluna desta semana. Se não gostou, desculpe. Era o que tínhamos para o momento.

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O poder das mulheres

Querida Dilma,

em primeiro lugar, parabéns por ser a primeira mulher a vestir a faixa presidencial. No futuro, teremos a real dimensão do que isso significa. 'Retrospectiva 2111: Há cem anos, uma mulher assumia pela primeira vez o governo do Brasil...' Uau, minhas bisnetas vão achar emocionante.

Antes de começar esse papo, queria te perguntar uma coisa... posso te chamar de você? ‘Senhora’ é muito formal, mesmo para uma presidente da República. Afinal, me dirijo a você de brasileiro para brasileira, em situação de (quase)igualdade. Eu sei, eu sei, a distância entre nossos poderes é abissal: sou o responsável por um blog, você é responsável por um... país. Mas, no fundo, somos somente dois seres humanos tentando fazer o melhor possível, não é?

Acho que vai ser muito positivo para o nosso País ser governado por uma mulher como você. Sou fã das mulheres. Não apenas daquelas que brilham ao sol de Ipanema, se é que você me entende. Gosto da maneira como as mulheres pensam, embora nem sempre concorde com elas. Vocês têm algo de superior em relação a nós, homens. Se Darwin estivesse aqui, diria que a mulher é o próximo passo na evolução da espécie. Aliás, o Darwin daria um ótimo ministro de Ciência e Tecnologia, hein? Desculpe a piada. Quem não tem cão, caça com... o Mercadante.

Tenho certeza de que o mundo vai melhorar quando mais mulheres chegarem ao poder. Acredito na capacidade de liderança e na sensibilidade feminina, mesmo sabendo que a Margaret Thatcher era um monstro e a Imelda Marcos, uma figura patética. Ainda bem que há mulheres como você, Angela Merkel, Hillary Clinton, Michelle Bachelet. Mulheres fortes, dedicadas, que transpiram competência. Gente séria. O mundo será de vocês antes do que a gente imagina. Feminismo e machismo são palavras tão 'século 20'...

Já que você é presidente, vou começar os pedidos: queria ver menos corrupção do que no governo do seu padrinho. Nunca antes na história deste País houve tantos picaretas com anel de doutor. Só um toque: pegou mal convidar a sua comadre Erenice Guerra para a posse. Sabe o que significa a expressão 'queimar o filme'? Pois é: eu sei que ela é sua amiga, mas a verdade é que a Erenice queima o seu filme. Ela podia dar uma sumida: não acho que o nosso País vai sentir falta.

No mais, boa sorte, do fundo do coração. Para governar um País como este, só sendo muito, muito mulher. E você é. Você não é a última, mas será, para sempre, a primeira.

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Liberdade nunca é demais

weslian 216x300 Liberdade nunca é demais

Weslian Roriz dá risada do Brasil: Joaquim Roriz é tão ficha suja que sua mulher teve que ser candidata por ele no Distrito Federal. Já que usaram o slogan 'Mulher-Pêra', a patética Weslian poderia usar 'Mulher-Laranja'

Ouviram do Ipiranga as margens plácidas, de um povo heroico o brado retumbante. E o sol da Liberdade, em raios fúlgidos, brilhou no céu da Pátria nesse instante.

A primeira estrofe do Hino Nacional é um relato da cena em que Dom Pedro declara a nossa independência. Sem desvirtuar os versos decassílabos de Osório Duque-Estrada, é possível dizer que o texto é tão fiel à cena, que poderia ser considerado uma descrição jornalística do histórico momento.

O jornalismo, portanto, faz parte do DNA do nosso país. E isso nos lembra que não há jornalismo sem liberdade, assim como não há liberdade sem jornalismo.

Temos visto recentemente a disseminação de uma perigosa tendência de críticas à imprensa, a velha mania de culpar o mensageiro pela mensagem. Teve gente dizendo até que o problema atual é o 'excesso de liberdade', como se fosse possível imaginar as palavras 'liberdade' e 'excesso' na mesma frase.

Essa onda neo-autoritária tem renascido em sentenças judiciais suspeitíssimas, interpretações criminosas da Constituição e até em arroubos desequilibrados de políticos bastante populares.

Desculpe, leitor, mas nunca imaginei que escreveria sobre censura em pleno século 21. Essa palavra suja me remete a um tempo que gostaríamos de esquecer – ou melhor, de apagar. Uma época em que notícias importantes tinham que ser tiradas à força das páginas e substituídas por trechos de outro texto simbólico, 'Os Lusíadas', ou por irônicas receitas de bolo.

Talvez se eu escrever a palavra à exaustão (censura, censura) alguém acredite que é fundamental eliminá-la de uma vez por todas do vocabulário da nossa jovem democracia.

Hoje é dia de eleição. Se você já votou, espero que tenha escolhido bem seus candidatos. Se ainda não votou, por favor escolha com seriedade. Eleição não é piada.

Sei que é difícil acreditar nisso depois de passar tantos dias assistindo ao horário político gratuito, o brado retumbante mais ridículo do nosso povo heroico.

Vi bandidos defendendo a segurança e analfabetos enaltecendo a educação. O horário político não democratiza a informação, ele desmoraliza a democracia. Principalmente pela presença de 'sub-celebridades-laranjas', usadas por partidos desonestos para atrair debochados e ignorantes. E isso me faz voltar ao nosso Hino: já imaginou como ele seria se passasse pelas mãos de um censor?

"De um povo heroico o brado retumbante?’ Nada de valorizar esse pessoal que exige independência. 'De poucos insurgentes a voz isolada' fica melhor. 'Sol da liberdade em raios fúlgidos'? Muito elogioso. Que tal 'raios da lua minguante em noite nublada...'

Foto: Clayton de Souza/AE

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Uma pitadinha de sorte

Vídeo: Vanessa da Mata e Ben Harper desejam 'Boa Sorte/ Good Luck'

No excelente filme espanhol 'Intacto', de Juan Carlos Fresnadillo, uma confraria de pessoas com muita sorte aposta entre si, criando situações estranhas e até meio macabras. O personagem principal é Tomas, o único sobrevivente de um acidente aéreo em que morreram centenas de pessoas.

Lembrei imediatamente do filme na semana passada, quando ouvi a notícia de que um menino holandês de 9 anos havia sobrevivido após um acidente aéreo que deixou 103 mortos na Líbia. As imagens do avião destroçado tornaram a história ainda mais inacreditável. Como é possível alguém sair vivo dali? Não sei, mas Ruben van Assouw saiu. Isso só prova uma coisa: o impossível só é impossível até acontecer.
A primeira coisa que vem à cabeça é que foi muita sorte do garoto. Mas fico imaginando: como será a vida dele quando virar um adulto? Além de perder a família, qual será a influência que essa sorte terá sobre o resto de sua vida?

O que costumamos chamar de sorte é realmente uma coisa muito interessante. Alguém já definiu sorte como 'talento + oportunidade', o que acho que faz sentido para algumas aplicações, como a vida profissional ou o sucesso na carreira artística. Mas, às vezes, sorte é simplesmente uma coisa positiva que acontece com você. Tem gente que tem a sorte de ser sortudo, mesmo.

Já ouvi muitas vezes a expressão 'sorte no jogo, azar no amor', mas nunca consegui entender a relação entre as duas coisas. Talvez seja porque tanto o amor quanto o jogo são coisas que podem ser muito boas ou muito ruins para a vida de alguém. Se alguém tem um dos dois, não poderia ter o outro. Seria um fenômeno, sei lá, injusto com o resto de nós, pessoas normais.

Para falar a verdade, nem sei se existe realmente algo como 'sorte no amor'. Tudo bem, em Hollywood o mocinho dos sonhos sempre bate na porta (sem querer, claro) pedindo açúcar para a mocinha. Mas na vida real acho que tem sorte quem merece ter sorte, quem teve 'talento + oportunidade' de atrair a pessoa dos sonhos.

É a mesma coisa com o azar, não? Todo mundo tem qualidades ou defeitos, depende de quem vê. Às vezes dizem: 'Que azar aquela garota teve em se apaixonar por um cara tão péssimo...' Na minha opinião isso não tem nada a ver com azar: alguma coisa na personalidade do cara péssimo fez com que ela se apaixonasse. Mas ninguém tem qualidades ou defeitos isolados do resto da personalidade: eles são parte de quem a pessoa é. Portanto, se ela achasse o cara realmente péssimo, nunca se apaixonaria. Agora, se o defeito não a incomoda tanto assim... sorte dela.

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