Posts com a tag: heróis

Arquivos de posts

Clube V.U. abre na Barra Funda com rock para adultos

 

Podia estar no East Village, em Nova York, ou em Kreuzberg, Berlim. Para a alegria dos paulistanos, no entanto, o Clube V.U. está na Barra Funda, centro de São Paulo.

Inaugurado há duas semanas, o clube batizado em homenagem ao Velvet Underground é um lugar para adultos. Ainda bem. Dá para ouvir boa música, tomar bons drinques, encontrar gente interessante. É uma casa noturna com jeitão de bar ou um bar com jeitão de casa noturna, o que você preferir. A carta é clássica, mas nada básica, com versões menos óbvias para drinques de sucesso.

As  referências a Nico e Lou Reed estão por toda a parte. A tipologia do cardápio e parte da identidade visual da casa foi criada por um dos meus designers brasileiros favoritos, o talentoso - e rock and roll - Gian Paolo La Barbera.

Programação

No mercado de bares, a noite de segunda geralmente é de descanso para os funcionários. No VU é onde eles vão para preparar drinks e se divertir. Na terça, projeção de filmes de diretores como Tarantino, Spielberg e Hitchcock, sem consumação ou entrada. As quintas são inspiradas nas transexuais cantadas por Lou Reed, como Candy Darling e Lady Godiva. As noites de sexta são ocupadas por rock lado B com Cláudio Medusa. E os sábados serão de indie rock, comandados pelo DJ Bispo. Escolha a noite que tem mais a ver com você e... nos vemos lá.

CLUBE V.U.

Rua Lavradio, 559, 01154-020, Barra Funda

Tel. 3661-2095

Segunda e terça: das 20h às 2h; entrada gratuita.

Quinta a sábado: das 22h às 5h; R$ 10 de entrada ou R$ 50 de consumação.

Quarta e domingo: fechado.

 

Posts Relacionados

Rock Brigade: Documentário conta a história de uma revista feita com papel, tinta… e metal pesado

Headbanger Voice 2017 Rock Brigade: Documentário conta a história de uma revista feita com papel, tinta... e metal pesado

Kerry King, do Slayer, na capa da Rock Brigade: Detalhe para o bracelete de pregos, fetiche metal nos anos 1980

No início dos anos 1980 praticamente não havia acesso à informação sobre rock pesado no Brasil. Éramos obrigados a comprar revistas importadas como Circus e Hit Parader - muitas vezes não sequer encontrávamos as revistas nas bancas e tínhamos que comprar matérias avulsas das nossas bandas favoritas uma vez por semana, nas manhãs de sábado da Woodstock Discos, frequentadas com assiduidade quase religiosa.

Havia, no entanto, um lugar em São Paulo, que era considerado pelos adolescentes carentes e fanáticos por heavy metal como uma espécie de santuário. O mítico Carbono 14 ficava no Bexiga e funcionava como um cinema amador. Pensando bem, agora, 'cinema amador' talvez soe um pouco sofisticado demais. O lugar estava mais para uma sala claustrofóbica repleta de cadeiras de plástico e uma TV ligada a um videocassete. Como era possível sonharmos com aquelas sessões? Só seria possível responder voltando no tempo.

Pois foi lá que vi pela primeira vez 'The Song Remains the Same', o clássico filme do Led Zeppelin com o show do Madison Square Garden. Chorei quando vi Robert Plant, Jimmy Page, John Paul Jones e John Bonham se mexendo, já que só conhecia a banda por fotos. Aos treze anos, eu frequentava esse lugar mágico acompanhado por alguns amigos de infância, Pit Passarell, Yves Passarell e Andre Matos, entre outros. Meu pai fazia questão de nos levar - provavelmente para evitar que algum vendedor ambulante nos vendesse pipoca com maconha.

Pois no segundo andar do Carbono 14 funcionava a sede informal de uma publicação chamada Rock Brigade, que na época nada mais era do que um fanzine xerocado e grampeado de uma maneira deliciosamente tosca. A qualidade da impressão mal nos deixava entender o quê ou quem estavam retratados nas fotos, mas tudo o que queríamos era ler aqueles textos maravilhosos sobre bandas que sequer conhecíamos. Judas Priest? Iron Maiden? Metallica? Manowar? Venom? Angelwitch? Saxon? New Wave of British Heavy Metal? WHAT THE FUCK IS THAT? Onde podemos ouvir isso, meu deus? Bem, nas fitas K-7 que a Rock Brigade também vendia, uma pirataria legítima e absolutamente necessária.

Eu e o brother Luiz Cesar Pimentel éramos obcecados pela Rock Brigade: líamos tudo, os editoriais, as resenhas (até de bandas que a gente não conhecia), trocávamos impressões sobre aquele estilo 'Hunter S. Thompson do Bexiga', referência só conseguiríamos reconhecer muito tempo depois. O que era tão bom nos textos? Bem, digamos apenas que a crítica sobre um disco do Manowar poderia começar com algo como 'As portas de Asgard se abrem e Odin saúda o Manowar blá blá blá' ou coisa do tipo. Eram textos tão épicos quanto o próprio heavy metal, acompanhados de um romantismo e paixão que nos inspirava e, sejamos sinceros, nos doutrinava.

Era o registro de uma época em que as pessoas colocavam um disco de vinil para tocar e acompanhavam ansiosamente cada acorde com o encarte nas mãos, lendo os agradecimentos, tentando entender qual era a mensagem da capa, adivinhar o que os músicos estavam pensando durante a sessão de fotos. Era uma época em que a música era importante, valorizada. Quando a música era arte, não entretenimento. Essa época vai fazer falta quando não houver mais ídolos.

Um pouco mais tarde, quando o VIPER começou a tocar no circuito paulistano, conhecemos as pessoas por trás daqueles lendários textos. A Rock Brigade, que agora já era uma revista colorida, passou a ter rostos. Assim como os músicos de metal, na época esses caras também eram nossos herois.

Eduardo de Souza Bonadia. Antonio Pirani. Wilson Dias Lúcio. Berrah de Alencar. Depois vieram Paulo Caciji, Alberto Torquato, Ayala, Andre 'Pomba' e outros. Mas, nessa época, a Rock Brigade - que chamávamos carinhosamente de 'Rock Brinquedo' - era formada apenas pelos 'Quatro Cavalheiros do Apocalipse' Bonadia, Toninho, Wilson e Berrah. A partir daí, orgulhosamente, não acompanhávamos mais a Brigade apenas como leitores, mas como protagonistas de suas páginas.

Após um show do VIPER no Ácido Plástico (um bar na zona norte que ficava diabolicamente colado ao presídio do Carandiru), Bonadia e Toninho nos convidaram a assinar com o selo Rock Brigade Records, outro desdobramento da revista.

Eu tinha 16 anos. Eu tinha 16 anos e ia gravar um disco pelo selo da revista Rock Brigade. Eu tinha 16 anos e ia gravar um disco pelo selo da revista Rock Brigade em um estúdio de 24 canais e depois ia ter esse disco lançado no mundo inteiro.

Saímos de lá eufóricos, com sensação de que os sonhos podiam ser realizados. 16 anos é uma idade mágica.

Bom, contei toda essa história apenas para dizer que os 35 anos de história da Rock Brigade viraram filme. Um documentário, para ser mais exato.

A história da Rock Brigade, um fã clube de heavy metal formado em 1981, se tornou o filme “Headbanger Voice”, nome da lendária coluna dos leitores da revista, onde as cartas eram tão boas - senão melhores - que as próprias e geniais matérias.

Dirigido pelo jornalista Wladimyr Cruz – responsável por documentários musicais sobre a loja de discos Woodstock, a casa noturna Madame Satã, a banda de heavy metal Vulcano e a cena punk de Santos, “Califórnia Brasileira” – e pelo fotógrafo Marcelo Colmenero, o longa se baseia em entrevistas com fundadores da revista, colaboradores e nomes importantes da cena metálica nacional para discorrer acerca da história do informativo que virou a revista de música com mais tempo de circulação no Brasil. Se minha entrevista não foi cortada, acho que estou lá.

Repassando causos e histórias sobre diversas edições da revista, o filme revisita os mais de 270 números da publicação, sem esquecer de abordar também a Rock Brigade Records – selo fonográfico ligado à publicação com mais de 500 lançamentos e em plena atividade até hoje. Produzido de forma absolutamente independente, 'Headbanger Voice' é mais um lançamento do selo audiovisual Blue Screen of Death Filmes. Parabéns ao Wladimyr pela iniciativa. Que Odin e toda a turma de Asgard abençoe esse projeto.

 

Posts Relacionados

7 mitos (ou verdades?) que você não sabia sobre cerveja

beer P 7 mitos (ou verdades?) que você não sabia sobre cerveja

Mito & Verdades: Tirando a limpo algumas histórias sobre cerveja

Já ouviu falar que existe cerveja feita de milho? E que a cerveja é a bebida que mais engorda? E aquele seu amigo, metido a esperto, que garante que a cerveja que se toma na cidade dele é melhor que a que você toma porque na região tem uma fábrica. Verdade ou mito?

Todo mundo adora dizer que entende de cerveja. Eu também. Mas às vezes a gente não sabe para quem perguntar, certo? Errado. Eu sei. Conversei com Luciano Horn, o mestre cervejeiro de Brahma, para tirar a limpo 7 mitos e verdades sobre a bebida favorita dos brasileiros.

 

Responda aqui e depois confira a resposta correta.

 

1. Chope e cerveja têm os mesmos ingredientes?  

(  ) MITO (  ) VERDADE

 

2. Cerveja de verdade só pode ter água, malte de cevada, lúpulo e levedura

(  )  MITO   (  )  VERDADE

 

3. O lúpulo, além de dar sabor, conserva a cerveja  

(  )  MITO   (  )  VERDADE

 

4. Uma cerveja que tem milho em sua composição é de menor qualidade  

(  )  MITO  (  )  VERDADE

 

5. A cerveja é uma das bebidas industrializadas com menos calorias

(  )  MITO   (  )   VERDADE

 

6. A qualidade da cerveja depende do seu estilo

(   )  MITO   (  )  VERDADE

 

7. O armazenamento e o transporte interferem na qualidade da cerveja

(  )   MITO   (  )  VERDADE

 

 

Já respondeu? Agora, com a palavra, o mestre e as respostas corretas:

 

1. Chope e cerveja têm os mesmos ingredientes?

VERDADE!

Os ingredientes são os mesmos. A diferença é que a cerveja passa pelo processo de pasteurização, um tratamento térmico que garante maior prazo de validade ao produto. Já o chope, por sua vez, não passa pelo mesmo processo e, por isso, tem um prazo de validade menor.

 

2. Cerveja de verdade é água, malte de cevada, lúpulo e levedura

MITO!

Essa história tem origem na “Lei da Pureza Alemã”, a Reinheitsgebot, instituída em 1516 na Bavária e que limitava os ingredientes permitidos na produção da cerveja. A lei foi constituída em um período bem específico da história e que não pode mais ser reproduzido hoje em dia. Isso tanto é verdade que ela já foi remodelada e hoje permite outros ingredientes, como trigo e açúcar de cana. Grandes cervejarias em todo o mundo utilizam outras fontes de carboidrato na produção e até o açúcar, diretamente. As escolas inglesa e belga sempre adicionaram outros ingredientes à cerveja como forma de torná-la mais complexa. No Brasil, não é diferente.

 

3. O lúpulo, além de dar sabor, conserva a cerveja

VERDADE!

A função do lúpulo vai muito além de garantir o amargor da cerveja. Ele é um dos principais ingredientes de todas as cervejas e um poderoso conservante natural que ajuda a preservar a essência da bebida.

 

4. Uma cerveja que tem milho em sua composição é de menor qualidade

MITO!

O papel do milho na cerveja é, basicamente, fornecer açúcares fermentáveis e tornar a cerveja mais leve. Afinal, o milho é um cereal de baixo teor proteico, o que garante uma cerveja mais refrescante e ideal para ser consumida em países de forte calor, como no Brasil. Os cervejeiros produziam a bebida com o cereal mais encontrado em cada região. Como o milho é o cereal mais cultivado no mundo, ganhou as receitas pelos quatro cantos do planeta.

 

5. A cerveja é uma das bebidas industrializadas com menos calorias

VERDADE!

Se comparada com o vinho ou até mesmo o suco de laranja, a cerveja possui menor valor calórico. Um copo de cerveja tem em média 120 calorias, já a mesma quantidade de vinho apresenta 240 calorias.

 

6. A qualidade da cerveja depende do seu estilo   

MITO!

Os estilos de cerveja refletem o modo de fazer a cerveja, os diferentes ingredientes usados em diversas regiões do mundo e até as condições climáticas locais. Por exemplo, as Weiss, mais encorpadas, nasceram na Alemanha, enquanto a Pilsen se difundiu no Brasil por ser uma cerveja mais leve, cristalina e refrescante, adequada ao nosso clima. Há cervejas boas em todos os estilos.

 

7. O transporte e o armazenamento interferem na qualidade da cerveja

VERDADE!

As alterações de temperatura durante o transporte e o armazenamento alteram o sabor e o aroma da cerveja. Por isso, procure guardá-la em locais arejados, frescos e que não bata sol. Armazene as garrafas em pé e cheque a data de produção: cerveja é como verdura, quanto mais fresca, melhor.

Luciano Horn Mestre cervejeirop 7 mitos (ou verdades?) que você não sabia sobre cerveja

Você também estaria sorrindo se fosse o Luciano Horn, mestre cervejeiro de uma das maiores cervejarias do mundo

Posts Relacionados

Uma noite de arte, design, gastronomia… e Stella Artois

StellaArtoiscoletivo Uma noite de arte, design, gastronomia... e Stella Artois

O Coletivo Stella Artois divulga os artistas e o cardápio para as baladas de hoje e amanhã - já o lugar, só descobre quem compra o ingresso

"Fidelio."

Saber a senha era a única maneira do Dr. Bill Hartford entrar na perturbadora festa armada por Stanley Kubrick em 'De Olhos Bem Fechados'. Mas não é apenas no mundo de Kubrick que acontecem eventos secretos: hoje e amanhã haverá em São Paulo uma festa onde os convidados, pelo menos até agora, não sabem sequer onde vai ser. Em vez das cenas proibidas do filme, no entanto, aqui a noite será de gastronomia, cerveja e interessantes experiências artísticas.

Serão duas noites do Coletivo Stella Artois, um evento que promete unir no mesmo local exposições fotográficas, design, gastronomia... e Stella Artois, claro. A balada híbrida vai reunir artistas e convidados em uma noite temperada pelas obras dos artistas gráficos Filipe Filippo, Pedro Nekoi e Anna Mascarenhas, e pelos sabores do cardápio do chef Raphael Despirite.

O mais interessante é que até agora o local escolhido para a festa é secreto – e será divulgado apenas para quem comprar o ingresso. Segundo a organização do Coletivo, no entanto, as pessoas vão se surpreender positivamente - o lugar foi descrito como "icônico" pela organização.

O ingresso dá direito a consumo livre de Stella Artois e das opções do cardápio, além de toda a programação musical e do acesso às instalações dos artistas.

Dos mesmos criadores do “Fechado Para Jantar”, o Coletivo Stella Artois transporta o público para uma noite de imersão na arte, repleta de histórias para contar. Junto às mostras, haverá também apresentação musical dos DJs Pedro Bertho e Pedro Noronha. A curadoria é de Hui Jin Park. “O prazer da apreciação nasce incorporada a essa edição do Coletivo, que convida as pessoas a expandirem suas percepções e dimensões de prazer”, diz a curadora.

Coletivo Stella Artois

Dias 1 e 2 de setembro, das 22h às 2h30
Ingressos: R$ 190
Open bar (chope e cerveja Stella Artois) e open food
Local: Secreto. O endereço será enviado junto com a confirmação da compra do ingresso.
Classificação: 18 anos

Artistas

Filipi Filippo

Artista gráfico, fotógrafo e designer gráfico. A sua busca não é sobre o significado das formas, mas sobre a transformação delas no mundo. A partir dessa pesquisa, sua mão rompe as formas em uma tentativa natural de transcender a uniformidade.

Pedro Nekoi

Formado em design gráfico, trabalha com arte digital, principalmente colagem digital. Transforma sua arte produzida digitalmente em impressos como zines, posteres, tecidos e estampas. Seus trabalhos permeiam o universo da moda, arquitetura e tecnologia, mesclado à influência pop japonesa com cores e informações saturadas.

Anna Mascarenhas

Fotógrafa Anna Mascarenhas é formada em comunicação e trabalha com fotografia contemporânea explorando principalmente a revelação analógica. Com trabalhos expostos por publicações como VICE e Dazed & Confused, Anna desenvolve novas linguagens de retratos e cenas do cotidiano através de um olhar estético único e inusitado.

Raphael Despirite (Fechado para jantar)

Raphael é chef de cozinha e transforma a gastronomia na melhor e mais simples forma de diversão, como um fio condutor para experiências incríveis. Ele é sócio da Casa Rauric, organizadora do evento ao lado da Stella Artois e idealizadora do projeto Fechado Para Jantar, em que o cozinheiro prepara refeições em espaços inusitados.

Curadoria: Hui Jin Park (Hashi)

Hashi é formada em Comunicação Social pela ESPM e tem mestrado em Design Studies – Applied Imagination for Creative Industries pela Central Saint Martins, na Inglaterra. Acaba de retornar da Coreia do Sul após uma temporada com a iris-Cheil Worldwide. Atua como consultora estratégica antecipando tendências e estéticas comportamentais e redesenhando culturas organizacionais.

Posts Relacionados

Grandes chefs juntos no ‘mesmo restaurante’: festival é o Rock in Rio da gastronomia brasileira

 

Taste2016 Grandes chefs juntos no mesmo restaurante: festival é o Rock in Rio da gastronomia brasileira

Taste of São Paulo: Edição do evento em 2016 reuniu mais de 15 mil pessoas e os restaurantes mais famosos da cidade no Clube Hipico de Santo Amaro

Feche os olhos e imagine um gigantesco restaurante ao ar livre, com vinte cozinhas funcionando ao mesmo tempo. Agora pense que por trás de cada uma está um grande chef brasileiro e sua equipe, oferecendo pratos incríveis a preços muito abaixo do que você vai encontrar 'na vida real'. E se, além dos chefs e seus famosos restaurantes, o local também abrigasse aulas, degustações e uma super variedade de produtos premium? Tudo isso regado a drinks e bebidas dos maiores produtores e importadores do país?

Já sei, você vai dizer que eu já bebi muito vinho e estou viajando. Nada disso. A segunda edição do Taste of São Paulo, que acontece entre os dias 24 e 27 de agosto, vai transformar o Clube Hípico de Santo Amaro nesse enorme restaurante dos sonhos. Um lugar que, até o ano passado, só existia no exterior. Mas se em 2016 o evento recebeu mais de 15 mil pessoas, a previsão para este ano é que o Taste of São Paulo seja ainda maior: mais restaurantes, mais atrações, mais público. Com tantas estrelas, dá para dizer que o Taste é uma espécie de Rock in Rio da gastronomia brasileira.

Os 30 principais restaurantes e bares da cidade

Estarão no evento os 30 principais restaurantes e bares da cidade. Quem comparecer vai assistir a uma verdadeira imersão no universo gastronômico e uma lista de dar água na boca: o ibérico Adega Santiago; a Bráz Trattoria, com os restaurantes Bráz e Bráz Elettrica; o Bar da Dona Onça e a Casa do Porco, reunidos em um só espaço; o Grupo Fasano, com os restaurantes Fasano, a Trattoria e o Bistrot Parigi; o Fechado para Jantar; o bistrô Le Jazz, junto com seu bar Petit, o brasileiro Mocotó; as carnes do NB Steak; a cozinha asiática do Tian e os drinques do bar Astor.

Outros grandes nomes da gastronomia paulistana também fazem sua estreia no evento como o Grupo D.O.M, com pratos do Dalva e Dito, Mercadinho Dalva e Dito e Açougue Central; o japonês Aizomê; o restaurante Arábia; o Buzina (com pratos novos); o Eataly, com receitas de seus vários restaurantes; o Jiquitaia (reforçado pelo novíssimo Vista); a Itália moderna do Nino Cucina e do Peppino; o brasileiríssimo Tordesilhas; o bistrô brasileiro TonTon e o bar Veloso, com caipirinhas. Os chefs estarão presentes, preparando e servindo suas criações e interagindo com o público.

Os restaurantes estão presentes no Taste of São Paulo em versões “pop-up” em instalações profissionais, o que possibilita a reprodução de pratos com a mesma qualidade encontrada nos restaurantes. Cada estabelecimento apresenta quatro pratos, sendo três deles parte de seu cardápio e um prato concebido exclusivamente para o evento. As porções custam de R$ 15 a R$ 30 e tem entre 100g e 120g, de modo que o visitante possa experimentar vários pratos em uma sessão de almoço (12h às 16h30) ou jantar (19h às 23h30) – uma pessoa consome em torno de cinco pratos.

O melhor do universo gastronômico

A curadoria do festival é assinada pelo consultor gastronômico Luiz Américo Camargo, crítico respeitado entre os chefs e autor do livro 'Pão Nosso', uma espécie de bíblia para os amantes dos pães artesanais. “Aprofundamos a proposta de proporcionar ao público um excelente entretenimento gastronômico: a melhor comida, a melhor bebida, aulas informativas e muito agradáveis. Reunimos um número maior de bares e restaurantes – sempre os principais em suas categorias –, buscando recriar a diversidade de São Paulo, só que num único espaço”, explica o curador. “Nesse momento, em que tanto se fala de confrontos, de polarizações, em que tanto se pensa em muros e fronteiras, acreditamos que podemos reunir todo mundo em torno da gastronomia. Comendo e bebendo bem, celebrando pratos, sem conflitos, sem importar se você gosta de carne, de comida brasileira, ou oriental: no Taste, a gente se diverte em harmonia”.

Para tornar a experiência ainda mais completa no universo gastronômico, os visitantes poderão inscrever-se em palestras e aulas ministradas por grandes chefs. O público ainda poderá participar de degustações de cervejas e vinhos, na Adega Taste. Todas as atividades terão vagas limitadas, com inscrição prévia. Os visitantes encontrarão um mercado com produtos premium como temperos, alimentos, bebidas e utensílios. Entre os expositores, nomes como BR Spices, Bombay, Pirineus, Cogushi, Basbuxca, Vecchio Cancian e Mustachio.

Festival acontece em 21 países

O Taste Festival é fenômeno entre os eventos gastronômicos em todo mundo. Realizado em 21 países, com a participação de mais de 100 dos melhores chefs de cozinha, conquista foodies em todos os lugares. A primeira edição na América Latina foi o Taste of São Paulo, em 2016. “No ano passado o Taste já foi um sucesso de público. 16 mil pessoas passaram pelo evento. Este ano nós estamos aumentando o espaço do evento dentro do Clube Hípico de Santo Amaro, o número de cozinhas, restaurantes e expositores. Outra novidade é que o público vai poder curtir ainda mais o evento, ao som das atrações musicais que estamos fechando. São Paulo merecia um evento como este, que já acontece em Paris, Londres, Toronto e outras tantas cidades do mundo”, diz Francisco Mattos, responsável pelo Taste of São Paulo na IMM, empresa que realiza o evento no Brasil.

Olha o balanço do Taste of São Paulo 2016:

  • 16 mil público total
  • 100 mil pratos de comida
  • 60 chefs participantes
  • 75 horas-aula
  • 750 kg carne de porco da Casa do Porco
  • 15,2 mil dadinhos de tapioca da Esquina Mocotó
  • 6 mil croquetes de jamón da Adega Santiago
  • 1,2 mil coquetéis do bar Astor
  • 2 mil porções de tiramisù do Fasano
  • 2,5 mil vidrinhos de tempero da BR Spices
  • 3,6 mil arancini da Bráz Trattoria
  • 80 mil pratos e talheres compostáveis

Para ingressos para o festival 2017 a R$ 60 a sessão (almoço ou o jantar) clique aqui.

Taste of São Paulo

Data: 24 a 27 de agosto de 2017
Horários: Almoço (12h às 16h30) ou jantar (19h às 23h30)
Local: Clube Hípico de Santo Amaro
R. Visconde de Taunay, 508 - Vila Cruzeiro, São Paulo – SP

O Taste of São Paulo tem o banco Santander como patrocinador máster, patrocínio do Mastercard Black, Get Net, Zurich Santander, Audi e Latam e apoio do Azeite Andorinha, Estácio, Águas São Lourenço, Granado e Nespresso.

Posts Relacionados

Dia dos Pais: A paternidade é um aprendizado que nunca termina

Chap F baby Dia dos Pais: A paternidade é um aprendizado que nunca termina

O bobão da esquerda dando risada sou eu. O bonitão da direita é o jornalista Adones de Oliveira

Quem acompanha esse blog sabe que não sou muito fã das datas criadas por marqueteiros apenas para aquecer o comércio. De dez anos para cá, no entanto, uma dessas datas passou a ser bastante apreciada pela minha família, mais especificamente… por mim. É que há dez anos eu me tornei pai, e desde então tenho achado a ideia da criação de um dia para nós simplesmente genial.

Pensei em brincar no parágrafo acima e dizer que ‘há dez anos me formei no curso e ganhei um diploma de pai’, mas daí achei que seria uma bobagem. Primeiro, porque dizer que ser pai é um ‘curso’ significaria que alguém que sabe mais ensina a quem sabe menos, e isso é uma verdade relativa quando se fala sobre a paternidade. Ninguém sabe mais ou menos, todo mundo sabe igual. Há excelentes ‘recém-pais’, assim como há péssimos ‘pais experientes’. Ser pai não é algo que alguém te ensina. Ou melhor, o único que te ensina a ser um bom pai é o seu próprio filho. Ponto.

Ser pai também não é um curso em que a gente se forma porque é uma matéria em que a gente só deixa de aprender no momento em que o coração para de bater. Como o meu anda batendo (e cada vez mais forte, graças a Darwin), ainda espero continuar a aprender as lições da minha filha durante um bom tempo.

Quando me tornei pai, há dez distantes anos, descobri que essa atividade tem um quesito que é puramente semântico. Uma questão de sufixo, para ser mais exato. Você passa de ‘egoísta’ (que quer tudo só para você) para ‘egocêntrico’ (que acha que o mundo precisa de outros ‘vocês’). Ser pai é querer viver para sempre.

Sou a prova disso: acabei virando um ‘mini-meu-pai’. Ainda mais quando vejo fotos antigas, onde a semelhança física está cada vez maior. Profissionalmente também estou ficando parecido: meu pai era jornalista e foi um prestigiado crítico musical. O que eu virei? Jornalista e músico. E olha que na minha infância eu nem sabia quem era Freud.

Uma das minhas memórias mais fortes é a do meu pai ouvindo o disco ‘Abbey Road’, dos Beatles. E eu via aquelas pilhas e pilhas de livros sem saber direito porque ele precisava de tantos, já que Monteiro Lobato era o suficiente para saciar toda a minha precoce ânsia literária. Agora eu entendo de onde vem meu eterno problema de espaço nas prateleiras.

Dia dos Pais é bastante feliz para quem tem filhos, mas é sempre um pouco melancólico para quem já não tem o pai entre nós. O meu se foi em 2014, e desde então o Dia dos Pais parece incompleto. Como se uma parte do meu coração batesse mais devagar que o resto. Saudades que só se curam um pouco quando a gente olha para a filha e confia que está fazendo a coisa certa. Ainda tenho muito que aprender sobre a paternidade, mas uma coisa eu já descobri desde o dia em que minha filha nasceu: eu quero ser um pai como o meu.

Feliz Dia dos Pais para todos nós.

Posts Relacionados

Com quase 40 anos de carreira, Barão Vermelho apresenta a terceira geração

Baraop Com quase 40 anos de carreira, Barão Vermelho apresenta a terceira geração

Barão Vermelho Mark III: Rodrigo, Maurício, Rodrigo Suricato, Guto e Fernando

Meus bons amigos, onde estão? Notícias de todos, quero saber. Cada um fez sua vida de forma diferente. Às vezes me pergunto, malditos ou inocentes?

Inocentes, na minha opinião. Bandas que fizeram e fazem a história do rock brasileiro não podem ficar reféns de seus vocalistas. Até porque, por mais que o grande público se identifique com os integrantes que acabam ganhando mais destaque nos holofotes - os vocalistas, geralmente -, não dá para esquecer que ao lado deless há (quase sempre) uma grande banda e, principalmente, um repertório que merece continuar vivo.

Sim, depois de Barão Vermelho sem Cazuza, agora teremos Barão Vermelho sem Frejat. A nova formação da banda conta com Rodrigo Suricato nos vocais e está na estrada com a turnê #BARÃOPRASEMPRE. O que podemos esperar dessa mudança?

Não conheço bem Rodrigo Suricato, sei apenas que ganhou destaque em um reality show na TV. Também sei que em 2015 sua banda ganhou um Grammy latino de Melhor Álbum de Rock Brasileiro com 'Sol-te'.  Sinceramente acho que esse início na TV não quer dizer nada hoje em dia: apesar de acreditar teoricamente que uma banda de verdade nasce na garagem e ganha o público aos poucos, escalando o estrelato palco a palco, não vejo sentido em defender que esse é o único modo possível de se chegar ao sucesso, ainda mais hoje em dia. Seria como dizer que um casal não pode se amar e ser feliz de verdade apenas porque se conheceu no Tinder. These are strange times we're living in, concordo. Mas, assim como somos obrigados a ter um senso de realpolitik na política, talvez seja a hora de enfrentar também a realidade inevitável da realmusik.

Difícil dar a opinião sobre o novo Barão antes do primeiro show da banda em São Paulo, o que acontece em 1 de julho, no Tom Brasil, em São Paulo. Mas acredito que, mais importante que seus vocalistas, o que é incrível no Barão é o seu repertório. Claro que Cazuza foi um ícone para muita gente; Frejat também criou seu próprio estilo e se consolidou com um excelente frontman. Mas convenhamos que Cazuza já estava muito mais para pseudo-poeta-da-MPB no final de sua fase no Barão, assim como Frejat está hoje muito mais para um compositor mais romântico, tranquilo, do que para o guitarrista-roqueiro que ele um dia já foi. E isso não é uma crítica, pelo contrário.

Cada artista tem que respeitar seu momento, seu timing, sua verdade. (OK, essa última frase soou um pouco cabeça demais). Mas acho que é isso aí, Cazuza e Frejat foram bem sucedidos porque responderam nos palcos à realidade de suas vidas e à vontade de se expressar artisticamente naquele período. O que não acho justo é aposentar uma banda com um repertório que tem clássicos como 'Bete Balanço', 'Pro Dia Nascer Feliz', 'Por Você' (minha favorita), 'Por que a Gente é Assim' apenas porque seus vocalistas cansaram do rock and roll.

Vamos torcer para Suricato, mas, de qualquer maneira, o renascimento do Barão aos 36 anos de idade merece palmas. E lembrando que não foi apenas Cazuza que morreu nessa história: o percussionista Peninha, fundamental para o som do Barão, faleceu no ano passado. Era um dos caras mais malandros e divertidos que conheci. Joguei bola com o Barão em um evento da MTV na praia há alguns anos e realmente achei que eles iam se matar durante o jogo, de tanto que gritavam uns com os outros. Peninha brigava com Frejat, que brigava com Rodrigo, que brigava com Peninha. Quando acabou o jogo e todos abriram suas respectivas cervejas, reconheci a química das longas amizades: era tudo bobagem, "papo de boleiro". O resto é rock and roll.

Com exceção do vocal Rodrigo Suricato, o Barão mantém o mesmo time de sempre: o batera Guto Goffi, um dos fundadores do grupo, na bateria; Fernando Magalhães na guitarra; Rodrigo Santos no baixo e Maurício Barros, também fundador do grupo, nos teclados.  “Nessa nova fase, que chamo de terceira geração da banda, recebemos com grande prazer, agora de forma permanente, o meu amigo Maurício Barros, fundador do grupo, que havia deixado o Barão em 1988, embora tenha participado como convidado das últimas turnês”, conta Guto.

Foi Maurício, aliás, quem sugeriu o nome de Rodrigo Suricato: “Com a saída do Frejat e a decisão de seguir com os planos do grupo, a primeira providência era escolher alguém para assumir os vocais. Quando surgiu o momento, entre outros nomes, eu falei do Suricato. Todos aprovaram e entrei em contato pra saber o que ele achava da ideia, já que tinha a sua própria banda. Pra nossa alegria ele topou na hora. Dias depois fomos para um estúdio e, sem ensaio, tocamos 19 músicas do repertório do Barão, inclusive músicas menos conhecidas“, comemora.

Rodrigo Suricato diz que foi pego de surpresa: “Fiquei imensamente lisonjeado. Vi que era uma oportunidade de expressão artística diferente do que eu vinha fazendo, embora haja muita identificação da minha parte com o grupo. Minha maior preocupação é fazer muito bem o que já foi feito, pois não tenho dúvidas de que desenvolveremos também um lindo material inédito. Vê-los com todo gás e com confiança no que faço, já valeu a viagem”, comemora.

O novato Suricato tem um grande desafio pela frente, mas são nesses momentos que os grandes artistas se revelam.

Estarei na primeira fila torcendo para que, ao final do show, a gente possa comemorar até o dia nascer feliz.

Boa sorte ao Suricato e longa vida ao Barão!

#BARÃOPRASEMPRE

Tom Brasil: Rua Bragança Paulista, 1281 – Chácara Santo Antônio

Data: Sábado, 1/7/2017

Horário de início do show: 22h

Posts Relacionados

Prepare-se para curtir os clássicos do Dire Straits ao vivo… mais uma vez

Dire Straits Legacyp Prepare se para curtir os clássicos do Dire Straits ao vivo... mais uma vez

Dire Straits Legacy: Ex-integrantes e estrelas do rock fazem homenagem ao repertório da banda com bênção de Mark Knopfler

É impressionante como o nome ‘Dire Straits’ ainda exerce um fascínio no público em todo o mundo, mesmo 25 anos depois da última turnê da banda. Foi para saciar o desejo dos fãs que ex-integrantes e músicos de prestígio internacional se reuniram, com a anuência do mestre Mark Knopfler, para formar o Dire Straits Legacy. Muito mais que uma homenagem, uma forma de reviver no palco o repertório imortal que inclui clássicos como ‘Sultans of Swing’, ‘So Far Away’, ‘Money for Nothing’ e muitas outras.

À frente da direção musical do Dire Straits Legacy, o guitarrista e vocalista Phil Palmer é um velho conhecido do público brasileiro. Já esteve no país algumas vezes, sendo que a mais marcante foi ao lado de outro mestre da guitarra, Eric Clapton, em 1991. No ano passado esteve aqui como guitarrista do cantor Eros Ramazzotti, com quem toca desde que se mudou para a Itália, há alguns anos.

Segundo Palmer, a ideia de tocar ao vivo o repertório do Dire Straits surgiu em 2013 em conversa com o guitarrista Marco Caviglia, que teve a ideia de montar a banda ao saber que Mark Knopfler havia aposentado o material do Dire Straits e decidido tocar nos shows apenas as canções de seus álbuns solo. “Essa banda é uma homenagem feita com muito respeito ao repertório e ao espírito do Dire Straits”, afirma Palmer. “As canções são poderosas e atraem um público de várias gerações, inclusive quem nunca teve a oportunidade de ver o Dire Straits ao vivo.”

O Dire Straits fez sua última turnê, On Every Street, entre 1991 e 1992, mas como o mundo segue pedindo pelo Dire Straits, a Dire Straits Legacy se reuniu para trazer o som ao vivo de volta para os fãs. Na formação, ex-integrantes e músicos de renome internacional: Phil Palmer (voz e guitarra), Danny Cummings (percussão e vocais, tocou com o Dire Straits de 1990 a 1992 e foi baterista na carreira solo de Mark Knopfler), Jack Sonni, Mel Collins (saxofone, entrou para o Dire Straits em 1982 e tocou nos álbuns e nas turnês Love Over Gold e Twisting by the Pool), Marco Caviglia (voz e guitarra), Primiano DiBiase (teclados), Mike Feat (baixo, tocou com Mark Knopfler em sua carreira solo), Alan Clark (piano e teclados, entrou para o Dire Straits em 1980), e Andy Treacey (bateria).

Phil Palmer começou a carreira como músico de estúdio em 1970 na Inglaterra, o que basicamente significa que ele já tocou com os maiores artistas da história do rock. Foram mais de 400 álbuns, muitos deles considerados clássicos atemporais. Entre os vários álbuns que tocou, Palmer gosta de lembrar de um especialmente importante: ‘The Idiot’, álbum de estreia de Iggy Pop em 1977 com a colaboração de David Bowie. Palmer começou a tocar guitarra ao conviver com os tios, Ray e Dave Davies, da banda The Kinks. Perguntei a ele seus cinco guitarristas favoritos.

Top 5 Guitarristas - por Phil Palmer

  1. Eric Clapton
  2. Walter Becker (Steely Dan)
  3. Frank Zappa
  4. Jeff Beck
  5. David Gilmour

DIRE STRAITS LEGACY

SÃO PAULO
Data: 04/05/2017 – Quinta-Feira
Local: Espaço das Américas

PORTO ALEGRE
Data:
 05/05/2017 – Sexta-feira
Local: Auditório Araújo Viana

FLORIANÓPOLIS
Data:
 06/05/2017 - Sábado
Local: P12

VITÓRIA
Data:
 11/05/2017 – Quinta-feira
Local: Arena Vitória

SALVADOR
Data:
 12/05/2017 – Sexta-feira
Local: Arena Fonte Nova

RECIFE
Data:
 13/05/2017
Local: Classic Hall

 

Posts Relacionados

‘Cidade’ Lollapalooza 2017 bate recorde de população: 200 mil pessoas no fim de semana

Metallica p Edu Enomoto Cidade Lollapalooza 2017 bate recorde de população: 200 mil pessoas no fim de semana

James Hetfield e Lars Ulrich: Metallica toca setlist 'alternativo' para conquistar novos públicos. Foto de Eduardo Enomoto/R7

Reunir 100 mil pessoas em um evento é um fato extraordinário sob qualquer ponto de vista. Só por curiosidade, é um número maior que a população inteira de cidades médias do interior do estado de São Paulo, como Avaré e Lorena. Pois um festival de rock reuniu no fim de semana duas vezes a população dessas cidades: 200 mil pessoas foram ao Autódromo de Interlagos para assistir aos dois dias do Lollapalooza 2017. Nem o Rock in Rio tem um público tão grande por dia.

O Lollapalooza já é uma marca consolidada, o que significa que grande parte do público compra ingressos para o festival antes mesmo de saber quais serão os artistas escalados. No ano passado, o festival reuniu cerca de 150 mil pessoas nos dois dias com um line up homogêneo, tendo como headliners nomes como Eminem, Florence and the Machine, Marina and the Diamonds e Planet Hemp. São nomes de prestígio, mas como o Lolla tem diversos palcos e atrações simultâneas, o público acaba se diluindo entre as dezenas de atrações.

O Lolla 2017 seguiu outra estratégia: apostou nos grandes headliners para atrair mais gente. Metallica no sábado, The Strokes no domingo. Além de vender muito mais ingressos, a escolha determinou públicos bem distintos para cada dia (sábado, rock; domingo, pop) e concentrou o público no palco principal do festival, o Skol.

O público bem maior que as outras cinco edições do evento trouxe uma mudança também conceitual ao Lollapalooza. Nas edições anteriores era mais fácil sair de um palco para o outro, o  que possibilitava ao público curtir vários shows no mesmo festival. Com o novo formato foi praticamente impossível se deslocar entre os palcos, o que acabou desfigurando o caráter de “festival” e deixou o Lolla mais parecido com um grande show de rock de um palco só.

Só para deixar registrado: sempre fico arrepiado quando vejo um show marcado para o Autódromo de Interlagos. Fico pensando no transporte, que horas sair, como será a melhor maneira de chegar lá... Pois este ano eu ouvi alguns amigos que garantiam que a melhor maneira de ir até o Autódromo era de transporte público, mais precisamente de metrô/trem. Foi a melhor coisa que eu fiz: trajeto rápido, lotação aceitável, sinalização perfeita da estação até a entrada do autódromo.

Se por um lado o transporte foi uma boa surpresa, há duas críticas que precisam ser analisadas urgentemente pela organização do festival. Problema 1: Cerveja. Como é possível descobrir que um festival patrocinado por uma marca de cerveja teria problemas com o chopp às 6 da tarde do primeiro dia? Quem é o responsável por analisar a demanda necessária para um festival desse tamanho? Como é que esse profissional pode errar tão feio? Como é possível a empresa jogar tanto dinheiro fora? Fora que simplesmente não é aceitável passar 40 minutos em uma fila para comprar uma cerveja. O ingresso é muito caro e o fã do Metallica tem o direito de assistir ao show da sua banda favorita tomando uma cerveja. Como é possível então achar que é normal ele perder metade do show para conseguir comprar uma cerveja? O planejamento do festival tem que repensar o número de bares, se essa logística é baseada no Lolla internacional, deveria ser repensada para o Brasil.

Uma ideia genial que poderia ter ajudado a melhorar isso foi por água abaixo por outro erro simples de planejamento. Para evitar pagamentos e trocos nos bares, o público carregava a pulseira com um determinado valor, e na hora de pegar a cerveja ou sanduíche bastava apenas encostar a pulseira no leitor ótico. Ideia genial, né? Pena que os celulares não funcionam bem no autódromo, ainda mais quando há 100 mil pessoas postando fotos e vídeos nas redes sociais. Resultado: muita gente ficou sem comprar nada porque simplesmente não conseguia acessar o site do festival para carregar o valor da pulseira. Será que ninguém imaginou que as pessoas usariam a internet para postar fotos no Facebook? Que mundo essas pessoas com ideias tão geniais vivem? Que tal descobrir se a internet em Interlagos funciona antes de criar um sistema assim? Ou, melhor: que tal instalar uma cobertura durante os dois dias que permita que a internet realmente funcione?

Dia 1: Sábado, 25 de março 

Depois das lúdicas Tegan and Sara, o palco Axe recebeu Criolo, que já pode ser considerado um grande nome da música brasileira – pelo menos em termos de público. Criolo, para mim, é uma espécie de ‘muso’ do movimento ‘Fora Temer’, um artista que “parece” ter muito a dizer, mas, que na verdade não diz muita coisa. Vejamos seu maior sucesso, “Não Existe Amor em SP”. Apesar de ser uma música boa – apesar de chupada de ‘Glory Box’, do Portishead –, discordo conceitualmente do seu significado. Como assim, não existe amor em São Paulo? Em pleno século 21, cantar o clichê de ‘oh-cruel-cidade-grande’ é se render à profundidade do pires. É o tipo de artista que critica a ‘frieza da metrópole’ e depois publica manifesto de apoio a pichadores. O que uma coisa tem a ver com a outra? Exatamente: nada.

Os XX da questão

A dupla The xx ficou famosa no Brasil ao conseguir emplacar a canção ‘Angels’ na minissérie ‘Amores Roubados’, da Globo. Mas quem viu a performance da dupla Romy Madley Croft e Oliver Sim no palco Ônix entendeu que seu som é muito mais complexo do que uma trilha para a TV. É hipnotizante, mágico. Suas melodias não são óbvias como o de outras bandas pop, e me deu a impressão de que eles estão fora de sua época. É uma banda dos anos 1980 nascida na década errada – ou talvez eles sejam muito pós-gênero para seus colegas oitentistas como The Cure e Sisters of Mercy.

Metallica, Rise

Já assisti a muitos shows do Metallica, mas ver a banda em um festival é uma experiência inusitada para mim. Claro que o som e fúria que fizeram do Metallica a maior banda de rock pesado do mundo estão lá, intocáveis. Mas a atitude de James, Kirk, Lars e Rob me pareceu um pouco diferente, não apenas no aspecto visual da apresentação, mas principalmente pelo setlist escolhido.

Talvez eu esteja tão acostumado a ouvir 'Creeping Death' no início do show, que estranhei um pouco ela não estar sequer relacionada no setlist. O repertório do Metallica no Lollapalooza foi baseado nas canções do novo álbum, 'Hardwire... to Self Destruct’, como já era esperado, e também em alguns sucessos radiofônicos da banda, caso de 'The Unforgiven' e 'Memory Remains'. Das 18 canções do repertório, por exemplo, foram apenas duas do primeiro álbum, 'Kill'em All' e duas do 'Ride The Lighnting’. O resto foram escolhas menos rápidas e mais pesadas, como ‘Sad But True’ e ‘Harvester of Sorrow’. Os destaques, para mim, estiveram entre a minha favorita do álbum novo, ‘Now That We’re Dead’, e o bis ‘Battery’, minha música preferida do Metallica.

Se pudesse definir um show do Metallica com apenas uma palavra, diria que é uma “catarse”. É uma experiência tão brutal que as outras bandas do festival parecem bandinhas de festa de criança. James Hetfield é simplesmente um dos melhores frontmen da história do rock: tem o público na mão do começo ao fim do show. E um show que termina com ‘Enter Sandman’, vai dizer o quê?

Dia 2: Domingo, 26 de março

Se sábado foi o dia do rock, domingo seria o dia do pop perfeito no Lollapalooza 2017. Uma boa surpresa foi o Catfish and Bottlemen. Banda britânica bem legal, com boas melodias e um excelente frontman, Van McCann. Fiquei impressionado com a quantidade de fãs e gente que conhecia as músicas – devem ser bem ativos na internet.

Roqueirinhos bonzinhos

Não consigo gostar muito do Jimmy Eat World, acho uma banda muito boazinha. Nada de ruim em tomar banho – ou, pelo menos, parecer que tomou –, mas desconfio de bandas em que a maioria dos integrantes têm cara de modelo. Fico imaginando se eles se conheceram em uma garagem ou em um casting para comercial. O som é legalzinhozinho, aham, uma espécie de “banda-de-rock-para-fãs-do-Coldplay, um Maroon 5 com guitarra distorcida. Tem hits, tem fãs... só falta alma, mesmo.

Simon Le Bon é bom

Ah, Duran Duran! Que banda incrível! Que repertório! Que pop elegante, british até o último fio de cabelo tingido de Simon Le Bon. A participação da Céu em ‘Ordinary World’ poderia ter sido melhor? Até acho que sim, mas tem coisa mais legal do que ter uma brasileira cantando de mãos dadas com o vocalista do Duran Duran? Só achei estranho o horário que a banda tocou, 4h30 da tarde, ainda dia. Pela história, acho que mereciam um horário mais nobre.

Duas portas abertas

Tenho a impressão de que o Two Door Cinema Club tocou até agora em todas as edições do Lolla no Brasil, embora saiba que isso é exagero. De qualquer maneira, é banda bastante identificada com o festival no Brasil, porque fazem sempre shows bons por aqui. Eles são bem legais ao vivo, tem uma energia boa e músicas que põem todo mundo para dançar. Na verdade, até agora não consegui descobrir se eles têm muitas músicas ou uma música só que dura uma hora e quinze minutos. De qualquer maneira, é bom ter uma banda que traz energias positivas e good vibes para a galera.

Motown pós-moderna

O The Weeknd, depois do Metallica, era o artista que eu mais queria ver no festival. Não apenas porque gosto bastante do soul eletrônico que ele faz, mas porque é sempre um privilégio ver no palco um artista no auge de sua carreira, estourado em todas as paradas do mundo. Dá para ver por quê: é carismático, tem boas composições, sabe agitar o público. E isso é especialmente difícil quando você é um artista solo, sem ninguém do seu lado. Sim, porque enquanto a banda de Abel Makkonen Tesfaye (artista conhecido como The Weeknd) estava escondida no mezzanino, ele ocupava sozinho o palco. Cheio de melodias em falsete e com conotação bem sexy, The Weeknd parece um cantor pós-moderno da Motown. Se Marvin Gaye ou Michael Jackson tivessem nascido em 1990, vai saber como eles soariam...

The Strokes: o setlist salvou o show

Poderia dizer que The Strokes fechou com chave de ouro o Lollapalooza 2017, mas estaria contando apenas uma parte do que foi o show. O repertório estava excelente, já que teve como base muitos sucessos de ‘Is This It?’, de 2000, até hoje o melhor álbum da banda. Os guitarristas Albert Hammond Jr e Nick Valensi continuam afiados, riffs no melhor estilo Johnny Marr/The Smiths com uma pegada mais nova-iorquina. Mas o que dizer de Julian Casablancas?

O vocalista do The Strokes parece se esforçar demais em projetar uma imagem de ‘rockstar decadente’, ainda mais porque ele tem nem quarenta anos. Mas em um mundo em que The Strokes já é considerada uma ‘banda veterana’ há espaço para tudo. Julian parecia bêbado e doidão demais para curtir o show, e parecia estar no palco apenas para cumprir tabela. Ninguém precisa entrar no palco de terno e gravata, mas Julian poderia pelo menos ter lavado o cabelo na última semana.

A sorte é que o repertório do The Strokes é tão bom que mesmo cumprindo tabela a banda faz um bom show. Enquanto a música rolava, tudo bem. Nos intervalos entre as canções, no entanto, Julian falava bobagens e parecia que estava ensaiando diante de 100 mil pessoas. Um pouco de falta de respeito? Sim. Uma reencarnação do velho espírito maldito do rock ‘n roll? Sim, também. Embora seja um pouco decepcionante do ponto de vista técnico, ver um rockstar vomitando atitude pode ser ironicamente interessante em um mundo tão politicamente correto.

 

Setlist Metallica 25/3 
The Ecstasy of Gold (Intro Ennio Morricone)/ Hardwired Intro

  1. Hardwired
  2. Atlas, Rise!
  3. For Whom the Bell Tolls
  4. The Memory Remains
  5. The Unforgiven
  6. Now That We're Dead
  7. Moth Into Flame
  8. Harvester of Sorrow
  9. Halo on Fire
  10. Whiplash
  11. Sad but True
  12. One
  13. Master of Puppets
  14. Fade to Black
  15. Seek & Destroy

BIS

16. Battery

17. Nothing Else Matters

18. Enter Sandman

 

Setlist The Strokes 26/3

 

  1. The Modern Age
  2. Soma
  3. Drag Queen
  4. Someday
  5. 12:51
  6. Reptilia
  7. Is This It
  8. Threat of Joy
  9. Automatic Stop
  10. Trying Your Luck
  11. New York City Cops
  12. Electricityscape
  13. Alone, Together
  14. Last Nite

BIS
15. Heart in a Cage
16. 80s Comedown Machine
17. Hard to Explain

 

 

 

Posts Relacionados

Metallica e The Strokes: Feliz Lollapalooza 2017!

 

Metallica2 Metallica e The Strokes: Feliz Lollapalooza 2017!

Metallica! Os reis do thrash são o destaque da primeira noite (25/3) no Lollapalooza 2017. Mas ainda tem The Strokes, The Weeknd, Rancid...

Está chegando!

Quando a gente vê o horário completo dos shows e todas as atrações de cada palco é que a gente percebe: está chegando o Lollapalooza 2017.

A edição deste ano será muito especial por várias razões, mas principalmente por contar com a maior banda de rock pesado do mundo: Metallica, que vai tocar pela primeira vez no país o repertório do melhor disco do ano passado, 'Hardwired... to Self Destruct'. Um show do Metallica é sempre uma experiência inesquecível: fui a todos, desde a primeira vez em que eles tocaram no país, em 1989, no Ginásio do Ibirapuera, durante a turnê do '... And Justice for All' .

O show de 1993, no entanto, foi o mais incrível para mim, já que o VIPER teve a oportunidade de abrir os dois shows da turnê do 'Black Album' no Estádio do Palmeiras, em frente a mais de 20 mil pessoas por noite. Uma historinha rápida sobre esses shows: antes do primeiro show, no sábado, os caras do Metallica nos convidaram para ir ao camarim. Ficamos super ansiosos, antes de qualquer outra coisa, éramos muito fãs da banda. Ao entrar, ficamos impressionados com a disposição dos móveis, todos rodeados de cases. Sofás, poltronas, mesas, aparelhos de TV; tudo que havia no camarim do Metallica havia sido transportado dentro de cases, para que os roadies pudessem montar sempre o mesmo camarim, não importava o país em que estivessem.

Achei isso curioso, chamou a atenção. Outra coisa que chamou a atenção foi a comida: pilhas e pilhas de sanduíches do McDonald's. Acho que era uma tentativa de padronizar também a alimentação, uma vez que sanduíches do McDonald's são sempre iguais em qualquer lugar do mundo. E eles evitavam se preocupar com a origem dos alimentos, se estavam frescos ou não, etc. Conversamos um pouco e ganhamos camisetas e bonés do Metallica. Como na época não havia celular, não deu para tirar nenhuma selfie... a não ser aquelas que guardo na memória, em uma gaveta escondida em algum lugar querido do meu cérebro e muito especial.

Nossos shows foram incríveis, até porque o VIPER estava em alta na época, com clipes rolando na MTV o tempo inteiro. Há vídeos no YouTube desse show e dá para ver a empolgação do público, mesmo sabendo que tinham ido lá para ver o Metallica. Foi uma honra.

Apesar do carinho pelo Metallica, o Lolla é muito mais que isso. Além do tradicional e gigantesco parque de diversões para adultos, na mesma noite teremos ainda os punks do Rancid, Cage the Elephant, The XX...

Na noite seguinte, mais voltada para o pop, teremos um show que estou louco para ver: The Weeknd, uma banda de um homem só que tem uma pegada eletrônica e soul, mas com muita qualidade. Como é que dá para gostar de The Weeknd e Metallica ao mesmo tempo? Não sei, nunca pensei nisso.

O domingo está mais variado que o sábado, com um line-up mais legal, na minha opinião. Tem Duran Duran, os Beatles dos anos 1980, com o carismático e divertido Simon Le Bon à frente; tem Silversun Pickups, uma banda bem legal que vi no ano passado nos 25 anos do Lollapalooza, em Chicago; tem Two Door Cinema Club, um pop bem feito e ultra-melódico; e tem, claro, a chave de ouro para fechar o festival, com os nova-iorquinos do The Strokes. Yes!

É sempre uma maratona? É. A gente fica morto no final do festival? Fica. Mas na segunda-feira, dia seguinte dos shows, tenho certeza que a pergunta que eu mais vou ouvir entre meus amigos será "Quem será que vem para o Lolla 2018?"

Feliz Lollapalooza 2017!

Lolla 251 Metallica e The Strokes: Feliz Lollapalooza 2017!

Lolla 26 Metallica e The Strokes: Feliz Lollapalooza 2017!

 

Posts Relacionados