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Feliz Dia das Mães: Elas são a origem do mundo

 

john e yoko Feliz Dia das Mães: Elas são a origem do mundo

John & Yoko by Annie Leibovitz: Lennon compôs a inesquecível 'Mother' para sua mãe, Julia

Por mais que eu ache as tais ‘datas comemorativas’ uma invenção da indústria capitalista para vender mais, não arrisco a aparecer no almoço que estou fazendo aqui em casa para a minha mãe daqui a pouco sem um presentinho. Hoje é Dia das Mães, a data mais importante do ano (para elas e, por consequência, para a gente).

Sabe o que ela vai dizer quando chegar aqui? “Ah, não precisava, filhão!” Está aí uma mentira materna que a gente sempre perdoa (e nem temos outra opção). É claro que precisava, há semanas ela está esperando isso. Mas não precisa ser um presente caro, não: o que ela não perdoaria é se eu tivesse esquecido a data e ficasse de mãos abanando. Na-na-ni-nã-não!

Mãe é tudo igual, a gente costuma dizer, só muda o endereço. Permita-me discordar radicalmente: mãe é tudo igual, mas a minha é diferente. E aposto que você está pensando a mesma coisa sobre a sua.

Mãe é a pessoa com quem aprendemos o maior de todos os sentimentos: o amor. É claro que há o amor paterno, o amor fraternal entre irmãos. Mas não existe nada como o amor de mãe. Olhamos para elas e vemos um reflexo de nossas próprias vidas, uma espécie de personificação emocional da nossa origem. Se a gente sente carinho pelo país, cidade e bairro onde nascemos,   imagina a força da relação que temos com o lugar de onde realmente viemos: o ventre materno.

Sim, você olha para os lutadores de UFC, uns grandões com pinta de mau, e pensa: esses caras já foram bebezinhos nas barriguinhas das mamães (pode pensar, mas não vai falar isso para eles, por favor). Daí você olha  poderosos como a Bill Gates ou o Obama e pensa a mesma coisa; não importa se foi na África, na Europa ou no Pólo Norte: todo mundo veio do mesmo lugar: de uma mãe.

E é essa origem em comum que nos torna humanos. Viemos  do mesmo planeta, claro, mas antes disso viemos  do ventre de uma mãe que nos amou, nos nutriu e nos carregou  meses até nos dar à luz. E daí você vai chegar ao almoço no Dia das Mães sem  presentinho? “Ah, não precisava, filhão!” Precisava sim, mãe.

Feliz Dia das Mães para todo mundo... todo mundo, mesmo.

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Mavsa Resort: Um oásis familiar a 90 minutos de São Paulo

Mavsa 3p  Mavsa Resort: Um oásis familiar a 90 minutos de São Paulo

Mavsa Resort fica a apenas 90 minutos de São Paulo... mas parece que a gente está a anos-luz de distância

Paulistanos costumam ser definidos como seres que “não conseguem ver o horizonte”, que “vivem em uma selva de pedra” ou cujo trabalho excessivo “impede o convívio familiar”. Como bom paulistano, sou obrigado infelizmente a concordar com todas essas definições. Há, no entanto, um antídoto temporário para essa venenosa forma de vida. Basta pegar a rodovia Castelo Branco e dirigir cerca de 90 minutos até uma pequena cidade chamada Cesário Lange, onde se espalha sob o generoso céu azul um oásis de 720 mil metros quadrados que atende pelo exótico nome de Mavsa Resort.

Ao contrário do que muitos de seus hóspedes imaginam, ‘Mavsa’ não foi batizado em homenagem a algum deus indiano ou czar russo do século 19. O nome é formado pelas iniciais do dono, de sua esposa e de suas filhas, que por sinal trabalham com ele no negócio. A homenagem familiar no nome do resort dá uma dica sobre a atmosfera que os visitantes encontram quando chegam ao Mavsa: um paraíso para famílias.

Não me lembro de outro resort perto de São Paulo com uma infraestrutura tão boa para os casais que desejam curtir uns dias com os filhos. Não é um lugar para baladas, nem um destino para viajantes solitários. Digo isso não apenas por causa das divertidas piscinas com tobogã ou da programação mais radical como arvorismo, tirolesa e arco e flecha, mas principalmente por causa das atividades com monitores que encantam as crianças e permitem que os pais possam passar tranquilamente um bom tempo na piscina, relaxando e tomando uma cerveja gelada sem se preocuparem se os filhos estão ou não em boas mãos. Eles estão – como pude constatar pessoalmente.

Quanto vale o sossego dos pais, sabendo que seus filhos estão se divertindo em um ambiente incrível, com monitores simpáticos e várias crianças da mesma idade? Não arrisco um valor, mas posso dizer que é alto.

Em relação ao ‘horizonte’ que mencionei no início do texto, posso adiantar que o Mavsa também me impressionou positivamente nesse quesito. Além das piscinas e do grande lago, a paisagem onde descansam nossos olhos é formada por palmeiras e outras árvores enormes que eu não sei o nome, mas sei que emolduram a vista como gigantescas janelas feita de natureza. Enquanto as crianças estão correndo e se divertindo em algum lugar do resort, os pais ficam livres para ver o pôr do sol – algo que eu, como bom paulistano, tinha esquecido que era tão bonito.

Em relação às crianças, também vale lembrar que o Mavsa tem sempre uma programação especial para elas, de acordo com a época do ano. De 24 a 27 de março, por exemplo, é a vez da Páscoa, período em que serão organizadas oficinas de cup cake, uma fábrica de chocolates e a tradicional ‘caça aos ovos’ escondidos pelos jardins do resort.

Até a cerveja está incluída

O Mavsa funciona em um sistema All Inclusive, o que significa que todas as refeições estão incluídas no pacote – inclusive as bebidas alcoólicas. A comida é boa, o atendimento é excelente. Após a primeira noite, o chef já me chamava pelo nome – atitude que, como bom paulistano, confesso que achei estranho no início. Na segunda noite, embriagado pela paisagem e pela simpatia dos profissionais, abri a guarda e acabei a noite muito mais feliz.

Não pensei muito em trabalho quando estava lá, mas descobri também que o Mavsa é um local bastante apropriado para congressos e convenções, com toda a infraestrutura que esse tipo de encontro exige. Mas, na minha cabeça, o Mavsa é um local perfeito para uma viagem em família, pai, mãe e filhos. Sim, porque o preço para o casal dá direito a duas crianças de até 12 anos como cortesia no mesmo quarto dos pais. Isso também valoriza o local do ponto de vista do custo e benefício, porque, assim como a hospedagem, o All Inclusive também já prevê essas quatro pessoas em termos de alimentação e serviços.

Além do passeio de Banana Boat pelo lago, os únicos valores cobrados à parte são as massagens e serviços do Spa. Mas vale conhecer: nunca imaginei que uma massagista baixinha e magrinha poderia me virar do avesso. A impressão que me deu foi que a garota, apenas com a pressão de suas pequenas mãos, deixou na mesa do Spa uma parte da minha personalidade de paulistano. Mas quer saber? Ao pegar a estrada de volta para São Paulo eu não senti a menor saudade de quem eu era. Minha única dificuldade durante a viagem... foi voltar à realidade.

Piscinap  Mavsa Resort: Um oásis familiar a 90 minutos de São Paulo

Atrações para as crianças como o toboágua são os destaques do resort

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O equilíbrio entre os casais nasce de uma frágil tensão

beyonce O equilíbrio entre os casais nasce de uma frágil tensão

Beyoncé: Pelo jeito, seu casamento com Jay-Z enfrentou bem mais que uma 'frágil tensão' na última semana

No disco 'Sounds of the Universe', do sensacional Depeche Mode, há uma canção chamada 'Fragile Tension', que vai mais ou menos assim: "Uma frágil tensão nos mantém juntos / Pode até não durar para sempre, mas é incrível enquanto a vivemos."

A letra continua mais ou menos nessa linha, como se o cara estivesse conversando com a mulher sobre o relacionamento dos dois. E daí eu comecei a pensar: será que uma frágil tensão é mesmo necessária entre um casal? Será que um pouquinho de conflito é positivo, será que ajuda a manter acesa a chama da paixão?

Por favor esqueça a minha última frase, extremamente brega, mas acho que o Depeche Mode pode estar certo. É inevitável rolar uma briguinha do casal de vez em quando, não é? Nada muito forte, nada sério. Apenas algo como uma... frágil tensão.

Conheço casais que brigam o tempo inteiro e continuam juntos. Talvez sejam masoquistas; talvez tenham medo de se tornarem reféns da também inevitável apatia que toma conta das nossas vidas quando passamos muito tempo ao lado da mesma pessoa. Ou talvez sejam apenas um casal de chatos mesmo.

Por outro lado, acho bastante estranho quando ouço casais dizendo que nunca brigam. Sério, será que é possível viver com uma pessoa sem nenhuma desavença, os dois concordando com tudo o tempo inteiro? Ou talvez sejam apenas um casal de chatos mesmo.

Não teria muita inveja de casais apáticos, muito menos briguentos. Nem tanto ao sol nem tanto à lua. In Medio Stat Virtus (a virtude está no centro), já dizia Aristóteles.

Pensando bem, o relacionamento nada mais é do que um ajuste entre duas pessoas diferentes, entre dois pontos de vista diferentes, entre duas vidas diferentes. Graças ao amor, que funciona como uma espécie de cola espiritual, superamos essas diferenças e vivemos em paz, aceitando o outro como ele é, com seus defeitos e imperfeições.

Voltando ao que interessa, sim, aceitamos o outro como ele é, mas isso não significa que temos de concordar com tudo o que ele pensa. É importante manter algumas posições e opiniões justamente para não anular quem você é, para ser coerente com você mesmo. Lembre-se de que o outro também se apaixonou por você exatamente porque você era assim, do seu jeito.

Há uma frase que brinca com essa história de mudança da personalidade: a mulher se casa achando que vai mudar o homem; o homem se casa achando que a mulher não vai mudar. Como se vê, entre as duas ideias há uma… frágil tensão.

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Minha filha, minha amiga

ReiLeao Minha filha, minha amiga

Cena do musical 'O Rei Leão', em cartaz no Teatro Renault, em São Paulo. A foto é de João Caldas/T4F

Hakuna matata... Assisti ao musical “Rei Leão’ acompanhado por uma pessoa muito especial: minha filha Isabel, de 6 anos. Quando soube que o espetáculo começava às 21h, fiquei receoso porque pensei que ela poderia ter sono e passar metade da apresentação dormindo no meu colo, mas estava enganado: ela ficou acordada até o final, hipnotizada pelos holofotes e pela  incrível cenografia. O espetáculo é mesmo lindo.

Mesmo impressionado com tudo isso, sou obrigado a reconhecer que o fato mais emocionante da noite foi a descoberta que fiz: não sou mais apaixonado pela minha filha apenas porque ela é parte de mim, mas porque agora posso dizer que a considero também minha amiga.

Tenho orgulho de perceber que ela está se tornando uma pessoa mais especial a cada dia. Quando os filhos são muito novos, a ligação maior é mesmo com a mãe. Aos poucos , vão crescendo e viram pessoas com personalidade própria. E  passam a se relacionar de  maneira mais equilibrada em relação aos pais.  Não sei se é assim com todo mundo, mas estou adorando observar a pessoa em quem Bebel está se tornando: inteligente, sensível, divertida. As mesmas qualidades que  procuro nos meus amigos adultos. E é por isso que desde aquela noite ela é minha amiga.

Ir a um show com a Bebel, à noite, só nós dois, me despertou essa sensação. Conversamos sobre o espetáculo, fizemos comentários sobre os atores, as músicas. Comemos pipoca e demos risada. A história do Rei Leão é simples e complexa ao mesmo tempo, o que me deu a oportunidade de explicar a ela um pouco sobre a vida, os valores que eu considero importantes. E fui o cara mais feliz do mundo naquela noite, porque recebi de volta um olhar amoroso e interessado. Aqueles  olhos, que iluminam o meu coração todos os dias, me observavam acesos com a luz de quem começa a entender o mundo.

E eu a olhava de volta, feliz, completamente apaixonado. Meus  olhos estavam igualmente acesos, mas com uma luz um pouco diferente: a luz de quem descobriu uma nova e maravilhosa amizade.

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Não há nada mais fácil de entender

frankie y johnny2 Não há nada mais fácil de entender

'Frankie & Johnny': Filme com Michelle Pfeiffer e Al Pacino é de 1991, ano em que Rodrigo e Paola se conheceram

Virou moda dizer que ‘não existe amor em SP’ ou que no século 21 não há mais espaço para experiências sólidas e duradouras. Vivemos a estéril era do Facebook, época em que os relacionamentos reais parecem ter perdido a relevância. O que vale agora é ter o maior número de “amigos”, mesmo que essas amizades sejam apenas virtuais.

Pois eu me recuso a acreditar que o mundo agora é assim. Pode me chamar de ingênuo, idealista. A verdade é que tenho uma boa razão para acreditar que ainda existe gente que aposta no amor. Essa convicção vive comigo há  duas décadas.

No último dia 7, um casal de amigos celebrou 16 anos de casamento. Somando os cinco em que namoraram, dá 21 anos de amor ininterrupto e exemplar. Meus queridos  Paola e Rodrigo Cerveira são a prova viva de que, sim, é possível viver um relacionamento de verdade mesmo em meio ao nosso caótico dia a dia.

Eles brigam de vez em quando? Claro que sim – o contrário em um casamento tão longo é que seria esquisito. Mas o importante é o desejo que os dois têm de ficar juntos, de continuar escrevendo essa história frase a frase, capítulo a capítulo. Uma bela história escrita a quatro mãos. Ou seis, se você contar as duas mãozinhas lindas da GioGio, filha deles.

Você também deve conhecer casais assim, exemplos de relacionamentos bem-sucedidos. Pessoas que estabelecem, entre suas prioridades na vida, manter o casamento. Não pelas razões erradas, como comodidade, receio do futuro ou medo de perder status – desculpas que certamente seguram muitos casamentos por aí.

A razão, no caso da Paola e do Rodrigo, é bem mais simples: amor. E em relação ao amor, não há nada mais difícil de explicar e nada mais fácil de entender.

O escritor russo Tolstói disse que as famílias infelizes são infelizes cada uma à sua maneira, enquanto as famílias felizes são sempre iguais e felizes pelas mesmas razões. Não sei se  todas as famílias felizes são iguais. Mas se elas são, parabéns: conviver com uma família feliz de verdade, como eu tenho feito há 21 anos, dá uma esperança danada na humanidade.

 

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Dia dos Pais: Não estou nem aí para o presente

praia Dia dos Pais: Não estou nem aí para o presente

O presente não importa; o importante é a pessoa que dá

Hoje eu vou ganhar um belo presente, mas não será nada comparado ao motivo que me levou a ganhar um presente no dia de hoje. Deu para entender? Posso ganhar uma Ferrari, um iate ou um avião. Nada disso chegará aos pés da felicidade que senti quando me tornei pai, em 2006.

Amo tanto a minha filha que tenho até medo. Medo desse mundo louco, das coisas que a gente vê na TV, dos idiotas que podem entrar em um cinema e disparar contra o público de uma hora para a outra. Mas não adianta ter medo: temos filhos para o mundo, não para nós mesmos. Difícil aceitar? Claro que é. Mas garanto que quem sofre mais é justamente quem não consegue compreender isso.

No dia em que minha filha nasceu  estava tudo envolto numa aura de novidade, e cada detalhezinho do seu corpo era uma descoberta emocionante. Nunca imaginei que isso iria continuar aumentando a cada dia. Agora já conheço cada partezinha de seu corpo, e não é mais isso que me impressiona. Quer dizer, isso também, no sentido de que um pezinho que era pequeno e magrinho hoje é mais gordinho e , digamos, ‘apetitoso’. Ou a barriguinha, que fica mais gostosa a cada mordida que passa. Mas o que mais mexe comigo é descobrir que ela está se transformando numa pessoa, diferente de quem sou, diferente de quem a mãe dela é. Ela está começando a ser cada vez mais única, cada vez mais ela. E isso me impressiona todos os dias. Não sei se meu pai ainda sente  isso por mim, com toda essa intensidade... humildemente, adoraria saber que sim.

A grande verdade é que nessas datas  a gente fica preocupado em comprar o presente X ou Y, quando isso não tem a menor importância. Pelo menos para mim, nem lembro dos presentes que ganho. Agora, se você me perguntar o que  senti quando minha filha falou pela primeira vez “eu te amo você, papai”, pode ter certeza de que aquela memória volta ao meu coração e imediatamente escorre dos meus olhos. Posso parecer indelicado, mas não estou nem aí para o presente que vou ganhar hoje. O que importa é que ele seja entregue pela pessoa que eu mais amo no mundo.

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Na família, o que importa é o equilíbrio

 

grandefamilia Na família, o que importa é o equilíbrio

Grande Família: Não importa o formato da sua família, desde que exista equilíbrio

Podemos viver num mundo digital, num planeta pós-moderno ou em qualquer outra definição que você encontre para os dias de hoje. Mas não há dúvida de que uma coisa se manteve inalterada desde que o homem deixou de viver nas cavernas: a família ainda é a base da nossa sociedade e o principal alicerce das nossas relações humanas e afetivas.

Antes que você me acuse de guardião da caretice, deixe-me completar o raciocínio. É que eu acho que a família é a base de tudo, mas acredito que há, sim, influência desse mundo digital e cheio de modernidades.

Podia falar sobre o casamento gay, mas prefiro ir além. É claro que pessoas do mesmo sexo têm o direito de ficar juntas, não importa se você chama de casamento ou de união civil ou de qualquer outro nome. O importante é a questão legal de igualdade jurídica, o resto é discussão semântica.

Acho que o próprio conceito de família mudou. No início do século 20, uma família era composta por pai, mãe e filhos. E ai de quem fugisse disso. Na verdade, nem havia a possibilidade de fugir disso: a censura a famílias “diferentes” era tão grande que praticamente ninguém queria se arriscar a sair do formato tradicional. E os poucos loucos que se arriscavam entravam na lista de caça às bruxas.

Hoje as coisas são diferentes. Casais separam-se e os novos parceiros passam também a fazer parte da família. E quando têm filhos de casamentos anteriores, esses também passam a integrar a nova família. O mundo está mais complexo e precisamos encará-lo com a complexidade que ele exige.

O importante é manter uma boa relação com todos, ex, atuais, irmãos, meio-irmãos, padrastos, madrastas... Não é fácil, principalmente para a cabeça das crianças, mas infelizmente não temos outra opção a não ser seguir em frente e viver a vida da maneira que consideramos a mais correta possível. Em um ambiente de amor e afeto, tenho certeza de que as crianças entendem o esforço dos pais.

E há ainda os que querem ficar solteiros: eles também têm esse direito. Ninguém deve se sentir obrigado a ficar com alguém, só porque a família acha que ele deve ficar com alguém. Não devemos medir os outros por nossas próprias réguas, como se a verdade estivesse apenas do nosso lado. Não importa a configuração da família, o que vale é encontrar o equilíbrio: só assim é possível ser feliz.

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Papai, deixe a luz acesa

 

hellokitty Papai, deixe a luz acesa

 

Não basta ser pai: tem que contar historinha antes de dormir. Costumo fazer isso sempre que dá, mas de vez em quando sou envolvido por uma conversa muito mais interessante do que qualquer coisa já criada pelo Disney. Foi o que aconteceu  ontem, antes da Bebel finalmente cair no sono.

“Papai, deixa eu te perguntar uma coisa. Você sabia que  rato tem medo de gato?”

“Ah, é, minha filha?”

“É. E o gato tem medo do cachorro.”

“É mesmo? E o cachorro, filha, tem medo de quem?”, indaguei, curioso para seguir sua linha de raciocínio. Ela pensou um pouco e respondeu com um sorriso:

“Do dinossauro!”

Na próxima quarta-feira, a garota mais linda do mundo faz cinco anos. Por coincidência, claro, ela é a minha filha Isabel, mais conhecida como Bebel.

Alguns pais menos corujas podem até não conhecer direito seus filhos, mas eu tenho a exata dimensão de quem a minha filha é. Sei que ela pesa 20,1 quilos e mede 1,13 metro. Sei que ela gosta da Minnie e da Hello Kitty, tema da festa deste ano. Só não sei uma coisa: o que se passa dentro daquela cabecinha maravilhosa.

Digo isso porque não canso de me surpreender com o que ela anda dizendo ultimamente. Se você já conviveu com uma criança de cinco anos, deve saber exatamente sobre o que estou falando.

É fascinante vê-la crescer e aprender conceitos abstratos, como o amor e o tempo. Já tentou explicar a alguém o que significa ‘ontem, ‘amanhã’, ‘semana que vem’? Eu não tinha noção da complexidade dessas palavras até ter uma filha.

Também é incrível ver como ela incorpora esse aprendizado ao seu dia-a-dia. Um suco de laranja vira uma bebida ‘estupenda’, palavra ouvida cinco minutos antes em um desenho na TV; ‘papai, você é o amor da minha vida’, ela diz, me abraçando e repetindo como um espelho sonoro o que não canso de dizer a ela. Isso é que é amor de pai para a filha - e vice-versa.

Não preciso nem dizer que esses cinco anos passaram voando. Outro dia aquele bebê estava na maternidade, lutando contra a luz para manter os olhos abertos. E agora, ironicamente, ela pede que eu deixe uma lâmpada acesa porque  não gosta de dormir no quarto escuro. O tempo passa.

Feliz aniversário, Bebel.

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Um casamento em Las Vegas

elvis presley Um casamento em Las Vegas

Elvis não morreu? Claro que sim. Mas seus covers continuam celebrando o amor em Las Vegas

É interessante constatar na prática como algumas ideias que a gente dá à luz  na adolescência revelam-se bagagens  pessoais que nos acompanham a vida inteira.

Duas delas se mostraram verdadeiras no último fim de semana. A primeira vem de uma frase que sempre ouvi com indiferença, até que ela passou a significar algo para mim. “O segundo casamento é o triunfo da esperança sobre a experiência.” É um conceito que parece negativo, mas apenas inicialmente. Aos poucos, vi que é extremamente profundo e que representa algo que diz muito sobre nós mesmos.

Quando um casamento chega ao fim, prometemos internamente que nunca mais vamos repetir aquilo, que ficaremos sozinhos para sempre. Mas daí conhecemos alguém especial, com quem gostaríamos de compartilhar o dia a dia, as coisas boas e ruins, a vida. E se a experiência nos diz que um casamento pode acabar, a esperança nos ensina que viver é eternamente recomeçar. Os olhos se abrem toda vez que um dia começa. Nem por isso, deixamos de nos deitar à noite. Cada manhã é um renascimento, assim como cada relacionamento faz renascer o amor com espírito puro e renovado.

Foi isso que aconteceu no último fim de semana: me casei pela segunda vez. Não vou repetir que a esperança venceu a experiência. Até porque meu primeiro casamento foi  muito feliz e me deu a maior alegria da minha  vida, minha filha Isabel. Mas confesso que sempre tive, sim, uma esperança: a de que era possível construir um amor tranquilo, feliz. E para sempre.

A segunda ideia que nasceu em minha cabeça na adolescência é que o segundo casamento tem de ser bastante diferente do primeiro, a começar pela cerimônia. Isso eu também fiz questão de obedecer: enquanto meu primeiro casamento foi tradicional,  em São Paulo, no fim de semana passado, eu me casei em... Las Vegas. Em vez de um padre, quem celebrou a união foi um cover de Elvis Presley. Casamento e uma lua de mel ao mesmo tempo, uma correria. Mas divertidíssimo, claro.

Todo relacionamento é uma aposta, portanto, não há lugar melhor para se casar do que em Vegas. Uma aposta em nós mesmos, no amor, no futuro. E também no passado, que nos ensina com os erros e nos mostra que é possível acreditar em bagagens pessoais e ideias adolescentes.

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Como conquistar seu sogro

 

steve martin Como conquistar seu sogro

Steve Martin: No filme 'O Pai da Noiva', o ator faz o papel de um típico pai ciumento - exatamente como você vai ser se tiver uma filha

 

Chegou, enfim, o dia de você conhecer seu futuro sogro. Sim, porque mesmo que você nem sonhe em se casar com sua namorada, ele já é seu sogro.

Em primeiro lugar, não importa o que aconteça, não o chame de 'sogrão'. Homens têm pesadelos com esta palavra desde o momento em que descobrem que suas mulheres estão grávidas de meninas. Seu sogro sabia que um dia teria que encontrar gente como você, que invade a casa dele como quem não quer nada e vai roubando o que ele tem de mais precioso. Portanto, tenha humildade. Mas também não seja um cara tão humilde assim, senão elevai pensar que a filha está namorando um pé-rapado.

Uma boa dica é agir como se ele fosse o Sr. Myiagi e você, o Karate Kid. O pai dela é mais sábio, mais inteligente e mais velho. Você devia ouvi-lo e aprender com ele. Só não precisa ficar na ponta dos pés em cima de um tronco. Não pega muito bem.

Se ele te oferecer uma cerveja, aceite. Se ele te oferecer um whisky, aceite. Se ele te oferecer drogas, recuse. É apenas um teste para ele saber o tipo de gente que você é.

Aceite a bebida, mas em hipótese alguma fique bêbado na frente dele. Beba em pequenos goles, pois você está sendo observado. Seu futuro sogro pode virar uma garrafa de cachaça de um só gole, mas nunca aceitará que a filha dele namore um pinguço. E você também não pode demonstrar fraqueza: se ele insistir para encher seu copo, diga que não pode aceitar porque está dirigindo. Se você não tiver carro, diga que está dirigindo um... ônibus, sei lá.

Outro tema pelo qual você vai ser avaliado é seu conhecimento sobre futebol. Se você é um boleiro, fique tranquilo. Mas se você não sabe nem quantos jogadores tem um time, aqui vai um conselho: suspire e diga apenas que o Corinthians está uma merda. Se ele retrucar e disser que o Timão é o líder do campeonato, não perca a oportunidade: "é, mas aquela defesa precisa matar a gente do coração?" Se a conversa ficar muito técnica, concorde com a cabeça, mesmo quando as informações parecerem contraditórias. Lembre-se: futebol não tem lógica, é apenas um jogo aleatório em que qualquer um dos times pode ganhar qualquer jogo. Se a coisa ficar preta, pergunte onde é o banheiro.

Pronto. Você ganhou seu sogro. Um aperto de mão forte vai mostrar que você tem personalidade, mas também não precisa machucá-lo, quebrando a mão dele. É melhor levar a filha do sogrão para a cama do que ele para a cama... do hospital.

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