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Livro traz perfis das maiores musas da história do cinema

Brigitte Livro traz perfis das maiores musas da história do cinema

Para o autor do livro sobre as estrelas mais belas das telas', a atriz Brigitte Bardot foi a maior musa da história do cinema

O jornalista Adriano Coelho tem três paixões na vida: rock and roll, futebol e mulheres. Não necessariamente nessa ordem, mas também não necessariamente em outra. Na verdade, não tenho a menor ideia. Só sei que ele foi editor da revista Rock Brigade, organiza um futebol beneficente todo final de ano e escreveu um livro sobre as musas da história do cinema. Na entrevista a seguir, o jornalista fala apenas sobre uma de suas paixões: as mulheres, que renderam o livo 'Musas - O Momento das Mulheres Através do Cinema'.

Por que você decidiu escrever esse livro?

Adriano Coelho - Em 2002 eu estava fazendo um curso de web design, mas queria me dedicar a um tema diferente, já que minha imagem estava muito atrelada ao rock e o futebol. Naquele ano, a atriz Brigitte Bardot estava lançando sua biografia, então aproveitei a oportunidade para fazer uma homenagem às diversas divas do cinema. Escolhi 26 entre uma lista enorme, e mantive os textos em um blog durante um ano. No final desse período, editei os textos e acrescentei outros, e o livro acabou ficando com 62 musas

Quais seriam, na sua opinião, as Top 10 musas da história?

1. Brigitte Bardot

2. Marlyn Monroe

3. Audrey Hapburn

4. Rita Hayworth

5. Debra Paget

6. Anita Ekberg

7. Greta Garbo

8. Jayne Mansfield

9. Sophia Loren

10. Catherine Deneuve.

E entre as brasileiras?

A única grande musa mundial que chega perto do Brasil é a Carmen Miranda, que nasceu em Portugal, mas se considerava brasileira.

Qual é sua favorita?

Brigitte Bardot me encanta demais.

As mulheres do cinema eram mais bonitas no passado? Por quê?

Todas as gerações tiveram mulheres bonitas. Meu livro tem uma mulher que nasceu em 1885, outra que nasceu em 1946, ou seja, épocas diferentes. Mas acho que o período mais marcante do ponto de vista cultural da beleza feminina foi entre os anos 1930 e 1960, caindo um pouco com a liberação feminina no início dos anos 1970.

E se formos comparar as musas do cinema atual com as do passado?

Acho que antigamente elas eram mais vaidosas, mas também com uma necessidade e carência maior de aparecer. Em relação ao talento, sempre houve boas e más atrizes em todas as épocas.

 

musas Livro traz perfis das maiores musas da história do cinema

 

 

 

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‘Estranho Mundo Novo’: Novo single do PAD ganha clipe e festa de lançamento

 ‘Estranho Mundo Novo’: Novo single do PAD ganha clipe e festa de lançamento

O livro ‘Admirável Mundo Novo’, publicado pelo escritor britânico Aldous Huxley em 1932, é um retrato do pessimismo que dominava a época. Com a expansão dos governos totalitários e o nazismo ganhando força na Alemanha, só restava aos artistas alertar a sociedade por meio de cenários futuristas sombrios e torcer para que o cidadão comum entendesse os riscos que estava correndo. Foi o apogeu das obras de arte ‘distópicas’, verdadeiras utopias ao contrário. Em outras palavras, sonhos... do mal.

‘Admirável Mundo Novo’ fala de uma sociedade controlada pelo governo, onde a arte só existe para legitimar o regime ditatorial. Oitenta e cinco anos depois, podemos dizer que a profecia de Huxley se confirmou apenas parcialmente, talvez em lugares como a Coreia do Norte ou algumas ditaduras árabes.

Em relação à música, no entanto, a coisa fica mais complicada. Sim, a música acabou mesmo sendo usada para legitimar regimes, como aconteceu na Alemanha nazista, quando Hitler usou e abusou do fato de que a Filarmônica de Berlim era a melhor orquestra do planeta. Mas me parece que hoje a música se tornou muito mais uma forma de legitimar discursos egocêntricos e posições políticas, bem mais do que governos. Nesse mundo estranho em que vivemos, a música se tornou em muitos casos simplesmente um veículo para as celebridades exercerem a sua fama. Muitos artistas e bandas aparecem e desaparecem com a mesma velocidade-relâmpago, justamente porque a maioria não tem uma base musical sólida. O que vale é a imagem, a maneira como o artista se vende. Nesse sentido Aldous Huxley acertou: em vez de governos, o artista quer legitimar sua própria – e egocêntrica – existência.

É por tudo isso que acho uma bela surpresa ver ganhar destaque no Brasil uma banda que está mais preocupada com a música do que com outra coisa. Parece óbvio, mas basta ver os artistas que fazem sucesso em plataformas de streaming ou redes sociais para saber que não é tão óbvio assim. Ninguém está preocupado em fazer música boa. A maioria quer apenas ser famoso.

O PAD quer fazer música boa. É uma banda que tem não apenas grandes músicos, mas artistas com a coragem necessária para desafiar o mercado e fazer um som que andava meio esquecido por aqui: rock de verdade. Sim, saber tocar um instrumento é uma qualidade incrível. Mas quem vai perder tempo com isso, numa sociedade em que tudo passa tão rápido? No livro de Aldous Huxley, bastava uma pílula de ‘SOMA’ para se chegar à felicidade. Será que não tem algo assim na música? Uma pílula que você toma e sai tocando guitarra como Jimi Hendrix?

Não. Felizmente. Para tocar, ainda é preciso aprender um instrumento. Passar horas repetindo os mesmos acordes e escalas. Se dedicar, ensaiar muito. “Peraí, mas hoje em dia todo mundo faz dublagem ao vivo.” Bem, nem todo mundo.

O PAD está lançando seu segundo single, ‘Estranho Mundo Novo’, com letras inspirada no livro de Aldous Huxley, além de um clipe muito bacana dirigido por Eduardo Galeno. E o melhor é que dá para ver tudo isso ao vivo: o PAD armou uma festa para comemorar o lançamento. A banda só tem feras: Fábio Noogh (vocal), Marcos Kleine e Leandro Pit (guitarras), Will Oliveira (baixo), Rodrigo Simão (teclado) eThiago Biasoli (bateria). Quem conhece o meio musical sabe que esses músicos têm carreiras consolidadas, como Noogh, que já cantou com grandes nomes da música brasileira, e Marcos Kleine, guitarrista do Ultraje a Rigor e do programa do SBT ‘The Noite’, apresentado por Danilo Gentili. Por que se juntaram para formar o PAD? Porque com a banda eles têm a liberdade para compor e tocar o que vier à cabeça. Nesse caso, um rock direto, com vocais rasgados e potentes, além de guitarras no volume 20.

A letra de ‘Estranho Mundo Novo’ é uma crítica ao momento em que a gente vive: “Que estranho mundo novo / Esse que a gente vive / Cada vez mais julgamento / Cada vez mais sem limite”. Em outro trecho, levanta questões que fazem parte do nosso dia a dia: “Quem quer pagar pra ver? / Quem se importa? / Ou quem quer viver, sobreviver? / Nesse estranho mundo?

O clipe de ‘Estranho Mundo Novo’ foi dirigido por Eduardo Galeno, com direção de fotobgrafia de Angelo Pastorello. Quer ver o clipe e a banda ao vivo? Então nos vemos na festa de lançamento no Johnnie Wash, no dia 15 de dezembro. O mundo pode andar meio estranho hoje em dia, mas pelo menos ouvir música boa ao vivo e tomar cerveja gelada ainda não foi proibido.

PAD

Lançamento do clipe ‘Estranho Mundo Novo’

Festa

Johnnie Wash: R. Gomes de Carvalho, 815 - Vila Olimpia, São Paulo - SP
Dia 15 de dezembro. Abertura da casa às 19h e show às 23h59
Valor: R$ 45 (consumação com nome na lista)

Ficha técnica / Videoclipe 

Produtora: Monte Castelo Entretenimento www.montecastelo.art.br

Direção: Eduardo Galeno

Direção de fotografia: Angelo Pastorello

Assistente de direção: Ulisses Andreguetto

Câmera: Renan Pacheco e Eduardo Galeno

Produção Geral: Ulisses Andreguetto e Rodrigo Fontes

Direção de arte: Noogh

Edição e finalização: Eduardo Galeno

Color: Angelo Pastorello e Eduardo Galeno

Maquiagem: Samiris Lola

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Clube V.U. abre na Barra Funda com rock para adultos

 

Podia estar no East Village, em Nova York, ou em Kreuzberg, Berlim. Para a alegria dos paulistanos, no entanto, o Clube V.U. está na Barra Funda, centro de São Paulo.

Inaugurado há duas semanas, o clube batizado em homenagem ao Velvet Underground é um lugar para adultos. Ainda bem. Dá para ouvir boa música, tomar bons drinques, encontrar gente interessante. É uma casa noturna com jeitão de bar ou um bar com jeitão de casa noturna, o que você preferir. A carta é clássica, mas nada básica, com versões menos óbvias para drinques de sucesso.

As  referências a Nico e Lou Reed estão por toda a parte. A tipologia do cardápio e parte da identidade visual da casa foi criada por um dos meus designers brasileiros favoritos, o talentoso - e rock and roll - Gian Paolo La Barbera.

Programação

No mercado de bares, a noite de segunda geralmente é de descanso para os funcionários. No VU é onde eles vão para preparar drinks e se divertir. Na terça, projeção de filmes de diretores como Tarantino, Spielberg e Hitchcock, sem consumação ou entrada. As quintas são inspiradas nas transexuais cantadas por Lou Reed, como Candy Darling e Lady Godiva. As noites de sexta são ocupadas por rock lado B com Cláudio Medusa. E os sábados serão de indie rock, comandados pelo DJ Bispo. Escolha a noite que tem mais a ver com você e... nos vemos lá.

CLUBE V.U.

Rua Lavradio, 559, 01154-020, Barra Funda

Tel. 3661-2095

Segunda e terça: das 20h às 2h; entrada gratuita.

Quinta a sábado: das 22h às 5h; R$ 10 de entrada ou R$ 50 de consumação.

Quarta e domingo: fechado.

 

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7 mitos (ou verdades?) que você não sabia sobre cerveja

beer P 7 mitos (ou verdades?) que você não sabia sobre cerveja

Mito & Verdades: Tirando a limpo algumas histórias sobre cerveja

Já ouviu falar que existe cerveja feita de milho? E que a cerveja é a bebida que mais engorda? E aquele seu amigo, metido a esperto, que garante que a cerveja que se toma na cidade dele é melhor que a que você toma porque na região tem uma fábrica. Verdade ou mito?

Todo mundo adora dizer que entende de cerveja. Eu também. Mas às vezes a gente não sabe para quem perguntar, certo? Errado. Eu sei. Conversei com Luciano Horn, o mestre cervejeiro de Brahma, para tirar a limpo 7 mitos e verdades sobre a bebida favorita dos brasileiros.

 

Responda aqui e depois confira a resposta correta.

 

1. Chope e cerveja têm os mesmos ingredientes?  

(  ) MITO (  ) VERDADE

 

2. Cerveja de verdade só pode ter água, malte de cevada, lúpulo e levedura

(  )  MITO   (  )  VERDADE

 

3. O lúpulo, além de dar sabor, conserva a cerveja  

(  )  MITO   (  )  VERDADE

 

4. Uma cerveja que tem milho em sua composição é de menor qualidade  

(  )  MITO  (  )  VERDADE

 

5. A cerveja é uma das bebidas industrializadas com menos calorias

(  )  MITO   (  )   VERDADE

 

6. A qualidade da cerveja depende do seu estilo

(   )  MITO   (  )  VERDADE

 

7. O armazenamento e o transporte interferem na qualidade da cerveja

(  )   MITO   (  )  VERDADE

 

 

Já respondeu? Agora, com a palavra, o mestre e as respostas corretas:

 

1. Chope e cerveja têm os mesmos ingredientes?

VERDADE!

Os ingredientes são os mesmos. A diferença é que a cerveja passa pelo processo de pasteurização, um tratamento térmico que garante maior prazo de validade ao produto. Já o chope, por sua vez, não passa pelo mesmo processo e, por isso, tem um prazo de validade menor.

 

2. Cerveja de verdade é água, malte de cevada, lúpulo e levedura

MITO!

Essa história tem origem na “Lei da Pureza Alemã”, a Reinheitsgebot, instituída em 1516 na Bavária e que limitava os ingredientes permitidos na produção da cerveja. A lei foi constituída em um período bem específico da história e que não pode mais ser reproduzido hoje em dia. Isso tanto é verdade que ela já foi remodelada e hoje permite outros ingredientes, como trigo e açúcar de cana. Grandes cervejarias em todo o mundo utilizam outras fontes de carboidrato na produção e até o açúcar, diretamente. As escolas inglesa e belga sempre adicionaram outros ingredientes à cerveja como forma de torná-la mais complexa. No Brasil, não é diferente.

 

3. O lúpulo, além de dar sabor, conserva a cerveja

VERDADE!

A função do lúpulo vai muito além de garantir o amargor da cerveja. Ele é um dos principais ingredientes de todas as cervejas e um poderoso conservante natural que ajuda a preservar a essência da bebida.

 

4. Uma cerveja que tem milho em sua composição é de menor qualidade

MITO!

O papel do milho na cerveja é, basicamente, fornecer açúcares fermentáveis e tornar a cerveja mais leve. Afinal, o milho é um cereal de baixo teor proteico, o que garante uma cerveja mais refrescante e ideal para ser consumida em países de forte calor, como no Brasil. Os cervejeiros produziam a bebida com o cereal mais encontrado em cada região. Como o milho é o cereal mais cultivado no mundo, ganhou as receitas pelos quatro cantos do planeta.

 

5. A cerveja é uma das bebidas industrializadas com menos calorias

VERDADE!

Se comparada com o vinho ou até mesmo o suco de laranja, a cerveja possui menor valor calórico. Um copo de cerveja tem em média 120 calorias, já a mesma quantidade de vinho apresenta 240 calorias.

 

6. A qualidade da cerveja depende do seu estilo   

MITO!

Os estilos de cerveja refletem o modo de fazer a cerveja, os diferentes ingredientes usados em diversas regiões do mundo e até as condições climáticas locais. Por exemplo, as Weiss, mais encorpadas, nasceram na Alemanha, enquanto a Pilsen se difundiu no Brasil por ser uma cerveja mais leve, cristalina e refrescante, adequada ao nosso clima. Há cervejas boas em todos os estilos.

 

7. O transporte e o armazenamento interferem na qualidade da cerveja

VERDADE!

As alterações de temperatura durante o transporte e o armazenamento alteram o sabor e o aroma da cerveja. Por isso, procure guardá-la em locais arejados, frescos e que não bata sol. Armazene as garrafas em pé e cheque a data de produção: cerveja é como verdura, quanto mais fresca, melhor.

Luciano Horn Mestre cervejeirop 7 mitos (ou verdades?) que você não sabia sobre cerveja

Você também estaria sorrindo se fosse o Luciano Horn, mestre cervejeiro de uma das maiores cervejarias do mundo

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Uma noite de arte, design, gastronomia… e Stella Artois

StellaArtoiscoletivo Uma noite de arte, design, gastronomia... e Stella Artois

O Coletivo Stella Artois divulga os artistas e o cardápio para as baladas de hoje e amanhã - já o lugar, só descobre quem compra o ingresso

"Fidelio."

Saber a senha era a única maneira do Dr. Bill Hartford entrar na perturbadora festa armada por Stanley Kubrick em 'De Olhos Bem Fechados'. Mas não é apenas no mundo de Kubrick que acontecem eventos secretos: hoje e amanhã haverá em São Paulo uma festa onde os convidados, pelo menos até agora, não sabem sequer onde vai ser. Em vez das cenas proibidas do filme, no entanto, aqui a noite será de gastronomia, cerveja e interessantes experiências artísticas.

Serão duas noites do Coletivo Stella Artois, um evento que promete unir no mesmo local exposições fotográficas, design, gastronomia... e Stella Artois, claro. A balada híbrida vai reunir artistas e convidados em uma noite temperada pelas obras dos artistas gráficos Filipe Filippo, Pedro Nekoi e Anna Mascarenhas, e pelos sabores do cardápio do chef Raphael Despirite.

O mais interessante é que até agora o local escolhido para a festa é secreto – e será divulgado apenas para quem comprar o ingresso. Segundo a organização do Coletivo, no entanto, as pessoas vão se surpreender positivamente - o lugar foi descrito como "icônico" pela organização.

O ingresso dá direito a consumo livre de Stella Artois e das opções do cardápio, além de toda a programação musical e do acesso às instalações dos artistas.

Dos mesmos criadores do “Fechado Para Jantar”, o Coletivo Stella Artois transporta o público para uma noite de imersão na arte, repleta de histórias para contar. Junto às mostras, haverá também apresentação musical dos DJs Pedro Bertho e Pedro Noronha. A curadoria é de Hui Jin Park. “O prazer da apreciação nasce incorporada a essa edição do Coletivo, que convida as pessoas a expandirem suas percepções e dimensões de prazer”, diz a curadora.

Coletivo Stella Artois

Dias 1 e 2 de setembro, das 22h às 2h30
Ingressos: R$ 190
Open bar (chope e cerveja Stella Artois) e open food
Local: Secreto. O endereço será enviado junto com a confirmação da compra do ingresso.
Classificação: 18 anos

Artistas

Filipi Filippo

Artista gráfico, fotógrafo e designer gráfico. A sua busca não é sobre o significado das formas, mas sobre a transformação delas no mundo. A partir dessa pesquisa, sua mão rompe as formas em uma tentativa natural de transcender a uniformidade.

Pedro Nekoi

Formado em design gráfico, trabalha com arte digital, principalmente colagem digital. Transforma sua arte produzida digitalmente em impressos como zines, posteres, tecidos e estampas. Seus trabalhos permeiam o universo da moda, arquitetura e tecnologia, mesclado à influência pop japonesa com cores e informações saturadas.

Anna Mascarenhas

Fotógrafa Anna Mascarenhas é formada em comunicação e trabalha com fotografia contemporânea explorando principalmente a revelação analógica. Com trabalhos expostos por publicações como VICE e Dazed & Confused, Anna desenvolve novas linguagens de retratos e cenas do cotidiano através de um olhar estético único e inusitado.

Raphael Despirite (Fechado para jantar)

Raphael é chef de cozinha e transforma a gastronomia na melhor e mais simples forma de diversão, como um fio condutor para experiências incríveis. Ele é sócio da Casa Rauric, organizadora do evento ao lado da Stella Artois e idealizadora do projeto Fechado Para Jantar, em que o cozinheiro prepara refeições em espaços inusitados.

Curadoria: Hui Jin Park (Hashi)

Hashi é formada em Comunicação Social pela ESPM e tem mestrado em Design Studies – Applied Imagination for Creative Industries pela Central Saint Martins, na Inglaterra. Acaba de retornar da Coreia do Sul após uma temporada com a iris-Cheil Worldwide. Atua como consultora estratégica antecipando tendências e estéticas comportamentais e redesenhando culturas organizacionais.

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Grandes chefs juntos no ‘mesmo restaurante’: festival é o Rock in Rio da gastronomia brasileira

 

Taste2016 Grandes chefs juntos no mesmo restaurante: festival é o Rock in Rio da gastronomia brasileira

Taste of São Paulo: Edição do evento em 2016 reuniu mais de 15 mil pessoas e os restaurantes mais famosos da cidade no Clube Hipico de Santo Amaro

Feche os olhos e imagine um gigantesco restaurante ao ar livre, com vinte cozinhas funcionando ao mesmo tempo. Agora pense que por trás de cada uma está um grande chef brasileiro e sua equipe, oferecendo pratos incríveis a preços muito abaixo do que você vai encontrar 'na vida real'. E se, além dos chefs e seus famosos restaurantes, o local também abrigasse aulas, degustações e uma super variedade de produtos premium? Tudo isso regado a drinks e bebidas dos maiores produtores e importadores do país?

Já sei, você vai dizer que eu já bebi muito vinho e estou viajando. Nada disso. A segunda edição do Taste of São Paulo, que acontece entre os dias 24 e 27 de agosto, vai transformar o Clube Hípico de Santo Amaro nesse enorme restaurante dos sonhos. Um lugar que, até o ano passado, só existia no exterior. Mas se em 2016 o evento recebeu mais de 15 mil pessoas, a previsão para este ano é que o Taste of São Paulo seja ainda maior: mais restaurantes, mais atrações, mais público. Com tantas estrelas, dá para dizer que o Taste é uma espécie de Rock in Rio da gastronomia brasileira.

Os 30 principais restaurantes e bares da cidade

Estarão no evento os 30 principais restaurantes e bares da cidade. Quem comparecer vai assistir a uma verdadeira imersão no universo gastronômico e uma lista de dar água na boca: o ibérico Adega Santiago; a Bráz Trattoria, com os restaurantes Bráz e Bráz Elettrica; o Bar da Dona Onça e a Casa do Porco, reunidos em um só espaço; o Grupo Fasano, com os restaurantes Fasano, a Trattoria e o Bistrot Parigi; o Fechado para Jantar; o bistrô Le Jazz, junto com seu bar Petit, o brasileiro Mocotó; as carnes do NB Steak; a cozinha asiática do Tian e os drinques do bar Astor.

Outros grandes nomes da gastronomia paulistana também fazem sua estreia no evento como o Grupo D.O.M, com pratos do Dalva e Dito, Mercadinho Dalva e Dito e Açougue Central; o japonês Aizomê; o restaurante Arábia; o Buzina (com pratos novos); o Eataly, com receitas de seus vários restaurantes; o Jiquitaia (reforçado pelo novíssimo Vista); a Itália moderna do Nino Cucina e do Peppino; o brasileiríssimo Tordesilhas; o bistrô brasileiro TonTon e o bar Veloso, com caipirinhas. Os chefs estarão presentes, preparando e servindo suas criações e interagindo com o público.

Os restaurantes estão presentes no Taste of São Paulo em versões “pop-up” em instalações profissionais, o que possibilita a reprodução de pratos com a mesma qualidade encontrada nos restaurantes. Cada estabelecimento apresenta quatro pratos, sendo três deles parte de seu cardápio e um prato concebido exclusivamente para o evento. As porções custam de R$ 15 a R$ 30 e tem entre 100g e 120g, de modo que o visitante possa experimentar vários pratos em uma sessão de almoço (12h às 16h30) ou jantar (19h às 23h30) – uma pessoa consome em torno de cinco pratos.

O melhor do universo gastronômico

A curadoria do festival é assinada pelo consultor gastronômico Luiz Américo Camargo, crítico respeitado entre os chefs e autor do livro 'Pão Nosso', uma espécie de bíblia para os amantes dos pães artesanais. “Aprofundamos a proposta de proporcionar ao público um excelente entretenimento gastronômico: a melhor comida, a melhor bebida, aulas informativas e muito agradáveis. Reunimos um número maior de bares e restaurantes – sempre os principais em suas categorias –, buscando recriar a diversidade de São Paulo, só que num único espaço”, explica o curador. “Nesse momento, em que tanto se fala de confrontos, de polarizações, em que tanto se pensa em muros e fronteiras, acreditamos que podemos reunir todo mundo em torno da gastronomia. Comendo e bebendo bem, celebrando pratos, sem conflitos, sem importar se você gosta de carne, de comida brasileira, ou oriental: no Taste, a gente se diverte em harmonia”.

Para tornar a experiência ainda mais completa no universo gastronômico, os visitantes poderão inscrever-se em palestras e aulas ministradas por grandes chefs. O público ainda poderá participar de degustações de cervejas e vinhos, na Adega Taste. Todas as atividades terão vagas limitadas, com inscrição prévia. Os visitantes encontrarão um mercado com produtos premium como temperos, alimentos, bebidas e utensílios. Entre os expositores, nomes como BR Spices, Bombay, Pirineus, Cogushi, Basbuxca, Vecchio Cancian e Mustachio.

Festival acontece em 21 países

O Taste Festival é fenômeno entre os eventos gastronômicos em todo mundo. Realizado em 21 países, com a participação de mais de 100 dos melhores chefs de cozinha, conquista foodies em todos os lugares. A primeira edição na América Latina foi o Taste of São Paulo, em 2016. “No ano passado o Taste já foi um sucesso de público. 16 mil pessoas passaram pelo evento. Este ano nós estamos aumentando o espaço do evento dentro do Clube Hípico de Santo Amaro, o número de cozinhas, restaurantes e expositores. Outra novidade é que o público vai poder curtir ainda mais o evento, ao som das atrações musicais que estamos fechando. São Paulo merecia um evento como este, que já acontece em Paris, Londres, Toronto e outras tantas cidades do mundo”, diz Francisco Mattos, responsável pelo Taste of São Paulo na IMM, empresa que realiza o evento no Brasil.

Olha o balanço do Taste of São Paulo 2016:

  • 16 mil público total
  • 100 mil pratos de comida
  • 60 chefs participantes
  • 75 horas-aula
  • 750 kg carne de porco da Casa do Porco
  • 15,2 mil dadinhos de tapioca da Esquina Mocotó
  • 6 mil croquetes de jamón da Adega Santiago
  • 1,2 mil coquetéis do bar Astor
  • 2 mil porções de tiramisù do Fasano
  • 2,5 mil vidrinhos de tempero da BR Spices
  • 3,6 mil arancini da Bráz Trattoria
  • 80 mil pratos e talheres compostáveis

Para ingressos para o festival 2017 a R$ 60 a sessão (almoço ou o jantar) clique aqui.

Taste of São Paulo

Data: 24 a 27 de agosto de 2017
Horários: Almoço (12h às 16h30) ou jantar (19h às 23h30)
Local: Clube Hípico de Santo Amaro
R. Visconde de Taunay, 508 - Vila Cruzeiro, São Paulo – SP

O Taste of São Paulo tem o banco Santander como patrocinador máster, patrocínio do Mastercard Black, Get Net, Zurich Santander, Audi e Latam e apoio do Azeite Andorinha, Estácio, Águas São Lourenço, Granado e Nespresso.

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Brasil é campeão da Copa do Mundo de… cerveja

cerveja Brasil é campeão da Copa do Mundo de... cerveja

Atenção, produção do evento World Beer Awards: Se quiserem me convidar para a próxima edição, estamos aí

Nossos craques fizeram feio na última Copa do Mundo de futebol, mas pelo menos nossa seleção de mestres-cervejeiros vai muito bem, obrigado. Há alguns dias a Ambev levou o título de cervejaria mais premiada do mundo no World Beer Awards, uma espécie de Copa do Mundo das cervejas realizada na Inglaterra: foram 25 troféus, cinco a mais do que no evento de 2016.

As cervejas premiadas na degustação às cegas foram da Bohemia, Wäls e Colorado, essas duas últimas cervejas artesanais - um segmento que a Ambev passou a investir pesado em 2015, comprando várias marcas. O que levou as cervejas brasileiras a ganhar o prêmio inglês? Criatividade. Com receitas originais e ingredientes diferentes (graviola, trigo, milho, entre outros), a Ambev levou a melhor entre as cervejarias de 35 países. Depois do futebol-arte, podemos dizer que somos o país da cerveja-arte.

Quando vi a notícia sobre esse título brasileiro, me veio à cabeça a variedade de cervejas que temos à disposição hoje em dia. Até há algum tempo, você chegava no bar e pedia uma cerveja. Quando o garçom perguntava 'qual?', invariavelmente a resposta era sempre a mesma: "a mais gelada". Hoje há dezenas de respostas possíveis, a maioria delas sem qualquer relação com a temperatura da bebida.

Pensei então que, como a diversidade está na moda, podemos aplicá-la também à cerveja. Muita gente conhece harmonização de vinho com comida, mas também é possível – e delicioso – harmonizar a comida com a cerveja. Como cada situação pede um tipo de cerveja, segue aqui algumas sugestões de harmonização:

Feijoada

Feijoada com cerveja é quase pleonasmo: existem poucas coisas tão brasileiras. A pedida natural seria uma cerveja Pilsen, mas há opções que também combinam muito e vai deixar a feijoada diferente: a Colorado tem uma linha com ingredientes bem originais, como os rótulos Murica (com graviola), Eugênia (com uvaia) e Nassau (com caju).

Churrasco

Churrasco e cerveja combinam mais do que arroz e feijão. Aqui também é mais comum curtir uma Pilsen,  bem gelada, mas quem preferir um sabor mais encorpado pode experimentar rótulos como Aura Lager e 838 Pale Ale, ambos da Bohemia. As duas possuem em sua composição maltes caramelados e lúpulos que acrescentam o amargor necessário para equilibrar uma bela picanha.

Hambúrguer

Uma das muitas coisas fantásticas a respeito da cerveja é a flexibilidade das suas regras de harmonização. Você pode casar sabores semelhantes ou sabores completamente opostos. Pode também basear a combinação no equilíbrio da intensidade dos sabores. Alguns pares, entretanto, existem porque são tradicionais – e nenhum sommelier vai dizer que estão errados. Ostras com stout, por exemplo, é uma dupla apreciada há muito tempo nas ilhas britânicas. É a lógica da cerveja local: você chega em um país e procura seguir os hábitos dos nativos. Hambúrguer é uma comida que define com perfeição o estilo de vida americano. Então, por que não escolher uma cerveja americana para acompanhar? Vá de Goose Island (tanto a IPA quanto a Honkers Ale caem muito bem) ou, para ser ainda mais clássico, de Budweiser.

Encontro romântico

Sair com quem a gente ama, luz baixa, um jazzinho rolando... Muita gente gosta de celebrar uma ocasião assim com champagne, mas há uma boa opção para quem prefere cerveja: a bière brut, estilo feito à imagem e semelhança do champanhe. Refermentada na garrafa e maturada em adega, ela possui sabor delicado e até a perlage – aquelas bolhinhas finas – característica dos melhores vinhos espumantes. Uma sugestão: a Wäls Brut, produzida aqui no Brasil.

Piquenique

Estique a toalha, tire o sapato e pise na grama: nada melhor para um piquenique do que uma cerveja leve e fresca. Quando o sol voltar, convide aquela pessoa especial para um piquenique e abra uma witbier. Seus aromas vegetais – de frutas cítricos e especiarias – combinam perfeitamente com uma tarde ensolarada. Abra uma Hoegaarden - sua única preocupação será evitar as formigas.

Ocasião formal

Pedido de casamento, primeiro encontro com os sogros, fechamento de um negócio importante... Nada como quebrar o gelo com uma cerveja à altura da ocasião. A Bohemia Reserva, uma barley wine densa e encorpada, já impressiona com seu estojo de madeira e a garrafa numerada. Depois de alguns goles, você terá a certeza de que tudo vai dar certo.

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Dia dos Pais: A paternidade é um aprendizado que nunca termina

Chap F baby Dia dos Pais: A paternidade é um aprendizado que nunca termina

O bobão da esquerda dando risada sou eu. O bonitão da direita é o jornalista Adones de Oliveira

Quem acompanha esse blog sabe que não sou muito fã das datas criadas por marqueteiros apenas para aquecer o comércio. De dez anos para cá, no entanto, uma dessas datas passou a ser bastante apreciada pela minha família, mais especificamente… por mim. É que há dez anos eu me tornei pai, e desde então tenho achado a ideia da criação de um dia para nós simplesmente genial.

Pensei em brincar no parágrafo acima e dizer que ‘há dez anos me formei no curso e ganhei um diploma de pai’, mas daí achei que seria uma bobagem. Primeiro, porque dizer que ser pai é um ‘curso’ significaria que alguém que sabe mais ensina a quem sabe menos, e isso é uma verdade relativa quando se fala sobre a paternidade. Ninguém sabe mais ou menos, todo mundo sabe igual. Há excelentes ‘recém-pais’, assim como há péssimos ‘pais experientes’. Ser pai não é algo que alguém te ensina. Ou melhor, o único que te ensina a ser um bom pai é o seu próprio filho. Ponto.

Ser pai também não é um curso em que a gente se forma porque é uma matéria em que a gente só deixa de aprender no momento em que o coração para de bater. Como o meu anda batendo (e cada vez mais forte, graças a Darwin), ainda espero continuar a aprender as lições da minha filha durante um bom tempo.

Quando me tornei pai, há dez distantes anos, descobri que essa atividade tem um quesito que é puramente semântico. Uma questão de sufixo, para ser mais exato. Você passa de ‘egoísta’ (que quer tudo só para você) para ‘egocêntrico’ (que acha que o mundo precisa de outros ‘vocês’). Ser pai é querer viver para sempre.

Sou a prova disso: acabei virando um ‘mini-meu-pai’. Ainda mais quando vejo fotos antigas, onde a semelhança física está cada vez maior. Profissionalmente também estou ficando parecido: meu pai era jornalista e foi um prestigiado crítico musical. O que eu virei? Jornalista e músico. E olha que na minha infância eu nem sabia quem era Freud.

Uma das minhas memórias mais fortes é a do meu pai ouvindo o disco ‘Abbey Road’, dos Beatles. E eu via aquelas pilhas e pilhas de livros sem saber direito porque ele precisava de tantos, já que Monteiro Lobato era o suficiente para saciar toda a minha precoce ânsia literária. Agora eu entendo de onde vem meu eterno problema de espaço nas prateleiras.

Dia dos Pais é bastante feliz para quem tem filhos, mas é sempre um pouco melancólico para quem já não tem o pai entre nós. O meu se foi em 2014, e desde então o Dia dos Pais parece incompleto. Como se uma parte do meu coração batesse mais devagar que o resto. Saudades que só se curam um pouco quando a gente olha para a filha e confia que está fazendo a coisa certa. Ainda tenho muito que aprender sobre a paternidade, mas uma coisa eu já descobri desde o dia em que minha filha nasceu: eu quero ser um pai como o meu.

Feliz Dia dos Pais para todos nós.

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47: Reflexões sobre o passado e um olhar para o futuro

FM Paris 47: Reflexões sobre o passado e um olhar para o futuro

A vida só anda para a frente, mas é bom olhar para trás de vez em quando para lembrar disso

Há inúmeras diferenças entre artistas e filósofos, mas talvez a maior delas seja a capacidade que os artistas têm de transformar conceitos complexos em palavras simples, enquanto filósofos tendem a formular pensamentos igualmente intrincados em teorias belas, porém inacessíveis ao grande público.

Há mais mistérios entre o céu e o mar do que imagina a nossa vã filosofia, e um desses mistérios diz respeito a alguém pensando nas diferenças entre artistas e filósofos enquanto lá fora brilha uma ensolarada tarde de sábado. Não há algum mérito intelectual para quem faz isso, é apenas umas das quase inevitáveis e naturais reflexões que invadem o coração de um homem que acaba de comemorar seu aniversário de 47 anos.

Em momentos de transição como esse, várias ideias nos provocam flashbacks. Uma recorrente é a famosa frase de John Lennon. “Vida é aquilo que acontece enquanto fazemos planos para o futuro.” Difícil encontrar uma ideia mais profunda sobre a nossa existência, porque quando chegamos ao núcleo mais essencial detectamos que a vida é isso aí: uma sucessão de dias e noites que passam enquanto a gente tenta em vão descobrir com precisão o que o futuro nos reserva.

Não há dúvidas de que somos agentes de nosso próprio destino, nem que a vida também inclui outras coisas além de esperar o que vem pela frente. Afinal, mudanças radicais podem e surgem no nosso caminho com certa frequência, mudando tudo de novo e de novo e de novo. Mas as verdadeiras revoluções são construídas no dia a dia, principalmente no nosso modo de viver.

Nada mais insano do que fazer sempre a mesma coisa e esperar que um dia o resultado seja diferente. A frase é tão boa que costuma ser atribuída a Einstein ou algum outro pensador genial. Mas é verdade: fazemos coisas que gostamos de fazer, mas também fazemos coisas que temos a obrigação de fazer mesmo sem gostar. Achar o equilíbrio entre esses compromissos é um desafio a ser vencido, dia após dia.

A frase de John Lennon é boa não apenas porque ela faz muito sentido, mas porque ela faz mais sentido a cada ano que passa. A vida não é uma viagem para algum lugar dos sonhos, onde o objetivo final é chegar ao destino. O sentido da vida está na viagem em si, na maneira como vivemos essa jornada, até porque ela nos levará, sem exceções, ao mesmo e inevitável destino final.

Somos fruto da maneira que vivemos, das coisas em que acreditamos e nas opções que fazemos ao longo dessa jornada. É isso que nos torna tão únicos: o caminho que escolhemos para nós mesmos. Quer pegar a direita aqui? O caminho vai chegar em um determinado lugar. Prefere pegar a esquerda? Então saiba que a estrada leva para outro destino. O importante é escolher a estrada mais honesta para quem somos, o caminho que proporcionará a viagem mais verdadeira.

Fazer 47 anos é uma coisa meio sem graça. Não é uma daquelas idades marcantes, como 40 ou 50, em que realmente fazemos um balanço de quem somos. Mas é uma idade que permite uma boa visão do que passou e uma expectativa bastante pragmática do que virá.

Há alguns meses viajei ao Rio de Janeiro para receber um prêmio. Meu último livro, ‘Um Lugar Chamado Aqui’, havia sido escolhido o Melhor Livro para Jovem de 2016 pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, o que me deixou muito feliz. Quando cheguei lá e vi a dimensão do evento, foi que me dei conta de que aquele prêmio era realmente uma grande honra. Vi dezenas, centenas de lançamentos para jovens, muitas publicações incríveis. E meu livro, em parceria com o ilustrador Daniel Kondo, havia sido escolhido como ‘o melhor’.

O que faz um livro ser ‘melhor’ que outro? O que havia de tão interessante naquela história a ponto de os jurados dizerem que era o ‘melhor livro para jovens’ que havia sido publicado em 2016? Não sei dizer. Não é falsa humildade, não. Realmente não sei dizer. Porque, no fundo, a gente nunca sabe de onde vêm as histórias. Ou as ideias. Há elementos que nos inspiram, mas nunca sabemos exatamente como essas sinapses se formam no cérebro, gerando o que a gente se acostumou a chamar de histórias ou ideias. E o caminho que essas ideias fazem, desde o momento em que nascem, também é um mistério para mim.

Outro dia, comentando sobre o prêmio para um amigo meu, ouvi a pergunta: “e o livro, está dando dinheiro?” A pergunta foi bastante informal, ele não estava querendo saber valores ou detalhes dos números das vendas. Mas essa pergunta tão óbvia para alguém que não trabalha com histórias ou ideias me fez pensar. Não na resposta, mas em que eu sou.

Me fez pensar porque, apesar de toda a sua obviedade financeira, não era a pergunta que eu faria. Não era nem sequer algo que passou pela minha cabeça. O que eu estava interessado em comentar era a história que eu havia contado no livro, ou o porquê do livro ter sido premiado. Mas meu amigo, uma pessoa mais voltada para outros aspectos mais específicos da realidade, havia se interessado pelo eventual lucro resultante das suas vendas.

É claro que eu quero que o livro dê dinheiro. Não sou um ser de outro planeta que renega a importância do dinheiro, muito pelo contrário. Mas esse episódio me despertou para uma característica da minha personalidade que eu não costumo pensar: o valor que dou para o aspecto criativo da vida e para as coisas que julgo realmente importantes. Não do ponto de vista prático, das contas que temos que pagar ou dos objetos que gostamos de comprar. Percebi que as coisas que eu realmente dou valor não podem ser compradas. Elas não tem sequer valor material. Ao constatar isso, surpreendentemente, fiquei feliz por ser quem eu sou.

Isso não chega a ser exatamente uma novidade para mim. Mas em tempos de reflexão, provavelmente graças ao aniversário, essa ideia ganha força. E se torna um elemento a mais de autoconhecimento. O que vou fazer com essa informação, no entanto, eu não tenho a menor ideia.

Fiz muitas opções ao longo desses 47 anos. Muitas erradas, outras tantas, felizmente, corretas. Mas foram todas as melhores escolhas que pude fazer nas determinadas ocasiões em que as fiz, de acordo com a minha personalidade e com quem eu sou. Outra pessoa teria feito outras escolhas? Sim, é por isso que as outras pessoas são as outras pessoas e eu sou eu. Sou eu que faço minhas escolhas, para o bem e para o mal. E me sinto responsável por todas elas, para o bem e para o mal. E será assim até o momento em que eu não possa mais fazer escolhas, para o bem e para o mal. É isso que faz os homens e mulheres livres. Belos e livres.

Não desprezo os erros ao longo dessa jornada, pelo contrário, procuro aprender com eles. Enfim, o importante é reconhecê-los. E, mesmo lembrando de vários erros que cometi, posso dizer que sou um homem feliz. Sou feliz porque sempre fui honesto comigo mesmo, aos meus valores, à vida que estou construindo há 47 anos. Vejo uma coerência que me deixa leve. Deito a cabeça no travesseiro e durmo tranquilo.

Tenho uma carreira profissional, publiquei livros, lancei álbuns, fiz shows. Escrevi muito, pretendo escrever muito mais. Vivo para expressar meus pontos de vista profissionalmente e criativamente da melhor maneira possível. Tenho uma filha linda, a luz da minha vida. Tenho uma família e amigos que moram no meu coração. Meu pai se foi, mas minha mãe está aqui, linda e forte. Não tenho inimigos, não guardo ódio de ninguém. Não tenho nada a reclamar. A vida está passando enquanto faço planos para o futuro e não vejo nenhum problema com isso.

"Seja sempre um homem de bem", escreveu minha avó em um bilhete que li no avião quando viajei para morar nos Estados Unidos, aos 16 anos. Chorei muito naquele momento e continuo chorando até hoje quando me lembro dele. Por saudades dela, mas também porque o meu maior desejo é que minha filha também me ache 'um homem de bem'. O ciclo da vida se repete, por meio dos valores que passamos em família. É uma puta responsabilidade.

Para finalizar essa reflexão, queria voltar novamente à metáfora da vida como viagem onde o destino não é importante, mas a jornada em si. Enquanto vejo um lindo percurso pela frente, tenho orgulho de olhar para trás e ver que todo esse caminho percorrido também está repleto de belas paisagens. O que mais um cara de 47 anos pode desejar?

 

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Dia da Cerveja: Finalmente uma data que me representa

Bohemia 8383 Dia da Cerveja: Finalmente uma data que me representa

Gosta de cerveja? Então você não pode perder o evento que valoriza a nossa querida Cultura de Boteco 

Digamos que seja apenas uma coincidência. Ou talvez as forças da natureza conspirem para que o universo seja regido por alguma ordem superior em meio a tanto caos. Não sei se a resposta é aleatória ou se existe alguma lógica nesse mundo. Só sei que o Dia Internacional da Cerveja cai no meu aniversário.

Nada melhor do que comemorar um aniversário com cerveja, mas também nada mais adequado à minha vida do que celebrar a data com muita música. Como não sou obrigado a escolher entre uma coisa e outra, muito pelo contrário, vou fazer um show hoje à noite, meu aniversário, no evento Cultura de Boteco.

Organizado pelo meu brother Miguel Icassatti e sua Sociedade Paulista da Cultura de Boteco, essa festa que celebrará a diversidade das cervejas contará com 8 bares clássicos e vai apresentar uma bela variedade de estilos e sabores nos dias 4 e 5 de agosto em São Paulo.  Além dos petiscos, haverá harmonização de rótulos de cerveja, palestras e diferentes atrações musicais ao vivo.

O evento tem como parceiro a Ambev, orgulho nacional por ser simplesmente a maior cervejaria do mundo. Hoje o happy hour acontece das 18h às 22h; amanhã, sábado, começa ao meio-dia e vai até às 10 da noite, com uma programação especialmente dedicada aos Beer Lovers.

A beer somellière Beatriz Ruiz e o mestre-cervejeiro Luciano Horn vão bater papo com o público sobre estilos de cerveja, a ocasião correta para beber cada um deles e a grande variedade de ingredientes que podem ser usados. As palestras acontecem durante a tarde de sábado (veja programação abaixo).

Entre os Botecos da Velha Guarda, estão confirmadas as presenças da Academia da Gula e do Pira Grill. A essa nata da gastronomia paulistana juntam-se o Veloso, o Jiló do Periquito e o Rota do Acarajé. Do interior, vêm a Linguiçaria Real Bragança, de Bragança Paulista, e a cantina Piovanelli, de São Roque. Já do litoral, está confirmada a presença do Taioba. Todos os petiscos e receitas estarão à venda por valores entre R$ 5 e R$ 20.

A entrada ao evento custará R$ 10,00 e poderá ser adquirida aqui ou na Unibes Cultural, na hora

Confira o cardápio do Cultura de Boteco - Dia Internacional da Cerveja:

Academia da Gula: bolinho de bacalhau, pastel de bacalhau de carne e de queijo, doces portugueses

Jiló do Periquito: carne louca na cerveja e croquete de carne

Linguiçaria Real Bragança: tradicional lanche de linguiça de Bragança

Pira Grill: polenta cremosa com ragu de costela, dadinhos de tapioca, bolinho de feijoada, brigadeiro

Piovanelli: sanduíche de porchetta romana

Rota do Acarajé: acarajé de mão recheado com vatapá e camarão seco defumado, bolo de manteiga de garrafa

Veloso: coxinha

Taioba: bolinho de taioba

 

Cultura de Boteco – Edição Dia Internacional da Cerveja

Local: Unibes Cultural – Rua Oscar Freire, 2500, ao lado do metrô Sumaré (linha verde)

Sexta, 4 de agosto, das 18h às 22h

Sábado, 5 de agosto, das 12h às 22h.

Entrada R$ 10,00 (www.sympla.com.br ou na Unibes Cultural)

 

Sexta, 4 de agosto:

20h: Acústico do projeto FM Solo, do guitarrista Felipe Machado (Viper)

Sábado, 5 de agosto:

* 14h: Beer class com Beatriz Ruiz, beer sommelière, que apresenta um GUIA RÁPIDO PARA ESCOLHER UMA CERVEJA A DEPENDER DA OCASIÃO

* 15h: Show de Juliano Juba, do bar Traço de União (samba rock)

* 16h: Beer talk com o mestre-cervejeiro Luciano Horn, que explica TUDO O QUE VOCÊ SEMPRE QUIS SABER SOBRE CERVEJA

* 17h: Show da banda Electric Pepper (blues, soul, Motown, classic rock)

*19h: Banda Zebra (Indie Rock)

 

 

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