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‘Estranho Mundo Novo’: Novo single do PAD ganha clipe e festa de lançamento

 ‘Estranho Mundo Novo’: Novo single do PAD ganha clipe e festa de lançamento

O livro ‘Admirável Mundo Novo’, publicado pelo escritor britânico Aldous Huxley em 1932, é um retrato do pessimismo que dominava a época. Com a expansão dos governos totalitários e o nazismo ganhando força na Alemanha, só restava aos artistas alertar a sociedade por meio de cenários futuristas sombrios e torcer para que o cidadão comum entendesse os riscos que estava correndo. Foi o apogeu das obras de arte ‘distópicas’, verdadeiras utopias ao contrário. Em outras palavras, sonhos... do mal.

‘Admirável Mundo Novo’ fala de uma sociedade controlada pelo governo, onde a arte só existe para legitimar o regime ditatorial. Oitenta e cinco anos depois, podemos dizer que a profecia de Huxley se confirmou apenas parcialmente, talvez em lugares como a Coreia do Norte ou algumas ditaduras árabes.

Em relação à música, no entanto, a coisa fica mais complicada. Sim, a música acabou mesmo sendo usada para legitimar regimes, como aconteceu na Alemanha nazista, quando Hitler usou e abusou do fato de que a Filarmônica de Berlim era a melhor orquestra do planeta. Mas me parece que hoje a música se tornou muito mais uma forma de legitimar discursos egocêntricos e posições políticas, bem mais do que governos. Nesse mundo estranho em que vivemos, a música se tornou em muitos casos simplesmente um veículo para as celebridades exercerem a sua fama. Muitos artistas e bandas aparecem e desaparecem com a mesma velocidade-relâmpago, justamente porque a maioria não tem uma base musical sólida. O que vale é a imagem, a maneira como o artista se vende. Nesse sentido Aldous Huxley acertou: em vez de governos, o artista quer legitimar sua própria – e egocêntrica – existência.

É por tudo isso que acho uma bela surpresa ver ganhar destaque no Brasil uma banda que está mais preocupada com a música do que com outra coisa. Parece óbvio, mas basta ver os artistas que fazem sucesso em plataformas de streaming ou redes sociais para saber que não é tão óbvio assim. Ninguém está preocupado em fazer música boa. A maioria quer apenas ser famoso.

O PAD quer fazer música boa. É uma banda que tem não apenas grandes músicos, mas artistas com a coragem necessária para desafiar o mercado e fazer um som que andava meio esquecido por aqui: rock de verdade. Sim, saber tocar um instrumento é uma qualidade incrível. Mas quem vai perder tempo com isso, numa sociedade em que tudo passa tão rápido? No livro de Aldous Huxley, bastava uma pílula de ‘SOMA’ para se chegar à felicidade. Será que não tem algo assim na música? Uma pílula que você toma e sai tocando guitarra como Jimi Hendrix?

Não. Felizmente. Para tocar, ainda é preciso aprender um instrumento. Passar horas repetindo os mesmos acordes e escalas. Se dedicar, ensaiar muito. “Peraí, mas hoje em dia todo mundo faz dublagem ao vivo.” Bem, nem todo mundo.

O PAD está lançando seu segundo single, ‘Estranho Mundo Novo’, com letras inspirada no livro de Aldous Huxley, além de um clipe muito bacana dirigido por Eduardo Galeno. E o melhor é que dá para ver tudo isso ao vivo: o PAD armou uma festa para comemorar o lançamento. A banda só tem feras: Fábio Noogh (vocal), Marcos Kleine e Leandro Pit (guitarras), Will Oliveira (baixo), Rodrigo Simão (teclado) eThiago Biasoli (bateria). Quem conhece o meio musical sabe que esses músicos têm carreiras consolidadas, como Noogh, que já cantou com grandes nomes da música brasileira, e Marcos Kleine, guitarrista do Ultraje a Rigor e do programa do SBT ‘The Noite’, apresentado por Danilo Gentili. Por que se juntaram para formar o PAD? Porque com a banda eles têm a liberdade para compor e tocar o que vier à cabeça. Nesse caso, um rock direto, com vocais rasgados e potentes, além de guitarras no volume 20.

A letra de ‘Estranho Mundo Novo’ é uma crítica ao momento em que a gente vive: “Que estranho mundo novo / Esse que a gente vive / Cada vez mais julgamento / Cada vez mais sem limite”. Em outro trecho, levanta questões que fazem parte do nosso dia a dia: “Quem quer pagar pra ver? / Quem se importa? / Ou quem quer viver, sobreviver? / Nesse estranho mundo?

O clipe de ‘Estranho Mundo Novo’ foi dirigido por Eduardo Galeno, com direção de fotobgrafia de Angelo Pastorello. Quer ver o clipe e a banda ao vivo? Então nos vemos na festa de lançamento no Johnnie Wash, no dia 15 de dezembro. O mundo pode andar meio estranho hoje em dia, mas pelo menos ouvir música boa ao vivo e tomar cerveja gelada ainda não foi proibido.

PAD

Lançamento do clipe ‘Estranho Mundo Novo’

Festa

Johnnie Wash: R. Gomes de Carvalho, 815 - Vila Olimpia, São Paulo - SP
Dia 15 de dezembro. Abertura da casa às 19h e show às 23h59
Valor: R$ 45 (consumação com nome na lista)

Ficha técnica / Videoclipe 

Produtora: Monte Castelo Entretenimento www.montecastelo.art.br

Direção: Eduardo Galeno

Direção de fotografia: Angelo Pastorello

Assistente de direção: Ulisses Andreguetto

Câmera: Renan Pacheco e Eduardo Galeno

Produção Geral: Ulisses Andreguetto e Rodrigo Fontes

Direção de arte: Noogh

Edição e finalização: Eduardo Galeno

Color: Angelo Pastorello e Eduardo Galeno

Maquiagem: Samiris Lola

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Uma noite de arte, design, gastronomia… e Stella Artois

StellaArtoiscoletivo Uma noite de arte, design, gastronomia... e Stella Artois

O Coletivo Stella Artois divulga os artistas e o cardápio para as baladas de hoje e amanhã - já o lugar, só descobre quem compra o ingresso

"Fidelio."

Saber a senha era a única maneira do Dr. Bill Hartford entrar na perturbadora festa armada por Stanley Kubrick em 'De Olhos Bem Fechados'. Mas não é apenas no mundo de Kubrick que acontecem eventos secretos: hoje e amanhã haverá em São Paulo uma festa onde os convidados, pelo menos até agora, não sabem sequer onde vai ser. Em vez das cenas proibidas do filme, no entanto, aqui a noite será de gastronomia, cerveja e interessantes experiências artísticas.

Serão duas noites do Coletivo Stella Artois, um evento que promete unir no mesmo local exposições fotográficas, design, gastronomia... e Stella Artois, claro. A balada híbrida vai reunir artistas e convidados em uma noite temperada pelas obras dos artistas gráficos Filipe Filippo, Pedro Nekoi e Anna Mascarenhas, e pelos sabores do cardápio do chef Raphael Despirite.

O mais interessante é que até agora o local escolhido para a festa é secreto – e será divulgado apenas para quem comprar o ingresso. Segundo a organização do Coletivo, no entanto, as pessoas vão se surpreender positivamente - o lugar foi descrito como "icônico" pela organização.

O ingresso dá direito a consumo livre de Stella Artois e das opções do cardápio, além de toda a programação musical e do acesso às instalações dos artistas.

Dos mesmos criadores do “Fechado Para Jantar”, o Coletivo Stella Artois transporta o público para uma noite de imersão na arte, repleta de histórias para contar. Junto às mostras, haverá também apresentação musical dos DJs Pedro Bertho e Pedro Noronha. A curadoria é de Hui Jin Park. “O prazer da apreciação nasce incorporada a essa edição do Coletivo, que convida as pessoas a expandirem suas percepções e dimensões de prazer”, diz a curadora.

Coletivo Stella Artois

Dias 1 e 2 de setembro, das 22h às 2h30
Ingressos: R$ 190
Open bar (chope e cerveja Stella Artois) e open food
Local: Secreto. O endereço será enviado junto com a confirmação da compra do ingresso.
Classificação: 18 anos

Artistas

Filipi Filippo

Artista gráfico, fotógrafo e designer gráfico. A sua busca não é sobre o significado das formas, mas sobre a transformação delas no mundo. A partir dessa pesquisa, sua mão rompe as formas em uma tentativa natural de transcender a uniformidade.

Pedro Nekoi

Formado em design gráfico, trabalha com arte digital, principalmente colagem digital. Transforma sua arte produzida digitalmente em impressos como zines, posteres, tecidos e estampas. Seus trabalhos permeiam o universo da moda, arquitetura e tecnologia, mesclado à influência pop japonesa com cores e informações saturadas.

Anna Mascarenhas

Fotógrafa Anna Mascarenhas é formada em comunicação e trabalha com fotografia contemporânea explorando principalmente a revelação analógica. Com trabalhos expostos por publicações como VICE e Dazed & Confused, Anna desenvolve novas linguagens de retratos e cenas do cotidiano através de um olhar estético único e inusitado.

Raphael Despirite (Fechado para jantar)

Raphael é chef de cozinha e transforma a gastronomia na melhor e mais simples forma de diversão, como um fio condutor para experiências incríveis. Ele é sócio da Casa Rauric, organizadora do evento ao lado da Stella Artois e idealizadora do projeto Fechado Para Jantar, em que o cozinheiro prepara refeições em espaços inusitados.

Curadoria: Hui Jin Park (Hashi)

Hashi é formada em Comunicação Social pela ESPM e tem mestrado em Design Studies – Applied Imagination for Creative Industries pela Central Saint Martins, na Inglaterra. Acaba de retornar da Coreia do Sul após uma temporada com a iris-Cheil Worldwide. Atua como consultora estratégica antecipando tendências e estéticas comportamentais e redesenhando culturas organizacionais.

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Dia da Cerveja: Finalmente uma data que me representa

Bohemia 8383 Dia da Cerveja: Finalmente uma data que me representa

Gosta de cerveja? Então você não pode perder o evento que valoriza a nossa querida Cultura de Boteco 

Digamos que seja apenas uma coincidência. Ou talvez as forças da natureza conspirem para que o universo seja regido por alguma ordem superior em meio a tanto caos. Não sei se a resposta é aleatória ou se existe alguma lógica nesse mundo. Só sei que o Dia Internacional da Cerveja cai no meu aniversário.

Nada melhor do que comemorar um aniversário com cerveja, mas também nada mais adequado à minha vida do que celebrar a data com muita música. Como não sou obrigado a escolher entre uma coisa e outra, muito pelo contrário, vou fazer um show hoje à noite, meu aniversário, no evento Cultura de Boteco.

Organizado pelo meu brother Miguel Icassatti e sua Sociedade Paulista da Cultura de Boteco, essa festa que celebrará a diversidade das cervejas contará com 8 bares clássicos e vai apresentar uma bela variedade de estilos e sabores nos dias 4 e 5 de agosto em São Paulo.  Além dos petiscos, haverá harmonização de rótulos de cerveja, palestras e diferentes atrações musicais ao vivo.

O evento tem como parceiro a Ambev, orgulho nacional por ser simplesmente a maior cervejaria do mundo. Hoje o happy hour acontece das 18h às 22h; amanhã, sábado, começa ao meio-dia e vai até às 10 da noite, com uma programação especialmente dedicada aos Beer Lovers.

A beer somellière Beatriz Ruiz e o mestre-cervejeiro Luciano Horn vão bater papo com o público sobre estilos de cerveja, a ocasião correta para beber cada um deles e a grande variedade de ingredientes que podem ser usados. As palestras acontecem durante a tarde de sábado (veja programação abaixo).

Entre os Botecos da Velha Guarda, estão confirmadas as presenças da Academia da Gula e do Pira Grill. A essa nata da gastronomia paulistana juntam-se o Veloso, o Jiló do Periquito e o Rota do Acarajé. Do interior, vêm a Linguiçaria Real Bragança, de Bragança Paulista, e a cantina Piovanelli, de São Roque. Já do litoral, está confirmada a presença do Taioba. Todos os petiscos e receitas estarão à venda por valores entre R$ 5 e R$ 20.

A entrada ao evento custará R$ 10,00 e poderá ser adquirida aqui ou na Unibes Cultural, na hora

Confira o cardápio do Cultura de Boteco - Dia Internacional da Cerveja:

Academia da Gula: bolinho de bacalhau, pastel de bacalhau de carne e de queijo, doces portugueses

Jiló do Periquito: carne louca na cerveja e croquete de carne

Linguiçaria Real Bragança: tradicional lanche de linguiça de Bragança

Pira Grill: polenta cremosa com ragu de costela, dadinhos de tapioca, bolinho de feijoada, brigadeiro

Piovanelli: sanduíche de porchetta romana

Rota do Acarajé: acarajé de mão recheado com vatapá e camarão seco defumado, bolo de manteiga de garrafa

Veloso: coxinha

Taioba: bolinho de taioba

 

Cultura de Boteco – Edição Dia Internacional da Cerveja

Local: Unibes Cultural – Rua Oscar Freire, 2500, ao lado do metrô Sumaré (linha verde)

Sexta, 4 de agosto, das 18h às 22h

Sábado, 5 de agosto, das 12h às 22h.

Entrada R$ 10,00 (www.sympla.com.br ou na Unibes Cultural)

 

Sexta, 4 de agosto:

20h: Acústico do projeto FM Solo, do guitarrista Felipe Machado (Viper)

Sábado, 5 de agosto:

* 14h: Beer class com Beatriz Ruiz, beer sommelière, que apresenta um GUIA RÁPIDO PARA ESCOLHER UMA CERVEJA A DEPENDER DA OCASIÃO

* 15h: Show de Juliano Juba, do bar Traço de União (samba rock)

* 16h: Beer talk com o mestre-cervejeiro Luciano Horn, que explica TUDO O QUE VOCÊ SEMPRE QUIS SABER SOBRE CERVEJA

* 17h: Show da banda Electric Pepper (blues, soul, Motown, classic rock)

*19h: Banda Zebra (Indie Rock)

 

 

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ROKS lança versão de ‘Mentiras’ com participação do Titã Sérgio Britto

ROKSp ROKS lança versão de Mentiras com participação do Titã Sérgio Britto

ROKS: Ivan Sader (voz), Fred Gonçalves (guitarra) e Rodrigo Thurler (bateria)

Outro dia estava ouvindo a 89 FM quando tocou um som bem legal, mas que não reconheci imediatamente a autoria. Tinha a certeza de que já havia ouvido aquilo, ou pelo menos essa foi a impressão que deu inicialmente. A letra parecia familiar, mas o arranjo era totalmente diferente do original. Ao final da música, fiquei feliz quando descobri que era a nova música da ROKS,  banda de um cara que conheço e admiro há um bom tempo. A música era 'Mentiras', uma versão dos Titãs com participação do Sérgio Britto, e o cara era o Ivan Sader.

Conheço o Ivan há tanto tempo que não vou nem lembrar aqui para não ter que contar a nossa idade. (Se bem que a dele até daria para contar, já que é muito menor que a minha). Ivan já tocou com vários artistas nacionais e eu não o encontrava nos bastidores do rock and roll há algum tempo. De repente, no último sábado, acabei tendo a oportunidade de ouvir a ROKS ao vivo em um evento fechado onde eles tocaram vários sons, alguns inclusive com participações de nomes como Dinho Ouro Preto e Supla nos vocais.

A banda ROKS está oficialmente na estrada desde julho de 2015. Formada por Ivan Sader (voz), Fred Gonçalves (guitarra) e Rodrigo Thurler (bateria), apesar do pouco tempo juntos, os caras já fizeram shows por muitos estados brasileiros tocando com grandes nomes da música nacional e ainda realizaram turnês nos Estados Unidos e Argentina.

Ivan me contou que a ROKS está em processo de gravação. Serão oito músicas, seis autorais e duas versões. Uma de 'Mentiras' e a outra de 'Hoje eu quero sair só', do Lenine. Enquanto o álbum completo não chega, ainda este ano, você pode curtir o som dos caras aqui: Turn on the ROKS!

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Grandes guitarristas do Brasil e EUA são destaque no Samsung Blues Festival 2017

Igor Prado Grandes guitarristas do Brasil e EUA são destaque no Samsung Blues Festival 2017

O guitarrista paulistano Igor Prado abre o Samsung Blues Festival na próxima quinta-feira: primeiro lugar nas paradas de blues dos Estados Unidos 

Semana de festa para os fãs de blues: começa na próxima quinta-feira o Samsung Blues Festival, evento que reúne artistas brasileiros e atrações internacionais e já entrou para o calendário da cidade como um dos mais importantes do estilo. O grande destaque deste ano é a presença de grandes guitarristas do gênero - entre eles, um brasileiro que surpreendentemente vem se destacando no cenário mundial, acostumado ser dominado por artistas norte-americanos.

Serão três dias de shows no Teatro Opus, no Shopping Villa Lobos, em São Paulo. Na quinta-feira, 1 de junho, sobe ao palco o guitarrista brasileiro Igor Prado, indicado ao prêmio Blues Music Award, e Sonny Landrethconsiderado por Eric Clapton um dos melhores guitarristas do mundo. Igor, nascido em São Caetano do Sul, quase realizou um milagre ao atingir o primeiro lugar das paradas norte-americanas de blues com o álbum 'Way Down South', em 2015. Sua gravadora norte-americana, Delta Groove, informa que o Igor é o primeiro sul-americano a chegar no número 1 do ranking nos EUA. Sua carreira no exterior se consolidou ainda mais no ano passado, quando foi indicado ao prêmio 37th Memphis Blues Awards 2016, o 'Oscar' do blues.

No dia seguinte, sexta-feira, 2 de junho, é a vez dos mestres cariocas do blues, Blues Etílicos, e a talentosa guitarrista internacional: Malina Moye, que conquistou um feito inédito ao emplacar uma música nas paradas em três categorias diferentes: R&B, Hip-Hop e Top 100. Para fechar o Samsung Blues Festival, no dia 3 haverá shows da banda brasileira Hammond Grooves, cuja sonoridade mistura jazz e funk com aquele som típico dos órgãos Hammond, e um dos artistas mais premiados da atualidade, o guitarrista Albert Cummings.

O Samsung Blues Festival já trouxe ao país nomes como Jimmie Vaughan, George Benson e Ben Harper, entre outros. O evento é um projeto  da plataforma Samsung Conecta, que oferece ao público experiências de conexão e entretenimento nas áreas de música e esporte, duas paixões dos brasileiros. Os ingressos estão à venda no site www.bluesfest.com.br.

 

SAMSUNG BLUES FESTIVAL

1º de junho: Sonny Landreth e Igor Prado

2 de junho: Malina Moye e Blues Etílicos

3 de junho: Albert Cummings e Hammond Grooves

Local: Teatro Opus – Av. das Nações Unidas, 4777 (Shopping Villa Lobos – terraço)

Horário: 21h.

 

 

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Prepare-se para curtir os clássicos do Dire Straits ao vivo… mais uma vez

Dire Straits Legacyp Prepare se para curtir os clássicos do Dire Straits ao vivo... mais uma vez

Dire Straits Legacy: Ex-integrantes e estrelas do rock fazem homenagem ao repertório da banda com bênção de Mark Knopfler

É impressionante como o nome ‘Dire Straits’ ainda exerce um fascínio no público em todo o mundo, mesmo 25 anos depois da última turnê da banda. Foi para saciar o desejo dos fãs que ex-integrantes e músicos de prestígio internacional se reuniram, com a anuência do mestre Mark Knopfler, para formar o Dire Straits Legacy. Muito mais que uma homenagem, uma forma de reviver no palco o repertório imortal que inclui clássicos como ‘Sultans of Swing’, ‘So Far Away’, ‘Money for Nothing’ e muitas outras.

À frente da direção musical do Dire Straits Legacy, o guitarrista e vocalista Phil Palmer é um velho conhecido do público brasileiro. Já esteve no país algumas vezes, sendo que a mais marcante foi ao lado de outro mestre da guitarra, Eric Clapton, em 1991. No ano passado esteve aqui como guitarrista do cantor Eros Ramazzotti, com quem toca desde que se mudou para a Itália, há alguns anos.

Segundo Palmer, a ideia de tocar ao vivo o repertório do Dire Straits surgiu em 2013 em conversa com o guitarrista Marco Caviglia, que teve a ideia de montar a banda ao saber que Mark Knopfler havia aposentado o material do Dire Straits e decidido tocar nos shows apenas as canções de seus álbuns solo. “Essa banda é uma homenagem feita com muito respeito ao repertório e ao espírito do Dire Straits”, afirma Palmer. “As canções são poderosas e atraem um público de várias gerações, inclusive quem nunca teve a oportunidade de ver o Dire Straits ao vivo.”

O Dire Straits fez sua última turnê, On Every Street, entre 1991 e 1992, mas como o mundo segue pedindo pelo Dire Straits, a Dire Straits Legacy se reuniu para trazer o som ao vivo de volta para os fãs. Na formação, ex-integrantes e músicos de renome internacional: Phil Palmer (voz e guitarra), Danny Cummings (percussão e vocais, tocou com o Dire Straits de 1990 a 1992 e foi baterista na carreira solo de Mark Knopfler), Jack Sonni, Mel Collins (saxofone, entrou para o Dire Straits em 1982 e tocou nos álbuns e nas turnês Love Over Gold e Twisting by the Pool), Marco Caviglia (voz e guitarra), Primiano DiBiase (teclados), Mike Feat (baixo, tocou com Mark Knopfler em sua carreira solo), Alan Clark (piano e teclados, entrou para o Dire Straits em 1980), e Andy Treacey (bateria).

Phil Palmer começou a carreira como músico de estúdio em 1970 na Inglaterra, o que basicamente significa que ele já tocou com os maiores artistas da história do rock. Foram mais de 400 álbuns, muitos deles considerados clássicos atemporais. Entre os vários álbuns que tocou, Palmer gosta de lembrar de um especialmente importante: ‘The Idiot’, álbum de estreia de Iggy Pop em 1977 com a colaboração de David Bowie. Palmer começou a tocar guitarra ao conviver com os tios, Ray e Dave Davies, da banda The Kinks. Perguntei a ele seus cinco guitarristas favoritos.

Top 5 Guitarristas - por Phil Palmer

  1. Eric Clapton
  2. Walter Becker (Steely Dan)
  3. Frank Zappa
  4. Jeff Beck
  5. David Gilmour

DIRE STRAITS LEGACY

SÃO PAULO
Data: 04/05/2017 – Quinta-Feira
Local: Espaço das Américas

PORTO ALEGRE
Data:
 05/05/2017 – Sexta-feira
Local: Auditório Araújo Viana

FLORIANÓPOLIS
Data:
 06/05/2017 - Sábado
Local: P12

VITÓRIA
Data:
 11/05/2017 – Quinta-feira
Local: Arena Vitória

SALVADOR
Data:
 12/05/2017 – Sexta-feira
Local: Arena Fonte Nova

RECIFE
Data:
 13/05/2017
Local: Classic Hall

 

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O som ultra-violento do Korn chega ao Brasil

 

Korn OGP O som ultra violento do Korn chega ao Brasil

Korn: Uma das bandas mais pesadas do mundo faz shows em São Paulo, Curitiba e Porto Alegre

A primeira vez que eu vi o Korn ao vivo foi no Lollapalooza de Nova York, em 1997. Apesar do som ultra-violento, achei curioso porque a banda não tinha uma atitude, digamos, parecida com outras bandas de ‘heavy metal’. Seu público, na maioria, não era composto por headbangers, no sentido literal do termo. Pareciam mais fãs de música eletrônica ou rappers do que gente que iria a um show do Metallica.

Vi novamente o Korn em 2008, quando eles abriram para Ozzy Osbourne em São Paulo. Algumas coisas me chamaram a atenção, como a cabeça aberta do baixista Fieldy (quando o entrevistei, ele me disse que o U2 era a sua banda favorita, o que parece inusitado para quem faz um som tão pesado). Outra coisa que me chamou a atenção foi a tatuagem com a sigla HIV no braço do vocalista Jonathan Davis. Achei isso estranho, até que descobri que HIV é o apelido do cara (o que é ainda mais estranho). No backstage ele estava sempre sendo seguido por um bando de garotas, mas não dava bola para nenhuma. Isso também me chamou a atenção – depois eu descobri que o sogro dele é empresário do Korn. Só para completar o quesito 'estranheza', o palco do Korn tinha um cenário todo escuro, todo mundo estava vestido de preto. A única coisa branca no palco... era um backing vocal albino.

O que eu mais gostei do Korn é que eles tem uma pegada meio hip hop, o que dá um groove a um som tão pesado. Mas eles são dark mesmo: todo mundo de preto, etc. O único elemento branco no palco era um backing vocal albino (o que também me pareceu um pouco estranho).

O Korn chega ao Brasil com a turnê de seu mais recente álbum, ‘The Serenity of Suffering’, para shows em São Paulo, no Espaço das Américas (19 de abril), em Curitiba (21 de abril), e em Porto Alegre, no Pepsi on Stage (23 de abril). ‘The Serenity of Suffering’, décimo segundo álbum de estúdio do Korn, foi produzido por Nick Raskulinecz (Foo Fighters, Deftones) e conta com a participação de Corey Taylor do Slipknot.

O clipe do single ‘Rotting in Vain’ tem a participação de Tommy Flanaggan, da série ‘Sons of Anarchy’, e já alcançou mais de 13 milhões de visualizações no canal oficial da banda no YouTube.

Em São Paulo o show do Korn contará com a abertura de Robertinho de Recife e Metalmania. O guitarrista é uma lenda do rock brasileiro e já tocou com todo mundo que você pode imaginar. Nos anos 1980 ele fundou a Metalmania, uma das primeiras bandas de heavy metal do Brasil, e abriu shows de nomes como Quiet Riot, Judas Priest e Accept. Em 2016, anunciou uma nova turnê da Metalmania - Hey Hey Metalmaniacs - ao lado de Lucky Leminski (vocal), Chicralla (baixo) e Sergio Naciff (bateria).

Clique aqui para mais informações

KORN - São Paulo

Data: 19/04/2017 – Quarta-Feira
Local: Espaço das Américas
Endereço: Rua Tagipuru, 795 – Barra Funda
Abertura da casa: 19h30
Horário show: 21h30
Censura: 16 anos. Menores de 16 anos podem entrar acompanhados dos pais ou responsável maior de idade.

KORN – Curitiba
Data: 21/04/2017 (sexta-feira)
Horário: 22h
Local: Live Curitiba
Classificação: 16 ANOS

KORN – Porto Alegre
Data: 23/04/2017 (domingo)
Horário: 20h
Local: Pepsi on Stage
Classificação: 16 ANOS

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‘Cidade’ Lollapalooza 2017 bate recorde de população: 200 mil pessoas no fim de semana

Metallica p Edu Enomoto Cidade Lollapalooza 2017 bate recorde de população: 200 mil pessoas no fim de semana

James Hetfield e Lars Ulrich: Metallica toca setlist 'alternativo' para conquistar novos públicos. Foto de Eduardo Enomoto/R7

Reunir 100 mil pessoas em um evento é um fato extraordinário sob qualquer ponto de vista. Só por curiosidade, é um número maior que a população inteira de cidades médias do interior do estado de São Paulo, como Avaré e Lorena. Pois um festival de rock reuniu no fim de semana duas vezes a população dessas cidades: 200 mil pessoas foram ao Autódromo de Interlagos para assistir aos dois dias do Lollapalooza 2017. Nem o Rock in Rio tem um público tão grande por dia.

O Lollapalooza já é uma marca consolidada, o que significa que grande parte do público compra ingressos para o festival antes mesmo de saber quais serão os artistas escalados. No ano passado, o festival reuniu cerca de 150 mil pessoas nos dois dias com um line up homogêneo, tendo como headliners nomes como Eminem, Florence and the Machine, Marina and the Diamonds e Planet Hemp. São nomes de prestígio, mas como o Lolla tem diversos palcos e atrações simultâneas, o público acaba se diluindo entre as dezenas de atrações.

O Lolla 2017 seguiu outra estratégia: apostou nos grandes headliners para atrair mais gente. Metallica no sábado, The Strokes no domingo. Além de vender muito mais ingressos, a escolha determinou públicos bem distintos para cada dia (sábado, rock; domingo, pop) e concentrou o público no palco principal do festival, o Skol.

O público bem maior que as outras cinco edições do evento trouxe uma mudança também conceitual ao Lollapalooza. Nas edições anteriores era mais fácil sair de um palco para o outro, o  que possibilitava ao público curtir vários shows no mesmo festival. Com o novo formato foi praticamente impossível se deslocar entre os palcos, o que acabou desfigurando o caráter de “festival” e deixou o Lolla mais parecido com um grande show de rock de um palco só.

Só para deixar registrado: sempre fico arrepiado quando vejo um show marcado para o Autódromo de Interlagos. Fico pensando no transporte, que horas sair, como será a melhor maneira de chegar lá... Pois este ano eu ouvi alguns amigos que garantiam que a melhor maneira de ir até o Autódromo era de transporte público, mais precisamente de metrô/trem. Foi a melhor coisa que eu fiz: trajeto rápido, lotação aceitável, sinalização perfeita da estação até a entrada do autódromo.

Se por um lado o transporte foi uma boa surpresa, há duas críticas que precisam ser analisadas urgentemente pela organização do festival. Problema 1: Cerveja. Como é possível descobrir que um festival patrocinado por uma marca de cerveja teria problemas com o chopp às 6 da tarde do primeiro dia? Quem é o responsável por analisar a demanda necessária para um festival desse tamanho? Como é que esse profissional pode errar tão feio? Como é possível a empresa jogar tanto dinheiro fora? Fora que simplesmente não é aceitável passar 40 minutos em uma fila para comprar uma cerveja. O ingresso é muito caro e o fã do Metallica tem o direito de assistir ao show da sua banda favorita tomando uma cerveja. Como é possível então achar que é normal ele perder metade do show para conseguir comprar uma cerveja? O planejamento do festival tem que repensar o número de bares, se essa logística é baseada no Lolla internacional, deveria ser repensada para o Brasil.

Uma ideia genial que poderia ter ajudado a melhorar isso foi por água abaixo por outro erro simples de planejamento. Para evitar pagamentos e trocos nos bares, o público carregava a pulseira com um determinado valor, e na hora de pegar a cerveja ou sanduíche bastava apenas encostar a pulseira no leitor ótico. Ideia genial, né? Pena que os celulares não funcionam bem no autódromo, ainda mais quando há 100 mil pessoas postando fotos e vídeos nas redes sociais. Resultado: muita gente ficou sem comprar nada porque simplesmente não conseguia acessar o site do festival para carregar o valor da pulseira. Será que ninguém imaginou que as pessoas usariam a internet para postar fotos no Facebook? Que mundo essas pessoas com ideias tão geniais vivem? Que tal descobrir se a internet em Interlagos funciona antes de criar um sistema assim? Ou, melhor: que tal instalar uma cobertura durante os dois dias que permita que a internet realmente funcione?

Dia 1: Sábado, 25 de março 

Depois das lúdicas Tegan and Sara, o palco Axe recebeu Criolo, que já pode ser considerado um grande nome da música brasileira – pelo menos em termos de público. Criolo, para mim, é uma espécie de ‘muso’ do movimento ‘Fora Temer’, um artista que “parece” ter muito a dizer, mas, que na verdade não diz muita coisa. Vejamos seu maior sucesso, “Não Existe Amor em SP”. Apesar de ser uma música boa – apesar de chupada de ‘Glory Box’, do Portishead –, discordo conceitualmente do seu significado. Como assim, não existe amor em São Paulo? Em pleno século 21, cantar o clichê de ‘oh-cruel-cidade-grande’ é se render à profundidade do pires. É o tipo de artista que critica a ‘frieza da metrópole’ e depois publica manifesto de apoio a pichadores. O que uma coisa tem a ver com a outra? Exatamente: nada.

Os XX da questão

A dupla The xx ficou famosa no Brasil ao conseguir emplacar a canção ‘Angels’ na minissérie ‘Amores Roubados’, da Globo. Mas quem viu a performance da dupla Romy Madley Croft e Oliver Sim no palco Ônix entendeu que seu som é muito mais complexo do que uma trilha para a TV. É hipnotizante, mágico. Suas melodias não são óbvias como o de outras bandas pop, e me deu a impressão de que eles estão fora de sua época. É uma banda dos anos 1980 nascida na década errada – ou talvez eles sejam muito pós-gênero para seus colegas oitentistas como The Cure e Sisters of Mercy.

Metallica, Rise

Já assisti a muitos shows do Metallica, mas ver a banda em um festival é uma experiência inusitada para mim. Claro que o som e fúria que fizeram do Metallica a maior banda de rock pesado do mundo estão lá, intocáveis. Mas a atitude de James, Kirk, Lars e Rob me pareceu um pouco diferente, não apenas no aspecto visual da apresentação, mas principalmente pelo setlist escolhido.

Talvez eu esteja tão acostumado a ouvir 'Creeping Death' no início do show, que estranhei um pouco ela não estar sequer relacionada no setlist. O repertório do Metallica no Lollapalooza foi baseado nas canções do novo álbum, 'Hardwire... to Self Destruct’, como já era esperado, e também em alguns sucessos radiofônicos da banda, caso de 'The Unforgiven' e 'Memory Remains'. Das 18 canções do repertório, por exemplo, foram apenas duas do primeiro álbum, 'Kill'em All' e duas do 'Ride The Lighnting’. O resto foram escolhas menos rápidas e mais pesadas, como ‘Sad But True’ e ‘Harvester of Sorrow’. Os destaques, para mim, estiveram entre a minha favorita do álbum novo, ‘Now That We’re Dead’, e o bis ‘Battery’, minha música preferida do Metallica.

Se pudesse definir um show do Metallica com apenas uma palavra, diria que é uma “catarse”. É uma experiência tão brutal que as outras bandas do festival parecem bandinhas de festa de criança. James Hetfield é simplesmente um dos melhores frontmen da história do rock: tem o público na mão do começo ao fim do show. E um show que termina com ‘Enter Sandman’, vai dizer o quê?

Dia 2: Domingo, 26 de março

Se sábado foi o dia do rock, domingo seria o dia do pop perfeito no Lollapalooza 2017. Uma boa surpresa foi o Catfish and Bottlemen. Banda britânica bem legal, com boas melodias e um excelente frontman, Van McCann. Fiquei impressionado com a quantidade de fãs e gente que conhecia as músicas – devem ser bem ativos na internet.

Roqueirinhos bonzinhos

Não consigo gostar muito do Jimmy Eat World, acho uma banda muito boazinha. Nada de ruim em tomar banho – ou, pelo menos, parecer que tomou –, mas desconfio de bandas em que a maioria dos integrantes têm cara de modelo. Fico imaginando se eles se conheceram em uma garagem ou em um casting para comercial. O som é legalzinhozinho, aham, uma espécie de “banda-de-rock-para-fãs-do-Coldplay, um Maroon 5 com guitarra distorcida. Tem hits, tem fãs... só falta alma, mesmo.

Simon Le Bon é bom

Ah, Duran Duran! Que banda incrível! Que repertório! Que pop elegante, british até o último fio de cabelo tingido de Simon Le Bon. A participação da Céu em ‘Ordinary World’ poderia ter sido melhor? Até acho que sim, mas tem coisa mais legal do que ter uma brasileira cantando de mãos dadas com o vocalista do Duran Duran? Só achei estranho o horário que a banda tocou, 4h30 da tarde, ainda dia. Pela história, acho que mereciam um horário mais nobre.

Duas portas abertas

Tenho a impressão de que o Two Door Cinema Club tocou até agora em todas as edições do Lolla no Brasil, embora saiba que isso é exagero. De qualquer maneira, é banda bastante identificada com o festival no Brasil, porque fazem sempre shows bons por aqui. Eles são bem legais ao vivo, tem uma energia boa e músicas que põem todo mundo para dançar. Na verdade, até agora não consegui descobrir se eles têm muitas músicas ou uma música só que dura uma hora e quinze minutos. De qualquer maneira, é bom ter uma banda que traz energias positivas e good vibes para a galera.

Motown pós-moderna

O The Weeknd, depois do Metallica, era o artista que eu mais queria ver no festival. Não apenas porque gosto bastante do soul eletrônico que ele faz, mas porque é sempre um privilégio ver no palco um artista no auge de sua carreira, estourado em todas as paradas do mundo. Dá para ver por quê: é carismático, tem boas composições, sabe agitar o público. E isso é especialmente difícil quando você é um artista solo, sem ninguém do seu lado. Sim, porque enquanto a banda de Abel Makkonen Tesfaye (artista conhecido como The Weeknd) estava escondida no mezzanino, ele ocupava sozinho o palco. Cheio de melodias em falsete e com conotação bem sexy, The Weeknd parece um cantor pós-moderno da Motown. Se Marvin Gaye ou Michael Jackson tivessem nascido em 1990, vai saber como eles soariam...

The Strokes: o setlist salvou o show

Poderia dizer que The Strokes fechou com chave de ouro o Lollapalooza 2017, mas estaria contando apenas uma parte do que foi o show. O repertório estava excelente, já que teve como base muitos sucessos de ‘Is This It?’, de 2000, até hoje o melhor álbum da banda. Os guitarristas Albert Hammond Jr e Nick Valensi continuam afiados, riffs no melhor estilo Johnny Marr/The Smiths com uma pegada mais nova-iorquina. Mas o que dizer de Julian Casablancas?

O vocalista do The Strokes parece se esforçar demais em projetar uma imagem de ‘rockstar decadente’, ainda mais porque ele tem nem quarenta anos. Mas em um mundo em que The Strokes já é considerada uma ‘banda veterana’ há espaço para tudo. Julian parecia bêbado e doidão demais para curtir o show, e parecia estar no palco apenas para cumprir tabela. Ninguém precisa entrar no palco de terno e gravata, mas Julian poderia pelo menos ter lavado o cabelo na última semana.

A sorte é que o repertório do The Strokes é tão bom que mesmo cumprindo tabela a banda faz um bom show. Enquanto a música rolava, tudo bem. Nos intervalos entre as canções, no entanto, Julian falava bobagens e parecia que estava ensaiando diante de 100 mil pessoas. Um pouco de falta de respeito? Sim. Uma reencarnação do velho espírito maldito do rock ‘n roll? Sim, também. Embora seja um pouco decepcionante do ponto de vista técnico, ver um rockstar vomitando atitude pode ser ironicamente interessante em um mundo tão politicamente correto.

 

Setlist Metallica 25/3 
The Ecstasy of Gold (Intro Ennio Morricone)/ Hardwired Intro

  1. Hardwired
  2. Atlas, Rise!
  3. For Whom the Bell Tolls
  4. The Memory Remains
  5. The Unforgiven
  6. Now That We're Dead
  7. Moth Into Flame
  8. Harvester of Sorrow
  9. Halo on Fire
  10. Whiplash
  11. Sad but True
  12. One
  13. Master of Puppets
  14. Fade to Black
  15. Seek & Destroy

BIS

16. Battery

17. Nothing Else Matters

18. Enter Sandman

 

Setlist The Strokes 26/3

 

  1. The Modern Age
  2. Soma
  3. Drag Queen
  4. Someday
  5. 12:51
  6. Reptilia
  7. Is This It
  8. Threat of Joy
  9. Automatic Stop
  10. Trying Your Luck
  11. New York City Cops
  12. Electricityscape
  13. Alone, Together
  14. Last Nite

BIS
15. Heart in a Cage
16. 80s Comedown Machine
17. Hard to Explain

 

 

 

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Está chegando!

Quando a gente vê o horário completo dos shows e todas as atrações de cada palco é que a gente percebe: está chegando o Lollapalooza 2017.

A edição deste ano será muito especial por várias razões, mas principalmente por contar com a maior banda de rock pesado do mundo: Metallica, que vai tocar pela primeira vez no país o repertório do melhor disco do ano passado, 'Hardwired... to Self Destruct'. Um show do Metallica é sempre uma experiência inesquecível: fui a todos, desde a primeira vez em que eles tocaram no país, em 1989, no Ginásio do Ibirapuera, durante a turnê do '... And Justice for All' .

O show de 1993, no entanto, foi o mais incrível para mim, já que o VIPER teve a oportunidade de abrir os dois shows da turnê do 'Black Album' no Estádio do Palmeiras, em frente a mais de 20 mil pessoas por noite. Uma historinha rápida sobre esses shows: antes do primeiro show, no sábado, os caras do Metallica nos convidaram para ir ao camarim. Ficamos super ansiosos, antes de qualquer outra coisa, éramos muito fãs da banda. Ao entrar, ficamos impressionados com a disposição dos móveis, todos rodeados de cases. Sofás, poltronas, mesas, aparelhos de TV; tudo que havia no camarim do Metallica havia sido transportado dentro de cases, para que os roadies pudessem montar sempre o mesmo camarim, não importava o país em que estivessem.

Achei isso curioso, chamou a atenção. Outra coisa que chamou a atenção foi a comida: pilhas e pilhas de sanduíches do McDonald's. Acho que era uma tentativa de padronizar também a alimentação, uma vez que sanduíches do McDonald's são sempre iguais em qualquer lugar do mundo. E eles evitavam se preocupar com a origem dos alimentos, se estavam frescos ou não, etc. Conversamos um pouco e ganhamos camisetas e bonés do Metallica. Como na época não havia celular, não deu para tirar nenhuma selfie... a não ser aquelas que guardo na memória, em uma gaveta escondida em algum lugar querido do meu cérebro e muito especial.

Nossos shows foram incríveis, até porque o VIPER estava em alta na época, com clipes rolando na MTV o tempo inteiro. Há vídeos no YouTube desse show e dá para ver a empolgação do público, mesmo sabendo que tinham ido lá para ver o Metallica. Foi uma honra.

Apesar do carinho pelo Metallica, o Lolla é muito mais que isso. Além do tradicional e gigantesco parque de diversões para adultos, na mesma noite teremos ainda os punks do Rancid, Cage the Elephant, The XX...

Na noite seguinte, mais voltada para o pop, teremos um show que estou louco para ver: The Weeknd, uma banda de um homem só que tem uma pegada eletrônica e soul, mas com muita qualidade. Como é que dá para gostar de The Weeknd e Metallica ao mesmo tempo? Não sei, nunca pensei nisso.

O domingo está mais variado que o sábado, com um line-up mais legal, na minha opinião. Tem Duran Duran, os Beatles dos anos 1980, com o carismático e divertido Simon Le Bon à frente; tem Silversun Pickups, uma banda bem legal que vi no ano passado nos 25 anos do Lollapalooza, em Chicago; tem Two Door Cinema Club, um pop bem feito e ultra-melódico; e tem, claro, a chave de ouro para fechar o festival, com os nova-iorquinos do The Strokes. Yes!

É sempre uma maratona? É. A gente fica morto no final do festival? Fica. Mas na segunda-feira, dia seguinte dos shows, tenho certeza que a pergunta que eu mais vou ouvir entre meus amigos será "Quem será que vem para o Lolla 2018?"

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(Se você quer saber mais sobre esse e outros assuntos relacionados ao Kiss, leia essa incrível entrevista que meu brother Luiz Cesar Pimentel fez com Ace Frehley na semana passada)

Embora já tenha estado no Brasil com o Kiss, Ace Frehley vai tocar pela primeira vez no país em carreira solo. O show acontece no Tom Brasil nesse domingo, com foco principal no repertório de ‘Space Invader’, elogiado álbum que chegou à nona posição na parada de sucessos dos Estados Unidos – foi a primeira vez que um membro do Kiss chegou ao Top dos EUA.

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Local: Tom Brasil

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Horário de início do show: 20h

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Bilheteria:

Ingressos: R$180,00 a R$ 390,00

 

 

 

 

 

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