Publicado em 28/01/2015 às 16h13

De imigrante boliviana explorada a estrela de cinema: Verónica Sumi conquista Tiradentes

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A atriz boliviana Verónica Sumi: de imigrante boliviana explorada a estrela do festival de cinema de Tiradentes - Foto: Biel Machado/Universo Produção

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Enviado especial do R7 a Tiradentes (MG)*
Fotos BIEL MACHADO

O vento fresco teima em mexer os cabelos longos e lisos, presos com grampos delicados. Elegante em seu vestido preto, tão barroco com sua rosa negra sobre o peito quanto a cidade mineira onde está, ela senta-se em um banquinho de madeira para conceder esta entrevista. É hora de contar a história da mulher que conquistou o coração de um dos principais festivais cinematográficos do Brasil.

“Eu voltei para o Brasil porque não aceitei fracassar”, diz Verónica Sumi, jovem boliviana de 30 anos que estreou como atriz de cinema na 18ª edição da Mostra de Cinema de Tiradentes. Ela é protagonista do curta-metragem Armat Jakawinaka – Vidas Ausentes, de Ronaldo Dimer, produção da Academia Internacional de Cinema, com roteiro do diretor e de Victor Amaro, exibida com boa acolhida do público da cidade histórica mineira.

Na ficção, ela vive Rosa, uma imigrante boliviana em São Paulo que se desespera ao engravidar de um brasileiro, enquanto lida com o patrão (Juan Cusicanki) e o amigo (Edgar Villegas).

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Verónica foi criada em um povoado no alto dos Andes na Bolívia - Foto: Biel Machado/Universo Produção

Sonhos de uma babá

Verónica nunca pensou que seria um dia estrela de filme, apesar de ter uma vida que dá um ótimo romance.

Foi criada no pequeno povoado Ilave, no altiplano boliviano da Província de Eliodoro Camacho, no Departamento de La Paz. Aos 14 anos, revoltada com seu padrasto, resolveu sair de casa e ir tentar a sorte como babá na metrópole La Paz.

Logo percebeu que, para conquistar tudo o que sonhava, precisaria estudar. Matriculou-se na primeira escola que viu. Enquanto trabalhava duro, avançou nos estudos e ingressou no curso de assistência social da Universidad Publica de El Alto.

Cursou por um ano e meio até que, aos 23 anos, recebeu uma proposta para trabalhar no Brasil. Disseram que ela poderia ganhar muitos dólares. Ela acreditou e se mudou para São Paulo.

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Verónica trabalhou sete meses em SP em condições de escravidão - Foto: Biel Machado/Universo Produção

Escravidão e pavor

Assim que chegou à maior cidade brasileira, no ano de 2008, a jovem descobriu que seu sonho na verdade era um pesadelo sem fim. Foi trabalhar como costureira em condição de escravidão e, não bastasse, ainda recebia maltrato diário. Era chamada de sonsa, de lerda.

Além disso, o patrão boliviano desapareceu com seus documentos, para que ela não pudesse fugir. Foram sete meses de sofrimento cotidiano e pavor no bairro da Penha, zona leste paulistana. “Eu tinha muito medo”, lembra.

O único momento de felicidade foi quando conseguiu ingressos para ir ao show do grupo boliviano Awatiñas, no Ginásio da Portuguesa, em 2009. Ela era fã da banda desde a Bolívia e ver aquele show de seus conterrâneos em São Paulo, naquele momento, teve um gostinho especial, quase que catártico. “O cantor jogou o ‘sombrero’ e eu consegui agarrar. Eu chorei de emoção”.

A volta

Depois de tanta felicidade, voltar ao trabalho foi um martírio ainda maior. Não suportou e ficou doente. “O único que eu queria era morrer”, recorda. Foi parar no hospital e, com a ajuda da equipe médica, que ameaçou denunciar seu patrão malvado, conseguiu ser mandada por ele de volta à Bolívia. Mas um detalhe importante fez com que a volta tivesse sabor amargo: não recebeu um só centavo pelos sete meses trabalhados.

“Cheguei de volta à Bolívia com esta sensação: Eu fracassei no Brasil”, conta, emocionada. Mas, teimosa, não desistiu fácil. Voltou a estudar, aprendeu técnicas de costura e fez um curso de empreendedorismo. Depois de um ano de volta a La Paz, resolveu: era hora de regressar a São Paulo para acertar as contas com o passado recente. Assim, desembarcou na cidade brasileira outra vez em dezembro de 2010.

Seu objetivo era um só: localizar o ex-patrão e exigir o pagamento de seu sete meses de serviço. Ao vê-la, ele riu e falou: “Você está perdendo tempo em me procurar, não vou te pagar nunca”.

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Verónica resolveu dar a volta por cima e conquistar sua liberdade - Foto: Biel Machado/Universo Produção

Dona de si

Desesperada e chocada com a cara de pau do sujeito, agarrou forças em um ensinamento materno: “Pensei comigo: minha mãe me ensinou a trabalhar e tem outros bolivianos bons por aqui. Eu vou conseguir. A vida é dura, mas nunca você pode se render”, conta.

Após trabalhar na casa de uma senhora mineira, resolveu colocar o curso de empreendedorismo em prática e decidiu que era chegada a hora de trabalhar para si mesma. “Comecei a revender roupas e foi dando certo. Hoje, moro sozinha e pago meu aluguel no Pari [bairro paulistano com forte concentração de imigrantes bolivianos]”.

Com a vida mais estabilizada financeiramente, Verónica  sonha em voltar a estudar, para um dia poder voltar para a Bolívia em condições melhores do que a que veio. “Quero fazer um curso técnico aqui no Brasil”, sonha.

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Verónica Sumi entre o diretor Ronaldo Dimer (de verde) e o diretor de fotografia Victor Amaro (de branco) na rua Direita, em Tiradentes - Foto: Biel Machado/Universo Produção

Estrela de cinema

Foi por acaso que o cinema e Verónica se. Um dia, ela estava na internet do Centro de Apoio ao Imigrante de São Paulo, quando viu dois homens diferentes entrarem. “Estava lá esperando para fazer inscrição para um curso de modelagem, quando o Ronaldo [Dimer, diretor e roteirista do filme] e Victor [Amaro, coroteirista e diretor de fotografia] entrarem. Como eles eram diferentes, perguntei para minha amiga Érica se ela sabia quem eles eram. Ela contou que eles trabalhavam com cinema e estavam buscando uma atriz boliviana que soubesse falar aymará [língua indígena boliviana]. Ela falou para eu me candidatar”.

Na hora, Verónica titubeou: “Pensei, eu não sou Miss Universo nem uma Nicole Kidman para fazer cinema, nem sei falar português direito! Mas minha amiga me animou tanto que fui fazer o teste”.

Ronaldo Dimer lembra que ela logo lhe conquistou. “Ela teve uma empatia muito forte. O filme é uma oração ao silêncio do imigrante. E o filme, de alguma maneira, é ela também”, elogia. Ela retribui. “Ronaldo é um diretor muito bom. Ele foi muito paciente comigo. Agradeço muito a ele por esta oportunidade de estar aqui hoje, em um festival de cinema tão grande, nesta cidade tão bonita. Nem sabia que existia um festival assim no Brasil!”, diz, encabulada.

Antes de se despedir da reportagem e seguir caminhando pelas ruas de pedras de Tiradentes, Verónica olha profundamente e diz: “Eu fracassei na primeira vez que vim. Na segunda, não podia fracassar de novo. Eu vi, enfrentei e venci. É preciso ter coragem”.

Ela só não disse que é preciso também ser Verónica Sumi.

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Verónica Sumi: uma boliviana cheia de coragem que o destino levou para a tela do cinema - Foto: Biel Machado/Universo Produção

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite da Mostra de Cinema de Tiradentes.

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Publicado em 28/01/2015 às 03h03

Roberto Bomtempo e Miriam Freeland já são locais em Tiradentes

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Roberto Bomtempo e Miriam Freeland: casal de atores tem casa em Tiradentes - Foto: Leo Lara/Universo Produção

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Enviado especial do R7 a Tiradentes (MG)*

O casal Roberto Bomtempo e Miriam Freeland anda pelas ruas de Tiradentes (MG) como habitantes locais. Afinal, eles são praticamente tiradentinos, como conta o ator e diretor da Record ao R7.

— Nós temos uma casa na cidade, de tanto que gostamos daqui. Além disso, foi aqui em Tiradentes que Miriam e eu nos conhecemos dez anos atrás.

O ator, que já filmou na cidade clássicos do cinema nacional recente, como O Menino Maluquinho, de Helvécio Ratton, em 1995, revela que o filho do casal, Miguel, adora andar pelas ruas centenárias.

Miriam confirma o carinho da família para com a cidade mineira e sua Mostra de Cinema.

— É uma cidade linda, com esta Mostra maravilhosa e que sempre nos acolhe com muito carinho. Sempre que temos uma folga, estamos por aqui.

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite da Mostra de Cinema de Tiradentes.

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Publicado em 27/01/2015 às 03h03

Cinema independente discute sobrevivência no Brasil

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Mariana Rios, Dira Paes e o diretor Guilherme Coelho, de Órfãos do Eldorado, que abriu a Mostra de Cinema de Tiradentes em 2015 - Foto: Leo Lara/Universo Produção

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Enviado especial do R7 a Tiradentes (MG)*

Qual o papel do cinema hoje? Esta é a pergunta que norteia toda a programação da 18ª edição da Mostra de Cinema de Tiradentes, em Minas Gerais.

O evento foi aberto na última sexta (23) e vai até o próximo sábado (31), com 128 filmes nacionais em sua programação, entre longas e curtas. Mas seu grande foco é mesmo o cinema independente, aquele que batalha diariamente para existir ao lado das comédias pastelões nacionais e da força descomunal de Hollywood.

Para o ator Rodolfo Vaz “o cinema independente é um convite à liberdade de expressão”. A atriz Dira Paes, homenageada nesta edição com o Troféu Barroco por seus 30 anos de trajetória nas telonas, concorda. “O cinema independente é o voo do cineasta. É a possibilidade de o cineasta se entender e de entender o seu cinema.Por isso, o cinema independente é o alicerce do cinema, por estar focado mais no artístico do que no comercial”, afirma.

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Futuros cineastas: diretor Guilherme Fiúza e alunos da oficina O Processo de Produção e Criação de um Longa-metragem - Foto: Nereu Jr./Universo Produção

O secretário de Cultura de Minas Gerais, recém-empossado com a gestão petista do governador Fernando Pimentel no Estado, afirma que quer fazer o cinema crescer em sua gestão. “Este é o ano do centenário de um grande nome mineiro do cinema, Grande Otelo, nascido em Uberlândia. Minas foi berço do cinema brasileiro, com Francisco de Almeida Fleming e Humberto Mauro. Queremos um 2015 de salto qualitativo no cinema em Minas”, declara.

Uma série de mesas redondas e debates discutem no festival temas como a inserção do cinema nacional na TV paga, as escolas cinematográficas no País e ainda as políticas públicas de financiamento para o setor. A oficina O Processo de Produção e Criação de um Longa-Metragem, instruída pelo diretor Guilherme Fiúza, foi uma das mais concorridas.

O grande objetivo desta programação pensante é que o cinema brasileiro não perca invenção nem poesia diante de um mercado cada vez mais feroz. Que assim seja.

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite da Mostra de Cinema de Tiradentes.

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Publicado em 26/01/2015 às 15h05

Crítica: Nelson Xavier e Juliana Paes emocionam Mostra de Cinema de Tiradentes com A Despedida

nelson xavier juliana paes a despedida Crítica: Nelson Xavier e Juliana Paes emocionam Mostra de Cinema de Tiradentes com A Despedida

Nelson Xavier e Juliana Paes em A Despedida: filme foi muito aplaudido na Mostra de Cinema de Tiradentes - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Enviado especial do R7 a Tiradentes (MG)*

Nem o atraso de quase uma hora, nem o barulho incômodo da projeção do filme O Dia do Galo no Cine-Praça do largo das Forras (cujo som gravado da torcida atleticana teimava em invadir o Cine-Tenda), tampouco o problema nas cores durante a exibição — o que deixou o filme com um ar amarelão — ou o do não funcionamento dos recursos de acessibilidade conseguiram tirar a glória da exibição do filme A Despedida na 18ª Mostra de Cinema de Tiradentes.

Isso porque, com atuação espetacular de Nelson Xavier e direção sensível de Marcelo Galvão, o filme é um dos melhores exibidos nesta edição do festival cinematográfico da cidade histórica mineira com sua lição sobre dignidade no fim da vida. A Despedida é um dos melhores filmes brasileiros dos últimos tempos.

A projeção comoveu a plateia tiradentina, que se emocionou ao fim de sua exibição e o aplaudiu calorosamente na noite deste domingo (25), no Cine-Tenda. Nelson Xavier merecia acolhida calorosa da cidade, não bastasse seu talento, o ator já teve casa na cidade e foi nela que se casou há 25 anos com sua mulher, a atriz mineira Via Negromonte.

Morte à espreita

O diretor Marcelo Galvão e sua equipe conseguiram fazer um registro poético e tocante da velhice, sobretudo quando a morte surge à espreita, implacável.

Em seu filme, Galvão consegue criar um outro tempo, que é o tempo de seu protagonista, e consegue fazer com que o espectador embarque naquela realidade, destino de todos os que sobreviverem às décadas futuras.

No filme, Almirante, vivido por Nelson Xavier, é um senhor de 92 anos que vê sua força física minar de forma irreversível, mas que luta para manter sua dignidade até o fim. Antes da partida iminente, resolve, corajosamente, acertar as contas que ficaram pendentes em sua trajetória.

Mesmo cambaleante, recusa ajuda para sair de casa e enfrentar sua vida de frente, com a cabeça erguida. A cena na qual ele atravessa uma movimentada avenida paulistana, na velocidade ínfima de seu andador, o que o faz ser alvo de buzinadas impacientes, torna-se um retrato cru de como os idosos são tratados com desrespeito neste nosso Brasil.

Entrega visceral

Corajoso, Nelson Xavier se entrega de forma visceral ao seu personagem, mostrando ser desprovido de vaidade ao fazer com que seu corpo frágil torne-se uma metáfora da finitude do homem.

O longa ainda traz Juliana Paes em um papel surpreendente e com entrega semelhante. Desprovida do glamour global e mais próxima de uma mulher comum, simples, ela vive a amante de 37 anos do Almirante. Juliana atua de forma precisa, dialogando verdadeiramente com Xavier em cena. É perceptível a química de ambos, o que mostra que a atriz está sabendo se reinventar além do posto de musa da televisão. O que faz muito bem.

Outros atores fazem aparições pequenas, mas nem por isso menos marcantes, como Amélia Bittencourt, Tereza Piffer, Nill Marcondes, Deto Montenegro (que rouba a cena como um taxista boa praça) e Vinícius Ferreira. Este último, ator talentoso e cuidadoso, faz o Almirante em sua juventude e consegue atuação delicada e consonante com o personagem criado por Nelson Xavier.

Não à toa, o filme deu, merecidamente, o Kikito de melhor ator e melhor atriz a Xavier e Juliana, no último Festival de Gramado. E pelo jeito, seguirá ainda trajetória de muito sucesso (merecido).

A Despedida é um filme delicado e de poesia cada vez mais rara no cinema nacional. Ele nos mostra como a vida deve ser aproveitada em seus mínimos e mais banais detalhes. Porque, como cantava Cazuza: “A vida é bela e cruel, despida. Tão desprevenida e exata. Que um dia acaba. Acaba.”

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Acompanhado da mulher, o ator Nelson Xavier (segundo a partir da esquerda) e o diretor Marcelo Galvão (ao seu lado), posam com a equipe do filme A Despedida no Cine-Tenda, em Tiradentes (MG) - Foto: Biel Machado/Universo Produção

A Despedida, de Marcelo Galvão
Avaliação: Ótimo

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite da Mostra de Cinema de Tiradentes.

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Publicado em 26/01/2015 às 03h03

Bloquinho antecipa Carnaval infantil em SP

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Desfile do Bloquinho: diversão gratuita para as crianças - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

As crianças paulistanas podem pular o Carnaval de forma antecipada. Acontece neste sábado (31), a partir das 10h, na praça Horácio Sabino, na Vila Madalena o desfile da Banda do Bloquinho. A promoção é da Oficina de Alegria.

Oito músicos brincalhões prometem contagiar a meninada. O desfile está previsto para durar até 13h. O tema será o Carnaval de Olinda, a histórica e animada cidade pernambucana conhecida como o berço do frevo.

Democrática, a turma do Bloquinho avisa: não é preciso ingresso nem abadá para brincar. Além das marchinhas, do frevo e do maracatu, a bandinha vai tocar grandes sucessos da MPB e do samba. É só chegar e se divertir.

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Publicado em 25/01/2015 às 15h00

Veja em 15 fotos o Cortejo da Arte, momento mais divertido da Mostra de Cinema de Tiradentes

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Tradição e alegria: Cortejo da Arte desfila pelas ruas centenárias de Tiradentes (MG) e arrasta uma multidão da foliões e cinéfilos - Foto: Nereu Jr./Universo Produção

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Enviado especial do R7 a Tiradentes (MG)*

O Carnaval é só em fevereiro, mas se tem cinema em Tiradentes (MG), também tem folia. O Cortejo da Arte desfilou neste sábado (24) pelas ruas da cidade, arrastando uma multidão de foliões e cinéfilos. O evento é ponto alto na agenda da Mostra de Cinema de Tiradentes, que começou na sexta (23) e vai até sábado (31) com 128 filmes gratuitos na cidade. A celebração comemorou os 297 anos da elevação de Tiradentes à categoria de cidade e teve até bolo gratuito distribuído à população. O grupo Unidos do Samba Queixinho ficou responsável pela bateria, já o bloco Loucos Varridos de Oliveira encantou as crianças com seus bonecos enormes. Veja em 15 fotos como foi o desfile, que percorreu a rua Direita até o largo das Forras. Veja as fotos:

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O palhaço fez a alegria das crianças e dos adultos também - Foto: Nereu Jr./Universo Produção

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O largo das Forras ficou lotado de foliões que celebraram Tiradentes - Foto: Nereu Jr./Universo Produção

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Os turistas e a população se divertiram durante o Cortejo da Arte - Foto: Nereu Jr./Universo Produção

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Para abrir o desfile, uma fita foi cortada por Raquel Hallak (coordenadora geral da Mostra, à dir.), Fernanda Hallak (coordenadora de logística da Mostra, de jaqueta jeans) e Lúcio Sampaio (de verde, superintendente do SESI-MG) - Foto: Nereu Jr./Universo Produção

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Nem a chuva fina que caiu durante o desfile desanimou os foliões - Foto: Nereu Jr./Universo Produção

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Os bonecos gigantes do bloco Loucos Varridos de Oliveira também desfilaram - Foto: Nereu Jr./Universo Produção

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A passagem do Cortejo da Arte lotou a rua Direita, em Tiradentes - Foto: Nereu Jr./Universo Produção

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Os instrumentistas estavam devidamente fantasiados, como manda a tradição - Foto: Nereu Jr./Universo Produção

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O bumbo e o repique deram o ritmo da passagem do Cortejo da Arte - Foto: Nereu Jr./Universo Produção

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As crianças se divertiam com os bonecos no meio da folia - Foto: Nereu Jr./Universo Produção

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Marchinhas e sambas embalaram o trajeto - Foto: Nereu Jr./Universo Produção

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A festa teve direito a bolo, para celebrar os 297 anos de Tiradentes - Foto: Nereu Jr./Universo Produção

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Bonecos e foliões se misturaram em ritmo contagiante nas ruas mineiras - Foto: Nereu Jr./Universo Produção

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Em desfile que se preze, não pode faltar a porta-estandarte - Foto: Nereu Jr./Universo Produção

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite da Mostra de Cinema de Tiradentes.

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Publicado em 25/01/2015 às 03h03

Daniel Oliveira vive cinema e amor em Tiradentes

 

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Daniel Oliveira: filme em Tiradentes e namorinho também - Foto: Universo Produção

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Enviado especial do R7 a Tiradentes (MG)*

Pelas ruas tricentenárias de Tiradentes, no interior de Minas, o amineiro Daniel Oliveira se sente em casa e não se esquece da primeira vez que esteve na cidade.

— Foi na terceira edição da Mostra de Cinema de Tiradentes, quando vim com o filme O Circo das Qualidades Humanas.

Quinze anos depois, participa da abertura da 18ª edição do evento, com o filme Órfãos do Eldorado, de Guilherme Coelho, protagonizado por ele e Dira Paes, grande homenageada desta edição.

Além de divulgar o longa, no qual vive um atormentado jovem músico que volta à casa do pai, em plena floresta amazônica, Oliveira aproveita o festival para outro prazer: namorar.

O ator está acompanhado da namorada, a atriz Sophie Charlotte.

O casal circula pela cidade de forma apaixonada.

Ao R7, Daniel de Oliveira diz que estar em Tiradentes lhe dá felicidade.

— Estar aqui é uma maravilha, é um prazer. Afinal, é pertinho de casa. Eu fico em família, então, está tudo certo.

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Sophie Charlotte e Daniel Oliveira: cinema e amor podem andar juntos - Foto: Leo Lara/Universo Produção

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite da Mostra de Cinema de Tiradentes.

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Publicado em 24/01/2015 às 17h00

Banheiro público que era grátis em Tiradentes passa a ser cobrado após começo da Mostra de Cinema

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Ir ao banheiro público da rodoviária de Tiradentes (foto) agora custa R$ 2,00 - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Enviado especial do R7 a Tiradentes (MG)* 

Foi só a 18ª edição da Mostra de Cinema de Tiradentes começar na cidade histórica mineira, nesta sexta (23), que os moradores do município, antes acostumados a usar gratuitamente o banheiro público da rodoviária da cidade, tiveram uma indigesta surpresa promovida pela Prefeitura de Tiradentes.

Na manhã deste sábado (24), um cartaz na porta da entrada dos sanitários avisava: “Banheiro R$ 2,00”. Até esta sexta-feira (23), o banheiro era gratuito, conforme verificou o R7. É bom lembrar que a cobrança não tem a ver com a organização da Mostra, que tem todos os seus filmes exibidos gratuitamente à população.

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Desde este sábado (24), um funcionário da Prefeitura de Tiradentes fica na porta do banheiro público da rodoviária e cobra R$ 2,00, como diz o cartaz - Foto: Miguel Arcanjo Prado

A reportagem quis saber do funcionário que estava na porta do banheiro fazendo a cobrança, o porquê da mudança na gratuidade do uso do banheiro, sobretudo por tratar-se de um prédio público.

Ele afirmou que a ordem "partiu do vice-prefeito" de Tiradentes, Josenildo Flor da Silva Junior, o Juninho (PP), mas não soube explicar se a cobrança era baseada em alguma portaria municipal nem mesmo dizer para onde o dinheiro arrecadado seria destinado.

A rodoviária fica ao lado do Cine-Tenda, onde acontecem grande parte das exibições de filmes no festival cinematográfico.

Indignação

Uma senhora, que aguardava o ônibus para a vizinha São João del-Rei no local afirmou à reportagem que acha “um absurdo” a situação. "A gente já não paga impostos? Por que a cobrança agora? O ônibus demora às vezes uma hora e se a gente precisar ir ao banheiro terá de pagar dois reais?", questionou.  Ela preferiu não se identificar e justificou o motivo: “Você sabe como é cidade pequena, né?”.

O R7 enviou mensagem por e-mail à Prefeitura de Tiradentes, para saber por que resolveu cobrar R$ 2,00 pelo uso do banheiro público da rodoviária a partir deste sábado (24). Ainda não houve resposta. A reportagem também telefonou para o celular do prefeito de Tiradentes, Ralph Justino, mas o número estava desligado.

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite da Mostra de Cinema de Tiradentes. Leia a cobertura completa.

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Publicado em 24/01/2015 às 12h27

Pompéu quer conquistar universitário na folia

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Foliões inundam as ruas de Pompéu (MG): à imagem e semelhança de Salvador - Foto: Fred Wills

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Reza a lenda que mineiro é povo reservado e ressabiado. Pode até ser. Mas, no Carnaval, isso muda de figura, quando Minas Gerais, sobretudo em seu interior, se transforma em uma grande folia.

A cidade de Pompéu, a 170 quilômetros de Belo Horizonte, localizada na microrregião mineira das Três Marias, quer entrar na briga carnavalesca neste fevereiro, quando sua folia completa 18 anos. O foco são os universitários.

Para isso, a cidade aposta em nomes conhecidos nacionalmente para agitar seus foliões entre os dias 13 e 17 de fevereiro próximo. Já estão confirmados Tomate, Monobloco, Grupo Molejo, Cristiano Araújo e Neto LX.

Como reza o figurino das micaretas universitárias da contemporaneidade, no Bloco Reduto de Pompéu haverá abadás, camarotes para todo o tipo possível de VIP e até boate.

Resta saber se ainda haverá espaço para a velha e tradicional marchinha...

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Publicado em 24/01/2015 às 12h17

Dira Paes leva filho e mãe para receber Troféu Barroco da Mostra de Cinema de Tiradentes

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Dira Paes recebe o Troféu Barroco em Tiradentes - Foto: Leo Lara/Universo Produção

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Enviado especial do R7 a Tiradentes (MG)*

Quando a atriz Dira Paes surgiu no hall de entrada do Cine-Tenda na noite desta sexta (23) foi um fuzuê.

Cercada de produtores da Mostra de Cinema de Tiradentes, ela rumou para o lugar onde atenderia a imprensa para falar sobre ser a grande homenageada da 18ª edição do festival que abre o ano cinematográfico no Brasil.

Em seu percurso, uma mulher, em êxtase, se jogou na frente da atriz, aos gritos: "Dira Paes, você é bonita demais", enquanto tascava-lhe um abraço, para desespero dos seguranças. Dira, simpática, retribuiu o elogio. Afinal, sabe que seus 30 anos de carreira bem sucedida no cinema e também na televisão e no teatro são fruto do carinho do público para com seu trabalho.

Musa absoluta

O R7 quis saber da atriz paraense como é ser a musa absoluta de Tiradentes.

—É uma felicidade, uma emoção grande, eu te confesso. Vi este festival nascer e hoje, em sua 18ª edição, posso olhar também para a minha trajetória. E ela não é só minha, mas do público também.

Dira é estrela do filme que abriu a Mostra de Cinema de Tiradentes de 2015, Órfãos do Eldorado, primeiro longa de ficção do cineasta Guilherme Coelho — que dedicou seu filme à sua namorada, a diretora de televisão Amora Mautner. Para Dira, o filme, no qual faz par com o ator mineiro Daniel de Oliveira, "fala dos mistérios e dos encantos da Amazônia".

A atriz defendeu o cinema independente, que afirmou ser "o voo do cineasta" e "o alicerce do cinema", porque "tem um comprometimento artístico bem maior do que o comercial".

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Dira Paes recebe o Troféu Barroco das mãos do secretário de Cultura de Minas Gerais, Angelo Oswaldo, na companhia da mãe, Flor, e do filho, Inácio; ao fundo, o ator Daniel de Oliveira, seu colega de elenco no filme Órfãos do Eldorado, que abriu a Mostra de Cinema de Tiradentes - Foto: Leo Lara/Universo Produção

"Gostosa"

Quando subiu ao palco para receber o Troféu Barroco, Dira Paes foi chamada de "gostosa" pelo mestre de cerimônias, o saidinho Rodolfo Vaz. Ela recebeu o troféu ao lado do filho, Inácio, e da mãe, Flor. Um clipe lembrou os 37 longas e três curtas da carreira cinematográfica da atriz, com textos elogiosos de nomes tarimbados do cinema brasileiro.

Sobre estar em Minas Gerais, a atriz revelou felicidade em poder mostrar a cidade histórica de Tiradentes a seu filho, Inácio, de seis anos.

— O Inácio viu Tiradentes e me perguntou: "Mamãe, foi aqui que você filmou O Segredo dos Diamantes?". Falei para ele que havia sido em Sabará [outra cidade histórica mineira], mas achei ótimo ele já identificar Minas. Para mim, Minas Gerais é o baluarte da história do Brasil.

Após a cerimônia e a exibição do filme, Dira compareceu ao jantar de abertura da Mostra de Cinema de Tiradentes, onde foi simpática com todos que lhe abordaram.

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Dira Paes: musa absoluta de Tiradentes em 2015 - Foto: Leo Lara/Universo Produção

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite da Mostra de Cinema de Tiradentes.

Leia a cobertura completa do R7 na Mostra de Cinema de Tiradentes

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Perfil

Miguel Arcanjo Prado é editor de Cultura do R7, onde está desde o começo do portal, em 2009. É jornalista formado pela UFMG e pós-graduado em Mídia, Informação e Cultura pela ECA-USP. É crítico membro da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes). Nasceu em Belo Horizonte e mora em São Paulo desde 2007, quando ingressou no Curso Abril de Jornalismo. Ainda em Minas, estreou como cronista do semanário O Pasquim 21, passando por TV UFMG e TV Globo Minas. Na capital paulista, foi repórter da Contigo!, da Ilustrada na Folha Online e do Agora São Paulo, no Grupo Folha. Edita e apresenta a Agenda Cultural da TV Record News.

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