Publicado em 30/10/2014 às 16h59

Zuenir Ventura é o novo imortal da ABL

zuenir ventura Zuenir Ventura é o novo imortal da ABL

Jornalista e escritor, Zuenir Ventura fica com vaga de Suassuna na ABL - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O jornalista e escritor mineiro Zuenir Ventura, de 83 anos, é o novo imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL).

Ele obteve 35 votos do total de 37, a maioria absoluta na eleição realizada nesta quinta (30), na sede da entidade, no centro do Rio. Seu nome foi anunciado pelo presidente da ABL, Geraldo Holanda Cavalcanti, como o escolhido para ocupar a cadeira de número 32, ocupada até 23 de julho último por Ariano Suassuna, que morreu nesta data.

Zuenir concorreu com os escritores Thiago de Mello, John Müller e Olga Savary. Seu nome só foi anunciado depois que os votos foram queimados, para manter o segredo sobre os mesmos, como reza a tradição.

Um dos jornalistas mais respeitados da imprensa brasileira, Zuenir Ventura é autor do best seller 1968 - O Ano que Não Terminou, que escreveu em 1988 e lançou no ano seguinte.

A obra, considerada uma das melhores reportagens em forma de livro da história do Brasil, inspirou a minissérie da Globo Anos Rebeldes, exibida com sucesso em 1992.

Em 2009, lançou 1968 - O que Fizemos de Nós, uma espécie de continuação de seu clássico. É também autor do livro Cidade Partida, que lhe valeu o Prêmio Jabuti em 1995, no qual fala sobre a situação do Rio em que pobres e ricos vivem em espaços distintos e, ao mesmo tempo, próximos: a favela e o asfalto.

Quem é Zuenir Ventura?

Nascido em Além Paraíba, na Zona da Mata mineira, em 1º de junho de 1931, desde 1954, Zuenir Ventura mora no Rio, onde formou-se em letras pela atual UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) em 1958.

Em 1959, foi estudar no Centro de Formação de Jornalistas em Paris, na França, onde tornou-se correspondente do jornal A Tribuna.

De volta ao Brasil, nos anos 1960, foi ser editor de Internacional no Correio da Manhã. Em 1965, virou chefe de reportagem da revista O Cruzeiro. Em 1967, tornou-se chefe da sucursal carioca da revista Visão.

Em 1968, foi preso sob acusação de subversão e chegou a dividir cela com Hélio Pellegrino (1924-1988) e Ziraldo, entre outros.

Em 1975, fez o roteiro do documentário Que País É Esse?, de Leon Hirzman, que mais tarde inspirou a música de Renato Russo, da Legião Urbana. Em 1977, passso a chefiar a sucursal da Veja no Rio. Em 1981, assumiu a sucursal carioca da IstoÉ.

Em 1989, investigou a morte de Chico Mendes (1944-1988) para o Jornal do Brasil como repórter especial. Ganhou dois Prêmio Esso e o Prêmio Vladimir Herzog com a reportagem. Em 1993, ajudou a criar a ONG Viva Rio. Atualmente, é colunista do jornal carioca O Globo.

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Publicado em 30/10/2014 às 16h11

Em votação secreta, ABL escolhe novo imortal

abl alberto araujo2 Em votação secreta, ABL escolhe novo imortal

Petit Trianon, sede da Academia Brasileira de Letras, no Rio - Foto: Alberto Araújo

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Começou às 16h desta quinta (30), em sua sede, no Rio, a votação para escolher o ocupante da cadeira de número 32 da Academia Brasileira de Letras (ABL).

O novo imortal ocupará a vaga deixada com a morte do poeta e romancista Ariano Suassuna, no dia 23 de julho último.

O jornalista e escritor mineiro Zuenir Ventura deve sair vitorioso da votação. Bem relacionado e admirado pelos atuais membros, deve levar a maioria dos 37 votos dos imortais.

Mas, como em toda eleição, tudo pode acontecer. Concorrem com ele os escritores Thiago de Mello, John Müller e Olga Savary.

Serão no máximo quatro votações, até um dos concorrentes obter maioria absoluta.

Assim que isso acontecer, o presidente da ABL, Geraldo Holanda Cavalcanti queimará os votos, para manter o segredo sobre os mesmos e anunciará o novo imortal.

 

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Publicado em 30/10/2014 às 03h09

Toquinho e Ivan Lins comemoram 50 anos de carreira juntos na Hebraica de SP

ivan lins e toquinho Toquinho e Ivan Lins comemoram 50 anos de carreira juntos na Hebraica de SP

Ivan Lins e Toquinho: ambos fazem 50 anos de carreira - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Até outro dia desses, eles eram os meninos da MPB, que já conquistavam o respeito dos grandes mestres. Hoje, são bastiões.

Mesmo sem dar para acreditar, tanto Toquinho quanto Ivan Lins comemoram 50 anos de carreira neste 2014.

Os dois grandes cantores e compositores sobem juntos ao palco do Teatro Arthur Rubinstein, na Hebraica (r. Hungria, 1.000), em São Paulo, neste sábado (1º), 21h, e domingo (2), às 19h, com ingresso a R$ 160 a inteira e R$ 80 a meia-entrada, valor estendido aos sócios.

O maestro León Halegua já preparou os arranjos, que terão participação da Orquestra Sinfonieta Paulistana. Vão cantar ora juntos, ora separados, somando os hits de ambos. E farão dueto em Amor em Paz, de Tom Jobim, o grande número da noite.

Pelo jeito, emoção não vai faltar.

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Publicado em 29/10/2014 às 15h50

#VaivENO: Vamos Dividir? por Eduardo Enomoto

eduardo enomoto vamos dividir #VaivENO: Vamos Dividir? por Eduardo EnomotoFoto EDUARDO ENOMOTO

Dá para calcular o espaço onde duas pessoas se divertem ou o espaço onde 30 pessoas moram? Sim. Basta saber de qual lado do muro você está.

*Eduardo Enomoto é fotojornalista do R7. Sua coluna, #VaivENO, é publicada toda quarta aqui no blog.

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Publicado em 29/10/2014 às 03h08

Festival Contemporâneo de Dança tem sessões grátis

guintche credito c2a9joao figueira Festival Contemporâneo de Dança tem sessões grátis

Guintche, de Marlene Monteiro, representa Cabo Verde e Portugal - Foto: João Figueira

São Paulo abriga entre esta quinta (30) e 16 de novembro a 7ª edição do Festival Contemporâneo de Dança. O evento traz à cidade ícones da dança contemporânea mundial em apresentações gratuitas e com ingresso a preço popular. Cinco espaços da cidade têm programação0: Galeria Olido, Centro Cultural São Paulo, Centro de Formação Cultural Cidade Tiradentes, Funarte, Sesc Santana e Sesc Vila Mariana. A diretora artística do evento e também coreógrafa Adriana Grechi esteve no R7 para conversar com o editor de Cultura Miguel Arcanjo Prado sobre o evento.  Veja, abaixo, o vídeo. Conheça também a programação!

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Publicado em 28/10/2014 às 14h13

Viva Mário Lago! Mostra celebra artista em SP

mario lago Viva Mário Lago! Mostra celebra artista em SP

Mário Lago (1911-2002): além de ator, ele também foi compositor - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Mário Lago (1911-2002) foi um dos maiores artistas que o Brasil conheceu.

Ator, compositor e militante político da esquerda, marcou a história dos palcos, do rádio e da televisão, sempre com seu charme e inteligência inconfundíveis.

A partir desta quinta (30), dia em que haverá uma roda de samba no local para a abertura, o público paulistano pode conferir sua vida na mostra Eu Lago Sou – Mário Lago, um Homem do Século 20, no Centro Cultural Correios, na avenida São João com vale do Anhangabaú.

A exposição já esteve no Rio, em Brasília e no Recife e tem curadoria de Mário Lago Filho.

A entrada é gratuita, até o dia 30 de dezembro, de terça a domingo, das 11h às 17h.

Em destaque, imagens, versos, cenas de novelas e peças, manuscritos, troféus, capas de discos e livros e também as figuras da boemia carioca que fizeram parte da vida do artista.

Salve, Mário Lago!

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Publicado em 27/10/2014 às 03h08

Música ajuda desenvolvimento de crianças

musica thinkstock Música ajuda desenvolvimento de crianças

Cultura e ciência juntas: música é importante na educação infantil - Foto: Thinkstock

Com RESSOAR/RECORD NEWS

Os pequeninos amam ritmos e sons. Não é para menos. A música melhora a concentração e a coordenação motora das crianças, além de ajudar a desenvolver o cérebro deles. Veja como a música é primordial no desenvolvimento infantil no vídeo:

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Publicado em 27/10/2014 às 03h05

Artesanato do Japão conquista Brasília

japao Artesanato do Japão conquista Brasília

Artesanato do Japão: bem pertinho dos moradores de Brasília - Foto: Divulgação

Com DF RECORD

Está na reta final em Brasília a exposição Artesanato do Japão - Tradições e Técnicas, que termina nesta quarta (29).

Em foco, um recorte do artesanato do Japão, sob o olhar das tradições e técnicas adotadas por reconhecidos artesãos, compartilhando a habilidade e criatividade de seus trabalhos.

Estão expostos cerâmica, tingimento de tecidos, metais, laqueados, bambu e madeira e papel. Objetos que fazem parte do acervo da Japan Foundation. A mostra que já esteve no Rio e em Curitiba, segue após Brasília para Manaus, Belém, Recife e São Paulo.

Veja o vídeo:

Exposição Itinerante Artesanato do Japão: Tradições e Técnicas
Quando: diariamente, 8h às 18h, até 29/10/2014
Onde: Sesc 504 Sul – W3 Sul (W3 Sul, Quadra 504/505, Bloco “A”, s/n, Brasília-DF)
Quanto: Grátis
Classificação etária: livre

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Publicado em 26/10/2014 às 03h08

Daniel Martins: Comida, diversão e arte?

Boi Caprichoso TL1 Daniel Martins: Comida, diversão e arte?

"Do boi de Parintins aos blocos afro de Salvador. Todas essas expressões culturais contribuem para o que somos como povo e nação", diz Daniel Martins - Foto: Divulgação

Por DANIEL MARTINS
Especial para o R7*

Neste domingo (26), milhões de brasileiros vão às urnas para o ato final de uma campanha política intensa, disputada como há muito tempo não se via.

Dois projetos, colocados frente a frente, à escolha do eleitor, que teve a sua disposição as propagandas eleitorais, uma dezena de debates televisivos e entrevistas para amadurecer sua decisão.

Em todo este processo, me chamou a atenção, de maneira negativa, o pouco espaço concedido à cultura. Raramente abordado em entrevistas, pouco explorado no horário eleitoral, a despeito de cantorias e declarações de votos de artistas, e inexistente nos debates.

Parece não haver espaço para a cultura na cumbuca do Bonner, nem na dos demais mediadores de debates realizados em quatro emissoras distintas, bem como para questões também no âmbito da cultura, em seu sentido antropológico, como os saberes, fazeres, viveres das populações tradicionais, indígenas e quilombolas, e seus ricos patrimônios culturais materiais e imateriais.

É claro que saúde, educação e segurança são as pautas primeiras de toda campanha eleitoral realizada no País, mas a incipiência da cultura nos discursos políticos deixa transparecer a falta de entendimento de nossos governantes sobre a importância e potencialidade da atividade cultural para toda e qualquer sociedade.

Ao envolver as atividades do agente, do propagador e do espectador cultural, a mesma contribui para a elaboração de uma identidade cultural que funda uma consciência de povo, valorizando e respeitando as diferenças próprias de cada região onde a cultura é produzida, difundida e apreciada. Contribui com o processo educativo para além dos muros da escola, para a diminuição da violência, para o exercício da cidadania, dentre outras.

Da apresentação de uma orquestra sinfônica ao duelo de MC’s debaixo de um viaduto. Da exposição dos painéis Guerra e Paz de Portinari ao grafite que colore as ruas de nossas cidades. Da literatura de Machado de Assis aos cordéis de João Martins de Athayde. Das formas de Amilcar de Castro à poesia concreta de Carybé e Mestre Vitalino. Do boi de Parintins aos blocos afro de Salvador. Todas essas expressões culturais contribuem para o que somos como povo e nação. São, desse modo, eminentemente políticas.

Diante das propostas de ambos os candidatos, vejo pontos importantes como a revisão da Lei Rouanet, investimentos em nosso sistema nacional de bibliotecas, ampliação de editais de cultura que contemplem negros e gays e valorização de manifestações culturais regionais que poderiam muito bem ser encampadas por qualquer dos futuros governos.

É uma pena que a campanha tenha chegado ao fim com estes e outros temas, como o relativo à participação do Estado na esfera cultural, deixados de lado. Há muito, os Titãs já deram o recado: a gente não quer só comida.

daniel martins r7 cultura Daniel Martins: Comida, diversão e arte?*DANIEL MARTINS é bacharel em Ciências Sociais e mestre em Sociologia pela UFMG. É doutorando em Sociologia pela Unicamp, onde dedica-se ao estudo da Sociologia da Cultura. Colunista convidado, escreve no R7 Cultura todo quarto domingo do mês. A opinião dos colunistas convidados não reflete, necessariamente, a opinião do R7.

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Publicado em 25/10/2014 às 03h08

Mariana Queen: Por que Brasil rejeitou filme negro?

o dia de jerusa laura carvalho 2 Mariana Queen: Por que Brasil rejeitou filme negro?

Léa Garcia, em primeiro plano, no filme O Dia de Jerusa - Foto: Laura Carvalho

Por MARIANA QUEEN NWABASILI
Especial para o R7*

Nem a 38ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, nem o Festival do Rio e nem o 42º Festival de Cinema de Gramado.

O curta-metragem O Dia de Jerusa, dirigido pela baiana e negra Viviane Ferreira, e protagonizado pelas atrizes, também negras, Léa Garcia (ilustríssima) e Débora Marçal, não foi selecionado para os festivais nacionais de cinema realizados neste ano.

No entanto, o reconhecimento estrangeiro surpreende: a obra foi uma das que integrou a programação do "Short Film Corner" (mostra de curtas-metragens) da 7ª edição do Festival de Cannes, ocorrida em maio deste ano na França.

Debate na USP

Em um debate realizado neste mês na Faculdade de Direito da USP (Universidade de São Paulo), Viviane mencionou que entre as justificativas da recusa de filme pelos festivais brasileiros estava o estranhamento – ou seria descabimento? – com o fato de o elenco ser composto totalmente por atores negros.

– O cinema que me disponho a fazer perpassa minhas observações e vivencias cotidianas, então é o cinema que eu sinto em minha pele, que reflito no brilho dos fios de meu cabelo. Mas, no Brasil, existe um cenário de total agressão às subjetividades negras. Por isso, não podemos parar de produzir nunca, e os diretores e diretoras negros vêm resistindo. O dia que abandonarmos nossas histórias, nossa estética e subjetividades, significa que o racismo venceu, diz Viviane em entrevista para este blog.

o dia de jerusa Mariana Queen: Por que Brasil rejeitou filme negro?

Léa Garcia no curta que o Brasil rejeitou, mas Cannes abraçou - Foto: Laura Carvalho

Elenco negro

A escolha da diretora pela representatividade exclusivamente negra na tela, bem como pelo roteiro, também tem relação com a proposta da produtora do filme. A Odun Formação e Produção trabalha com produções (cinema, teatro, dança e música) e formações (oficinas, palestras, cursos) sobre bens culturais, priorizando temas relacionados à cultura afrobrasileira.

Com 20 minutos de duração, O Dias de Jerusa se coloca como uma homenagem à tradição oral negra transmitida pelos relatos dos mais velhos. A história expõe a memória ancestral de Jerusa (Léa Garcia), uma senhora moradora de um sobrado no bairro do Bexiga em São Paulo. Ao fazer uma entrevista para uma pesquisa de opinião, concedida a Silvia (Débora Marçal), sobre o uso do sabão em pó, Jerusa passa a expor lembranças de toda uma vida.

Se no Brasil o enredo e o elenco não agradaram, no exterior o que agradou foi justamente o foco sobre uma história ocorrida com a moradora negra em meio um bairro muito habitado por negros – como tantos no Brasil, de periferias a quilombos.

Ajuda em Cannes

Mas nem tudo foi festa em Cannes. Ao jornal A Tarde, um dos poucos veículos que registrou o feito, a diretora Viviane contou que para se manter durante o festival teve a ajuda de diversas instituições e amigos.

Ela diz ainda que produtora Odun continuará a enviar o filme para outros festivais internacionais e nacionais que acontecem até março de 2015. Negociações com canais de TV também estão entre os planos.

— Fui para Cannes com a tranquilidade de que não é o holofote do glamour que me impulsiona a fazer cinema, mas consciente de que ele é essa impulsão é importante para jogarmos luz na realidade desigual que a indústria audiovisual submete cineastas negros brasileiros.

*MARIANA QUEEN NWABASILI é repórter de Educação do R7. É formada em jornalismo pela ECA (Escola de Comunicações e Artes) da USP (Universidade de São Paulo). Colunista convidada, escreve no R7 Cultura todo quarto sábado do mês. A opinião dos colunistas convidados não reflete, necessariamente, a opinião do R7.

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Perfil

Miguel Arcanjo Prado é editor de Cultura do R7, onde está desde o começo do portal, em 2009. É jornalista formado pela UFMG e pós-graduado em Mídia, Informação e Cultura pela ECA-USP. É crítico membro da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes). Nasceu em Belo Horizonte e mora em São Paulo desde 2007, quando ingressou no Curso Abril de Jornalismo. Ainda em Minas, estreou como cronista do semanário O Pasquim 21, passando por TV UFMG e TV Globo Minas. Na capital paulista, foi repórter da Contigo!, da Ilustrada na Folha Online e do Agora São Paulo, no Grupo Folha. Edita e apresenta a Agenda Cultural da TV Record News.

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