Publicado em 26/11/2014 às 03h05

Tributo antecipa festa de 80 anos de Elvis Presley

ggg Tributo antecipa festa de 80 anos de Elvis Presley

Gilberto Augusto: um dos melhores covers de Elvis no Brasil - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Se vivo fosse, Elvis Presley completaria 80 anos em 8 de janeiro de 2015.

Mas, se ele não está mais por aqui, festa não deixará de ser realizada. Afinal, seus fãs são imbatíveis — muitos até acreditam que ele está vivo em algum lugar deste mundão.

Em São Paulo, na próxima sexta (28), às 21h30, acontece o show Elvis The Concert – O Tributo, com Gilberto Augusto, considerado um dos melhores covers de Elvis no Brasil, e participação especial de Jerry Adriani, ícone da jovem guarda.

O show ainda terá a Banda Memphis, a Orquestra Memphis e o Quarteto Vida Nova, no Teatro APCD (r. Voluntários da Pátria, 547, Santana, São Paulo, tel. 0/xx/11 2223-2424; R$ 60).

Atenção para esta dica: quem levar dois quilos de alimento não perecível paga meia-entrada no valor de R$ 30.

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Publicado em 25/11/2014 às 11h09

Portugal analisa presença na Bienal de São Paulo

consulado portugal Portugal analisa presença na Bienal de São Paulo

Sede do Consulado de Portugal em SP: análise da parceria artística - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

As relações entre Brasil e Portugal sempre foram intensas, sobretudo no mundo das artes. O Consulado Geral de Portugal em São Paulo realiza, no próximo sábado (29), um bate-papo sobre a representação portuguesa na Bienal de Veneza e na Bienal de São Paulo, dois dos mais importantes eventos das artes plásticas no mundo.

As pesquisadoras de arte Lígia Afonso e Ughetta Molin Fopp participam do evento, previsto para começar às 18h na sede do consulado.

O encontro é um desdobramento da exposição Cartas de São Paulo, com curadoria de Ligia Afonso e Isabela Lenzi, em cartaz no local.

A mostra foca na correspondência sobre a cena artística paulistana publicada entre 1959 e 1996 na revista Colóquio Artes da Fundação Calouste Gulbenkian, de Lisboa. O objetivo é, sobretudo, propor uma reflexão da presença portuguesa na Bienal de São Paulo.

A mostra traz arquivo de Wanda Swevo e da Biblioteca de Arte da Gulbenkian, além de uma obra da artista Mafalda Santos.

A exposição está em cartaz até 5 de dezembro na Sala Camões do Consulado Geral de Portugal em São Paulo (r. Canadá, 324, Jardim América, tel. 0/xx/11 3084-1800). A visitação é de segunda a sábado, das 12h às 17h. A entrada é gratuita.

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Publicado em 23/11/2014 às 13h12

Daniel Martins: Por que não sabemos quem são eles?

conjuracao baiana Daniel Martins: Por que não sabemos quem são eles?

Conjuração Baiana: heróis negros da Independência são desconhecidos por quê?

Por DANIEL MARTINS
Especial para o R7*

Inicio esta coluna perguntando a você, internauta: quem foi Joaquim José da Silva Xavier? Provavelmente, grande parte saberá responder. Aos que ainda tiverem dúvidas bastará utilizar seu famoso apelido: Tiradentes. Pronto! Agora, com certeza, identificamos nosso personagem.

Nascido em Minas Gerais, Tiradentes teve papel importante na chamada Inconfidência Mineira, movimento político que reuniu proprietários rurais, intelectuais, clérigos e militares em torno de um projeto que pretendia eliminar a dominação portuguesa.

Traídos, os inconfidentes foram presos e condenados ao degredo. Apenas um dos condenados teve decretada a pena de morte. Tiradentes, que assumiu toda a responsabilidade pelo levante, foi enforcado no dia 21 de abril de 1792. Esquartejado, sua cabeça foi exposta em Ouro Preto, outrora Vila Rica, para servir de exemplo. Hoje seu nome está gravado no chamado Livro dos Heróis da Pátria, localizado no Panteão da Pátria e da Liberdade, em Brasília. É considerado um mártir de nossa independência.

Não foi dita nenhuma novidade. Todos nós aprendemos sobre a Inconfidência Mineira na escola. Está lá, nos livros de História. Com maior ou menor riqueza de detalhes, todos sabemos do que se trata o movimento e quem é sua principal figura.

Quem são eles?

Mas, e se reiniciarmos esta coluna perguntando a vocês leitores, quem foi João de Deus do Nascimento? Alguma ideia? E Manoel Faustino dos Santos? Luiz Gonzaga das Virgens? E Lucas Dantas? Alguém sabe?

Alguns de nossos internautas devem, de imediato, ter reconhecido estes quatro nomes. Mas, com absoluta certeza, um número muito menor se comparado aos que identificaram a figura de Tiradentes.

No ano de 1798, nossos quatro personagens, dois alfaiates e dois soldados, fizeram parte de um movimento popular inspirado pela Revolução Francesa que ficou conhecido como Conjuração Baiana, Revolta dos Alfaiates ou ainda, Revolta dos Búzios. Ocorrido em Salvador, o movimento objetivava a independência do país, como a Inconfidência Mineira, mas distancia-se enormemente do movimento ocorrido nas gerais em um ponto. O movimento baiano defendia, também, o fim da escravidão e da desigualdade entre brancos e negros, bandeira jamais levantada pelos mineiros.

Traídos, os conjurados foram presos. Alguns condenados à prisão perpétua, outros ao exílio na África e outros, aqueles de classes mais abastadas que apoiaram o levante, absolvidos.

Apenas quatro dos condenados tiveram decretada a pena de morte. João de Deus do Nascimento, Manoel Faustino dos Santos, Luiz Gonzaga das Virgens e Lucas Dantas, que assumiram toda a responsabilidade pelo levante, foram enforcados no dia 8 de novembro de 1799. Esquartejados, suas cabeças foram expostas em diferentes pontos de Salvador, para servir de exemplo.

Hoje, seus nomes estão gravados no chamado Livro dos Heróis da Pátria, localizado no Panteão da Pátria e da Liberdade, em Brasília. Sim, aquele mesmo livro que traz o nome de Tiradentes. E assim como o alferes mineiro, os quatro baianos também são considerados mártires de nossa independência.

Comecei esta coluna com uma pergunta e me permito terminar com algumas outras. Com histórias tão parecidas, o que faz de Joaquim tão diferente de João, Manoel, Luiz ou Lucas? Por que Joaquim é sempre lembrado como herói nacional, ao contrário de João, Manoel, Luiz e Lucas? Questões para se pensar. Mas fica aqui uma pequena dica. Nossos heróis baianos eram negros.

Nesta semana em que se comemorou o Dia da Consciência Negra, fica aqui um convite para que conheçamos melhor nossa história e nossos heróis. Quem sabe assim as lutas diárias contra o preconceito, discriminação e desigualdade sejam um pouco menos difíceis.
daniel martins r7 cultura Daniel Martins: Por que não sabemos quem são eles?
*DANIEL MARTINS é bacharel em Ciências Sociais e mestre em Sociologia pela UFMG. É doutorando em Sociologia pela Unicamp, onde dedica-se ao estudo da Sociologia da Cultura. Colunista convidado, escreve no R7 Cultura todo quarto domingo do mês. A opinião dos colunistas convidados não reflete, necessariamente, a opinião do R7.

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Publicado em 22/11/2014 às 11h05

MARIANA QUEEN: Cadê o negro no cinema nacional?

cidade de deus 06 MARIANA QUEEN: Cadê o negro no cinema nacional?

Cena de Cidade de Deus: "negro como bandido"  - Foto: Divulgação

Por MARIANA QUEEN NWABASILI
Especial para o R7*

O prestígio do filme O Dia de Jerusa (2014) apenas no exterior – ao menos por enquanto –  indica que os diretores e produtores brasileiros (em sua maioria brancos) ainda têm receio de bancar histórias negras protagonizados por atores negros de maneira não estigmatizada e estigmatizante.

A restrição ao filme no Brasil é só exemplo de um paradoxo muito nítido, ao menos para nós, negras e negros brasileiros: somos 53% da população do País, mas, se não for de maneira estereotipada (negro como bandido, negra extremamente sexualizada), não nos vemos nas produções cinematográficas e teledramáticas nacionais.

Exemplo dos EUA

É preciso que façamos um movimento já feito nos Estados Unidos, onde tantos seriados de sucesso se basearam na realidade dos negros periféricos e em ascensão, e que já foi atentado pelos países europeus: é preciso questionar por que, sem que haja nenhum esforço ou grande estranhamento, as produções audiovisuais brasileiras são, na esmagadora maioria, protagonizadas, compostas, dirigidas e produzidas por atores, diretores e produtores brancos?

Além de reflexo da desigualdade racial existente no País, isso não é contraproducente, pensando que grande parte da audiência (principalmente televisiva) pode vir de espectadores negros? Mas, antes que qualquer produção venha, como e por que os negros querem se ver nas telinhas e nas telonas?

E, por fim, por que até hoje, a grande maioria dos negros brasileiros não se indignou com todos esses anos de exclusão negra também dos e nos filmes e novelas; não se indignou e se cansou com todos esses anos de produção audiovisual igual e padronizadamente muito mais branca?

Concluo que o embranquecimento vem de longe e fez com que parte de nós nos acostumássemos com suas formas contemporâneas e perversas.

Brasil faz vista grossa

Para além da hipocrisia da maioria dos brasileiros para com as consequências do racismo por aqui refletidas nas relações sociais e, consequentemente, nas produções culturais,  o cenário e as cenas tão claras têm relação, entre outras coisas, com a falta de produtores e diretores negros no País, e com a falta de espaço para produções que priorizem histórias e imagens sobre essa parcela da população.

Entretanto, a esquizofrenia persiste: em 2013, por ordem da Justiça Federal (pasmem!), o MinC (Ministério da Cultura) teve de suspender os editais de incentivo à cultura negra lançados em novembro de 2012 por supostamente representarem uma prática racista.   A Funarte (Fundação Nacional das Artes) retomou a proposta por meio da Bolsa Funarte de Fomento aos Artistas e Produtores Negros.

As iniciativas e suas tentativas de realização sinalizam o óbvio, para alguns: é preciso produzir produtores e produções negras no Brasil, País que gosta de vender a sua diversidade étnica e cultural, mas faz vista grossa para as contradições em meio a essas diversidades. E não pensem que não teremos de onde partir. Afinal, o formato de O Dia de Jerusa não inventou a roda do cinema negro brasileiro, mas, sim, está em meio a ele, bebe de suas fontes.

Dogma Feijoada

Nos anos 2000 (tarde, mas nunca tarde demais), o Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo abrigou uma mostra de diretores negros. Na ocasião, o diretor Jefferson De (Gênesis 22, de 1999; Bróder, de 2010), lançou o manifesto Dogma Feijoada, em alusão ao manifesto Dogma 95, criado pelo diretor dinamarquês Lars von Trier (Dogville, 2003; Ninfomaníaca, 2013) em 1995.

Lembrando dos feitos e do caminho já aberto pelos antigos e importantes cineastas negros brasileiros, como Haroldo Costa, Zózimo Bulbul, Antônio Pitanga e Waldyr Onofre, Jefferson De propôs em seu manifesto sete “mandamentos” para a produção do cinema negro no Brasil: o filme tem de ser dirigido por um realizador negro; o protagonista deve ser negro; a temática do filme tem de estar atrelada à cultura negra brasileira; o filme tem de se propor como “urgente”; não pode ter personagens estereotipadas negras ou não negras; o roteiro deve privilegiar o negro comum brasileiro e os super-heróis ou bandidos devem ser evitados.

Como na cultura ancestral, relembremos e retomemos. Porque relembrar é não se alienar.

mariana queen nwabasili MARIANA QUEEN: Cadê o negro no cinema nacional? *MARIANA QUEEN NWABASILI é repórter de Educação do R7. É formada em jornalismo pela ECA (Escola de Comunicações e Artes) da USP (Universidade de São Paulo). Colunista convidada, escreve no R7 Cultura todo quarto sábado do mês. A opinião dos colunistas convidados não reflete, necessariamente, a opinião do R7.

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Publicado em 21/11/2014 às 03h07

O Retrato do Bob: Jards Macalé, potência musical

jards macale bob sousa O Retrato do Bob: Jards Macalé, potência musicalFoto BOB SOUSA
Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Quando Maria Bethânia, ainda adolescente, chegou ao Rio em 1965 para substituir Nara Leão no espetáculo Opinião, era o violão tocado por ele que soava quando ela abria o vozeirão em Carcará. Quando Gal gravou o disco antológico Legal, em 1970, era também ele o homem por detrás de cada arranjo do álbum. Outro disco fundamental, Transa, de Caetano Veloso, em 1972, também foi produzido por ele. Isso sem contar as diversas composições, como Vapor Barato, hino da contracultura feito por ele em parceria com o poeta baiano Waly Salomão. Hoje, aos 71 anos, o homem que posa para Bob Sousa no palco do Teatro Paulo Autran do Sesc Pinheiros, em São Paulo, está mais maduro, mas com aquele atrevimento artístico intocado. Afinal, Jards Macalé é uma potência musical.

*BOB SOUSA é fotógrafo e autor do livro Retratos do Teatro (Editora Unesp). Sua coluna O Retrato do Bob é publicada no Atores & Bastidores do R7 toda segunda-feira, com grandes nomes dos palcos. Já às sextas, a coluna O Retrato do Bob sai no blog R7 Cultura, com personalidades do mundo cultural.

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Publicado em 20/11/2014 às 18h15

Veja os vencedores do 22º Festival Mix Brasil

mix vencedores jessica dalla torre Veja os vencedores do 22º Festival Mix Brasil

Vencedores do Festival Mix Brasil 2014 posam no Centro Cultural São Paulo com a equipe e jurados do evento que promove a cultura e a diversidade - Foto: Jéssica Dalla Torre

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Depois de muitas sessões disputadas, chegou a hora de o 22º Festival Mix Brasil de Cultura e Diversidade divulgar os vencedores de 2014. A cerimônia foi na noite desta quarta (19), no Centro Cultural São Paulo. Dirigido por João Federici e André Fischer, o evento teve a primeira competição nacional de longas e médias-metragens nacional. Os ganhadores nacionais e internacionais levaram o Troféu Coelho de Ouro e de Prata e também foi entregue o Prêmio Canal Brasil de incentivo ao curta-metragem.

Na Mostra Competitiva Brasil participaram 19 curtas-metragens. Esses filmes foram avaliados por um júri internacional composto por Guinevere Turner, diretora, escritora e atriz americana, Bard Ydén, diretor do Skeive Filmer Film Festival em Oslo, e Duda Leite, cineasta, jornalista e curador. Já o Júri da Competitiva Brasil de Médias e Longas, formando pela atriz Gilda Nomacce, o ator paulistano Milhem Cortaz e o cineasta Andradina Azevedo, escolheram entre 10 filmes.

Veja a lista dos vencedores:

Júri Popular

Melhor Curta Estrangeiro:  Aban + Khorshid  de Darwin Serink (EUA)
Melhor Longa Estrangeiro: E Agora ? Lembra-me  de  Joaquim Pinto (Portugal)
Melhor Documentário: Nan Goldin- Lembro do seu Rosto  de Sabine Lidl  (Alemanha/ Austria/Suiça)
Melhor Curta Nacional: A Ala de Fred Bottrel e Aceito  de Felipe Cabral (empate)
Longa Nacional:  Para Sempre Teu, Caio F.  de Candé Salles (Brasil)

mix fred bottrel a ala 2 Veja os vencedores do 22º Festival Mix Brasil

Fred Bottrel discursa após levar melhor curta por A Ala - Foto: Jéssica Dalla Torre

Premio Canal Brasil de Incentivo ao Curta Metragem (de R$ 15 mil): Quinze de  Maurilio Martins

Prêmio Ida Feldman: Colby Keller

Premiados pelo Júri Técnico Competitiva Brasil de Curtas

Melhor curta metragem nacional Troféu Coelho de Ouro 2014: Algum Lugar no Recreio de Caroline Fioratti
Melhor direção de arte:  Edifício Tatuapé  Mahal / Fernanda Salloum     
Melhor Fotografia: Flerte de Dante Belluti
Melhor Roteiro:  Sobre Papéis/ Pedro Paulo Andrade
Melhor Interpretação:  Quinze/ Karine Telles
Melhor Direção:  Algum Lugar no Recreio/ Caroline Fioratti
Menção Honrosa: A Ala de Fred Bottrel

Premiados pelo Júri Técnico Competitiva Brasil de Médias e Longas:
Melhor curta média/ longa nacional Troféu Coelho de Ouro 2014: Gazelle - The Love Issue  de Cesar Terranova (Brasil / EUA / Polinésia Francesa)
Menção Honrosa: Nova Dubai de Gustavo Vinagre

mix jessica dalla torre Veja os vencedores do 22º Festival Mix Brasil

O ator Milhem Cortaz anuncia a premiação do Mix Brasil 2014, sob olhar atento dos diretores do festival, André Fischer (esq.) e João Federichi - Foto: Jéssica Dalla Torre

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Publicado em 19/11/2014 às 17h25

Museu Afro faz maratona pela Consciência Negra

CENA BESOURO 4   CREDITO CHRISTIAN CRAVO Museu Afro faz maratona pela Consciência Negra

Cena do filme Besouro, de João Daniel Tikhomiroff: duas sessões grátis em SP

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Quem for ao Parque do Ibirapuera, em São Paulo, nesta quinta (20), pode celebrar o Dia da Consciência Negra no Museu Afro, que fica próximo ao portão 10.

O espaço terá uma programação especial. Entre as atrações, tem concerto do grupo congolês Vana Kembo, às 10h, show da cantora norte-americana Toni Blackman, às 11h e 13h, e duas sessões do filme Besouro, às 14h e às 16h30. O longa conta a história de um lendário capoeirista no começo do século 20, com direção de João Daniel Tikhomiroff.

“O dia de 20 de novembro nos obriga a celebrar e a refletir: celebrar a memória de Zumbi de Palmares e de todos os homens e mulheres negros que lutaram contra a escravidão e o racismo no Brasil. E refletir sobre o ainda existente abismo social que separa negros e brancos no Brasil”, diz Emanoel Araujo, diretor curador do Museu Afro Brasil.

O livro Do Outro Lado, de Cesar Fraga, Ana Maria Gonçalves e Maurício Barros de Casto será lançado no espaço às 10h. A programação ainda tem Aos Pés do Baobá, às 13h45, com a obra de Carolina Maria de Jesus, e às 15h15 a criançada se diverte com As Brincadeiras do Congo.

Toda a programação é gratuita.

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Publicado em 18/11/2014 às 03h05

Memorial ganha feira de arte independente

memorial Memorial ganha feira de arte independente

Artistas latino-americanos mostram suas obras no Memorial - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O Memorial da América Latina, ao lado do metrô Barra Funda, em São Paulo, vai se transformar em um grande mercado de artes no começo do mês de dezembro, com entrada gratuita e aberta ao público.

É a FilaAC (Feira Independente LAtino-Americana de Arte Contemporânea), que acontece nos dias 4 (9h às 22h), 5 (9h às 18h), 6 (9hàs 18h) e 7 (10h às 20h) de dezembro, na Galeria Marta Traba, no Memorial.

Cada obra será vendida ao preço máximo de R$ 5 mil. Além de brasileiros, participam artistas argentinos, uruguaios, paraguaios, colombianos, bolivianos, venezuelanos, chilenos, mexicanos e cubanos.

O evento tem parceria com a Desvenda - Feira de Arte Contemporânea de Porto Alegre.

Segundo a organização, trata-se de "um evento inédito no universo das tradicionais feiras de artes, porque também será um eclético ponto de encontro entre artistas e agentes culturais latino-americanos".

A curadora Ângela Barbour diz que o objetivo é "estimular a criação de um mercado específico para as obras de arte e, simultaneamente, oferecer aos participantes a oportunidade de difundir e financiar suas produções artísticas".

 

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Publicado em 17/11/2014 às 13h01

Música de resistência à ditadura vira tema de show

CANTO.LIVRO ft8b x cred.fotogr.SergioCaddah Música de resistência à ditadura vira tema de show

Canto Livro faz show para lembrar cancioneiro de resistência - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A música popular brasileira, a nossa velha querida MPB, apesar de toda a perseguição, viveu um período áureo durante os anos de chumbo da ditadura civil-militar instaurada no País 50 anos atrás e que durou 21 sombrios anos.

As canções e outras produções artísticas tiveram primordial papel no processo de resistência e na construção da democracia que hoje vivemos.

Para celebrar tais obras, o espetáculo Bodas de Chumbo do Canto Livro apresenta músicas e literatura feitas nesta época, reunidas em um show poético.

Ícones como Millôr Fernandes, Gianfrancesco Guarnieri, Milton Nascimento, Geraldo Vandré, João Bosco e Ferreira Gullar estão no roteiro.

Jean Garfunkel (violão), Joana Garfunkel (voz) e Pratinha Saraiva (flautas) se apresentam nesta segunda (17), às 21h, no Tatu Bar e Palco (r. Alves Guimarães, 153, Pinheiros), em São Paulo, com entrada a R$ 35.

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Publicado em 16/11/2014 às 03h05

Truman Capote, que faria 90 anos, nos lembra como o jornalismo pode ser plural

truman capote by richard avedon 01 recorte Truman Capote, que faria 90 anos, nos lembra como o jornalismo pode ser plural

A Sangue Frio: o jornalista Truman Capote (1924-1984) em retrato de Richard Avedon

Por ROBERTO ALMEIDA
Especial para o R7*

O escritor italiano Ítalo Calvino certa vez escreveu que um clássico é uma obra que nunca termina de dizer o que tem para dizer. A formulação é concisa e profundamente simples, como geralmente são as boas ideias. De fato, é por conseguir se atualizar ao longo tempo, guardando sempre novas camadas de sentido, que os poemas de Dante ainda são lidos, assim como continuamos ouvindo as músicas de Pixinguinha. O jornalismo também tem seus clássicos e, volta e meia, eles aparecem para nos assombrar. E para fazer pensar.

Uma dos maiores clássicos jornalísticos, A Sangue Frio, de 1965, é obra de um autor que completaria 90 anos em 2014, se ainda estivesse vivo: Truman Capote, americano de New Orleans, falecido em 1984. Clássico de fato e de direito, o livro ainda se mantém fresco e vigoroso, mesmo depois de quase 50 anos de publicação.

Ao longo de pouco mais de trezentas páginas, a história que se conta é o caso do massacre brutal de uma próspera e pacata família do interior do Kansas. Depois de horas de tortura psicológica, pai, mãe e dois filhos adolescentes foram executados à queima roupa, em um latrocínio tão cruel quanto sem sentido: da casa da família assassinada, os criminosos, que só foram descobertos meses depois, levaram pouco mais de 40 dólares.

Na pequena cidade, eles deixaram um sentimento de medo e desconfiança profundos: vizinhos temendo-se uns aos outros, estranhando-se mutuamente, receosos diante da possibilidade de estarem dividindo os bancos da igreja e a piscina do clube local com homicidas em potencial.

Cinquenta anos depois do lançamento do livro, a leitura de A Sangue Frio nos faz colocar o jornalismo em perspectiva. Hoje, parte da imprensa brasileira vive uma situação de crise ética e financeira. Há jornais à beira da falência, com tiragem em queda, descumprindo obrigações trabalhistas básicas. Já no campo das relações políticas, os veículos talvez nunca tenham sido tão contestados. Na última eleição, só para trazer um exemplo, a cobertura da disputa e as mal disfarçadas preferências partidárias foram alvo da crítica dos eleitores quase tanto quanto a plataforma dos candidatos.

É fato que o jornalismo diário, preocupado em narrar o acontecimento em sua imediaticidade, se faz em condições muito diferentes daquelas que estavam disponíveis para Capote, que levou seis anos para apurar e redigir o relato de um único crime. Mesmo assim, o trabalho do autor nos lembra que o jornalismo são muitos: ele existe como pratica que deve ser pensada sempre no plural, única forma gramatical capaz de alcançar sua multiplicidade de formas possíveis.

A Sangue Frio é um clássico porque elevou ao máximo a capacidade do jornalismo em se apresentar como ferramenta de produção de conhecimento. Conhecimento sobre o outro – seja ele vítima ou e assassino – e sobre o coração humano. Um coração que pulsa de medo e que é, também, capaz de produzir as mais terríveis barbáries.

É exatamente nesse ponto que o jornalismo pode ir mais longe. Ele nos conta, no dia a dia, a história de nós mesmos. A narrativa de um mundo que construímos com o outro, derramando nosso suor e nosso sangue, sendo gananciosos e generosos, cruéis e piedosos, sempre complexos: infinitamente humanos.
ROBERTO ALMEIDA Truman Capote, que faria 90 anos, nos lembra como o jornalismo pode ser plural
*ROBERTO ALMEIDA é jornalista e mestre em comunicação pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). Ele também é pesquisador da cultura midiática. Colunista convidado, escreve no R7 Cultura todo terceiro domingo do mês. A opinião dos colunistas convidados não reflete, necessariamente, a opinião do R7.

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Perfil

Miguel Arcanjo Prado é editor de Cultura do R7, onde está desde o começo do portal, em 2009. É jornalista formado pela UFMG e pós-graduado em Mídia, Informação e Cultura pela ECA-USP. É crítico membro da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes). Nasceu em Belo Horizonte e mora em São Paulo desde 2007, quando ingressou no Curso Abril de Jornalismo. Ainda em Minas, estreou como cronista do semanário O Pasquim 21, passando por TV UFMG e TV Globo Minas. Na capital paulista, foi repórter da Contigo!, da Ilustrada na Folha Online e do Agora São Paulo, no Grupo Folha. Edita e apresenta a Agenda Cultural da TV Record News.

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