Publicado em 24/05/2015 às 03h04

Cristina inaugura Centro Cultural Néstor Kirchner, o maior da América Latina

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Centro Cultural Néstor Kirshner - Foto: Reprodução/Facebook oficial

Da EFE

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, inaugurou na última semana o Centro Cultural Néstor Kirchner, o maior da América Latina, obra que demorou seis anos para ficar pronta e custou o triplo do previsto inicialmente.

Cristina afirmou estar "realmente emocionada" por dar sequência à construção do "centro cultural mais importante latino-americano", uma ideia de seu marido, o ex-presidente argentino Néstor Kirchner (2003-2007), falecido em 2010. Em discurso feito no novo espaço e transmitido em rede nacional, a presidente destacou o investimento realizado pelas gestões kirchneristas na cultura nos últimos 12 anos.

A inauguração do centro cultural faz parte de uma série de eventos organizados pelo governo argentino para festejar mais um aniversário da Revolução de 25 de maio de 1910, fato histórico que marcou o início do processo que culminou com a independência do país, em 1816. O 25 de maio também se constituiu como uma data importante para o kirchnerismo há 12 anos, quando Néstor tomou posse como presidente.

O centro inaugurado tem 100 mil metros quadrados e pretende ser um espaço moderno, amplo e diverso para reunir em suas paredes as diversas manifestações artísticas, visuais e cênicas. O trabalho de restauração do edifício, onde funcionava a sede do Correio Argentino, levou seis anos e custou US$ 275 milhões, quase o triplo dos US$ 103 milhões inicialmente orçados.

A reforma de uma das joias arquitetônicas de Buenos Aires incluiu a recuperação das quatro fachadas do prédio, a recuperação dos salões e a demolição de parte do interior do edifício. Entre suas atrações mais importantes, o Centro Cultural Néstor Kirchner tem um teatro com capacidade para 1.750 pessoas. Além disso, conta com uma cúpula onde a cidade de Buenos Aires pode ser vista pelos visitantes.

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Centro Cultural Néstor Kirshner - Foto: Reprodução/Facebook oficial

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Publicado em 23/05/2015 às 03h04

Megalópoles são retratadas em exposição fotográfica em São Paulo

andré stefano 3 Megalópoles são retratadas em exposição fotográfica em São Paulo

Do R7

Do dia 23 de maio até o dia 1º de junho, quem passar pela Urban Arts, em São Paulo, vai conferir o trabalho do fotógrafo André Stefano na exposição UKSP.

A mostra exibe os registros feitos por André em São Paulo e no Reino Unido, mostrando semelhanças entre as cidades grandes.

— As obras são resultado da experiência de morar fora do Brasil por três anos. Reino Unido e São Paulo são lugares distantes, mas com muito em comum.

Ao todo são dez retratos, em branco e preto, que mostram o trânsito, o barulho e a correria da vida das pessoas, mas sem deixar de ressaltar as qualidades da arquitetura dos locais.

— A sensação de estar em uma megalópole, com muito trânsito e muita correria, é a mesma para ambos. A vida não para! Os compromissos, os horários, as formas de ganhar a vida nos distancia da beleza das cidades. Registrar cidades faz-me sentir mais vivo, mais parte delas. E atento a ângulos ainda não explorados. Me divirto com o inusitado.

No sábado (23), a partir das 15h, acontecerá uma vernissage. Andre Stefano e André Diniz, proprietário da Urban Arts, recepcionarão os convidados.

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andré stefano 2 Megalópoles são retratadas em exposição fotográfica em São Paulo

Exposição UKSP – André Stefano
Quando: De 23 a 1º de junho. Segunda a sábado, das 10h às 19h, domingo, do meio-dia às 18h
Onde: Urban Arts (r. Oscar Freire, 156, Jardins, São Paulo. Informações: 0/xx/ 11 3081-6142)

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Publicado em 22/05/2015 às 03h04

Cisne Negro de dança faz apresentações neste fim de semana

 

Sra. Margareth FOTO TOMAS KOLISCH JR Cisne Negro de dança faz apresentações neste fim de semana

Sra. Margareth, por Cisne Negro - Foto: Tomas Kolisch Jr.

Do R7

Entre os dias 22 e 24 de maio, a Cisne Negro Cia. de Dança faz uma curta temporada na Sala Jardel Filho do Centro Cultural São Paulo, com duas coreografias: Trama e Sra. Margareth – Excertos de Monger.

No domingo, a companhia faz uma apresentação especial para deficientes visuais, com audiodescrição dos aspectos visuais: cenários, figurinos e linguagem corporal são apresentados ao público por meio da fala.

A companhia nasceu de uma circunstância especial: sua diretora artística, Hulda Bittencourt, juntou as alunas do Estúdio de Ballet Cisne Negro com alguns atletas da Faculdade de Educação Física da Universidade de São Paulo (USP). A aproximação desses dois universos deu ao grupo sua principal característica: uma dança espontânea, energética, viril e de grande qualidade técnica e artística.

Monger é uma adaptação de Barak Marshall e conta a história de um grupo de funcionários, presos no porão de uma patroa abusiva. Na trilha musical estão elementos da música cigana, clássica e rock. A coreografia explora as dinâmicas de poder, hierarquia, livre-arbítrio e os compromissos que são necessários para sobreviver.

Já o coreógrafo Rui Moreira explica um pouco do que é Trama.

— Neste Brasil mestiço, misterioso e mágico, todos os retratos são tendenciosos, parciais ou comprometidos, observando os brincantes e suas brincadeiras, as festas populares, os folguedos, seus personagens místicos, criam danças que revelam um pouco desta complexa trama de simplicidade, que mostra o transcendente e o contagiante caminho da alegria neste País.

Cisne Negro no CCSP
Quando: De 22 a 24 de maio. Sexta e sábado, às 21h, domingo, às 20h.
Onde: CCSP (r. Vergueiro, 1000, Paraíso, São Paulo. Informações: 0/xx/11 3397-4002)
Quanto: R$ 10
Duração: 80 minutos
Classificação: Livre

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Publicado em 21/05/2015 às 03h04

No ano do centenário, viúva de Orson Welles desembarca no Brasil em mostra de cinema

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Orson Welles e Oja Kodar - Foto: Divulgação

Do R7

Entre os dias 22e 27 de maio, em São Paulo, o Caixa Belas Artes prepara uma programação especial para comemoração do centenário de Orson Welles. Ao longo da mostra, 12 filmes importantes da obra do cineasta serão exibidos e também contará com a presença especial da viúva do gênio do cinema.

No sábado (23), ela participará d um bate-papo com o público após a exibição do filme Verdades e Mentiras, onde atua. Oja é croata e foi companheira de Orson Welles por 25 anos. Atualmente com 74 anos, ela vem ao Brasil e promete fazer números de mágica, uma das proezas que aprendeu com Welles.

Ela conheceu o cineasta enquanto ele filmava O Processo e, desde então, atuou como co-roteirista e coprodutora de seus filmes. Hoje é uma das responsáveis pela administração da obra do ex-companheiro.

Se estivesse vivo, Orson Welles teria completado cem anos no último dia 6 de maio. Ele inovou o cinema com sua ousadia estética e criatividade.

 Os filmes que serão exibidos são Cidadão Kane, A Dama de Shangai, Macbeth: Reinado de Sangue, Mr Arkadin, A Marca da Maldade,Verdades e Mentiras, O Processo, Jornada do Pavor, Falstaff, Othelo e O Terceiro Homem (de Carol Reed, com Orson Welles no elenco). Toda a programação com os horários de exibição pode ser vista no site do Caixa Belas Artes. Os ingressos também poder ser adquiridos com antecedência no www.ingresso.com.br.

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A Dama de Shangai - Foto: Divulgação

Mostra Centenário Orson Welles
Quando: de 22 a 27 de maio.
Onde: Caixa Belas Artes (r. da Consolação, 2423, próximo ao metrô Paulista. Telefone: 0/xx/ 11 2894-5781)
Quanto: R$12 (segunda), R$ 22 (terça a domingo)

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Publicado em 20/05/2015 às 03h04

Um outro olhar sobre Jerusalém

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Exposição Jerusalém Arte e Mistério - Foto: Viviana Tagar

Do R7

Um lado desconhecido de Jerusalém. Essa é a proposta de Viviana Tagar em sua exposição Jerusalém Arte e Mistério, que será exibida no MuBE (Museu Brasileiro da Escultura), de 22 de maio a 21 de junho.

A ideia é lançar um olhar amplo e plural sobre a cidade, berço histórico das três religiões monoteístas.

Lucia Barnea, a consulesa de Israel em São Paulo, falou sobre a proposta da exposição.

— A fotógrafa Viviana Tagar nos conduz com sua mirada sensível a recantos diversos da cidade três vezes milenar, que também é urbe contemporânea e pujante, talhada no encontro do Oriente com o Ocidente.

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Nir Barkat, prefeito de Jerusalém, também elogiou as fotos que estão na exposição.

— Viviana Tagar selecionou um mundo de imagens de Jerusalém que desfoca as divisões do tempo e da cultura, para revelar a universalidade subjacente da cidade e o nosso denominador comum. Elegantemente fazendo a correspondência entre o antigo e o moderno, suas fotos surpreendem com perspectivas artísticas e incomuns e persuade a descobrir os segredos da nossa grande cidade.

Jerusalém Arte e Mistério se aventura por uma delicada paleta de imagens filigranadas da geografia humana da Cidade e de suas culturas, e compartilha os segredos de seus recantos arquitetônicos.

Exposição Jerusalém Arte e Mistério
Quando: de 22 a 21 de junho. Terça a domingo, das 10h às 19h
Onde: MuBE (av. Europa, 218, entrada pela r. Alemanha, 221, São Paulo. Telefone: 0/xx/11 2594-2601)
Quanto: Gratuito

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Publicado em 19/05/2015 às 03h04

Vinil vive nova era de ouro no Reino Unido

ThinkstockPhotos 497183891 Vinil vive nova era de ouro no Reino Unido

 

Jorge Peris, da EFE

Após muitos anos abandonados pelo som digital, os discos de vinil voltaram com força ao panorama fonográfico do Reino Unido, não somente como objetos para nostálgicos e colecionadores, mas em novas edições e gravações musicais dos grupos britânicos mais populares. Foi preciso viver as gerações de CDs, minidiscs, mp3s, iPods e a música em "streaming", em plataformas como Spotify, Deezer, Soundcloud e Grooveshark, para que o vinil voltasse a estar na moda e bem avaliado no panorama fonográfico do país.

Os LPs estão concorrendo com os compact disc nas lojas de discos e têm sido utilizados por muitos DJs em alguns dos clubes mais prestigiados da capital britânica. Este mês, a empresa Official Charts Company, que quantifica as vendas da indústria musical no Reino Unido, lançou sua primeira lista semanal com os vinis mais vendidos.

Algumas das maiores bandas britânicas dos últimos anos , como Arctic Monkeys, The Vaccines, The Wombats e Noel Gallagher's High Flying Birds, lançaram também seus últimos trabalhos em vinil. No entanto, são os grupos e artistas clássicos que estão nos primeiros postos na lista de mais vendidos, como Manic Street Preachers, Sex Pistols, David Bowie e The Doors.

Ano passado, alguns dos álbuns mais elogiados dos Beatles, como Help, A Hard Day's Night, Please Please Me e Revolver, voltaram a ser vendidos em vinil depois de serem remasterizados nos míticos estúdios Abbey Road, em Londres. Com esta nova gravação, os técnicos de som buscavam se aproximar o máximo possível do som original que os Beatles fizeram há 50 anos.

"Esta era da música digital fez com que muitos consumidores sentissem falta de um produto físico, como o CD ou o vinil, e quisessem algo tangível para poder sentir que investiram em um artista", explicou à Agência Efe Dave Reilly, da Warner Music. "O vinil tem melhor aceitação que o CD, que tem uma aparência muito mais barata. O disco de vinil é visto como uma obra de arte, algo para guardar, para colecionar. Acho que enquanto não houver outras alternativas físicas aos downloads ou ao 'streaming', o vinil terá lugar no mercado", acrescentou Reilly.

Apesar da expansão da música em "streaming" e do formato mp3, o vinil faturou 1,3 milhão de libras (R$ 8,5 milhões) no Reino Unido em 2014, o valor mais alto dos últimos anos. Em 2014, as vendas de vinis no país foram apenas 1,5% do faturamento total de discos, aumento de 1,4% comparado com 2006, quando foi de irrisório 0,1%.

A indústria fonográfica britânica espera ainda que as vendas neste formato, que teve seu período de glória nas décadas de 60, 70 e 80 e começou a declinar nos ano 90 até chegar ao fundo do poço, cresçam este ano 70%. "As pessoas estão cansadas da saturação da música 'baixável' e em 'streaming'. Comprar um vinil, com a capa e as letras, é uma forma de render uma pequena homenagem ao grupo que você gosta", afirmou à Efe Jesús Velázquez, DJ em Londres e colecionador de vinils. "Acho que comprar um vinil é uma boa forma de reunir discos que você pensa que terá a vida toda", destacou Velázquez.

Definitivamente, muitos no Reino Unido pensam que, longe de ter virado história, os discos de vinil e seus imprescindíveis acompanhantes - os toca-discos e as agulhas - podem ter entrado em uma nova "Idade de Ouro", agora com o indubitável charme 'vintage'.

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Publicado em 18/05/2015 às 03h04

Explosão embaixo de viaduto no Bixiga mobiliza os corpos em Blow Up (Vol.2)

Lado A. Crédito Mariana Sucupira Explosão embaixo de viaduto no Bixiga mobiliza os corpos em Blow Up (Vol.2)

Foto da performance Lado A - Foto: Mariana Sucupira/Divulgação

Do R7

O que acontece com as coisas após uma explosão? Essa é a pergunta que mobiliza o Núcleo Cinematográfico de Dança em Blow Up (Vol.2), espetáculo performance que se divide em duas partes, Lado A e Lado B, que agita a cidade de São Paulo nas próximas semanas.

Lado A (Você não Pode Construir Uma Árvore de Volta a partir de Fumaça e Cinzas) ocupa o Terreyro Coreográfico, embaixo do viaduto Júlio de Mesquita Neto, no tradicional bairro do Bixiga, de 21 a 24 de maio. Segundo Mariana Sucupira, uma das diretoras do espetáculo, Lado A é uma decomposição progressiva de uma explosão.

— Uma metamorfose contínua, que consiste em abrir os movimentos e as imagens. É uma tentativa de adentrar o silêncio e habitá-lo, mas tudo fica ruidoso, quase insuportável.

Lado B (Tudo é Desastre) conta com o sexteto de bailarinas dirigido por Mariana e Maristela Estrela mais artistas convidados da companhia Les Commediens Tropicales, que propuseram ações que foram incorporadas ao espetáculo. Maristela  fala sobre o roteiro complementar, que ocupa o Cine Art-Palácio, uma das salas da Cinelândia, na avenida São João, de 28 a 31 de maio.

— Essa grande inflamação agita violentamente nossos corpos, perturbando com entrechoques de energia e com agradável humor essa nossa carne. O que sobra da explosão é nada.

Interessante, não? E tudo gratuito! O Núcleo Cinematográfico de Dança usa diferentes técnicas e ferramentas para construção coreográfica e dramatúrgica. A organização, ou seja, a disposição de tudo foi proposta pela companhia em colaboração com cenógrafo e arquiteto Luciano Bussab. Há ainda projeção de imagens, com concepção e edição de Mariana Sucupira. Fause Haten assina o figurino cheio de camadas e volumes, onde peças de roupas são reutilizadas em novas funções.

Blow Up (Vol.2): Depois, Após, Seguinte: Bifurcação Imprevisível

Lado A
Quando: 21 a 24 de maio, quinta a sábado, às 21h, domingo, às 20h.
Onde: Terreyro Coreográfico (embaixo do viaduto Júlio de Mesquita Filho, ponto de encontro em frente ao Teatro Oficina, r. Jaceguai, 520, Bela Vista)
Quanto: Grátis (bilheteria abre uma hora antes)
Classificação: 16 anos
Duração: 60 minutos

Lado B
Quando: 28 a 31 de maio, quinta a sábado, 21h, domingo, 20h.
Onde: Cine Art-Palácio (av. São João,419, centro)
Quanto: Grátis
Classificação: 16 anos
Duração: 60 minutos

Lado B. Crédito Mariana Sucupira Explosão embaixo de viaduto no Bixiga mobiliza os corpos em Blow Up (Vol.2)

Lado B - Foto: Mariana Sucupira/Divulgação

 

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Publicado em 17/05/2015 às 03h04

Equilíbrio em branco e preto

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Usina hidrelétrica Cachoeira do Alecrim, Companhia Brasileira de Alumínio, vale do rio Juquiá - SP, 1975 (Foto: Divulgação/MAC)

Por DAIA OLIVER*
Especial para o R7 Cultura

A dualidade está em tudo que pensamos, sentimos e vemos. Balancear os extremos nos faz chegar, obrigatoriamente, ao meio. Isso é, ao caminho onde se quer chegar. Na fotografia também é assim, quando usamos o brilho e o contraste (obturador e diafragma) para lapidar a imagem de um retrato. Mesmo se a foto não sair como foi idealizada.

O resultado traz indicações do que deve fazer, mais brilho, menos contraste, para chegar o mais próximo a percepção dos olhos do fotógrafo e o que ele quer passar com a imagem. Perfeição? É uma questão do que se quer mostrar. O degradê que forma os tons entre branco e preto são responsáveis por transmitir sensações, dão a ambientação, a plasticidade do retrato.

No mês de junho termina a mostra do fotógrafo imigrante alemão, de origem judaica, Hans Gunter Flieg, no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC USP), no Ibirapuera.

A exposição fotográfica faz uma retrospectiva a história da fotografia moderna no Brasil em segmentos pouco estudados, como é o caso da produção voltada à indústria, à arquitetura, ao design e à publicidade. Ao longo de quatro décadas, Flieg registrou o desenvolvimento industrial brasileiro.

Flieg 06 Equilíbrio em branco e preto

Livro
Tema: Preto e Branco
Autor: Flávio Damm
Editora: Editora Photos

Filme
Título: O Sal da Terra
Ano: 2014
País: Brasil, França e Itália
Direção: Juliano Ribeiro Salgado e Win Wnders
Direção de fotografia: Juliano Ribeiro Salgado e Win Wenders

Exposição
Fotógrafo: Hans Gunter Flieg
Tema: Indústria, design, publicidade, arquitetura e artes de Hans Gunter Flieg
Onde: MAC – Museu de Arte Contemporânea Ibirapuera
Onde: Av. Pedro Álvares Cabral, 1301
Quando: Até 14 de junho (final da temporada)
Horário: Terça das 10h às 21h, de quarta a domingo 10h às 18h
Preço: Gratuito

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Torre da Willys-Overland do Brasil, São Bernardo do Campo, São Paulo, 1954 (Foto: Divulgação/MAC)

*DAIA OLIVER é fotojornalista do R7.

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Publicado em 16/05/2015 às 03h04

Lugar de lixo é na Oca: exposição provoca reflexão sobre o descarte de resíduos

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Começa neste sábado (16), a exposição Reverta, na Oca, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, a partir das 9h. A mostra busca provocar reflexões sobre a produção, o uso e o descarte do lixo no Brasil.

Aliando ciência, arte e interatividade, a exposição quer impactar o público com obras que visam despertar uma nova percepção em relação ao lixo. Aquilo que é jogado fora precisa ser encarado como resído (e ser tratado!), pois disso depende a preservação ambiental, mas também inclusão social e renda.

De acordo com Mário Domingos, curador científico da Reverta e do Instituto Abramundo, o destino que se dá ao resíduo é muito importante e deve ser foco de políticas públicas, uma vez que a destinação inadequada pode causar danos ao meio ambiente e até mesmo às pessoas.

— Além de preservar o meio ambiente, a reciclagem é, muitas vezes, a única fonte de renda de várias famílias. Segundo o Compromisso Empresarial para Reciclagem (CEMPRE), em 2012, a coleta, a triagem e o processamento dos materiais em indústrias recicladoras geraram um faturamento de R$ 10 bilhões no Brasil.

Alguns artistas plásticos, designers, cineastas e cartunistas fizeram obras especialmente para a exposição; outros vão expor releituras de suas obras ou trabalhos bastante conhecidos. O percurso artístico contará com: Alessandra Colasanti, André Dahmer, Andrei Thomaz, Augusto de Campos, Brigida Baltar, Esmir Filho, Gisela Motta e Leandro Lima, Gregg Segal, Guto Lacaz, Héctor Zamora, Jac Leirner, Lenora de Barros, Loud Noises, Lucia Koch, Marcos Prado, Mariana Manhães, Marilá Dardot, Maurício de Sousa e Opavivará.

Durante a exposição, os visitantes poderão acessar uma série de interativos e games, com a possibilidade de jogá-los pelo site da própria mostra (www.reverta.com.br). O espaço estará aberto à visitação de grupos escolares, que poderão realizar o agendamento diretamente com a Diverte Cultural (http://www.divertecultural.com.br).

Exposição Reverta
Quando: 16 de maio até 5 de julho. De terça a domingo, das 9h às 17h
Onde: Oca – Parque Ibirapuera (av. Pedro Alvares Cabral, Vila Mariana, São Paulo)
Quanto: Entrada gratuita

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Publicado em 15/05/2015 às 03h04

Caribe ganha memorial para preservar lembranças da escravidão

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Da EFE

A busca pela memória da escravidão no Caribe e no mundo todo é o desafio que o Memorial ACTe, um monumental espaço construído na ilha caribenha de Guadalupe, resolveu assumir. Ocupando um vasto terreno de 7.800 metros quadrados no porto de Pointe-à-Pitre, na antiga sede de uma histórica fábrica de açúcar, o local é a maior instalação do mundo dedicada à escravidão, de acordo com o presidente da região de Guadalupe e ex-ministro de Ultramar francês, Victorin Lurel.

O Memorial ACTe, um imenso edifício de pedra preta coberta por uma camada de raízes prateadas, abrirá suas portas em 7 de julho, mas no último 10 de maio, dia em que a França lembra a abolição da escravidão, foi inaugurado pelo presidente francês, François Hollande. O Centro de Expressão Caribenha e de Memória do Tráfico e da Escravidão (Caribbean Centre of Expression and Memory of Slavery & the Slave Trade) "não é um museu", mas inclui em seu interior um espaço de exposição, um centro de pesquisas, outro genealógico, um de atividades, um memorial e uma Praça da Comemoração, resumiu Lurel em entrevista à Agência Efe.

A coleção conta, por enquanto, entre suas peças mais notáveis, com um documento de Bartolomé de las Casas, graças a um livreiro de Barcelona. Segundo Lurel, o manuscrito será digitalizado para oferecer acesso livre, com o objetivo de reconstruir "uma memória tranquila, de concórdia, entre quem teve o chicote e quem sofreu com ele". Ele lembra que o memorial aborda a escravidão desde a antiguidade, e ressalta que ela existe hoje em dia na forma de "tráfico de mulheres, no trabalho forçado e infantil ou nas redes mafiosas da imigração".

O prédio foi concebido por quatro arquitetos da região, ganhadores de um concurso internacional com 30 candidatos. O antropólogo Thierry L'Etang é o chefe deste projeto cultural e científico, ao quak se soma uma passarela, obra de Marc Mimram, que une o monumento com um jardim panorâmico pensado como um espaço de reflexão à maneira dos jardins filosóficos. "Refletimos durante dois meses para extirpar a medula e tentar ir ao essencial", comentou à Efe Pascal Berthelot, porta-voz dos arquitetos, que se inspiraram nas raízes da "figueira maldita", árvore típica das Antilhas. "O que queremos representar com este muro preto, esta caixa-preta e esta rede de prata é que o conhecimento do passado nos fez forte, e como compartilhar a informação e difundi-la, nos permite avançar rumo ao futuro", ressaltou.

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A questão não é tão simples. Alguns observadores, como o pintor Bruno Pedurand - um dos grandes artistas contemporâneos da ilha, com obras na exposição permanente -, consideram que a explosão de críticas surgidas sobre o memorial em alguns círculos locais se deve à ferida mal cicatrizada da escravidão. Um dos pontos mais criticados é o orçamento de 83 milhões de euros (R$ 281.247.602) dedicados a sua construção. Contudo, para Pedurand, o que às vezes é insuportável é a ruptura da amnésia em que se vivia.

O jornal "Le Monde" lembra que o pedido inicial de um memorial veio do Comitê Internacional dos Povos Negros (CIPN), para lembrar a vergonha e o sofrimento dos ancestrais. Com esta proposta, mas olhando para o futuro de maneira didática e ativa, as autoridades locais calculam que o esforço será rentável em curto prazo, mas será sem dúvida deficitário durante os primeiros cinco anos, embora esperem receber cerca de 150 mil visitantes em 2015 e 300 mil em 2018.

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Miguel Arcanjo Prado é editor de Cultura do R7, onde está desde o começo do portal, em 2009. É jornalista formado pela UFMG e pós-graduado em Mídia, Informação e Cultura pela ECA-USP. É crítico membro da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes). Nasceu em Belo Horizonte e mora em São Paulo desde 2007, quando ingressou no Curso Abril de Jornalismo. Ainda em Minas, estreou como cronista do semanário O Pasquim 21, passando por TV UFMG e TV Globo Minas. Na capital paulista, foi repórter da Contigo!, da Ilustrada na Folha Online e do Agora São Paulo, no Grupo Folha. Edita e apresenta a Agenda Cultural da TV Record News.

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