Publicado em 26/04/2015 às 05h00

Ivo Meirelles reclama que fez show e não recebeu

ivo meirelles thiago duran agnews Ivo Meirelles reclama que fez show e não recebeu

Ivo Meirelles diz que tocou em SP e ainda não recebeu um centavo - Foto: Thiago Duran/AgNews

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O cantor Ivo Meirelles está revoltado, porque tomou "um calote", segundo suas próprias palavras.

O músico carioca afirma ao R7 Cultura que não recebeu nem um centavo do cachê acordado por sua participação no evento Semana Negra 2014, realizado entre 17 e 22 de novembro do ano passado, no CEU Caminho do Mar, em Jabaquara, na zona sul de São Paulo.

— Fui contactado através da produtora Mulher Negra e Cia, e o CEU é administrado pela Prefeitura de São Paulo. Parece que todos os envolvidos foram pagos, menos eu com minha equipe e também a Simone Sampaio, que foi minha convidada. Fomos 15 músicos e duas dançarinas ao todo, totalizando 17 pessoas sem receber. As duas dançarinas eu paguei do meu próprio bolso, porque eram passistas de escola de samba convidadas por mim e não quis deixá-las sem o pagamento, porque pensei que este seria feito logo.

O R7 Cultura conversou por telefone com Ruth Lopes, representante da produtora Mulher Negra e Cia. Ela confirmou à reportagem que o pagamento a Ivo e sua equipe realmente não foi feito.

Ruth Lopes disse que teve problemas na captação de recursos e também alguns problemas pessoais que a impediram de realizar o pagamento. Ela afirmou que procurou Ivo Meirelles e o produtor artístico responsável pelo show, Moacir Marques, que também não recebeu, e ficou de definir com ambos uma data para realizar o pagamento. Contudo, Ruth Lopes não pagou na data acordada.

A reportagem também falou com a Prefeitura de São Paulo, por meio da assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Cultura, que enviou a seguinte nota:

"A Semana da Consciência Negra – Mulher Negra e Cia é um evento independente, promovido pela organização Mulher Negra e Cia. A Secretaria Municipal de Cultura é uma das apoiadoras da iniciativa, para a qual custeou duas apresentações do grupo Berço do Samba de São Mateus no dia 22 de novembro de 2014, às 13h e às 21h, no CEU Caminho do Mar, totalizando o investimento de R$ 30 mil. A apresentação do artista Ivo Meirelles não foi realizada com os recursos da Secretaria Municipal de Cultura sendo, portanto, de total responsabilidade da entidade promotora do evento."

A Fundação Cultural Palmares, que aparece no cartaz do evento como co-realizadora, afirmou à reportagem que o evento não tem nenhuma ligação com a entidade e que, se sua logamarca foi utilizada pela Mulher Negra e Cia., isso foi feito de forma indevida.

ivo meirelles Ivo Meirelles reclama que fez show e não recebeu

Cartaz do evento Semana Negra 2014, organizado pela produtora Mulher Negra e Cia. - Foto: Divulgação

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Publicado em 24/04/2015 às 03h06

Dom Quixote faz 400 anos e ganha cópia manuscrita

dom quixote amorelli Dom Quixote faz 400 anos e ganha cópia manuscrita

Pintura de Amorelli retrata o livro Dom Quixote, clássico de 400 anos - Foto: Divulgação

Da EFE, em Toledo (Espanha)

Alunos, professores, pais e pessoal não docente do instituto Garcilaso de la Vega de Villacañas (Toledo, centro da Espanha) copiaram à mão, em um tempo recorde de três semanas, os 74 capítulos da segunda parte de Dom Quixote para comemorar o quarto centenário de sua publicação.

Ao longo de 150 horas de trabalho, mais de 200 membros da comunidade educativa deste instituto transcreveram a segunda parte da célebre obra de Miguel de Cervantes, que apresentaram nesta quinta (23), por ocasião da celebração do Dia do Livro.

A ideia de realizar a cópia manuscrita partiu de uma professora de Língua do centro e recebeu uma grande apoio por parte de todos os membros do centro educativo, com mais de 40 anos de história, explicaram à Agência Efe fontes do instituto.

Para materializar a iniciativa, foi criada uma comissão de organização, que se encarregou de repartir os capítulos e elaborar instruções sobre como realizar a cópia da obra.

A comissão decidiu que os copistas usariam a mesma caneta e pediu aos participantes que procurassem escrever com boa letra e que não fizesem riscos e nem usassem nenhum tipo de corretor.

Após revisar cada um dos 74 capítulos, que incluem ilustrações realizadas por alunos do primeiro e segundo grau e inseridas em branco e preto, seguiu sua encadernação.

No total, são 780 páginas que o centro também escaneará para criar uma edição digital que será disponibilizada no site do instituto. Na elaboração da cópia manuscrita participaram, além de docentes e estudantes, pais, antigos professores, ex-alunos, administrativos, pessoal de limpeza e da cafeteria.

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Publicado em 23/04/2015 às 11h00

Ruth Rocha celebra 50 anos de carreira

Ruth Rocha Ruth Rocha celebra 50 anos de carreira

A autora Ruth Rocha: 50 anos de carreira - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Ruth Rocha é um dos maiores nomes da literatura infanto-juvenil brasileira.

Afinal, ela tem mais de 200 livros publicados.

Seus 50 anos de trajetória na escrita são tema de uma maratona de homenagens no Itaú Cultural, em São Paulo, a partir do próximo dia 29 de abril, no projeto Ruth Rocha 50 Anos: Aventura de Ler.

A idealização é de Jô Santana, ator, produtor e diretor.

Ao todo, serão três peças de teatro feitas a partir de obras da autora: O Reizinho Madão, Dois Idiotas Sentados Cada Qual em Seu Barril e Romeu e Julieta.

Ainda haverá um documentário sobre ela dirigido por Evaldo Mocarzel e uma exposição com assinatura do cenógrafo J.C. Serroni.

Ruth Rocha merece.

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Publicado em 23/04/2015 às 03h04

Red Hot Chili Peppers também quer ir a Cuba

 Red Hot Chili Peppers também quer ir a Cuba

Vista de Havana, a capital de Cuba - Foto: Divulgação

Da EFE, em Havana

A banda de rock americana Red Hot Chili Peppers quer se apresentar em Cuba, segundo disse seu guitarrista Josh Klinghoffer, que está visitando Havana.

"Queremos vir a Cuba há muito tempo, por isso quando lhes disse que vinha, todos queriam me acompanhar. Mas faremos isso em breve, posso garantir. Uma vez por semana lhes digo que deveríamos tocar aqui", comentou Klinghoffer após acompanhar o rapper Quest Love em um show em Havana.

O músico americano, que já esteve na ilha há dez anos, afirmou que desde então ficou "obcecado" com a ideia de retornar e com o falecido músico Compay Segundo, a quem qualificou como "o cara mais genial do mundo".

"Agora a empresária de Quest Love me apresentou essa possibilidade e aqui estou", declarou ao jornal Granma.

Josh considerou que o processo de degelo diplomático iniciado pelos governos dos Estados Unidos e Cuba é "um grande momento" para que possam ir à ilha as bandas americanas que há muito tempo querem tocar ali, assim como outros músicos interessados em conhecer a cultura e o público cubano.

O guitarrista disse ainda que se surpreendeu ao descobrir que o Red Hot conta com muitos fãs em Cuba, onde não tinha certeza que sua música tivesse chegado.

"É maravilhoso saber que os cubanos estão aqui, saber que existem. (...) Estou ansioso para tocar aqui em um grande show que emocione todos nossos fãs", acrescentou.

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Publicado em 22/04/2015 às 03h04

Música digital cresce 32% na América Latina

musica digital Música digital cresce 32% na América Latina

Brasil é o maior mercado para a música digital na América Latina - Foto: Divulgação

Da EFE, em Londres

A venda de música digital na América Latina cresceu 32% em 2014, com um faturamento total de US$ 247 milhões, segundo um relatório da Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI) divulgado nesta terça-feira (21).

Venezuela, Peru e Colômbia são os três países latino-americanos que mais aumentaram suas vendas de música digital ano passado, segundo os números da IFPI.

A Venezuela, com um aumento de 272,8%, foi o mercado que mais cresceu, seguido por Peru (96,5%), Colômbia (94,9%), Paraguai (69,1%) e Argentina (67,7%).

O Brasil, o maior mercado de música digital na região, cresceu 2% o ano passado.

Mundialmente as vendas de música em formato digital cresceram 6,9%, e chegaram aos US$ 6,85 bilhões em 2014. A diretora do IFPI, Frances Moore, assinalou em Londres que a revolução da música em formato digital "avança para novas fases, guiada pelos desejos do consumidor de acessar música".

"A indústria se transformou para a era digital, adaptando seu modelo de negócio e dando licenças a centenas de aplicativos e milhões de canções para seu uso online", acrescentou Moore. As vendas físicas de CDs e vinis somaram no mundo todo US$ 6,82 bilhões, ligeiramente abaixo do faturamento da música em formato digital.

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Publicado em 21/04/2015 às 03h04

Banda Saco de Ratos faz show grátis em SP

sacos de ratos Banda Saco de Ratos faz show grátis em SP

Banda Saco de Ratos reclama de falta de espaço para o rock alternativo ao vivo na noite paulistana - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Rebelde e alternativa, a banda Saco de Ratos faz show gratuito nesta quinta (23), às 20h30, no Centro Cultural São Paulo, ao lado do metrô Vergueiro, na capital paulista.

Os músicos prometem as canções de seus três discos, além de prestarem homenagem a Renato Fernandes, vocalista da banda Bêbados Habilidosos, de Campo Grande (MS), que morreu em fevereiro último.

No repertório há rocks, blues e baladas.

"Ficamos órfãos de lugares para tocar à noite com a caça às bruxas que as leis municipais impuseram à cada vez mais minguada noite paulistana. Está quase impossível encontrar um lugar para tocar rock autoral, mas estamos voltando com tudo", declara o baixista da banda, Fábio Pagotto.

Saco de Ratos é formada pelo vocalista Mário Bortolotto, os guitarristas Fábio Brum e Marcelo Watanabe, o baterista Rick Vecchione e o baixista Fábio Pagotto.

Os ingressos já estão sendo distribuídos nas bilheterias do Centro Cultural São Paulo, na rua Vergueiro, 1.000.

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Publicado em 20/04/2015 às 17h36

Morre aos 77 anos cantor Richard Anthony

richard anthony Morre aos 77 anos cantor Richard Anthony

Richard Anthony: amizade com Beatles marcou carreira do músico francês - Foto: Divulgação

Da EFE, em Paris

O cantor popular francês Richard Anthony morreu nesta segunda-feira (20) em sua casa nos Alpes Marítimos, no sul da França, aos 77 anos, em função de um câncer, informou a rede de televisão France 3.

Conhecido por canções como J'entends Siffler le Train, Anthony foi o líder da geração yéyé francesa.

Nascido no Cairo, em 1938, o cantor passou sua infância entre Egito, Inglaterra e Argentina e se fixou em Paris para estudar.

Seus primeiros passos na música foram influenciados pelo pop inglês, que levou para a França com uma versão de You Are my Destiny, de Paul Anka.

Anthony alcançou o sucesso com a música Nouvelle Vague, que lançou pela produtora Columbia a partir de uma adaptação da banda americana The Coasters.

Amizade com os Beatles

O cantor gravou a maior parte de suas canções entre Paris e Londres, onde conheceu os integrantes dos Beatles. O músico manteve uma relação próxima com o quarteto.

Segundo uma lenda popular, Paul McCartney teria se apaixonado pela primeira esposa de Anthony, Michelle, a quem o grupo dedicou uma canção com o mesmo nome.

Anthony era bastante conhecido na Espanha e Argentina e gravou algumas música em espanhol.

O cantor lançou mais de 600 canções e vendeu 50 milhões de discos em todo o mundo. Seu último show foi em 2012, no teatro Olympia, em Paris, com a turnê Age Tendre, que reuniu vários artistas dos anos 60.

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Publicado em 20/04/2015 às 11h23

Conheça Maikon K, o artista brasileiro que conquistou Marina Abramović

IMG 8949 Conheça Maikon K, o artista brasileiro que conquistou Marina Abramović

O curitibano Maikon K foi escolhido por Marina Abramović para abrir sua exposição no Brasil e virou comentário na classe artística paulistana - Foto: Annelize Tozetto/Clix

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Enviado especial do R7 a Curitiba*
Fotos ANNELIZE TOZETTO/Clix

Quem anda pelo Sesc Pompeia nas últimas semanas, em São Paulo, já se habitou a cruzar com a mais importante performer do mundo, Marina Abramović. A sérvia radicada em Nova York cuida dos mínimos detalhes de sua ocupação artística no espaço, Terra Comunal, até 10 maio.

Logo para a abertura, em março mês passado, Marina escolheu um artista brasileiro para chamar tanto a atenção do público quanto suas obras: o paranaense Maikon K. Nu, dentro de uma bolha de plástico, com a pele revestida de um líquido gosmento que ressecava cada vez mais, ele foi o centro das atenções no lançamento da mostra com seu DNA de DAN - que voltará na reta final da exposição nos dias 6, 7, 8 e 9 de maio.

O R7 foi até Curitiba, onde nasceu e mora Maikon Kempinski, o performer de 32 anos, para desvendar sua trajetória até chegar ao ponto de abrir a maior exposição na América Latina do nome mais conhecido da performance no mundo.

Apesar da timidez na hora das fotos, Maikon K tem discurso articulado e potente. Sabe o que está fazendo. Sentado em um banco à sombra no saguão interno do Memorial de Curitiba, ele conta que começou no teatro, mas nunca se apaixonou pelos  personagens clássicos.

“Fiz Romeu no Teatro Guairinha e fiquei traumatizado”, lembra, bem-humorado. Aos poucos, buscou um teatro que se fundisse com a performance. Tanta simbiose o transformou em uma espécie de pária na classe artística curitibana. “Aqui não me sinto nem do teatro, nem da dança, nem da performance. Sou do entre”, declara.

IMG 8941 Conheça Maikon K, o artista brasileiro que conquistou Marina Abramović

Maikon K chamou a atenção do público e de Marina Abramović com DNA de DAN - Foto: Annelize Tozetto

Suas pesquisas performáticas abarcaram o som e a dança. Desde 2007, resolveu trabalhar em solos. Passou a estudar o xamanismo, prática também investigada por Marina Abramović. “Sou bem autodidata nos estudos”, explica ele, que tomou ayahuasca em sua busca de autoconhecimento.

O primeiro trabalho solo de Maikon K foi Guilhotina, em 2007, que define como “um musical xamânico terrorista para o professor em sala de aula”. “Foi uma resposta à universidade. Eles estudam a cultura indígena, mas não a vivenciam. Montei o trabalho para confrontar a linguagem acadêmica. Foi bem experimental, bem off, bem underground” conta ele, que se formou em ciências sociais na UFPR (Universidade Federal do Paraná).

Após fazer uma oficina com Carlos Simioni, do Lume Teatro, de Campinas (SP), Maikon ficou instigado a fazer um novo trabalho. Assim surgiu seu segundo, Paisagem de Gesto e Voz, de 2011, “resultado de uma bolsa na Casa Hoffmann que investigou as relações do movimento com o som”. “Quis ver de onde vem o nosso som e como ele aparece no corpo. Me interessa esse corpo-ritual”, diz.

E o “corpo xamânico” foi o mote de seu terceiro trabalho, Corpo Ancestral, de 2013 — e que volta a ser encenado entre 28 de maio e 14 de junho de 2015, na Sala Londrina do Memorial de Curitiba.

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Dentro da bolha: Maikon K em sua perfomance de DNA de DAN - Foto: Divulgação

Foi também em 2013 que surgiu DNA de DAN, seu quarto trabalho que impactou Marina Abramović. A performance foi criada a partir do edital Klauss Viana, da Funarte. Segundo seu criador, “é uma dança-instalação que estreou na área verde ao fundo do Museu Oscar Niemeyer”, um dos cartões postais curitibanos.

Foi nesta apresentação que Maikon K foi visto por Marina. A performer estava em Curitiba, para se encontrar com o xamã Rudá Iandé e sua mulher, Denise Maia. Por essas coincidências do destino, Rudá era o consultor xamãnico de DNA de DAN e convidou Marina a ir a uma das apresentações.

Marina gostou tanto do que viu que, assim que fechou com o Sesc em São Paulo sua megaexposição, avisou sua equipe que entrasse em contato com Maikon K. Queria que ele estivesse no grupo de performers brasileiros que fazem parte da mostra. E deu a ele o destaque maior na vernissage, o que fez com que o artista logo se transformasse na figura mais comentada no boca a boca artístico da capital paulista naquela semana.

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DNA de DAN impactou frequentadores do Sesc Pompeia, em São Paulo - Foto: Divulgação

“O trabalho inicialmente tinha 50 minutos, e a Marina me perguntou se eu poderia fazer em três horas. No final, foram cinco horas e meia. Ela falou que havia achado meu trabalho bom, e que isso é o que interessava para ela”, conta.

Para ficar com a pele gosmenta, ele se prepara antes no camarim. O líquido foi criado pela artista plástica Faetusa Tezelli, que guarda sua fórmula a sete chaves. “A pele vai ressecando e depois que eu começo a dançar, ela se quebra. É a parte que eu mais gosto”, revela. Para realizar a performance, Maikon depila todo o corpo. “Até a sobrancelha”, enfatiza.

“Estudei o arquétipo da serpente. O DNA é em forma de serpente, é a serpente criadora da vida. Vários xamãs têm essa visão da serpente. A bolha gigante que encobre o artista e dentro da qual é possível o público entrar foi criada por Fernando Rosenbaum, dono da Bicicletaria Cultural, point cult-alternativo em Curitiba.

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Público paulistano acompanha a dança de Maikon K em DNA de DAN - Foto: Divulgação

A explosão do nome Maikon K em São Paulo já reverbera em Curitiba. “Trabalho há anos em Curitiba e nunca tinha conseguido uma matéria de jornal. Só vieram me entrevistar agora”, diz. “Até a Marina ter me chamado, meu trabalho nunca havia saído de Curitiba”, conta.

Pé no chão, ele não se deslumbra com o glamour de estar ao lado de Marina. “A vida vai voltar a ser a mesma. Ninguém ainda sabe quem sou eu”, diz, de forma modesta. Conta que pretende fazer um próximo trabalho com espelhos e que deseja levar a outros lugares DNA de DAN, que terá nova temporada no segundo semestre em Curitiba.

“Quando comecei a estudar performance via o nome da Marina nos livros. Imagine o que foi para mim estar do lado dela, com ela discutindo comigo o meu trabalho? Ela foi muito generosa e interessada. Ela confiou em mim e me deu toda a liberdade. E colocou o meu trabalho num lugar de grande visibilidade, o que considero um luxo”, conclui Maikon K, leve como alguém que acabou de passar férias na Bahia.

*O jornalista MIGUEL ARCANJO PRADO viajou a convite do Festival de Teatro de Curitiba.

Leia mais sobre Marina Abramović em São Paulo

IMG 8929 Conheça Maikon K, o artista brasileiro que conquistou Marina Abramović

Maikon K: privilégio de ser escolhido por Marina Abramović - Foto: Annelize Tozetto/Clix

Veja como foi o Festival de Teatro de Curitiba 2015!

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Publicado em 19/04/2015 às 13h37

Sentido fotográfico e Vivian Maier

Foto 15 Undated © Vivian MaierMaloof Collection Courtesy Howard Greenberg Gallery New York Sentido fotográfico e Vivian Maier

Retrato tirado pela norte-americana Vivian Maier - Foto: Vivian Maier/Divulgação/Maloof Collection

Por DAIA OLIVER*
Especial para o R7 Cultura

A fotografia é feita a partir de algumas ferramentas: obturador, diafragma, iso e composição, sendo esta última parte fundamental para o resultado final.

Antigamente, o retratista tinha que ter conhecimento do equipamento além de ter um enquadramento que transmitisse a mensagem não verbal, dando sentido à imagem.

Com o avanço da tecnologia, as máquinas fotográficas reduziram de tamanho e aumentaram em praticidade, cabendo na palma da mão e com apenas um toque na tela do seu celular o retrato está pronto.

No entanto, vale lembrar que o fotógrafo quando registra uma imagem, imprime sua própria história representada em cores, sombras, brilhos, profundidade de campo, fazendo com que o ambiente retratado seja familiar também para o observador da foto.

A dica deste mês é a exposição O Mundo Revelado de Vivian Maier, composta por 101 fotografias (sendo 79 em P&B e 22 coloridas), além de seis contact sheets e nove filmes gravados em super-8 mm.

A fotógrafa norte-americana Vivian Maier, que por toda a sua vida, guardou as fotografias, os negativos e fitas de áudio com pequenas entrevistas que fazia com as pessoas que fotografava. O MIS será a primeira instituição a receber a série.

Foto 7 Self Portrait  1955 © Vivian MaierMaloof Collection Courtesy Howard Greenberg Gallery New York Sentido fotográfico e Vivian Maier

Autorretrato de Vivian Maier - Foto: Vivian Maier/Divulgação/Maloof Collection

Exposição
Fotógrafo: Vivian Maier
Tema: Vivian Maier II - In her own hands (em suas próprias mãos)
Onde: MIS – Museu da Imagem e do Som
End.: Avenida Europa, 158, São Paulo
Quando: de terça a domingo, de 21 de abril a 14 junho de 2015
Horário: das 12h às 21h – domingos e feriados das 11h às 20h
Preço: R$ 6 inteira, R$ 3 meia
Gratuito: todas as terças

Foto 5 Self Portrait undated © Vivian MaierMaloof Collection Courtesy Howard Greenberg Gallery New York Sentido fotográfico e Vivian Maier

Vivian Maier em autorretrato: exposição em SP - Foto: Vivian Maier

Livro
Tema: Fotografia do século XX
Autor: Museum Ludwig de Colónia
Editora: Taschen

Filme
Título: Into the Wild (Na natureza selvagem)
Ano: 2007
País: Estados Unidos
Direção: Sean Penn
Direção de fotografia: Éric Gautier

*DAIA OLIVER é fotojornalista do R7.

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Publicado em 19/04/2015 às 09h37

Arte de rua mostra força na 3ª Bienal Grafitti em SP

bienal tasso a 3 bienal internacional graffiti fine art Arte de rua mostra força na 3ª Bienal Grafitti em SP

Obra do artista Tasso presente na Bienal em São Paulo - Foto: Divulgação

Da EFE

"O sucesso comercial é um fracasso para um grafiteiro", dizia Banksy, o artista de rua mais cotado do século 21.

No entanto, cada vez mais os pintores de aerossol buscam um espaço nas galerias, e inclusive nas Bienais, como na de São Paulo, uma das capitais mundiais do grafite.

A terceira edição da "Bienal Internacional Graffiti Fine Art" está aberta no Pavilhão das Culturas Brasileiras da capital paulista, um edifício projetado pelo arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer na década de 50.

O pavilhão, no parque Ibirapuera, recebeu a Bienal de Arte de São Paulo em 1953, quando foi exposta uma das obras-primas do artista espanhol Pablo Picasso: Guernica.

Seis décadas depois, paradoxalmente, é o 'street art' que invade este espaço de 11 mil metros quadrados.

Preconceito

Apesar dos "preconceitos" que rodeiam o grafite, o curador da bienal, o grafiteiro Binho Ribeiro, ressaltou que a exposição representa uma mostra da arte contemporânea, apesar de isso "incomodar à sociedade acadêmica".

"As pessoas que acham barreiras entre o que é considerado arte e o que não o é. Trata-se de um conceito social, e não conceitual", disse Ribeiro em entrevista à Agência Efe.

Desde sexta-feira (17) a bienal exibe obras de 65 artistas de rua de diferentes idades, nacionalidades e estilos que evidenciam a "evolução do trabalho da rua".

"Alguns (artistas) conseguem manter suas raízes vivas e nítidas, outros se transformam totalmente. Mas quando o autor é um grafiteiro respeitado, a obra sempre vai ser um grafite. O importante é a história na rua, o que construíram por causa da rua", comentou Ribeiro.

Cor no cinza

A massa de cimento que levanta a cidade de São Paulo se transformou em uma imensa oficina do século 21 para os artistas de rua do Brasil.

Mas nesta Bienal o grafite também sai dos muros para se transformar em escultura, em um boneco gigante ou inclusive uma obra com efeitos tridimensionais.

Um exemplo desta evolução sofrida pela arte de rua foi sintetizada pelo grafiteiro Narcelio Grud, que propôs uma obra interativa que combina o grafite tradicional, o som e o movimento.

"A bienal abre espaço para a experimentação e oferece uma segurança que as ruas não dão. A arte de rua amadureceu. Não há dúvida que evoluiu", assinalou Graud, que, após três dias de intensos trabalhos, pretende finalizar hoje sua obra Besouro e Borboleta.

Além do debate sobre a evolução do grafite, outra questão deslizava pela sala: É o sucesso comercial um fracasso para os grafiteiros, como dizia Banksy? Depende. "Existe diferença entre a arte comercial e a arte 'comercializável'. O que é bom é 'comercializável', há interesse de alguém por adquirir e o artista tem liberdade. No entanto, quando o artista faz arte para ser vendida perde sua essência, se desamarra de sua origem e não pode ser considerado mais um grafiteiro", refletiu o curador.

A Bienal Grafitti Fine Art de São Paulo acontece até 19 de maio, mas a arte de rua continuará presente nas ruas paulistanas.

Só é preciso olhar para os lados.

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Miguel Arcanjo Prado é editor de Cultura do R7, onde está desde o começo do portal, em 2009. É jornalista formado pela UFMG e pós-graduado em Mídia, Informação e Cultura pela ECA-USP. É crítico membro da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes). Nasceu em Belo Horizonte e mora em São Paulo desde 2007, quando ingressou no Curso Abril de Jornalismo. Ainda em Minas, estreou como cronista do semanário O Pasquim 21, passando por TV UFMG e TV Globo Minas. Na capital paulista, foi repórter da Contigo!, da Ilustrada na Folha Online e do Agora São Paulo, no Grupo Folha. Edita e apresenta a Agenda Cultural da TV Record News.

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