Publicado em 03/07/2015 às 03h05

Cidade milenar pode desaparecer, diz Unesco

cidade antiga sana Cidade milenar pode desaparecer, diz Unesco

Cidade Antiga de Sana, no Iêmen, corre o risco de desaparecer - Foto: Divulgação

Da EFE

A Unesco inscreveu nesta quinta-feira (2) a Cidade Antiga de Sana (Iêmen) na Lista de Patrimônio Mundial em Perigo, perante os "sérios danos" que sofreu nos enfrentamentos entre os rebeldes houthis e as forças que apoiam o governo.

A decisão foi tomada durante a 39ª reunião do Comitê do Patrimônio Mundial em Bonn (Alemanha), onde também foi incluída nessa lista de lugares em perigo a Cidade Velha amuralhada de Shibam (Iêmen) e a antiga cidade iraquiana de Hatra.

No caso de Sana, capital do Iêmen, o Comitê denunciou que o bairro de Al Qasimi, situado perto do famoso jardim urbano de Miqshamat Al Qasimi, está seriamente afetado, enquanto a mesquita de al-Mahdi, do século XII, e as casas que rodeiam também apresentam danos consideráveis.

Em comunicado, o Comitê expressou "sua tristeza e sua inquietação frente às destruições que afetam uma cidade islâmica de grande importância histórica e patrimonial".

História milenar

Sana, edificada em um vale situado a 2.200 metros de altura sobre o nível do mar, tem mais de 2,5 mil anos de história e foi nos séculos VII e VIII um importante centro de propagação da religião islâmica.

A parte antiga, com um legado de 103 mesquitas, 14 casas de banheiros públicos (hammam), seis mil casas construídas antes do século XI e suas emblemáticas casas-torre edificadas com terra embalada, foi inscrita na Lista do Patrimônio Mundial em 1986.

A Cidade Velha amuralhada de Shibam foi incluída no catálogos de lugares em perigo ao estar ameaçada também pelo conflito iemenita, situação que se une, segundo a Unesco, a antigos problemas de conservação e de gestão.

Na opinião do Comitê, deste modo será favorecida a mobilização internacional para proteger esta cidade amuralhada do século XVI, que é um dos mais antigos e melhores exemplos de planejamento urbanístico baseado no princípio da construção vertical.

Conhecida com o sobrenome de "Manhattan do deserto", a cidade foi inscrita na Lista do Patrimônio Mundial em 1982. Ontem foi também incluída na Lista de Patrimônio Mundial em Perigo o lugar iraquiano de Hatra perante a destruição do lugar pelas mãos de grupos armados Vários membros do Comitê expressaram preocupação pela situação dos lugares Patrimônio da Humanidade iraquianos e reiteraram sua disposição a ajudar o país quando a situação permitir.

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Publicado em 02/07/2015 às 18h17

Zélia Gattai faria 99 anos neste 2 de julho

zelia gattai Zélia Gattai faria 99 anos neste 2 de julho

A escritora Zélia Gattai em sua juventude: de São Paulo para o mundo - Foto: Arquivo Paloma Jorge Amado

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Uma das maiores memorialistas da literatura brasileira, a escritora paulistana Zélia Gattai faria 99 anos nesta quarta (2), se estivesse viva.

A autora, que foi mulher do também escritor Jorge Amado, nasceu em São Paulo, em 2 de julho de 1916, e morreu em Salvador, em 17 de maio de 2008, aos 91 anos.

A escritora foi membro da Academia Brasileira de Letras e seu maior sucesso é o livro Anarquistas, Graças a Deus, no qual conta sua infância, filha de imigrantes italianos que viviam na casa da alameda Santos, número 8, naquela charmosa São Paulo do começo do século 20.

O livro virou minissérie na TV, protagonizada por Ney Latorraca e Débora Duarte, gravada em 1982, na Globo.

Em sua rede social, a filha de Zélia, Paloma Jorge Amado, lamentou sua ausência.

— Hoje é o dia da minha mãezinha. Está entrando no centenário! Minha mãe era linda, inteligente, carinhosa, ótima pessoa, engraçada e irreverente. Uma menina atrevida, como diria minha avó Angelina. Andou de elefante, jogou volei, nadou no mar, teve filhos, netos e bisnetos, escreveu livros, fotografou lindamente, usou avental de mulher pelada, dando muita risada e, sobretudo, viveu um amor lindo com o seu amor, Jorge. Quantas saudades!

Todos nós sentimos a falta da querida dona Zélia, a quem este escriba teve a honra de chamar de madrinha.

Uma falta enorme ela nos faz.

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Publicado em 02/07/2015 às 03h03

Jogo Monopoly vai virar filme de Hollywood

monopoly Jogo Monopoly vai virar filme de Hollywood

Jogo Monopoly ganhará versão no cinema - Foto: Divulgação

Da EFE

O estúdio Lionsgate adaptará para o cinema o popular jogo de tabuleiro Monopoly, segundo informou a própria companhia nesta quarta-feira (1º).

O projeto, que contará com a participação da empresa Hasbro, criadora do jogo, terá roteiro de Andrew Niccol, conhecido por "O Show de Truman", "Gattaca" e "O Terminal".

"Andrew é o responsável pela criação de mundos variados e criativos", disse Erik Feig, copresidente da Lionsgate.

"É uma grande escolha para desenvolver esta marca e transformá-la em um filme para todos os públicos que atraia crianças, famílias e qualquer um que tenha jogado Monopoly", acrescentou.

Para Stephen Davis, vice-presidente executivo da Hasbro, o Monopoly "é um dos jogos mais populares de todos os tempos" e sua adaptação ao cinema pretende criar uma história "com uma atração global tremenda".

A história girará em torno de uma criança decidida a fazer uma fortuna no mercado imobiliário, e embarcará em uma aventura repleta de obstáculos e diversão na qual aprenderá o verdadeiro significado de ser rico.

Segundo apontou a Hasbro, o Monopoly foi jogado por mais de um bilhão de pessoas em 114 países diferentes e traduzido para 47 idiomas.

No Brasil, uma versão parecida, com algumas regras diferentes, fez muito sucesso também: o Banco Imobiliário, da Estrela.

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Publicado em 01/07/2015 às 03h03

André Abujamra celebra 50 anos com disco O Homem Bruxa

homem bruxa André Abujamra celebra 50 anos com disco O Homem Bruxa

Antonio Abujamra na capa de seu disco O Homem Bruxa - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O inquieto André Abujamra resolveu celebrar seus 50 anos de vida com o disco O Homem Bruxa.

No álbum, mistura referências que vão de Hermeto Pascoal a Jerry Lewis, passando por outros nomes tão importantes quanto.

Segundo o músico, que tem apresentação marcada para o Rock in Rio no dia 25 de setembro, ao lado de André Moraes, o título do disco "é a desconstrução das palavras", já que ele nunca seguiu "a lógica convencional".

Diz que tem o objetivo de "tornar visível as coisas invisíveis" no mundo atual "onde tudo é feito para ser ajustado e tudo é desajustado.

No disco, ele ainda homenageia o pai, Antonio Abujamra, que morreu em abril, mas, antes, gravou participação na faixa Espelho do Tempo.

A mãe do artista, que morreu há cerca de dois anos, também ganha homenagem na faixa Mãe Cazu.

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Publicado em 30/06/2015 às 13h07

Morte de Pina Bausch completa seis anos e canal Curta exibe documentário

WIM PINA Morte de Pina Bausch completa seis anos e canal Curta exibe documentário

Wim Wenders e Pina Bausch: diretor conta a obra de uma das mais importantes coreógrafas que o mundo conheceu - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Parece que foi ontem. Mas nesta terça (30), completam-se seis anos da morte da coreógrafa alemã Pina Bausch (1940-2009).

Para lembrar este nome que revolucionou a dança mundial, o canal pago Curta! exibe pela primeira vez no Brasil o filme Pina, de Wim Wenders.

O documentário desvenda a trajetória da diretora da Cia. Tanztheater Wuppertal que gostava de trabalhar com bailarinos de diferentes nacionalidades. Mais que a vida pessoal da artista, o longa foca em sua obra: as coreografias que impressionaram o mundo todo pela grande sensibilidade.

A sessão é nesta terça (30), às 22h30.

Quem perder tem nova chance: haverá reprises nos dias 1º de julho, quarta-feira, às 2h30 e às 16h30, no dia 2 de julho, quinta-feira, às 10h30; e no dia 4 de julho, sábado, às 22h.
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Publicado em 30/06/2015 às 12h08

Amor em tempos de guerra é tema de Para Sempre Nunca Mais

para sempre Amor em tempos de guerra é tema de Para Sempre Nunca Mais

Bruno Dubeux e a Larissa Vereza em cena de Para Sempre Nunca Mais - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O filme Para Sempre Nunca Mais, de Emerson Muzeli, será exibido, de graça, nesta quarta (1º), às 21h, na Cinemateca Brasileira, em São Paulo.

O longa, premiado em festivais internacionais, se passa em plena Revolução Constitucionalista de 1932.

No meio da guerra, acontece o romance proibido entre Luiza, uma jovem casada, e Quim, um soldado do front.

O longa ganhou melhor direção no Festival de Madri, melhor direção de fotografia no Festival La Luz, além de ter recebido menção honrosa pelo Indie Spirit no Boston Film Festival e indicação de melhor ator para Bruno Dubeux no Festival de Los Angeles.

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Publicado em 30/06/2015 às 03h03

70 anos de Ivan Lins provoca reedição de discos

ivan lins modo livre 70 anos de Ivan Lins provoca reedição de discos

Capa do disco Modo Livre, de Ivan Lins, de 1974: reeditado em CD - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Por conta dos 70 anos de Ivan Lins, completados no último dia 16, dois discos da década de 1970 do cantor e compositor acabam de ser reeditados: Modo Livre (1974) e Chama Acesa (1975).

Os antigos LPs foram prensados novamente no formato CD pela gravadora Kuarup, para alegria de fãs antigos e novos.

Os álbuns trazem participação de músicos respeitados, como Wagner Tiso e Laércio de Freitas.

Merecem ser ouvidos com toda a atenção do mundo.

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Publicado em 29/06/2015 às 12h35

Com obra redescoberta, Rosemberg ganha fôlego no cinema e no teatro

rosemberg filho biel machado Com obra redescoberta, Rosemberg ganha fôlego no cinema e no teatro

Luiz Rosemberg Filho: redescoberto pelas novas gerações e filme e peça novos na praça - Foto: Biel Machado/Universo Produção

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O Brasil é um país desmemoriado. Falar isso já é até redundante. Por isso, qualquer iniciativa em jogar luz a grandes nomes de nossa formação cultural merece aplauso.

A mais recente delas é a mostra Rosemberg 70 – Cinema de Afeto, que movimentou a Caixa Cultural do Rio até este domingo (28) com jovens ávidos por conhecer a obra do diretor Luiz Rosemberg Filho, 72 anos, ícone do cinema dito marginal com 50 anos de carreira. A mostra merece rodar o País.

Quem a capitaneou foi o produtor e diretor Cavi Borges,  que movimenta a cena alternativa cinematográfica nacional, na companhia de Renato Coelho.

Foram exibidos oito longas e 33 curtas de Rosemberg. Críticos e pesquisadores também discutiram a obra do cineasta.

Depois de tamanha procura, Rosemberg tem terreno fértil para estrear seu novo filme, Dois Casamentos, nesta quinta (2), no Rio. O filme quebra o jejum em longas do diretor que já durava três décadas.

Cavi Borges lembra da importância de redescobrir a obra do cineasta, que teve “quase todos os longas censurados”, com pouco acesso ao público. Para ele, o público teve a oportunidade única de conhecer trabalhos ainda pouco divulgados ao grande público.

Dentre os nomes que atestaram a importância da obra de Rosemberg estão os pesquisadores do cinema brasileiro Renato Teixeira, Cleber Eduardo, Francis Vogler, além dos cineastas Fernanda Teixeira, Barbara Cariri, Guilherme Whitaker, Christian Caselli e Zeca Brito.

E quem pensa que Rosemberg está satisfeito com a retomada no cinema está redondamente enganado. Em 23 de julho, ele estreia como diretor de teatro com a versão para os palcos de Dois Casamentos, com as atrizes Patricia Niedermeier e Ana Abbott, no Sesc Copacabana, no Rio, onde cumpre temporada até 2 de agosto.

Faz muito bem.

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Publicado em 29/06/2015 às 03h04

Caminho Inca impressiona Washington

caminho inca Caminho Inca impressiona Washington

Caminho Inca é considerado Patrimônio da Humanidade - Foto: Divulgação

Por CRISTINA GARCÍA CASADO, da EFE, em Washington (EUA)

O Caminho Inca, uma rede viária de 40 mil quilômetros e mais de 500 anos, é uma proeza de engenharia que, como Machu Picchu, sobreviveu a terremotos e fortes chuvas melhor do que algumas construções mais modernas.

A grande façanha do sistema viário inca, construído sem rodas, ferramentas de ferro ou animais de tração, é o tema da primeira exposição bilíngue do Museu Nacional do Indígena Americano da Instituição Smithsonian, em Washington.

"O grande Caminho Inca, construindo um império", poderá ser visto gratuitamente a partir deste 26 de junho e até 1º de junho de 2018 na capital americana, e depois viajará aos seis países que herdaram o sistema viário: Colômbia, Equador, Peru, Bolívia, Chile e Argentina.

"Esse é nosso compromisso, que seja uma exposição itinerante", disse à Agência Efe o curador da mostra, o peruano e quíchua Ramiro Matos. "Esta é a primeira grande exibição sobre o Caminho Inca, houve muitíssimas sobre cultura, tecidos ou cerâmica, mas esta é a primeira dedicada ao sistema viário", explicou Matos.

Patrimônio da Humanidade

Na mostra, muito pedagógica como são todas as do Smithsonian, estarão expostos 140 objetos dos fundos do museu, um mapa muito completo e atualizado da via, e a primeira maquete virtual da cidade inca de Cuzco.

Partindo de Cuzco, a capital do Império Inca, o Caminho ("Qhapaq Ñan", em quíchua) permitia percorrer as quatro regiões ("suyu") do território ("Tahuantinsuyo") e ainda hoje, mais de cinco séculos depois, cerca de 500 comunidades quíchuas e aimaras continuam a usar 12% deste sistema viário.

O Qhapaq Ñan, declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 2014, foi a construção de maior envergadura da América nos tempos do apogeu inca, e ferramenta chave para a rápida expansão do império.

"Os incas não fizeram tudo. Mil anos antes de Cristo, os chavín já estavam construindo seus caminhos para unir uns templos com os outros. Os incas recolheram, com muito talento, a experiência destes povos anteriores", comentou Matos.

Caminho das alturas

O Caminho Inca passa através de altitudes de mais de 4.876 metros sobre o nível do mar e percorre planícies, selvas, desertos, vales e montanhas.

"É fundamental entender o manejo da água pelos incas, eram gênios nisto, conseguiram um milagre de grandes construções como Machu Picchu terem sobrevivido a fortes chuvas graças a esses sistemas", explicou à Efe o segundo curador da exposição, o cubano e taíno José Barreiro.

"Muitas vezes as apresentações feitas sobre os incas destacam o macabro, um lado que todas as civilizações têm. Nós nos concentramos na grande proeza de engenharia que conseguiram com os poucos recursos da época", acrescentou Barreiro.

Caminhando por cerca de 32 quilômetros por dia dia seriam necessários mais de três anos para percorrer toda a extensa rede de caminhos que compõem Qhapaq Ñan.

Conheça as belezas de Salta, no norte da Argentina

Sete anos de preparação

Os trabalhos desta exposição começaram em 2008, em plena crise econômica mundial, e todos os objetos expostos pertencem à coleção do museu.

Das 800 mil peças que o Smithsonian têm no total, 200 mil são latino-americanas e 400 pertencem ao período inca, e serão devolvidas sob a política de "repatriar" todas as peças que tenham um especial significado para o país de origem.

A expectativa é que a mostra seja visitada por 5,2 milhões de pessoas nos três anos em que estará exposta em Washington.

O Museu Nacional do Indígena Americano abriu suas portas em 2004 após uma preparação de 15 anos e sob um grande impulso de organizações indígenas de toda a América, já que a visão do centro é continental.

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Publicado em 28/06/2015 às 22h00

Mestre Caranguejo lança disco com sua poesia

Mestre Caranguejo foto Luciana Zacarias divulgacao web 2 Mestre Caranguejo lança disco com sua poesia

Mestre Caranguejo: grande nome da capoeira grava disco - Foto: Luciana Zacarias

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Quando se fala em capoeira paulista, Mestre Caranguejo é referência.

Alberto Alves Barbosa, seu nome de bastimo, acaba de lançar seu segundo disco, Mestre Caranguejo e a Poética do Berimbau.

O CD é uma importante ferramenta de preservação de nossas tradições culturais.

São 16 faixas que abarcam cantigas, sambas de roda, rimas e outras músicas afro-brasileiras.

Herdeiro da tradição oral da capoeira, Mestre Caranguejo ganhou do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) do Ministério da Cultura o Prêmio Viva Meu Mestre de 2010.

Ele nasceu na Bahia, mas, com 16 anos, mudou-se para São Paulo, onde aprendeu a arte da capoeira com mestre Silvestre, expoente da Capoeira Vera Cruz.

Desde então, faz valer os ensinamentos que aprendeu. E os passa adiante. Como deve ser.

mestreocaranguejo Mestre Caranguejo lança disco com sua poesia

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Miguel Arcanjo Prado é editor de Cultura do R7, onde está desde o começo do portal, em 2009. É jornalista formado pela UFMG e pós-graduado em Mídia, Informação e Cultura pela ECA-USP. É crítico membro da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes). Nasceu em Belo Horizonte e mora em São Paulo desde 2007, quando ingressou no Curso Abril de Jornalismo. Ainda em Minas, estreou como cronista do semanário O Pasquim 21, passando por TV UFMG e TV Globo Minas. Na capital paulista, foi repórter da Contigo!, da Ilustrada na Folha Online e do Agora São Paulo, no Grupo Folha. Edita e apresenta a Agenda Cultural da TV Record News.

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