Publicado em 25/10/2014 às 03h08

Mariana Queen: Por que Brasil rejeitou filme negro?

o dia de jerusa laura carvalho 2 Mariana Queen: Por que Brasil rejeitou filme negro?

Léa Garcia, em primeiro plano, no filme O Dia de Jerusa - Foto: Laura Carvalho

Por MARIANA QUEEN NWABASILI
Especial para o R7*

Nem a 38ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, nem o Festival do Rio e nem o 42º Festival de Cinema de Gramado.

O curta-metragem O Dia de Jerusa, dirigido pela baiana e negra Viviane Ferreira, e protagonizado pelas atrizes, também negras, Léa Garcia (ilustríssima) e Débora Marçal, não foi selecionado para os festivais nacionais de cinema realizados neste ano.

No entanto, o reconhecimento estrangeiro surpreende: a obra foi uma das que integrou a programação do "Short Film Corner" (mostra de curtas-metragens) da 7ª edição do Festival de Cannes, ocorrida em maio deste ano na França.

Debate na USP

Em um debate realizado neste mês na Faculdade de Direito da USP (Universidade de São Paulo), Viviane mencionou que entre as justificativas da recusa de filme pelos festivais brasileiros estava o estranhamento – ou seria descabimento? – com o fato de o elenco ser composto totalmente por atores negros.

– O cinema que me disponho a fazer perpassa minhas observações e vivencias cotidianas, então é o cinema que eu sinto em minha pele, que reflito no brilho dos fios de meu cabelo. Mas, no Brasil, existe um cenário de total agressão às subjetividades negras. Por isso, não podemos parar de produzir nunca, e os diretores e diretoras negros vêm resistindo. O dia que abandonarmos nossas histórias, nossa estética e subjetividades, significa que o racismo venceu, diz Viviane em entrevista para este blog.

o dia de jerusa Mariana Queen: Por que Brasil rejeitou filme negro?

Léa Garcia no curta que o Brasil rejeitou, mas Cannes abraçou - Foto: Laura Carvalho

Elenco negro

A escolha da diretora pela representatividade exclusivamente negra na tela, bem como pelo roteiro, também tem relação com a proposta da produtora do filme. A Odun Formação e Produção trabalha com produções (cinema, teatro, dança e música) e formações (oficinas, palestras, cursos) sobre bens culturais, priorizando temas relacionados à cultura afrobrasileira.

Com 20 minutos de duração, O Dias de Jerusa se coloca como uma homenagem à tradição oral negra transmitida pelos relatos dos mais velhos. A história expõe a memória ancestral de Jerusa (Léa Garcia), uma senhora moradora de um sobrado no bairro do Bexiga em São Paulo. Ao fazer uma entrevista para uma pesquisa de opinião, concedida a Silvia (Débora Marçal), sobre o uso do sabão em pó, Jerusa passa a expor lembranças de toda uma vida.

Se no Brasil o enredo e o elenco não agradaram, no exterior o que agradou foi justamente o foco sobre uma história ocorrida com a moradora negra em meio um bairro muito habitado por negros – como tantos no Brasil, de periferias a quilombos.

Ajuda em Cannes

Mas nem tudo foi festa em Cannes. Ao jornal A Tarde, um dos poucos veículos que registrou o feito, a diretora Viviane contou que para se manter durante o festival teve a ajuda de diversas instituições e amigos.

Ela diz ainda que produtora Odun continuará a enviar o filme para outros festivais internacionais e nacionais que acontecem até março de 2015. Negociações com canais de TV também estão entre os planos.

— Fui para Cannes com a tranquilidade de que não é o holofote do glamour que me impulsiona a fazer cinema, mas consciente de que ele é essa impulsão é importante para jogarmos luz na realidade desigual que a indústria audiovisual submete cineastas negros brasileiros.

*MARIANA QUEEN NWABASILI é repórter de Educação do R7. É formada em jornalismo pela ECA (Escola de Comunicações e Artes) da USP (Universidade de São Paulo). Colunista convidada, escreve no R7 Cultura todo quarto sábado do mês. A opinião dos colunistas convidados não reflete, necessariamente, a opinião do R7.

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Publicado em 24/10/2014 às 03h08

O Retrato do Bob: Mikhail Baryshnikov, a lenda

mikhail baryshnikov foto bob sousa O Retrato do Bob: Mikhail Baryshnikov, a lendaFoto BOB SOUSA
Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Cada arte tem seus mitos. Na dança, Mikhail Baryshnikov é sinônimo de quando a técnica se encontra com o coração em cima de um palco. Seja nas mais importantes companhias do mundo ou em solos memoráveis, sempre arrancou aplausos fartos, frenéticos. Ao lado de Nijinksky e Nuereyev, forma a trindade dos maiores bailarinos que o mundo já viu dançar. No encontro com Bob Sousa, há o peso de quem é uma lenda.

*BOB SOUSA é fotógrafo e autor do livro Retratos do Teatro (Editora Unesp). Sua coluna O Retrato do Bob é publicada no Atores & Bastidores do R7 toda segunda-feira, com grandes nomes dos palcos. Já às sextas, a coluna O Retrato do Bob sai no blog R7 Cultura, com personalidades do mundo cultural.

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Publicado em 23/10/2014 às 17h41

Maria Bethânia ou você não entende nada

Maria Bethania hoz 3 Leituras foto Joâo Milet Meirelles GDE1 Maria Bethânia ou você não entende nada

Maria Bethânia, presente, mas parte do público prefere o celular - Foto: João Milet Meirelles

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Antes de Maria Bethânia entrar no palco do Theatro NET São Paulo, na noite desta quarta (22), o público assiste ao depoimento do jornalista Reynaldo Jardim, em trechos do filme Profana Via Sacra, de Alisson Sbrana, de 2010.

Pouco antes de sua morte, em 2011, Jardim fala sobre sua relação com a cantora e o livro que fez para ela: Maria Bethânia Guerrilha Guerrilheira. Agora relançada pela Debê Produções, a obra saiu primeiramente no fim de 1968, 15 dias antes do AI-5, que cassou direitos civis dos brasileiros e colocou o livro debaixo de censura.

O depoimento de Reynaldo Jardim serve de preparatório para o espetáculo Bethânia e as Palavras.

Tal qual uma professora de literatura do Recôncavo Baiano, Bethânia surge com uma pastinha que contém os textos poéticos que pretende ler ao longo da noite, entremeados por uma ou outra canção executada na companhia de dois músicos, um no violão e outro na percussão.

Bethânia conta que o projeto surgiu de um convite da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), mas que ela quis dividi-lo com seu público. Fala da importância da poesia, e de seu tempo, de sua troca, neste mundo cada vez mais veloz.

Bethânia conclama palavra, essência.

E lembra que, nos tempos de ditadura, quando alguém encontrava algo que valia a pena, logo compartilhava com os demais. Olho nos olhos.

A dicotomia do desejo de Bethânia em relação aos espectadores é grande. A artista encontra uma plateia completamente conectada, que não consegue se desplugar para o tempo que seu espetáculo exige.

Pode ser uma viagem de Bethânia querer catequizar essas pessoas submersas nas novas tecnologias ao seu tempo artístico de tanta sensibilidade. Pode ser. Mas quem, em sã consciência, tira a razão de Bethânia?

Lembrando de seu professor de literatura, que também deu aula a Caetano Veloso, seu irmão, discursa apoio à escola pública de qualidade para uma plateia cujos filhos frequentam os mais caros colégios particulares. É aplaudida. E os celulares continuam a registrar tudo.

Contrastando com a luz que ilumina Bethânia, há muitas outras luzes, menores, em cada assento. Ávidas pelo registro fácil, rápido e que rouba a troca real.

Gravam Bethânia sem parar. Parecem não querer ouvir sua voz, dizendo aquelas poesias. Parecem não se importar com o que ela tem a compartilhar.

Bethânia se doa em prol do que acredita. Pede amor ao público, que só ama a si próprio, como surge em sua boca.

Mais do que beber a delicadeza daquelas poesias, que ganham força na voz de Bethânia, muitos querem apenas o registro fugaz para ser compartilhado nas redes sociais o quanto antes. Num relato frenético que nem George Orwel foi capaz de prever. Não é preciso o olho do Grande Irmão de 1984 para vigiar tudo e todos. Cada qual é seu próprio olho investigador, seu autoespia.

Mas, alguns, muito poucos, entendem o que é estar no mesmo espaço que Bethânia. Ouvir sua voz, na batida de sua respiração. Ali, tão perto. E tentam se conectar com o que a artista oferece. Com o real.

Bethânia está ali, viva, entregue, naquele momento único de troca energética que só existe no encontro de palco e plateia.

No mundo altamente mergulhado nas mediações tecnológicas, sem respiro para o real, cercado de filtros por toda a parte, Bethânia parece quase sozinha naquele palco, não fossem estes poucos cúmplices resistentes. Porque a maioria, infelizmente, não entende nada.

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Publicado em 23/10/2014 às 15h20

Marcia Castro divide palco com Rada no Uruguai

marcia castro rada Marcia Castro divide palco com Rada no Uruguai

El Negro Rada com Marcia Castro em Montevidéu: ginga do candombe misturada à sensibilidade da cantora baiana em terras uruguaias - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A noite desta última quarta (22) foi de encontro entre a música brasileira e uruguaia.

No show realizado no Periscopio, em Montevidéu, a baiana Márcia Castro cantou com o mito uruguaio Ruben "Negro" Rada — que foi também destaque no cinema argentino recentemente com o filme Por un Puñado de Pelos.

Ela misturou sua essência baiana à força do ritmo do candombe uruguaio.

Ambos foram convidados da artista espírito-santense Tamy, cantora radicada no Uruguai, onde faz ao longo deste ano o projeto Tamy Invita (Tamy Convida).

Tamy quer deixar os uruguaios bem mais próximos de nós.

Faz ela muito bem.

tamy Marcia Castro divide palco com Rada no Uruguai

Radicada no Uruuguay, a brasileira Tamy aproxima nossa MPB de nossos vizinhos do sul - Foto: Divulgação

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Publicado em 23/10/2014 às 03h08

Coração histórico da Bahia, Pelourinho sofre com assaltos que afugentam os turistas

pelourinho Fonte Robson Mendes AGECOM Coração histórico da Bahia, Pelourinho sofre com assaltos que afugentam os turistas

Cultura ameaçada: Pelourinho tem tido onda de assaltos - Foto: Robson Mendes

Com TV RECORD BAHIA

O Pelourinho é o principal ponto turístico de Salvador da Bahia. Afinal, seu casario colonial centenário abriga algumas das mais belas igrejas do País, além de importantes museus, como o Museu da Cidade e a Fundação Casa de Jorge Amado. Contudo, os turistas e frequentadores do centro histórico soteropolitano mais do que apreciar esta beleza cultural, estão sofrendo com uma onda de criminalidade. Veja o vídeo com reportagem de Maíra Portela:

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Publicado em 22/10/2014 às 16h45

#VaivENO: Mamãe Natureza por Eduardo Enomoto

eduardo enomoto2 #VaivENO: Mamãe Natureza por Eduardo EnomotoFoto EDUARDO ENOMOTO

Cadê a água, cadê a chuva? Enquanto ela (tão esperada) não vem, jogue o lixo no lixo durante essa seca. Porque a natureza responde no mesmo tom. Já aprendeu a lição?

*Eduardo Enomoto é fotojornalista do R7. Sua coluna, #VaivENO, é publicada toda quarta aqui no blog.

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Publicado em 21/10/2014 às 19h15

Resistente da Boca do Lixo, Clery Cunha ganha homenagem na Mostra com Joelma 23º Andar

joelma Resistente da Boca do Lixo, Clery Cunha ganha homenagem na Mostra com Joelma 23º Andar

A atriz Beth Goulart em cena do filme Joelma 23º Andar, de Clery Cunha - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O goiano radicado em São Paulo Clery Cunha chega aos 75 anos com 50 anos de carreira. O cineasta foi um dos que resistiram na Boca do Lixo para que o nosso cinema hoje seja tão pungente.

E ainda tem novos filmes na cabeça, como o longa Tiradentes City SP Zona Leste, em fase de rodagem.

Na próxima segunda (27), recebe homenagem por sua trajetória na 38ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, na sala 3 do Espaço Itaú de Cinema no shopping Frei Caneca, às 14h.

Junto da homenagem, haverá exibição do filme Joelma 23º Andar, seu clássico sobre o incêndio que marcou a história do centro paulistano, com Beth Goulart no elenco.

O filme marcou o cinema brasileiro por ser o primeiro a ser rodado com cinco câmeras simultâneas e contou com fotografia de Cláudio Portioli.

A sessão especial, feita em parceria com a Cinemateca Brasileira, acontecerá justamente no Dia Mundial do Patrimônio Audiovisual.

Nada mais justo. Afinal, Clery Cunha é patrimônio nosso.

clery Resistente da Boca do Lixo, Clery Cunha ganha homenagem na Mostra com Joelma 23º Andar

Clery Cunha: pioneiro no cinema brasileiro - Foto: Divulgação

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Publicado em 21/10/2014 às 03h10

Kotscho apresenta Inhotim, a Disney das artes

inhotim Kotscho apresenta Inhotim, a Disney das artes

Localizado nos arredores de BH, Instituto Inhotim é boa pedida - Foto: Divulgação

O colunista do R7 Ricardo Kotscho apresenta para Heródoto Barbeiro Inhotim, museu de arte contemporânea localizado em Brumadinho, nos arredores de Belo Horizonte, Minas Gerais. Veja o vídeo:

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Publicado em 20/10/2014 às 14h58

Elza Soares e Criolo reúnem nova geração da MPB para celebrar 70 anos de Chico Buarque em SP

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Elza Soares canta no Ibirapuera neste domingo (19) - Foto: Jennifer Glass

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Fotos JENNIFER GLASS

O domingo foi no parque. Artistas de distintas gerações da MPB fizeram show conjunto no Ibirapuera, em São Paulo, na noite deste domingo (19).

Elza Soares e Criolo comandaram a festa, que celebrou os 70 anos de vida de Chico Buarque.

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Todos em nome de Chico: artistas cantam repertório do setentão - Foto: Jennifer Glass

Outros artistas como O Terno, Felipe Cordeiro, Aláfia, Blubell, Brothers of Brazil, Nina Becker, Saulo Duarte e a Unidade cantaram clássicos do repertório buarqueano, como A BandaCotidiano e Construção.

O público doou livros que foram destinados ao Sarau da Cooperifa.

A fotógrafa Jennifer Glass esteve por lá e compartilha conosco seu olhar para o evento.

Veja aí que beleza!

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Criolo canta João e Maria, de Chico - Foto: Jennifer Glass

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Nina Becker também se apresentou na festa - Foto: Jennifer Glass

 

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Elza Soares divide o palco com Xênia França, da banda Aláfia - Foto: Jennifer Glass

 

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Releituras de clássicos de Chico: Felipe Cordeiro cantou Cotidiano - Foto: Jennifer Glass

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O público acompanhou o show, que começou no fim da tarde de domingo e invadiu a noite no gramado do parque do Ibirapuera, em São Paulo - Foto: Jennifer Glass

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Mesmo com a gente jovem reunida, não teve para ninguém: Elza Soares foi a grande estrela da noite de homenagem a Chico Buarque em SP - Foto: Jennifer Glass

 

 

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Publicado em 20/10/2014 às 03h08

Rei dos games, Fatal1ty conhece comida mineira

faltality Rei dos games, Fatal1ty conhece comida mineira

Miguel Arcanjo Prado apresenta comida mineira para Fatal1ty

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Uma missão importantíssima me foi dada. Levar  o campeão mundial de games Johnathan Wendel, ou simplesmente "Fatal1ty", para conhecer as maravilhas da culinária mineira. Em um bate-papo descontraído, ele contou como ficou milionário jogando vide-game e ainda. E experimentou tutu, feijão tropeiro, couve, farofa... Veja o vídeo:

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Perfil

Miguel Arcanjo Prado é editor de Cultura do R7, onde está desde o começo do portal, em 2009. É jornalista formado pela UFMG e pós-graduado em Mídia, Informação e Cultura pela ECA-USP. É crítico membro da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes). Nasceu em Belo Horizonte e mora em São Paulo desde 2007, quando ingressou no Curso Abril de Jornalismo. Ainda em Minas, estreou como cronista do semanário O Pasquim 21, passando por TV UFMG e TV Globo Minas. Na capital paulista, foi repórter da Contigo!, da Ilustrada na Folha Online e do Agora São Paulo, no Grupo Folha. Edita e apresenta a Agenda Cultural da TV Record News.

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