Publicado em 26/05/2015 às 03h04

Exposição inédita de Miró desembarca em São Paulo

miró Exposição inédita de Miró desembarca em São Paulo

Da EFE

No final dos anos 70, era comum encontrar Joan Miró sentado no chão, com as mãos sujas e pintando com o dedo como uma criança, e é exatamente desta forma que o público brasileiro poderá vê-lo no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo.

A exposição A força da matéria, apresentada no sábado (23) por Joan Punyet Miró, neto do artista surrealista, traz obras do pintor que nunca antes tinham saído da Espanha.

— Meu avô passou toda a vida para desencaminhar o caminhado e pintar como uma criança. Para ele, o mais importante não é o que os olhos veem, mas o que a alma sente.

A mostra também exibe a faceta mais "franca" do pintor, que gostava de caminhar pelo campo e diminuir o mito artístico ao nível da vida cotidiana. "Miró é um pintor universal porque é também um poeta pré-histórico", disse seu neto, lembrando que, todos os dias, depois de fazer a sesta e antes de trabalhar, seu avô abria ao acaso um livro de poesias e lia um poema para "exercitar os músculos do espírito".

O percurso feito pelo visitante leva a uma reflexão através das esculturas em bronze, um material tradicionalmente usado para figuras suntuosas, mas com o qual Miró proporcionou, nas palavras de Punyet, "nobreza ao objeto como se fosse um ritual xamânico".

Embora a arte de Miró tenha nascido e morrido com ele, já que não há nem escolas nem discípulos, ele jamais esteve isolado e usou tanto da tradição mediterrânea quanto Jackson Pollock, Marcel Duchamp e Vincent van Gogh.

Uma das obras inéditas da exposição. 'Personnages, oiseau' (1979) é uma "obra-prima mundial", que seu neto até agora tinha na sua sala de casa. Paradoxalmente, a mostra também dialoga com o prédio que a recebe, o instituto da artista plástica nipo-brasileira Tomie Ohtake, que morreu em fevereiro deste ano. A influência japonesa não passa despercebida em muitas das gravuras de Miró, que além de um pincel e de seu dedo, criava obras que remetem à caligrafia japonesa usando um bambu de Tóquio.

Um percurso que arrebata o espectador e o questiona sobre o significado básico da vida. A exposição, em cartaz até 16 de agosto e que em setembro irá para Florianópolis, é patrocinada pela multinacional Arteris.

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Publicado em 25/05/2015 às 03h04

Núcleo Luz aborda o risco e a incerteza em espetáculo de dança

Okinosmov 7891 Crédito Pamella Gachido Núcleo Luz aborda o risco e a incerteza em espetáculo de dança 

Do R7

Nos dias 26 e 27 de maio, no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo, o Núcleo Luz estreia Okiиosmóv - Um ballet nada яusso. Com entrada gratuita, o espetáculo de dança de Chris Belluomini teve seu processo de pesquisa iniciado em agosto de 2014.

Ele é resultado do trabalho realizado pelos aprendizes do Ciclo II, do programa de formação do Núcleo Luz, projeto que dá oportunidade a jovens de famílias com baixa renda a vivenciarem a dança de forma aprofundada. O projeto é gratuito e oferece bolsa-auxílio, alimentação e transporte aos aprendizes da região metropolitana de São Paulo.

Okiиosmóv tem como centro o risco e a incerteza. O que nos movimenta? O que nos paralisa? Essa e outras inquietações humanas estão contidas na construção dramatúrgica, que tem como principal instrumento de comunicação a linguagem da dança contemporânea.

Além da dança, o espetáculo integra linguagens do teatro e da música. O nome é uma brincadeira, mas que tem um significado sério. Revela nas entrelinhas o acolhimento das múltiplas formas de expressão que compõe o corpo dentro do cenário atual.

Nos últimos seis anos, o Núcleo Luz já criou e apresentou os espetáculos Pedrinho Luz (2007), inspirado no balé russo Petrouchka; Villa Luz – Mestiçagem, a rota das nossas Histórias (2009), baseado na vida e obra de Villa-Lobos, ambos sob a direção artística de Susana Yamauchi; Rito de Passagem (2011), inspirado em A Sagração da Primavera, também de Stravinsky, e Heurói (2013), ambos com a direção artística de Chris Belluomini.

Okinosmov 7529 Crédito Pamella Gachido Núcleo Luz aborda o risco e a incerteza em espetáculo de dança

Okiиosmóv - Um ballet nada яusso
Quando: 26 e 27 de maio, às 20h30.
Onde: Teatro Sérgio Cardoso (r. Rui Barbosa, 153, Bela Vista, São Paulo. Informações: 0/xx/ 11 3288-0136)
Quanto: Grátis
Duração: 90 minutos
Classificação: Livre

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Publicado em 24/05/2015 às 03h04

Cristina inaugura Centro Cultural Néstor Kirchner, o maior da América Latina

centro cultural néstor kirshner 2 Cristina inaugura Centro Cultural Néstor Kirchner, o maior da América Latina

Centro Cultural Néstor Kirshner - Foto: Reprodução/Facebook oficial

Da EFE

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, inaugurou na última semana o Centro Cultural Néstor Kirchner, o maior da América Latina, obra que demorou seis anos para ficar pronta e custou o triplo do previsto inicialmente.

Cristina afirmou estar "realmente emocionada" por dar sequência à construção do "centro cultural mais importante latino-americano", uma ideia de seu marido, o ex-presidente argentino Néstor Kirchner (2003-2007), falecido em 2010. Em discurso feito no novo espaço e transmitido em rede nacional, a presidente destacou o investimento realizado pelas gestões kirchneristas na cultura nos últimos 12 anos.

A inauguração do centro cultural faz parte de uma série de eventos organizados pelo governo argentino para festejar mais um aniversário da Revolução de 25 de maio de 1910, fato histórico que marcou o início do processo que culminou com a independência do país, em 1816. O 25 de maio também se constituiu como uma data importante para o kirchnerismo há 12 anos, quando Néstor tomou posse como presidente.

O centro inaugurado tem 100 mil metros quadrados e pretende ser um espaço moderno, amplo e diverso para reunir em suas paredes as diversas manifestações artísticas, visuais e cênicas. O trabalho de restauração do edifício, onde funcionava a sede do Correio Argentino, levou seis anos e custou US$ 275 milhões, quase o triplo dos US$ 103 milhões inicialmente orçados.

A reforma de uma das joias arquitetônicas de Buenos Aires incluiu a recuperação das quatro fachadas do prédio, a recuperação dos salões e a demolição de parte do interior do edifício. Entre suas atrações mais importantes, o Centro Cultural Néstor Kirchner tem um teatro com capacidade para 1.750 pessoas. Além disso, conta com uma cúpula onde a cidade de Buenos Aires pode ser vista pelos visitantes.

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Centro Cultural Néstor Kirshner - Foto: Reprodução/Facebook oficial

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Publicado em 23/05/2015 às 03h04

Megalópoles são retratadas em exposição fotográfica em São Paulo

andré stefano 3 Megalópoles são retratadas em exposição fotográfica em São Paulo

Do R7

Do dia 23 de maio até o dia 1º de junho, quem passar pela Urban Arts, em São Paulo, vai conferir o trabalho do fotógrafo André Stefano na exposição UKSP.

A mostra exibe os registros feitos por André em São Paulo e no Reino Unido, mostrando semelhanças entre as cidades grandes.

— As obras são resultado da experiência de morar fora do Brasil por três anos. Reino Unido e São Paulo são lugares distantes, mas com muito em comum.

Ao todo são dez retratos, em branco e preto, que mostram o trânsito, o barulho e a correria da vida das pessoas, mas sem deixar de ressaltar as qualidades da arquitetura dos locais.

— A sensação de estar em uma megalópole, com muito trânsito e muita correria, é a mesma para ambos. A vida não para! Os compromissos, os horários, as formas de ganhar a vida nos distancia da beleza das cidades. Registrar cidades faz-me sentir mais vivo, mais parte delas. E atento a ângulos ainda não explorados. Me divirto com o inusitado.

No sábado (23), a partir das 15h, acontecerá uma vernissage. Andre Stefano e André Diniz, proprietário da Urban Arts, recepcionarão os convidados.

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andré stefano 2 Megalópoles são retratadas em exposição fotográfica em São Paulo

Exposição UKSP – André Stefano
Quando: De 23 a 1º de junho. Segunda a sábado, das 10h às 19h, domingo, do meio-dia às 18h
Onde: Urban Arts (r. Oscar Freire, 156, Jardins, São Paulo. Informações: 0/xx/ 11 3081-6142)

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Publicado em 22/05/2015 às 03h04

Cisne Negro de dança faz apresentações neste fim de semana

 

Sra. Margareth FOTO TOMAS KOLISCH JR Cisne Negro de dança faz apresentações neste fim de semana

Sra. Margareth, por Cisne Negro - Foto: Tomas Kolisch Jr.

Do R7

Entre os dias 22 e 24 de maio, a Cisne Negro Cia. de Dança faz uma curta temporada na Sala Jardel Filho do Centro Cultural São Paulo, com duas coreografias: Trama e Sra. Margareth – Excertos de Monger.

No domingo, a companhia faz uma apresentação especial para deficientes visuais, com audiodescrição dos aspectos visuais: cenários, figurinos e linguagem corporal são apresentados ao público por meio da fala.

A companhia nasceu de uma circunstância especial: sua diretora artística, Hulda Bittencourt, juntou as alunas do Estúdio de Ballet Cisne Negro com alguns atletas da Faculdade de Educação Física da Universidade de São Paulo (USP). A aproximação desses dois universos deu ao grupo sua principal característica: uma dança espontânea, energética, viril e de grande qualidade técnica e artística.

Monger é uma adaptação de Barak Marshall e conta a história de um grupo de funcionários, presos no porão de uma patroa abusiva. Na trilha musical estão elementos da música cigana, clássica e rock. A coreografia explora as dinâmicas de poder, hierarquia, livre-arbítrio e os compromissos que são necessários para sobreviver.

Já o coreógrafo Rui Moreira explica um pouco do que é Trama.

— Neste Brasil mestiço, misterioso e mágico, todos os retratos são tendenciosos, parciais ou comprometidos, observando os brincantes e suas brincadeiras, as festas populares, os folguedos, seus personagens místicos, criam danças que revelam um pouco desta complexa trama de simplicidade, que mostra o transcendente e o contagiante caminho da alegria neste País.

Cisne Negro no CCSP
Quando: De 22 a 24 de maio. Sexta e sábado, às 21h, domingo, às 20h.
Onde: CCSP (r. Vergueiro, 1000, Paraíso, São Paulo. Informações: 0/xx/11 3397-4002)
Quanto: R$ 10
Duração: 80 minutos
Classificação: Livre

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Publicado em 21/05/2015 às 03h04

No ano do centenário, viúva de Orson Welles desembarca no Brasil em mostra de cinema

Orson Welles e Oja Kodar3 No ano do centenário, viúva de Orson Welles desembarca no Brasil em mostra de cinema

Orson Welles e Oja Kodar - Foto: Divulgação

Do R7

Entre os dias 22e 27 de maio, em São Paulo, o Caixa Belas Artes prepara uma programação especial para comemoração do centenário de Orson Welles. Ao longo da mostra, 12 filmes importantes da obra do cineasta serão exibidos e também contará com a presença especial da viúva do gênio do cinema.

No sábado (23), ela participará d um bate-papo com o público após a exibição do filme Verdades e Mentiras, onde atua. Oja é croata e foi companheira de Orson Welles por 25 anos. Atualmente com 74 anos, ela vem ao Brasil e promete fazer números de mágica, uma das proezas que aprendeu com Welles.

Ela conheceu o cineasta enquanto ele filmava O Processo e, desde então, atuou como co-roteirista e coprodutora de seus filmes. Hoje é uma das responsáveis pela administração da obra do ex-companheiro.

Se estivesse vivo, Orson Welles teria completado cem anos no último dia 6 de maio. Ele inovou o cinema com sua ousadia estética e criatividade.

 Os filmes que serão exibidos são Cidadão Kane, A Dama de Shangai, Macbeth: Reinado de Sangue, Mr Arkadin, A Marca da Maldade,Verdades e Mentiras, O Processo, Jornada do Pavor, Falstaff, Othelo e O Terceiro Homem (de Carol Reed, com Orson Welles no elenco). Toda a programação com os horários de exibição pode ser vista no site do Caixa Belas Artes. Os ingressos também poder ser adquiridos com antecedência no www.ingresso.com.br.

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A Dama de Shangai - Foto: Divulgação

Mostra Centenário Orson Welles
Quando: de 22 a 27 de maio.
Onde: Caixa Belas Artes (r. da Consolação, 2423, próximo ao metrô Paulista. Telefone: 0/xx/ 11 2894-5781)
Quanto: R$12 (segunda), R$ 22 (terça a domingo)

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Publicado em 20/05/2015 às 03h04

Um outro olhar sobre Jerusalém

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Exposição Jerusalém Arte e Mistério - Foto: Viviana Tagar

Do R7

Um lado desconhecido de Jerusalém. Essa é a proposta de Viviana Tagar em sua exposição Jerusalém Arte e Mistério, que será exibida no MuBE (Museu Brasileiro da Escultura), de 22 de maio a 21 de junho.

A ideia é lançar um olhar amplo e plural sobre a cidade, berço histórico das três religiões monoteístas.

Lucia Barnea, a consulesa de Israel em São Paulo, falou sobre a proposta da exposição.

— A fotógrafa Viviana Tagar nos conduz com sua mirada sensível a recantos diversos da cidade três vezes milenar, que também é urbe contemporânea e pujante, talhada no encontro do Oriente com o Ocidente.

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Nir Barkat, prefeito de Jerusalém, também elogiou as fotos que estão na exposição.

— Viviana Tagar selecionou um mundo de imagens de Jerusalém que desfoca as divisões do tempo e da cultura, para revelar a universalidade subjacente da cidade e o nosso denominador comum. Elegantemente fazendo a correspondência entre o antigo e o moderno, suas fotos surpreendem com perspectivas artísticas e incomuns e persuade a descobrir os segredos da nossa grande cidade.

Jerusalém Arte e Mistério se aventura por uma delicada paleta de imagens filigranadas da geografia humana da Cidade e de suas culturas, e compartilha os segredos de seus recantos arquitetônicos.

Exposição Jerusalém Arte e Mistério
Quando: de 22 a 21 de junho. Terça a domingo, das 10h às 19h
Onde: MuBE (av. Europa, 218, entrada pela r. Alemanha, 221, São Paulo. Telefone: 0/xx/11 2594-2601)
Quanto: Gratuito

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Publicado em 19/05/2015 às 03h04

Vinil vive nova era de ouro no Reino Unido

ThinkstockPhotos 497183891 Vinil vive nova era de ouro no Reino Unido

 

Jorge Peris, da EFE

Após muitos anos abandonados pelo som digital, os discos de vinil voltaram com força ao panorama fonográfico do Reino Unido, não somente como objetos para nostálgicos e colecionadores, mas em novas edições e gravações musicais dos grupos britânicos mais populares. Foi preciso viver as gerações de CDs, minidiscs, mp3s, iPods e a música em "streaming", em plataformas como Spotify, Deezer, Soundcloud e Grooveshark, para que o vinil voltasse a estar na moda e bem avaliado no panorama fonográfico do país.

Os LPs estão concorrendo com os compact disc nas lojas de discos e têm sido utilizados por muitos DJs em alguns dos clubes mais prestigiados da capital britânica. Este mês, a empresa Official Charts Company, que quantifica as vendas da indústria musical no Reino Unido, lançou sua primeira lista semanal com os vinis mais vendidos.

Algumas das maiores bandas britânicas dos últimos anos , como Arctic Monkeys, The Vaccines, The Wombats e Noel Gallagher's High Flying Birds, lançaram também seus últimos trabalhos em vinil. No entanto, são os grupos e artistas clássicos que estão nos primeiros postos na lista de mais vendidos, como Manic Street Preachers, Sex Pistols, David Bowie e The Doors.

Ano passado, alguns dos álbuns mais elogiados dos Beatles, como Help, A Hard Day's Night, Please Please Me e Revolver, voltaram a ser vendidos em vinil depois de serem remasterizados nos míticos estúdios Abbey Road, em Londres. Com esta nova gravação, os técnicos de som buscavam se aproximar o máximo possível do som original que os Beatles fizeram há 50 anos.

"Esta era da música digital fez com que muitos consumidores sentissem falta de um produto físico, como o CD ou o vinil, e quisessem algo tangível para poder sentir que investiram em um artista", explicou à Agência Efe Dave Reilly, da Warner Music. "O vinil tem melhor aceitação que o CD, que tem uma aparência muito mais barata. O disco de vinil é visto como uma obra de arte, algo para guardar, para colecionar. Acho que enquanto não houver outras alternativas físicas aos downloads ou ao 'streaming', o vinil terá lugar no mercado", acrescentou Reilly.

Apesar da expansão da música em "streaming" e do formato mp3, o vinil faturou 1,3 milhão de libras (R$ 8,5 milhões) no Reino Unido em 2014, o valor mais alto dos últimos anos. Em 2014, as vendas de vinis no país foram apenas 1,5% do faturamento total de discos, aumento de 1,4% comparado com 2006, quando foi de irrisório 0,1%.

A indústria fonográfica britânica espera ainda que as vendas neste formato, que teve seu período de glória nas décadas de 60, 70 e 80 e começou a declinar nos ano 90 até chegar ao fundo do poço, cresçam este ano 70%. "As pessoas estão cansadas da saturação da música 'baixável' e em 'streaming'. Comprar um vinil, com a capa e as letras, é uma forma de render uma pequena homenagem ao grupo que você gosta", afirmou à Efe Jesús Velázquez, DJ em Londres e colecionador de vinils. "Acho que comprar um vinil é uma boa forma de reunir discos que você pensa que terá a vida toda", destacou Velázquez.

Definitivamente, muitos no Reino Unido pensam que, longe de ter virado história, os discos de vinil e seus imprescindíveis acompanhantes - os toca-discos e as agulhas - podem ter entrado em uma nova "Idade de Ouro", agora com o indubitável charme 'vintage'.

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Publicado em 18/05/2015 às 03h04

Explosão embaixo de viaduto no Bixiga mobiliza os corpos em Blow Up (Vol.2)

Lado A. Crédito Mariana Sucupira Explosão embaixo de viaduto no Bixiga mobiliza os corpos em Blow Up (Vol.2)

Foto da performance Lado A - Foto: Mariana Sucupira/Divulgação

Do R7

O que acontece com as coisas após uma explosão? Essa é a pergunta que mobiliza o Núcleo Cinematográfico de Dança em Blow Up (Vol.2), espetáculo performance que se divide em duas partes, Lado A e Lado B, que agita a cidade de São Paulo nas próximas semanas.

Lado A (Você não Pode Construir Uma Árvore de Volta a partir de Fumaça e Cinzas) ocupa o Terreyro Coreográfico, embaixo do viaduto Júlio de Mesquita Neto, no tradicional bairro do Bixiga, de 21 a 24 de maio. Segundo Mariana Sucupira, uma das diretoras do espetáculo, Lado A é uma decomposição progressiva de uma explosão.

— Uma metamorfose contínua, que consiste em abrir os movimentos e as imagens. É uma tentativa de adentrar o silêncio e habitá-lo, mas tudo fica ruidoso, quase insuportável.

Lado B (Tudo é Desastre) conta com o sexteto de bailarinas dirigido por Mariana e Maristela Estrela mais artistas convidados da companhia Les Commediens Tropicales, que propuseram ações que foram incorporadas ao espetáculo. Maristela  fala sobre o roteiro complementar, que ocupa o Cine Art-Palácio, uma das salas da Cinelândia, na avenida São João, de 28 a 31 de maio.

— Essa grande inflamação agita violentamente nossos corpos, perturbando com entrechoques de energia e com agradável humor essa nossa carne. O que sobra da explosão é nada.

Interessante, não? E tudo gratuito! O Núcleo Cinematográfico de Dança usa diferentes técnicas e ferramentas para construção coreográfica e dramatúrgica. A organização, ou seja, a disposição de tudo foi proposta pela companhia em colaboração com cenógrafo e arquiteto Luciano Bussab. Há ainda projeção de imagens, com concepção e edição de Mariana Sucupira. Fause Haten assina o figurino cheio de camadas e volumes, onde peças de roupas são reutilizadas em novas funções.

Blow Up (Vol.2): Depois, Após, Seguinte: Bifurcação Imprevisível

Lado A
Quando: 21 a 24 de maio, quinta a sábado, às 21h, domingo, às 20h.
Onde: Terreyro Coreográfico (embaixo do viaduto Júlio de Mesquita Filho, ponto de encontro em frente ao Teatro Oficina, r. Jaceguai, 520, Bela Vista)
Quanto: Grátis (bilheteria abre uma hora antes)
Classificação: 16 anos
Duração: 60 minutos

Lado B
Quando: 28 a 31 de maio, quinta a sábado, 21h, domingo, 20h.
Onde: Cine Art-Palácio (av. São João,419, centro)
Quanto: Grátis
Classificação: 16 anos
Duração: 60 minutos

Lado B. Crédito Mariana Sucupira Explosão embaixo de viaduto no Bixiga mobiliza os corpos em Blow Up (Vol.2)

Lado B - Foto: Mariana Sucupira/Divulgação

 

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Publicado em 17/05/2015 às 03h04

Equilíbrio em branco e preto

Flieg 03 Equilíbrio em branco e preto

Usina hidrelétrica Cachoeira do Alecrim, Companhia Brasileira de Alumínio, vale do rio Juquiá - SP, 1975 (Foto: Divulgação/MAC)

Por DAIA OLIVER*
Especial para o R7 Cultura

A dualidade está em tudo que pensamos, sentimos e vemos. Balancear os extremos nos faz chegar, obrigatoriamente, ao meio. Isso é, ao caminho onde se quer chegar. Na fotografia também é assim, quando usamos o brilho e o contraste (obturador e diafragma) para lapidar a imagem de um retrato. Mesmo se a foto não sair como foi idealizada.

O resultado traz indicações do que deve fazer, mais brilho, menos contraste, para chegar o mais próximo a percepção dos olhos do fotógrafo e o que ele quer passar com a imagem. Perfeição? É uma questão do que se quer mostrar. O degradê que forma os tons entre branco e preto são responsáveis por transmitir sensações, dão a ambientação, a plasticidade do retrato.

No mês de junho termina a mostra do fotógrafo imigrante alemão, de origem judaica, Hans Gunter Flieg, no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC USP), no Ibirapuera.

A exposição fotográfica faz uma retrospectiva a história da fotografia moderna no Brasil em segmentos pouco estudados, como é o caso da produção voltada à indústria, à arquitetura, ao design e à publicidade. Ao longo de quatro décadas, Flieg registrou o desenvolvimento industrial brasileiro.

Flieg 06 Equilíbrio em branco e preto

Livro
Tema: Preto e Branco
Autor: Flávio Damm
Editora: Editora Photos

Filme
Título: O Sal da Terra
Ano: 2014
País: Brasil, França e Itália
Direção: Juliano Ribeiro Salgado e Win Wnders
Direção de fotografia: Juliano Ribeiro Salgado e Win Wenders

Exposição
Fotógrafo: Hans Gunter Flieg
Tema: Indústria, design, publicidade, arquitetura e artes de Hans Gunter Flieg
Onde: MAC – Museu de Arte Contemporânea Ibirapuera
Onde: Av. Pedro Álvares Cabral, 1301
Quando: Até 14 de junho (final da temporada)
Horário: Terça das 10h às 21h, de quarta a domingo 10h às 18h
Preço: Gratuito

Flieg 101 Equilíbrio em branco e preto

Torre da Willys-Overland do Brasil, São Bernardo do Campo, São Paulo, 1954 (Foto: Divulgação/MAC)

*DAIA OLIVER é fotojornalista do R7.

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Miguel Arcanjo Prado é editor de Cultura do R7, onde está desde o começo do portal, em 2009. É jornalista formado pela UFMG e pós-graduado em Mídia, Informação e Cultura pela ECA-USP. É crítico membro da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes). Nasceu em Belo Horizonte e mora em São Paulo desde 2007, quando ingressou no Curso Abril de Jornalismo. Ainda em Minas, estreou como cronista do semanário O Pasquim 21, passando por TV UFMG e TV Globo Minas. Na capital paulista, foi repórter da Contigo!, da Ilustrada na Folha Online e do Agora São Paulo, no Grupo Folha. Edita e apresenta a Agenda Cultural da TV Record News.

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