Publicado em 20/04/2015 às 11h23

Conheça Maikon K, o artista brasileiro que conquistou Marina Abramović

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O curitibano Maikon K foi escolhido por Marina Abramović para abrir sua exposição no Brasil e virou comentário na classe artística paulistana - Foto: Annelize Tozetto/Clix

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Enviado especial do R7 a Curitiba*
Fotos ANNELIZE TOZETTO/Clix

Quem anda pelo Sesc Pompeia nas últimas semanas, em São Paulo, já se habitou a cruzar com a mais importante performer do mundo, Marina Abramović. A sérvia radicada em Nova York cuida dos mínimos detalhes de sua ocupação artística no espaço, Terra Comunal, até 10 maio.

Logo para a abertura, em março mês passado, Marina escolheu um artista brasileiro para chamar tanto a atenção do público quanto suas obras: o paranaense Maikon K. Nu, dentro de uma bolha de plástico, com a pele revestida de um líquido gosmento que ressecava cada vez mais, ele foi o centro das atenções no lançamento da mostra com seu DNA de DAN - que voltará na reta final da exposição nos dias 6, 7, 8 e 9 de maio.

O R7 foi até Curitiba, onde nasceu e mora Maikon Kempinski, o performer de 32 anos, para desvendar sua trajetória até chegar ao ponto de abrir a maior exposição na América Latina do nome mais conhecido da performance no mundo.

Apesar da timidez na hora das fotos, Maikon K tem discurso articulado e potente. Sabe o que está fazendo. Sentado em um banco à sombra no saguão interno do Memorial de Curitiba, ele conta que começou no teatro, mas nunca se apaixonou pelos  personagens clássicos.

“Fiz Romeu no Teatro Guairinha e fiquei traumatizado”, lembra, bem-humorado. Aos poucos, buscou um teatro que se fundisse com a performance. Tanta simbiose o transformou em uma espécie de pária na classe artística curitibana. “Aqui não me sinto nem do teatro, nem da dança, nem da performance. Sou do entre”, declara.

IMG 8941 Conheça Maikon K, o artista brasileiro que conquistou Marina Abramović

Maikon K chamou a atenção do público e de Marina Abramović com DNA de DAN - Foto: Annelize Tozetto

Suas pesquisas performáticas abarcaram o som e a dança. Desde 2007, resolveu trabalhar em solos. Passou a estudar o xamanismo, prática também investigada por Marina Abramović. “Sou bem autodidata nos estudos”, explica ele, que tomou ayahuasca em sua busca de autoconhecimento.

O primeiro trabalho solo de Maikon K foi Guilhotina, em 2007, que define como “um musical xamânico terrorista para o professor em sala de aula”. “Foi uma resposta à universidade. Eles estudam a cultura indígena, mas não a vivenciam. Montei o trabalho para confrontar a linguagem acadêmica. Foi bem experimental, bem off, bem underground” conta ele, que se formou em ciências sociais na UFPR (Universidade Federal do Paraná).

Após fazer uma oficina com Carlos Simioni, do Lume Teatro, de Campinas (SP), Maikon ficou instigado a fazer um novo trabalho. Assim surgiu seu segundo, Paisagem de Gesto e Voz, de 2011, “resultado de uma bolsa na Casa Hoffmann que investigou as relações do movimento com o som”. “Quis ver de onde vem o nosso som e como ele aparece no corpo. Me interessa esse corpo-ritual”, diz.

E o “corpo xamânico” foi o mote de seu terceiro trabalho, Corpo Ancestral, de 2013 — e que volta a ser encenado entre 28 de maio e 14 de junho de 2015, na Sala Londrina do Memorial de Curitiba.

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Dentro da bolha: Maikon K em sua perfomance de DNA de DAN - Foto: Divulgação

Foi também em 2013 que surgiu DNA de DAN, seu quarto trabalho que impactou Marina Abramović. A performance foi criada a partir do edital Klauss Viana, da Funarte. Segundo seu criador, “é uma dança-instalação que estreou na área verde ao fundo do Museu Oscar Niemeyer”, um dos cartões postais curitibanos.

Foi nesta apresentação que Maikon K foi visto por Marina. A performer estava em Curitiba, para se encontrar com o xamã Rudá Iandé e sua mulher, Denise Maia. Por essas coincidências do destino, Rudá era o consultor xamãnico de DNA de DAN e convidou Marina a ir a uma das apresentações.

Marina gostou tanto do que viu que, assim que fechou com o Sesc em São Paulo sua megaexposição, avisou sua equipe que entrasse em contato com Maikon K. Queria que ele estivesse no grupo de performers brasileiros que fazem parte da mostra. E deu a ele o destaque maior na vernissage, o que fez com que o artista logo se transformasse na figura mais comentada no boca a boca artístico da capital paulista naquela semana.

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DNA de DAN impactou frequentadores do Sesc Pompeia, em São Paulo - Foto: Divulgação

“O trabalho inicialmente tinha 50 minutos, e a Marina me perguntou se eu poderia fazer em três horas. No final, foram cinco horas e meia. Ela falou que havia achado meu trabalho bom, e que isso é o que interessava para ela”, conta.

Para ficar com a pele gosmenta, ele se prepara antes no camarim. O líquido foi criado pela artista plástica Faetusa Tezelli, que guarda sua fórmula a sete chaves. “A pele vai ressecando e depois que eu começo a dançar, ela se quebra. É a parte que eu mais gosto”, revela. Para realizar a performance, Maikon depila todo o corpo. “Até a sobrancelha”, enfatiza.

“Estudei o arquétipo da serpente. O DNA é em forma de serpente, é a serpente criadora da vida. Vários xamãs têm essa visão da serpente. A bolha gigante que encobre o artista e dentro da qual é possível o público entrar foi criada por Fernando Rosenbaum, dono da Bicicletaria Cultural, point cult-alternativo em Curitiba.

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Público paulistano acompanha a dança de Maikon K em DNA de DAN - Foto: Divulgação

A explosão do nome Maikon K em São Paulo já reverbera em Curitiba. “Trabalho há anos em Curitiba e nunca tinha conseguido uma matéria de jornal. Só vieram me entrevistar agora”, diz. “Até a Marina ter me chamado, meu trabalho nunca havia saído de Curitiba”, conta.

Pé no chão, ele não se deslumbra com o glamour de estar ao lado de Marina. “A vida vai voltar a ser a mesma. Ninguém ainda sabe quem sou eu”, diz, de forma modesta. Conta que pretende fazer um próximo trabalho com espelhos e que deseja levar a outros lugares DNA de DAN, que terá nova temporada no segundo semestre em Curitiba.

“Quando comecei a estudar performance via o nome da Marina nos livros. Imagine o que foi para mim estar do lado dela, com ela discutindo comigo o meu trabalho? Ela foi muito generosa e interessada. Ela confiou em mim e me deu toda a liberdade. E colocou o meu trabalho num lugar de grande visibilidade, o que considero um luxo”, conclui Maikon K, leve como alguém que acabou de passar férias na Bahia.

*O jornalista MIGUEL ARCANJO PRADO viajou a convite do Festival de Teatro de Curitiba.

Leia mais sobre Marina Abramović em São Paulo

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Maikon K: privilégio de ser escolhido por Marina Abramović - Foto: Annelize Tozetto/Clix

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Publicado em 19/04/2015 às 13h37

Sentido fotográfico e Vivian Maier

Foto 15 Undated © Vivian MaierMaloof Collection Courtesy Howard Greenberg Gallery New York Sentido fotográfico e Vivian Maier

Retrato tirado pela norte-americana Vivian Maier - Foto: Vivian Maier/Divulgação/Maloof Collection

Por DAIA OLIVER*
Especial para o R7 Cultura

A fotografia é feita a partir de algumas ferramentas: obturador, diafragma, iso e composição, sendo esta última parte fundamental para o resultado final.

Antigamente, o retratista tinha que ter conhecimento do equipamento além de ter um enquadramento que transmitisse a mensagem não verbal, dando sentido à imagem.

Com o avanço da tecnologia, as máquinas fotográficas reduziram de tamanho e aumentaram em praticidade, cabendo na palma da mão e com apenas um toque na tela do seu celular o retrato está pronto.

No entanto, vale lembrar que o fotógrafo quando registra uma imagem, imprime sua própria história representada em cores, sombras, brilhos, profundidade de campo, fazendo com que o ambiente retratado seja familiar também para o observador da foto.

A dica deste mês é a exposição O Mundo Revelado de Vivian Maier, composta por 101 fotografias (sendo 79 em P&B e 22 coloridas), além de seis contact sheets e nove filmes gravados em super-8 mm.

A fotógrafa norte-americana Vivian Maier, que por toda a sua vida, guardou as fotografias, os negativos e fitas de áudio com pequenas entrevistas que fazia com as pessoas que fotografava. O MIS será a primeira instituição a receber a série.

Foto 7 Self Portrait  1955 © Vivian MaierMaloof Collection Courtesy Howard Greenberg Gallery New York Sentido fotográfico e Vivian Maier

Autorretrato de Vivian Maier - Foto: Vivian Maier/Divulgação/Maloof Collection

Exposição
Fotógrafo: Vivian Maier
Tema: Vivian Maier II - In her own hands (em suas próprias mãos)
Onde: MIS – Museu da Imagem e do Som
End.: Avenida Europa, 158, São Paulo
Quando: de terça a domingo, de 21 de abril a 14 junho de 2015
Horário: das 12h às 21h – domingos e feriados das 11h às 20h
Preço: R$ 6 inteira, R$ 3 meia
Gratuito: todas as terças

Foto 5 Self Portrait undated © Vivian MaierMaloof Collection Courtesy Howard Greenberg Gallery New York Sentido fotográfico e Vivian Maier

Vivian Maier em autorretrato: exposição em SP - Foto: Vivian Maier

Livro
Tema: Fotografia do século XX
Autor: Museum Ludwig de Colónia
Editora: Taschen

Filme
Título: Into the Wild (Na natureza selvagem)
Ano: 2007
País: Estados Unidos
Direção: Sean Penn
Direção de fotografia: Éric Gautier

*DAIA OLIVER é fotojornalista do R7.

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Publicado em 19/04/2015 às 09h37

Arte de rua mostra força na 3ª Bienal Grafitti em SP

bienal tasso a 3 bienal internacional graffiti fine art Arte de rua mostra força na 3ª Bienal Grafitti em SP

Obra do artista Tasso presente na Bienal em São Paulo - Foto: Divulgação

Da EFE

"O sucesso comercial é um fracasso para um grafiteiro", dizia Banksy, o artista de rua mais cotado do século 21.

No entanto, cada vez mais os pintores de aerossol buscam um espaço nas galerias, e inclusive nas Bienais, como na de São Paulo, uma das capitais mundiais do grafite.

A terceira edição da "Bienal Internacional Graffiti Fine Art" está aberta no Pavilhão das Culturas Brasileiras da capital paulista, um edifício projetado pelo arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer na década de 50.

O pavilhão, no parque Ibirapuera, recebeu a Bienal de Arte de São Paulo em 1953, quando foi exposta uma das obras-primas do artista espanhol Pablo Picasso: Guernica.

Seis décadas depois, paradoxalmente, é o 'street art' que invade este espaço de 11 mil metros quadrados.

Preconceito

Apesar dos "preconceitos" que rodeiam o grafite, o curador da bienal, o grafiteiro Binho Ribeiro, ressaltou que a exposição representa uma mostra da arte contemporânea, apesar de isso "incomodar à sociedade acadêmica".

"As pessoas que acham barreiras entre o que é considerado arte e o que não o é. Trata-se de um conceito social, e não conceitual", disse Ribeiro em entrevista à Agência Efe.

Desde sexta-feira (17) a bienal exibe obras de 65 artistas de rua de diferentes idades, nacionalidades e estilos que evidenciam a "evolução do trabalho da rua".

"Alguns (artistas) conseguem manter suas raízes vivas e nítidas, outros se transformam totalmente. Mas quando o autor é um grafiteiro respeitado, a obra sempre vai ser um grafite. O importante é a história na rua, o que construíram por causa da rua", comentou Ribeiro.

Cor no cinza

A massa de cimento que levanta a cidade de São Paulo se transformou em uma imensa oficina do século 21 para os artistas de rua do Brasil.

Mas nesta Bienal o grafite também sai dos muros para se transformar em escultura, em um boneco gigante ou inclusive uma obra com efeitos tridimensionais.

Um exemplo desta evolução sofrida pela arte de rua foi sintetizada pelo grafiteiro Narcelio Grud, que propôs uma obra interativa que combina o grafite tradicional, o som e o movimento.

"A bienal abre espaço para a experimentação e oferece uma segurança que as ruas não dão. A arte de rua amadureceu. Não há dúvida que evoluiu", assinalou Graud, que, após três dias de intensos trabalhos, pretende finalizar hoje sua obra Besouro e Borboleta.

Além do debate sobre a evolução do grafite, outra questão deslizava pela sala: É o sucesso comercial um fracasso para os grafiteiros, como dizia Banksy? Depende. "Existe diferença entre a arte comercial e a arte 'comercializável'. O que é bom é 'comercializável', há interesse de alguém por adquirir e o artista tem liberdade. No entanto, quando o artista faz arte para ser vendida perde sua essência, se desamarra de sua origem e não pode ser considerado mais um grafiteiro", refletiu o curador.

A Bienal Grafitti Fine Art de São Paulo acontece até 19 de maio, mas a arte de rua continuará presente nas ruas paulistanas.

Só é preciso olhar para os lados.

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Publicado em 18/04/2015 às 10h29

Colômbia ano de solidão sem Gabriel García Márquez

 Colômbia ano de solidão sem Gabriel García Márquez

Gabriel García Márquez: um ano de solidão sem o escritor - Foto: Divulgação

Por GONZALO DOMÍNGUEZ LOEDA, da EFE, em Bogotá

A Colômbia mergulhou novamente nesta sexta-feira (18) na obra de seu Nobel de Literatura, Gabriel García Márquez, no primeiro aniversário da morte do "filho do telegrafista", obscurecido em parte pela 'macondiana' situação política do país que se debate entre a guerra e a paz.

O tributo se iniciou com suas borboletas amarelas inundando as redes sociais, uma ideia que partiu do Ministério de Cultura colombiano, que levou ao Twitter o projeto "#Gabovive" com o qual lembraram sua figura e que se transformou no assunto mais comentado dessa rede social no país.

"Quando descobrimos Macondo, conhecemos a família Buendía e nos apaixonamos pelas borboletas amarelas. Vamos ler!", postou o Ministério junto com uma grande foto de Gabo rodeado desses lepidópteros que circundavam Mauricio Babilonia em enxames em "Cem anos de solidão".

Feira do Livro

Mas sem dúvida o momento principal do dia chegou na apresentação da Feira Internacional do Livro de Bogotá (Filbo), que começará em 21 de abril com Macondo, o universo mágico da obra cúpula de García Márquez, como convidado de honra.

No ato esteve presente o biógrafo de García Márquez, o britânico Gerald Martin, que com extrema lucidez roubou a cena com suas sentenças derivadas do conhecimento exaustivo: "Escrevia como Cervantes e falava como Chaplin", declarou sobre Gabo.

Ele é o "grande clássico latino-americano", Macondo é "a primeira aldeia global literária", Gabo "será 'top' nos próximos 500 anos" como Shakespeare e Cervantes foram nas centúrias precedentes, foram outras das contribuições do também biógrafo do guatemalteco Miguel Ángel Asturias, ganhador do Nobel de Literatura em 1967.

"Me dei conta na primeira vez que li 'Cem anos de solidão' que Macondo seria como La Mancha de Cervantes, um dos grandes lugares da literatura", concluiu.

Este foi o prelúdio de uma feira que na terça-feira abrirá as portas aos visitantes com mapas e pavilhões dedicados a Macondo em uma evocação do realismo fantástico que se inspira mais que nunca em uma Colômbia paradoxal na qual o sangue segue emanando como nas obras de Gabo.

Não em vão, o processo de paz entre entre o governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) caminha na corda bamba após o ataque dessa guerrilha que matou 11 militares na quarta-feira passada apesar do cessar-fogo unilateral que o grupo rebelde tinha iniciado em dezembro de 2014.

Os vaivéns do processo que, após mais de meio século de enfrentamento armado deve dirigir à Colômbia à paz e realizar assim um dos grandes sonhos de García Márquez, acabou competindo com Gabo no noticiário do dia.

Homenagens

O presidente Juan Manuel Santos, que dedicou homenagens ao Nobel de Literatura de 1982 há um ano quando Gabo faleceu na Cidade do México, e inclusive compareceu a seu funeral nesse país, hoje não fez nenhuma menção ao autor nem em seus discursos nem nas redes sociais nas quais é muito ativo.

O aniversário, no entanto, encontrou espaço na inauguração esta noite da exposição "Um espelho do mundo", na Biblioteca Nacional de Bogotá, com o ambicioso objetivo de se aproximar da figura humana de Gabo e conquistar novos leitores para a obra do escritor.

Para conseguir esse objetivo, a instituição exporá a máquina com a qual García Márquez deu à luz a "Cem anos de solidão", sua obra mais famosa, assim como a medalha e o diploma entregues pela Academia Sueca do Nobel.

Sem tempo para sentir falta

Além dos homenagens institucionais, a Fundação Gabriel García Márquez para o Novo Jornalismo Ibero-Americano (FNPI) rendeu tributo a seu fundador e renovou seu compromisso com ele. "Gabriel García Márquez está conosco de maneira intensa.

Não tivemos tempo de sentir sua falta, porque não passou nem um só dia sem que seja homenageado ou que apareça nas notícias, nas redes sociais, nas ruas", afirmou a FNPI em seu site.

A fundação, que este ano celebra seu 20 aniversário, destacou que as "manifestações de carinho para Gabo" lhes encorajam a manter o compromisso adquirido com o Nobel: "trabalhar por um jornalismo de excelência com valor de serviço público".

"Não foi um ano de ausência, mas de uma presença distinta, renovada e inspiradora", destacaram.

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Publicado em 17/04/2015 às 11h57

Sesc Jundiaí é inagurado: “Queremos ser a praça do interior”, diz Danilo Santos de Miranda

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Vista do Sesc Jundiaí da área da piscina: prédio sustentável - Foto: Adauto Perin

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Enviado especial do R7 a Jundiaí (SP)*

O Sesc em São Paulo abre, neste sábado (18), sua nova unidade: o Sesc Jundiaí, a 60 quilômetros da capital paulista. A programação de abertura incluiu atividades variadas de cultura e esporte, como show gratuito de Alceu Valença, Gaby Amarantos e Mart’nália às 19h do domingo (19).

O edifício de 30 mil metros quadrados de área construída fica ao lado da Prefeitura de Jundiaí e do Jardim Botânico da cidade paulista. É a 36ª unidade da instituição no Estado e se impõe na paisagem urbana do município, defronte à Serra do Japi.

Danilo Santos de Miranda, gerente regional do Sesc em São Paulo, diz que o objetivo é mesmo “que o Sesc seja notado” e que o projeto arquitetônico “foi feito para chamar a atenção, para atrair as pessoas para frequentar o espaço”.

“O Sesc tem de se justificar o tempo inteiro. Recebe dinheiro das empresas, 1,5% da folha de pagamento, e tem que retornar à população”, afirma o executivo, que diz que a melhor publicidade da entidade é o boca a boca de seus frequentadores. “Preferimos gastar em atividades do que em promoção”, diz ele, que também afirma que “o Sesc não tem política nem religião”.

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Danilo Santos de Miranda diz que Sesc está aberto a todos, mas a prioridade nas atividades é para os trabalhadores credenciados na instituição - Foto: Adauto Perin

A filosofia da programação é o intercâmbio cultural e humano, onde arrogância intelectual não é bem-vinda: “Não queremos fazer uma coisa isolada, que só os entendidos vão entender”, diz o gestor. E ainda lembra algo que, para ele, é importante: “No Sesc, o banheiro sempre vai estar limpo e qualquer pessoa será bem tratada. O Sesc é a antiga praça da cidade do interior”, define.

Miranda conta que a maioria atual dos “comerciários”, ou seja, os que têm credencial plena para usar os serviços do Sesc com descontos, “são na verdade trabalhadores do comércio, do turismo e da área de serviços, sendo estes últimos a maioria hoje em dia”. Por isso, diz que é preciso rever no futuro o uso do termo “comerciário”, que já não engloba mais as categorias profissionais atendidas pela instituição.

Sem medo da crise

Em ano em que muitos decretam crise econômica vindo a galopes, Miranda diz ao R7 que prefere pensar positivo. “Estamos confiantes, somos otimistas por natureza. Tenho absoluta certeza de que esta situação é passageira. Brinco que somos condenados ao crescimento”, afirma.

O executivo ainda afirma que “como qualquer gestor, está atento para verificar como a economia vai se comportar”. Caso suas apostas otimistas não se concretizem, diz que o Sesc “terá de rever algum plano de investimento”, mas que, “por enquanto, nós ainda não sentimos os efeitos das mudanças econômicas”.

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Prédio arredondado de Jundiaí tem várias perspectivas - Foto: Adauto Perin

Prédio sustentável

O prédio do Sesc Jundiaí foi projetado pelas arquitetas Christina de Castro Mello e Rita Vaz, do escritório Teuba Arquitetura e Urbanismo. Rita, que está nos Estados Unidos, não pôde acompanhar a visita da reportagem ao espaço.

Christina conta ao R7 que tentou traduzir no prédio a filosofia do Sesc, “de trazer cultura e conhecimento à população”. Ela e sua colega projetaram um edifício repleto de espaços livres e intercomunicados por paredes de vidro, onde há integração entre todas as áreas.

“O prédio está de braços abertos para a cidade, com um grande farol, que é uma lua azul, no meio. Em forma circular, faz o ponto de vista mudar a cada instante, simbolizando as várias formas de se ver o mundo”, diz Christina.

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A arquiteta Christina de Castro Mello, sentada na biblioteca do Sesc Jundiaí: transparências promovem diálogo - Foto: Adauto Perin

A arquiteta conta que formas sustentáveis estiveram no cerne do projeto, que utiliza placas solares para aquecimento de água, que também é reaproveitada. A luz natural é abundante e a circulação de ar é feita de forma inteligente, com base na premissa do efeito chaminé, com ar frio entrando embaixo e ar quente saindo por cima, para que se utilize menos ar condicionado.

“O prédio é um grande barco flutuando, não é uma caixa, como os shoppings centers”, alfineta. Um dos charmes é o moderno ginásio, com mais de mil lugares, que servirá tanto para esporte quanto para a realização de grandes shows musicais.

Christina revela ainda uma curiosidade charmosa de seu projeto: “Quem estiver na comedoria vê quem está de sunga e maiô na piscina. Ou seja, quem está comendo fica de voyer [risos]”. O teto do prédio ainda tem um jardim suspenso, onde babosas se destacam.

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O gerente do Sesc Jundiaí, José Roberto Ramos, e o diretor regional do Sesc em São Paulo, Danilo Santos de Miranda, no palco do teatro da nova unidade - Foto: Adauto Perin

Política de relação com Jundiaí

No comando de 230 funcionários, José Roberto Ramos, gerente do Sesc Jundiaí, conta que dois terços foram recrutados na cidade e região. Ele afirma que o objetivo é atrair a população de Jundiaí, de 400 mil habitantes, e seu entorno para o espaço, sobretudo os comerciários.

“A relação com a comunidade já vem de um tempo. Há política de relações com empresas e instituições locais. Percebemos o acolhimento da cidade e uma expectativa muito grande com a inauguração”, diz Ramos.

O terreno foi doado pela Prefeitura de Jundiaí. As primeiras obras começaram em 2004 e sofreram atrasos e variadas mudanças de data de entrega. Prevista para custar entre R$ 70 milhões e R$ 80 milhões, ela terminou custando R$ 120 milhões.

Danilo Santos de Miranda conta que um dos motivos do atraso foram os 28 meses de chuva forte durante a construção e também questões de licenciamento do espaço. “A burocracia acabou atrasando. Mas, ficou pronto e completo. O problema é quando nem pronto fica”, finaliza.

*O jornalista MIGUEL ARCANJO PRADO viajou a convite do Sesc.

Conheça a programação de abertura do Sesc Jundiaí

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Ginásio com mais de mil lugares servirá para esportes e shows - Foto: Adauto Perin

Conheça a programação de abertura do Sesc Jundiaí

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Publicado em 17/04/2015 às 03h03

Com 62 milhões de assinantes, Netflix vale mais que TVs

netflix Com 62 milhões de assinantes, Netflix vale mais que TVsDa EFE, em Los Angeles

O fornecedor de conteúdos audiovisuais Netflix alcançou mais de 62 milhões de assinantes no mundo todo e superou, com US$ 32,9 bilhões, o valor em bolsa do gigante da televisão americana "CBS" (US$ 30,6 bilhões).

Também superou o valor do gigante midiático Viacom (US$ 28,8 bilhões), dono do estudo Paramount Pictures, das emissoras MTV e BET, e dos canais Comedy Central e Nickelodeon, segundo dados da companhia divulgados nesta quinta-feira (17).

De acordo com os resultados do primeiro trimestre do ano, o Netflix somou 4,9 milhões de subscritores (2,3 milhões nos EUA), mais do que em qualquer outro trimestre desde a estreia da empresa, há oito anos.

Esses números coincidem com o retorno da série produzida pelo próprio canal "House of Cards", protagonizada por Kevin Spacey e Robin Wright, que estreou a terceira temporada em fevereiro.

A companhia acrescentou que outras duas séries, "Unbreakable Kimmy Schmidt" e "Bloodline" ajudaram a atrair novos assinantes.

"Neste trimestre tivemos conteúdos magníficos", disse o diretor-executivo de Netflix, Reed Hastings, ao destacar que "todos eles nos empurraram para frente".

O Netflix, que fechou o mês de março com 62,3 milhões de assinantes em mais de 50 países, espera acrescentar mais 2,5 milhões no próximo trimestre.

A programação original é cada vez mais importante para a companhia dada a feroz concorrência no mercado, incluída a HBO Now, porta de entrada da emissora HBO a todos seus conteúdos mediante assinatura direta (US$ 14,99) sem necessidade de os usuários serem clientes de um fornecedor de televisão a cabo ou satélite.

No Brasil a assinatura mensal do Netflix custa atualmente R$ 17,90 (cerca de US$ 6).

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Publicado em 16/04/2015 às 03h04

Cartas de Frida Kahlo e amante são leiloadas por US$ 137 mil

frida kahlo Cartas de Frida Kahlo e amante são leiloadas por US$ 137 mil

Frida Kahlo manteve correspondência farta com seu amante espanhol radicado nos EUA - Foto: Divulgação

Da EFE, em Nova York

A casa de leilões Doyle, de Nova York, leiloou nesta quarta-feira (15), por US$ 137 mil, um lote de 25 cartas inéditas que a artista mexicana Frida Kahlo enviou a seu amante Josep Bartolí, um desenhista e pintor espanhol exilado na cidade americana.

A quantia final superou o preço que a Doyle tinha estimado a princípio, que girava entre US$ 80 mil e US$ 120 mil, e foram compradas por uma pessoa física.

O comprador, cuja identidade não foi divulgada, é um colecionador de arte e artista de Nova York, e um grande admirador de Frida Kahlo, indicaram à Agência Efe fontes da casa de leilões nova-iorquina.

Amor nova-iorquino

Foi precisamente em Nova York onde Bartolí conheceu a artista mexicana e onde começaram um apaixonado romance, que é revelado nas correspondências em questão, desconhecidas até o momento.

A mexicana conheceu Bartolí por meio de sua irmã Cristina, enquanto aguardava para enfrentar uma complicada operação na coluna em um hospital de Nova York, onde foi visitada pelo pintor catalão, a quem escreveu estas mais de cem páginas entre agosto de 1946, quando tinha 39 anos, e novembro de 1949.

A operação foi uma das muitas cirurgias às quais Frida se submeteu após um grave acidente de ônibus que sofreu quando tinha 18 anos, causando uma fratura na coluna vertebral.

JOSEP BARTOLI 02 Cartas de Frida Kahlo e amante são leiloadas por US$ 137 mil

O espanhol Josep Bartolí: correspondência de amor com Frida - Foto: Divulgação

Relação com Rivera

Estas 25 cartas falam de sua doença, de sua tempestuosa relação com seu marido, Diego Rivera, e de sua dificuldade para pintar, mas são principalmente declarações de amor que imortalizam o romance entre a mexicana e este artista.

"Meu Bartolí... Não sei como escrever cartas de amor. Mas queria te dizer que meu inteiro ser está aberto a você. Desde que me apaixonei por você, tudo se transformou e está cheio de beleza... O amor é como um aroma, como uma corrente, como a chuva. Sabe, meu céu que chove em mim e eu, como a terra, te recebo. Mara", diz uma delas.

Frida assinava suas cartas como "Mara", que seria um diminutivo de "maravilhosa", como seu amante a chamava. Ela pediu a Bartolí que assinasse as suas cartas com nome de mulher -"Sonja"- para que Rivera não suspeitasse de sua infidelidade, já que o pintor mexicano não tinha problemas com as relações de sua esposa com outras mulheres, mas era ciumento com os homens.

Segundo a biógrafa de Frida Kahlo Hayden Herrera, as mensagens "mostram uma solidão que rompe o coração e a miséria da dor física", já que foram escritas enquanto se recuperava no México da operação à qual se submeteu em Nova York Embora Frida estivesse profundamente ligada a Rivera, estas cartas sugerem que ela o teria abandonado para viver com Bartolí.

Seu amor pelo espanhol era "apaixonado, carnal, mole e maternal", segundo a análise dos especialistas da casa de leilões. Uma das cartas que escreveu em 1947 expressa sua angústia quando soube através de um amigo que Bartolí tinha estado no México durante três semanas e que não tinha ido vê-la.

A relação acabou em 1949, mas Bartolí nunca deixou de amar Frida Kahlo e guardou a correspondência em seu domicílio até que morreu em Nova York em 1995. Mais tarde, a família de Bartolí a vendeu ao dono que leiloou hoje alguns documentos que também contêm lembranças, como desenhos, flores prensadas e fotografias.

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Publicado em 15/04/2015 às 15h40

Qual é o enigma de Greta Garbo?

greta garbo Qual é o enigma de Greta Garbo?

Greta Garbo foi um dos rostos mais bonitos do cinema no mundo - Foto: Divulgação

Por ANNA BUJ, da EFE, em Nova York

Há 25 anos morreu, protegida pelo anonimato que escolheu durante quase meio século, Greta Garbo, que continua a ser uma das mais enigmáticas e belas figuras de Hollywood.

Em 15 de abril de 1990 morreu em Nova York, aos 84 anos, Greta Lovisa Gustafsson, a "esfinge sueca" que se aposentou do mundo do cinema com apenas 36 anos, quando era a atriz mais bem paga de Hollywood, para fugir de uma vida pública que, segundo muitos, sempre a aborreceu.

"Ela tentou ser uma figura misteriosa", afirmou o responsável pelo departamento de cinema do Museu de Arte Moderna de Nova York (Moma), Charles Silver, sobre a personalidade evasiva, fechada e distante de uma mulher que ganhou a alcunha de "quem nunca sorri".

Rosto romântico

Através da produtora Metro-Goldwyn-Mayer (MGM), Garbo foi o icônico rosto de muitos dos filmes românticos mais memoráveis da década de 1930, como "Grande Hotel" (1932), "Rainha Christina" (1933), "O Véu Pintado" (1934), "Anna Karenina" (1935), "Camille" (1936) e "Ninotchka" (1939).

"Pessoalmente acredito que provavelmente é a melhor atriz de cinema que tivemos", opinou Silver, na linha de muitos dos estudiosos do mundo cinematográfico, que consideram que o melhor dos filmes de Garbo é a própria Garbo.

Como em "A Mulher Divina" (1928), o filme perdido que a batizou com o apelido que a perseguiria até o fim de seus dias, Garbo costumava encarnar o sofrimento ao interpretar uma mulher desencantada com a vida que se via em uma busca rumo a um inesperado e desatinado amor.

greta garbo 21 Qual é o enigma de Greta Garbo?

Greta Garbo resolveu abandonar carreira no auge - Foto: Divulgação

Oscar

Suas interpretações valeram três indicações ao Oscar - que nunca ganhou, como ocorreu também com Rita Hayworth, Marilyn Monroe e Marlene Dietrich, com quem há quem diga que teve um romance. Hollywood somente deu a ela o sabor amargo de uma estatueta em honra por sua carreira, em 1954, que a diva sem se preocupou em receber.

Após ter consolidado sua carreira no cinema mudo, a descoberta de sua voz grave em seu primeiro filme sonoro, "Anna Christie" (1930), e a frase de promoção do filme -"Garbo fala!"- a elevaram ao estrelato. "Se aposentou tão jovem que muitos filmes bons foram perdidos depois da guerra", lamentou o curador, que trabalha organizando exibições de cinema no prestigiado museu nova-iorquino desde 1970.

A combinação entre um tímido sucesso comercial de seus últimos trabalhos, o começo da Segunda Guerra Mundial e o fato de "ela nunca ter estado contente sendo uma estrela e nem tendo uma vida tão pública" foram os motivos que Silver atribuiu à precoce aposentadoria da atriz.

Solidão por opção

"Quero estar só" foi a única explicação que deu para seu confinamento em um apartamento de Nova York próximo ao East River, onde viveu durante décadas, passeando pelas ruas de Manhattan com grandes óculos de sol e seu cabelo comprido, até morrer em um hospital próximo.

Garbo, nascida em 18 de setembro de 1905, chegou ao cinema por acaso. Ela foi forçada a deixar os estudos depois da morte de seu pai quando tinha apenas 14 anos e foi procurar emprego em lojas de departamento que a utilizaram como rosto de suas campanhas de publicidade.

Sua beleza sem precedentes - alguém disse que um rosto como o seu só aparece uma vez em cada mil anos - a ajudou a participar de dois curtas e dois longas entre 1920 e 1922, e chegou a estudar por dois anos na Academia Real de Teatro Dramático de Estocolmo, mas apenas em 1924 deu o salto para Hollywood, após ser descoberta pelo famoso diretor finlandês Mauritz Stiller.

Stiller a fez deixar seu longo nome sueco para trás, rodar "A Lenda de Gösta Berling" (1924) e que entrasse pela porta da frente em Hollywood pela MGM.

"Minha vida foi uma travessia de esconderijos, portas traseiras, elevadores secretos, e todas as maneiras possíveis de passar despercebida para não ser incomodada por ninguém", afirmou em uma das poucas vezes que falou com os jornalistas, obsessivos em fotografar Garbo. "Também fizemos uma retrospectiva no Moma e ela não apareceu", lembrou Silver, que transpareceu saudade quando disse haver se dado conta "de que já se passaram tantos anos sem a divina".

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Publicado em 15/04/2015 às 03h03

“Estou totalmente matrix”, diz Baby do Brasil, que lança disco e DVD ao vivo em SP

baby brasil bob sousa Estou totalmente matrix, diz Baby do Brasil, que lança disco e DVD ao vivo em SP

Baby do Brasil, em pose exclusiva para o R7 Cultura - Foto: Bob Sousa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Foto BOB SOUSA

Fluminense de Niterói, Bernadete Dinorah de Carvalho Cidade é a apenas Baby do Brasil (mas, também já foi Baby Consuelo) para o público, que a tem como uma das figuras mais autênticas que a MPB produziu.

Às vésperas de completar 50 anos de carreira e com 62 de idade, a eterna menina que dança acaba de lançar o primeiro DVD ao vivo de sua carreira. Foi gravado no Rio, no começo deste ano, sob direção de Paula Lavigne e Fernando Young.

Em cena, o show Baby Sucessos, louvado pela crítica especializada, incluindo aí este colunista. A turnê marcou a volta de Baby à boa e velha música popular brasileira, depois de passar anos longe dos palcos por conta de sua conversão à fé evangélica. Ela só voltou a cantar os antigos hits por muita insistência do filho, Pedro Baby.

Foi ele quem fez a direção musical do novo disco e DVD da mãe, Baby Sucessos - A Menina Ainda Dança, produzido pela Uns Produções e Filmes e distribuído pelo selo Coqueiro Verde.

Ela faz show para lançar o disco e DVD em São Paulo, no próximo dia 29 de maio de 2015, uma sexta, a partir das 22h, no HSBC Brasil (r. Bragança Paulista, 1.281, Chácara Santo Antônio), com entradas entre R$ 80 e R$ 200, em valores de inteira.

“Estou de volta, mas no futuro e totalmente matrix”, sintetiza Baby, com seu jeitinho cósmico de ser.

capa alta Estou totalmente matrix, diz Baby do Brasil, que lança disco e DVD ao vivo em SP

Capa do primeiro DVD ao vivo de Baby do Brasil: A Menina Ainda Dança - Foto: Divulgação

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Publicado em 14/04/2015 às 10h56

Café mais antigo do Uruguai perde seu cliente Eduardo Galeano

cafe brasilero 2 Café mais antigo do Uruguai perde seu cliente Eduardo Galeano

Café El Brasilero, o mais antigo de Montevideo, agora está sem seu cliente mais famoso: o escritor uruguaio Eduardo Galeano, que morreu nesta segunda (13) - Foto: Divulgação

Por RODRIGO GARCÍA, da EFE, em Montevidéu

El Brasilero, o café mais antigo de Montevidéu, ficou sem seu cliente mais famoso, o escritor Eduardo Galeano, que morreu nesta segunda-feira (13) aos 74 anos e que dizia ter aprendido "tudo" nestes lugares nascidos em uma época onde havia "tempo para perder tempo".

Galeano estava tão ligado a este lugar, aberto em 1877 e desde então reduto da intelectualidade do país, que atualmente um café composto por creme, doce de leite e licor leva seu nome e continua sendo um dos clássicos do cardápio.

O autor de As Veias Abertas da América Latina costumava ocupar uma mesa situada à esquerda da porta do estabelecimento, junto a uma grande vidraçaria, a mesma escolhida nesta segunda por um par de amigos, Guillermo e Santiago, para conversar e tomar algo.

"Nós sabíamos que ele vinha durante muito tempo e justo nessa mesa que estávamos. Foi uma oportunidade para vir e desfrutar um pouco do bar", explicou à Agência Efe Santiago, um jovem italiano radicado no Uruguai.

"Eu sempre paro aqui, um café que tem atmosfera", dizia sobre o estabelecimento o autor de uma das obras mais conhecidas de literatura latino-americana.

eduardo galeano Café mais antigo do Uruguai perde seu cliente Eduardo Galeano

Eduardo Galeano gostava de frequentar o charmoso café uruguaio - Foto: Divulgação

Bar mais antigo

Trata-se do bar mais antigo dos que permanecem abertos na capital, "o último moicano de Montevidéu", como afirmava Galeano aos jornalistas que encontrava entre seus muros.

"Eu sou filho dos cafés de Montevidéu. Cafés como este, o mais antigo de todos. Cafés dos tempos nos quais havia tempo para perder tempo. Nos cafés aprendi tudo o que sei. Foram minha única universidade. Aprendi o mais importante", explicou Galeano em uma entrevista à emissora espanhola TVE em 2006.

Nesta segunda, os responsáveis pelo estabelecimento evitaram fazer declarações públicas, consternados pela notícia sobre quem consideravam um amigo e com o objetivo de não aproveitar comercialmente a notícia de sua morte.

O escritor morreu em um centro hospitalar no qual foi internado recentemente devido a uma das muitas recaídas que vinha sofrendo ultimamente, segundo informaram à Efe fontes familiares.

Em 2007, Galeano foi operado de um câncer de pulmão e posteriormente houve períodos nas quais seu estado pareceu melhorar. O escritor e jornalista é velado nesta terça (14) no Salão dos Passos Perdidos do parlamento de seu país, informaram fontes oficiais.

O velório se estenderá das 15h até as 22h para que possam se despedir todas as pessoas que desejarem, disseram à Efe fontes da Presidência da República.

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Miguel Arcanjo Prado é editor de Cultura do R7, onde está desde o começo do portal, em 2009. É jornalista formado pela UFMG e pós-graduado em Mídia, Informação e Cultura pela ECA-USP. É crítico membro da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes). Nasceu em Belo Horizonte e mora em São Paulo desde 2007, quando ingressou no Curso Abril de Jornalismo. Ainda em Minas, estreou como cronista do semanário O Pasquim 21, passando por TV UFMG e TV Globo Minas. Na capital paulista, foi repórter da Contigo!, da Ilustrada na Folha Online e do Agora São Paulo, no Grupo Folha. Edita e apresenta a Agenda Cultural da TV Record News.

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