Publicado em 28/06/2015 às 11h56

Ponto de vista da fotografia

Créditos Junior Lima Exposição Faces 2 alta Ponto de vista da fotografia

Imagem da exposição fotográfica Faces, de Junior Lima, em SP - Foto: Junior Lima

Por DAIA OLIVER*

Sempre que algo é fotografado, o ponto de vista do fotógrafo vai junto e faz da imagem uma mensagem intencional.

Seja fotografia publicitária, jornalística, artística, científica ou mesmo uma fotografia caseira da família ou do bicho de estimação.

Diferente do texto, a imagem leva ao observador um resultado praticamente pronto da mensagem, sendo decodificado pelos olhos e a mente imediatamente ativa, sentimentos e impressões já conhecidos, dispensando a necessidade de ser alfabetizado.

No entanto, a imagem também pode ser usada para mostrar o que não se vê, fazendo o observador refletir ao que já esteja acostumado a enxergar.

As indicações deste mês foram escolhidas para vocês perceberem o diálogo intencional fotográfico. Nossos olhos podem nos iludir ou mesmo revelar coisas que não enxergamos cotidianamente.

Créditos Junior Lima Exposição Faces 4 alta 1 Ponto de vista da fotografia

Retrato da exposição Faces, de Junior Lima, na Matilha Cultural, em SP - Foto: Junior Lima

Livro
Tema: Fundamentos da fotografia criativa
Autor: David Prakel
Editora: GG Brasil

Filme
Título: Femme Fatale
País: EUA / Paris
Direção: Brian de Palma
Direção de fotografia: Thierry Arbogast

Fotografia
Fotografo: Júnior Lima
Título: Faces
Onde: Matilha Cultural (r. Rego Freitas, 542, Consolação, São Paulo)
Quando: de 16 de junho à 16 de julho
Horário: terça a domingo, das 12h às 20. Sábados 14h as 20h
Preço: entrada gratuita, inclusive para cães

Créditos Junior Lima Exposição Faces 3 alta Ponto de vista da fotografia

Retrato da exposição Faces, de Junior Lima, na Matilha Cultural - Foto: Junior Lima

*DAIA OLIVER é fotojornalista do R7.

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Publicado em 27/06/2015 às 12h00

“Mais velhos não têm espaço na TV”, diz Beatriz Segall

Persona Em Foco Beatriz Segall foto jair Magri 80 Mais velhos não têm espaço na TV, diz Beatriz Segall

Beatriz Segall é a primeira entrevistada do Persona em Foco - Foto: Jair Magri

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Num país desmemoriado culturalmente, a afirmação da atriz Beatriz Segall soa como uma sentença: "Na televisão, certamente os mais velhos vão perdendo espaço. Não está fácil".

A atriz é a convidada de estreia do programa Persona em Foco, nova atração da TV Cultura  que busca descortinar para as gerações atuais a história de gente fundamental para a cultura brasileira.

A estreia está marcada para esta terça (30), às 23h30.

Outros nomes potentes já confirmaram presença na atração, como Laura Cardoso, Fúlvio Stefanini, Eva Wilma, Juca de Oliveira e Benedito Ruy Barbosa.

Atílio Bari é quem apresenta, com roteiro de Analy Alvarez, coordenadora do núcleo de dramaturgia da TV Cultura.

Ambos deixam os artistas à vontade para contar suas trajetórias, fazendo revelações inéditas e até se emocionando ao rever o farto material garimpado no histórico arquivo da emissora.

Analy Alvarez diz que o programa "é um exercício de amor à arte e à cultura, e em especial ao teatro" e revela que "o Persona em Foco  não é um programa de perguntas e respostas; não é um talk show simplesmente, mas um programa de emoções e memórias que contam a história do teatro”.

Um dos quadros da atração é In Memoriam, com ícones como Maria Della Costa, Paulo Autran, Gianfrancesco Guarnieri e Plínio Marcos.

De volta a Beatriz Segall, a atriz vai revelar a resistência à ditadura feita no Theatro São Pedro, na Barra Funda.

“O Theatro São Pedro passou a ser o único ponto de reação à ditadura em São Paulo. Usamos o teatro para montar peças que falassem contra a ditadura”, revela.

Durante  o bate-papo com os entrevistadores, Paulo Pélico e Nilu Lebert,  a atriz ainda repassa sua trajetória desde a infância até a atualidade. Revela detalhes de seus pais, do seu amor ao teatro e como conquistou o marido, Mauricio Segall, em Paris. Também fala sobre seu relacionamento com os sogros, Lasar Segall e Jenny Klabin Segall. E desfaz o mito de pertencer à aristocracia.

“Eu não tenho nada de aristocrata. Meus  pais eram professores e donos de um colégio enorme, no Rio de Janeiro. Depois, venderam e passaram para outro, o Instituto Lafaet. Ainda hoje encontro com pessoas que foram alunos dos meus pais”, recorda.

Ela aponta os melhores diretores de teatro, em sua visão: Antunes Filho, Flávio Rangel e Manoel Carlos. “Essa trinca de diretores fez coisas excelentes no teatro”, declara.

Aos jovens atores, deixa a mensagem: “Leiam. Isso é muito importante".

Persona Em Foco Beatriz Segall foto jair Magri 72 Mais velhos não têm espaço na TV, diz Beatriz Segall

Beatriz Segall revela detalhes de sua carreira e desmente o mito de que é aristocrata - Foto: Jair Magri

 

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Publicado em 26/06/2015 às 03h03

Com ursinho de boca suja, Ted 2 chega aos cinemas

ted2 Com ursinho de boca suja, Ted 2 chega aos cinemas

Ted 2 mostra as peripécias do ursinho nada fofo - Foto: Divulgação

Da EFE, em Los Angeles

O longa "Ted 2", dirigido por Seth MacFarlane e protagonizado por Mark Wahlberg, é a principal estreia da semana e o filme encarregado de tentar desbancar do primeiro lugar de bilheteria "Jurassic World".

"Ted", a comédia mais bem-sucedida de 2012 com mais de US$ 500 milhões no mundo todo, devolve o protagonismo desse urso de pelúcia totalmente irreverente que, nesta ocasião, após se casar e traçar como objetivo adotar uma criança, primeiro deve convencer as autoridades de que se trata realmente de uma pessoa.

Wahlberg volta a ser o melhor amigo do urso de pelúcia falador -com a voz do próprio MacFarlane-, enquanto Amanda Seyfried e Morgan Freeman entram no elenco como os advogados que lutarão por fazer possível o sonho de Ted.

Outra grande estreia da semana é "Max", de Boaz Yakin, a história de um cachorro que ajudou a Infantaria da Marinha americana no Afeganistão e é adotado pela família de sua cuidador após sofrer uma experiência traumática.

O filme, baseado em fatos reais, conta com um elenco formado por Thomas Haden Church, Josh Wiggins, Luke Kleintank e Lauren Graham.

Além disso, haverá as estreias de "Escobar: Paraíso Perdido" e o documentário "Batkid Begins". Em "Escobar: Paraíso Perdido", o porto-riquenho Benicio del Toro encarna o traficante colombiano Pablo Escobar, envolvido em uma trama que conta a história de amor entre um surfista e a sobrinha do narcotraficante.

O filme conta com a participação de Josh Hutcherson e da espanhola Claudia Traisac. "Batkid Begins", de Dana Nachman, narra como a cidade de São Francisco se tornou Gotham City por um dia para fazer possível o sonho de uma criança de 5 anos com leucemia de ser Batman.

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Publicado em 25/06/2015 às 03h03

Museu de Hollywood custará US$ 300 milhões

Hollywood Museu de Hollywood custará US$ 300 milhões

Academia de Hollywood ganhará museu em Los Angeles - Foto: Divulgação

Da EFE, em Los Angeles

O Conselho Municipal da Prefeitura de Los Angeles aprovou nesta quarta-feira (24), oficialmente e por unanimidade, o projeto de construção do museu da Academia de Hollywood, cujas obras custarão US$ 300 milhões.

O museu contará com o projeto do arquiteto Renzo Piano, ganhador de um prêmio Pritzker, e restaurará um edifício anexo ao Museu de Arte do condado de Los Angeles.

"Será a cara pública da Academia durante todo o ano", comentou a presidente da entidade que a cada ano concede os prestigiados prêmios Oscar, Cheryl Boone Isaacs.

A campanha de financiamento do museu, que começou em 2012, já arrecadou US$ 250 milhões de dólares, segundo informou a organização em comunicado.

A iniciativa foi respaldada por figuras como Annette Bening, Tom Hanks, Brett Ratner e Bob Iger, e somou contribuições econômicas de mais de 1.300 pessoas de diferentes parte do mundo.

O edifício, uma vez terminado em 2017, terá 27.000 metros quadrados distribuídos em seis andares nos quais haverá locais para exposições, salas de projeção, espaços educativos e fóruns para eventos especiais, assim como uma cafeteria e uma loja de souvenires.

Suas instalações incluirão também uma sala de cinema de última geração com capacidade para mil espectadores.

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Publicado em 24/06/2015 às 23h36

Argentinos lembram 80 anos da morte de Carlos Gardel

gardel Argentinos lembram 80 anos da morte de Carlos Gardel

Há 80 anos Carlos Gardel morreu em um trágico acidente de avião - Foto: Divulgação

DA EFE, em Buenos Aires

Centenas de argentinos lembraram nesta quarta-feira (24) com flores, fotografias - e muito tango - o mítico Carlos Gardel em frente a seu túmulo no cemitério de Chacarita, em Buenos Aires, em uma homenagem que se estendeu durante o dia todo pelos 80 anos da morte do artista em um acidente de avião.

O túmulo de Gardel ficou hoje coberto de flores, imagens fotos e charutos - como os que o cantor costumava levar entre seus dedos - que os fãs deixaram aos pés da estátua de um ídolo que definiram como "imortal" e "fora do comum".

A área do cemitério de Chacarita na qual estão situados os restos do artista se transformou em um autêntico palco para os que se encorajaram a dançar tango com um desconhecido ou os improvisados "Gardeles" que, vestidos com chapéus e lenços, não pararam de cantar suas canções.

O único momento no qual deixaram de soar os violões e as vozes foi às 18h em ponto, a hora na qual aconteceu o acidente no qual Gardel morreu em 1935.

Voz que guia

"A voz de Gardel é algo tão grande que parece nos guiar", afirmou José "Pepe" Blotta, membro do Centro de Estudos Gardelianos que organizou o ato comemorativo, que também destacou a "personalidade" e o "sorriso permanente" de alguém que, assegurou, estará sempre vivo entre seus fãs.

Com ele concordou o "gardeliano" mais veterano, Juan Dirrosa, que, aos 94 anos e apesar de suas dificuldades para caminhar, não pôde faltar hoje para despedir-se mais uma vez de seu ídolo, aquele a quem deu seu primeiro adeus há 80 anos no velório que aconteceu no Luna Park de Buenos Aires.

"Ele foi sozinho ao enterro e a família inteira achou que ele tinha se perdido", conta à Efe seu irmão, Pedro Dirrosa, que então tinha apenas três anos, mas lembra perfeitamente como seu pai ficou chateado.

O mais novo dos Dirrosa equipara a fama de Gardel com a de Maradona, mas ressalta que o primeiro se destaca pelo fato de que, após tantos anos, conseguiu manter intacta sua lembrança, algo "fora do comum" que o faz "chorar de alegria".

Tango que perdura

O ato no cemitério de Chacarita se uniu hoje a outras comemorações que aconteceram em vários espaços da capital argentina, como a Casa Museu Carlos Gardel, dependente do Ministério de Cultura portenho, que apresentou o disco "Moreno", composto por canções clássicas em versões novas realizadas por músicos da nova geração.

Discursos no parlamento portenho, exposições que percorrem a vida artística de Gardel e projeções dos filmes protagonizadas pelo mítico cantor também fizeram parte da oferta desta "gardelmania" que se apoderou hoje da cidade. A

lém disso, desde o último dia 17 de junho, o Espaço Multiarte da Sindicância Geral argentina acolhe uma exposição de murais gigantes, material inédito do cantor e registros fotográficos do Arquivo Geral da Nação, que se unem às fotografias, sapatos, cartas, chapéus e até um terno de Gardel que estão em exibição no Museu Histórico Nacional.

Gardel morreu no dia 24 de junho de 1935 em Medellín, Colômbia, quando o avião no qual viajava se chocou com outro no momento da decolagem ainda na pista do aeroporto.

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Publicado em 24/06/2015 às 03h05

Saiba quem será o novo Homem-Aranha

tom holland Saiba quem será o novo Homem Aranha

Tom Holland será o novo intérprete do super-herói Homem-Aranha - Foto: Divulgação

Da EFE, em Los Angeles

Tom Holland, o irmão mais velho da família no filme "O Impossível" será o novo Homem-Aranha na telona, anunciaram a Sony Pictures e a Marvel Studios em comunicado.

Aos 19 anos, ele irá viver Peter Parker no próximo filma da saga, que chegará aos cinemas em julho de 2017.

O filme será dirigido por Jon Watts, cujo longo "Cop Car" estreou recentemente no Festival de Cinema de Sundance.

No comunicado, os estúdios afirmam que os produtores se encantaram com Holland graças a sua atuação em "O Impossível", a série "Wolf Hall" e seu próximo lançamento no cinema "O Coração do Mar", além de seu trabalho em uma série de audições.

"Para o papel de 'Spidey', vimos jovens atores magníficos, mas os testes de Tom foram especiais", disse Thomas Rothman, presidente de Sony Pictures.

Sobre a contratação do diretor, Kevin Feige, o presidente da Marvel, comentou que gostou de "encontrar novas e empolgadas vozes", como ocorreu anteriormente com James Gunn ("Guardiões da Galáxia"), Joss Whedon ("The Avengers: Os Vingadores") e os irmãos Anthony e Joe Russo ("Capitão América 2: O Soldado Invernal").

A Sony Pictures financiará e distribuirá a próxima produção da franquia do super-herói, que já arrecadou mais de US$ 4 bilhões nos cinco filmes anteriores.

Os três primeiros foram dirigidos por Sam Raimi, com Tobey Maguire como protagonista, e os dois seguintes contaram com Marc Webb como diretor e Andrew Garfield na pele do Homem-Aranha.

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Publicado em 23/06/2015 às 19h15

Filme promete desvendar leitor de biblioteca

biblioteca Filme promete desvendar leitor de biblioteca

Biblioteca pública na estação Luz do metrô de SP: leitores ávidos - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Mesmo com a sanha pelo mundo digital, a biblioteca pública ainda é celeiro de formação intelectual de muitos que farão história no futuro.

O documentário Sobre Livros e Trilhos, do Instituto Brasil Leitor (IBL), quer justamente desvendar quem são essas pessoas que frequentam estes espaços públicos em busca de saber e diversão por meio da escrita impressa em papel.

A previsão é que o filme estreie em 2016.

Os protagonistas serão os usuários das bibliotecas gratuitas implementadas pelo IBL em estações do trem e do metrô paulistano.

O cineasta André Gustavo está no comando da empreitada, que tem roteiro dele e de Gustavo Modolo.

"Queremos saber como a leitura transformou e vem transformando a vida das pessoas", diz o diretor.

O filme ainda está em busca de patrocinadores para ser finalizado. Saiba mais sobre o projeto aqui.

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Publicado em 23/06/2015 às 15h18

Leia o que Caetano respondeu a Roger Waters sobre cantar em Israel

caetano veloso roger waters Leia o que Caetano respondeu a Roger Waters sobre cantar em Israel

Caetano Veloso e Roger Waters: discussão pública por conta de show em Israel - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O músico inglês Roger Waters, fundador da banda Pink Floyd, escreveu recentemente a Caetano Veloso e a Gilberto Gil, pedindo que os brasileiros não cantassem em Israel, a quem acusou de perseguir o povo palestino. No último domingo (21), durante seu show na Virada Cultural em São Paulo, Caetano precisou ouvir vários jovens que protestavam contra sua presença, ao lado de Gil, em terras israelenses no próximo dia 28 de julho. Caetano resolveu se posicionar sobre o tema. Nesta quarta (23), foi divulgada pelo colunista Ancelmo Gois, do jornal carioca O Globo, a carta-resposta que Caetano enviou a Roger. Leia o que ele escreveu:

"Querido Roger,

Há cerca de um mês recebemos sua carta através de Pedro Charbel, um jovem brasileiro que faz parte do Movimento BDS. Pedro veio à minha casa, onde ele nos conheceu, a Gil e a mim — junto com nossas empresárias —, acompanhado de uma jovem brasileiro -israelense, Iara Haazs, uma judia (que também está com o BDS), para pedir que cancelássemos o show, em Tel Aviv, no próximo mês. Antes disso, nós recebemos a carta de um importante militante dos direitos humanos no Brasil com o mesmo pedido.

Hoje nós recebemos outra, desta vez do próprio Desmond Tutu (ele foi citado na sua e em todas as outras cartas e mensagens que recebemos sobre o assunto). Tentarei responder a ele também.

Quando a África do Sul estava sob o regime de apartheid, e eu soube que artistas estavam se recusando a tocar lá, concordei como que automaticamente com tal decisão.

A complicada situação no Oriente Médio não me mostra o mesmo tipo de imagem preto-no-branco que o racismo oficial, aberto, da África do Sul me mostrava então. Eu disse a Charbel como me sentia a respeito.

Ele pareceu achar, como você, difícil de acreditar que pessoas como Gil e eu não fôssemos recusar o convite dos produtores e do público de Israel (o show está esgotado) depois de ouvir o que ele tinha para nos contar sobre aspectos realmente sombrios da relação Israel-Palestina.

Eu preciso lhe dizer, como disse a ele, como meu coração é fortemente contra a posição de direita arrogante do governo israelense. Eu odeio a política de ocupação, as decisões desumanas que Israel tomou naquilo que Netanyahu nos diz ser sua autodefesa. E acho que a maioria dos israelenses que se interessam por nossa música tende a reagir de forma similar à política de seu país.

Aqui reproduzo o que disse a um jornalista brasileiro que me questionou como eu responderia ao pedido de cancelamento em uma curta sentença: Eu cantei nos Estados Unidos durante o governo Bush e isso não significava que eu aprovasse a invasão do Iraque. Escrevi e gravei uma música que se opunha à política que levou à prisão de Guantánamo — e a cantei em Nova York e Los Angeles. Eu quero aprender mais sobre o que está acontecendo em Israel agora. Eu nunca cancelaria um show para dizer que sou basicamente contra um país, a não ser que eu estivesse realmente e de todo o meu coração contra ele. O que não é o caso. Eu me lembro que Israel foi um lugar de esperança. Sartre e Simone de Beauvoir morreram pró-Israel.

Gilberto Gil contou-me já ter sido aconselhado a cancelar shows em Israel antes, mas que ele se recusou a fazê-lo, mesmo após os terríveis acontecimentos de julho de 2014. Quanto a mim, eu gostaria de ver a Palestina e Israel como dois Estados soberanos. E entendo que Israel precisa escutar as reações que chegam do exterior. As Nações Unidas, muitos governos, e até artistas, como você, mostram os riscos de Israel ficar cada vez mais isolado, caso siga com suas políticas reacionárias. Às vezes, eu penso que é contraproducente isolar Israel. Isto é, se se está buscando a paz. Tenho muitas dúvidas sobre tema tão complexo.

Charbel sabe quantos problemas de produção teríamos no caso de cancelamento de um show que já foi anunciado e completamente vendido. Mas eu desistiria alegremente de tudo se estivesse seguro de que essa é a coisa certa a fazer. Devo pensar por mim mesmo, cometer meus próprios erros. Eu te agradeço — e a muitos outros — pela atenção e o esforço dedicados a me esclarecer sobre a política naquela região. Sempre falarei a verdade de meus pensamentos e sentimentos, e se eu fosse cancelar esse show apenas para agradar pessoas que admiro, eu não seria livre para tomar minhas próprias decisões. Eu vou cantar em Israel e prestar atenção ao que está acontecendo lá.

Netanyahu não ganhou fácil a última eleição. Acho que o fato de eu cantar lá é neutro para a política do país, mas se minhas canções, voz ou mera presença puderem ajudar os israelenses que não concordam com a opressão e a injustiça — em uma palavra, a se sentirem mais longe de votar em alguém como ele — eu estarei feliz."

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Publicado em 23/06/2015 às 03h05

Schwarzenegger é o exterminador que não se arrepende

exterminador do futuro genesis Schwarzenegger é o exterminador que não se arrepende

Ator de 67 anos volta ao papel que o consagrou no mundo todo - Foto: Divulgação

Da EFE, em Berlim

O ator austríaco Arnold Schwarzenegger participou nesta segunda-feira (22) em Berlim, na Alemanha, do lançamento de "O Exterminador do Futuro: Gênesis" disposto a assumir os erros, mas sem arrependimentos do que fez dentro ou fora das telas.

"Não mudaria nada da minha vida. Cometi erros, profissionais e pessoais, mas cada um deles faz parte da minha própria máquina do tempo e não vou renunciá-los", afirmou o ator e ex-governador do estado americano da Califórnia, de volta ao mundo do cinema depois de abandonar a política.

No novo longa-metragem do célebre ciborgue, que ele interpretou pela primeira vez em 1984, Schwarzenegger não é mais uma máquina terrível que pretende acabar com Sarah Connor, mas um "Exterminador" programado para ser o anjo da guarda da mulher que será mãe do líder da resistência, John Connor.

"Não é um remake. É uma revisão livre de uma história universal e atualizada", defendeu o diretor do filme, Alan Taylor ("Thor: O Mundo Sombrio"). Assim, a franquia, que teve seu primeiro filme lançado em 1984 e a sequência "O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final" (1991), ambos dirigidos por James Cameron, ganha uma continuidade.

Depois vieram "O Exterminador do Futuro 3: A Rebelião das Máquinas (2003), de Jonathan Mostow, e "O Exterminador do Futuro - A Salvação" (2009), de Joseph McGinty e sem Schwarzenegger, na época dedicado à política. No novo filme, Sarah Connor não é mais Linda Hamilton, a atriz do original, mas sim Emilia Clarke, que interpreta Daenerys Targaryen na série "Game of Thrones".

67 anos

Retornar ao papel aos 67 anos é algo que deve ser encarado com "certa dose de humor", brincou o ator austríaco. Enquanto os outros personagens do novo "Exterminador" viajam entre o passado e o futuro sem sofrer, aparentemente, com a passagem do tempo, a máquina interpretada por Schwarzenegger envelhece.

"Brincamos com este e outros paradoxos, é claro. Poder contar com Schwarzenegger para o novo 'Exterminador' demanda alguma norma lógica do tempo", afirmou Taylot.

O ponto de partida do novo filme é o mundo condenado à destruição, no momento em que o humano cede à máquina o controle de sua vida e seus mísseis. Nesse cenário, Schwarzenegger representa o valor do imperecível, sempre disposto a se despedir com a célebre frase: "Hasta la vista, baby".

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Publicado em 22/06/2015 às 21h58

Caetano dá bronca em sua equipe por erro de crase

caetano veloso divulgacao Caetano dá bronca em sua equipe por erro de crase

Caetano Veloso não gostou de erro de português em sua rede social - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O cantor e compositor Caetano Veloso deu bronca na equipe que cuida de suas redes sociais.

Tudo porque, em uma frase postada, sua equipe escreveu "homenagem à Bituca", em referência ao apelido de Milton Nascimento, com uma crase que não há neste caso. O correto seria: "homenagem a Bituca", sem crase.

Em vídeo postado nas próprias redes sociais do cantor e compositor baiano, Caetano explica o porquê de não haver crase antes de Bituca.

O músico baiano dá uma verdadeira aula de português no vídeo, explicando que não há crase antes de palavra masculina.

E ainda afirma: "Aquela crase é um erro, um erro chato, um erro que eu acho idiota".

Caetano encerra o vídeo dando um puxão de orelha em sua equipe: "Tem que saber português, trabalhar bem a língua portuguesa no Brasil; tem que ter responsabilidade".

Para ver o vídeo com a bronca de Caetano, clique aqui.

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Perfil

Miguel Arcanjo Prado é editor de Cultura do R7, onde está desde o começo do portal, em 2009. É jornalista formado pela UFMG e pós-graduado em Mídia, Informação e Cultura pela ECA-USP. É crítico membro da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes). Nasceu em Belo Horizonte e mora em São Paulo desde 2007, quando ingressou no Curso Abril de Jornalismo. Ainda em Minas, estreou como cronista do semanário O Pasquim 21, passando por TV UFMG e TV Globo Minas. Na capital paulista, foi repórter da Contigo!, da Ilustrada na Folha Online e do Agora São Paulo, no Grupo Folha. Edita e apresenta a Agenda Cultural da TV Record News.

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