Publicado em 08/12/2014 às 16h57

Vida da estrela Norma Bengell vira livro

norma bengell Vida da estrela Norma Bengell vira livro

Norma Bengell em foto de 1964: musa da cultura brasileira - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A atriz Norma Bengell (1935-2013) foi muito mais do que o primeiro nu do cinema brasileiro, em Os Cafajestes. Como Carmen Miranda previu ao vê-la dançar, ainda menina, foi uma grande estrela. Em todos os sentidos: da música, do teatro e, sobretudo, do cinema.

De vedete do teatro de revista virou cantora de bossa nova. E ganhou mundo como atriz. Esteve em Cannes com O Pagador de Promessas. Enfrentou a fúria da ditadura. Deu a cara em passeatas. Foi sequestrada. Virou a cabeça de Allain Delon e também de outros grandes nomes do cinema europeu. Fez de Paris seu lar. Voltou ao Brasil. Virou cineasta. Foi perseguida pela opinião pública. Renasceu das cinzas diversas vezes.

Tal trajetória ímpar agora está na biografia Norma Bengell (366 pg., R$ 59,90), lançada pela nVersos Editora. O livro foi escrito pela própria Norma, antes de sua morte. Ela dizia: "O que eu quero é não morrer muda".

Uma grande iniciativa num país sem memória. Viva Norma Bengell.

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Publicado em 07/12/2014 às 03h08

Maíra Moraes: O que deu errado no Esquenta?

regina case divulgacao2 Maíra Moraes: O que deu errado no Esquenta?

Regina Casé, no palco do programa Esquenta: o que deu errado? - Foto: Divulgação

Por MAÍRA MORAES*
Especial para o R7

Há alguns dias as redes sociais têm replicado o depoimento da mãe do dançarino D.G (Douglas Rafael da Silva) do programa Esquenta, assassinado no Rio de Janeiro.

A mãe de D. G Srª Maria de Fátima da Silva se manifestou com indignação contra Regina Casé e a equipe do programa Esquenta no episódio no qual o programa homenageava seu filho.

Em seu depoimento, a mãe de D.G relata que foi tratada com descaso pelo programa e usada para alavancar a audiência.

O depoimento causou indignação nas mídias sociais e gerou enorme desconforto em quem já condenava a espetacularização da violência na TV.

Os compartilhamentos do depoimento foram acompanhados por diversos comentários negativos sobre Regina Casé.

Proximidade com classes populares

Atriz veterana da TV, cinema e do teatro, e cujo perfil cômico rendeu personagens icônicos como a Tina Pepper da novela Sassaricando, as esquetes divertidas e inteligentes do TV Pirata, papéis do cinema nacional e programas que já exploravam o filão das periferias como o Brasil Legal.

Casé, apesar da proximidade com as classes populares, vem de uma família abastada, mas sua empatia e talento rendeu uma espécie de “abre alas” nas classes populares.

O que deu errado?

Se Casé sempre utilizou seu talento e inteligência para demonstrar a riqueza cultural da periferia, o que deu errado com o Esquenta?

Um programa de TV não é apenas o seu apresentador, mas uma equipe composta por produtores, jornalistas, roteiristas, diretores, técnicos.

E o programa Esquenta utiliza sua equipe para pretensiosamente ser um programa para todos.

Ou melhor, “ligar o morro ao asfalto”, vencer as barreiras de classe e de cultura do Brasil.

regina case divulgacao Maíra Moraes: O que deu errado no Esquenta?

Esquenta se vende ao público como "um programa para todos" - Foto: Divulgação

União de classes?

A questão é que o Esquenta mimetiza os mitos mais superficiais de nosso país: o da “democracia racial” e da união cultural entre classes.

Pois, enquanto Regina, seus artistas e sua equipe após o show se dirigem à suas casas confortáveis nos bairros ricos do Rio, sua plateia e seus dançarinos estão indo para as comunidades e morros da mesma cidade.

E nessas periferias não encontram um lar pacífico, cercado de muros, com piscina, mas policiais, traficantes e milicianos armados até os dentes.

A revolta da mãe de D.G é legítima porque sua realidade é muito comum. Diversas mães perderam seus filhos para a violência urbana (policial, tráfico ou das milícias) e para a abstenção do Estado Brasileiro.

Mas um programa de auditório deseja apenas recriar um mundo de sonhos e defender os interesses da emissora.

Genocídio da juventude

Contudo, nos dias atuais em que há um genocídio da juventude negra, dos cidadãos e, por que não, dos profissionais da polícia, o mundo apresenta-se mais cruel e já não há espaço para ignorar essa realidade.

O mosaico social do Brasil, não é colorido como o Esquenta, mas cinza e vermelho, das periferias e do sangue.

A culpa também não é da Regina Casé, mas do que ela representa: o mito do Brasil como um país democrático e que dá certo apenas quando caminha para longe de suas contradições.

Talvez no passado isso ainda funcionasse, mas nos dias atuais queremos observar tudo na sua nudez cruel.

O tema de abertura de Esquenta é um bom exemplo do engano de Casé “Alô, Regina é tão gente fina que sabe chegar em qualquer esquina...”.

Mas as esquinas do Brasil estão matando jovens, infelizmente, Regina.

maira moraes Maíra Moraes: O que deu errado no Esquenta?*MAÍRA MORAES é historiadora formada pela USP (Universidade de São Paulo), na qual também é pós-graduada em Mídia, Informação e Cultura. Colunista convidada, escreve no R7 Cultura todo primeiro domingo do mês. A opinião dos colunistas convidados não reflete, necessariamente, a opinião do R7.

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Publicado em 06/12/2014 às 15h26

Silvia Ribeiro: “A gente não conta para ninguém”

violencia rio Silvia Ribeiro: A gente não conta para ninguém

Engolimos em silêncio, enquanto comemoramos: "Ainda bem que não sou eu" - Foto: Divulgação

Por SILVIA RIBEIRO*
Editora-executiva do R7 Rio

A violência estampada nos jornais está longe daquela sentida na carne.

À criança flagrada nesta semana pelo jornal O Globo tomando banho num bueiro do centro do Rio, reservamos uma pouca parcela da nossa indignação, enquanto viramos a página do periódico e nos esquecemos por completo daquela violência.

Engolimos em silêncio a execução de um PM com 17 tiros, no último sábado (29), em São João de Meriti (Baixada Fluminense), enquanto comemoramos, lá no fundo do pensamento: "Ainda bem que não sou eu".

O cardápio é tão extenso, as solução tão longínquas, impossíveis, que nem nos damos mais ao trabalho de digeri-las. As violências.

Desde que me mudei para o Rio de Janeiro e fui além dos limites da turística zona sul temo a bala perdida que não me encontrou ou o criminoso de fuzil em riste ao dobrar a esquina.

Nascida e criada na cidade de São Paulo, cheguei ao Rio há quase quatro anos, quando os efeitos do programa de UPPs (Unidades de Polícias Pacificadoras) eram tímidos e a violência alcançava a todos.

Não pretendo aqui avaliar erros, acertos e ajustes dessa política de segurança. Fato é que o descontrole do Estado sobre extensos territórios da capital fluminense abria ainda mais espaço a violências inimagináveis.

— Ah, os anos 90... Você não tem ideia da cobertura jornalística dos anos 90. Em operação da polícia, era tiroteio que não acabava mais. Artilharia pesada — comentou uma vez um colega de profissão.

— Silvia, quando a gente via imagem aérea de fumaça preta, era batata: mais um microondas. — relatou outra jornalista se referindo à prática de traficantes de queimar vivas vítimas envoltas em pneus, o chamado "microondas".

— Iiiihhh... Aqui na Mangueira era rajada de tiro direto. Ouvia-se de longe.

A ocupação do Estado em favelas cariocas, onde facções criminosas agiam (e continuam a agir, diga-se), reduziu sim a criminalidade, ainda que tudo esteja há léguas e léguas do ideal.

Se ontem todos tinham um caso de violência recente na manga, da zona sul à baixada, hoje ela se concentra mais em áreas pobres — claro que as demais áreas não estão blindadas.

São o Amarildo; o estupro coletivo realizado por PMs no Jacarezinho; mulheres, idosos e crianças vítimas de balas perdidas em tiroteios entre polícia e bandido nas comunidades; mais de cem PMs mortos só neste ano em serviço e em folga... Exemplos não faltam.

Cruzar parte da cidade, da zona sul ao subúrbio, é tarefa da qual não abro mão. Minha dose diária de realidade. Para mim, a violência é um monstrão debaixo da cama.

Na noite do segundo turno das eleições deste ano, um tiquinho dele apareceu para que eu não deixe de acreditar que ele existe. Para que eu não confie demais nessa fantasia de que somos blindados, de que temos o "corpo fechado".

Voltava de Benfica, na zona norte, para casa em um carro insulfimado (quem estava de fora não nos via dentro do carro  — eu, uma colega e o motorista). Já havíamos passado diante da Mangueira e de sua estátua de Cartola, quando ao dobrar uma esquina, demos de cara com uma blitz policial.

Sentava no banco da frente. O motorista parou o carro, acendeu a luz interna e baixou o vidro elétrico. Procedimento padrão. Aos olhos do PM, conforme a janela se abria, surgiu aos poucos a imagem de uma mulher - o cabelo, a testa, os olhos, o nariz, a boca — falando com o marido ao telefone, o cotovelo apoiado na janela.

Num átimo, como um golpe marcial, vi o cano de seu fuzil baixar e mirar o meu nariz a menos de 1 m de distância.

Sem parar de falar ou perder o raciocínio, mantive o celular na orelha direita, enquanto levantei devargazinho a outra mão, como num clássico do velho oeste americano quando os bandidos são pegos com a boca na botija. O gesto era de "eu me rendo".

O motorista voltou a engatar a primeira marcha — certamente fora autorizado pelo policial —, enquanto eu e minha colega desatamos a rir. A gargalhada foi tão alta que olhei para trás, com medo de represália. Nosso riso foi uma espécie de grito de pavor. O motorista achou que era graça mesmo e me tranquilizou:

— Pode deixar. A gente não conta para ninguém que você levantou os braços.

*SILVIA RIBEIRO é editora executiva do R7 no Rio. Colunista convidada, escreve no R7 Cultura todo primeiro sábado do mês. A opinião dos colunistas convidados não reflete, necessariamente, a opinião do R7.

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Publicado em 06/12/2014 às 11h58

Emicida se junta a Rael e Céu no Festival Ubuntu

rael 2 Emicida se junta a Rael e Céu no Festival Ubuntu

O cantor Rael é uma das atrações do Festival Ubuntu em São Paulo - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Este domingo (7) é de festa em São Paulo a partir das 16h. O Laboratório Fantasma, empresa artística de Emicida e seu irmão, Evandro Fióti, celebra cinco anos de existência com o Festival Ubuntu.

O evento acontece no Studio Verona (r. Voluntários da Pátria, 498, Santana), com capacidade para 3.000 pessoas. A entrada custa R$ 120 a inteira e R$ 60 a meia-entrada, disponível para todos que doarem 1 quilo de alimento não perecível.

Entre as atrações, estão Emicida, Rael e Céu, esta última cantando músicas de Bob Marley. Haverá também o rapper francês Féfé, a banda Boogarins e a cantora norte-americana Akua Naru. Barraquinhas de comidinhas e bebidas garantem o abastecimento dos manos e minas.

Ah, Ubuntu é um provérbio africano que significa: "Eu sou porque nós somos".

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Publicado em 05/12/2014 às 12h12

Domingo tem Feira Preta Cultural no Anhembi

ALAFIA©DE DIANA BASEI baixa Domingo tem Feira Preta Cultural no Anhembi

Aláfia é atração na Feira Preta Cultural, neste domingo (7), em SP - Foto: Diana Basei

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A cultura afro-brasileira será celebrada neste domingo (7) na 13ª edição da Feira Preta Cultural. O tradicional evento será no Pavilhão Cultural do Anhembi (av. Olavo Fontoura, 1.209, Santana, tel. 0/xx/11 2982-4698). Haverá shows, como da banda Aláfia (foto), além de exposições, oficinas de dança e percussão e estandes de produtos étnicos, além de barraquinhas de comidinhas e um espaço literário. O evento acontece em São Paulo desde 2002, sempre após o feriado da Consciência Negra, celebrado no último dia 20 de novembro. A entrada custa R$ 30. Confira a programação completa.

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Publicado em 02/12/2014 às 00h01

Veja quem levou o Prêmio APCA 2014

cássia kiss amores roubados Veja quem levou o Prêmio APCA 2014

Cássia Kis Magro: melhor atriz de TV por Amores Roubados (cena) e O Rebu - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Mais de 50 críticos se reuniram na noite desta segunda (1º), no Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, para escolher os melhores do ano de 2014 pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes), entidade da qual este jornalista é membro.

Foram eleitos os melhores nas seguintes áreas: Arquitetura, Artes Visuais, Cinema, Dança, Literatura, Música Popular, Rádio, Teatro, Teatro Infantil e Televisão. Em 2014, não houve premiação em Música Erudita, categoria que retornará a ser votada em 2015. A cerimônia de entrega a todos os artistas contemplados nesta 59ª Edição do Prêmio APCA acontecerá no primeiro trimestre de 2015, em data a ser divulgada, no Teatro Paulo Autran, no Sesc Pinheiros, em São Paulo.

Veja como foi a premiação da APCA em teatro!

O presidente da APCA, José Henrique Fabre Rolim, conta que a lista da entidade é "esperada com ansiedade pelos artistas e inclusive pelos próprios críticos, que vêm à votação sem saber ainda quem vai ser premiado".

— Essa amplidão de artes nominadas reflete a nossa diversidade cultural.

Edianez Parente, crítica de televisão, diz que a votação foi acirradíssima em 2014.

— Foi um ano de muita produção, então tivemos uma votação acirradíssima, com cada um defendendo o seu ponto de vista, mas o resultado foi muito bacana.

Para o crítico teatral Afonso Gentil, também membro da entidade, seu histórico já é um belo cartão de visita.

— Eu acho que o tempo de vida que a APCA tem já demonstra a força, a seriedade e a necessidade da entidade.

Veja, abaixo, a lista completa de quem ganhou o Prêmio APCA 2014:

ARQUITETURA

Homenagem pelo conjunto da obra: Giancarlo Gasperini

Fronteiras da arquitetura: “Maneiras de expor: a arquitetura expositiva de Lina Bo Bardi”, curadoria de Giancarlo Latorraca/Museu da Casa Brasileira

Projeto urbano: Ponte Bayer - passarela móvel sobre o canal Guarapiranga, São Paulo - Loeb Capote Arquitetura e Urbanismo/ arquitetos Roberto Loeb e Luis Capote

Urbanidade: reurbanização de favela do Sapé - Base 3 Arquitetos/ arquitetos Catherine Otondo, Jorge Pessoa de Carvalho e Marina Grinover

Narrativas urbanas: Cristiano Mascaro

Difusão: documentário “Bernardes”, direção Gustavo Gama Rodrigues e Paulo de Barros

Revelação: Alojamentos estudantil na Ciudad del Saber, Panamá - SIC Arquitetura / arquitetos Eduardo Crafig, Juliana Garcias, Marcio Guarnieri, Fabio Kassai e Gabriela Gurgel

Votaram:  Abílio Guerra, Maria Isabel Villac, Fernando Serapião, Guilherme Wisnik, Mônica Junqueira Camargo e Nadia Somekh

ARTES VISUAIS

Grande Prêmio da Crítica: Abraham Palatnik – A Reinvenção da Pintura - MAM

Exposição Internacional: Hans Hartung – Oficina do Gesto - CCBB

Exposição: Paulo Bruscky - MAM

Retrospectiva: Iberê Camargo – Um Trágico nos trópicos - CCBB

Fotografia:Luiz Braga – Retumbante Natureza Humanizada – SESC Pinheiros

Obra Gáfica: José Roberto Aguillar – 50 Anos de Arte

Iniciativa Cultural: Cidade Matarazzo Made by.... Feito por brasileiros

Votaram: Antonio Santoro Jr., Antonio Zago, Dalva Abrantes, João J. Spinelli, José Henrique Fabre Rolim, Luiz Ernesto Machado Kawall, Marcos Rizolli, Ricardo Nicola, Silvia Balady, Emilia Okubo e Rubens Fernandes Junior.

praia do futuro Veja quem levou o Prêmio APCA 2014

Praia do Futuro: melhor filme de 2014 pelos críticos de cinema da APCA

CINEMA

Filme: Praia do Futuro, de Karim Aïnouz

Diretor: Paulo Sacramento, por Riocorrente

Roteiro: Fernando Coimbra, por O Lobo Atrás da Porta

Ator: Ghilherme Lobo, por Hoje Eu Não Quero Voltar Sozinho

Atriz: Deborah Secco, por Boa Sorte

Documentário: São Silvestre, de Lina Chamie

Fotografia: Jacob Solitrenick, por De Menor

Votaram: Orlando Margarido, Rubens Ewald Filho e Walter Cezar Addeo

DANÇA

Grande Prêmio da Crítica: Lia Rodrigues, por Pindorama e Exercício M

Pesquisa em Dança: Biomashup, de Cristian Duarte e Lote # 3

Projetos em Dança: Marcos Villas Bôas

Criação em Dança: Cena 11, por Monotonia de Aproximação e Fuga para 7 Corpos

Espetáculo: Tira Meu Fôlego, de Elisa Ohtake e elenco

Percurso em Dança: Vera Sala / Hideki Matsuda

Iniciativa em Dança: 7x7, projeto de Sheila Ribeiro

Votaram: Ana Teixeira, Ana Francisca Ponzio, Helena Katz e Renata Xavier

LITERATURA

Grande Prêmio da Crítica: João Adolfo Hansen e Marcello Moreira pelos cinco volumes “Gregório de Matos”; editora Autêntica

Romance: “O Irmão Alemão”, de Chico Buarque; editora Companhia das Letras

Ensaio/Crítica/Reportagem: “Música com Z”, de Zuza Homem de Mello; editora 34

Infanto-Juvenil: “A Incrível História do Dr. Augusto Ruschi”, de Paulo Tatit; editora Melhoramentos

Poesia: “Mesmo sem dinheiro comprei um esqueite novo”, de Paulo Scott; editora Companhia das Letras

Contos/Crônicas: “O Homem-mulher”, de Sérgio Sant’Anna; editora Companhia das Letras

Tradução: Caetano Galindo, por “Graça infinita”, de David Foster Wallace; editora Companhia das Letras

Biografia/Memória: “Getúlio (1945 – 1954) – Da volta pela consagração popular ao suicídio”, de Lira Neto; editora Companhia das Letras

Votaram: Amilton Pinheiro, Felipe Franco Munhoz, Gabriel Kwak, Luiz Costa Pereira Jr. e Ubiratan Brasil

 

jeneci Veja quem levou o Prêmio APCA 2014

Marcelo Jeneci: melhor compositor de 2014 pela APCA - Foto: Divulgação

MÚSICA POPULAR

Grande Prêmio da Crítica: Nelson Motta

Grupo: Banda do Mar

Intérprete:  Anelis Assumpção

Compositor: Marcelo Jeneci

Revelação: Ian Ramil (pelo álbum “Ian”)

Álbum: Encarnado, de Juçara Marçal

Show: Titãs - Nheengatu

Projeto Especial – Jazz na Fábrica – Sesc Pompeia

Votaram: Inês Fernandes Correia, José Norberto Flesch e Marcelo Costa


RÁDIO

Prêmio Especial do Juri: Milton Jung – Jornal da CBN 1ª edição

Internet: Plug Rádio USCS – Universidade Municipal de São Caetano do Sul (plugradiouscs.com.br)

Musical: Espaço Rap 2 – 105 FM

Humor: Plantão de Notícias – Rádio Globo AM

Variedades: No Mundo da Bola, 25 anos – Rádio Jovem Pan

Cultura Geral: Estadão Noite – Rádio Estadão

Destaque do Ano: Um Pouquinho de Brasil – Cultura FM

Votaram: Fausto Silva Neto, Marco Antonio Ribeiro e Sílvio Di Nardo

apca 2014 o homem de la mancha pessoas perfeitas Veja quem levou o Prêmio APCA 2014

O Homem de la Mancha (esq.) e Pessoas Perfeitas (dir.) dividem prêmio de melhor espetáculo de teatro em 2014 - Fotos: João Caldas e André Stéfano

 

TEATRO

Grande Prêmio da Crítica: Laura Cardoso

Espetáculo: O Homem de La Mancha e Pessoas Perfeitas

Diretor: Marco Antonio Pâmio (Assim É (Se Lhe Parece))

Dramaturgia: Newton Moreno e Alessandro Toller (O Grande Circo Místico)

Ator: Cleto Baccic (O Homem de La Mancha)

Atriz: Laila Garin (Elis, a Musical)

Prêmio Especial: Prêmio MitSP (Mostra Internacional de Teatro de São Paulo)

Votaram: Afonso Gentil, Aguinaldo Cristofani Ribeiro da Cunha, Carmelinda Guimarães, Edgar Olímpio de Souza, Evaristo Martins de Azevedo, José Cetra Filho, Kyra Piscitelli, Marcio Aquiles, Maria Eugênia de Menezes, Michel Fernandes, Miguel Arcanjo Prado, Tellé Cardim e Vinício Angelici

TEATRO INFANTIL

Grande Prêmio da Crítica: Banda Mirim, pela trajetória de 10 anos (direção de Marcelo Romagnoli)

Melhor Espetáculo com Música para Crianças: Mania de Explicação, de Luana Piovani Produções Artísticas (direção de Gabriel Villela)

Melhor Espetáculo com Texto Adaptado para Crianças: As Bruxas da Escócia, do Grupo Vagalum Tum Tum (direção de Ângelo Brandini)

Melhor Espetáculo com Contação de Histórias: As Três Penas do Rabo do Grifo, da cia. Faz e Conta (Ana Luísa Lacombe)

Melhor Elenco de Peça: Cia Delas, por A Famosa Invasão dos Ursos na Sicília (atrizes Cecília Magalhães, Fernanda Castello Branco, Lilian Damasceno, Paula Weinfeld e Thaís Medeiros, com direção de Carla Candiotto)

Melhor Espetáculo com Interação de Mídias: O Sonho de Jerônimo, do grupo Fabulosa Companhia (direção de Eric Nowinski)

Personalidade do Ano no Teatro Para Crianças e Jovens: Luíza Jorge, pela criação, coordenação e produção do novo Prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem

Votaram: Dib Carneiro Neto, Gabriela Romeu e Mônica Rodrigues da Costa
TELEVISÃO

Dramaturgia: Amores Roubados/TV Globo

Atriz: Cássia Kis Magro (Amores Roubados e O Rebu/TV Globo)

Ator: Irandhir Santos (Amores Roubados e Meu Pedacinho de Chão/TV Globo)

Direção: José Luiz Villamarim (Amores Roubados e O Rebu)

Programa de Variedades: O Infiltrado/History Channel

Programa de Humor: Tá no Ar/TV Globo

Programa Infantil: Quintal da Cultura/TV Cultura

Menção Honrosa:  A Grande Família/TV Globo (pela trajetória e episódio final)

Votaram: Cristina Padiglione, Edianez Parente, Flávio Ricco, João Fernando, José Armando Vanucci, Leão Lobo e Neuber Fischer

Veja como foi a premiação da APCA em teatro!

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Publicado em 01/12/2014 às 13h26

Imigrantes são celebrados em mostra, marcha e feira

 Imigrantes são celebrados em mostra, marcha e feira

Cena da peça Caminos Invisibles... La Partida: exploração do imigrante no palco - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

As recentes denúncias de imigrantes bolivianos tratados como escravos em São Paulo assustam a sociedade e chamam a atenção para a situação de fragilidade de quem vem de outro país para o Brasil em busca de uma vida melhor.

Para dar mais espaço a esta importante parcela da população, este mês de dezembro é dedicado ao imigrante, já que em 18 de dezembro comemora-se o Dia Internacional do Imigrante. Para celebrar a data, São Paulo tem neste mês uma mostra artística, uma marcha e uma feira que tem o imigrante como foco.

Não custa nada lembrar que o Brasil é um país formado por diversas etnias e povos vindos de todas as partes do mundo. Portanto, o respeito ao outro e a sua cultura é fundamental.

O peso da nova geração de imigrantes pode ser representada pelas 3.239 crianças estrangeiras que ensinam na rede municipal de ensino de São Paulo, das quais 70% são bolivianas, segundo a Prefeitura.

caminos invisibles foto acaua fonseca 1 0 Imigrantes são celebrados em mostra, marcha e feira

Peça Caminos Invisibles... La Partida, da Cia. Nova de Teatro, mostra exploração de bolivianos pela indústria da moda no Brasil: entrada gratuita - Foto: Acauã Fonseca

Mostra Cultural

Para dar visibilidade aos imigrantes e colocar a sociedade para refletir sobre sua importância e direitos, começa nesta segunda (1º) e vai até o dia 14 de dezembro a 1º Mostra Cultural Dezembro Imigrante nos CEUs da capital paulista. Haverá atividades como seminários, cursos, oficinas, peças de teatro, rodas de conversas, exposições e shows.

Elas acontecem nos CEUs Aricanduva, Lajeado, Paz, Quinta do Sol e São Rafael, Auditório da Diretoria Regional de Educação (DRE) Freguesia do Ó/Brasilândia, Auditório da SubPrefeitura V. Maria/Guilherme, Câmara Municipal de São Paulo, Galeria Olido, Praça Kantuta e na EMEF Dona Angelina Maffei Vita, na Casa Verde, zona norte da capital paulista.

Uma das atrações é a peça Caminos Invisibles... La Partida, da Companhia Nova de Teatro. Com dramaturgia de Carina Casuscelli, que também dirige a obra ao lado de Lenerson Polonini, a peça tem no elenco atores brasileiros e bolivianos e conta a história de quem precisa deixar seu país em busca de melhores condições de vida. A obra ainda mostra a escravização de bolivianos pela indústria da moda.

As apresentações acontecem nesta segunda (1º), às 19h, no CEU Quinta do Sol, na Penha; na quarta (3), no CEU São Rafael, em São Mateus; e na quinta (4), às 19h, no CEU Lageado, em Guaianazes. A entrada é gratuita em todas as sessões.

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Imigrantes bolivianos na rua Coimbra, no Brás, em São Paulo: respeito ao outro - Foto: Miguel Arcanjo Prado

Marcha do Imigrante e Feira Latina

No dia 7 de dezembro, próximo domingo, acontece a 8ª Marcha do Imigrante, organizada pelo Centro de Apoio ao Migrante (CAMI), a Pastoral dos Migrantes, a Coordenadoria de Políticas para Migrantes, entre outros movimentos sociais. A saída está marcada para 9h da Praça da República. A passeata vai pedir o fim da violência contra o imigrante, sobretudo a exploração de mão de obra, a escravização, o tráfico de pessoas e o assédio moral por procedência internacional, o que é crime pela Constituição Brasileira.

Para quem deseja conhecer os sabores das culinárias dos povos que habitam São Paulo, será realizada no dia 13 de dezembro, um sábado, a Feira Latina, no Largo da Batata, em frente ao metrô Faria Lima. Além das delícias gastronômicas, haverá artesanato e música latino-americana. Já estão garantidos pratos e tragos cubanos, colombianos, mexicanos, argentinos e bolivianos.

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Publicado em 28/11/2014 às 21h16

Roberto Bolaños conseguiu ser cada um de nós

roberto bolanos Roberto Bolaños conseguiu ser cada um de nós

Eterno Chaves, Roberto Bolaños sintetizou o que somos - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Seus tipos universais, eram, sobretudo, latinos — e também tão brasileiros. Com aqueles moradores da pobre vila que ele transformou num dos maiores sucessos televisivos de todos os tempos nos identificamos. Sorrimos juntos de nossa desgraça.

Roberto Bolaños, o criador de Chaves e Chapolin, que nos deixou nesta sexta (28), nos convidou para a festa pobre. Seus heróis não eram opulentos, nem bem alimentados. Tanto Chaves quanto Chapolin eram subnutridos, eram o que dava para ser neste canto do mundo onde aprendemos desde pequenos o que significa a palavra subdesenvolvimento.

Talvez por ter conseguido cristalizar a essência do que somos ele foi e é tão amado. Seus personagens somos nós, tão ridículos e tão patéticos, mas ainda assim tão cheios de carisma, de vida, de graça.

Somos a Chiquinha pobre que quer tirar vantagem em tudo, tal qual seu pai, Seu Madruga, que toma um tapa na cara da vida diariamente. Somos Dona Florinda com sua soberba de se sentir melhor do que os outros, não aceitando sua realidade tão cruel quanto a dos demais. Somos Quico e Nhonho, pobres meninos ricos em terra pobre, que percebem que a imaginação é muito mais interessante do que os brinquedos que o dinheiro pode comprar.

Somos o Seu Barriga, que ao cobrar o aluguel acaba se condoendo de seus inquilinos, sabedor de que, no fundo, é injusto ele ter tanto onde tantos têm nada. Somos Dona Clotilde, solteirona e ainda esperançosa de um dia apenas ser amada, nem que seja apenas em suas ilusões.

E somos, sobretudo, Chaves, menino pobre morador de um barril, cujo maior sonho é comer um sanduíche de presunto. E isso diz tudo de forma dilacerante. Somos também Chapolin Colorado, herói do terceiro mundo, tão anti-herói, vermelho, idealista e desastrado, tão capenga, mas que, com jeitinho e ajuda divina, consegue ao fim resolver os dilemas que surgem.

É por isso que hoje a gente chora, triste, baixinho, como quem perde alguém muito próximo. Porque perdemos alguém que, de forma genial, conseguiu ser nós mesmos. Roberto Bolaños deixa uma saudade imensa.

Leia também: Bolaños foi o Chaplin da América Latina

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Publicado em 27/11/2014 às 19h31

Em tempos secos, mostra exibe beleza das águas

maureen bisilliat são francisco 1985 B Em tempos secos, mostra exibe beleza das águas

Maurren Bililliat registra as lavadeiras do Rio São Francisco em 1985

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Em tempos que vemos secar nossas nascentes e represas, é mais do que primordial respeitar e divulgar a beleza de nossos rios.

Este é o foco da exposição gratuita Roteiro Poético do Imaginário das Grandes Bacias Fluviais Brasileiras, que está em cartaz no MIS (Museu da Imagem e do Som), em São Paulo (av. Europa, 158, tel. 2117-4777) até 4 de janeiro.

A ideia da mostra partiu do livro Prata, São Francisco, Amazonas - União das Águas: Imaginário das Grandes Bacias Fluviais Brasileiras, organizado pelo artista plástico Bené Fonteles e pelo jornalista Marcelo Delduque.

Entre os fotógrafos estão José Medeiros, Claudia Andujar, Araquém Alcântara, Maureen Bisilliat, Elza Lima, Zé Paiva e Luciano Candisani, Mário Friedlander, Miguel Chikaoka, Rogério Assis, Christian Cravo e Fernanda Martins. Além das imagens, a exposição traz textos de nomes como Carlos Drummond de Andrade, Tetê Espíndola e Lucina, Nilson Chaves, Raymundo Moraes, Fernanda Martins e Paulo André Barata.

A exposição fica aberta gratuitamente de terça a sexta, das 11h às 21h; sábado, das 9h às 23h; e domingo e feriado, das 9h às 20h. Nossas águas agradecem a visita.

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Publicado em 26/11/2014 às 03h05

Tributo antecipa festa de 80 anos de Elvis Presley

ggg Tributo antecipa festa de 80 anos de Elvis Presley

Gilberto Augusto: um dos melhores covers de Elvis no Brasil - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Se vivo fosse, Elvis Presley completaria 80 anos em 8 de janeiro de 2015.

Mas, se ele não está mais por aqui, festa não deixará de ser realizada. Afinal, seus fãs são imbatíveis — muitos até acreditam que ele está vivo em algum lugar deste mundão.

Em São Paulo, na próxima sexta (28), às 21h30, acontece o show Elvis The Concert – O Tributo, com Gilberto Augusto, considerado um dos melhores covers de Elvis no Brasil, e participação especial de Jerry Adriani, ícone da jovem guarda.

O show ainda terá a Banda Memphis, a Orquestra Memphis e o Quarteto Vida Nova, no Teatro APCD (r. Voluntários da Pátria, 547, Santana, São Paulo, tel. 0/xx/11 2223-2424; R$ 60).

Atenção para esta dica: quem levar dois quilos de alimento não perecível paga meia-entrada no valor de R$ 30.

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Perfil

Miguel Arcanjo Prado é editor de Cultura do R7, onde está desde o começo do portal, em 2009. É jornalista formado pela UFMG e pós-graduado em Mídia, Informação e Cultura pela ECA-USP. É crítico membro da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes). Nasceu em Belo Horizonte e mora em São Paulo desde 2007, quando ingressou no Curso Abril de Jornalismo. Ainda em Minas, estreou como cronista do semanário O Pasquim 21, passando por TV UFMG e TV Globo Minas. Na capital paulista, foi repórter da Contigo!, da Ilustrada na Folha Online e do Agora São Paulo, no Grupo Folha. Edita e apresenta a Agenda Cultural da TV Record News.

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