Publicado em 25/02/2015 às 11h00

Livro retrata realidade gay na Bolívia de Evo

edson hurtado Livro retrata realidade gay na Bolívia de Evo

O jornalista boliviano Edson Hurtado: autor de Ser Gay en Tiempos de Evo, livro que agora chegará aos Estados Unidos - Foto: Divulgação

Da EFE

O livro Ser Gay en Tiempos de Evo, que narra o difícil situação deste coletivo na Bolívia, será traduzido para o inglês este ano e promovido em uma viagem pelos Estados Unidos, informou à Agência Efe o jornalista Edson Hurtado, autor da obra.

Being Gay in Times of Evo Morales é o título escolhido para publicar o livro no mercado americano e, de acordo com o escritor, há previsão de apresentações em Nova York e Washington.

Quando escreveu o livro, Hurtado almejava resgatar a luta do movimento GLTB para sua inclusão em leis que garantissem seus direitos e penalizassem atos de discriminação, além de mostrar as diferentes realidades e assim conseguir uma sensibilização que promovesse a defesa dos direitos humanos e da diversidade sexual.

Histórias dramáticas

Em outros fatos, o livro relata a difícil situação dos GLBT na Bolívia com histórias dramáticas, de orgulho, reivindicação, esperança e violência. "Encontrá-las e sistematizá-las foi um desafio que durou oito meses e, ao mesmo tempo, uma conquista importante, pois é o primeiro livro boliviano que trata a homossexualidade de uma maneira profunda e direta", disse Hurtado à Efe em 2011, quando o trabalho foi publicado pela primeira vez.

Hurtado garantiu que o conteúdo do livro não foi alterado em sua tradução ao inglês. "Incluímos mais de 50 entrevistas para ajudar o leitor anglo-saxão a entender algumas situações políticas ou palavras próprias da Bolívia ou de idiomas originais", detalhou.

Projetos futuros

Sobre futuros projetos, o autor adiantou que quer publicar uma nova edição de Indígenas Homosexuales, seu livro mais recente. "Viajei durante mais de seis meses pelo país, visitei mais de dez comunidades indígenas em diversos pontos do território, e encontrei histórias impactantes, dilaceradoras e alucinantes de irmãos e irmãs indígenas com diversas orientações sexuais e identidades de gênero, cujas histórias me chamaram muito a atenção", assinalou.

O escritor e jornalista também planeja realizar um documentário sobre a situação do coletivo GLTB na América Latina, algo que considerou "necessário e importante". "Hoje, mais do que nunca, é preciso falar sobre o tema para continuar conquistando direitos e concretizar aspirações. A democracia é construída por todos", concluiu o escritor.

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Publicado em 25/02/2015 às 03h03

Conservadores dos EUA ficam irritados com Oscar

alejandro inarritu efe Conservadores dos EUA ficam irritados com Oscar

Alejandro Iñarritu discursa no Oscar: um latino-americano no topo do cinema mundial não agradou à direita norte-americana - Foto: EFE

Por FERNANDO MEXÍA
Da EFE, em Los Angeles

O sucesso do cineasta mexicano Alejandro González Iñárritu no Oscar não caiu bem nos setores mais conservadores dos Estados Unidos, abalados por uma cerimônia que consideraram muito liberal e na qual os direitos dos imigrantes ilegais foram protagonistas.

Iñárritu conquistou estatuetas de melhor filme, melhor diretor e melhor roteiro, enquanto seu compatriota Emmanuel Lubezki recebeu o prêmio de melhor fotografia, em ambos os casos pelo filme Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância), que foi o grande vencedor da noite.

"Foi uma grande noite para o México, como sempre", disse nesta segunda-feira (23) em declarações ao canal Fox o magnata Donald Trump, que não escondeu frustração pelos reconhecimentos obtidos pela equipe de Iñárritu na noite de gala do cinema.

"Este cara não parava de subir, subir e subir (no palco) O que está fazendo? Está indo embora com todo o ouro. (O filme) é tão bom assim? Eu não ouvi isso", disse Trump indignado.

Conservadores nervosos

Os conservadores americanos torciam pelo sucesso absoluto de Sniper Americano, de Clint Eastwood, que ganhou apenas uma estatueta, a de melhor edição de som.

"O Oscar é uma triste piada, muito parecido ao nosso presidente. Muitas coisas estão erradas!", escreveu Trump no Twitter, enquanto nessa mesma rede social a personalidade da TV Sean Hannity qualificou de "previsível" o mau resultado de Sniper Americano em uma Hollywood "liberal".

Nessa mesma linha foram muitas as críticas aos apelos feitos nos discursos, como o da ganhadora do prêmio de melhor atriz coadjuvante, Patricia Arquette (Boyhood: Da Infância à Juventude) que reivindicou igualdade de direitos e de salários para as mulheres e foi extremamente aplaudida por uns, mas acusada de falar sem saber por outros.

Respeito aos latino-americanos

Já Iñárritu dedicou seu grande prêmio da noite aos mexicanos de ambos os lados da fronteira e pediu respeito e dignidade das autoridades para os que residem nos Estados Unidos.

O crítico cinematográfico Christian Toto qualificou de "insulto" o fracasso de Sniper Americano frente ao sucesso Birdman, e de "inapropriados" os pronunciamentos, que tiveram "pedidos de anistia fora de lugar", como a mensagem de Iñárritu.

Abaixo o preconceito

A opinião, no entanto, não foi compartilhada pela diretora do Conselho Nacional La Raza (NCLR), Clarissa Martínez-De-Castro. Para ela, o gesto do mexicano foi "extraordinário", tanto pela ocasião, ao vivo perante milhões de telespectadores em todo o planeta, quanto pelo conteúdo, já que lembra a origem dos Estados Unidos.

Para Alex Nogales, presidente da Coalizão Nacional Hispânica para os Meios de Comunicação (NLMC), Iñárritu e seus colegas diretores Alfonso Cuarón e Guillermo del Toro oferecem uma imagem muito positiva do latino, longe dos estereótipos, "especialmente nos Estados Unidos onde há tantos preconceitos contra o latino".

Nogales disse que acredita que as reações negativas às declarações de Iñárritu aumentem por parte dos conservadores porque muitos membros do Partido Republicano têm posições racistas e são contrários aos imigrantes latinos. "Muitos acham que estamos tomando os trabalhos deles", comentou.

Piada de mau gosto

O diretor de NHMC minimizou a importância do comentário do ator Sean Penn quando entregou o Oscar de melhor filme a Iñárritu. Penn perguntou "Quem foi que deu o Green Card para este filho da p...?", uma frase que soou como ofensa para muitos espectadores que reagiram nas redes sociais, embora não para o mexicano, que explicou que era uma espécie de piada interna, já que os dois são amigos. "É uma piada de mau gosto. Ele (Penn) não é racista, não é conservador, é um desbocado que não tem limites. Aqueles que têm outra agenda (política) vão usar esse comentário", explicou Noguales.

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Publicado em 24/02/2015 às 03h03

Vinil resiste bravamente à invasão digital

vinil Vinil resiste bravamente à invasão digital

Em tempos de digitalização de tudo, vinil mostra força - Foto: Divulgação

Por ANTONIO ZAVALA, da EFE

Há algo na experiência de abrir os discos de vinil, tirá-los da capa e colocá-lo na ponta da agulha que continua a fascinar os amantes da música e isso está se traduzindo em um grande aumento dos números de vendas nos Estados Unidos.

A tão anunciada morte dos discos de vinil nunca aconteceu e em mundo cada dia mais digital, em 2014 foram vendidos nos Estados Unidos 9,2 milhões de LPs, 51,8% a mais que em 2013, segundo dados da agência de medição Nielsen.

Por outro lado, os downloads caíram 9% no caso de discos e 12% de singles, apontou o relatório da Nielsen Soundscan, que também mostrou que a compra dos CDs, responsáveis pelo quase desaparecimento dos discos de vinil, caíram 14% ano passado, para 140 milhões.

Tendência de crescimento

Esta tendência se refletiu no Reino Unido, o segundo mercado musical mais representativo do mundo e onde em 2014 foram vendidos mais de um milhão de cópias de discos ano passado, segundo a Official UK Charts Company, um volume de vendas que não era visto desde 1996.

Os fãs das bolachas juram que a experiência é melhor, mais completa. "É um processo desde que compra um álbum, o abre, o cheiro... muitas coisas", confessou à Agência Efe o mexicano Gildelgar Sánchez, dono de uma coleção de 500 discos de vinil com os quais iniciou uma carreira de DJ em cafés e galerias de Chicago, nos Estados Unidos. Sánchez ressaltou que esta experiência é "algo único, que não se compara com a compra de CDs ou downloads".

Os discos de vinil foram o formato mais popular de música entre as décadas de 50 e 90, quando os então inovadores 'compact discs' os superaram em vendas. Mas agora, com mais formatos para a música, incluindo a compra digital, "streaming" e formatos físicos, os discos de vinil firmaram uma fiel clientela, tanto de colecionadores como de simplesmente fãs de música.

Lojas especializadas

Graças a eles, as lojas especializadas na revenda de discos de vinil conseguiram se manter. "Nos últimos anos houve um ressurgimento de interesse pelos 'long plays' de vinil," ressaltou Christian Priebe, gerente da Dusty Groove, uma loja do popular bairro de Wicker Park, em Chicago.

Esta loja está cheia de discos de jazz, rock, blues, country. Para Priebe os tradicionais discos de plástico representam uma experiência melhor para o ouvinte do que os outros formatos.

"Os discos de vinil de 33 1/3 rotações por minuto eram o melhor formato", apontou Priebe, pois "têm melhor som e são mais tangíveis". Uma busca por sua loja rende tesouros como discos de Nina Simone, Frank Sinatra, Peggy Lee, Miles Davis, mas também, na seção latina, joias como discos de Mongo Santamaría, Eddie Palmieri e uma cópia de Isabel Parra e seu disco "Cantos de Violeta".

Sánchez contou que seu amor por este formato começou em sua cidade natal quando, aos oito anos, ganhou seu primeiro disco de vinil, do bem-sucedido grupo juvenil espanhol Parchís. "Ouvia todos os dias esse álbum o tempo todo", lembrou. O colecionador afirmou que este formato dá muito mais aos consumidores e citou a arte das capas e as extensas notas que cada álbum inclui. "A cultura do vinil não vai ceder, ela sobreviverá", finalizou Sanchez.

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Publicado em 23/02/2015 às 18h00

Vista por 150 mil, Mafalda fica mais tempo em SP

mafalda quino Vista por 150 mil, Mafalda fica mais tempo em SP

Mafalda, ao lado de seu pai, o cartunista Quino, na exposição - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A argentina Mafalda não quer saber de deixar São Paulo. A personagem portenha criada por Quino mostrou que não lhe faltam fãs no Brasil.

A exposição temática sobre os 50 anos de sua criação, O Mundo Segundo Mafalda, em cartaz na Praça das Artes, no centro paulistano, já foi vista por mais de 150 mil pessoas.

Diante do sucesso, a Fundação Theatro Municipal, ligada à Prefeitura de São Paulo, resolveu prorrogar a mostra até 15 de março. Só ficará fechada, para manutenção, na segunda (2).

A exposição tem curadoria do Museo Barrilete, de Córdoba, Argentina. São 13 módulos e duas oficinas sobre a personagem dos quadrinhos latino-americanos mais amada no mundo.

Saiba quem já foi ver a exposição O Mundo Segundo Mafalda!

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Publicado em 23/02/2015 às 17h16

Rosa Rosah disseca samba e Carnaval em disco

Rosa Rosah Rosa Rosah disseca samba e Carnaval em disco

Rosa Rosah faz álbum com sambas cheios de poesia - Foto: Ká Nogueira

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A cantora Rosa Rosah acaba de lançar o disco que leva seu nome. O carro-chefe é a canção Rainha de Bateria (veja o clipe), que faz uma homenagem a todas as mulheres que sambam na avenida à frente dos ritmistas. Famosas ou não.

O momento para a chegada do álbum, que disseca o samba e o Carnaval, não poderia ser mais propício.

Para o disco, Rosa se cercou de nomes fortes de nossa música e gravou composições de gente do calibre de Virgínia Rosa, Chico César, Fernanda Porto.

Rainha de Bateria é uma música de Lina de Albuquerque e David Pasqua que celebra as rainhas de bateria verdadeiras, genuínas, aqueles que incorporam na pele e na alma o suor do ano inteiro, batalhando o seu ganha pão de norte a sul do país, na raça e na força, para, num só dia, incorporar o espírito glorioso da batucada brasileira.

Rosa conta ter influência de músicos como Maria Bethânia, Angela Ro Ro, Roberto Ribeiro, Elis Regina, Clara Nunes, Cartola, Celine Dion e Ella Fitz Gerald. Não bastasse tudo isso, também fazem sua cabeça João Donato, Gal Costa, Leila Pinheiro, Lenine e Djavan.

Não é boba nada.

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Rosa Rosah apresenta seu disco para a amiga Ellen Roche, rainha da Rosas de Ouro - Foto: Ká Nogueira

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Publicado em 23/02/2015 às 11h32

Rede de cinema barateia ingressos às segundas

birdman Rede de cinema barateia ingressos às segundas

O vencedor do Oscar Birdman pode ser visto na promoção na rede UCI - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A semana pode começar com uma sessão de cinema sem doer tanto no bolso. Para muitos, pode ser a deixa para ver os ganhadores do Oscar, como Birdman, o melhor filme da cerimônia de 2015.

Esta é a proposta da rede UCI, presente em várias capitais brasileiras. A ação Segunda-Mania começa nesta segunda (23), com descontos em 23 salas da rede no Rio de Janeiro, São Paulo, Recife, Fortaleza, Salvador, Juiz de Fora, Ribeirão Preto, São Luís, Campo Grande e Curitiba.

Veja as salas participantes e os valores:

São Paulo

UCI Jardim Sul

UCI Anália Franco

UCI Santana Parque Shopping

2D: R$9.00(inteira) R$: 4.50 (meia)

3D: R$11.00(inteira) R$: 5.50(meia)


Rio de Janeiro

UCI New York City Center

UCI Kinoplex NorteShopping

UCI ParkShopping Campo Grande

2D: R$10.00(inteira) R$: 5.00 (meia)

3D: R$12.00(inteira) R$: 6.00 (meia)


Recife

UCI Kinoplex Plaza Casa Forte Shopping

UCI Kinoplex Shopping Tacaruna

UCI Kinoplex Recife Shopping

2D: R$10.00(inteira) R$: 5.00 (meia)

3D: R$12.00(inteira) R$: 6.00 (meia)

 

Fortaleza

UCI Kinoplex Iguatemi Fortaleza

2D: R$10.00(inteira) R$: 5.00 (meia)

3D: R$12.00(inteira) R$: 6.00 (meia)

UCI Shopping Parangaba

2D: R$10.00(inteira) R$: 5.00 (meia)

3D: R$12.00(inteira) R$: 6.00 (meia)

XPLUS 2D: R$11.00(inteira) R$: 5.50(meia)

XPLUS3D: R$13.00(inteira) R$: 6.50(meia)

 

Juiz de Fora

UCI Kinoplex Independência

2D: R$10.00(inteira) R$: 5.00 (meia)

3D: R$12.00(inteira) R$: 6.00 (meia)

 

Curitiba

UCI Estação

UCI Palladium

2D: R$9.00(inteira) R$: 4.50 (meia)

3D: R$11.00(inteira) R$: 5.50(meia)

 

Ribeirão Preto

UCI Ribeirão

2D: R$9.00(inteira) R$: 4.50 (meia)

3D: R$11.00(inteira) R$: 5.50(meia)

IMAX 2D: R$13.00(inteira) R$: 6.50(meia)

IMAX 3D: R$15.00(inteira) R$:7.50 (meia)

 

São Luís

UCI Kinoplex Shopping da Ilha

2D: R$9.00(inteira) R$: 4.50 (meia)

3D: R$11.00(inteira) R$: 5.50(meia)

XPLUS 2D: R$11.00(inteira) R$: 5.50(meia)

XPLUS 3D: R$13.00(inteira) R$: 6.50(meia)

 

Campo Grande

UCI Bosque dos Ipês

2D: R$8.00(inteira) R$:4.00(meia)

3D: R$10.00(inteira) R$: 5.00 (meia)

 

Salvador

UCI Orient Shopping Barra

UCI Orient Paralela

UCI Orient Iguatemi Salvador

2D: R$9.00(inteira) R$: 4.50 (meia)

3D: R$11.00(inteira) R$: 5.50(meia)


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Publicado em 23/02/2015 às 08h50

Com mexicano vitorioso, discurso pró imigrantes latino-americanos domina Oscar

alejandro inarritu Com mexicano vitorioso, discurso pró imigrantes latino americanos domina Oscar

O vitorioso Alejandro Iñarritu: defesa dos imigrantes latino-americanos na noite do Oscar - Foto: Divulgação

Por FERNANDO MEXÍA, da EFE

O cineasta mexicano Alejandro González Iñárritu se sagrou o grande vencedor deste domingo (22), na 87ª edição do Oscar, em que seu filme Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância) conquistou quatro estatuetas: filme, diretor, roteiro original e fotografia.

O Grande Hotel Budapeste dominou as categorias técnicas e também levou quatro prêmios, um a mais que Whiplash: Em Busca da Perfeição, e Boyhood: da Infância à Juventude, considerado um dos favoritos, só foi premiado com Patricia Arquette, melhor atriz coadjuvante.

"Quem deu o green card para este cara?", brincou Sean Penn antes de anunciar que Birdman era o melhor filme, logo antes de Iñárritu subir ao palco do teatro Dolby pela terceira vez.

Ele aproveitou o gancho para falar do México e da situação migratória nos Estados Unidos.

"Aos meus colegas mexicanos, rezem para que possamos conseguir o governo que merecemos, e aos que estão neste país (Estados Unidos) rezem para que tratem igualmente bem aqueles que vieram antes e construíram esta incrível nação de imigrantes", declarou o diretor.

Iñárritu brincou sobre as vitórias seguidas de mexicanos no Oscar, depois da dupla vitória de Cuarón ano passado por Gravidade, e sugeriu que talvez o governo dos EUA acabaria impondo leis à Academia de Hollywood para impedir que isso se repita.

"Dois mexicanos seguidos é suspeito", ironizou o cineasta, que minutos antes tinha ganhado o Oscar de melhor diretor e de melhor roteiro original, este último dividido com os argentinos Armando Bo e Nicolas Giacobone, e com o americano Alexander Dinelaris Jr.. Bo, que dedicou o prêmio ao seu país, foi um dos que falaram hoje em espanhol no palco, cujo mestre de cerimônias, Neil Patrick Harris, encerrou se despedindo também no idioma, com um simpático "buenas noches".

O Grande Hotel Budapeste levou quatro prêmios técnicos, de melhor trilha sonora, para Alexandre Desplat; de melhor figurino; de maquiagem e cabelo; e de design de produção. Também foi uma grande noite para o independente Whiplash: Em Busca da Perfeição. Ele levou os prêmios de melhor ator coadjuvante (J.K. Simmons), de melhor montagem e de melhor mixagem de som.

Boyhood: da Infância à Juventude, um dos filmes com mais indicações e dos mais elogiados da temporada ganhou somente o Oscar de melhor atriz coadjuvante (Patricia Arquette), um triunfo mais do que previsível, assim como o de Julianne Moore como melhor atriz por Para Sempre Alice e, um pouco menos, o de Eddie Redmayne por A Teoria de Tudo.

Em animação houve uma dupla vitória da Disney, com Operação Big Hero como melhor longa-metragem e Feast como melhor curta. Insterstelar levou o Oscar de melhores efeitos especiais e Selma o de melhor canção, por Glory. Um dos outros indicados a melhor filme que havia sido muito elogiado pela crítica, O Jogo da Imitação, ganhou um só prêmio, de melhor roteiro adaptado.

Já o filme argentino Relatos Selvagens não levou o Oscar de melhor filme estrangeiro. Perdeu para o polonês Ida. Veja a lista completa dos ganhadores:

Melhor filme: "Birdman"
Melhor diretor: Alejandro González Iñárritu, "Birdman"
Melhor ator: Eddie Redmayne, "A Teoria de Tudo"
Melhor atriz: Julianne Moore, "Para Sempre Alice"
Melhor ator coadjuvante: J.K. Simmons, "Whiplash - Em Busca da Perfeição"
Melhor atriz coadjuvante: Patricia Arquette, "Boyhood - Da Infância à Juventude"
Melhor roteiro original: "Birdman"
Melhor roteiro adaptado: "O Jogo da Imitação"
Melhor animação: "Operação Big Hero"
Melhor filme estrangeiro: "Ida", da Polônia
Melhor documentário: "Citizenfour"
Melhor edição: "Whiplash - Em Busca da Perfeição"
Melhor fotografia: "Birdman"
Melhor direção de arte: "O Grande Hotel Budapeste"
Melhores efeitos visuais: "Interestelar"
Melhor edição de som: "Sniper Americano"
Melhor mixagem de som: "Whiplash - Em Busca da Perfeição"
Melhor figurino: "O Grande Hotel Budapeste"
Melhor cabelo e maquiagem: "O Grande Hotel Budapeste"
Melhor trilha sonora original: "O Grande Hotel Budapeste"
Melhor canção original: "Glory", do filme "Selma"
Melhor curta-metragem: "The Phone Call"
Melhor curta-metragem de animação: "O Banquete"
Melhor curta-metragem de documentário: "Crisis Hotline: Veterans Press 1"

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Publicado em 21/02/2015 às 10h00

Vídeo: Veja a Agenda Cultural do Hora News, na Record News, desta sexta-feira, dia 20/02/2015

agenda cultural2 Vídeo: Veja a Agenda Cultural do Hora News, na Record News, desta sexta feira, dia 20/02/2015

Lidiane Shayuri e Miguel Arcanjo Prado, na Agenda Cultural da Record News - Foto: Divulgação

O colunista de Cultura Miguel Arcanjo Prado dá as melhores dicas para o seu fim de semana na Agenda Cultural da Record News. Veja o vídeo:

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Publicado em 20/02/2015 às 03h03

Museus famosos proíbem pau de selfie

pau de selfie Museus famosos proíbem pau de selfie

Turistas seguram o pau de selfie: museus proibiram acessório - Foto: Thinkstock

Da EFE

O Stedelijk Museum de arte contemporânea e o Hermitage Amsterdam se uniram a outros museus do mundo que decidiram proibir a entrada do "pau de selfie" em suas instalações para preservar a segurança das obras expostas.

Entre os que adotaram a medida, assim como ambos da capital holandesa está o Museu de Arte Moderna (Moma) de Nova York, que proibiu o acessório em suas salas, segundo a rede holandesa NOS e o portal DutchNews.

"A equipe do museu manifestou sua preocupação que o pau de selfie possa danificar as obras de arte e outros objetos valiosos", relatou a NOS. Um porta-voz do museu Hermitage Amsterdam afirmou que os visitantes são proibidos de entrar com guarda-chuvas, e "um pau-selfie tem tamanho similar".

A proibição, no entanto, não se aplica ao Rijksmuseum, cujos responsáveis garantem que "não tiveram problemas", segundo a DutchNews.

A arena de eventos Ziggo Dome, em Amsterdã, também vetou o acesso com o utensílio. "Pode ter se tornado popular mostrar às pessoas onde você está, mas achamos que as pessoas deveriam aproveitar o momento", disseram representantes do local, que afirmaram que "se o pau de selfie impede que outros aproveitem o show, então estraga o ambiente".

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Publicado em 19/02/2015 às 19h11

Jean Garfunkel mistura matizes do Brasil em disco

JeanGarfunkel ft2 x cred.fotograficoSergioCaddah Jean Garfunkel mistura matizes do Brasil em disco

Jean Garfunkel faz show sexta (20) no Sesc Belenzinho - Foto: Sergio Caddah

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

"A saudade é um trem que passa e que deixa na fumaça o seu rastro pelo ar". Este é um verso da nostálgica Estrela Extinta, que abre o disco 13 Pares e um Fado Solitário, de Jean Garfunkel.

O músico completa 30 anos de carreira ao lado do público, em show nesta sexta (20), no Teatro do Sesc Belenzinho, em São Paulo.

No embalo das 14 canções de seu álbum, o músico transita pelos parceiros que o acompanharam na carreira coroada com músicas gravadas por nomes como Elis Regina e Zizi Possi.

Nomes de peso

Uma participação de peso no disco é a do multi-instrumentista Arismar do Espírito Santo, um dos mais talentosos da safra atual da MPB, que toca todos os instrumentos em Sonhando Acordado, um samba alegre como uma manhã de sábado após uma noite de sonho bom.

O samba político dá suas caras em É as Conta que Manda em Nóis, parceria com Pasquale Nigro — um verdadeiro grito de revolta contra o sistema capitalista que só nos apresenta o saldo devedor.

Em Tiê, quarta faixa do disco feita na parceria com Lula Barbosa, um excesso de brasilidade se impõe, num ritmo de terra farta, mar e céu majestosos tais quais abundam na obra de Jorge Amado.

Já em Valsa Paulistana, feita em parceria com o maestro Júlio Medaglia, verdadeiro padrinho da MPB, se destacam os violões pesarosos de Alessandro Penezzi e um certo ar quatrocentão.

Matizes do Brasil

Com seu disco, que ainda inclui a bem sucedida parceria com Theo de Barros em Amiúde, Jean Garfunkel revela as matizes do Brasil, em uma obra delicada e ao mesmo tempo pungente.

Como ele mesmo canta em Peixe Dourado, segunda faixa do disco, "uma canção é uma história bem contada".

Pelo jeito, Jean Garfunkel sabe fazer isso muito bem.

Jean Garfunkel lança o disco 13 Pares e um Fado Solitário
Quando: 20/2/2015 (sexta), 21h
Onde: Teatro do Sesc Belenzinho (r. Padre Adelino, 1.000, metrô Belém, tel. 2076-9700).
Quanto: R$ 25 (inteira), R$ 12,50 (meia); comerciários e dependentes pagam R$ 7,50
Classificação etária: 12 anos

JeanGarfunkel b ft1 x cred.fotograficoSergioCaddah Jean Garfunkel mistura matizes do Brasil em disco

Jean Garfunkel: 13 Pares e um Fado Solitário - Foto: Sergio Caddah

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Perfil

Miguel Arcanjo Prado é editor de Cultura do R7, onde está desde o começo do portal, em 2009. É jornalista formado pela UFMG e pós-graduado em Mídia, Informação e Cultura pela ECA-USP. É crítico membro da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes). Nasceu em Belo Horizonte e mora em São Paulo desde 2007, quando ingressou no Curso Abril de Jornalismo. Ainda em Minas, estreou como cronista do semanário O Pasquim 21, passando por TV UFMG e TV Globo Minas. Na capital paulista, foi repórter da Contigo!, da Ilustrada na Folha Online e do Agora São Paulo, no Grupo Folha. Edita e apresenta a Agenda Cultural da TV Record News.

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