Publicado em 18/05/2015 às 03h04

Explosão embaixo de viaduto no Bixiga mobiliza os corpos em Blow Up (Vol.2)

Lado A. Crédito Mariana Sucupira Explosão embaixo de viaduto no Bixiga mobiliza os corpos em Blow Up (Vol.2)

Foto da performance Lado A - Foto: Mariana Sucupira/Divulgação

Do R7

O que acontece com as coisas após uma explosão? Essa é a pergunta que mobiliza o Núcleo Cinematográfico de Dança em Blow Up (Vol.2), espetáculo performance que se divide em duas partes, Lado A e Lado B, que agita a cidade de São Paulo nas próximas semanas.

Lado A (Você não Pode Construir Uma Árvore de Volta a partir de Fumaça e Cinzas) ocupa o Terreyro Coreográfico, embaixo do viaduto Júlio de Mesquita Neto, no tradicional bairro do Bixiga, de 21 a 24 de maio. Segundo Mariana Sucupira, uma das diretoras do espetáculo, Lado A é uma decomposição progressiva de uma explosão.

— Uma metamorfose contínua, que consiste em abrir os movimentos e as imagens. É uma tentativa de adentrar o silêncio e habitá-lo, mas tudo fica ruidoso, quase insuportável.

Lado B (Tudo é Desastre) conta com o sexteto de bailarinas dirigido por Mariana e Maristela Estrela mais artistas convidados da companhia Les Commediens Tropicales, que propuseram ações que foram incorporadas ao espetáculo. Maristela  fala sobre o roteiro complementar, que ocupa o Cine Art-Palácio, uma das salas da Cinelândia, na avenida São João, de 28 a 31 de maio.

— Essa grande inflamação agita violentamente nossos corpos, perturbando com entrechoques de energia e com agradável humor essa nossa carne. O que sobra da explosão é nada.

Interessante, não? E tudo gratuito! O Núcleo Cinematográfico de Dança usa diferentes técnicas e ferramentas para construção coreográfica e dramatúrgica. A organização, ou seja, a disposição de tudo foi proposta pela companhia em colaboração com cenógrafo e arquiteto Luciano Bussab. Há ainda projeção de imagens, com concepção e edição de Mariana Sucupira. Fause Haten assina o figurino cheio de camadas e volumes, onde peças de roupas são reutilizadas em novas funções.

Blow Up (Vol.2): Depois, Após, Seguinte: Bifurcação Imprevisível

Lado A
Quando: 21 a 24 de maio, quinta a sábado, às 21h, domingo, às 20h.
Onde: Terreyro Coreográfico (embaixo do viaduto Júlio de Mesquita Filho, ponto de encontro em frente ao Teatro Oficina, r. Jaceguai, 520, Bela Vista)
Quanto: Grátis (bilheteria abre uma hora antes)
Classificação: 16 anos
Duração: 60 minutos

Lado B
Quando: 28 a 31 de maio, quinta a sábado, 21h, domingo, 20h.
Onde: Cine Art-Palácio (av. São João,419, centro)
Quanto: Grátis
Classificação: 16 anos
Duração: 60 minutos

Lado B. Crédito Mariana Sucupira Explosão embaixo de viaduto no Bixiga mobiliza os corpos em Blow Up (Vol.2)

Lado B - Foto: Mariana Sucupira/Divulgação

 

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Publicado em 17/05/2015 às 03h04

Equilíbrio em branco e preto

Flieg 03 Equilíbrio em branco e preto

Usina hidrelétrica Cachoeira do Alecrim, Companhia Brasileira de Alumínio, vale do rio Juquiá - SP, 1975 (Foto: Divulgação/MAC)

Por DAIA OLIVER*
Especial para o R7 Cultura

A dualidade está em tudo que pensamos, sentimos e vemos. Balancear os extremos nos faz chegar, obrigatoriamente, ao meio. Isso é, ao caminho onde se quer chegar. Na fotografia também é assim, quando usamos o brilho e o contraste (obturador e diafragma) para lapidar a imagem de um retrato. Mesmo se a foto não sair como foi idealizada.

O resultado traz indicações do que deve fazer, mais brilho, menos contraste, para chegar o mais próximo a percepção dos olhos do fotógrafo e o que ele quer passar com a imagem. Perfeição? É uma questão do que se quer mostrar. O degradê que forma os tons entre branco e preto são responsáveis por transmitir sensações, dão a ambientação, a plasticidade do retrato.

No mês de junho termina a mostra do fotógrafo imigrante alemão, de origem judaica, Hans Gunter Flieg, no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC USP), no Ibirapuera.

A exposição fotográfica faz uma retrospectiva a história da fotografia moderna no Brasil em segmentos pouco estudados, como é o caso da produção voltada à indústria, à arquitetura, ao design e à publicidade. Ao longo de quatro décadas, Flieg registrou o desenvolvimento industrial brasileiro.

Flieg 06 Equilíbrio em branco e preto

Livro
Tema: Preto e Branco
Autor: Flávio Damm
Editora: Editora Photos

Filme
Título: O Sal da Terra
Ano: 2014
País: Brasil, França e Itália
Direção: Juliano Ribeiro Salgado e Win Wnders
Direção de fotografia: Juliano Ribeiro Salgado e Win Wenders

Exposição
Fotógrafo: Hans Gunter Flieg
Tema: Indústria, design, publicidade, arquitetura e artes de Hans Gunter Flieg
Onde: MAC – Museu de Arte Contemporânea Ibirapuera
Onde: Av. Pedro Álvares Cabral, 1301
Quando: Até 14 de junho (final da temporada)
Horário: Terça das 10h às 21h, de quarta a domingo 10h às 18h
Preço: Gratuito

Flieg 101 Equilíbrio em branco e preto

Torre da Willys-Overland do Brasil, São Bernardo do Campo, São Paulo, 1954 (Foto: Divulgação/MAC)

*DAIA OLIVER é fotojornalista do R7.

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Publicado em 16/05/2015 às 03h04

Lugar de lixo é na Oca: exposição provoca reflexão sobre o descarte de resíduos

7 Day Of Garbage Moran 0171 1 Lugar de lixo é na Oca: exposição provoca reflexão sobre o descarte de resíduos

Começa neste sábado (16), a exposição Reverta, na Oca, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, a partir das 9h. A mostra busca provocar reflexões sobre a produção, o uso e o descarte do lixo no Brasil.

Aliando ciência, arte e interatividade, a exposição quer impactar o público com obras que visam despertar uma nova percepção em relação ao lixo. Aquilo que é jogado fora precisa ser encarado como resído (e ser tratado!), pois disso depende a preservação ambiental, mas também inclusão social e renda.

De acordo com Mário Domingos, curador científico da Reverta e do Instituto Abramundo, o destino que se dá ao resíduo é muito importante e deve ser foco de políticas públicas, uma vez que a destinação inadequada pode causar danos ao meio ambiente e até mesmo às pessoas.

— Além de preservar o meio ambiente, a reciclagem é, muitas vezes, a única fonte de renda de várias famílias. Segundo o Compromisso Empresarial para Reciclagem (CEMPRE), em 2012, a coleta, a triagem e o processamento dos materiais em indústrias recicladoras geraram um faturamento de R$ 10 bilhões no Brasil.

Alguns artistas plásticos, designers, cineastas e cartunistas fizeram obras especialmente para a exposição; outros vão expor releituras de suas obras ou trabalhos bastante conhecidos. O percurso artístico contará com: Alessandra Colasanti, André Dahmer, Andrei Thomaz, Augusto de Campos, Brigida Baltar, Esmir Filho, Gisela Motta e Leandro Lima, Gregg Segal, Guto Lacaz, Héctor Zamora, Jac Leirner, Lenora de Barros, Loud Noises, Lucia Koch, Marcos Prado, Mariana Manhães, Marilá Dardot, Maurício de Sousa e Opavivará.

Durante a exposição, os visitantes poderão acessar uma série de interativos e games, com a possibilidade de jogá-los pelo site da própria mostra (www.reverta.com.br). O espaço estará aberto à visitação de grupos escolares, que poderão realizar o agendamento diretamente com a Diverte Cultural (http://www.divertecultural.com.br).

Exposição Reverta
Quando: 16 de maio até 5 de julho. De terça a domingo, das 9h às 17h
Onde: Oca – Parque Ibirapuera (av. Pedro Alvares Cabral, Vila Mariana, São Paulo)
Quanto: Entrada gratuita

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Publicado em 15/05/2015 às 03h04

Caribe ganha memorial para preservar lembranças da escravidão

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Da EFE

A busca pela memória da escravidão no Caribe e no mundo todo é o desafio que o Memorial ACTe, um monumental espaço construído na ilha caribenha de Guadalupe, resolveu assumir. Ocupando um vasto terreno de 7.800 metros quadrados no porto de Pointe-à-Pitre, na antiga sede de uma histórica fábrica de açúcar, o local é a maior instalação do mundo dedicada à escravidão, de acordo com o presidente da região de Guadalupe e ex-ministro de Ultramar francês, Victorin Lurel.

O Memorial ACTe, um imenso edifício de pedra preta coberta por uma camada de raízes prateadas, abrirá suas portas em 7 de julho, mas no último 10 de maio, dia em que a França lembra a abolição da escravidão, foi inaugurado pelo presidente francês, François Hollande. O Centro de Expressão Caribenha e de Memória do Tráfico e da Escravidão (Caribbean Centre of Expression and Memory of Slavery & the Slave Trade) "não é um museu", mas inclui em seu interior um espaço de exposição, um centro de pesquisas, outro genealógico, um de atividades, um memorial e uma Praça da Comemoração, resumiu Lurel em entrevista à Agência Efe.

A coleção conta, por enquanto, entre suas peças mais notáveis, com um documento de Bartolomé de las Casas, graças a um livreiro de Barcelona. Segundo Lurel, o manuscrito será digitalizado para oferecer acesso livre, com o objetivo de reconstruir "uma memória tranquila, de concórdia, entre quem teve o chicote e quem sofreu com ele". Ele lembra que o memorial aborda a escravidão desde a antiguidade, e ressalta que ela existe hoje em dia na forma de "tráfico de mulheres, no trabalho forçado e infantil ou nas redes mafiosas da imigração".

O prédio foi concebido por quatro arquitetos da região, ganhadores de um concurso internacional com 30 candidatos. O antropólogo Thierry L'Etang é o chefe deste projeto cultural e científico, ao quak se soma uma passarela, obra de Marc Mimram, que une o monumento com um jardim panorâmico pensado como um espaço de reflexão à maneira dos jardins filosóficos. "Refletimos durante dois meses para extirpar a medula e tentar ir ao essencial", comentou à Efe Pascal Berthelot, porta-voz dos arquitetos, que se inspiraram nas raízes da "figueira maldita", árvore típica das Antilhas. "O que queremos representar com este muro preto, esta caixa-preta e esta rede de prata é que o conhecimento do passado nos fez forte, e como compartilhar a informação e difundi-la, nos permite avançar rumo ao futuro", ressaltou.

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A questão não é tão simples. Alguns observadores, como o pintor Bruno Pedurand - um dos grandes artistas contemporâneos da ilha, com obras na exposição permanente -, consideram que a explosão de críticas surgidas sobre o memorial em alguns círculos locais se deve à ferida mal cicatrizada da escravidão. Um dos pontos mais criticados é o orçamento de 83 milhões de euros (R$ 281.247.602) dedicados a sua construção. Contudo, para Pedurand, o que às vezes é insuportável é a ruptura da amnésia em que se vivia.

O jornal "Le Monde" lembra que o pedido inicial de um memorial veio do Comitê Internacional dos Povos Negros (CIPN), para lembrar a vergonha e o sofrimento dos ancestrais. Com esta proposta, mas olhando para o futuro de maneira didática e ativa, as autoridades locais calculam que o esforço será rentável em curto prazo, mas será sem dúvida deficitário durante os primeiros cinco anos, embora esperem receber cerca de 150 mil visitantes em 2015 e 300 mil em 2018.

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Publicado em 14/05/2015 às 03h04

Não sou “hipster”, sou “muppie”

ThinkstockPhotos 155558757 Não sou hipster, sou muppie

Da EFE

Após a passagem dos "hipsters", que voltaram com a moda dos óculos de aros evidentes, o estilo "vintage" e a defesa do meio ambiente, chegam os "muppies", uma nova geração de nativos digitais que podem fazer mil coisas ao mesmo tempo enquanto tentam levar uma vida saudável.

"Muppie", termo inventado da fusão de "milenar" e "yuppie" pela escritora americana Michelle Miller em seu livro The Underwriting, engloba uma série de jovens entre 25 e 35 anos que se esforçam para conseguir êxito na vida profissional, mais por satisfação pessoal do que por uma boa remuneração.

"Esta nova geração, que tem entre 22 e 35 anos, passa uma hora por dia mergulhada na internet, 30 minutos realizando compras online e 40 minutos confeccionado o menu do dia seguinte", escreveu Miller. Trabalham no que gostam, são solidários e viciados em redes sociais, mas sua verdadeira droga é o esporte e a ingestão de alimentos saudáveis. Não concebem a realidade sem tecnologia, cresceram com o CD, o MP3 e o MP4 e o PlayStation, vivem colados no "smartphone" e para eles o Twitter é a principal fonte de informação.

Esse grupo conta com uma boa formação, geralmente com estudos superiores, dominam dois idiomas, às vezes três, estudaram no exterior e se ocuparam de engrossar o currículo com cursos específicos e mestrados. Algumas vezes remunerados e outras não, presumem de uma longa experiência profissional na qual puderam ser desde estilistas até "DJs", passando por blogueiros, modelos por um dia e organizadores de eventos.

Após essa experiência, abrem sua própria empresa, projeto com o qual tantas vezes sonharam e, que hoje em dia, mais do que dar lucro, os diverte e faz se sentirem bem. Para um "muppie", o dinheiro não é o mais importante, preferem desfrutar das pequenas coisas do dia a dia e se dar ao luxo de ter alguns caprichos. A vida social destas pessoas se movimenta no Instagram e no Facebook.

Amam viajar, conhecer novas culturas e desfrutar da gastronomia, vivências que em apenas alguns segundos compartilham nas redes. O objetivo é simples: conseguir o maior número de seguidores. Recorrem a ioga e "corrida" para se desligar do trabalho. A fotografia, o cinema, a literatura, o artesanato, fazer ponto e cozinhar são alguns de seus programas preferidos. Entre suas prioridades estão a saúde e o bem-estar.

Adoram os produtos ecológicos, os sucos de frutas, verduras e alimentos saudáveis como o brócolis, os frutos vermelhos e as nozes. Preferem o pão artesanal e, certamente, doces ecológicos e de baixa calorias, ricos em soja, aveia ou cevada maltada. São responsáveis com a natureza e têm consciência sobre a importância de preservar o meio ambiente, tanto que entre seus hábitos se encontra a reciclagem.

Quanto a sua estética, os "muppies" se vestem com roupa de marca, mas sem seguir tendências, impõem seu estilo informal, usam jaquetas e são "admiradores" das calças jeans de última geração. Bolsas e sapatos, junto com os acessórios para personalizar o tablet e o telefone celular, são seus complementos favoritos. Não olham para o futuro, preferem viver o dia a dia, sem grandes planos, e desfrutar das boas coisas que a vida proporciona.

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Publicado em 13/05/2015 às 03h04

Show promete vídeo exclusivo da eterna Pimentinha

foto elis regina arquivo 2  Show promete vídeo exclusivo da eterna Pimentinha

Do R7

O Anhembi, em São Paulo, se prepara para receber uma grande homenagem à eterna Pimentinha nos dias 23 e 24 de maio. O show Elis 70 Anos terá um formato especial com shows, exposição de fotos e vídeo.

Luís Carlos Miele e João Marcello Bôscoli, um dos filhos da cantora, contarão histórias de Elis, enquanto chamam compositores que ela gravou para subirem ao palco.

Já estão confirmadas as participações de Gilberto Gil, Renato Teixeira e João Bosco. A banda base será o trio Cuca Teixeira, Silvio Mazzuca e Tiago Costa.

Um vídeo exclusivo será exibido na ocasião. O material faz parte de um documentário que será lançado no segundo semestre deste ano, tem cerca de 1 hora de duração e é dividido em três partes: colagem de suas apresentações nas TVs europeias a partir de 1968, quando esteve no Festival de Cannes, trechos de entrevistas nas quais ela comenta assuntos que são atuais até hoje e depoimentos dos compositores que fizeram parte de sua trajetória.

O vídeo é dirigido por Allen Guimarães e Edinardo Lucas e será exibido antes do show no hall do teatro e durante o intervalo.

Elis 70 Anos
Quando: 23 e 24 de maio, abertura às 19h com shows às 21h e 20h, respectivamente.
Onde: Grande auditório Celso Furtado, Anhembi (r. Olavo Fontoura, 1209, Santana, www.ticket360.com.br)
Quanto: R$ 250 a R$ 600.
Classificação: 16 anos

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Publicado em 12/05/2015 às 03h04

Livro retrata o lado humano do Rio Amazonas

A3A3219r Livro retrata o lado humano do Rio Amazonas

Do R7

Pessoas do mundo inteiro viajam ao Norte do Brasil para se maravilhar com a imensidão do Rio Amazonas. O desafio do autor Marcelo Leite, engenheiro formado pela Poli e motociclista há 30 anos, era mostrar a face humana na geografia exuberante.

O livro Raízes do Rio Amazonas (Editora Gente) relata a incrível jornada do autor junto com sua equipe em busca da nascente do rio, desbravando a maior bacia hidrográfica do mundo.

Todo o percurso foi feito de motocicleta e barco, durou cerca de 60 dias, iniciando da costa atlântica até os 5.200 metros de altura do Nevado Mismi, no Peru.

O livro traz retratos, cenas cotidianas de pessoas que vivem de formas diferentes das nossas, culturas que têm muito a nos ensinar e histórias de quem tem a vida pautada pela natureza.

Marcelo Leite já tinha vivido desafio parecido em 2011, quando embarcou na Expedição 5 Continentes, que resultou no livro Estrada para os Sonhos (Editora Gente).

— Conseguimos reunir muitos registros da vida da região. São retratos de um mundo diferente, da água salobra da praia da Romana às águas geladas nas alturas andinas. Da mata fechada às areias dos altiplanos peruanos. Dos cosmopolitas manauaras às famílias ribeirinhas do Alto Solimões. Das comunidades Saterês-Mawê aos Boras, sem esquecer os Kokamas e os Tikunas. Um lugar mais surpreendente que o outro. Um mais lindo que o outro.

O coquetel de lançamento será no dia 27 de maio, às 19h, na Livraria da Vila, r. Fradique Coutinho, 915, em São Paulo.

 

MG 6405r Livro retrata o lado humano do Rio Amazonas

 

A3A4254r Livro retrata o lado humano do Rio Amazonas

 

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Publicado em 11/05/2015 às 03h04

Milionário chinês adquire obra de Picasso por US$ 29,9 milhões

picasso femme chignon Milionário chinês adquire obra de Picasso por US$ 29,9 milhões

Da EFE

O empresário Wang Zhongjun, um dos homens mais ricos da China e presidente do estúdio cinematográfico Huayi Brothers, adquiriu uma obra de Picasso por US$ 29,9 milhões, informou na última sexta-feira (8) o jornal oficial Diário do Povo.

Wang comprou o quadro "Femme au chignon dans un fauteuil" (1948), um retrato de Françoise Gilot, a amante do célebre pintor espanhol, leiloado na terça-feira (5) em Nova York pela Sotheby's, junto a outras obras-primas da arte em um pregão dedicado ao Impressionismo e à Arte Moderna.

O retrato pertencia à coleção da família Goldwyn, adquirida em 1956 pelo lendário produtor de Hollywood Samuel Goldwyn.

"Fiquei apaixonado pelo quadro e por sua história. A família Goldwyn é lendária em nossa indústria e neste quadro não só vejo o gênio Pablo Picasso, mas também a visão criativa de Samuel", afirmou o empresário chinês ao jornal.

Apesar dos Goldwyn serem mais conhecidos por seu extraordinário legado à indústria hollywoodiana, Samuel Goldwyn e o filho eram apaixonados colecionadores que adquiriram importantes obras de arte ao longo de 50 anos.

"Foi um privilégio apresentar a grandes colecionadores como Wang Zhongjun a coleção de obras da família Goldwyn", explicou Simon Shaw, cofundador do departamento de Impressionismo e Arte da casa de leilões nova-iorquina, de acordo com o jornal oficial.

"Nos últimos anos aumentou o número de colecionadores asiáticos", explicou Patty Wong, presidente da Sotheby's na Ásia. Em novembro do ano passado, Wang comprou o quadro "Nature Morte Vase aux Marguerites et Coquelicots", do artista holandês Vicent Van Gogh, por US$ 62 milhões. Outro milionário chinês e atualmente o homem mais rico do país, Wang Jianlin, dono do Dalian Wanda Group, adquiriu recentemente uma importante obra de Picasso por US$ 22 milhões.

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Publicado em 10/05/2015 às 03h04

Cem anos de Orson Welles em dez pontos

orson welles Cem anos de Orson Welles em dez pontos

Orson Welles teria completado cem anos neste mês de maio - Foto: Divulgação

Da EFE

Orson Welles, uma das figuras mais decisivas na história do cinema, que deixou lembranças indeléveis como diretor, ator e roteirista, completaria 100 anos na última quarta-feira (6). A Agência EFE listou dez pontos para entender a genialidade de Welles.

1. INÍCIOS NO TEATRO

Jovem prodígio e órfão desde criança, se apaixonou cedo pelo teatro e encontrou espaço na cena nova-iorquina graças ao programa governamental Federal Theatre Project, com o qual produziu adaptações de Macbeth - com um elenco completamente negro - e The Cradle Will Rock. Pouco depois e, após ser recomendado, entre outros, pelo romancista e dramaturgo Thornton Wilder, formou em 1937 a companhia do teatro Mercury junto com John Houseman. Sua primeira obra foi Julius Caesar, adaptada aos tempos modernos com uma alegoria sobre o fascismo.

2. A GUERRA DOS MUNDOS

A paranoia radiofônica criada em 1938 por Welles inspirada no romance de H.G. Wells. foi uma célebre produção da emissora CBS que provocou histeria na sociedade americana. Foram 60 minutos que recriaram a chegada de marcianos a Nova Jersey e a destruição de bairros inteiros com raios mortíferos. Na realidade, se tratava de uma piada na véspera do Halloween que deixou os ouvintes enlouquecidos.

3. OS ESTÚDIOS RKO

A brilhante travessura de A Guerra dos Mundos abriu as portas da Meca do cinema, e os estúdios RKO, uma das companhias clássicas da era dourada de Hollywood, assinaram seu primeiro contrato - e com um privilégio, controle artístico absoluto: com 26 anos interpretaria, dirigiria, escreveria e produziria seu próximo projeto. Essa confiança se tornou Cidadão Kane, um fracasso comercial que fez a empresa perder US$ 150 mil (uma fortuna na época). Por isso, nunca recuperou a confiança dos grandes estúdios.

4. CIDADÃO KANE

A estreia do artista (1941) é considerada um dos melhores filmes da história, candidato a nove prêmios Oscar, inclusive de melhor filme, melhor ator e melhor diretor (ambos para Welles). Ganhou o de melhor roteiro original, reconhecimento dividido pelo cineasta com Herman J. Mankiewicz. O filme conta a vida do magnata da imprensa Charles Foster Kane, uma figura fictícia baseada na vida de William Randolph Hearst.

5. ROSEBUD

É o último suspiro de Kane antes de morrer em uma sequência lendária que faz parte dos anais do cinema. É a palavra escrita no trenó em que o protagonista brincava quando criança na neve, e a cena, que continua a ser um grande mistério para muitos, ilustra a infância perdida do personagem milionário.

6. SHAKESPEARE

Sua grande paixão. Macbeth foi rodado em menos de um mês em 1948 dentro de um estúdio, enquanto a filmagem de Othello durou de 1949 a 1952 por problemas de financiamento, que o obrigaram a aceitar diferentes trabalhos para reunir o dinheiro necessário para finalizar o projeto. Apesar das várias críticas, conquistou a Palma de Ouro do Festival de Cannes. Falstaff - O Toque da Meia Noite (1965) foi rodado em 1965 na Espanha com um orçamento ínfimo que o obrigou a fazer uma só tomada de cada cena.

7. CASAMENTO COM RITA HAYWORTH

Welles se casou três vezes e teve um filho com cada mulher. Sua primeira esposa foi Virgínia Nicholson, de 1934 até 1940. Três anos mais tarde se casou com a diva Rita Hayworth. Eles se divorciaram em 1948. Filmaram juntos A Dama de Xangai (1947). Em 1955 se casou com Paula Mori, união que durou até sua morte, apesar de não o ter impedido de manter um relacionamento de 19 anos com a atriz croata Oja Kodar.

8. A MARCA DA MALDADE

Possivelmente, uma das cenas mais analisadas e estudadas de sua filmografia é o plano sequência de mais de três minutos que abre o filme. Sem dúvida, um dos exemplos do virtuosismo e de sincronização de Welles com a câmera, com mudanças constantes do enquadramento, trocando planos e jogando com a amplitude do espaço.

9. AMOR PELA ESPANHA

As cinzas de Welles, fã da Espanha, especialmente da região de Andaluzia e de touradas, repousam em Ronda (Málaga), no sítio de propriedade do ex-matador de touros Antonio Ordóñez, depositadas ali pelo expresso desejo do cineasta em seu testamento.

10. RECONHECIMENTOS

John Huston apresentou o Oscar honorário a Welles em 1971 e o artista, que não esteve presente na cerimônia, o aceitou com um vídeo onde disse: "É mais divertido olhar adiante do que para o passado. 30 anos de carreira dão para muito, mas não posso esquecer que passei esse tempo sozinho". Em 1975 recebeu a homenagem do Instituto do Cinema Americano (1975) e voltou a emocionar: "Esta honra só posso aceitar em nome de todos os inconformistas. Podem ser livres, mas não se consideram únicos nem se veem como os melhores".

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Publicado em 09/05/2015 às 03h03

Despretensão e elegância da mulher francesa são temas de mostra fotográfica

a parisiense Despretensão e elegância da mulher francesa são temas de mostra fotográfica

Exposição "A Parisiense" - Foto: Sylvia Galmot/Divulgação

Da EFE

Sempre na moda e aproveitando a vida em uma combinação perfeita de elegância e naturalidade, a ideia da parisiense impertinente e ao mesmo tempo refinada ficou gravada no imaginário coletivo. Mas o que há de real nela? A Galeria ArtCube de Paris inaugurou a exposição "A parisiense", que tenta identificar pela fotografia a ideia de como são as mulheres da cidade e o "savoir faire" que as caracteriza.

Muitos são os que as colocaram diante de suas objetivas, vestidas ou nuas, posando ou flagradas. De Cartier Bresson a Willy Ronnis, todos mostraram fascinação em desentranhar a essência — ou o segredo — das parisienses. Nesta mostra, os fotógrafos Patrick Chelli, Sylvia Galmot e Daniel Waks mostram sua particular visão deste clichê, apresentando uma mulher moderna que fuma, bebe e se move com graça entre o mundo da moda e a cultura.

"A mulher parisiense não é como a de outras cidades que corre pela rua com um café do Starbucks, ela prefere aproveitar seu tempo, sentar em um terraço e fumar um cigarro tranquilamente", contou à Agência EFE Jonathan Gervoson, curador da exposição. Segundo Gervoson, um dos melhores lugares para encontrar as parisienses em estado puro é Sant Germain dês Prés, um dos bairros mais típicos de Paris, na margem esquerda do Sena, e onde está localizada a galeria.

Assim como as americanas "comem hambúrgueres, a parisiense come baguetes com queijo", um tópico talvez um tanto fácil que se reflete em algumas das imagens expostas. A maioria de imagens são posadas, com mulheres belas e bem vestidas em pontos icônicos da capital, embora também haja algumas pérolas, imagens roubadas de mulheres lendo nas bordas do Sena ou esperando o metrô: as verdadeiras parisienses.

Em Paris, as mulheres não só usam saltos e se vestem com a alta costura, uma volta pela rua é suficiente para ver que calças jeans e as jaquetas estão na ordem do dia, sem que isso tire delas um milímetro de refinamento nem a individualidade. Como escreveu o jornalista Jean-Louis Bory, "a parisiense é um animal lendário. Como o unicórnio. Sem que ninguém a tenha visto nunca, todos a conhecem".

As revistas, o cinema e a literatura deram asas a um clichê surgido no século XIX, quando as parisienses já despertavam fascinação entre suas vizinhas. Os irmãos Goncourt as definiam assim em seu "Renée Mauperin": "Elas tinham tudo o que caracteriza a parisiense, sem serem belas, encontravam uma maneira de serem quase bonitas com um sorriso, um olhar, detalhes, aparências e lampejos de humor".

Ser parisiense não é tanto uma forma de se vestir quanto uma maneira de se comportar, uma forma de ser que representa uma mulher forte e segura de si mesma, com uma elegância natural que não abstrai de impertinência nem inteligência. Apesar das imagens desta exposição estarem muito marcadas pelos tópicos clássicos, Chelli, Galmot e Waks conseguiram representar o paradigma da mulher com uma rica personalidade. Bela, divertida, sensual e suave, mas, sobretudo, em perfeita simbiose com as ruas de uma cidade que respira modernidade e história em medidas iguais.

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Perfil

Miguel Arcanjo Prado é editor de Cultura do R7, onde está desde o começo do portal, em 2009. É jornalista formado pela UFMG e pós-graduado em Mídia, Informação e Cultura pela ECA-USP. É crítico membro da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes). Nasceu em Belo Horizonte e mora em São Paulo desde 2007, quando ingressou no Curso Abril de Jornalismo. Ainda em Minas, estreou como cronista do semanário O Pasquim 21, passando por TV UFMG e TV Globo Minas. Na capital paulista, foi repórter da Contigo!, da Ilustrada na Folha Online e do Agora São Paulo, no Grupo Folha. Edita e apresenta a Agenda Cultural da TV Record News.

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