Publicado em 19/10/2014 às 03h07

Roberto Almeida: Você vai ficar dentro da bolha?

computadorThinkstock Roberto Almeida: Você vai ficar dentro da bolha?

"Em um universo cada vez mais digital, recusar a diferença não seria uma forma de aceitar nossa própria alienação?" - Foto: Thikstock

Por ROBERTO ALMEIDA*
Especial para o R7

Se os meus amigos de Facebook resolvessem as eleições sozinhos, hoje, Dilma Rousseff disputaria o segundo turno contra Luciana Genro e ambas estariam em uma luta feroz pelos votos do ambientalista Eduardo Jorge.

Nada mais distante do que decidiram as urnas: os candidatos do PSOL e do PV fizeram jus à pecha de “nanicos” e conseguiram, juntos, pouco mais do que 2% dos votos. Dilma, por sua vez, segue ligeiramente atrás de Aécio no 2º turno, caso estejam corretos os ágeis, onipresentes e incertos institutos de pesquisa.

O descompasso entre o que se passa no País e o que disseram as minhas redes sociais escancarou, para mim, a cara de gueto que a internet pode assumir. Entre likes e compartilhamentos, aceitamos e deletamos amigos ao sabor das afinidades eletivas — e, às vezes, eleitorais.

Nesse jogo, quem pensa diferente recebe de nós um carinhoso “tchau” e, sem perceber, acabamos rodeados por gente que vê o mundo com os mesmos óculos que usamos.

Não é só no campo da política que a internet nos coloca numa bolha. O Facebook, o Google e outras corporações têm uma admirável competência para entender nossos gostos e escolhas.

Quem consulta preços online sabe: basta pesquisar o valor de um apartamento para que chovam na tela, nos minutos seguintes, incontáveis anúncios de empreiteiras e imobiliárias, sem que os tenhamos solicitado.

Robôs computam e rastreiam os nossos cliques, e nessa história, que tem um pouco de cálculo e um pouco de caça, o desfecho é um só: o que resta para o usuário é conteúdo “personalizado”, adaptado às suas supostas preferências, às suas supostas carências, às suas supostas vontades.

É certo que a internet conecta bilhões de pessoas e oferece um reservatório de textos e imagens quase ilimitado. Ao mesmo tempo, no entanto, ela nos permite criar mundos infinitamente pessoais: espaços moldados a nossa imagem e semelhança, dos quais está ausente muito do ruído da rua, do barulho do outro, da força desestabilizadora das ideologias que não são as nossas.

Na bolha que os algoritmos inventam, corremos o risco de ficar um pouco ensimesmados, cada vez mais atados ao nosso próprio umbigo. Individualistas, damos voltas e mais voltas em torno de nós mesmos, fascinados pelo espelho e pelos nossos semelhantes, enquanto o outro, pouco a pouco, vai sendo varrido para debaixo do tapete.

Em um universo cada vez mais digital, recusar a diferença não seria uma forma de aceitar nossa própria alienação?

ROBERTO ALMEIDA Roberto Almeida: Você vai ficar dentro da bolha?
*ROBERTO ALMEIDA é jornalista e mestre em comunicação pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). Ele também é pesquisador da cultura midiática. Colunista convidado, escreve no R7 Cultura todo terceiro domingo do mês. A opinião dos colunistas convidados não reflete, necessariamente, a opinião do R7.

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Publicado em 18/10/2014 às 13h00

Átila Moreno: Hoje Eu Quero Voltar Sozinho é sopro de renovação no cinema brasileiro

hoje eu quero voltar sozinho Átila Moreno: Hoje Eu Quero Voltar Sozinho é sopro de renovação no cinema brasileiro

Hoje Eu Quero Voltar Sozinho representa Brasil na corrida pelo Oscar - Foto: Divulgação

Por ÁTILA MORENO*
Especial para o R7

Ventos de renovação têm passado pelo cinema brasileiro recentemente. O tratamento dado à sexualidade parece ter saído do olho do furacão mais conservador.

Algo já chamava atenção no relacionamento dos dois irmãos em Do Começo ao Fim (Aluizio Abranches, 2009), no romance entre uma arquiteta e uma escritora em Flores Raras (Bruno Barreto, 2012) e no amor entre um recruta do Exército e um dramaturgo em Tatuagem (Hilton Lacerda, 2013).

Diferentemente da grande parte das produções do passado, esses filmes deixaram os gays como personagens centrais das tramas.

Agora, Hoje Eu Quero Voltar Sozinho (Daniel Ribeiro, 2014), indicado como representante brasileiro na corrida pelo Oscar de melhor filme estrangeiro, vai além e derruba barreiras de uma só vez.

Dois adolescentes

O filme conta a história de Leonardo (Guilherme Lobo), um adolescente cego, que está na fase da descoberta da sexualidade e independência.

Com a chegada de Gabriel (Fabio Audi), a amizade desencadeia um dos mais tocantes e sensíveis romances que o nosso cinema já presenciou.

O filme é baseado no curta-metragem Eu Não Quero Voltar Sozinho, que também foi dirigido por Daniel Ribeiro, responsável por outro curta de temática homossexual: Café com Leite.

Eu Não Quero Voltar Sozinho já emocionava com a simples história de um primeiro beijo. Desta vez, o diretor conseguiu trazer uma dimensão maior do relacionamento entre os dois estudantes e dar peso às complexidades da trama.

Simplicidade é acerto

A sexualidade dos personagens e a deficiência física do protagonista foram tratadas com simplicidade e naturalidade ímpares. Aliás, naturalidade parece ter sido um fator essencial na estética do filme.

Fotografia, cenário, interpretação e figurinos caminham por essa linha. Tudo é muito natural em Hoje Eu Quero Voltar Sozinho. Os tipos físicos dos estudantes e as situações reais vividas por eles são bom exemplo disso e fogem do estilo pasteurizado de Malhação, novela juvenil da Globo.

Algumas cenas são puramente desafiadoras. Vale destacar aquela em que Leonardo cheira e dorme abraçado com o casaco de Gabriel, e quando Gabriel vai tomar banho ao lado de Leonardo no banheiro do acampamento.

Os dois momentos em que eles andam juntos de bicicleta trazem para o cinema uma poesia incrível. Sem contar o recado dado no final.

Tudo isso é regado a uma trilha sonora intimista, com There´s So Much Love, da banda escocesa Belle & Sebastian; Modern Love, de David Bowie; Vagalumes Cegos, de Cícero e Beijo Roubado em Segredo, de Tatá Aeroplano e Juliano Polimeno.

Conto de fadas contemporâneo

Por mais que Hoje Eu Quero Voltar Sozinho remeta a um conto de fadas contemporâneo para o cinema gay, ele demarca inúmeros conflitos entre seus personagens, sem torná-los vítimas inertes da sociedade.

E nem sempre foi assim na história do cinema nacional. Antes desses bons ventos soprarem pro lado de cá, o personagem gay sempre foi tratado num ambiente perturbador, estereotipado, marginal e com vários desvios de comportamento. E claro, com desfechos trágicos pra lá de hollywoodianos.

Pelo menos, agora, temos uma produção essencialmente madura e que não tem medo algum de tocar em temas como bullying, preconceito e discriminação no início da adolescência. E o filme é bem mais corajoso quando trata da masturbação e da descoberta da sexualidade entre os dois rapazes.

Hoje Eu Quero Voltar Sozinho revelou o que a TV brasileira não conseguiu ser nos últimos 60 anos e deu um salto enorme na luta para rejuvenescer o legado dos romances gays no cinema nacional.

atila moreno 2 Átila Moreno: Hoje Eu Quero Voltar Sozinho é sopro de renovação no cinema brasileiro

*ÁTILA MORENO é jornalista graduado pelo UNI-BH e tem pós-graduação em Produção e Crítica Cultural pela PUC-Minas. Colunista convidado, escreve no R7 Cultura todo terceiro sábado do mês. A opinião dos colunistas convidados não reflete, necessariamente, a opinião do R7.

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Publicado em 18/10/2014 às 11h20

Disney revela curiosidades de Frozen em livro

frozen Disney revela curiosidades de Frozen em livro

Turminha de Frozen: bastidores estão em livro - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Frozen - Uma Aventura Congelante é uma verdadeira febre entre as crianças. Afinal, a animação de roteiro bem resolvido cativou público no mundo todo, recuperando o prestígio de outrora dos filmes da Disney.

Os pequeninos agora ganham mais uma forma de estar próximos ao personagem. A Disney acaba de lançar pela V&R Editora o livro Frozen - Uma Aventura Congelante: Meu Livro de Curiosidades (R$ 29,90).

Márcia Alves assina o texto editado por Natália Chagas Máximo que conta os bastidores do Reino de Arendelle, onde vivem as princesas Anne e Elsa.

A obra faz parte de uma coleção que também traz curiosidades dos filmes Princesas, O Rei Leão e Carros 2.

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Publicado em 17/10/2014 às 17h38

Crítica: Filme Hipóteses para o Amor e a Verdade é declaração dos Satyros de amor e dor a São Paulo

filme Crítica: Filme Hipóteses para o Amor e a Verdade é declaração dos Satyros de amor e dor a São Paulo

Cena de Hipóteses para o Amor e a Verdade, com Cléo De Páris e Robson Catalunha, no alto de um prédio na praça Roosevelt: como sobreviver a São Paulo? - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Viver em São Paulo dói. E, quando pensávamos que já havíamos passado todos os martírios advindos da falta de amor, eis que a água some da torneira enquanto o calor aumenta em proporção inversa, fazendo com que a umidade seja devorada pela poluição. Viver em São Paulo é um ato heroico de brava resistência diária.

Conseguir manter afeto diante da crueza é tarefa inglória. E é esta cidade ímpar que é descortinada com poesia e sutileza pelo diretor Rodolfo García Vázquez, no filme Hipóteses para o Amor e Verdade, com roteiro de Ivam Cabral. O longa estreou nesta quinta (16) na 38ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo (veja quem foi e saiba como foi).

Cheio de referências, brinca com a mistura de teatro e cinema. E o faz muito bem. Apresenta seus personagens de forma inteligente, sem afobação. O filme tem um tempo dicotômico em relação ao tempo frenético da cidade. Talvez aí more seu grande mérito artístico: ao fazer esta quebra, desconstrói a urgência paulistana que só leva ao isolamento e à solidão.

Os personagens vagam pela cidade e olham diretamente na câmera para fazer confissões - como Woody Allen em seus melhores filmes. Contudo, em vez de sacadas bem-humoradas do nova-iorquino, há a dor exposta dos paulistanos.

O plano sequência na abertura apresenta um ambiente corporativo, medíocre como tantos nos quais os paulistanos estão mergulhados em busca da grana que ergue e destrói coisas belas. O plano é bem executado e lembra alguns filmes de Stanley Kubrick. A direção de fotografia de Laerte Késsimos e Luiz Adriano Daminello é segura e unificadora. Abusa da beleza da musa dos Satyros Cléo De Páris e transforma algumas cenas em pinturas lisérgicas.

Elenco coeso

O elenco está coeso, alguns com mais peso. Paulinho Faria e Luiza Gottschalk acertam na construção do casal "traficante e prostituta". Parecem saídos de uma peça de Plínio Marcos, que nada mais fez do que revelar a realidade do submundo paulistano, tanto quanto o Satyros e seu filme fazem.

No escritório opressor, Tadeu Ibarra conquista a plateia com uma construção minimalista e de refinado humor do colega de trabalho burocrático, que pouco escuta o outro, imerso em suas metas próprias. Gustavo Ferreira, por sua vez, acerta ao desenhar seu personagem com traço leve: um jovem que não suporta mais a cidade e sonha com férias idealizadas em qualquer lugar onde haja calma, paz e afeto. Onde não haja o desprezo diário que vive com os colegas e do chefe petulante criado por Ricardo Pettine.

Phedra D. Córdoba, sem palavras alguma, rouba a cena a cada aparição, sempre ao lado de uma misteriosa Esther Antunes. É intensa e empresta peso de vida à velha mãe abandonada pelos filhos, a quem só a morte espera.

Pietà

Na pele dos filhos, Tiago Leal e Ivam Cabral fazem personagens que lidam com a distância de si próprios. Tiago é bom ator. Gaúcho, convence como um típico paulistano nato, com seu personagem que, para ser bem sucedido no mundo diurno, precisa dos bastidores noturnos. A forte cena na qual ele encontra Nany People, uma radialista transex da cidade, e esta lhe acolhe em seus braços tal qual uma Pietà, diz tudo e causa impacto. Nany, por sua vez, está bem também, em uma construção mais contida do que a Nany que estamos acostumados a ver na TV e, por isso, com muito mais peso dramático.

E o grande drama da história fica no embate entre o personagem de Ivam Cabral, o outro irmão que é um diretor de teatro atormentado por um erro no passado, e a de Cléo De Páris, que guarda um rancor profundo dele e busca consolo momentâneo no vício. Os personagens de ambos vagam pela cidade, como todos os outros, anestesiados, tristes e já sem esperança — estado cristalizado pelo jovem deprimido interpretado convincentemente por Robson Catalunha. O filme ainda tem Fábio Penna, como um ator que precisa expor sua vida em uma obra de teatro, como tantos que habitam a metrópole.

Em Hipóteses para o Amor e a Verdade, os Satyros conseguem transformar seu teatro, universalmente tão paulistano e tecnológico, em um filme que é uma declaração de amor e dor a São Paulo. E a faz com linguagem própria e qualidade artística inquestionável. A turma da praça Roosevelt mostra que, assim como conquistou seu lugar no teatro, veio com tudo para fincar os pés no cinema.

Hipóteses para o Amor e a Verdade
Avaliação: Muito Bom

Funcionário prejudica fim da sessão do filme na Mostra

Saiba como foi a estreia e veja quem apareceu!

gustavo ferreira Crítica: Filme Hipóteses para o Amor e a Verdade é declaração dos Satyros de amor e dor a São Paulo

Gustavo Ferreira, em cena de Hipóteses para o Amor e a Verdade - Foto: Divulgação


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Publicado em 17/10/2014 às 16h00

Funcionário da Mostra prejudica fim do filme Hipóteses para o Amor e Verdade, do Satyros

hipoteses1 Funcionário da Mostra prejudica fim do filme Hipóteses para o Amor e Verdade, do Satyros

Cena do filme Hipóteses sobre o Amor e a Verdade: longa do Satyros Cinema na Mostra - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A sessão de estreia do filme Hipóteses para o Amor a Verdade (leia a crítica), primeira produção de longa-metragem do Satyros Cinema, do grupo teatral Os Satyros, tinha tudo para ser uma noite de emoção fervilhante.  E foi.

O grupo que celebra 25 anos lotou a plateia da sala 4 do Espaço Itaú de Cinema da rua Augusta, em São Paulo, nesta quinta (16), para assistir ao longa dirigido por Rodolfo García Vázquez na Mostra Internacional de Cinema.

Com Cléo De Páris, Ivam Cabral, Nany People, Gustavo Ferreira, Robson Catalunha, Paulinho Faria, Luiza Gottschalk, Tiago Leal, Fábio Penna, Phedra D. Córdoba e Tadeu Ibarra, entre outros, o longa faz um poético retrato sobre a solidão dos moradores de São Paulo, expondo tanto a crueza da cidade quanto seus controversos habitantes.

Veja galeria de fotos de quem foi à estreia do filme dos Satyros

Som foi cortado e luzes se acenderam

Um fator, contudo, prejudicou o lançamento. Assim que a última cena foi ao ar e os créditos finais iriam começar, o funcionário da Mostra responsável pela exibição mandou cortar o som e acendeu a luz de serviço com a plateia ainda mergulhada na emoção da última cena.

Com ar impaciente, o funcionário avisou, diante da telona, com os créditos ainda subindo, que a equipe tinha horário para ir embora. Pouco passava das 23h. O metrô fecha à meia-noite.

Irritado com a intromissão na experiência estética da plateia com o fim do filme, o roteirista e ator Ivam Cabral pediu, "por favor, que se respeitasse o crédito final", que "as pessoas que trabalharam no filme estavam na plateia", que era um filme da cidade que "merecia essa atenção" da Mostra.

Mesmo assim, o funcionário não voltou com o som. Muito pelo contrário, saiu e entrou na sala 4 de forma impaciente, batendo a porta atrás de si, enquanto os nomes continuavam a subir na telona de forma melancólica e silenciosa.

Ao fim, Ivam Cabral compartilhou com a plateia seu desalento. Afirmou ser aquilo "um desrespeito com o cinema brasileiro". Rodolfo García Vázquez ainda respondeu a questões do público sobre a obra de forma rápida. Disse que o filme "tentou trazer elementos do teatro para o cinema". Mais calmo, Ivam Cabral ainda falou que ficou surpreso de ver que a peça Pessoas Perfeitas, que o grupo encena atualmente, é anunciada no filme de forma sutil e natural.

Pedido de desculpas

Presente na sessão, o R7 ficou espantado de ver algo assim justamente na Mostra Internacional de Cinema, que já em sua 38ª edição sempre se destacou por valorizar a produção cinematográfica nacional.

Procurada pela reportagem, a assessoria do evento informou a seguinte frase: "A Mostra pede desculpas pelo ocorrido e informa que já tomou as providências necessárias junto ao mediador do debate da noite".

Leia também a crítica do filme!

Veja galeria de fotos de quem foi à estreia do filme dos Satyros

hipoteses edson degaki1 Funcionário da Mostra prejudica fim do filme Hipóteses para o Amor e Verdade, do Satyros

Público assiste ao filme Hipóteses para o Amor e a Verdade, do Satyros Cinema, na Mostra: créditos finais tiveram o som cortada e a luz acendeu "porque os funcionários tinham horário para irem embora" - Foto: Edson Degaki

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Publicado em 17/10/2014 às 13h14

O Retrato do Bob: Virginia de Medeiros, a mulher

virginia medeiros bob sousa O Retrato do Bob: Virginia de Medeiros, a mulher
Foto BOB SOUSA
Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Virginia de Medeiros é doce. É simples. É mulher. É de verdade. É artista. Multimídia, mistura tudo. E todos. Sob o seu olhar, o femino ganha potência. Além de participar da 31ª Bienal de São Paulo, com a obra contestatória Sergio e Simone, também faz mostra individual na Galeria Nara Roesler (av. Europa, 655, São Paulo), entre 23 de outubro e 23 de novembro de 2014. A curadoria é de Moacir dos Anjos. A artista, baiana de Feira de Santana radicada em São Paulo, apresenta histórias singulares de quem deseja apenas ser gente.

*Bob Sousa é fotógrafo e autor do livro Retratos do Teatro (Editora Unesp).


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Publicado em 16/10/2014 às 16h54

Começa 38ª Mostra Internacional de Cinema de SP

mostra marina person serginho groisman foto mario miranda filho1 Começa 38ª Mostra Internacional de Cinema de SP

Marina Person e Serginho Groisman comandam cerimônia de abertura da 38ª Mostra Internacional de Cinema de SP; veja galeria - Foto: Mario Miranda Filho/Agência Foto

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Sob comando de Marina Person e Serginho Groisman, uma pomposa cerimônia de abertura no Auditório Ibirapuera inaugurou a 38ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. O evento vai até o dia 29 de outubro com 331 filmes na programação em 35 salas da capital paulista.

O espanhol Pedro Almodóvar fez o cartaz, mas não apareceu na festa por compromissos de filmagens de seu próximo longa. Mesmo assim, a turma do cinema brasileiro comemorou a chegada do mais tradicional evento cinematográfico da metrópole.

O primeiro filme foi Relatos Selvagens, do argentino Damian Szifron. Depois da sessão, todos seguiram para a Praça das Artes, no centro, onde uma festa invadiu a madrugada desta quinta (16). Veja quem foi na galeria de fotos!

Conheça a programação da Mostra 2014!

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Publicado em 15/10/2014 às 03h08

#VaivENO: 20 Centavos por Eduardo Enomoto

eduardo enomoto1 #VaivENO: 20 Centavos por Eduardo EnomotoFoto EDUARDO ENOMOTO

Três anos antes dos protestos tomarem as ruas do Brasil, os 20 centavos já faziam muita diferença por ali. Tão pouco e tanto ao mesmo tempo. Qualquer moeda ajuda. Clique.

*Eduardo Enomoto é fotojornalista do R7. Sua coluna, #VaivENO, é publicada toda quarta aqui no blog.

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Publicado em 14/10/2014 às 03h08

Mortos-vivos atormentam público em praça de SP

A Volta dos Mortos Vivos Mortos vivos atormentam público em praça de SP

Cena do clássico do terror A Volta dos Mortos Vivos, de 1985 - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Os filmes de terror dos anos 1980 eram realmente imbatíveis. Um dos clássicos do período, A Volta dos Mortos Vivos será exibido gratuitamente para os paulistanos na próxima quinta (16), às 19h30, na praça Victor Civita, na rua do Sumidouro, 580, em Pinheiros, pelo projeto Cine na Praça.

Além de a entrada ser gratuita, a organização ainda garante pipoca para o público.

Para quem não se lembra, o terror A Volta dos Mortos Vivos, de 1985, conta a história de um gás que faz os mortos do cemitério da cidade ressuscitarem. E eles voltam ao mundo ávido para comer os cérebros dos vivos.

Em tempo: a programação segue toda quinta, 19h30. E o blog adianta os próximos filmes: no dia 23 terá o longa Todo Mundo Quase Morto, de 2004; já no dia 30 será exibido Guerra Mundial Z, de 2013.

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Publicado em 13/10/2014 às 17h33

Eduardo Kobra faz mural com público de shopping

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Eduardo Kobra em frente a um de seus murais: cores na cidade cinza - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Os murais que o artista plástico Eduardo Kobra cria não costumam passar despercebidos aos olhos dos paulistanos. Cheios de cores que ressaltam no cinza da cidade, eles costumam homenagear grandes ícones culturais com retratos estilizados.

O artista acaba de ser convocado para criar um painel comemorativo dos 15 anos do Shopping Pátio Higienópolis, em São Paulo. Os homenageados dessa vez, em vez de ícones pop, são os frequentadores do espaço.

A obra estará exposta no local entre 22 e 31 de outubro e, depois, ficará na fachada do shopping, na avenida Higienópolis. Vai medir 6m x 3,5m.

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Mural de Eduardo Kobra em homenagem a Oscar Niemeyer, na região da avenida Paulista: retratos estilizados - Foto: Divulgação

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Perfil

Miguel Arcanjo Prado é editor de Cultura do R7, onde está desde o começo do portal, em 2009. É jornalista formado pela UFMG e pós-graduado em Mídia, Informação e Cultura pela ECA-USP. É crítico membro da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes). Nasceu em Belo Horizonte e mora em São Paulo desde 2007, quando ingressou no Curso Abril de Jornalismo. Ainda em Minas, estreou como cronista do semanário O Pasquim 21, passando por TV UFMG e TV Globo Minas. Na capital paulista, foi repórter da Contigo!, da Ilustrada na Folha Online e do Agora São Paulo, no Grupo Folha. Edita e apresenta a Agenda Cultural da TV Record News.

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