Publicado em 16/10/2014 às 16h54

Começa 38ª Mostra Internacional de Cinema de SP

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Marina Person e Serginho Groisman comandam cerimônia de abertura da 38ª Mostra Internacional de Cinema de SP; veja galeria - Foto: Mario Miranda Filho/Agência Foto

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Sob comando de Marina Person e Serginho Groisman, uma pomposa cerimônia de abertura no Auditório Ibirapuera inaugurou a 38ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. O evento vai até o dia 29 de outubro com 331 filmes na programação em 35 salas da capital paulista.

O espanhol Pedro Almodóvar fez o cartaz, mas não apareceu na festa por compromissos de filmagens de seu próximo longa. Mesmo assim, a turma do cinema brasileiro comemorou a chegada do mais tradicional evento cinematográfico da metrópole.

O primeiro filme foi Relatos Selvagens, do argentino Damian Szifron. Depois da sessão, todos seguiram para a Praça das Artes, no centro, onde uma festa invadiu a madrugada desta quinta (16). Veja quem foi na galeria de fotos!

Conheça a programação da Mostra 2014!

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Publicado em 15/10/2014 às 03h08

#VaivENO: 20 Centavos por Eduardo Enomoto

eduardo enomoto1 #VaivENO: 20 Centavos por Eduardo EnomotoFoto EDUARDO ENOMOTO

Três anos antes dos protestos tomarem as ruas do Brasil, os 20 centavos já faziam muita diferença por ali. Tão pouco e tanto ao mesmo tempo. Qualquer moeda ajuda. Clique.

*Eduardo Enomoto é fotojornalista do R7. Sua coluna, #VaivENO, é publicada toda quarta aqui no blog.

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Publicado em 14/10/2014 às 03h08

Mortos-vivos atormentam público em praça de SP

A Volta dos Mortos Vivos Mortos vivos atormentam público em praça de SP

Cena do clássico do terror A Volta dos Mortos Vivos, de 1985 - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Os filmes de terror dos anos 1980 eram realmente imbatíveis. Um dos clássicos do período, A Volta dos Mortos Vivos será exibido gratuitamente para os paulistanos na próxima quinta (16), às 19h30, na praça Victor Civita, na rua do Sumidouro, 580, em Pinheiros, pelo projeto Cine na Praça.

Além de a entrada ser gratuita, a organização ainda garante pipoca para o público.

Para quem não se lembra, o terror A Volta dos Mortos Vivos, de 1985, conta a história de um gás que faz os mortos do cemitério da cidade ressuscitarem. E eles voltam ao mundo ávido para comer os cérebros dos vivos.

Em tempo: a programação segue toda quinta, 19h30. E o blog adianta os próximos filmes: no dia 23 terá o longa Todo Mundo Quase Morto, de 2004; já no dia 30 será exibido Guerra Mundial Z, de 2013.

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Publicado em 13/10/2014 às 17h33

Eduardo Kobra faz mural com público de shopping

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Eduardo Kobra em frente a um de seus murais: cores na cidade cinza - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Os murais que o artista plástico Eduardo Kobra cria não costumam passar despercebidos aos olhos dos paulistanos. Cheios de cores que ressaltam no cinza da cidade, eles costumam homenagear grandes ícones culturais com retratos estilizados.

O artista acaba de ser convocado para criar um painel comemorativo dos 15 anos do Shopping Pátio Higienópolis, em São Paulo. Os homenageados dessa vez, em vez de ícones pop, são os frequentadores do espaço.

A obra estará exposta no local entre 22 e 31 de outubro e, depois, ficará na fachada do shopping, na avenida Higienópolis. Vai medir 6m x 3,5m.

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Mural de Eduardo Kobra em homenagem a Oscar Niemeyer, na região da avenida Paulista: retratos estilizados - Foto: Divulgação

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Publicado em 13/10/2014 às 03h08

Pontos de Vista e seus encontros inesperados

picasso femme a l oreiller 19691 Pontos de Vista e seus encontros inesperados

Femme à L'oreiller, feita por Picasso, em 1969: influência no trabalho do finlandês Elija-Liisa Ahtila - Foto: Reprodução

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Todo mundo tem suas referências.

E quando elas são de qualidade, acabam por frutificar também em novos trabalhos de qualidade.

No mundo das artes plásticas, não é diferente.

Prova disso é o livro Pontos de Vista - Artistas e Seus Referenciais, que as Edições Sesc lançam com organização do historiador Simon Grant (R$ 65, 208 pág.).

A obra traz 78 textos de artistas contemporâneos que esquadrinham seus mestres.

Assim, o brasileiro Vik Muniz fala do pintor flamenco Peter Paul Rubens (1577-1640) ou a também brasileira Beatriz Milhazes expõe sua relação com a obra de Hans Memling (1430-1494).

Um livro de encontros inesperados.

pontos de vista Pontos de Vista e seus encontros inesperados

Pontos de Vista, pelas Edições Sesc - Foto: Divulgação

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Publicado em 12/10/2014 às 03h08

Tellé Cardim: Conheci Dilma na prisão

ditadura militar Tellé Cardim: Conheci Dilma na prisão

"Nos tempos de ditadura, a gente ficava com medo, mas olhava para o céu; hoje, as pessoas olham para o celular", Tellé Cardim - Foto: Divulgação

Por TELLÉ CARDIM
Especial para o R7*

A virada dos anos 1960 e 1970 foi a época em que a ditadura começou a ficar mais dura, sobretudo depois do AI-5 [ato institucional do governo militar que  cassou direitos civis e políticos dos brasileiros] tirou a liberdade política, em dezembro de 1968.

As coisas recrudesceram. Tudo tomou um volume tão grande que, se você olhasse diferente, alguém te entregava. A gente ficava com medo.

Mas, quando você quer ter esperança, você olha para cima, é um gesto emblemático. E, naquele tempo, a gente olhava pro céu. A gente tinha esperança de que o país seria melhor nos próximos dias. E os próximos dias demoraram 21 anos para chegar. Hoje, as pessoas, em vez de olhar para o céu, olham para o celular.

Apesar de não ter sofrido na carne, porque não fui presa, conheci de perto o horror. Tive amigos presos e torturados, como a jornalista Rose Nogueira. Quando ia visitar a Rose, no Presídio Tiradentes, aqui em São Paulo, a Dilma Rousseff também estava lá. Lembro-me dela fazendo crochê. Quando se está preso, é uma coisa que a pessoa se apega, porque distrai a mente e você relaxa um pouco.

Imagina como era difícil ficar no quarto escuro sem saber quando a luz seria acesa? No mesmo presídio que a Rose e a Dilma, estavam o Frei Betto, o Frei Tito, a Dulce Maia.

Na época, eu tinha um programa na Rádio Tupi. E era nesse programa que eu passava os recados para eles. Eu falava: "na rua tal, teve uma festa, e no final da festa a porta fechou". Eu inventava alguma coisa muito subliminar para eles entenderem que algum aparelho tinha caído. Eles ouviam na cadeia.

E quando eu ia visitar, me passavam algumas informações que eu tentava repassar para o pessoal que estava na clandestinidade, através do meu programa. Como meu programa era variado entre música e notícia, tinha também entrevistas ao vivo, quem podia imaginar que em algum momento, o programa era um verdadeiro pombo correio?

As pessoas não imaginam como foi difícil a luta pela volta da democracia, pela liberdade. Chamo atenção: cuidado, estamos na iminência de perder nossa liberdade que conquistamos a duras penas. A ilusão da falsa renovação tomou conta de parte da opinião pública.

Naqueles tempos de ditadura, mesmo em uma época tão difícil, a gente tinha muita inspiração. O pessoal era muito criativo para driblar a polícia repressiva. A Dilma sobreviveu a tudo isso e chegou à Presidência. A Dilma é uma guerreira.

A direita é sempre reacionária. E estamos vendo a direita reacionária voltar ao poder. São esses caras aí que picharam a Copa, mas foram lá ver o jogo com ingresso de cortesia. É uma elite perversa, como o Darcy Ribeiro falava. Ele tinha razão.

O que eu quero, e muita gente quer também, é um país melhor.  Triste é perceber que muita gente por aí não está nem aí com o País.  Mesmo assim, jamais vou deixar de lutar por aquilo que acredito. Sempre serei rebelde.
telle cardim foto julia chequer r7 cultura Tellé Cardim: Conheci Dilma na prisão

*TELLÉ CARDIM é jornalista. Colunista convidada, escreve no R7 Cultura todo segundo domingo do mês. A opinião dos colunistas convidados não reflete a opinião do R7.

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Publicado em 11/10/2014 às 03h08

Ramon Cotta: Papo no táxi e no busão

taxi onibus daia oliver Ramon Cotta: Papo no táxi e no busão

De táxi ou de ônibus, nunca faltam histórias para contar - Foto: Daia Oliver

Por RAMON COTTA
Especial para o R7*

Taxista: Acho que vai acontecer com o humano a mesma coisa que ocorreu com os dinossauros. Os humanos vão morrer todos e vai nascer algo novo.

Eu: É, será. Nós humanos só fazemos tragédia mesmo, né?

Taxista: Mas será que existiu dinossauro mesmo!?

Eu: Risos, risos, risos, acho que sim, viu, risos.

O papo continuou sobre a existência ou não dos dinossauros, big bang etc.

Aí, em um certo momento, ele me mostrou um conhecido que estava na rua e me contou que esse cara tinha apanhado da mulher.

Perguntei o motivo da esposa ter batido nele.

Taxista: Não sei. É mais fácil entender os dinossauros do que os humanos.

Eu: Verdade, moço!

******

Conversa que ouvi no busão:

— Tô de dieta só de dia. À noite como tudo. Pra emagrecer é só parar de comer arroz. Minha receita é essa.

— Ah, é mesmo, esqueci que você tá de regime.

— Meu marido não gosta de mim gorda.

— Nem magra, né!?

ramon cotta Ramon Cotta: Papo no táxi e no busão
*RAMON COTTA é cronista e jornalista formado pela UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto). Colunista convidado, escreve no R7 Cultura todo segundo sábado do mês.

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Publicado em 10/10/2014 às 13h14

O Retrato do Bob: Emicida, a rua é nóis

emicida bob sousa O Retrato do Bob: Emicida, a rua é nóisFoto BOB SOUSA
Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Quando era pequeno, os discos de vinil faziam a cabeça do menino Emicida. Agora, crescido, tem um para chamar de seu. O rapper paulistano lança o LP O Glorioso Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui pelo seu selo, Laboratório Fantasma, com novo show. No palco do Teatro Paulo Autran, no Sesc Pinheiros, em São Paulo, nos dias 16 e 17 de outubro, às 21h. E vem sofisticado, acompanhado pela banda formada por Doni Jr., Anna Trea, Carlos Café, Samuel Bueno e e DJ Nyack. Mas sem perder a essência de sempre. Porque a rua é nóis.

*Bob Sousa é fotógrafo e autor do livro Retratos do Teatro (Editora Unesp).

Agradecimento: Marina Santa Clara e equipe Laboratório Fantasma.

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Publicado em 09/10/2014 às 08h00

Alaíde Costa, o piano de Vinicius e as canções

Alaide Costa Alaíde Costa, o piano de Vinicius e as canções

A cantora Alaíde Costa: 60 anos de carreira em 2014 e 80 de vida em 2015 - Foto: João Ballas

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Quando Alaíde Costa visitou Vinicius de Moraes na Clínica São Vicente, o Poetinha lhe entregou uma letra. A ela coube fazer a música, utilizando o piano que o próprio Vinicius lhe havia presenteado e no qual tomou aulas do mestre Moacir Santos. Assim nasceu Tudo o Que É Meu, uma das 13 canções do disco Canções de Alaíde, primeiro em 60 anos de carreira no qual canta apenas composições próprias. O álbum acaba de ser lançado. Foi produzido pelo selo Nova Estação com apoio do ProAC. Além de celebrar suas seis décadas de palco, já que ela começou em 1954 como crooner do Avenida Dancing, no Rio, antecipa também as comemorações dos 80 anos de vida da artista, que serão completados em 2015. Afinal de contas, o Brasil e o mundo merecem ouvir Alaíde Costa, uma artista sofisticada e fundamental.

cancoes de alaide Alaíde Costa, o piano de Vinicius e as canções

Capa de Canções de Alaíde: ela e o piano dado por Vinicius - Foto: Divulgação

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Publicado em 08/10/2014 às 03h08

#VaivENO: Fogo cruel por Eduardo Enomoto

vaiveno eduardo enomoto incendio real parque #VaivENO: Fogo cruel por Eduardo Enomoto
Foto EDUARDO ENOMOTO*

São Paulo. 24 de setembro de 2010. Chego na favela Real Parque para cobrir o incêndio. Subo as escadas do BNH que dão acesso à comunidade. Gritos. Choro. Reza. Pessoas levam seus pertences. Caos. Tumulto. Tristeza. Fim da escada, me deparo com esta imagem. Fiz a foto. Abaixei a câmera. Ajudei no que pude.

*Eduardo Enomoto é fotojornalista do R7. Sua coluna, #VaivENO, é publicada toda quarta aqui no blog.

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Perfil

Miguel Arcanjo Prado é editor de Cultura do R7, onde está desde o começo do portal, em 2009. É jornalista formado pela UFMG e pós-graduado em Mídia, Informação e Cultura pela ECA-USP. É crítico membro da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes). Nasceu em Belo Horizonte e mora em São Paulo desde 2007, quando ingressou no Curso Abril de Jornalismo. Ainda em Minas, estreou como cronista do semanário O Pasquim 21, passando por TV UFMG e TV Globo Minas. Na capital paulista, foi repórter da Contigo!, da Ilustrada na Folha Online e do Agora São Paulo, no Grupo Folha. Edita e apresenta a Agenda Cultural da TV Record News.

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