Publicado em 10/03/2015 às 03h03

Record News faz homenagem a Inezita Barroso

inezita palco 6 Record News faz homenagem a Inezita Barroso

A cantora e apresentadora Inezita Barroso (1925-2015): ícone da cultura caipira brasileira - Foto: Julia Chequer/Arquivo R7/2010

O Hora News desta sexta (9) homenageou na Record News a cantora e apresentadora Inezita Barroso, que morreu aos 90 anos neste domingo (8). Além de rever sua trajetória artística e mostrar como foi a despedida, o colunista de Cultura do R7 e do telejornal, Miguel Arcanjo Prado, preparou uma homenagem especial para ela. Veja o vídeo:

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Publicado em 09/03/2015 às 14h28

Inezita Barroso foi primeira cantora contratada da Record

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Inezita Barroso foi contratada pela Record em 1953 - Foto: Julia Chequer

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Foto JULIA CHEQUER

Inezita Barroso, que morreu aos 90 anos neste domingo (8), foi a primeira cantora contratada pela Rede Record, 62 anos atrás.

A emissora divulgou nota lamentando a morte da artista. No texto, diz que "recebeu com tristeza a notícia do falecimento da cantora e apresentadora Inezita Barroso".

A nota ainda conta que Inezita sempre foi solícita com a emissora, mesmo quando estava contratada da TV Cultura.  E afirma: "Temos o orgulho de ter em nossa trajetória o nome desta notável artista".

O texto revela que "Inezita foi, em 1953, a primeira cantora contratada pela Record, dando início a uma carreira com mais de 60 anos dedicados à televisão e à cultura caipira".

Para a Record, "a música brasileira, o cenário artístico e os folcloristas perdem uma das suas mais importantes figuras". A emissora da Barra Funda, bairro onde Inezita nsceu, externou sua "solidariedade aos familiares, amigos e fãs de Inezita Barroso".

Leia mais sobre a morte de Inezita

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Publicado em 09/03/2015 às 00h23

“Não dou meu lugar pra ninguém”, dizia Inezita Barroso, que morreu aos 90 anos neste domingo (8)

inezita 2 Não dou meu lugar pra ninguém, dizia Inezita Barroso, que morreu aos 90 anos neste domingo (8)

Inezita Barroso morre aos 90 anos neste domingo (8): Brasil perde a grande defensora da música caipira na televisão - Foto: Julia Chequer/2010/Arquivo R7

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Fotos JULIA CHEQUER

"Não pretendo largar o Viola, Minha Viola nunca e não dou o meu lugar para ninguém", assim respondeu-me Inezita Barroso quando perguntei, em 2010, se ela pretendia se aposentar um dia, nos bastidores de seu programa na TV Cultura. Infelizmente, seu lugar está vago desde este domingo (8), Dia Internacional da Mulher, quando ela morreu, aos 90 anos, recém completados na última quarta (4).

Contudo, uma coisa é preciso ser dita: Inezita Barroso é insubstituível. Ela foi a grande defensora da música interiorana tradicional na televisão, arte que sempre defendeu com unhas e dentes.

A paulistana nascida no bairro da Barra Funda tinha verdadeiro séquito de admiradores no mundo da música, na imprensa e na vida cotidiana. Bastava ir a uma gravação de seu programa para averiguar.

Muitos desses fãs a acompanhavam desde seus tempos de cantora, que antecederam o de apresentadora de TV, tarefa que exerceu ininterruptamente nos últimos 35 anos. Inezita sempre era atenciosa com todos. Sabia o nome de cada um.

Ela representou uma verdadeira fortaleza em defesa da música sertaneja caipira frente ao avanço do sertanejo universitário recente, com pegada mais pop e americanizada. Para pisar em seu palco, era preciso, sobretudo, ter respeito farto às tradições da música do campo.

Fazia questão que os músicos tocassem ao vivo. "Dublagem ou playback é uma porcaria", me disse, naquela mesma entrevista. "Fica um negócio tão falso. Tão idiota. Não quer cantar ao vivo não canta", decretou.

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Inezita recebe o beijo duplo de Almir Sater e Daniel: ela gostava de músicos que prestigiavam o sertanejo de raiz e exigia que tocassem ao vivo na televisão - Foto: Julia Chequer/2010/Arquivo R7

Inezita gostava de coisas de verdade, talvez por isso não ia muito com a cara do computador, desde que perdeu apostilas arquivadas na máquina de casa. Havia jogado os originais fora e ficou sem os documentos. Nunca mais perdoou a tecnologia.

Quando questionei se alguém um dia poderia ocupar seu lugar, ela pensou bastante. E respondeu, com ar de desapontamento. "Tenho assistido a uma coisa muito triste e a uma certa decadência em alguns aspectos. Os brasileiros estão copiando muita coisa de fora. Temos que mostrar aos estrangeiros que valorizamos o que nós temos aqui. A MPB teve grandes picos e elevações no passado, como Chico Buarque, Milton Nascimento e Caetano Veloso... Cadê essa gente? [silêncio] Essa coisa de [cantarolando em ritmo funk] “eu fui no baile, eu fui no baile...” criança faz. Eu não suporto e, mesmo assim, a gente é obrigada a ouvir. O que você vai fazer?".

Quando, na mesma conversa, citei nomes do tal do sertanejo universitário, ela fez questão de dizer que tratava-se "de um outro departamento": "É uma música de moda. Não sei quanto vai durar".

Resistente e guerreira, Inezita sempre lutou contra suas internações hospitalares, frequentes nos últimos anos por conta da idade avançada.

Na mesma entrevista exclusiva ao R7, de 2010, havia acabado de sair de uma internação. E tocou no tema, com coragem. "Anteontem eu estava morta. Estava lá no hospital. Saí do hospital ontem. É a raça. Tenho que ir. Meu público está me esperando. Tenho enorme respeito pelo meu público. Se eles se vestiram e vieram me ver, eu tenho que vir rastejando. Acabei de fazer uma inalação no camarim e vim cantar."

Infelizmente, a partir de agora, não poderemos mais ouvir a voz de Inezita, que trazia em seu som - a nostalgia daqueles tempos que, infelizmente, não voltam mais. Pobres de nós e de nossa música.

inezita palco 4 Não dou meu lugar pra ninguém, dizia Inezita Barroso, que morreu aos 90 anos neste domingo (8)

Inezita Barroso no seu programa na Cultura - Foto: Julia Chequer/2010/Arquivo R7

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Publicado em 07/03/2015 às 03h03

Argentina não leva Oscar, mas vai a Miami

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Cena do filme argentino indicado ao Oscar Relatos Selvagens - Foto: Divulgação

Com EFE

A Argentina não levou o Oscar de melhor filme estrangeiro para Relatos Selvagens, mas o filme que conquistou críticos no mundo todo e também os brasileiros segue sua saga internacional em Miami.

Além dele, a pluralidade de estéticas e uma homenagem ao cinema independente cubano são o foco da 32ª edição do Festival Internacional de Cinema de Miami (MIFF), em EUA, que começou nesta sexta-feira (6). O evento está cada vez mais mais importante na cena cinematográfica norte-americana, graças à numerosa participação de atores, produtores e diretores.

A grande festa do cinema de Miami soube cultivar durante estes últimos anos um "estilo único", justificou o diretor do MIFF, Jaie Laplante, por reunir projeções e estreias mundiais, conversas, apresentação de estrelas e diversão.

A 32ª edição vai até 15 de março, com a expectativa de receber mais de 60 mil espectadores e o "triplo de profissionais da indústria do que em 2011", ressaltou Laplante.

A cerimônia inaugural desta noite no Olympia Theater do Gusman Center terá como prato principal a exibição do filme Relatos Selvagens, do cineasta argentino Damián Szifrón, indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro.

O cinema ibero-americano é um dos protagonistas dessa edição. Um dos eixos do festival é, sem dúvida, a homenagem ao "cineasta independente cubano", que começa no próximo domingo com a estreia nos Estados Unidos de A Obra do Século (2015), do cubano Carlos Quintela, uma co-produção cubana, argentina e alemã.

O segundo trabalho de Quintela narra as expectativas criadas nos anos 80 na população da "cidade nuclear", perto de Cienfuegos, com a construção da primeira usina nuclear no Caribe. Mas este mundo de possibilidades desmorona com o afundamento da União Soviética.

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Publicado em 07/03/2015 às 02h16

Uma guerra de purpurina

purpurina1 Uma guerra de purpurina

POR SILVIA RIBEIRO

Com óculos de natação, a pequena Malu surgiu nos Arcos da Lapa nas costas de seu pai. A Malu é a criança mais foliã do Rio de Janeiro. Tem cinco anos e toca alfaia. Malu é um capítulo à parte.

Sorri ao ver a Malu se aproximar, já acostumada com sua onipresença nos blocos de Carnaval de rua e cercada de centenas de foliões.

Era o suspiro derradeiro do Carnaval deste ano. Domingo, dia 22 de fevereiro, por volta de 20h.

A presença da Malu se tornou plena quando, com um riso travesso, a criança derrubou sobre minha cabeça, lá de cima dos ombros do pai dela, um saco de purpurina prateada.

Aí os óculos de natação fizeram sentido. Aí senti na pele o propósito do evento a que fora convocada: a Guerra de Purpurina. Muito além do Carnaval oficial da Riotur — órgão de turismo da prefeitura, repito, turismo (e não cultura), gestor do Carnaval da capital fluminense —, que dá o Carnaval do Rio por encerrado com o Monobloco, há na cidade centenas de encontros "não oficiais" de foliões.

E nesse ano, a Guerra de Purpurina foi um dos que lacraram a farra momesca do Rio.

Malu me pegou desprevinida. Havia acabado de sair do plantão e não estava devidamente armada de purpurina para "enfrentá-la" naquele duelo. Digamos que a mim cabia brilhar.

Se não portava munição brilhante, ao menos tinha uma caixa de guerra emprestada — a pele da minha fora furada por um ritmista na Quarta de Cinzas — para tocar com o grupo de alunos da oficina da Orquestra Voadora que compunha o evento.

E assim me despedia do Carnaval 2015: brilhante, cheia de sons, amigos e sorrisos — uma boa síntese do que o Carnaval deveria significar.

O meu Carnaval é uma chance — ainda que breve — de me despir e praticar um exercício de alteridade, com todos os riscos e delícias que isso possa significar. Entrar na pele da fantasia.

Meu primeiro Carnaval foi em 1984 no Clube Banespa, na avenida Santo Amaro, em São Paulo. Eu então contava seis anos. Minha mãe costurou uma fantasia linda, de dançarina de frevo — tinha um bustiê, saia rodada de babados de cetim vermelho e verde e meia calça. Eu era só excitação para a grande estreia carnavalesca.

Mas eis que em meio ao salão, entristeci. Acho que me assustei com o arroubo de alegria, com a música alta, a dança. É... Alegria pode assustar. Me limitei a juntar confetes da folia dos outros no chão do baile.

E assim fui apresentada à Corte de Momo. O Carnaval passou a soar como uma alegria artificial. "É agora, nesses quatro dias você TEM QUE pular o Carnaval e engolir com tolerância, com um sorriso congelado, brincadeiras por vezes agressivas de gente bêbada."

Passados 32 anos, voltemos à Guerra de Purpurina, quando tal conceito havia há muito sido desconstruído e substituído para: "É agora, nesses quatro dias você pode se divertir, rir de si, rir do outro, abraçar, sapatear em poças d'água, olhar no olho de verdade, em suma, trocar afetos com as pessoas que você cruza diariamente nas ruas da cidade, mas que costumam estar enfiadas dentro de si, às voltas com seus problemas, assim como você própria."

E eis que, ao final daquela batalha, me dou conta que a purpurina não serve só para embelezar, mas para dar materialidade à troca. Explico: imaginem a infinidade de átomos e moléculas que estamos a todo tempo a trocar. Basta um esbarrão, um aperto de mão ou um abraço e trocamos infinitas nano partículas. A gente não vê, mas um pouco do outro sempre fica na gente.

Após me despedir da folia nos Arcos da Lapa, fui para casa e, ao chegar no prédio, fui avisada pelo porteiro que Elke Maravilha, minha vizinha, comemorava em seu apartamento a chegada dos 70 anos. Houve um breve diálogo. "Ah, vai lá." "Mas eu pouco a conheço... Tudo bem, vou dar um beijo na Elke."

Com uma belíssima peruca loura de dreads, Elke abriu um sorriso largo ao me avistar toda brilhante , no meio de sua sala. "Eu adoro penetras!", ela exclamou.

Elke e seus amigos também brindavam a vida, dançando na sala ao som de Blondie, The Human League e Alphaville (dessa última mais especificamente Big in Japan foi marcante).

Fui apresentada a seus amigos e, pouco tempo depois, quase todos tinham pontinhos de brilho. E assim a purpurina foi se espalhando e dando materialidade àquela troca — de contato, de alegria, de celebração da vida, de afeto.

 

*SILVIA RIBEIRO é editora executiva do R7 no Rio. Colunista convidada, escreve no R7 Cultura todo primeiro sábado do mês. A jornalista também integra o Blog Inverso. A opinião dos colunistas convidados não reflete, necessariamente, a opinião do R7.

Publicado em 06/03/2015 às 20h39

Fotógrafo une Buenos Aires e São Paulo pelo olhar

bruno giovannetti Fotógrafo une Buenos Aires e São Paulo pelo olhar

Um olhar para as duas maiores cidades da América do Sul - Foto: Bruno Giovannetti

Da EFE

Fragmentos e recortes de São Paulo e Buenos Aires, colhidos minuciosamente pela câmera fotográfica do ítalo-brasileiro Bruno Giovannetti, abriram nesta quinta-feira (5) a programação cultural do Instituto Cervantes da capital paulista.

A exposição Olhares Urbanos. São Paulo-Buenos Aires constrói um quebra-cabeças de imagens, peculiaridades e diferenças que oferecem ao visitante uma radiografia de duas das maiores metrópoles da América Latina.

"Passear pela cidade pode ser muito revelador, porque são os detalhes que mostram a personalidade de um centro urbano", opinou Giovanneti durante a inauguração da mostra no centro de difusão do idioma e da cultura espanhola da maior cidade do País.

Imagens metropolitanas com foco na arte urbana, imortalizada em ruas, avenidas e edifícios que, como disse o fotógrafo, "chamam a atenção de um estrangeiro, mas são comuns para os locais".

Aparecem assim dezenas de grafites, cartazes, letreiros e vinhetas como protagonistas de um percurso por lugares e cantos escondidos, que só o olhar atento de Giovanneti consegue capturar e deixar registrado.

Por isso, o projeto também é uma denúncia social dos aspectos que, na opinião do artista, "não funcionam". Giovannetti citou como exemplo a fachada deteriorada do museu mais visitado da capital, o Museu de Arte de São Paulo (MASP). "É a demonstração do maior desinteresse e negligência do capitalismo selvagem", comentou.

Por sua vez, o professor e antropólogo italiano Massimo Canevacci destacou a importância da arte na construção do legado das cidades, durante a conferência de abertura da exibição. "A arquitetura, a arte e a comunicação deveriam provocar um choque que favoreça uma nova invenção da metrópole", disse Canevacci antes de sentenciar que "São Paulo deve evoluir, não pode ficar estagnada".

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Publicado em 06/03/2015 às 13h42

Vídeo: Veja a Agenda Cultural do Hora News, na Record News, desta sexta-feira, dia 06/03/2015

agendinha Vídeo: Veja a Agenda Cultural do Hora News, na Record News, desta sexta feira, dia 06/03/2015

Lidiane Shayuri e Miguel Arcanjo Prado apresentam a Agenda Cultural no Hora News - Foto: Divulgação

Veja as dicas para você se divertir com Miguel Arcanjo Prado, na Agenda Cultural do Hora News, na Record News. Tem show grátis de Zezé Motta na Caixa Cultural em São Paulo. O sertanejo Cristiano Araújo em Florianópolis. Em São Paulo, tem a segunda edição da MITsp (Mostra Internacional de Teatro de São Paulo), além da exposição sobre os 40 anos da gatinha japonesa Hello Kitty. E mais: mostra de filmes japoneses em BH e as estreias nas telonas. Veja o vídeo:

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Publicado em 05/03/2015 às 06h03

Memorial faz aniversário com show grátis de Gaby Amarantos

Gaby Amarantos AR LIVE DIVULGA O Memorial faz aniversário com show grátis de Gaby Amarantos

Gaby Amarantos canta grátis no Memorial às 18h do dia 15 de março - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Patrimônio brasileiro, o Memorial da América Latina, em São Paulo, completa 26 anos de existência no dia 18 de março.

Mas a festa será antecipada para o domingo da próxima semana, dia 15 de março, com show da cantora paraense Gaby Amarantos.

Ela promete agitar os paulistanos com seu carisma a partir das 18h, no palco que será montado na Praça do Memorial.

E o melhor de tudo: a entrada é gratuita.

Lembrando que o Memorial da América Latina fica ao lado da estação Barra Funda do metrô paulistano.

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Publicado em 04/03/2015 às 14h35

Balé Bolshoi pode ser visto na tela do cinema

O Queba Nozes UCI2 Balé Bolshoi pode ser visto na tela do cinema

O Quebra Nozes terá sessão em 18 salas da rede UCI - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Os brasileiros vão poder ver um clássico da dança na telona do cinema.

O espetáculo O Quebra Nozes, da companhia russa Balé Bolshoi, será exibido pela rede UCI neste sábado (7) e domingo (8), às 15h30, com inteira a R$ 50.

Participam 18 salas em todo o País — em São Paulo, haverá sessão no UCI Anália Franco, no UCI Jardim Sul e no UCI Santana Parque Shopping.

E a maratona da dança no cinema não para por aí. A UCI ainda vai exibir O Lago dos Cisnes, nos dias 11 e 12 de abril, Romeu e Julieta, nos dias 2 e 3 de maio, e Ivan, o Terrível, nos dias 6 e 7 de junho. Todos os espetáculos com os excelentes bailarinos do Bolshoi.

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Publicado em 04/03/2015 às 03h05

Foto de antigamente fica em foco no Sesc Consolação

Blow Up Depois Daquele Beijo Foto de antigamente fica em foco no Sesc Consolação

Cena clássica de um ensaio fotográfico com máquina analógica no filme Blow Up, do diretor italiano Michelangelo Antonioni - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Quem se lembra da época em que tirar uma foto era um verdadeiro luxo? A gente comprava os filmes em rolo, com 12, 24 ou 36 poses (para os que tinham mais grana). Cada fotografia era pensada, já que eram caríssimas. E, depois, era preciso mandar revelar. E aguardar, ansioso, para ver como elas saíram.

Os tempos digitais jogaram tudo isso para escanteio, mas a programação especial Foto Retrô, no Sesc Consolação, em São Paulo, quer fazer exatamente o contrário: jogar foco na fotografia de antigamente.

Uma programação farta vai abordar a fotografia analógica, passando desde técnicas de impressão e revelação dos primórdios da fotografia até a análise de artistas que atualmente utilizam estas mesmas técnicas com olhares contemporâneos, por meio de encontros, oficina e minicurso.

Profissionais tarimbados da fotografia estão na programação: Kenji Ota, Wladimir Fontes, Fátima Roque, Stefani Alves e Brunna Pezzutti, Roger Sassaki, Elizabeth Lee, Thaís Bertolin e Patricia Bigarelli.

Para saber mais sobre o projeto e como se inscrever, clique aqui.

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Perfil

Miguel Arcanjo Prado é editor de Cultura do R7, onde está desde o começo do portal, em 2009. É jornalista formado pela UFMG e pós-graduado em Mídia, Informação e Cultura pela ECA-USP. É crítico membro da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes). Nasceu em Belo Horizonte e mora em São Paulo desde 2007, quando ingressou no Curso Abril de Jornalismo. Ainda em Minas, estreou como cronista do semanário O Pasquim 21, passando por TV UFMG e TV Globo Minas. Na capital paulista, foi repórter da Contigo!, da Ilustrada na Folha Online e do Agora São Paulo, no Grupo Folha. Edita e apresenta a Agenda Cultural da TV Record News.

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