Publicado em 06/05/2015 às 03h04

Gabriel García Márquez foi mestre dos contos

 Gabriel García Márquez foi mestre dos contos

Gabriel García Márquez: um ano após a morte do autor, contos seus são analisados - Foto: Divulgação

Por GUSTAVO BORGES, da EFE, na Cidade do México

Se o colombiano Gabriel García Márquez não tivesse escrito "Cem anos de Solidão" ou qualquer outro romance, deveria receber o Prêmio Nobel de Literatura por seus contos, o lado menos divulgado de sua obra.

É o que pensam destacados escritores mexicanos, inclinados perante a perfeição de "O afogado mais bonito do mundo", "O rastro de teu sangue na neve", "O verão feliz da senhora Forbes", "Só vim telefonar" ou qualquer outro dos 34 contos escritos por Gabo.

"O conto é uma flecha no centro alvo e o romance é caçar coelhos", costumava dizer García Márquez, que apesar de ter sido um mestre da caçada, beirou a perfeição nas 38 vezes que usou seu arco entre 1947 e 1982.

"Sempre defendi a capacidade contista de García Márquez, pouco conhecida porque foi um grande romancista. Seus contos me impactaram cedo", declarou à Agência Efe Ignacio Padilla, um dos escritores de contos mais prestigiados do México.

Nas últimas semanas, quando os países hispano-americanos lembram o escritor no primeiro aniversário de sua morte, nas homenagens se repetem os nomes de Úrsula Iguarán, Florentino Ariza, Santiago Nasar e outros personagens de seus romances, mas também não faltaram os que lembraram seus contos.

Influência de Kafka

O colombiano era ainda um estudante de direito no dia em que seu companheiro de apartamento lhe emprestou um livro. Após se deitar na cama e terminar de ler aquela joia ("A metamorfose", de Franz Kafka) era outra pessoa.

Naquela mesma noite de 1947, com seus 20 anos, García Márquez escreveu "A terceira resignação", um relato publicado no jornal "El Espectador".

Élmer Mendoza, dramaturgo e romancista, opina que após escrever muito mais tarde "Relato de um náufrago", uma obra na metade do caminho entre o jornalismo e a ficção, García Márquez encontrou a via por onde transitar com liberdade e apostou mais no romance, um gênero imperfeito no qual soube jogar com as situações, os personagens e os tempos.

"Os contos impõem restrições, mas mesmo assim os escreveu com mestria e devemos resgatar essa parte de sua obra. Eu fico com 'O rastro de teu sangue na neve', mas todos são impressionantes. Agora que saiu uma edição de todos seus contos, tenho um bom pretexto para relê-los", comentou.

Contos excepcionais

Como fez em seus romances, García Márquez transformou em seus contos os fatos normais em excepcionais. A vivência de uma companheira de assento adormecida em uma viagem de avião, ou a de um brutal aguaceiro iniciado na manhã de um domingo foram tocados pela pluma do homem nascido em Aracataca e terminaram transformadas em relatos redondos e belos.

"É normal que fosse um extraordinário contista porque ele sempre estava fazendo contos, como se diz na Colômbia e em Cuba. Meu favorito é 'Só vim telefonar', no qual não há nada de seu realismo fantástico, é uma das obras de terror mais intensas da literatura hispano-americana", opinou a romancista Rosa Beltrán.

Beltrán acredita que no volume "Doze contos peregrinos", o vencedor do Nobel se desquita dessa Europa que vê aos latino-americanos como seres exóticos criando personagens europeus com olhar rarefeito ou como criaturas estranhas que não sabem viver.

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Publicado em 05/05/2015 às 03h03

Crítica: O Sal da Terra descortina homem atrás da lente

o sal da terra Crítica: O Sal da Terra descortina homem atrás da lente

Sabastião Salgado nas montanhas de Minas, sua terra natal: saga do fotógrafo de fama mundial é contada no filme O Sal da Terra - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Para muita gente, Sebastião Salgado é só o nome que assina as fotos em preto e branco que comovem o mundo inteiro.

O filme O Sal da Terra, dirigido pelo cineasta alemão Wim Wenders e pelo filho do fotógrafo, Juliano Sebastião Salgado, busca justamente desvendar quem é o homem atrás de cada clique.

E o longa, indicado ao Oscar de melhor documentário neste ano, faz isso muito bem. Ao reunir um dos mais importantes cineastas do cinema europeu ao próprio filho de Salgado, o filme consegue ser um documentário íntimo, que envolve e toca profundamente o espectador.

Parece inacreditável que o longa consiga ter a mesma poesia das fotos que transformaram Sebastião Salgado em um nome de respeito planetário. E o espectador tem a chance única de conhecer como as imagens foram feitas.

O longa mostra a busca incansável de Salgado por gente e, depois, por animais e paisagens, e, sempre presente, está seu amor incomensurável ao homem e à natureza.

O Sal da Terra termina com uma lição de inesquecível: a lição da própria vida de Sebastião Salgado, um homem que jamais se acomoda enquanto caminha, tentando encerrar seu ciclo de forma límpida e exemplar.


O Sal da Terra

Avaliação: Ótimo
otimo Crítica: O Sal da Terra descortina homem atrás da lente

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Publicado em 04/05/2015 às 03h03

Hitler morreu no Paraguai, diz autor argentino

hitler Hitler morreu no Paraguai, diz autor argentino

Autor argentino garante que Hitler (foto) morreu no Paraguai - Foto: Divulgação

Da EFE

A relação de Adolf Hitler com o ocultismo e sua influência sobre o nazismo é um dos ingredientes do livro Hitler, El Hombre que Venció a la Muerte (Hitler, o homem que venceu a morte, em tradução livre), do escritor argentino Abel Basti, que sustenta que o ditador não morreu na Alemanha, mas no Paraguai.

Neste trabalho, que Basti define como romance histórico e que é a primeira parte de uma série, o jornalista e escritor argentino se centra na figura de Hitler quando a Alemanha está a ponto de perder a Segunda Guerra Mundial e em sua busca de um plano de fuga alternativo em caso de derrota.

"Um plano b", explicou Basti em entrevista à Agência Efe, que "se realizou no marco de um acordo militar com os Estados Unidos" para facilitar a saída da Alemanha de cientistas a serviço do nazismo que terminariam "principalmente nos Estados Unidos", segundo o escritor, mas também em outros países, como a Argentina.

Basti sustenta que Hitler não se suicidou na Alemanha após perder a guerra, mas se transferiu à Espanha, em abril de 1945, e dali viajou à Patagônia argentina, junto de Eva Braun em um submarino com a proteção do então presidente de fato, Edelmiro Farrell, e de Juan Domingo Perón, seu ministro de Guerra, que chegaria depois ao poder.

Durante os dois primeiros mandatos de Perón (1946-1955), Hitler teria vivido em uma fazenda próxima à sulina cidade argentina de Bariloche sob o nome de Adolf Schütelmayor, de acordo com as investigações de Basti.

Após sua derrocada, em 1955, Perón teria pedido ao ditador paraguaio Alfredo Stroessner que acolhesse Hitler no Paraguai onde, segundo o autor, Hitler teria morrido em 1971 e seus restos teriam sido enterrados na cripta de um bunker subterrâneo sob um edifício hoje ocupado por um hotel.

Relações com o ocultismo

Em seu primeiro romance, Basti, estabelecido em Bariloche e com vários livros de não-ficção publicados sobre o tema, ressalta a relação de Hitler com o ocultismo e suas conexões internacionais através de círculos que teriam influenciado nos passos a seguir durante a guerra.

Grupos como a sociedade Thule, fundada como um círculo de estudo das raízes alemãs, dedicada à reivindicação das origens da raça ariana, e que apoiou o Partido Operário Alemão, depois transformado no Partido Nacional-Socialista liderado por Hitler.

Uma sociedade à qual Hitler não pertenceu formalmente, mas sim vários dos altos comandantes do nazismo e que, segundo Basti, "não encararam a guerra como uma disputa entre um lado e outro, mas como um grande episódio de transmutação da humanidade, como uma era que terminava e outra que começava".

"É histórica a pertinência de dirigentes nazistas a estes grupos esotéricos no período entre guerras", contou o escritor, ressaltando que "o que o romance torna ficção é que esses grupos continuaram atuando durante a guerra", apesar de oficialmente a sociedade Thule ter se dissolvido após a chegada de Hitler ao poder (1933).

Pacto com o diabo

O escritor ressalta ainda a relação deste tipo de sociedade com a personalidade de Hitler, sua sobrevivência a vários atentados e a crença em alguns setores que tinha uma espécie de "pacto com o diabo" para salvar sua vida, e daí o título do livro, "o homem que venceu à morte".

Para Basti, que há anos estudando as pegadas de Hitler na Argentina e Paraguai, o ditador nazista tinha uma visão messiânica de seu papel no mundo e provava isso em comentários como o realizado em 1925 e com o qual o escritor abre seu livro: "A obra que Cristo empreendeu, mas que não pôde acabar, eu, Adolf Hitler, levarei a seu término".

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Publicado em 03/05/2015 às 03h03

Umberto Eco ataca mau jornalismo em Número Zero

umberto eco Umberto Eco ataca mau jornalismo em Número Zero

Umberto Eco faz crítica ao jornalismo tendencioso, tão comum nos dias atuais - Foto: Divulgação

Por CARMEN SIGÜENZA, da Efe, em Madri

O escritor e filósofo italiano Umberto Eco volta à carga com Número Zero, um romance que critica o mau jornalismo, a mentira e a manipulação da história.

Uma paródia sobre estes tempos convulsos, porque "essa é a função crítica do intelectual". "Essa é minha maneira de contribuir para esclarecer algumas coisas. O intelectual não pode fazer nada, não pode fazer a revolução. As revoluções feitas por intelectuais são sempre muito perigosas", explicou.

"Uma vez escrevi que o intelectual verdadeiro não é o que fala a favor de seu partido, mas contra", lembrou o autor de O Nome da Rosa, em entrevista feita em sua casa em Milão, em frente ao castelo Sforzesco, perto do Duomo.

Uma casa envolvida em livros, literalmente, com mais de 35 mil volumes ordenados por temas em seus infinitos corredores, e repleta de obras de arte onde Eco, aos 83 anos, recebe incansavelmente jornalistas para falar de Número Zero, que será lançado no Brasil pela editora Record ainda este ano.

Referência intelectual

Um dos semiólogos e intelectuais europeus mais importantes do século, Eco possui títulos tão simbólicos e bem-sucedidos como os romances O Nome da Rosa (1982), O Pêndulo de Foucault (1988) e O Cemitério de Praga (2010), além de ensaios O Problema Estético (1956), O Sinal (1973), Tratado Geral de Semiótica (1975) e o famoso Apocalípticos e Integrados (1964), referência nos cursos de comunicação em todo o mundo.

Isso pode se repetir com este novo romance jornalístico, mais curto que os anteriores, que costumavam ter 600 páginas; isso o faz soar um pouco diferente, disse o próprio autor.

"Este saiu com o ritmo de jazz, os outros eram como uma sinfonia de Mahler. Mais jazz pelo argumento, com temas mais rápidos, como é o jornalismo". Um ofício que o autor conhece bem, porque faz parte dele.

Eco escreve desde 1960 muitos artigos e ensaios sobre os "mass media", e por isso se sente à vontade para fazer a crítica "desde o interior" da profissão.

A história começa com a criação, por um empresário italiano (que remete a Silvio Berlusconi) de Número Zero, um exemplar teste de uma revista, em 1992.

Ela tem intenção não de informar, mas de ser ferramenta de poder para pressionar e desacreditar políticos e rivais, criar relatórios, notícias falsas e complôs.

"Há mais de dez anos tinha este romance em minha cabeça, sempre quis falar dos problemas do jornalismo e agora também da internet, onde se pode mentir muito. Eu a utilizei, por exemplo, para este romance, onde me informei sobre a autópsia de (Benito) Mussolini".

"Mas a internet é como o automóvel, não podemos passar a vida na internet como não se pode estar o dia todo dentro do carro", advertiu.

Pior do jornalismo e corrupção

Número Zero, além de ser uma radiografia sobre o pior do jornalismo, do poder e da corrupção, é uma visão da Itália dos últimos 30 anos, e traz outra questão: "não são as notícias que fazem o periódico, mas o periódico que faz as notícias; e saber juntar quatro notícias diferentes significa propor ao leitor uma quinta notícia", diz um personagem.

Uma Itália cuja história é a de "um povo de punhais e venenos", como diz uma das protagonistas. "Elegi 1992 para situar o livro porque nesse momento houve esperança, nasceu a operação 'Mãos Limpas' e parecia que tudo mudaria, havia a luta contra a corrupção, mas chegou Berlusconi e as coisas aconteceram exatamente ao contrário".

O livro termina com sabor agridoce porque, apesar de antes tudo era mais opaco, e revelar ou descobrir informação poderia custar a vida, mas "hoje, quando aparecem os nomes de corruptos e fraudadores e descobrimos mais, as pessoas não se importam, e só vão presos os albaneses ladrões de frangos", lamentou Eco. (alerta de spoiler) E isso acontece no romance, que termina com uma boa reportagem da "BBC", que após ser vista por um personagem diz: "As pessoas decentes continuarão votando nos trapaceiros porque não darão crédito à "BBC", porque não verão programas como o desta noite, porque estarão hipnotizados em reality shows".

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Publicado em 02/05/2015 às 03h03

Animação Divertida Mente desvenda o cérebro infantil

divertida mente Animação Divertida Mente desvenda o cérebro infantil

Divertida Mente, a nova animação da Pixar, se passa em cérebro infantil - Foto: Divulgação

Por TEREZA BOUZA, da EFE, em São Francisco

O estúdio de animação Pixar se prepara para a estreia, no próximo dia 19 de junho, de Divertida Mente, que levou cinco anos para ficar pronto, e que mergulha no mundo emocional de uma menina que se muda com sua família para San Francisco.

Riley, uma menina de 11 anos, é a protagonista do filme junto com as cinco emoções que disputam espaço em sua mente, lideradas pela enérgica e otimista "Joy" (alegria), acompanhada pela tristeza (Sadness), medo (Fear), nojinho (Disgust) e fúria (Anger).

As cinco emoções moram no quartel-general, centro da mente de Riley, de onde controlam seu humor e a ajudam a navegar a cada novo dia.

"É um filme sobre o papel das emoções em nossas vidas e como nos conectam com os outros", explicou em entrevista à Agênca Efe na sede dos estúdios Pixar em Emeryville, na Califórnia, o diretor Pete Docter. Ele destacou que se trata de um filme "muito pessoal".

Docter contou que a transformação vivida por sua filha Ellie durante a adolescência foi uma das fontes de inspiração do filme, que se baseia também em sua própria "difícil" experiência nessa etapa da vida.

"Meus pais se mudaram para a Dinamarca quando eu tinha 11 anos e foi muito difícil para mim", afirmou Docter, que diz ter tido uma adolescência "triste", em que se sentia desligado das outras crianças e passava grande parte do tempo fechado em seu quarto desenhando.

"É um momento da vida em que qualquer quer encontrar a seu grupo, sua comunidade, e eu me sentia completamente fora de lugar", explicou o diretor de Divertida Mente, que lembrou que não falar dinamarquês acentuou esse sentimento de isolamento.

Mudança à vista

O filme mostra a infância feliz de Riley no estado de Minnesota e como as coisas se complicaram quando ela se muda com sua família para San Francisco. Joy tenta ganhar a batalha na mente de Riley, mas tem uma dura queda de braço com a tristeza e as outras emoções diante das dificuldades da protagonista em se adaptar à sua nova casa, seu novo colégio e todos os desafios que vieram com a mudança.

Seu primeiro dia de escola não começa bem e termina com Riley chorando em frente aos seus colegas depois de a tristeza dominar o resto das emoções. A tristeza, dublada pela atriz Phyllis Smith, é encarnada por uma figura baixinha, com óculos, de cor azul e personalidade insegura, altera também algumas das lembranças de Riley, o que complica ainda mais a experiência da protagonista. "Todas as emoções têm seu encantamento", disse Docter, que confessou que sua preferida é Joy, dublada pela comediante Amy Poehler.

"Joy tenta o tempo todo entusiasmar os outros. É vibrante, enérgica e estou encantado com a animação que alcançamos e como conseguimos criar este personagem com tanto glamour e energia", apontou o diretor, que acrescentou que a primeira emoção que visualizou foi Anger. "Podia imaginá-la claramente como uma espécie de bloco compacto, rígido e soltando fumaça", explicou.

O filme é muito diferente das produções anteriores da Pixar, e mostra paralelamente o mundo real e o mundo dentro da mente de Riley. Mais de 250 pessoas participaram da produção, que estreia em 19 de junho nos EUA e em 2 de julho no Brasil.

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Publicado em 01/05/2015 às 03h03

Balé Romeu e Julieta é exibido nos cinemas

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Romeu e Julieta: balé russo nos cinemas - Foto: Divulgação

Do R7

Quem curte a mais trágica história de amor da dramaturgia universal pode ver uma versão poética do texto de William Shakespeare nos cinemas neste fim de semana.

O balé Romeu e Julieta poderá ser visto nas telas da rede UCI de cinemas nos dias 2 e 3 de maio, sábado e domingo agora, às 15h30.

Encenado pela companhia russa Belé Bolshoi, a produção será exibida em 17 salas da rede distribuídas pelo Brasil.

Dirigido por Yuri Grigorovich e regido por Sergei Prokofiev,  o balé apresenta as performances estelares de Alexander Volchkov e Anna Nikulina para contar essa trágica história de amor.

O ingresso é R$ 50 a inteira.

Veja, abaixo, quais salas participam:

UCI Anália Franco (São Paulo), UCI Jardim Sul (São Paulo), UCI Santana Parque Shopping (São Paulo), UCI Kinoplex Norte Shopping (Rio de Janeiro), UCI New York City Center (Rio de Janeiro), UCI ParkShopping Campo Grande (Rio de Janeiro), UCI Kinoplex Plaza Casa Forte Shopping (Recife), UCI Kinoplex Recife Shopping (Recife), Iguatemi Fortaleza (Fortaleza), UCI Shopping Parangaba (Fortaleza), UCI Estação (Curitiba), UCI Palladium (Curitiba), UCI Bosque dos Ipês (Campo Grande), UCI Kinoplex Independência (Juiz de Fora), UCI Ribeirão (Ribeirão Preto), UCI Orient Shopping Barra (Salvador), UCI Kinoplex Shopping da Ilha (São Luís)

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Publicado em 30/04/2015 às 17h35

Bruna Ferreira assume nas férias de Miguel Arcanjo Prado

miguel arcanjo prado bruna ferreira foto eduardo enomoto Bruna Ferreira assume nas férias de Miguel Arcanjo Prado

Miguel Arcanjo Prado e Bruna Ferreira na redação do R7: ela assume nas férias do colega - Foto: Eduardo Enomoto

Durante as férias do jornalista e editor de Cultura do R7, Miguel Arcanjo Prado, neste mês de maio, os blogs Atores & Bastidores e R7 Cultura serão assumidos pela jornalista Bruna Ferreira.

Bruna é formada em jornalismo pela ECA-USP (Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo), onde atualmente cursa a pós-graduação, no mestrado. Ela está no R7 há cinco anos e, atualmente, é repórter da equipe de Entretenimento do portal. Arcanjo volta ao comando dos blogs em 5 de junho.

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Publicado em 30/04/2015 às 03h03

Inez Viana faz show grátis com sambas

fotógrafo Victor Haim Inez Viana faz show grátis com sambas

Inez Viana faz show grátis de samba em SP - Foto: Victor Haim

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O feriadão do Dia do Trabalho será ao som de samba na Caixa Cutlural São Paulo, na praça da Sé, 111. E o melhor: ninguém vai pagar nada.

Nos dias 1º, 2 e 3 de maio, sempre às 19h15, a cantora Inez Viana faz no local o show Samba no Teatro, com sambas que fizeram parte de espetáculos teatrais da artista, que também é atriz.

Estará acompanhada dos músicos João Callado – também diretor musical do show – e Nando Duarte.

A entrada é de graça e os ingressos estarão disponíveis a partir das 12h de cada dia.

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Publicado em 29/04/2015 às 03h03

Ney Matogrosso faz show de abertura do Teatro Porto Seguro

Ney Matogrosso Marcelo Faustini Ney Matogrosso faz show de abertura do Teatro Porto Seguro

Ney Matogrosso fará show de abertura do Teatro Porto Seguro - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Sensualidade não vai faltar. Ney Matogrosso será o primeiro artista a pisar no palco do mais novo espaço cênico de São Paulo.

Ele abre no dia 5 de maio, para convidados, e 6 de maio, para o público, o Teatro Porto Seguro, com seu show Atento aos Sinais.

No mês de abertura, a casa ainda terá shows de Tiago Abravanel e Maria Rita, além do espetáculo solo de Gregório Duvivier, Uma Noite na Lua, e da peça Nine – Um Musical Felliiniano, assinada pela dupla Charles Möeller e Claudio Botelho.

O Teatro Porto Seguro fica na alameda Barão de Piracicaba, 740, na região da Luz, no centro paulistano.

O espaço tem 4.100m² e capacidade para 508 pessoas.

Além de estacionamento, o novo espaço terá vans que farão o transporte gratuito do público da estação Luz do metrô até o teatro, em trajeto de ida e volta — o que é muito bem-vindo, já que o teatro é vizinho à região da cracolândia.

O projeto do Teatro Porto Seguro prevê transformá-lo no Complexo Cultural Porto Seguro, com restaurante, café e Espaço Cultural Porto Seguro, com previsão de inauguração no segundo semestre de 2015.

Veja a programação do mês de abertura:

NEY MATOGROSSO – “Atento aos Sinais”
Data: Dia 6 de maio, às 21 horas.
Ingressos: R$ 180,00 (Plateia).
R$ 120,00 (Balcão/Frisa).
Clientes Porto Seguro têm 50% de desconto na compra de 1 ingresso + acompanhante.
Duração: 90 minutos.
Classificação: 14 anos.

****

TIAGO ABRAVANEL – “Eclético”
Data: 7 de maio, quinta-feira, às 21 horas.
Ingressos: R$ 180,00 (Plateia).
R$ 120,00 (Balcão/Frisa)
Clientes Porto Seguro têm 50% de desconto na compra de 1 ingresso + acompanhante.
Duração: 120 minutos.
Classificação: 16 anos.

****

MARIA RITA – “Coração a Batucar”
Data: 9 de maio, sábado, às 21 horas.
Ingressos: R$ 180,00 (Plateia).
R$ 120,00 (Balcão/Frisa).
Clientes Porto Seguro têm 50% de desconto na compra de 1 ingresso + acompanhante.
Duração: 90 minutos.
Classificação: Livre.

****

NINE – Um Musical Felliniano – Direção de Charles Möeller e Claudio Botelho
Estreia dia 23 de maio, sexta-feira, às 21h.
Ingressos: de R$ 50,00 a R$ 200,00.
Temporada: De 23 de maio a 9 de agosto, quintas, sextas e sábados às 21h e domingos às 19h.
Clientes Porto Seguro têm 50% de desconto na compra de 1 ingresso + acompanhante.
Duração: 135 minutos (15 minutos de intervalo).
Classificação: 12 anos.

****

GREGÓRIO DUVIVIER - “Uma Noite na Lua”
Ingressos: R$ 60,00 (Plateia).
R$ 50,00 (Balcão/Frisa).
Clientes Porto Seguro têm 50% de desconto na compra de 1 ingresso + acompanhante.
Data: De 27 de maio a 10 de junho, quartas, às 21 horas.
Duração: 60 minutos.
Classificação: 12 anos.

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Publicado em 28/04/2015 às 03h03

Crítica: Amor à Primeira Briga escancara juventude sem rumo do século 21

les combattants Crítica: Amor à Primeira Briga escancara juventude sem rumo do século 21

Adèle Haenel e Kévin Azaïs em cena de Amor à Primeira Briga - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Houve um tempo (anos 1960 e 1970) que a juventude tinha rumos de sobra a seguir. Ideologia (e outras coisinhas mais) para embarcar não faltavam. Paz e amor eram apenas alguns dos slogans e formas de vida possíveis.

Já neste século 21, no qual o socialismo foi derrotado sem dó nem piedade por um capitalismo cada vez mais selvagem e dominador das entranhas sociais, o que acontece é justamente o contrário do que já houve um dia: a ideologia está morta e, ao contrário de Cazuza, os jovens nem parecem mais querer uma para viver.

Isto é evidenciado pelos personagens centrais do filme francês Amor à Primeira Briga. O título em português é infinitamente inferior (e mais apelativo comercialmente) do que o título original em francês, Les Combattants (Os Combatentes), muito mais inteligente e próximo da pegada do filme.

O enredo é o encontro de dois adolescentes, Arnaud (Kevin Hazaïs) e Madeleine (Adéle Haenel), que vivem meio que sem rumo em uma cidadezinha litorânea.

Enquanto ele ajuda seu irmão no negócio familiar e ela faz exercícios físicos em sua piscina, a coisa mais emocionante que pode acontecer a ambos é se alistar no exército francês.

Enquanto embarcam na aventura, é claro que algo a mais surge entre eles, durante os enfrentamentos costumeiros.

Mas o mais importante do filme nem é a historinha romântica bem construída pelo diretor Thomas Cailley, mas, sim, seu pano de fundo: uma Europa em crise, onde os jovens já não têm perspectiva de futuro. E isto pode tornar-se um perigo: mentes vazias podem ser facilmente cooptadas por qualquer ideologia que se apresente em sua frente.

Porque, por mais que aparentem ser largados no mundo, os jovens de hoje ainda precisam de uma ideologia para viver.

Amor à Primeira Briga
Avaliação: Bom

bom Crítica: Amor à Primeira Briga escancara juventude sem rumo do século 21

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Perfil

Miguel Arcanjo Prado é editor de Cultura do R7, onde está desde o começo do portal, em 2009. É jornalista formado pela UFMG e pós-graduado em Mídia, Informação e Cultura pela ECA-USP. É crítico membro da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes). Nasceu em Belo Horizonte e mora em São Paulo desde 2007, quando ingressou no Curso Abril de Jornalismo. Ainda em Minas, estreou como cronista do semanário O Pasquim 21, passando por TV UFMG e TV Globo Minas. Na capital paulista, foi repórter da Contigo!, da Ilustrada na Folha Online e do Agora São Paulo, no Grupo Folha. Edita e apresenta a Agenda Cultural da TV Record News.

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