Publicado em 22/06/2015 às 16h00

Ouro Preto vira casa do cinema brasileiro; 10ª CineOP fecha com público de 15 mil espectadores

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Público de Ouro Preto assiste, ao ar livre, ao filme My Name is Now, Elza Soares, de Elisabete Martins Campos na programação da 10ª CineOP- Foto: Leo Lara/AgNews

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Chega ao fim nesta segunda (22) a 10ª edição da CineOP, a Mostra de Cinema de Ouro Preto. Nem o frio da serra impediu o evento de levar 15 mil pessoas aos cinemas da cidade histórica de Minas Gerais nos últimos seis dias.

O festival homenageou o ator Milton Gonçalves por sua trajetória no cinema brasileiro. Ele chorou ao ser condecorado com o Troféu Vila Rica, e conclamou aos negros que sigam lutando por um melhor espaço na sociedade.

Por conta do grande homenageado, o tema deste ano foi O Negro em Movimento, discutindo o papel dos profissionais afro-brasileiros na construção e no desenvolvimento de nosso cinema. Outros grandes nomes, como o ator Antonio Pitanga, estiveram em Ouro Preto.

Foram exibidos nesta CineOP 105 filmes nacionais. Também houve debates, lançamentos de livros e filmes, seminários e oficinas. O Cine Vila Rica, com seus 700 lugares, ficou lotado em praticamente todas as sessões. Também abrigaram as atividades do festival o Centro de Convenções de Ouro Preto e a histórica praça Tiradentes, onde foi montado com Cine-Praça com 1.000 lugares. Tudo com entrada gratuita.

“Nesta edição, que marca os 10 anos de realização da CineOP, estamos ainda mais convictos de nosso papel – ser instrumento de reflexão e luta pela salvaguarda da produção nacional em diálogo com a educação e em intercâmbio com o mundo”, diz Raquel Hallak, coordenadora do CineOP e uma das diretoras da Universo Produção, ao lado de Quintino Vargas Neto e de Fernanda Hallak d'Angelo, que com ela fazem também a Mostra de Cinema de Tiradentes.

Um dos destaques deste ano foi a forte presença do CineOP nos bairros de Ouro Preto, integrando a comunidade local ao evento. Lugares mais distantes do centro da cidade histórica, como Morro São Sebastião, Alto das Dores e Bauxita tiveram sessões gratuitas e às quais compareceram público de 1.000 espectadores.

Também receberam sessões de cinema 22 escolas da rede pública ouro-pretana, com participação de mais de 3.000 estudantes, que conferiram longas pensados para o público infanto-juvenil, como O Menino no Espelho, de Guilherme Fiúza, Amazônia, de Thierry Ragobert, O Segredo dos Diamantes, de Helvécio Ratton, e Houve uma Vez Dois Verões, de Jorge Furtado.

Fernanda Coelho também foi homenageada por sua dedicação à conservação do audiovisual brasileiro. O Cineduc também foi condecorado por ser uma instituição dedicada em levar a linguagem do cinema a crianças e adolescentes.

Veja imagens que marcaram a 10ª CineOP:

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O grande homenageado da 10ª CineOP, Milton Gonçalves, em Ouro Preto - Foto: Leo Lara/Universo Produção

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Antonio Pitanga também esteve em Ouro Preto para debater o negro no cinema - Foto: Leo Lara/Universo Produção

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Cortejo da Arte improvisou uma festa junina nas ruas de Ouro Preto - Foto: Nereu Jr./Universo Produção

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O cantor e ator Mauricio Tizumba também participou da mostra - Foto: Leo Lara/Universo Produção

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Detalhe do cine ao ar livre, com o ator Caio Blat na telona, em cena do filme Meus Dois Amores, de Luiz Henrique Rios - Foto: Leo Lara/Universo Produção

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Luiz Carlos Lacerda, o Bigode, dá oficina de documentário em Ouro Preto - Foto: Nereu Jr./Universo Produção

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Raquel Hallak e Jaime Antunes da Silva assinam termo de cooperação entre a Universo Produção, o Ministério da Justiça e o Arquivo Nacional - Foto: Leo Lara/Universo Produção

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Um sorriso negro: o abraço de Milton Gonçalves e Antonio Pitanga - Foto: Leo Lara/Universo Produção

 

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Publicado em 22/06/2015 às 15h27

Estreia de Divertida Mente supera a de Avatar

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Divertida Mente (à esq.) chegou faturando bem mais que Avatar (à dir.) - Fotos: Divulgação

Da EFE, em Los Angeles

A estreia do último longa da Pixar, "Divertida Mente", neste último fim de semana, faturou US$ 91 milhões, a melhor marca da história para um filme original (que não faça parte de uma trilogia ou seja uma sequência) ao superar os US$ 77 milhões de "Avatar" em 2009.

Também é o segundo melhor número da Pixar em uma estreia, atrás somente dos US$ 110 milhões de "Toy Story 3", de 2010.

Dirigido por Pete Docter, "Divertida Mente" tem como personagens a felicidade, a tristeza, a ira e o nojo.

Os sentimentos vivem no interior do cérebro de Riley, uma menina que o filme acompanha desde seu nascimento até os 12 anos em uma vertiginosa sucessão de cenas brilhantes, coloridas e detalhadas.

O filme mais visto foi Jurassic World, com US$ 102 milhões.

O terceiro lugar foi para a comédia "A Espiã Que Sabia de Menos", com 10,5 milhões. Estrelado por Melissa McCarthy, que interpreta uma analista da CIA sem experiência em missões de campo, o longa mostra a espiã se infiltrando no submundo do tráfico de armas para prevenir um desastre mundial.

O quarto posto foi para "Terremoto: A Falha de San Andreas", com US$ 8,2 milhões. O filme conta como os tremores em uma falha desconhecida destroem primeiro a barragem Hoover, em Las Vegas, e provocam enormes tremores em San Andreas, que causam um brutal terremoto de magnitude 9 na escala Richter que gera o caos em toda a Califórnia.

Por último, a estreia de "Dope" (ainda sem título em português) faturou US$ 6 milhões. A obra conta as mudanças na vida de Malcom, um jovem "geek" que sobrevive em um bairro violento, ao se envolver em uma grande aventura em Los Angeles junto com um grupo de amigos depois de receber um convite para uma festa secreta.

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Publicado em 22/06/2015 às 15h22

Jurassic World estraçalham bilheteria nos EUA

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Cena do filme Jurrasic World: arrasa-quarteirão de bilheteria - Foto: Divulgação

Da EFE, em Los Angeles

Os dinossauros de "Jurassic World " dominaram a bilheteria americana ao arrecadar US$ 102 milhões neste fim de semana, mas a animação "Divertida Mente" não ficou atrás e bateu o recorde para a estreia de uma obra original, com US$ 91 milhões.

A marca de "Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros" é a segunda melhor da história para um filme em sua segunda semana em cartaz, atrás somente dos US$ 103,1 milhões de "Os Vingadores" (2012).

A receita global do filme, dirigido por Colin Trevorrow e protagonizado por Chris Pratt e Bryce Dallas Howard, já se aproxima de US$ 1 bilhão.

O filme se passa em um resort de luxo onde os visitantes interagem com criaturas pré-históricas em seu próprio habitat, mas acabam sendo imersos em um pesadelo quando um animal geneticamente modificado escapa e ameaça destruir tudo a sua volta.

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Publicado em 22/06/2015 às 03h03

Milton Gonçalves chora com homenagem no CineOP

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Milton Gonçalves chora ao receber o Troféu Vila Rica, no CineOP, em Ouro Preto - Foto: Nereu Jr./Universo Produção

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O ator Milton Gonçalves se emocionou ao receber a homenagem principal da 10ª edição da Mostra de Cinema de Ouro Preto, o CineOP, que acontece até o dia 22 na cidade histórica mineira.

Em seu discurso, ele relembrou a luta dos negros no Brasil. De punho cerrado, bradou: "Lutar! Vamos lutar".

A homenagem foi realizada na última quinta (18), no Cine Vila Rica. Milton dedicou o troféu recebido à sua mulher, já falecida. "O que fiz de bom até hoje eu devo a ela e eu gostaria muito que ela estivesse fisicamente aqui conosco”, disse, emocionado.

O troféu Vila Rica foi entregue a Milton por Antonio Pitanga e Antônio Carlos da Fontoura. Seu discurso foi ouvido com atenção pela plateia.

"Durante toda a vida eu precisei aprender a me defender. O negro passa por situações de muita dor. Eu entrei na arte por acaso, mas hoje há milhares de jovens tentando não sofrer nem serem humilhados o tempo todo”, falou.

O tema do 10º CineOP é O Negro em Movimento.

Veja mais imagens da homenagem a Milton Gonçalves:

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Milton Gonçalves não aguentou a emoção e chorou copiosamente - Foto: Leo Lara/Universo Produção

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O ator recebe o abraço dos amigos Antonio Pitanga e Antonio Carlos da Fontoura - Foto: Foto: Nereu Jr./Universo Produção

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Maurício Tizumba representou a música negra na homenagem a Milton Gonçalves - Foto: Nereu Jr./Universo Produção

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Em seu discurso, Milton Gonçalves lembrou a luta do negro no Brasil - Foto: Nereu Jr./Universo Produção

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O ator se emocionou com o aplauso de pé que recebeu do público mineiro - Foto: Leo Lara/Universo Produção

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A plateia aplaudiu de pé Milton Gonçalves por vários minutos - Foto: Nereu Jr./Universo Produção

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O ator Milton Gonçalves vibra com o reconhecimento de sua trajetória no cinema - Foto: Leo Lara/Universo Produção

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Com o punho cerrado para o alto, o ator conclamou que os negros sigam sua luta - Foto: Leo Lara/Universo Produção

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Publicado em 21/06/2015 às 11h19

Diretor argentino diz que não sabe fazer filme para o povão

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Cena do filme Jauja, de Lisandro Alonso, exibido em Fortaleza, no Cine Ceará - Foto: Divulgação

Da EFE, em Fortaleza

Nos últimos festivais cinematográficos, o argentino Lisandro Alonso tem sido um dos diretores que mais divide a crítica com suas produções independentes, mas como ele mesmo reconheceu neste sábado (20) em Fortaleza não sabe fazer filmes "para todo o mundo".

Após apresentar seu filme no 25º Cine Ceará - Festival Ibero-Americano de Cinema, Alonso afirmou durante um debate que ele gostaria que "Jauja", sua mais recente produção, "fosse vista pela maior quantidade de gente possível", mas "evidentemente não sou tolo e sei que a proposta não é para todos".

O diretor comentou que não sabe "fazer uma comédia romântica ou policial" e completou: "Faço este tipo de filmes porque é o que sei fazer" - um gênero que o protagonista de "Jauja", Viggo Mortensen, qualificou de "conto estranho" durante as filmagens.

Filmada em dois idiomas e países, o filme "vai se transformando" à medida que transcorre a projeção, razão pela qual - confessou o cineasta - "até hoje me dá trabalho falar sobre do que se trata".

E não é para menos já que o filme abriga tantas leituras e possibilidades como o espectador queira imaginar, desde um western clássico ao estilo de John Ford até o sonho de um cachorro mulherengo.

Com um roteiro de apenas 20 páginas e cores que remetem mais à pintura que a uma sala de projeções, "Jauja" desdobra paisagens hipnóticas onde a luz e a composição deixam o homem - um soldado dinamarquês destinado à Patagônia - em segundo plano.

"O que eu filmo é o não civilizado", explicou o cineasta, que já começou a trabalhar em seu próximo projeto, que será rodado - "se tiver sorte" - na Amazônia.

Por enquanto, Alonso confirmou apenas que gostaria repetir a experiência com Timo Salminem, o diretor de fotografia e colaborador habitual do finlandês Aki Kaurismäki, mas não revelou se voltará a contar com um elenco de luxo.

"É a primeira vez que trabalho com atores profissionais", lembrou o diretor, garantindo que, graças à participação de Mortensen, "Jauja", por exemplo, "tem mais possibilidades de ser exibida" - uma prova é que o filme será o primeiro de Alonso a ser distribuído no Brasil.

Com uma programação de forte sotaque espanhol e 25 anos de existência, o Cine Ceará exibirá em Fortaleza um total de 60 filmes até o próximo dia 24 de junho.

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Lisandro Alonso: diretor argentino diz que não sabe fazer filme para "todo o mundo" - Foto: Divulgação

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Publicado em 20/06/2015 às 03h03

Chris Oliveira estreia show Elixir na Virada Cultural

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Estreante na Virada: Chris Oliveira solta a voz em Elixir - Foto: Juliana Freitas

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A Virada Cultural, que acontece em São Paulo neste fim de semana é a oportunidade não só de ver artistas já velhos conhecidos do público, como também de descobrir nomes que despontam em nossa música.

Um deles é Chris Oliveira, que grava o disco Elixir e que participa pela primeira vez do evento.

Seu show está marcado para o domingo (21), às 15h, no Teatro Luiz Gonzaga, no CEU Curuçá (av. Marechal Tito, 3400, Itaim Paulista), na zona leste paulistana.

Chris prepara surpresas para seu show: “A expectativa é imensa, de poder cantar as canções do álbum que ainda está no forno”. Outra alegria é poder cantar na região onde o músico cresceu e viu sua música desabrochar. Foi na zona leste também que ele foi premiado com a música São Paulo.

Elixir é um disco com 12 faixas com influências do samba, rock nacional, música latina, black music e música pop italiana. A primeira música do disco foi lançada em abril e já faz sucesso nas redes sociais: Bora.

Depois do show de Chris, o espaço ainda recebe a banda de reggae Planta e Raiz. Vale a pena conferir.

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Publicado em 19/06/2015 às 03h03

Cine Ceará faz 25 anos com sotaque espanhol

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Cena da noite de abertura do 25ª Cine Ceará, em Fortaleza - Foto: Divulgação

Da EFE, em Fortaleza

Com uma homenagem ao cinema espanhol foi inaugurada nesta quinta-feira (18) a 25ª edição do Cine Ceará - Festival Ibero-Americano de Cinema -, que exibirá um total de 60 filmes até o dia 24 de junho em Fortaleza.

A noite de abertura teve uma sessão para 500 pessoas do longa "O Clube", do chileno Pablo Larraín, principal atração da seção latino-americana do evento e que ganhou o Urso de Prata no prestigiado Festival de Berlim.

Com 495 filmes inscritos nas Mostras Competitivas - 162 longas e 333 curtas -, o Cine Ceará terá nove produções na mostra Ibero-Americana de Longa-Metragem e 16 na Brasileira de Curta-Metragem.

Sotaque hispânico

Com uma programação de forte sotaque hispânico, o Cine Ceará aproximará o público brasileiro durante os próximos dias de oito curtos e sete longas que formam o ciclo "Mostra Novo Cinema Espanhol", liderada pela produção basca "Loreak", de Jon Garaño e José Mari Goenaga, que foi indicada em 2014 à Concha de Ouro no Festival Internacional de Cinema de San Sebastián.

Entre outros destaques estão o longa "Nem Tudo é Vigília", de Hermes Paralluelo, eleito Melhor Filme nos festivais do Uruguai e de Cosquim, e o curta "Ser e Voltar", de Xacio Baño, vencedor do Prêmio do Júri no Festival Clermont Ferrand, na França. Além da mostra espanhola, os filmes disputarão o primeiro posto na mostra Competitiva Ibero-Americana - a principal do evento -, a mostra Competitiva Brasileira de Curtas-metragens e o Olhar Ceará.

Para comemorar seu 25º aniversário, o Cine Ceará conseguiu retornar a sua casa original, o Cine-Teatro São Luiz, no centro de Fortaleza que teve que abandonar há alguns anos devido à degradação da sala.

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Publicado em 18/06/2015 às 03h03

Artistas africanos invadem museu no Ibirapuera

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Obra no Museu Afro Brasil: El Anatsui é considerado o maior artista visual da África - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Muitas vezes há muito preconceito quando se pensa em arte africana.

É justamente para quebrar com velhos paradigmas sobre a produção artísticas no Continente Negro que o Museu Afro Brasil, no Parque Ibirapuera, em São Paulo, apresenta a exposição Africa Africans.

A entrada é gratuita, e a mostra está em cartaz até 30 de agosto.

São cerca de cem trabalhos de 20 artistas africanos. Há vídeos, pinturas, instalações e esculturas.

Um dos destaques é a gigante The British Library, do artista plástico nigeriano-britânico Yinka Shonibare MBE. Nascido em Londres em 1962, Shonibare foi criado na Nigéria e voltou para capital inglesa para estudar Artes, dando início à sua trajetória artística.

Sua instalação é formada por 6.225 livros coloridos encapados por tecidos dutch wax – conhecidos como ‘tecidos africanos’, mas fabricados na Holanda com uso de técnicas inspiradas na arte milenar do batik indonesiano. O uso deste material é uma marca registrada do artista.

Outro ponto forte é Skylines, de El Anatsui, ganês radicado na Nigéria. Nascido em 1944, ele é considerado o mais importante artista africano da atualidade, reconhecido na Europa e nos Estados Unidos e foi recém premiado, no dia 9 de maio de 2015, com um Leão de Ouro, na Bienal de Artes de Veneza.

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Publicado em 17/06/2015 às 12h44

Mostra desvenda diretor argentino Torre Nilsson

 Mostra desvenda diretor argentino Torre Nilsson

Leopoldo Torre Nilsson: filmes de um dos principais diretores argentinos no Brasil - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Os brasileiros andam cada vez mais próximos do cinema argentino. E não só dos filmes com Ricardo Darín. Isso mostra que há, pelo menos, certa resistência à velha mania de povo colonizado, que só tem olhar para Europa e Estados Unidos.

Uma boa nova é a mostra O Olho que Espia, com 18 filmes do cineasta argentino Leopoldo Torre Nilsson (1924-1978), um dos principais da história do cinema feito em nosso país vizinho.

Ela é realizada pelo Centro Cultural Banco do Brasil. A mostra estreou no CCBB de São Paulo, onde foi sucesso. Agora, segue para o CCBB do Rio, onde poderá ser vista entre 1º e 6 de julho, e depois para o CCBB de Brasília, onde os longas serão exibidos entre 22 e 27 de julho.

A curadoria é assinada conjuntamente por Andrea Armentano e Sofía Torre Nilsson, neta do cineasta argentino.

Filmes do avô na mala

Sofía conta que esta é a primeira vez que viaja com os filmes do avô debaixo do braço com um único objetivo: “difundir sua obra junto ao público brasileiro”.

Em sua visão, tudo foi um grande desafio. Diz que “foi uma verdadeira surpresa” a recepção positiva que o público paulistano deu aos longas na capital paulista.

“As sala esteve cheia; senti um público ávido por conhecer, fazendo perguntas sobre a vida e a obra de Leopoldo Torre Nilsson”, conta, satisfeita. Além de neta, Sofía também é filha e bisneta de cineastas — seu pai é o diretor Pablo Torre e seu bisavô é o diretor Leopoldo Torres Ríos, pai de Torre Nilsson.

Cinema em casa

Ela conta que o cinema sempre foi tema em casa e que os pais se preocuparam em dar uma boa formação cinematográfica aos filhos, mesmo durante os anos de repressão na Argentina.

“Quando meu irmão e eu éramos pequenos, nossos pais nos escondiam no baú do carro para entrar no autocine e vermos filmes que não eram aptos para todo o público em plena ditadura militar”, recorda.

Ela conta que foi a partir da adolescência que descobriu com um olhar mais sensível os filmes de seu avô e também de seu bisavô.

“Lembro-me de que, enquanto meus amigos viam Os Gremlins, meu pai me fazia ver La Caída ou La Mano em la Trampa. Neste momento, me parecia um castigo, hoje, creio que ele fez isso para que conhecêssemos nosso avô, que havia falecido quando éramos pequenos. Meu avô morreu poucos dias antes de meu aniversário de um ano”, conta.

Presença de um ausente

Para Sofía, tal ausência sempre doeu. “Isso deixou um estigma em minha vida. Eu sou uma grande colecionadora de objetos do meu avô. Guardo recortes de jornal, cartazes dos filmes, roteiros originais, fotos e seu óculos; estes pelos quais ele via o mundo, mundo tão maravilhoso que se transformou em filmes. Creio que como eu não pude conhecer meu avô em vida, sinto a necessidade que a gente o conheça por meio de sua obra”, confessa.

Instigada a definir o estilo cinematográfico de Leopoldo Torre Nilsson, Sofía fala com propriedade de especialista: “Meu avô tinha um estilo cinematográfico muito particular. Ele era míope, usava uns óculos fundo de garrafa, creo que, por isso, seu cinema foi tão intimista. A crítica sempre falou da estranheza dos primeiros planos que ele utilizava. Eu, que tenho seus óculos, creio que ele utilizava planos tão fechados porque senão, não conseguiria ver a expressão dos atores”.

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Leopoldo Torre Nilsson (com os óculos fundo de garrafa) ao lado do ator Alfredo Alcon, no set de filmagens de El Santo de la Espada, de 1969 - Foto: Divulgação

Aproximação com Argentina

Para a curadora brasileira da mostra, Andrea Armentano, é preciso aproximar a cultura cinematográfica dos dois países vizinhos.

“Apesar de estarmos localizados tão próximos, tanto o espectador brasileiro quanto o espectador argentino desconhecem muito da história do cinema de ambos os países”, diz.

Em sua visão, a mostra permite “a imersão no universo de um diretor reconhecido e importante na história do cinema argentino”. E dá a chance ao público brasileiro de ir além dos filmes com o ator argentino Ricardo Darín, "uma peça certeira para sucesso de público tanto na Argentina como no Brasil".

Ao ter contato com os filmes de Nilsson, os brasileiros podem ter ferramentas para compreender o cinema argentino contemporâneo, que tanto sucesso faz no Brasil.

“É importante para o público brasileiro entender que há um caminho longo traçado por cineastas como Torre Nilsson para que o cinema contemporâneo argentino seja hoje considerado uma referência no mundo todo”, declara Andrea.

Não custa nada lembrar que Torre Nilsson foi um precursor que abriu portas ao mercado internacional para a cinematografia argentina e latino-americana. Ele teve filmes indicados à Palma de Ouro em Cannes e em outros grandes festivais, como Berlim, Veneza e San Sebastian.

“Isso tem um reflexo direto no mercado atual”, diz a curadora. Para ela, o ponto forte do cinema argentino são roteiros bem estruturados, “uma espontaneidade e uma maneira de contar histórias cotidianas muito inteligente e criativa”, afirma Andrea.

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CCBB do Rio (à esq.) e CCBB de Brasília (à dir.) vão receber os filmes do diretor argentino Leopoldo Torre Nilsson após exibições de sucesso em São Paulo - Foto: Divulgação

Diálogo latino-americano

Mostras como esta ajudam a criar uma cultura de conversa cinematográfica entre o Brasil e seus países vizinhos. “A América Latina toda deveria se aproximar mais cinematograficamente falando. Nós brasileiros ainda temos uma cultura de consumo cinematográfica muito americana e europeia”, diz Andrea Armentano.

Ela lembra que há festivais que incentivam a produção latino-americana, contudo, os mesmos atingem um público reduzido. “Ainda falta um interesse por parte do público em olhar para os países vizinhos”, afirma.

“A América Latina tem uma cultura cinematográfica muito interessante e distinta do resto do mundo tanto no sentido criativo quanto na produção. Acho que o Brasil deveria estar mais atento a esse estilo e adaptá-lo aos modelos de produção nacionais”, considera.

E quem deseja ver mais novidades nas telas do CCBB, ela adianta que, em 2016, haverá a mostra Mulheres em Cena, focada em diretoras latino-americanas contemporâneas “com exibições de seus filmes e debates sobre o cinema latino-americano e a mulher no cinema”.

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Publicado em 17/06/2015 às 03h03

Roberto Carlos receberá homenagem em Las Vegas

roberto carlos Roberto Carlos receberá homenagem em Las Vegas

Roberto Carlos será homenageado nos Estados Unidos - Foto: Divulgação

Da EFE

Roberto Carlos foi eleito a Personalidade do Ano pela Academia Latina da Gravação e receberá o prêmio em um evento anterior à festa do Grammy Latino, informou a organização nesta terça-feira (16).

"Falar do Brasil é falar de Roberto Carlos. Seu imenso talento, paixão e dedicação à sua arte fizeram dele um dos maiores cantores e compositores da música latina. É com grande orgulho que homenageamos esse tesouro musical e estamos ansiosos por celebrar sua carreira e seu inesquecível legado", disse Gabriel Abaroa, presidente da Academia.

A homenagem acontecerá em 18 de novembro no centro de convenções do Hotel Mandalay Bay, em Las Vegas, no estado americano de Nevada, e contará com a presença de artistas de renome que irão interpretar as músicas mais famosas do Rei.

Parte do lucro da homenagem irá para à Fundação Cultural Latin Grammy.

O evento servirá como prévia do Grammy Latino, que será realizado no hotel MGM de Las Vegas em 19 de novembro.

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Perfil

Miguel Arcanjo Prado é editor de Cultura do R7, onde está desde o começo do portal, em 2009. É jornalista formado pela UFMG e pós-graduado em Mídia, Informação e Cultura pela ECA-USP. É crítico membro da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes). Nasceu em Belo Horizonte e mora em São Paulo desde 2007, quando ingressou no Curso Abril de Jornalismo. Ainda em Minas, estreou como cronista do semanário O Pasquim 21, passando por TV UFMG e TV Globo Minas. Na capital paulista, foi repórter da Contigo!, da Ilustrada na Folha Online e do Agora São Paulo, no Grupo Folha. Edita e apresenta a Agenda Cultural da TV Record News.

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