Publicado em 19/02/2015 às 17h00

Carnaval de SP não precisa ser igual ao do Rio

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Mestre-sala e porta-bandeira da Vai-Vai, campeã 2015 em SP - Foto: Robson Fernandes/LigaSP/FotosPúblicas

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O Carnaval é uma manifestação da cultura popular, portanto, é natural que seja diferente em cada lugar onde se realize.

Ele não precisa seguir um "padrão de qualidade" imposto pelo sistema ou pela televisão, já que não é um simplesmente um produto da indústria de massa. É muito mais que isso. É manifestação de arte popular.

Cada escola e cada Carnaval têm sua autenticidade. Por isso, não é a mesma coisa ir à quadra da Mangueira ou à da Portela; ir à Vai-Vai ou à Rosas de Ouro; ou ir ao Anhembi ou à Sapucaí. Cada lugar tem sua magia, sua aura, feita do encontro daquela gente que constrói cada espaço, cada agremiação, cada festa. E gente é diferente. Ainda bem.

Suor da comunidade faz a festa

Apesar de ser feita nos dias de hoje com muito profissionalismo e, muitas vezes, até copiando regras do mercado, a principal festa brasileira ainda é fruto do suor dado pelos moradores da comunidade de cada escola de samba. E isto não pode jamais ser esquecido. Esta gente, em sua maioria sofrida, é a parte mais importante deste jogo.

São eles que ensaiam o ano inteiro, mesmo depois de longas jornadas de trabalho, para fazer bonito na avenida. Costuram as fantasias, criam coreografias, compõem sambas que entrarão para o inconsciente coletivo nacional.

O Carnaval não é um espetáculo da Broadway. Por mais que hoje tenham grandes artistas e técnicos na folia, o Carnaval, ainda bem, mantém sua grande parcela popular na festa. Que, aliás, deve ser mantida. Senão, vira um Carnaval fake, sem graça, para gringo ou quem não gosta de samba ver pela televisão.

Carnaval existe antes da TV

Outra coisa importante: o Carnaval não é feito simplesmente para ser transmitido pela TV. A relação aí é contrária, o Carnaval existe antes da TV. Foi ela que percebeu sua riqueza cultural que poderia virar dividendos e resolveu transmiti-lo — transmissão hoje feita de maneira sofrível pela Globo, com narradores que pouco entendem do mundo do samba, ao contrário das transmissões de qualidade que a extinta TV Manchete fazia. Por isso, ver Carnaval pela televisão não é parâmetro para se avaliar um desfile.

Assim fosse, os jurados assistiriam à passagem das escolas de casa, instalado em seus confortáveis sofás. Mas, perderiam o principal, o que os desqualificaria a avaliar a festa: Carnaval é experiência sensorial, para se viver, para se sentir. Seria o mesmo que ver uma peça de teatro no DVD. Nisto o Carnaval é um espetáculo tal qual o do teatro, porque só existe no encontro real entre humanos.

Pode parecer clichê, mas aquela energia, que todos que desfilam falam, só existe mesmo na avenida, quando aquelas milhares de pessoas que a vida muitas vezes põe no escanteio entoam seu samba-enredo com toda a garra possível, traduzindo o sonho de, pelo menos naquela festa, serem campeãs. É essa força que faz arrepiar. E isto só se entende presencialmente.

Expressão de alegria num rosto sofrido

A quem pede o fim do Carnaval, seja ele paulista ou qualquer outro, por não se adequar a padrões estéticos impostos, é preciso elucidar: o Carnaval é sua própria estética. Seja qual for. Não precisa se adequar a nada. E foi pela autenticidade desta festa que o Brasil ficou e é reconhecido em todo o mundo. Antes mesmo de a Globo resolver transmitir.

O Carnaval, seja ele no Rio, em São Paulo, Minas ou Bahia, é o encontro de uma expressão de alegria no rosto de um povo sofrido.

Vida longa ao Carnaval de São Paulo. Vida longa ao Carnaval do Rio. Vida longa ao Carnaval da Bahia. Vida longa ao Carnaval de Pernambuco. Vida longa ao Carnaval de Minas. Vida longa a todos os Carnavais.

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Publicado em 19/02/2015 às 15h13

Vai-Vai não foi primeira escola a homenagear Elis

mocidade 1989 elis Vai Vai não foi primeira escola a homenagear Elis

Cenas do desfile da Mocidade Independente de Padre Miguel de 1989: antes de ser vitoriosa no Anhembi, Elis foi tema na Marquês de Sapucaí - Fotos: Reprodução

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A Vai-Vai não foi a primeira escola de samba a cantar Elis Regina em seu desfile na avenida.

Com o enredo Simplesmente Elis - A Fábula de uma Voz na Transversal do Tempo, a escola do Bixiga sagrou-se campeã do Carnaval de São Paulo em 2015, seu 15º título.

Contudo, 26 anos antes, no Carnaval do Rio de 1989, a Mocidade Independente de Padre Miguel também homenageou a Pimentinha, com o enredo Elis, um Trem Chamado Emoção.

O samba-enredo, composto por Paulinho Mocidade, Dico da Viola e Cadinho e cantado por José da Rocha Vianna, o Ney Vianna, dizia em seus primeiros versos: "Lá pelas bandas de lá, no sul do meu país, eternamente a cantar, Elis, Elis, Elis/Nas andanças, travessias, no caminhar por entre as pedras desse chão/Na perfeição de se cantar a liberdade, na poesia de uma canção, brilhando nessa passarela, eu sou Elis com a Mocidade".

O desfile da Mocidade contou com famosos como o ator Raul Gazzola e os estilistas Clodovil e Ney Galvão, estes dois últimos em uma alegoria que celebrou Dener Pamplona de Abreu, o costureiro que foi amigo e padrinho de casamento de Elis.

Apesar da garra na Sapucaí, a Mocidade não teve a sorte da Vai-Vai no Anhembi, já que, naquele ano de 1989, a agremiação da Baixada Fluminense terminou em sétimo lugar. Veja imagens do desfile.

Elis já foi cantada também em SP

Elis também foi tema em São Paulo antes de a Vai-Vai resolver homenageá-la este ano. A escola União Independente de Vila Prudente estreou no Grupo Especial em 1984 com o enredo Elis Regina, o Som da Festa Eterna Desta Musa. O desfile, na época, empolgou as arquibancadas na av. Tiradentes, onde acontecia o Carnaval paulistano.

Leia também: Com Elis, Vai-Vai só podia ser mesmo a campeã

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Publicado em 19/02/2015 às 03h03

Paulo Coelho passa a editar seus livros e ganha mais; autor desmente

paulo coelho Emanuele Scorcelletti divulgacao Paulo Coelho passa a editar seus livros e ganha mais; autor desmente

Paulo Coelho começa a editar seus livros - Foto: Emanuele Scorcelletti

Da EFE

O escritor Paulo Coelho deu um salto para a auto-edição e elegeu uma empresa espanhola, em Sevilha, especializada neste sistema, Lantia Publishing, que editou uma primeira obra do best seller em inglês que está sendo vendida há uma semana.

O livro escolhido é um dos primeiros de Coelho, O Dom Supremo, um ensaio de 68 páginas sobre o amor. E há uma segunda que o autor contratou com a empresa sevilhana, Ser como o Rio que Flui, publicado originalmente em 2008 e que sairá também só em inglês.

O Dom Supremo está sendo vendido só por impressão sob demanda através da Amazon e de qualquer livraria pela internet, explicou À Agência Efe o diretor da Lantia Publishin, Enrique Parrilla, que ainda não tem dados sobre as vendas desta primeira semana.

Paulo Coelho é o segundo escritor vivo mais traduzido do mundo, só atrás de J.K. Rowling, com 175 milhões de exemplares vendidos em 170 países, traduzido para 80 idiomas, além de contar com 26 milhões de seguidores no Facebook e 10 milhões no Twitter, e este êxito, segundo Parrilla, se deve ao seu "caráter inovador", o mesmo que, segundo ele, o levou a dar o salto para a auto-edição.

Ganhos maiores

O contrato assinado com Coelho é de estrita confidencialidade sobre os detalhes econômicos, mas Parrilla lembrou que na auto-edição 40% do lucro que normalmente vai para a editora e os 30% para distribuidora não existem, o que multiplica a margem do autor. Normalmente aos escritores — se não são estrelas capazes de negociar condições especiais para suas obras ou pelo menos para algumas — recebem 10% das vendas.

A Lantia Publishing nasceu há três anos no seio da editora sevilhana Ponto Vermelho e atualmente publica cem títulos ao mês. Ela possui outra sede em Houston, e a Ponto Vermelho tem escritório em Los Angeles, nos Estados Unidos, e em Madri, e deve abrir outra em Lisboa, de olho no mercado lusófono para em seguida dar um salto ao Brasil.

Autor desmente

O autor Paulo Coelho usou sua conta no Twitter para desmentir qualquer contrato com a Lantia. Ele ainda informou que ela terá de retirar todas as suas obras das plataformas digitais.

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Publicado em 18/02/2015 às 17h48

#vaivENO: Uma gordurinha não faz mal a ninguém

eduardo enomoto carnaval 2015 #vaivENO: Uma gordurinha não faz mal a ninguémFoto EDUARDO ENOMOTO
Por MIGUEL ARCANJO PRADO

No meio do desfile, cada vez mais capitaneado por celebridades marombadas que pouco ou nada têm a ver com o Carnaval, elas, as verdadeiras mulheres do samba, podem até passar despercebidas por muitas câmeras. Mas são elas, de fato, quem fazem a folia acontecer, ao lado de suas comunidades. Diante de um padrão estético imposto e praticamente inalcançável para a mulher comum, trazem um brado cravado em seus corpos perfeitamente imperfeitos: uma gordurinha não faz mal a ninguém.

*Eduardo Enomoto é fotojornalista do R7. Sua coluna, #VaivENO, é publicada toda quarta aqui no blog R7 Cultura.

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Publicado em 18/02/2015 às 03h03

Com Elis, Vai-Vai só podia ser mesmo campeã

Foto Robson Fernandjes LIGASPFotos Públicas Com Elis, Vai Vai só podia ser mesmo campeã

Elis Regina foi homenageada na Vai-Vai: campeã de 2015 - Foto: Robson Fernandes/LigaSP/Fotos Públicas

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Pedro Mariano, filho de Elis Regina, falou, emocionado, nesta terça (17), ao saber que a Vai-Vai acabara de levar o título de Campeã do Carnaval de São Paulo 2015: "Só queria poder ver o rosto dela, neste momento".

Com certeza, Elis estaria com aquele sorriso gostoso, que lhe apertavam os olhinhos, e com aquele ar de deboche de quem sabia, no fundo, que não poderia ser de outro jeito.

Elis nunca aceitou ser vice de nada. Só entrava em briga para ganhar.

Lutou a vida inteira para ser a maior cantora do Brasil. E foi. Tanto que, mesmo já do outro lado há mais de 30 anos, ainda ostenta o título.

Por isso, não poderia ser de outro jeito. Elis não entraria na avenida para perder. Com Elis, a Vai-Vai só poderia ser mesmo a campeã.

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Taça de campeã 2015 da Vai-Vai no meio dos integrantes da escola - Foto: Eduardo Enomoto

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Diretoria da Vai-Vai exibe a taça de campeã em sua sede, no Bixiga (SP) - Foto: Eduardo Enomoto

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Publicado em 17/02/2015 às 03h03

Uruguai tem o Carnaval mais longo do mundo

carnaval uruguay Uruguai tem o Carnaval mais longo do mundo

Carnaval no Uruguai é marcado pelo ritmo das comparsas e do candombe - Foto: Divulgação

Da EFE

O Carnaval uruguaio, considerado o mais longo do mundo, chega na reta final no próximo domingo, somente um dia de atraso do que estava previsto por seus organizadores, que destacaram nesta segunda-feira (16) à Agência Efe o bom funcionamento das celebrações, graças à ausência de chuvas e confusões.

"Foi um ano muito bom", confirmou o gerente de eventos da Intendência de Montevidéu, Fernando González, ao constatar que as chuvas só obrigaram a cancelar uma das rodadas do segundo turno do Concurso Oficial do Carnaval no Teatro de Verão.

A função carnavalesca só durará um dia a mais do que o programado, o que poderia permitir um dia de descanso aos 24 conjuntos carnavalescos, que será eleito pelo júri no sábado para enfrentar a liga dos melhores, de onde sairão os campeões.

Esta realidade contrasta com a situação do ano passado, quando as constantes chuvas obrigaram a adiar a maioria dos espetáculos do concurso e não permitiram nenhum dia de descanso para os grupos.

González apontou o efetivo desenvolvimento dos desfiles de candombe das Llamadas, um dos principais eventos do Carnaval, que, ao encher de moradores, turistas e curiosos a estreita rua de Isla de Flores, costumam gerar problemas de insegurança.

Neste sentido, foram os desfiles mais tranquilos dos últimos 10 anos, elogiou González, que afirmou que pela primeira vez todos os blocos saíram sem problemas e o evento terminou a tempo.

O Carnaval uruguaio, considerado o mais longo do planeta, começou em 23 de janeiro com um tradicional desfile e durará até março, com a premiação do concurso oficial.

 

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Publicado em 16/02/2015 às 15h41

Morre poeta Philip Levine aos 87 anos nos EUA

philip levine Morre poeta Philip Levine aos 87 anos nos EUA

Philip Levine foi tradutor de Pablo Neruda nos EUA - Foto: Divulgação

Da EFE

O poeta americano Philip Levine, ganhador do prêmio Pulitzer em 1995, morreu neste sábado (14) nos Estados Unidos aos 87 anos, informou neste domingo o jornal The New York Times.

Levine morreu vítima de um câncer de pâncreas em Fresno, na Califórnia, segundo relatou à publicação o também poeta e amigo do autor, Christopher Buckley. Além do Pulitzer, o escritor foi laureado em duas oportunidades com o National Book Award e seus textos apareceram regularmente em publicações de prestígio como The New Yorker e Harper's Magazine.

Amor pelo espanhol

Em sua obra, Levine abordou sua infância na cidade industrial de Detroit, os entediantes trabalhos de sua juventude e dedicou muita atenção à Espanha, onde viveu durante um tempo.

O poeta sentia uma fascinação especial pela Guerra Civil Espanhola e dedicou várias peças ao conflito, entre elas alguns de seus poemas mais populares, como uma elegia ao anarquista Francisco Ascaso.

Além disso, seus conhecimentos de espanhol o levaram a traduzir, para o inglês, autores como o chileno Pablo Neruda e o peruano César Vallejo, entre outros.

Filho de imigrantes judeus da Rússia, Levine cresceu durante os difíceis anos da Grande Depressão e perdeu seu pai quando tinha apenas cinco anos. O poeta viveu a maior parte de sua vida entre a cidade de Nova York e o estado da Califórnia, onde for professor na universidade estadual de 1958 até 1992.

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Publicado em 16/02/2015 às 15h00

Morre aos 93 anos ator francês Louis Jourdan

louis jourdan Morre aos 93 anos ator francês Louis Jourdan

Louis Jourdan morreu aos 93 anos no último sábado (14), nos EUA - Foto: Divulgação

Da EFE

O ator francês Louis Jourdan, que fez carreira em Hollywood após a Segunda Guerra Mundial e protagonizou filmes como Gigi, morreu em sua casa em Beverly Hills aos 93 anos, informou seu biógrafo, Olivier Minne.

O ator, que fez papéis de galã francês quando era mais novo e depois se especializou nos vilões sofisticados, trabalhando com artistas da envergadura de Brigite Bardot e Maurice Chevalier, morreu de causas naturais, segundo seu biógrafo oficial, que foi o encarregado de anunciar sua morte.

Nascido em Marselha no dia 19 de junho de 1921, Jourdan se educou na França, na Inglaterra e na Turquia e estudou interpretação na famosa escola de Arte Dramática de René Simon.

Comédias e dramas

Quando jovem, trabalhou em várias comédias românticas e dramas em seu país, mas durante a ocupação alemã, depois que seu pai foi detido pela Gestapo, se negou a participar em filmes com propaganda nazista.

Em 1948, o produtor e roteirista David O. Selznick o convidou para participar de uma produção de Hollywood em Agonia de Amor, dirigida por Alfred Hitchcock e protagonizada por Gregory Peck e Ann Todd, filme no qual interpretou um papel secundário.

A partir daí, se transformou em um rosto habitual dos filmes da era dourada de Hollywood, fazendo papéis de galã francês e trabalhando junto com atrizes como Gina Lollobrigida, Joan Fontaine, Marie Laforet, Grace Kelly e Shirley MacLaine.

Filmes de sucesso

Entre os filmes que protagonizou se destacam o musical Gigi (1958), Can-Can (1960), A Vingança de Monte Cristo (1961), Feita em Paris (1966), Julie (1956), na qual fazia papel de vilão, e To Die in Paris (1968), entre muitas outras.

Já mais velho, começou a fazer papéis de vilão, como no filme 007 Contra Octopussy (1983), da saga de James Bond, e em O Homem da Máscara de Ferro (1977), com Richard Chamberlaine. Em 2010 recebeu a Legião de Honra, a máxima condecoração da França. Sua esposa, Berthe Frederique Jourdan, com quem esteve casado por mais de 60 anos, morreu no ano passado.

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Publicado em 16/02/2015 às 03h03

Fotógrafa da BBC desvenda grafites em Portugal e Espanha

yana Fotógrafa da BBC desvenda grafites em Portugal e Espanha

Grafite na parede lateral da rodoviária de Sevilha - Foto: Yana Gribovskaya

Da BBC Brasil

Yana Gribovskaya, da BBC Ucrânia, registrou algumas amostras impressionantes da arte de rua da Península Ibérica, percorrendo cidades e locais como Lisboa, Cartagena, Porto, Sevilha, Málaga, entre outros.

As imagens mostram as diferenças de estilo, como o uso de cores brilhantes ou a incorporação da obra no espaço urbano, para romper fronteiras entre realidade e fantasia.

Os grafiteiros da Espanha e de Portugal também aproveitam todos os espaços, novos e antigos: rodoviárias, muros, antigas ruínas e áreas próximas de igrejas.

Muitos aproveitam elementos do mobiliário e da paisagem urbana para mostrar suas obras. Muitos usam até uma simples lata de lixo ou um beco mais obscuro das cidades.

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Publicado em 15/02/2015 às 12h41

América Latina impõe respeito em Berlim; mas iraniano Táxi leva Urso de Ouro

Taxi Still América Latina impõe respeito em Berlim; mas iraniano Táxi leva Urso de Ouro

Cena do filme iraniano Táxi, que levou o Urso de Ouro em Berlim - Foto: Divulgação

Por GEMMA CASADEVALL, da EFE

A América Latina surpreendeu neste sábado (14) no Festival de Berlim, com premiações tanto para dois grandes nomes do cinema chileno, Pablo Larraín e Patrício Guzmán, quanto para o estreante guatemalteco Jayro Bustamante, mas o grande eleito da noite foi o iraniano Jafar Panahi, que ganhou o Urso de Ouro com sabor político que não pode comparecer à cerimônia por ordens de Teerã.

O júri, presidido pelo diretor americano Darren Aronofsky, honrou o compromisso do festival com o cinema que incide nos conflitos mundiais com um histórico marcado pelas denúncias contra as injustiças e a impunidade. Táxi ganhou o Urso de Ouro com uma alegação, disfarçada de doce comédia, contra a repressão que sofrem criadores como o próprio Panahi, inabilitado pelo Irã, e transformado em taxista que colhe opiniões de seus compatriotas.

Era um reconhecimento a um velho conhecido do festival, pois o diretor esteve presente na competição em 2011, com Fora do Jogo, e em 2013 com Cortinas Fechadas-, um filme irônico, delicado e de roteiro impecável, que brinca com as restrições impostas.

Urso de Prata

El Club, dirigido por Larraín, ganhou o Urso de Prata, prêmio especial do júri, com um filme que retrata a impunidade de uma igreja obstinada em arrumar a casa por conta de seus pecados, tais como a pederastia e a cumplicidade com torturadores, entre outras atrocidades.

El Botón de Nácar, de Guzmán, ganhou como melhor roteiro com um filme que começa com o Deserto do Atacama e segue até a Ilha de Dawson, cemitério tanto para os indígenas, que o colonialismo quase exterminou, quanto para os desaparecidos da ditadura de Augusto Pinochet.

O cinema de corte indígena era um eixo temático da 65ª edição do Festival de Berlim e do guatemalteco Bustamante, à frente de seu primeiro longa-metragem e também o primeiro filme da Guatemala a competir no festival, obteve o prêmio Alfred Bauer, dedicado aos novos nomes do cinema, com Ixcanul.

Os três filmes latino-americanos da competição caçaram assim seus ursos, mas os prêmios à América Latina não ficaram na seção oficial, já que o mexicano 600 Millas, dirigido por Gabriel Ripstein e exibido na sessão Panorama, obteve o prêmio de melhor estreia do Festival de Berlim.

Melhores atores

Os ursos às melhores interpretações foram para Charlotte Rampling, excelente no papel de esposa exausta no filme 45 Years, de Andrew Haigh. Já o prêmio de melhor ator foi, como não podia ser diferente, para seu marido no filme, Tom Courtenay.

No quesito melhor diretor houve empate entre o Radu Jude, de Aferim!, e a polonesa Malgorzata Szumowska, de Body, ambos expoentes do bom cinema de baixo orçamento procedente do leste europeu.

A produção alemã Victoria, de Sebastian Schipper, estava entre as favoritas como representante de uma nova linguagem, em um filme rodado em uma só sequência, em que a câmera segue uma mulher espanhola - a atriz Laia Costa - pela noite berlinense.

O filme ganhou por melhor contribuição artística pelo singular movimento da câmera, prêmio dado a partir da escolha combinada com outros dois dos júris independentes do festival - o Guild à criação artística, e o dos leitores do jornal Berliner Morgenpost.

Após a cerimônia de entrega dos prêmios, o Festival de Berlim dedica este domingo (15) ao público no Dia do Espectador. Conforme a tradição, 300 mil entradas serão colocadas à venda para 400 filmes exibidos em dez dias.

Brasileiro e chileno

O filme brasileiro Que Horas Ela Volta, de Anna Muylaert, ganhou o prêmio da Confederação de Cinemas de Arte e Ensaio na seção Panorama do festival de Berlim, em um bom dia para o cinema latino-americano, já que o filme chileno O Botão de Nácar, de Patrício Guzmán, também recebeu neste sábado (14) o Prêmio do Júri Ecumênico.

O longa de Muylaert fala sobre a espera da filha de uma migrante nordestina que vai para São Paulo tentar uma vida melhor. Anos depois, quando a menina se muda para encontrar a mãe, interpretada por Regina Casé, um conflito com seus empregadores complica a situação da família. Que Horas Ela Volta? já tinha ganhado o prêmio de melhor interpretação feminina no Festival de Sundance, nos Estados Unidos, dividido entre Regina Casé e Camila Márdila.

O documentário de Guzmán fala sobre os desaparecidos lançados ao mar pela ditadura de Augusto Pinochet, e do genocídio infligido às comunidades indígenas pelo colonialismo

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Miguel Arcanjo Prado é editor de Cultura do R7, onde está desde o começo do portal, em 2009. É jornalista formado pela UFMG e pós-graduado em Mídia, Informação e Cultura pela ECA-USP. É crítico membro da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes). Nasceu em Belo Horizonte e mora em São Paulo desde 2007, quando ingressou no Curso Abril de Jornalismo. Ainda em Minas, estreou como cronista do semanário O Pasquim 21, passando por TV UFMG e TV Globo Minas. Na capital paulista, foi repórter da Contigo!, da Ilustrada na Folha Online e do Agora São Paulo, no Grupo Folha. Edita e apresenta a Agenda Cultural da TV Record News.

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