Publicado em 23/04/2015 às 11h00

Ruth Rocha celebra 50 anos de carreira

Ruth Rocha Ruth Rocha celebra 50 anos de carreira

A autora Ruth Rocha: 50 anos de carreira - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Ruth Rocha é um dos maiores nomes da literatura infanto-juvenil brasileira.

Afinal, ela tem mais de 200 livros publicados.

Seus 50 anos de trajetória na escrita são tema de uma maratona de homenagens no Itaú Cultural, em São Paulo, a partir do próximo dia 29 de abril, no projeto Ruth Rocha 50 Anos: Aventura de Ler.

A idealização é de Jô Santana, ator, produtor e diretor.

Ao todo, serão três peças de teatro feitas a partir de obras da autora: O Reizinho Madão, Dois Idiotas Sentados Cada Qual em Seu Barril e Romeu e Julieta.

Ainda haverá um documentário sobre ela dirigido por Evaldo Mocarzel e uma exposição com assinatura do cenógrafo J.C. Serroni.

Ruth Rocha merece.

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Publicado em 23/04/2015 às 03h04

Red Hot Chili Peppers também quer ir a Cuba

 Red Hot Chili Peppers também quer ir a Cuba

Vista de Havana, a capital de Cuba - Foto: Divulgação

Da EFE, em Havana

A banda de rock americana Red Hot Chili Peppers quer se apresentar em Cuba, segundo disse seu guitarrista Josh Klinghoffer, que está visitando Havana.

"Queremos vir a Cuba há muito tempo, por isso quando lhes disse que vinha, todos queriam me acompanhar. Mas faremos isso em breve, posso garantir. Uma vez por semana lhes digo que deveríamos tocar aqui", comentou Klinghoffer após acompanhar o rapper Quest Love em um show em Havana.

O músico americano, que já esteve na ilha há dez anos, afirmou que desde então ficou "obcecado" com a ideia de retornar e com o falecido músico Compay Segundo, a quem qualificou como "o cara mais genial do mundo".

"Agora a empresária de Quest Love me apresentou essa possibilidade e aqui estou", declarou ao jornal Granma.

Josh considerou que o processo de degelo diplomático iniciado pelos governos dos Estados Unidos e Cuba é "um grande momento" para que possam ir à ilha as bandas americanas que há muito tempo querem tocar ali, assim como outros músicos interessados em conhecer a cultura e o público cubano.

O guitarrista disse ainda que se surpreendeu ao descobrir que o Red Hot conta com muitos fãs em Cuba, onde não tinha certeza que sua música tivesse chegado.

"É maravilhoso saber que os cubanos estão aqui, saber que existem. (...) Estou ansioso para tocar aqui em um grande show que emocione todos nossos fãs", acrescentou.

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Publicado em 22/04/2015 às 03h04

Música digital cresce 32% na América Latina

musica digital Música digital cresce 32% na América Latina

Brasil é o maior mercado para a música digital na América Latina - Foto: Divulgação

Da EFE, em Londres

A venda de música digital na América Latina cresceu 32% em 2014, com um faturamento total de US$ 247 milhões, segundo um relatório da Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI) divulgado nesta terça-feira (21).

Venezuela, Peru e Colômbia são os três países latino-americanos que mais aumentaram suas vendas de música digital ano passado, segundo os números da IFPI.

A Venezuela, com um aumento de 272,8%, foi o mercado que mais cresceu, seguido por Peru (96,5%), Colômbia (94,9%), Paraguai (69,1%) e Argentina (67,7%).

O Brasil, o maior mercado de música digital na região, cresceu 2% o ano passado.

Mundialmente as vendas de música em formato digital cresceram 6,9%, e chegaram aos US$ 6,85 bilhões em 2014. A diretora do IFPI, Frances Moore, assinalou em Londres que a revolução da música em formato digital "avança para novas fases, guiada pelos desejos do consumidor de acessar música".

"A indústria se transformou para a era digital, adaptando seu modelo de negócio e dando licenças a centenas de aplicativos e milhões de canções para seu uso online", acrescentou Moore. As vendas físicas de CDs e vinis somaram no mundo todo US$ 6,82 bilhões, ligeiramente abaixo do faturamento da música em formato digital.

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Publicado em 21/04/2015 às 03h04

Banda Saco de Ratos faz show grátis em SP

sacos de ratos Banda Saco de Ratos faz show grátis em SP

Banda Saco de Ratos reclama de falta de espaço para o rock alternativo ao vivo na noite paulistana - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Rebelde e alternativa, a banda Saco de Ratos faz show gratuito nesta quinta (23), às 20h30, no Centro Cultural São Paulo, ao lado do metrô Vergueiro, na capital paulista.

Os músicos prometem as canções de seus três discos, além de prestarem homenagem a Renato Fernandes, vocalista da banda Bêbados Habilidosos, de Campo Grande (MS), que morreu em fevereiro último.

No repertório há rocks, blues e baladas.

"Ficamos órfãos de lugares para tocar à noite com a caça às bruxas que as leis municipais impuseram à cada vez mais minguada noite paulistana. Está quase impossível encontrar um lugar para tocar rock autoral, mas estamos voltando com tudo", declara o baixista da banda, Fábio Pagotto.

Saco de Ratos é formada pelo vocalista Mário Bortolotto, os guitarristas Fábio Brum e Marcelo Watanabe, o baterista Rick Vecchione e o baixista Fábio Pagotto.

Os ingressos já estão sendo distribuídos nas bilheterias do Centro Cultural São Paulo, na rua Vergueiro, 1.000.

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Publicado em 20/04/2015 às 17h36

Morre aos 77 anos cantor Richard Anthony

richard anthony Morre aos 77 anos cantor Richard Anthony

Richard Anthony: amizade com Beatles marcou carreira do músico francês - Foto: Divulgação

Da EFE, em Paris

O cantor popular francês Richard Anthony morreu nesta segunda-feira (20) em sua casa nos Alpes Marítimos, no sul da França, aos 77 anos, em função de um câncer, informou a rede de televisão France 3.

Conhecido por canções como J'entends Siffler le Train, Anthony foi o líder da geração yéyé francesa.

Nascido no Cairo, em 1938, o cantor passou sua infância entre Egito, Inglaterra e Argentina e se fixou em Paris para estudar.

Seus primeiros passos na música foram influenciados pelo pop inglês, que levou para a França com uma versão de You Are my Destiny, de Paul Anka.

Anthony alcançou o sucesso com a música Nouvelle Vague, que lançou pela produtora Columbia a partir de uma adaptação da banda americana The Coasters.

Amizade com os Beatles

O cantor gravou a maior parte de suas canções entre Paris e Londres, onde conheceu os integrantes dos Beatles. O músico manteve uma relação próxima com o quarteto.

Segundo uma lenda popular, Paul McCartney teria se apaixonado pela primeira esposa de Anthony, Michelle, a quem o grupo dedicou uma canção com o mesmo nome.

Anthony era bastante conhecido na Espanha e Argentina e gravou algumas música em espanhol.

O cantor lançou mais de 600 canções e vendeu 50 milhões de discos em todo o mundo. Seu último show foi em 2012, no teatro Olympia, em Paris, com a turnê Age Tendre, que reuniu vários artistas dos anos 60.

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Publicado em 20/04/2015 às 11h23

Conheça Maikon K, o artista brasileiro que conquistou Marina Abramović

IMG 8949 Conheça Maikon K, o artista brasileiro que conquistou Marina Abramović

O curitibano Maikon K foi escolhido por Marina Abramović para abrir sua exposição no Brasil e virou comentário na classe artística paulistana - Foto: Annelize Tozetto/Clix

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Enviado especial do R7 a Curitiba*
Fotos ANNELIZE TOZETTO/Clix

Quem anda pelo Sesc Pompeia nas últimas semanas, em São Paulo, já se habitou a cruzar com a mais importante performer do mundo, Marina Abramović. A sérvia radicada em Nova York cuida dos mínimos detalhes de sua ocupação artística no espaço, Terra Comunal, até 10 maio.

Logo para a abertura, em março mês passado, Marina escolheu um artista brasileiro para chamar tanto a atenção do público quanto suas obras: o paranaense Maikon K. Nu, dentro de uma bolha de plástico, com a pele revestida de um líquido gosmento que ressecava cada vez mais, ele foi o centro das atenções no lançamento da mostra com seu DNA de DAN - que voltará na reta final da exposição nos dias 6, 7, 8 e 9 de maio.

O R7 foi até Curitiba, onde nasceu e mora Maikon Kempinski, o performer de 32 anos, para desvendar sua trajetória até chegar ao ponto de abrir a maior exposição na América Latina do nome mais conhecido da performance no mundo.

Apesar da timidez na hora das fotos, Maikon K tem discurso articulado e potente. Sabe o que está fazendo. Sentado em um banco à sombra no saguão interno do Memorial de Curitiba, ele conta que começou no teatro, mas nunca se apaixonou pelos  personagens clássicos.

“Fiz Romeu no Teatro Guairinha e fiquei traumatizado”, lembra, bem-humorado. Aos poucos, buscou um teatro que se fundisse com a performance. Tanta simbiose o transformou em uma espécie de pária na classe artística curitibana. “Aqui não me sinto nem do teatro, nem da dança, nem da performance. Sou do entre”, declara.

IMG 8941 Conheça Maikon K, o artista brasileiro que conquistou Marina Abramović

Maikon K chamou a atenção do público e de Marina Abramović com DNA de DAN - Foto: Annelize Tozetto

Suas pesquisas performáticas abarcaram o som e a dança. Desde 2007, resolveu trabalhar em solos. Passou a estudar o xamanismo, prática também investigada por Marina Abramović. “Sou bem autodidata nos estudos”, explica ele, que tomou ayahuasca em sua busca de autoconhecimento.

O primeiro trabalho solo de Maikon K foi Guilhotina, em 2007, que define como “um musical xamânico terrorista para o professor em sala de aula”. “Foi uma resposta à universidade. Eles estudam a cultura indígena, mas não a vivenciam. Montei o trabalho para confrontar a linguagem acadêmica. Foi bem experimental, bem off, bem underground” conta ele, que se formou em ciências sociais na UFPR (Universidade Federal do Paraná).

Após fazer uma oficina com Carlos Simioni, do Lume Teatro, de Campinas (SP), Maikon ficou instigado a fazer um novo trabalho. Assim surgiu seu segundo, Paisagem de Gesto e Voz, de 2011, “resultado de uma bolsa na Casa Hoffmann que investigou as relações do movimento com o som”. “Quis ver de onde vem o nosso som e como ele aparece no corpo. Me interessa esse corpo-ritual”, diz.

E o “corpo xamânico” foi o mote de seu terceiro trabalho, Corpo Ancestral, de 2013 — e que volta a ser encenado entre 28 de maio e 14 de junho de 2015, na Sala Londrina do Memorial de Curitiba.

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Dentro da bolha: Maikon K em sua perfomance de DNA de DAN - Foto: Divulgação

Foi também em 2013 que surgiu DNA de DAN, seu quarto trabalho que impactou Marina Abramović. A performance foi criada a partir do edital Klauss Viana, da Funarte. Segundo seu criador, “é uma dança-instalação que estreou na área verde ao fundo do Museu Oscar Niemeyer”, um dos cartões postais curitibanos.

Foi nesta apresentação que Maikon K foi visto por Marina. A performer estava em Curitiba, para se encontrar com o xamã Rudá Iandé e sua mulher, Denise Maia. Por essas coincidências do destino, Rudá era o consultor xamãnico de DNA de DAN e convidou Marina a ir a uma das apresentações.

Marina gostou tanto do que viu que, assim que fechou com o Sesc em São Paulo sua megaexposição, avisou sua equipe que entrasse em contato com Maikon K. Queria que ele estivesse no grupo de performers brasileiros que fazem parte da mostra. E deu a ele o destaque maior na vernissage, o que fez com que o artista logo se transformasse na figura mais comentada no boca a boca artístico da capital paulista naquela semana.

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DNA de DAN impactou frequentadores do Sesc Pompeia, em São Paulo - Foto: Divulgação

“O trabalho inicialmente tinha 50 minutos, e a Marina me perguntou se eu poderia fazer em três horas. No final, foram cinco horas e meia. Ela falou que havia achado meu trabalho bom, e que isso é o que interessava para ela”, conta.

Para ficar com a pele gosmenta, ele se prepara antes no camarim. O líquido foi criado pela artista plástica Faetusa Tezelli, que guarda sua fórmula a sete chaves. “A pele vai ressecando e depois que eu começo a dançar, ela se quebra. É a parte que eu mais gosto”, revela. Para realizar a performance, Maikon depila todo o corpo. “Até a sobrancelha”, enfatiza.

“Estudei o arquétipo da serpente. O DNA é em forma de serpente, é a serpente criadora da vida. Vários xamãs têm essa visão da serpente. A bolha gigante que encobre o artista e dentro da qual é possível o público entrar foi criada por Fernando Rosenbaum, dono da Bicicletaria Cultural, point cult-alternativo em Curitiba.

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Público paulistano acompanha a dança de Maikon K em DNA de DAN - Foto: Divulgação

A explosão do nome Maikon K em São Paulo já reverbera em Curitiba. “Trabalho há anos em Curitiba e nunca tinha conseguido uma matéria de jornal. Só vieram me entrevistar agora”, diz. “Até a Marina ter me chamado, meu trabalho nunca havia saído de Curitiba”, conta.

Pé no chão, ele não se deslumbra com o glamour de estar ao lado de Marina. “A vida vai voltar a ser a mesma. Ninguém ainda sabe quem sou eu”, diz, de forma modesta. Conta que pretende fazer um próximo trabalho com espelhos e que deseja levar a outros lugares DNA de DAN, que terá nova temporada no segundo semestre em Curitiba.

“Quando comecei a estudar performance via o nome da Marina nos livros. Imagine o que foi para mim estar do lado dela, com ela discutindo comigo o meu trabalho? Ela foi muito generosa e interessada. Ela confiou em mim e me deu toda a liberdade. E colocou o meu trabalho num lugar de grande visibilidade, o que considero um luxo”, conclui Maikon K, leve como alguém que acabou de passar férias na Bahia.

*O jornalista MIGUEL ARCANJO PRADO viajou a convite do Festival de Teatro de Curitiba.

Leia mais sobre Marina Abramović em São Paulo

IMG 8929 Conheça Maikon K, o artista brasileiro que conquistou Marina Abramović

Maikon K: privilégio de ser escolhido por Marina Abramović - Foto: Annelize Tozetto/Clix

Veja como foi o Festival de Teatro de Curitiba 2015!

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Publicado em 19/04/2015 às 13h37

Sentido fotográfico e Vivian Maier

Foto 15 Undated © Vivian MaierMaloof Collection Courtesy Howard Greenberg Gallery New York Sentido fotográfico e Vivian Maier

Retrato tirado pela norte-americana Vivian Maier - Foto: Vivian Maier/Divulgação/Maloof Collection

Por DAIA OLIVER*
Especial para o R7 Cultura

A fotografia é feita a partir de algumas ferramentas: obturador, diafragma, iso e composição, sendo esta última parte fundamental para o resultado final.

Antigamente, o retratista tinha que ter conhecimento do equipamento além de ter um enquadramento que transmitisse a mensagem não verbal, dando sentido à imagem.

Com o avanço da tecnologia, as máquinas fotográficas reduziram de tamanho e aumentaram em praticidade, cabendo na palma da mão e com apenas um toque na tela do seu celular o retrato está pronto.

No entanto, vale lembrar que o fotógrafo quando registra uma imagem, imprime sua própria história representada em cores, sombras, brilhos, profundidade de campo, fazendo com que o ambiente retratado seja familiar também para o observador da foto.

A dica deste mês é a exposição O Mundo Revelado de Vivian Maier, composta por 101 fotografias (sendo 79 em P&B e 22 coloridas), além de seis contact sheets e nove filmes gravados em super-8 mm.

A fotógrafa norte-americana Vivian Maier, que por toda a sua vida, guardou as fotografias, os negativos e fitas de áudio com pequenas entrevistas que fazia com as pessoas que fotografava. O MIS será a primeira instituição a receber a série.

Foto 7 Self Portrait  1955 © Vivian MaierMaloof Collection Courtesy Howard Greenberg Gallery New York Sentido fotográfico e Vivian Maier

Autorretrato de Vivian Maier - Foto: Vivian Maier/Divulgação/Maloof Collection

Exposição
Fotógrafo: Vivian Maier
Tema: Vivian Maier II - In her own hands (em suas próprias mãos)
Onde: MIS – Museu da Imagem e do Som
End.: Avenida Europa, 158, São Paulo
Quando: de terça a domingo, de 21 de abril a 14 junho de 2015
Horário: das 12h às 21h – domingos e feriados das 11h às 20h
Preço: R$ 6 inteira, R$ 3 meia
Gratuito: todas as terças

Foto 5 Self Portrait undated © Vivian MaierMaloof Collection Courtesy Howard Greenberg Gallery New York Sentido fotográfico e Vivian Maier

Vivian Maier em autorretrato: exposição em SP - Foto: Vivian Maier

Livro
Tema: Fotografia do século XX
Autor: Museum Ludwig de Colónia
Editora: Taschen

Filme
Título: Into the Wild (Na natureza selvagem)
Ano: 2007
País: Estados Unidos
Direção: Sean Penn
Direção de fotografia: Éric Gautier

*DAIA OLIVER é fotojornalista do R7.

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Publicado em 19/04/2015 às 09h37

Arte de rua mostra força na 3ª Bienal Grafitti em SP

bienal tasso a 3 bienal internacional graffiti fine art Arte de rua mostra força na 3ª Bienal Grafitti em SP

Obra do artista Tasso presente na Bienal em São Paulo - Foto: Divulgação

Da EFE

"O sucesso comercial é um fracasso para um grafiteiro", dizia Banksy, o artista de rua mais cotado do século 21.

No entanto, cada vez mais os pintores de aerossol buscam um espaço nas galerias, e inclusive nas Bienais, como na de São Paulo, uma das capitais mundiais do grafite.

A terceira edição da "Bienal Internacional Graffiti Fine Art" está aberta no Pavilhão das Culturas Brasileiras da capital paulista, um edifício projetado pelo arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer na década de 50.

O pavilhão, no parque Ibirapuera, recebeu a Bienal de Arte de São Paulo em 1953, quando foi exposta uma das obras-primas do artista espanhol Pablo Picasso: Guernica.

Seis décadas depois, paradoxalmente, é o 'street art' que invade este espaço de 11 mil metros quadrados.

Preconceito

Apesar dos "preconceitos" que rodeiam o grafite, o curador da bienal, o grafiteiro Binho Ribeiro, ressaltou que a exposição representa uma mostra da arte contemporânea, apesar de isso "incomodar à sociedade acadêmica".

"As pessoas que acham barreiras entre o que é considerado arte e o que não o é. Trata-se de um conceito social, e não conceitual", disse Ribeiro em entrevista à Agência Efe.

Desde sexta-feira (17) a bienal exibe obras de 65 artistas de rua de diferentes idades, nacionalidades e estilos que evidenciam a "evolução do trabalho da rua".

"Alguns (artistas) conseguem manter suas raízes vivas e nítidas, outros se transformam totalmente. Mas quando o autor é um grafiteiro respeitado, a obra sempre vai ser um grafite. O importante é a história na rua, o que construíram por causa da rua", comentou Ribeiro.

Cor no cinza

A massa de cimento que levanta a cidade de São Paulo se transformou em uma imensa oficina do século 21 para os artistas de rua do Brasil.

Mas nesta Bienal o grafite também sai dos muros para se transformar em escultura, em um boneco gigante ou inclusive uma obra com efeitos tridimensionais.

Um exemplo desta evolução sofrida pela arte de rua foi sintetizada pelo grafiteiro Narcelio Grud, que propôs uma obra interativa que combina o grafite tradicional, o som e o movimento.

"A bienal abre espaço para a experimentação e oferece uma segurança que as ruas não dão. A arte de rua amadureceu. Não há dúvida que evoluiu", assinalou Graud, que, após três dias de intensos trabalhos, pretende finalizar hoje sua obra Besouro e Borboleta.

Além do debate sobre a evolução do grafite, outra questão deslizava pela sala: É o sucesso comercial um fracasso para os grafiteiros, como dizia Banksy? Depende. "Existe diferença entre a arte comercial e a arte 'comercializável'. O que é bom é 'comercializável', há interesse de alguém por adquirir e o artista tem liberdade. No entanto, quando o artista faz arte para ser vendida perde sua essência, se desamarra de sua origem e não pode ser considerado mais um grafiteiro", refletiu o curador.

A Bienal Grafitti Fine Art de São Paulo acontece até 19 de maio, mas a arte de rua continuará presente nas ruas paulistanas.

Só é preciso olhar para os lados.

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Publicado em 18/04/2015 às 10h29

Colômbia ano de solidão sem Gabriel García Márquez

 Colômbia ano de solidão sem Gabriel García Márquez

Gabriel García Márquez: um ano de solidão sem o escritor - Foto: Divulgação

Por GONZALO DOMÍNGUEZ LOEDA, da EFE, em Bogotá

A Colômbia mergulhou novamente nesta sexta-feira (18) na obra de seu Nobel de Literatura, Gabriel García Márquez, no primeiro aniversário da morte do "filho do telegrafista", obscurecido em parte pela 'macondiana' situação política do país que se debate entre a guerra e a paz.

O tributo se iniciou com suas borboletas amarelas inundando as redes sociais, uma ideia que partiu do Ministério de Cultura colombiano, que levou ao Twitter o projeto "#Gabovive" com o qual lembraram sua figura e que se transformou no assunto mais comentado dessa rede social no país.

"Quando descobrimos Macondo, conhecemos a família Buendía e nos apaixonamos pelas borboletas amarelas. Vamos ler!", postou o Ministério junto com uma grande foto de Gabo rodeado desses lepidópteros que circundavam Mauricio Babilonia em enxames em "Cem anos de solidão".

Feira do Livro

Mas sem dúvida o momento principal do dia chegou na apresentação da Feira Internacional do Livro de Bogotá (Filbo), que começará em 21 de abril com Macondo, o universo mágico da obra cúpula de García Márquez, como convidado de honra.

No ato esteve presente o biógrafo de García Márquez, o britânico Gerald Martin, que com extrema lucidez roubou a cena com suas sentenças derivadas do conhecimento exaustivo: "Escrevia como Cervantes e falava como Chaplin", declarou sobre Gabo.

Ele é o "grande clássico latino-americano", Macondo é "a primeira aldeia global literária", Gabo "será 'top' nos próximos 500 anos" como Shakespeare e Cervantes foram nas centúrias precedentes, foram outras das contribuições do também biógrafo do guatemalteco Miguel Ángel Asturias, ganhador do Nobel de Literatura em 1967.

"Me dei conta na primeira vez que li 'Cem anos de solidão' que Macondo seria como La Mancha de Cervantes, um dos grandes lugares da literatura", concluiu.

Este foi o prelúdio de uma feira que na terça-feira abrirá as portas aos visitantes com mapas e pavilhões dedicados a Macondo em uma evocação do realismo fantástico que se inspira mais que nunca em uma Colômbia paradoxal na qual o sangue segue emanando como nas obras de Gabo.

Não em vão, o processo de paz entre entre o governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) caminha na corda bamba após o ataque dessa guerrilha que matou 11 militares na quarta-feira passada apesar do cessar-fogo unilateral que o grupo rebelde tinha iniciado em dezembro de 2014.

Os vaivéns do processo que, após mais de meio século de enfrentamento armado deve dirigir à Colômbia à paz e realizar assim um dos grandes sonhos de García Márquez, acabou competindo com Gabo no noticiário do dia.

Homenagens

O presidente Juan Manuel Santos, que dedicou homenagens ao Nobel de Literatura de 1982 há um ano quando Gabo faleceu na Cidade do México, e inclusive compareceu a seu funeral nesse país, hoje não fez nenhuma menção ao autor nem em seus discursos nem nas redes sociais nas quais é muito ativo.

O aniversário, no entanto, encontrou espaço na inauguração esta noite da exposição "Um espelho do mundo", na Biblioteca Nacional de Bogotá, com o ambicioso objetivo de se aproximar da figura humana de Gabo e conquistar novos leitores para a obra do escritor.

Para conseguir esse objetivo, a instituição exporá a máquina com a qual García Márquez deu à luz a "Cem anos de solidão", sua obra mais famosa, assim como a medalha e o diploma entregues pela Academia Sueca do Nobel.

Sem tempo para sentir falta

Além dos homenagens institucionais, a Fundação Gabriel García Márquez para o Novo Jornalismo Ibero-Americano (FNPI) rendeu tributo a seu fundador e renovou seu compromisso com ele. "Gabriel García Márquez está conosco de maneira intensa.

Não tivemos tempo de sentir sua falta, porque não passou nem um só dia sem que seja homenageado ou que apareça nas notícias, nas redes sociais, nas ruas", afirmou a FNPI em seu site.

A fundação, que este ano celebra seu 20 aniversário, destacou que as "manifestações de carinho para Gabo" lhes encorajam a manter o compromisso adquirido com o Nobel: "trabalhar por um jornalismo de excelência com valor de serviço público".

"Não foi um ano de ausência, mas de uma presença distinta, renovada e inspiradora", destacaram.

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Publicado em 17/04/2015 às 11h57

Sesc Jundiaí é inagurado: “Queremos ser a praça do interior”, diz Danilo Santos de Miranda

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Vista do Sesc Jundiaí da área da piscina: prédio sustentável - Foto: Adauto Perin

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Enviado especial do R7 a Jundiaí (SP)*

O Sesc em São Paulo abre, neste sábado (18), sua nova unidade: o Sesc Jundiaí, a 60 quilômetros da capital paulista. A programação de abertura incluiu atividades variadas de cultura e esporte, como show gratuito de Alceu Valença, Gaby Amarantos e Mart’nália às 19h do domingo (19).

O edifício de 30 mil metros quadrados de área construída fica ao lado da Prefeitura de Jundiaí e do Jardim Botânico da cidade paulista. É a 36ª unidade da instituição no Estado e se impõe na paisagem urbana do município, defronte à Serra do Japi.

Danilo Santos de Miranda, gerente regional do Sesc em São Paulo, diz que o objetivo é mesmo “que o Sesc seja notado” e que o projeto arquitetônico “foi feito para chamar a atenção, para atrair as pessoas para frequentar o espaço”.

“O Sesc tem de se justificar o tempo inteiro. Recebe dinheiro das empresas, 1,5% da folha de pagamento, e tem que retornar à população”, afirma o executivo, que diz que a melhor publicidade da entidade é o boca a boca de seus frequentadores. “Preferimos gastar em atividades do que em promoção”, diz ele, que também afirma que “o Sesc não tem política nem religião”.

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Danilo Santos de Miranda diz que Sesc está aberto a todos, mas a prioridade nas atividades é para os trabalhadores credenciados na instituição - Foto: Adauto Perin

A filosofia da programação é o intercâmbio cultural e humano, onde arrogância intelectual não é bem-vinda: “Não queremos fazer uma coisa isolada, que só os entendidos vão entender”, diz o gestor. E ainda lembra algo que, para ele, é importante: “No Sesc, o banheiro sempre vai estar limpo e qualquer pessoa será bem tratada. O Sesc é a antiga praça da cidade do interior”, define.

Miranda conta que a maioria atual dos “comerciários”, ou seja, os que têm credencial plena para usar os serviços do Sesc com descontos, “são na verdade trabalhadores do comércio, do turismo e da área de serviços, sendo estes últimos a maioria hoje em dia”. Por isso, diz que é preciso rever no futuro o uso do termo “comerciário”, que já não engloba mais as categorias profissionais atendidas pela instituição.

Sem medo da crise

Em ano em que muitos decretam crise econômica vindo a galopes, Miranda diz ao R7 que prefere pensar positivo. “Estamos confiantes, somos otimistas por natureza. Tenho absoluta certeza de que esta situação é passageira. Brinco que somos condenados ao crescimento”, afirma.

O executivo ainda afirma que “como qualquer gestor, está atento para verificar como a economia vai se comportar”. Caso suas apostas otimistas não se concretizem, diz que o Sesc “terá de rever algum plano de investimento”, mas que, “por enquanto, nós ainda não sentimos os efeitos das mudanças econômicas”.

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Prédio arredondado de Jundiaí tem várias perspectivas - Foto: Adauto Perin

Prédio sustentável

O prédio do Sesc Jundiaí foi projetado pelas arquitetas Christina de Castro Mello e Rita Vaz, do escritório Teuba Arquitetura e Urbanismo. Rita, que está nos Estados Unidos, não pôde acompanhar a visita da reportagem ao espaço.

Christina conta ao R7 que tentou traduzir no prédio a filosofia do Sesc, “de trazer cultura e conhecimento à população”. Ela e sua colega projetaram um edifício repleto de espaços livres e intercomunicados por paredes de vidro, onde há integração entre todas as áreas.

“O prédio está de braços abertos para a cidade, com um grande farol, que é uma lua azul, no meio. Em forma circular, faz o ponto de vista mudar a cada instante, simbolizando as várias formas de se ver o mundo”, diz Christina.

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A arquiteta Christina de Castro Mello, sentada na biblioteca do Sesc Jundiaí: transparências promovem diálogo - Foto: Adauto Perin

A arquiteta conta que formas sustentáveis estiveram no cerne do projeto, que utiliza placas solares para aquecimento de água, que também é reaproveitada. A luz natural é abundante e a circulação de ar é feita de forma inteligente, com base na premissa do efeito chaminé, com ar frio entrando embaixo e ar quente saindo por cima, para que se utilize menos ar condicionado.

“O prédio é um grande barco flutuando, não é uma caixa, como os shoppings centers”, alfineta. Um dos charmes é o moderno ginásio, com mais de mil lugares, que servirá tanto para esporte quanto para a realização de grandes shows musicais.

Christina revela ainda uma curiosidade charmosa de seu projeto: “Quem estiver na comedoria vê quem está de sunga e maiô na piscina. Ou seja, quem está comendo fica de voyer [risos]”. O teto do prédio ainda tem um jardim suspenso, onde babosas se destacam.

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O gerente do Sesc Jundiaí, José Roberto Ramos, e o diretor regional do Sesc em São Paulo, Danilo Santos de Miranda, no palco do teatro da nova unidade - Foto: Adauto Perin

Política de relação com Jundiaí

No comando de 230 funcionários, José Roberto Ramos, gerente do Sesc Jundiaí, conta que dois terços foram recrutados na cidade e região. Ele afirma que o objetivo é atrair a população de Jundiaí, de 400 mil habitantes, e seu entorno para o espaço, sobretudo os comerciários.

“A relação com a comunidade já vem de um tempo. Há política de relações com empresas e instituições locais. Percebemos o acolhimento da cidade e uma expectativa muito grande com a inauguração”, diz Ramos.

O terreno foi doado pela Prefeitura de Jundiaí. As primeiras obras começaram em 2004 e sofreram atrasos e variadas mudanças de data de entrega. Prevista para custar entre R$ 70 milhões e R$ 80 milhões, ela terminou custando R$ 120 milhões.

Danilo Santos de Miranda conta que um dos motivos do atraso foram os 28 meses de chuva forte durante a construção e também questões de licenciamento do espaço. “A burocracia acabou atrasando. Mas, ficou pronto e completo. O problema é quando nem pronto fica”, finaliza.

*O jornalista MIGUEL ARCANJO PRADO viajou a convite do Sesc.

Conheça a programação de abertura do Sesc Jundiaí

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Ginásio com mais de mil lugares servirá para esportes e shows - Foto: Adauto Perin

Conheça a programação de abertura do Sesc Jundiaí

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Miguel Arcanjo Prado é editor de Cultura do R7, onde está desde o começo do portal, em 2009. É jornalista formado pela UFMG e pós-graduado em Mídia, Informação e Cultura pela ECA-USP. É crítico membro da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes). Nasceu em Belo Horizonte e mora em São Paulo desde 2007, quando ingressou no Curso Abril de Jornalismo. Ainda em Minas, estreou como cronista do semanário O Pasquim 21, passando por TV UFMG e TV Globo Minas. Na capital paulista, foi repórter da Contigo!, da Ilustrada na Folha Online e do Agora São Paulo, no Grupo Folha. Edita e apresenta a Agenda Cultural da TV Record News.

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