Publicado em 16/06/2015 às 03h03

Líder do Sex Pistols volta furioso em livro

John Lydon Líder do Sex Pistols volta furioso em livro

John Lydon está de volta mais feroz do que nunca em autobiografia - Foto: Divulgação

Por JUAN CARLOS GOMI, da EFE

Prestes a completar 60 anos, John Lydon, ex-Sex Pistols, ressurge no cenário musical com uma biografia, "Anger is an Energy: My Life Uncensored" e um novo álbum com sua banda Public Image Ltd (PiL).

Também conhecido como Johnny Rotten, o líder do movimento punk publicou suas memórias "sem censura", onde não poupa fúria e graça contra seus inimigos frequentes e outras personalidades. Lydon tem uma história difícil.

Nascido em 1956 em Londres, ele viveu uma infância pobre como um personagem de Charles Dickens - "venho do lixo", declarou.

Ele alcançou a fama universal como o cantor da banda punk mais famosa de todos os tempos, os Sex Pistols. Foi Lydon que, no 25º aniversário da coroação da rainha Elizabeth II, em 1977, popularizou o verso "Deus salve a rainha e seu regime fascista".

E foi detido, surrado, cuspido, odiado e, sobretudo, alcançou a glória.

Nesta autobiografia, a segunda de sua vida, há algumas lembranças das primeiras memórias escritas por esse ególatra incorrigível, publicada em 1993 e intitulada "Rotten: No Irish, No Blacks, No Dogs".

"Sinal do diabo"

Neste novo volume, de mais de 600 páginas, ele vai mais longe e confessa que a ira foi a energia que moveu sua vida. Ela começa na Londres do pós-guerra, onde teve meningite, era tratado pelas freiras como 'o sinal do diabo'.

Anos depois, afirmou que o catolicismo "é letal para os cantores". E vieram as drogas. Rotten lembrou o pacotinho de heroína com que a mãe de Sid Vicious presenteou o filho pelo seu aniversário e das botas da estilista Vivienne Westwood. Ele criticou seu falecido agente, Malcom McLaren, chamando-o de "desastre" e "covarde".

Sem dúvida, ele mostra no livro uma língua ferina em estado de fúria. Mas não é para se ofender: John Lydon foi talvez o primeiro britânico que disse "merda" em um programa da "BBC", e esse "dom para as línguas" é destilado em toda a biografia.

O 'avô' do punk distribui as cartas e sempre ganha. "Beyoncé, Rihanna, Jay-Z são tipo Las Vegas. Na realidade, não há muito mais por trás. A música nos anos 70 foi tão emocionante porque havia coisas muito diferentes, não como agora", comentou.

Atitude durona

Essa atitude durona se mantém em toda a narrativa, embora a fluidez ao contá-la (com a colaboração do jornalista musical do "Telegraph", Andrew Perry) faz o leitor perdoar o permanente ataque de superego do tipo "qualquer coisa que eu faça é punk" ou outras tolices que aparecem impressas sem complexos.

Johnny Rotten dedicou parte do livro a reivindicar o papel de seu grupo PIL na transformação mundial da cultura popular. É uma forma de defender seus 40 anos de carreira acima do mito que, de forma bipolar, alimenta as páginas destas memórias.

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Publicado em 14/06/2015 às 11h20

Quando Brant foi embora fez-se noite em nosso viver

milton fernando brant Quando Brant foi embora fez se noite em nosso viver

Fernando Brant (1946-2015, à direita), ao lado de Milton Nascimento, seu grande parceiro: canções gravadas no inconsciente coletivo do povo brasileiro - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Editor de Cultura do R7

O compositor mineiro Fernando Brant, que nos deixou nesta sexta (12), aos 68 anos, definiu a essência de sua terra e de sua gente com potentes palavras melódicas.

Foi uma espécie de Drummond da música, com sua poesia sutil, doce, quase nostálgica, um olhar do alto da montanha para a vida, para o ser.

Assim, sua morte deixa o Brasil menos inteligente e Minas com um olhar de desesperança.

Como ele mesmo descreveu na letra de Travessia, composta ao lado do grande parceiro Milton Nascimento: "Quando você foi embora fez-se noite em meu viver".

Ao tentar explicar a perda do amigo com palavras, Milton Nascimento apenas conseguiu balbuciar que, sem Brant, sua vida não seria tão linda. E a nossa, também.

Ao lado de Bituca, companheiro de uma vida inteira, Brant escreveu letras de músicas que fazem parte do imaginário coletivo do brasileiro e do inconsciente coletivo de qualquer mineiro que se preze.

Muitas destas canções voaram por sobre as montanhas, encantando a outras gentes, outros povos.

Falo da já mencionada Travessia, e também de Nos Bailes da Vida, Canção da América, Bola de Meia, Bola de Gude, Paisagem da Janela, Beco do Mota, San Vicente, Encontros e Despedidas e Maria Maria, esta última imortalizada em três grandes gravações de três grandes vozes do mundo: a do próprio Milton e as das duas maiores cantores que a América Latina já produziu, a argentina Mercedes Sosa e a brasileira Elis Regina.

Lembro-me de encontrar-me com Fernando Brant no campus da Universidade Federal de Minas Gerais, durante uma das greves que atravessaram a minha graduação.

Na época, o Diretório Central de Estudantes, o DCE, do qual fazia parte, o convidou para um bate-papo com os alunos sobre o papel da cultura na universidade.

Então na diretoria de Cultura do DCE, lembro-me que Brant, na época secretário municipal de Cultura de Belo Horizonte, aceitou o convite de bom grado e foi, com toda simplicidade do mundo, conversar conosco. O papo fluiu de forma linda, verdadeira e comovente.

Para nós, jovens mineiros acercando-nos de um pensamento intelectual, aquele encontro era mais do que especial. Era ter um mestre, uma referência, um ídolo ali, tão perto. Um homem que havia lutado contra as forças repressoras de uma ditadura com sua poesia. E vencido.

Ver Brant partir é um desalento. Muito de Minas se vai com ele, muito de nossa música popular brasileira também, e de nossa liberdade.

Dá vontade de pedir que ele, de vez em quando, nos mande notícias do mundo de lá para quem fica. Porque, sem o som de suas palavras, nossa música mergulha, ainda mais, nas trevas da noite.

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Publicado em 13/06/2015 às 03h05

Autora de Harry Potter lança livro com nome de homem

jkrowling Autora de Harry Potter lança livro com nome de homem

J. K. Rowling lançará livro com pseudônimo de homem - Foto: Divulgação

Da EFE

A escritora britânica J.K. Rowling lançará no dia 20 de outubro "Career of Evil", o terceiro livro da saga de suspense que publica sob o pseudônimo de Robert Galbraith, divulgou nesta sexta-feira (12) o jornal "Guardian".

A autora das populares aventuras do mago Harry Potter criou uma nova trama protagonizada pelo detetive Cormoran Strike e sua ajudante Robin Ellacott. A história parte de quando Robin recebeu um misterioso pacote com a perna de mulher, fato que levou o detetive a iniciar uma investigação que identificou quatro suspeitos.

Enquanto a polícia se centra em um deles, o protagonista abre outras linhas de investigação que o levarão, junto com seu assistente, à resolução do caso. A editora Little Brown publicará no Reino Unido a terceira parte desta saga de detetives, que começou com "O Chamado do Cuco" (2013) e foi seguida pelo "Bicho-da-Seda" (2014).

Em dezembro do ano passado a "BBC" anunciou que fará uma adaptação televisiva dos romances do detetive Strike. Uma série baseada no primeiro livro para adultos publicado por Rowling com seu nome, "Morte Súbita" (2012), estreou em fevereiro na emissora britânica.

O pseudônimo utilizado Rowling para publicar a dois anos "O Chamado do Cuco" foi revelado pouco após sua publicação pelo "Sunday Times". Segundo o jornal, um dos advogados de Rowling revelou durante um jantar a verdadeira identidade de Galbraith à melhor amiga de sua esposa, que publicou no Twitter e fez o "Sunday Times" iniciar a investigação que confirmou o vazamento.

 

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Publicado em 12/06/2015 às 03h03

Restos mortais de Cervantes encontram descanso

miguel cervantes Restos mortais de Cervantes encontram descanso

Autor de Dom Quixote, Miguel de Cervantes ganha túmulo à sua altura - Foto: Divulgação

Da EFE, em Madri

Os restos mortais do escritor espanhol Miguel de Cervantes já descansam no novo monumento em sua homenagem erguido na igreja de San Ildefonso do convento das Trinitárias de Madri, em cuja cripta foram achados em março por uma equipe de pesquisadores.

"Jaz aqui Miguel de Cervantes Saavedra 1547-1616", afirma a placa comemorativa do sepulcro inaugurado nesta semana, que inclui versos de "Os trabalhos de Persiles e Sigismunda" de Cervantes: "O tempo é breve, as ânsias crescem, as esperanças minguam e, contudo, levo a vida sobre o desejo que tenho de viver".

Quase três meses depois da descoberta dos restos de Cervantes, sua esposa e outras pessoas enterradas na igreja primitiva do convento - localizada em um ponto diferente ao atual -, a prefeita de Madri, Ana Botella, e o diretor da Real Academia Espanhola (RAE), Darío Villanueva, inauguraram hoje o monumento.

Em sua parte visível, o sepulcro consta de uma placa de pedra caliça de 1,6 metro de altura e 1,2 de largura sobre um suporte talhado em rocha que está situado à esquerda da porta de entrada da igreja, que tem a consideração de Bem de Interesse Cultural.

Em seu interior se encontram três urnas depositadas em um nicho para estátuas que contêm os restos da já famosa redução 32 da cripta da antiga igreja, onde a equipe de pesquisadores, arqueólogos e historiadores, liderado por Francisco Exteberria, localizou os restos do escritor.

"Aqui estamos para que a Espanha e o mundo voltam a honrar os restos mortais de Cervantes como não se tinha feito em três séculos, quando foram transferidos em 1697 ao solo da cripta", declarou Botella.

400 anos de morte

A um ano do quarto centenário da morte de Cervantes, a prefeita de Madri considerou saldada a dívida com o homem que deixou um legado "único e irrepetível" a 500 milhões de pessoas que compartilham a "riqueza comum" que é a língua espanhola.

Por sua vez, o diretor da RAE, que repassou a vinculação histórica da instituição acadêmica com Cervantes e o convento, considerou que a ciência física e legista permitiu pôr ordem na casa e apresentar Cervantes com a mesma dignidade e reconhecimento do que gozam o maiores escritores de outros países cultos.

A descoberta do novo monumento nas Trinitárias fecha um projeto de quase um ano que terminou no último dia 17 de março, quando o legista e diretor da busca confirmou que entre os fragmentos achados na cripta da igreja das Trinitárias se encontravam, "sem divergências", alguns restos pertencentes a Miguel de Cervantes.

O autor sentia devoção pelos Trinitários porque devia a vida e a liberdade a esta ordem fundada no final do século XII para libertar os cristãos aprisionados por não cristãos durante as Cruzadas. Por isso quis ser enterrado naquela que então, no início do século XVII, era uma modesta igreja.

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Publicado em 11/06/2015 às 03h05

Noivas dividem aflições em Dois Casamentos

dois casamentos Noivas dividem aflições em Dois Casamentos

Patricia Niedermeier e Ana Abbott em Dois Casamentos - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Duas noivas, pouco antes de subir ao altar, se encontram e dividem suas aflições.

Esta é a premissa do longa brasileiro Dois Casamentos, do cineasta Luiz Rosemberg Filho.

O filme chega aos cinemas do Rio no dia 2 de julho próximo e depois vai estrear no restante do país.

A produção é da Cavídeo, de Cavi Borges, o rei da cena independente.

No elenco, estão Patricia Niedermeier e Ana Abbott, como Jandira e Carminha, as noivas em crise.

Veja o trailer!

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Publicado em 10/06/2015 às 16h27

Emicida chama Caetano para cantar Baiana

 

emicida caetano Emicida chama Caetano para cantar Baiana

Emicida e Caetano: juntinhos na faixa Baiana - Foto: Henrique Alqualo

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

No último sábado (6), o músico Emicida assistiu, compenetrado, do fundo da Choperia do Sesc Pompeia, em São Paulo, ao show Abraçaço, de Caetano Veloso.

Prestigiou seu mais novo colega de trabalho.

Caetano estará no novo disco de Emicida, ainda sem título definido e a ser lançado no segundo semestre.

Ambos gravaram juntos, em maio, em estúdio carioca, a faixa Baiana, composta pelo rapper e com produção dele ao lado do DJ Du.

Emicida explica o porquê de convidar Caetano: “A música descreve a Bahia como se ela fosse uma mulher. Um parceiro meu disse que Caetano cantou Sampa sendo baiano, e agora a gente devolve com Baiana sendo paulistano. Acho que é isso”.

Além de Caetano e Vanessa da Matta, o álbum tem a participação de músicos angolanos e cabo-verdianos, já que em março deste ano Emicida esteve na África, fonte de inspiração para o disco.

 

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Publicado em 10/06/2015 às 03h03

Coral canta Caymmi de graça no Memorial

 Coral canta Caymmi de graça no Memorial

Dorival Caymmi: que tal ver seus desenhos ao som de sua música de graça no Memorial? - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Nem todo mundo sabe que o músico baiano Dorival Caymmi (1914-2008) também era artista plástico. A inspiração para as telas era a mesma de suas canções: a Bahia.

E nada melhor do que juntar seus quadros à sua música.

É o que acontecerá neste sábado (13), às 19h, na exposição Aos Olhos de Caymmi, no Salão de Atos no Memorial da América Latina, em São Paulo, com entrada gratuita.

O Coral Paineiras do Morumby vai apresentar os grandes hits do cantor e compositor. No repertório estão Morena do Mar, Vatapá, Maricotinha, Maracangalha, Saudade da Bahia e Marina, entre outras.

A direção musical é de Ana Yara Campos, com assistência em regência de Caio Guimarães. O grupo ainda conta com os monitores Andressa Thiemi Braga, Henrique Soares e Solange Ibri e com o pianista convidado José Henrique Arantes.

A exposição vai até domingo (14), sempre das 9h às 18h. O Memorial fica ao lado do metrô Barra Funda, em São Paulo.

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Publicado em 09/06/2015 às 03h04

Tumbas com seis múmias são descobertas no Egito

mumias1 Tumbas com seis múmias são descobertas no Egito

Cientistas do Egito analisam múmia descoberta em tumba - Foto: EFE

Da EFE, no Cairo (Egito)

Uma equipe de arqueólogos egípcios descobriu seis tumbas com múmias de mais 2.500 anos na cidade meridional de Assuão, informou o ministro de Antiguidades egípcio, Mamduh al Damati.

As sepulturas foram achadas em escavações realizadas nos arredores do mausoléu de Agha Khan III - líder espiritual dos muçulmanos ismailis -, na margem oeste do rio Nilo, na cidade de Assuão, explicou o ministro em comunicado.

As tumbas datam da XXVI dinastia (654-525 a.C.), pertencente ao Período Tardio (724-343 a.C.). As múmias estavam no interior de sarcófagos de rocha e madeira, junto às quais foram achadas estátuas de louça que representam os quatro filhos do deus Horus e um conjunto de amuletos e estatuetas de madeira dessa divindade, representada como um falcão.

Horus, segundo as antigas crenças egípcias, protegia o morto dos demônios e maus espíritos. Damati destacou a importância da descoberta já que, segundo assinalou, é a primeira vez que se encontram tumbas do Período Tardio nessa região, que possui sepulturas que datam dos Impérios Antigo, Meio e Novo.

O diretor-geral de Antiguidades dessa cidade egípcia, Nasr Salama, acrescentou na nota que a maioria destas tumbas começam com uma escada que conduz à entrada principal da sepultura, que está dividida em seu interior em três ou quatro câmaras sem inscrições.

Por último, declarou que o tipo de escavação das sepulturas é diferente às outras descobertas na mesma região e cavadas na rocha da montanha; no entanto, estas seis foram achadas no alto do planalto montanhoso.

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Publicado em 08/06/2015 às 03h04

Filho de Nimoy recorre a fãs para fazer documentário sobre Sr. Spock

Spock Filho de Nimoy recorre a fãs para fazer documentário sobre Sr. Spock

Da EFE,

O filho do falecido ator Leonard Nimoy, Adam Nimoy, lançou na última quarta-feira (3) uma campanha na internet para arrecadar fundos para concluir o documentário inacabado sobre o Senhor Spock, o icônico personagem da saga Jornada nas Estrelas interpretado por seu pai.

O projeto de financiamento coletivo pretende arrecadar US$ 600 mil antes de 1º de julho na plataforma Kickstarter.

"Um documentário destas características é uma proposta muito cara. Para que o Senhor Spock possa simplesmente aparecer no filme tenho que obter as licenças para usar centenas de fotografias e trechos de filmes", explicou Adam Nimoy em um vídeo no qual apresenta seu projeto.

O filho do famoso ator começou a trabalhar no documentário com seu pai em 2014. O filme se chamará For the Love of Spock e Adam pretende estreá-lo em 2016, ano do 50º aniversário de estreia da série Jornada nas Estrelas na televisão.

"Um documentário focado no Senhor Spock nunca foi feito e nós dois queríamos render uma homenagem ao primeiro oficial metade humano e metade vulcano da nave USS Enterprise", disse Adam Nimoy.

O ator Leonard Nimoy morreu aos 83 anos em Los Angeles, nos Estados Unidos, no dia 27 de fevereiro por problemas pulmonares, com isso, seu filho assumiu as rédeas da produção do filme, e agora decidiu também transformá-lo em uma homenagem à memória de seu pai. Adam Nimoy garantiu que já realizou uma pesquisa em busca dos materiais necessários para a história e que contará com o ator Zachary Quinto, que interpretou o Senhor Spock na última saga cinematográfica de Jornada nas Estrelas, como narrador.

O veterano William Shatner, conhecido por fazer o capitão Kirk, um dos protagonistas de Jornada nas Estrelas, aceitou participar do documentário para o qual também foram contatados outros membros que ainda estão vivos do elenco original, como George Takei, Walter Koenig e Nichelle Nichols. Nessa lista também aparece o cineasta J.J. Abrams, responsável por levar aos cinemas as aventuras de Jornada nas Estrelas no novo milênio.

For the Love of Spock conta com o apoio da produtora 455 Films e será dirigido por Adam Nimoy, cuja carreira de diretor inclui programas de televisão como NYPD Blue, The Practice e Ally McBeal.

Em troca das doações, Adam Nimoy está oferecendo fotografias originais do elenco de Jornada nas Estrelas autografadas pelos atores, além de um jantar com ele e a possibilidade de aparecer nos créditos do filme como produtor associado. Até o momento, a campanha já arrecadou US$ 64.654.

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Publicado em 07/06/2015 às 12h08

Crítica: Abraçaço ou por onde anda Caetano?

caetano legrosrouge1 Crítica: Abraçaço ou por onde anda Caetano?

Caetano e músicos da Banda Cê no palco de Abraçaço - Foto: Le Gros Rouge/Divulgação/Caetano Veloso

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A jovem argentina que se encantou com o batuque presente em algumas canções de Caetano Veloso do passado ficou estupefata com seu show Abraçaço, no Teatro Gran Rex, em Buenos Aires.

Ela mal podia compreender aquele rock duro, frio, mesclado com rap e funk carioca. Só na derradeira canção do bis, quando entoou Leãozinho, a jovem portenha abriu um sorriso no rosto. Mas este não lhe tirou uma pergunta da cabeça: por onde anda Caetano?

O jovem público intelectual da Choperia do Sesc Pompeia, em São Paulo, grande parte já conhecedor de seu mais recente disco, Abraçaço, talvez estivesse mais preparado para o minimalismo roqueiro do filho de Dona Canô.

Enquanto Caetano faz no palco a coreografia de Um Abraçaço com seus músicos, mostrando um atrevido dedo em riste a tudo que por aí está, quem ficou preso na nostalgia do Caetano Veloso dos anos 1970 torce para que apareça alguma coisa dos tempos de outrora.

Sabedor disso mesmo, o cantor dialoga com sua própria música de tempos anteriores, mas buscando aquelas canções que conseguem conversar com seu tempo presente, como é o caso de Triste Bahia, do álbum Transa, de 1972, gravado no exílio londrino.

Mas, o diálogo musical é feito com os olhos no presente, que parece ser a grande obsessão de Caetano.

Se na década de 1960 o músico soube romper com o tradicionalismo da MPB presa ao violão da bossa nova para abarcar também a guitarra elétrica e a sonoridade do rock que surgia para deglutir a música no mundo inteiro, nos anos posteriores Caetano soube dialogar intensamente com a seara musical ao seu redor, no tempo real em que tudo acontecia.

Assim, tivemos, ao longo dos tempos, um Caetano psicodélico, batuqueiro, sambista, roqueiro, latino e tantos outros que surgiram para conversar com seu presente.

E Abraçaço segue a mesma proposta tropicalista de ser o hoje. Em tempos nos quais a rádio mostra que boa parte do Brasil dá as costas para a própria riqueza rítmica que produziu — advinda, sobretudo, da forte presença negra no País —, Caetano reconstrói de maneira notável a simplória matiz sonora da contemporaneidade e descortina o Brasil presente em tom melancólico.

Acompanhado da metódica Banda Cê, formada pelo baterista Marcelo Callado, pelo baixista Ricardo Dias Gomes e pelo excelente guitarrista Pedro Sá, Caetano consegue recriar o som do disco ao vivo, em claro virtuosismo dos músicos. Sua voz é a mesma de sempre.

A precisão alcançada não apaga a malemolência do baiano no palco. Apesar de não haver percussão no show, é em sua ausência que o batuque se faz presente. Porque a Bahia Caetano traz consigo. Por mais que trilhe caminhos aparentemente opostos, é nela que Caetano sempre andará.

Caetano Veloso em Abraçaço
Avaliação: Muito Bom
Quando: 7/6/2015, domingo, 18h
Onde: Sesc Itaquera (av. Fernando do Espírito Santo Alves de Mattos, 1.000, Parque do Carmo, São Paulo, tel. 0/xx/11 2523-9200)
Quanto: Grátis
Classificação etária: Livre

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Perfil

Miguel Arcanjo Prado é editor de Cultura do R7, onde está desde o começo do portal, em 2009. É jornalista formado pela UFMG e pós-graduado em Mídia, Informação e Cultura pela ECA-USP. É crítico membro da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes). Nasceu em Belo Horizonte e mora em São Paulo desde 2007, quando ingressou no Curso Abril de Jornalismo. Ainda em Minas, estreou como cronista do semanário O Pasquim 21, passando por TV UFMG e TV Globo Minas. Na capital paulista, foi repórter da Contigo!, da Ilustrada na Folha Online e do Agora São Paulo, no Grupo Folha. Edita e apresenta a Agenda Cultural da TV Record News.

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