Publicado em 26/02/2015 às 03h03

Roniel Felipe faz contos com fantasia e pitadas da vida

ronielcp Roniel Felipe faz contos com fantasia e pitadas da vida

O escritor Roniel Felipe com seu livro de contos - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Roniel Felipe acaba de lançar Contos Primários de um Mundo Ordinário, seu segundo livro — o primeiro foi o livro-reportagem Negros Heróis: História que Não Estão no Gibi.

Além de escritor, também é jornalista e fotógrafo, com passagem por publicações como Raça Brasil, Exame, Você S/A e Aventuras na História, entre outras, além de ser o responsável pelas imagens do grupo teatral Os Crespos.

Roniel conversou com o R7 Cultura sobre sua nova obra. Leia com toda a calma do mundo:

MIGUEL ARCANJO PRADO — Por que quis fazer Contos Primários de um Mundo Ordinário?
RONIEL FELIPE — Iniciei a produção dos textos em janeiro de 2014. Dessa vez, optei em deixar um pouco de lado o jornalismo e misturar realidade e fantasia através dos contos.

MIGUEL ARCANJO PRADO — De que fala o livro?
RONIEL FELIPE — O livro é uma coletânea com 23 contos. Alguns são baseados em histórias da infância e outros são completamente fantasiosos, embora misturem um pouco das minhas vivências. Um bom exemplo é o conto O Homem que Amava Demais, texto que narra a trajetória de um tímido mineiro radicado no Rio de Janeiro e que, após um sonho, descobre ter nascido para amar todas as mulheres da cidade. As minhas vivências no Rio servem como base para compor a trama. E assim vai. Embora seja um livro leve, também fiz questão de tocar em assuntos como racismo, homossexualidade e parto humanizado. É necessário trazer ao leitor tais reflexões sobre o nosso mundo.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Como está a acolhida dos leitores?
RONIEL FELIPE — O livro nasceu de uma campanha de crowdfunding/financiamento coletivo e começou muito bem. Em apenas duas semanas, obtive o valor necessário para a produção da obra. O que tem agrado o leitor  em primeiro lugar são as ilustrações do cartunista Junião e o projeto gráfico do type designer Crystian Cruz. Apesar de estar no começo do processo, tenho recebido boas críticas dos leitores.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Você também é fotografo. Pensa em lançar também um livro de fotos?
RONIEL FELIPE — Penso futuramente voltar a trabalhar com cultura negra e memória fotográfica. O consumo da arte está em alta e a fotografia tem atraído muita gente. Espero futuramente conseguir misturar texto e fotografia em uma obra. A procura de Negros Heróis e a popularização do crowdfunding indicam uma ótima oportunidade futura.

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Publicado em 25/02/2015 às 15h50

Anônimos viram estrela por um dia na TV

Coletiva de Imprensa Programa Maquina da Fama Foto Alessandro Rodrigues 17 Anônimos viram estrela por um dia na TV

Patrícia Abravanel entre Freddie Mercury e Diana Ross do programa Máquina da Fama, no SBT: espaço para artistas anônimos mostrarem seu talento - Foto: Alessandro Rodrigues

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Fotos ALESSANDRO RODRIGUES

O povo brasileiro sempre demonstrou ser multitalentoso. E a TV sempre soube se aproveitar disso. Basta assistir a alguma edição antiga do Cassino do Chacrinha de Abelardo Barbosa ou do Show de Calouros de Silvio Santos. Mesmo no erro, charme e presença de espírito nunca faltaram aos anônimos que resolveram apresentar seu talento diante das câmeras.

O programa Máquina da Fama, do SBT, é mais um espaço para "a gente bronzeada mostrar seu valor", como diz a canção. Bem mais produzido que seus antecessores, a atração dá ao artista desconhecido do grande público a possibilidade de transformar-se em seu ídolo, nem que por uma apresentação apenas.

E a cultura brasileira não fica à deriva: "Cerca de 50% dos nossos números musicais homenageiam artistas brasileiros. É nossa preocupação sempre termos um equilíbrio de artistas nacionais e internacionais e também de diversos gêneros musicais", fala Michael Ukstin, diretor da atração. Ele ainda diz que a principal sorte é sua "equipe competente" atrás das câmeras.

Velha guarda é homenageada

Lucas Gentil, outro diretor da equipe de Ukstin, conta que algumas apresentações foram marcantes, como a que celebrou Elis Regina. "Foi um sonho realizado. As duas vezes que tivemos Elis no programa, ela ganhou". Ele afirma que muitos artistas da velha guarda homenageados na atração, que passa a ser exibida às segundas-feiras às 23h a partir do dia 2 de março, não têm mais espaço na mídia atual.

Ângela Maria e Cauby Peixoto, os reis do rádio, foram celebrados no programa. A ex-vedete Virgínia Lane, por exemplo, havia sido convidada para uma gravação, mas, infelizmente, morreu um dia antes.

Ao contrário de muitos programas televisivos que em nada mudam a vida dos participantes, Gentil garante que o Máquina da Fama abre portas para seus cantores. "Eles aumentam o cachê, passam a fazer shows corporativos. A carreira de todos melhora. O artista sempre nos dá esse feedback", declara.

Coletiva de Imprensa Programa Maquina da Fama Foto Alessandro Rodrigues 1 Anônimos viram estrela por um dia na TV

Em cima do piano: Freddie Mercury ressuscita - Foto: Alessandro Rodrigues

Gente como a cantora Carla Priscilla, de Guarulhos, na Grande São Paulo. Fãs dos cantores da Motown, a gravadora de música negra que fez história nos anos 1970, sobretudo por ter lançado Michael Jackson e os Jackson Five, ela incorporou Diana Ross no programa. "Canto em festas, eventos, casamentos. É uma oportunidade para quem não tem influência ou um atalho conseguir mostrar o talento na TV. Podemos ser vistos e, quem sabe, ter uma chance de ser um profissional reconhecido", avalia.

Outro que percebeu a mudança foi Fábio Rabello, ator e cantor de São Paulo que viveu o roqueiro inglês Freddie Mercury no palco da atração. "Vim brincar e acabou dando certo. A repercussão foi instantânea. Passei a fazer muitos shows de cover do Freddie, sobretudo no mundo corporativo". Para ele, além do talento dos cantores, a caracterização é fundamental: "A equipe é muito talentosa e cuida de cada detalhe. Quando entro no palco realmente vem a energia do Freddie".

Coletiva de Imprensa Programa Maquina da Fama Foto Alessandro Rodrigues 8 Anônimos viram estrela por um dia na TV

Superprodução: chove enquanto Diana Ross canta - Foto: Alessandro Rodrigues

Realmente, o grande charme do programa é sua superprodução, que traz ares de Broadway às apresentações. "A gente faz nevar, chover. E, se já choveu, queremos uma tempestade com raios", diz, bem-humorado, Lucas Gentil, que ainda lembra o papel cultural da atração. "É um programa de educação musical", afirma.

Isso é comprovado pela própria apresentadora, Patrícia Abravanel. Ela confessa à reportagem que não sabia quem era Édith Piaf, a lendária cantora francesa, até esta ser homenageada por uma participante da atração. "É sem dúvida um programa que tem todos os gêneros, do mais erudito ao mais popular".

A apresentadora acaba de ser mãe do pequeno Pedro e, ao contrário de muitas celebridades, parece não se preocupar em preservar o filho dos holofotes. "Se depender de mim quero exibir meu filho o tempo todo", afirma ao responder se pretende trazê-lo ao programa. Em excelente forma para alguém que passou por gravidez recente, Patrícia ainda afirma que ainda precisa emagrecer mais uns quilos. A reportagem fez questão de dizer a ela que não precisa.

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Patrícia Abravanel: filho na TV - Foto: Alessandro Rodrigues

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Publicado em 25/02/2015 às 14h23

Band volta a ter novela, mas enlatada

band Band volta a ter novela, mas enlatada

Cena da novela enlatada Mil e Uma Noites que é a aposta da Band em teledramaturgia em 2015 - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A Band resolveu voltar à teledramaturgia. Mas, em vez de produzir sua própria novela no Brasil, país que é referência mundial no gênero, preferiu comprar um enlatado internacional já exibido no Leste Europeu, Oriente Médio e em países da América Latina como Argentina, Chile e Uruguai. O nome da produção é Mil e Uma Noites, novela gravada na Turquia.

A trama de 180 capítulos da TMC Film se inspira na história milenar de Sherazade, adaptada para a contemporaneidade. O folhetim será exibido a partir de 9 de março, de segunda a sábado, às 20h20, após o Jornal da Band.

Em vez de rainha persa, a personagem agora é uma arquiteta viúva, mãe de um menino de cinco anos. A criança sofre de leucemia e ela busca ajuda para financiar o tratamento. O chefe só aceita dar dinheiro se ela for para a cama com ele.

O executivo argentino Diego Guebel, diretor geral de conteúdo da Band, diz que escolheu uma trama simples, que “resgata a forma clássica de se fazer novela”, com temas como “amor, ódio e desejo”.

A última novela produzida pela Band foi Água na Boca, em 2008.

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Publicado em 25/02/2015 às 11h00

Livro retrata realidade gay na Bolívia de Evo

edson hurtado Livro retrata realidade gay na Bolívia de Evo

O jornalista boliviano Edson Hurtado: autor de Ser Gay en Tiempos de Evo, livro que agora chegará aos Estados Unidos - Foto: Divulgação

Da EFE

O livro Ser Gay en Tiempos de Evo, que narra o difícil situação deste coletivo na Bolívia, será traduzido para o inglês este ano e promovido em uma viagem pelos Estados Unidos, informou à Agência Efe o jornalista Edson Hurtado, autor da obra.

Being Gay in Times of Evo Morales é o título escolhido para publicar o livro no mercado americano e, de acordo com o escritor, há previsão de apresentações em Nova York e Washington.

Quando escreveu o livro, Hurtado almejava resgatar a luta do movimento GLTB para sua inclusão em leis que garantissem seus direitos e penalizassem atos de discriminação, além de mostrar as diferentes realidades e assim conseguir uma sensibilização que promovesse a defesa dos direitos humanos e da diversidade sexual.

Histórias dramáticas

Em outros fatos, o livro relata a difícil situação dos GLBT na Bolívia com histórias dramáticas, de orgulho, reivindicação, esperança e violência. "Encontrá-las e sistematizá-las foi um desafio que durou oito meses e, ao mesmo tempo, uma conquista importante, pois é o primeiro livro boliviano que trata a homossexualidade de uma maneira profunda e direta", disse Hurtado à Efe em 2011, quando o trabalho foi publicado pela primeira vez.

Hurtado garantiu que o conteúdo do livro não foi alterado em sua tradução ao inglês. "Incluímos mais de 50 entrevistas para ajudar o leitor anglo-saxão a entender algumas situações políticas ou palavras próprias da Bolívia ou de idiomas originais", detalhou.

Projetos futuros

Sobre futuros projetos, o autor adiantou que quer publicar uma nova edição de Indígenas Homosexuales, seu livro mais recente. "Viajei durante mais de seis meses pelo país, visitei mais de dez comunidades indígenas em diversos pontos do território, e encontrei histórias impactantes, dilaceradoras e alucinantes de irmãos e irmãs indígenas com diversas orientações sexuais e identidades de gênero, cujas histórias me chamaram muito a atenção", assinalou.

O escritor e jornalista também planeja realizar um documentário sobre a situação do coletivo GLTB na América Latina, algo que considerou "necessário e importante". "Hoje, mais do que nunca, é preciso falar sobre o tema para continuar conquistando direitos e concretizar aspirações. A democracia é construída por todos", concluiu o escritor.

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Publicado em 25/02/2015 às 03h03

Conservadores dos EUA ficam irritados com Oscar

alejandro inarritu efe Conservadores dos EUA ficam irritados com Oscar

Alejandro Iñarritu discursa no Oscar: um latino-americano no topo do cinema mundial não agradou à direita norte-americana - Foto: EFE

Por FERNANDO MEXÍA
Da EFE, em Los Angeles

O sucesso do cineasta mexicano Alejandro González Iñárritu no Oscar não caiu bem nos setores mais conservadores dos Estados Unidos, abalados por uma cerimônia que consideraram muito liberal e na qual os direitos dos imigrantes ilegais foram protagonistas.

Iñárritu conquistou estatuetas de melhor filme, melhor diretor e melhor roteiro, enquanto seu compatriota Emmanuel Lubezki recebeu o prêmio de melhor fotografia, em ambos os casos pelo filme Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância), que foi o grande vencedor da noite.

"Foi uma grande noite para o México, como sempre", disse nesta segunda-feira (23) em declarações ao canal Fox o magnata Donald Trump, que não escondeu frustração pelos reconhecimentos obtidos pela equipe de Iñárritu na noite de gala do cinema.

"Este cara não parava de subir, subir e subir (no palco) O que está fazendo? Está indo embora com todo o ouro. (O filme) é tão bom assim? Eu não ouvi isso", disse Trump indignado.

Conservadores nervosos

Os conservadores americanos torciam pelo sucesso absoluto de Sniper Americano, de Clint Eastwood, que ganhou apenas uma estatueta, a de melhor edição de som.

"O Oscar é uma triste piada, muito parecido ao nosso presidente. Muitas coisas estão erradas!", escreveu Trump no Twitter, enquanto nessa mesma rede social a personalidade da TV Sean Hannity qualificou de "previsível" o mau resultado de Sniper Americano em uma Hollywood "liberal".

Nessa mesma linha foram muitas as críticas aos apelos feitos nos discursos, como o da ganhadora do prêmio de melhor atriz coadjuvante, Patricia Arquette (Boyhood: Da Infância à Juventude) que reivindicou igualdade de direitos e de salários para as mulheres e foi extremamente aplaudida por uns, mas acusada de falar sem saber por outros.

Respeito aos latino-americanos

Já Iñárritu dedicou seu grande prêmio da noite aos mexicanos de ambos os lados da fronteira e pediu respeito e dignidade das autoridades para os que residem nos Estados Unidos.

O crítico cinematográfico Christian Toto qualificou de "insulto" o fracasso de Sniper Americano frente ao sucesso Birdman, e de "inapropriados" os pronunciamentos, que tiveram "pedidos de anistia fora de lugar", como a mensagem de Iñárritu.

Abaixo o preconceito

A opinião, no entanto, não foi compartilhada pela diretora do Conselho Nacional La Raza (NCLR), Clarissa Martínez-De-Castro. Para ela, o gesto do mexicano foi "extraordinário", tanto pela ocasião, ao vivo perante milhões de telespectadores em todo o planeta, quanto pelo conteúdo, já que lembra a origem dos Estados Unidos.

Para Alex Nogales, presidente da Coalizão Nacional Hispânica para os Meios de Comunicação (NLMC), Iñárritu e seus colegas diretores Alfonso Cuarón e Guillermo del Toro oferecem uma imagem muito positiva do latino, longe dos estereótipos, "especialmente nos Estados Unidos onde há tantos preconceitos contra o latino".

Nogales disse que acredita que as reações negativas às declarações de Iñárritu aumentem por parte dos conservadores porque muitos membros do Partido Republicano têm posições racistas e são contrários aos imigrantes latinos. "Muitos acham que estamos tomando os trabalhos deles", comentou.

Piada de mau gosto

O diretor de NHMC minimizou a importância do comentário do ator Sean Penn quando entregou o Oscar de melhor filme a Iñárritu. Penn perguntou "Quem foi que deu o Green Card para este filho da p...?", uma frase que soou como ofensa para muitos espectadores que reagiram nas redes sociais, embora não para o mexicano, que explicou que era uma espécie de piada interna, já que os dois são amigos. "É uma piada de mau gosto. Ele (Penn) não é racista, não é conservador, é um desbocado que não tem limites. Aqueles que têm outra agenda (política) vão usar esse comentário", explicou Noguales.

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Publicado em 24/02/2015 às 03h03

Vinil resiste bravamente à invasão digital

vinil Vinil resiste bravamente à invasão digital

Em tempos de digitalização de tudo, vinil mostra força - Foto: Divulgação

Por ANTONIO ZAVALA, da EFE

Há algo na experiência de abrir os discos de vinil, tirá-los da capa e colocá-lo na ponta da agulha que continua a fascinar os amantes da música e isso está se traduzindo em um grande aumento dos números de vendas nos Estados Unidos.

A tão anunciada morte dos discos de vinil nunca aconteceu e em mundo cada dia mais digital, em 2014 foram vendidos nos Estados Unidos 9,2 milhões de LPs, 51,8% a mais que em 2013, segundo dados da agência de medição Nielsen.

Por outro lado, os downloads caíram 9% no caso de discos e 12% de singles, apontou o relatório da Nielsen Soundscan, que também mostrou que a compra dos CDs, responsáveis pelo quase desaparecimento dos discos de vinil, caíram 14% ano passado, para 140 milhões.

Tendência de crescimento

Esta tendência se refletiu no Reino Unido, o segundo mercado musical mais representativo do mundo e onde em 2014 foram vendidos mais de um milhão de cópias de discos ano passado, segundo a Official UK Charts Company, um volume de vendas que não era visto desde 1996.

Os fãs das bolachas juram que a experiência é melhor, mais completa. "É um processo desde que compra um álbum, o abre, o cheiro... muitas coisas", confessou à Agência Efe o mexicano Gildelgar Sánchez, dono de uma coleção de 500 discos de vinil com os quais iniciou uma carreira de DJ em cafés e galerias de Chicago, nos Estados Unidos. Sánchez ressaltou que esta experiência é "algo único, que não se compara com a compra de CDs ou downloads".

Os discos de vinil foram o formato mais popular de música entre as décadas de 50 e 90, quando os então inovadores 'compact discs' os superaram em vendas. Mas agora, com mais formatos para a música, incluindo a compra digital, "streaming" e formatos físicos, os discos de vinil firmaram uma fiel clientela, tanto de colecionadores como de simplesmente fãs de música.

Lojas especializadas

Graças a eles, as lojas especializadas na revenda de discos de vinil conseguiram se manter. "Nos últimos anos houve um ressurgimento de interesse pelos 'long plays' de vinil," ressaltou Christian Priebe, gerente da Dusty Groove, uma loja do popular bairro de Wicker Park, em Chicago.

Esta loja está cheia de discos de jazz, rock, blues, country. Para Priebe os tradicionais discos de plástico representam uma experiência melhor para o ouvinte do que os outros formatos.

"Os discos de vinil de 33 1/3 rotações por minuto eram o melhor formato", apontou Priebe, pois "têm melhor som e são mais tangíveis". Uma busca por sua loja rende tesouros como discos de Nina Simone, Frank Sinatra, Peggy Lee, Miles Davis, mas também, na seção latina, joias como discos de Mongo Santamaría, Eddie Palmieri e uma cópia de Isabel Parra e seu disco "Cantos de Violeta".

Sánchez contou que seu amor por este formato começou em sua cidade natal quando, aos oito anos, ganhou seu primeiro disco de vinil, do bem-sucedido grupo juvenil espanhol Parchís. "Ouvia todos os dias esse álbum o tempo todo", lembrou. O colecionador afirmou que este formato dá muito mais aos consumidores e citou a arte das capas e as extensas notas que cada álbum inclui. "A cultura do vinil não vai ceder, ela sobreviverá", finalizou Sanchez.

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Publicado em 23/02/2015 às 18h00

Vista por 150 mil, Mafalda fica mais tempo em SP

mafalda quino Vista por 150 mil, Mafalda fica mais tempo em SP

Mafalda, ao lado de seu pai, o cartunista Quino, na exposição - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A argentina Mafalda não quer saber de deixar São Paulo. A personagem portenha criada por Quino mostrou que não lhe faltam fãs no Brasil.

A exposição temática sobre os 50 anos de sua criação, O Mundo Segundo Mafalda, em cartaz na Praça das Artes, no centro paulistano, já foi vista por mais de 150 mil pessoas.

Diante do sucesso, a Fundação Theatro Municipal, ligada à Prefeitura de São Paulo, resolveu prorrogar a mostra até 15 de março. Só ficará fechada, para manutenção, na segunda (2).

A exposição tem curadoria do Museo Barrilete, de Córdoba, Argentina. São 13 módulos e duas oficinas sobre a personagem dos quadrinhos latino-americanos mais amada no mundo.

Saiba quem já foi ver a exposição O Mundo Segundo Mafalda!

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Publicado em 23/02/2015 às 17h16

Rosa Rosah disseca samba e Carnaval em disco

Rosa Rosah Rosa Rosah disseca samba e Carnaval em disco

Rosa Rosah faz álbum com sambas cheios de poesia - Foto: Ká Nogueira

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A cantora Rosa Rosah acaba de lançar o disco que leva seu nome. O carro-chefe é a canção Rainha de Bateria (veja o clipe), que faz uma homenagem a todas as mulheres que sambam na avenida à frente dos ritmistas. Famosas ou não.

O momento para a chegada do álbum, que disseca o samba e o Carnaval, não poderia ser mais propício.

Para o disco, Rosa se cercou de nomes fortes de nossa música e gravou composições de gente do calibre de Virgínia Rosa, Chico César, Fernanda Porto.

Rainha de Bateria é uma música de Lina de Albuquerque e David Pasqua que celebra as rainhas de bateria verdadeiras, genuínas, aqueles que incorporam na pele e na alma o suor do ano inteiro, batalhando o seu ganha pão de norte a sul do país, na raça e na força, para, num só dia, incorporar o espírito glorioso da batucada brasileira.

Rosa conta ter influência de músicos como Maria Bethânia, Angela Ro Ro, Roberto Ribeiro, Elis Regina, Clara Nunes, Cartola, Celine Dion e Ella Fitz Gerald. Não bastasse tudo isso, também fazem sua cabeça João Donato, Gal Costa, Leila Pinheiro, Lenine e Djavan.

Não é boba nada.

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Rosa Rosah apresenta seu disco para a amiga Ellen Roche, rainha da Rosas de Ouro - Foto: Ká Nogueira

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Publicado em 23/02/2015 às 11h32

Rede de cinema barateia ingressos às segundas

birdman Rede de cinema barateia ingressos às segundas

O vencedor do Oscar Birdman pode ser visto na promoção na rede UCI - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A semana pode começar com uma sessão de cinema sem doer tanto no bolso. Para muitos, pode ser a deixa para ver os ganhadores do Oscar, como Birdman, o melhor filme da cerimônia de 2015.

Esta é a proposta da rede UCI, presente em várias capitais brasileiras. A ação Segunda-Mania começa nesta segunda (23), com descontos em 23 salas da rede no Rio de Janeiro, São Paulo, Recife, Fortaleza, Salvador, Juiz de Fora, Ribeirão Preto, São Luís, Campo Grande e Curitiba.

Veja as salas participantes e os valores:

São Paulo

UCI Jardim Sul

UCI Anália Franco

UCI Santana Parque Shopping

2D: R$9.00(inteira) R$: 4.50 (meia)

3D: R$11.00(inteira) R$: 5.50(meia)


Rio de Janeiro

UCI New York City Center

UCI Kinoplex NorteShopping

UCI ParkShopping Campo Grande

2D: R$10.00(inteira) R$: 5.00 (meia)

3D: R$12.00(inteira) R$: 6.00 (meia)


Recife

UCI Kinoplex Plaza Casa Forte Shopping

UCI Kinoplex Shopping Tacaruna

UCI Kinoplex Recife Shopping

2D: R$10.00(inteira) R$: 5.00 (meia)

3D: R$12.00(inteira) R$: 6.00 (meia)

 

Fortaleza

UCI Kinoplex Iguatemi Fortaleza

2D: R$10.00(inteira) R$: 5.00 (meia)

3D: R$12.00(inteira) R$: 6.00 (meia)

UCI Shopping Parangaba

2D: R$10.00(inteira) R$: 5.00 (meia)

3D: R$12.00(inteira) R$: 6.00 (meia)

XPLUS 2D: R$11.00(inteira) R$: 5.50(meia)

XPLUS3D: R$13.00(inteira) R$: 6.50(meia)

 

Juiz de Fora

UCI Kinoplex Independência

2D: R$10.00(inteira) R$: 5.00 (meia)

3D: R$12.00(inteira) R$: 6.00 (meia)

 

Curitiba

UCI Estação

UCI Palladium

2D: R$9.00(inteira) R$: 4.50 (meia)

3D: R$11.00(inteira) R$: 5.50(meia)

 

Ribeirão Preto

UCI Ribeirão

2D: R$9.00(inteira) R$: 4.50 (meia)

3D: R$11.00(inteira) R$: 5.50(meia)

IMAX 2D: R$13.00(inteira) R$: 6.50(meia)

IMAX 3D: R$15.00(inteira) R$:7.50 (meia)

 

São Luís

UCI Kinoplex Shopping da Ilha

2D: R$9.00(inteira) R$: 4.50 (meia)

3D: R$11.00(inteira) R$: 5.50(meia)

XPLUS 2D: R$11.00(inteira) R$: 5.50(meia)

XPLUS 3D: R$13.00(inteira) R$: 6.50(meia)

 

Campo Grande

UCI Bosque dos Ipês

2D: R$8.00(inteira) R$:4.00(meia)

3D: R$10.00(inteira) R$: 5.00 (meia)

 

Salvador

UCI Orient Shopping Barra

UCI Orient Paralela

UCI Orient Iguatemi Salvador

2D: R$9.00(inteira) R$: 4.50 (meia)

3D: R$11.00(inteira) R$: 5.50(meia)


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Publicado em 23/02/2015 às 08h50

Com mexicano vitorioso, discurso pró imigrantes latino-americanos domina Oscar

alejandro inarritu Com mexicano vitorioso, discurso pró imigrantes latino americanos domina Oscar

O vitorioso Alejandro Iñarritu: defesa dos imigrantes latino-americanos na noite do Oscar - Foto: Divulgação

Por FERNANDO MEXÍA, da EFE

O cineasta mexicano Alejandro González Iñárritu se sagrou o grande vencedor deste domingo (22), na 87ª edição do Oscar, em que seu filme Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância) conquistou quatro estatuetas: filme, diretor, roteiro original e fotografia.

O Grande Hotel Budapeste dominou as categorias técnicas e também levou quatro prêmios, um a mais que Whiplash: Em Busca da Perfeição, e Boyhood: da Infância à Juventude, considerado um dos favoritos, só foi premiado com Patricia Arquette, melhor atriz coadjuvante.

"Quem deu o green card para este cara?", brincou Sean Penn antes de anunciar que Birdman era o melhor filme, logo antes de Iñárritu subir ao palco do teatro Dolby pela terceira vez.

Ele aproveitou o gancho para falar do México e da situação migratória nos Estados Unidos.

"Aos meus colegas mexicanos, rezem para que possamos conseguir o governo que merecemos, e aos que estão neste país (Estados Unidos) rezem para que tratem igualmente bem aqueles que vieram antes e construíram esta incrível nação de imigrantes", declarou o diretor.

Iñárritu brincou sobre as vitórias seguidas de mexicanos no Oscar, depois da dupla vitória de Cuarón ano passado por Gravidade, e sugeriu que talvez o governo dos EUA acabaria impondo leis à Academia de Hollywood para impedir que isso se repita.

"Dois mexicanos seguidos é suspeito", ironizou o cineasta, que minutos antes tinha ganhado o Oscar de melhor diretor e de melhor roteiro original, este último dividido com os argentinos Armando Bo e Nicolas Giacobone, e com o americano Alexander Dinelaris Jr.. Bo, que dedicou o prêmio ao seu país, foi um dos que falaram hoje em espanhol no palco, cujo mestre de cerimônias, Neil Patrick Harris, encerrou se despedindo também no idioma, com um simpático "buenas noches".

O Grande Hotel Budapeste levou quatro prêmios técnicos, de melhor trilha sonora, para Alexandre Desplat; de melhor figurino; de maquiagem e cabelo; e de design de produção. Também foi uma grande noite para o independente Whiplash: Em Busca da Perfeição. Ele levou os prêmios de melhor ator coadjuvante (J.K. Simmons), de melhor montagem e de melhor mixagem de som.

Boyhood: da Infância à Juventude, um dos filmes com mais indicações e dos mais elogiados da temporada ganhou somente o Oscar de melhor atriz coadjuvante (Patricia Arquette), um triunfo mais do que previsível, assim como o de Julianne Moore como melhor atriz por Para Sempre Alice e, um pouco menos, o de Eddie Redmayne por A Teoria de Tudo.

Em animação houve uma dupla vitória da Disney, com Operação Big Hero como melhor longa-metragem e Feast como melhor curta. Insterstelar levou o Oscar de melhores efeitos especiais e Selma o de melhor canção, por Glory. Um dos outros indicados a melhor filme que havia sido muito elogiado pela crítica, O Jogo da Imitação, ganhou um só prêmio, de melhor roteiro adaptado.

Já o filme argentino Relatos Selvagens não levou o Oscar de melhor filme estrangeiro. Perdeu para o polonês Ida. Veja a lista completa dos ganhadores:

Melhor filme: "Birdman"
Melhor diretor: Alejandro González Iñárritu, "Birdman"
Melhor ator: Eddie Redmayne, "A Teoria de Tudo"
Melhor atriz: Julianne Moore, "Para Sempre Alice"
Melhor ator coadjuvante: J.K. Simmons, "Whiplash - Em Busca da Perfeição"
Melhor atriz coadjuvante: Patricia Arquette, "Boyhood - Da Infância à Juventude"
Melhor roteiro original: "Birdman"
Melhor roteiro adaptado: "O Jogo da Imitação"
Melhor animação: "Operação Big Hero"
Melhor filme estrangeiro: "Ida", da Polônia
Melhor documentário: "Citizenfour"
Melhor edição: "Whiplash - Em Busca da Perfeição"
Melhor fotografia: "Birdman"
Melhor direção de arte: "O Grande Hotel Budapeste"
Melhores efeitos visuais: "Interestelar"
Melhor edição de som: "Sniper Americano"
Melhor mixagem de som: "Whiplash - Em Busca da Perfeição"
Melhor figurino: "O Grande Hotel Budapeste"
Melhor cabelo e maquiagem: "O Grande Hotel Budapeste"
Melhor trilha sonora original: "O Grande Hotel Budapeste"
Melhor canção original: "Glory", do filme "Selma"
Melhor curta-metragem: "The Phone Call"
Melhor curta-metragem de animação: "O Banquete"
Melhor curta-metragem de documentário: "Crisis Hotline: Veterans Press 1"

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Miguel Arcanjo Prado é editor de Cultura do R7, onde está desde o começo do portal, em 2009. É jornalista formado pela UFMG e pós-graduado em Mídia, Informação e Cultura pela ECA-USP. É crítico membro da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes). Nasceu em Belo Horizonte e mora em São Paulo desde 2007, quando ingressou no Curso Abril de Jornalismo. Ainda em Minas, estreou como cronista do semanário O Pasquim 21, passando por TV UFMG e TV Globo Minas. Na capital paulista, foi repórter da Contigo!, da Ilustrada na Folha Online e do Agora São Paulo, no Grupo Folha. Edita e apresenta a Agenda Cultural da TV Record News.

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