Publicado em 18/04/2015 às 10h29

Colômbia ano de solidão sem Gabriel García Márquez

 Colômbia ano de solidão sem Gabriel García Márquez

Gabriel García Márquez: um ano de solidão sem o escritor - Foto: Divulgação

Por GONZALO DOMÍNGUEZ LOEDA, da EFE, em Bogotá

A Colômbia mergulhou novamente nesta sexta-feira (18) na obra de seu Nobel de Literatura, Gabriel García Márquez, no primeiro aniversário da morte do "filho do telegrafista", obscurecido em parte pela 'macondiana' situação política do país que se debate entre a guerra e a paz.

O tributo se iniciou com suas borboletas amarelas inundando as redes sociais, uma ideia que partiu do Ministério de Cultura colombiano, que levou ao Twitter o projeto "#Gabovive" com o qual lembraram sua figura e que se transformou no assunto mais comentado dessa rede social no país.

"Quando descobrimos Macondo, conhecemos a família Buendía e nos apaixonamos pelas borboletas amarelas. Vamos ler!", postou o Ministério junto com uma grande foto de Gabo rodeado desses lepidópteros que circundavam Mauricio Babilonia em enxames em "Cem anos de solidão".

Feira do Livro

Mas sem dúvida o momento principal do dia chegou na apresentação da Feira Internacional do Livro de Bogotá (Filbo), que começará em 21 de abril com Macondo, o universo mágico da obra cúpula de García Márquez, como convidado de honra.

No ato esteve presente o biógrafo de García Márquez, o britânico Gerald Martin, que com extrema lucidez roubou a cena com suas sentenças derivadas do conhecimento exaustivo: "Escrevia como Cervantes e falava como Chaplin", declarou sobre Gabo.

Ele é o "grande clássico latino-americano", Macondo é "a primeira aldeia global literária", Gabo "será 'top' nos próximos 500 anos" como Shakespeare e Cervantes foram nas centúrias precedentes, foram outras das contribuições do também biógrafo do guatemalteco Miguel Ángel Asturias, ganhador do Nobel de Literatura em 1967.

"Me dei conta na primeira vez que li 'Cem anos de solidão' que Macondo seria como La Mancha de Cervantes, um dos grandes lugares da literatura", concluiu.

Este foi o prelúdio de uma feira que na terça-feira abrirá as portas aos visitantes com mapas e pavilhões dedicados a Macondo em uma evocação do realismo fantástico que se inspira mais que nunca em uma Colômbia paradoxal na qual o sangue segue emanando como nas obras de Gabo.

Não em vão, o processo de paz entre entre o governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) caminha na corda bamba após o ataque dessa guerrilha que matou 11 militares na quarta-feira passada apesar do cessar-fogo unilateral que o grupo rebelde tinha iniciado em dezembro de 2014.

Os vaivéns do processo que, após mais de meio século de enfrentamento armado deve dirigir à Colômbia à paz e realizar assim um dos grandes sonhos de García Márquez, acabou competindo com Gabo no noticiário do dia.

Homenagens

O presidente Juan Manuel Santos, que dedicou homenagens ao Nobel de Literatura de 1982 há um ano quando Gabo faleceu na Cidade do México, e inclusive compareceu a seu funeral nesse país, hoje não fez nenhuma menção ao autor nem em seus discursos nem nas redes sociais nas quais é muito ativo.

O aniversário, no entanto, encontrou espaço na inauguração esta noite da exposição "Um espelho do mundo", na Biblioteca Nacional de Bogotá, com o ambicioso objetivo de se aproximar da figura humana de Gabo e conquistar novos leitores para a obra do escritor.

Para conseguir esse objetivo, a instituição exporá a máquina com a qual García Márquez deu à luz a "Cem anos de solidão", sua obra mais famosa, assim como a medalha e o diploma entregues pela Academia Sueca do Nobel.

Sem tempo para sentir falta

Além dos homenagens institucionais, a Fundação Gabriel García Márquez para o Novo Jornalismo Ibero-Americano (FNPI) rendeu tributo a seu fundador e renovou seu compromisso com ele. "Gabriel García Márquez está conosco de maneira intensa.

Não tivemos tempo de sentir sua falta, porque não passou nem um só dia sem que seja homenageado ou que apareça nas notícias, nas redes sociais, nas ruas", afirmou a FNPI em seu site.

A fundação, que este ano celebra seu 20 aniversário, destacou que as "manifestações de carinho para Gabo" lhes encorajam a manter o compromisso adquirido com o Nobel: "trabalhar por um jornalismo de excelência com valor de serviço público".

"Não foi um ano de ausência, mas de uma presença distinta, renovada e inspiradora", destacaram.

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Publicado em 17/04/2015 às 11h57

Sesc Jundiaí é inagurado: “Queremos ser a praça do interior”, diz Danilo Santos de Miranda

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Vista do Sesc Jundiaí da área da piscina: prédio sustentável - Foto: Adauto Perin

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Enviado especial do R7 a Jundiaí (SP)*

O Sesc em São Paulo abre, neste sábado (18), sua nova unidade: o Sesc Jundiaí, a 60 quilômetros da capital paulista. A programação de abertura incluiu atividades variadas de cultura e esporte, como show gratuito de Alceu Valença, Gaby Amarantos e Mart’nália às 19h do domingo (19).

O edifício de 30 mil metros quadrados de área construída fica ao lado da Prefeitura de Jundiaí e do Jardim Botânico da cidade paulista. É a 36ª unidade da instituição no Estado e se impõe na paisagem urbana do município, defronte à Serra do Japi.

Danilo Santos de Miranda, gerente regional do Sesc em São Paulo, diz que o objetivo é mesmo “que o Sesc seja notado” e que o projeto arquitetônico “foi feito para chamar a atenção, para atrair as pessoas para frequentar o espaço”.

“O Sesc tem de se justificar o tempo inteiro. Recebe dinheiro das empresas, 1,5% da folha de pagamento, e tem que retornar à população”, afirma o executivo, que diz que a melhor publicidade da entidade é o boca a boca de seus frequentadores. “Preferimos gastar em atividades do que em promoção”, diz ele, que também afirma que “o Sesc não tem política nem religião”.

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Danilo Santos de Miranda diz que Sesc está aberto a todos, mas a prioridade nas atividades é para os trabalhadores credenciados na instituição - Foto: Adauto Perin

A filosofia da programação é o intercâmbio cultural e humano, onde arrogância intelectual não é bem-vinda: “Não queremos fazer uma coisa isolada, que só os entendidos vão entender”, diz o gestor. E ainda lembra algo que, para ele, é importante: “No Sesc, o banheiro sempre vai estar limpo e qualquer pessoa será bem tratada. O Sesc é a antiga praça da cidade do interior”, define.

Miranda conta que a maioria atual dos “comerciários”, ou seja, os que têm credencial plena para usar os serviços do Sesc com descontos, “são na verdade trabalhadores do comércio, do turismo e da área de serviços, sendo estes últimos a maioria hoje em dia”. Por isso, diz que é preciso rever no futuro o uso do termo “comerciário”, que já não engloba mais as categorias profissionais atendidas pela instituição.

Sem medo da crise

Em ano em que muitos decretam crise econômica vindo a galopes, Miranda diz ao R7 que prefere pensar positivo. “Estamos confiantes, somos otimistas por natureza. Tenho absoluta certeza de que esta situação é passageira. Brinco que somos condenados ao crescimento”, afirma.

O executivo ainda afirma que “como qualquer gestor, está atento para verificar como a economia vai se comportar”. Caso suas apostas otimistas não se concretizem, diz que o Sesc “terá de rever algum plano de investimento”, mas que, “por enquanto, nós ainda não sentimos os efeitos das mudanças econômicas”.

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Prédio arredondado de Jundiaí tem várias perspectivas - Foto: Adauto Perin

Prédio sustentável

O prédio do Sesc Jundiaí foi projetado pelas arquitetas Christina de Castro Mello e Rita Vaz, do escritório Teuba Arquitetura e Urbanismo. Rita, que está nos Estados Unidos, não pôde acompanhar a visita da reportagem ao espaço.

Christina conta ao R7 que tentou traduzir no prédio a filosofia do Sesc, “de trazer cultura e conhecimento à população”. Ela e sua colega projetaram um edifício repleto de espaços livres e intercomunicados por paredes de vidro, onde há integração entre todas as áreas.

“O prédio está de braços abertos para a cidade, com um grande farol, que é uma lua azul, no meio. Em forma circular, faz o ponto de vista mudar a cada instante, simbolizando as várias formas de se ver o mundo”, diz Christina.

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A arquiteta Christina de Castro Mello, sentada na biblioteca do Sesc Jundiaí: transparências promovem diálogo - Foto: Adauto Perin

A arquiteta conta que formas sustentáveis estiveram no cerne do projeto, que utiliza placas solares para aquecimento de água, que também é reaproveitada. A luz natural é abundante e a circulação de ar é feita de forma inteligente, com base na premissa do efeito chaminé, com ar frio entrando embaixo e ar quente saindo por cima, para que se utilize menos ar condicionado.

“O prédio é um grande barco flutuando, não é uma caixa, como os shoppings centers”, alfineta. Um dos charmes é o moderno ginásio, com mais de mil lugares, que servirá tanto para esporte quanto para a realização de grandes shows musicais.

Christina revela ainda uma curiosidade charmosa de seu projeto: “Quem estiver na comedoria vê quem está de sunga e maiô na piscina. Ou seja, quem está comendo fica de voyer [risos]”. O teto do prédio ainda tem um jardim suspenso, onde babosas se destacam.

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O gerente do Sesc Jundiaí, José Roberto Ramos, e o diretor regional do Sesc em São Paulo, Danilo Santos de Miranda, no palco do teatro da nova unidade - Foto: Adauto Perin

Política de relação com Jundiaí

No comando de 230 funcionários, José Roberto Ramos, gerente do Sesc Jundiaí, conta que dois terços foram recrutados na cidade e região. Ele afirma que o objetivo é atrair a população de Jundiaí, de 400 mil habitantes, e seu entorno para o espaço, sobretudo os comerciários.

“A relação com a comunidade já vem de um tempo. Há política de relações com empresas e instituições locais. Percebemos o acolhimento da cidade e uma expectativa muito grande com a inauguração”, diz Ramos.

O terreno foi doado pela Prefeitura de Jundiaí. As primeiras obras começaram em 2004 e sofreram atrasos e variadas mudanças de data de entrega. Prevista para custar entre R$ 70 milhões e R$ 80 milhões, ela terminou custando R$ 120 milhões.

Danilo Santos de Miranda conta que um dos motivos do atraso foram os 28 meses de chuva forte durante a construção e também questões de licenciamento do espaço. “A burocracia acabou atrasando. Mas, ficou pronto e completo. O problema é quando nem pronto fica”, finaliza.

*O jornalista MIGUEL ARCANJO PRADO viajou a convite do Sesc.

Conheça a programação de abertura do Sesc Jundiaí

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Ginásio com mais de mil lugares servirá para esportes e shows - Foto: Adauto Perin

Conheça a programação de abertura do Sesc Jundiaí

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Publicado em 17/04/2015 às 03h03

Com 62 milhões de assinantes, Netflix vale mais que TVs

netflix Com 62 milhões de assinantes, Netflix vale mais que TVsDa EFE, em Los Angeles

O fornecedor de conteúdos audiovisuais Netflix alcançou mais de 62 milhões de assinantes no mundo todo e superou, com US$ 32,9 bilhões, o valor em bolsa do gigante da televisão americana "CBS" (US$ 30,6 bilhões).

Também superou o valor do gigante midiático Viacom (US$ 28,8 bilhões), dono do estudo Paramount Pictures, das emissoras MTV e BET, e dos canais Comedy Central e Nickelodeon, segundo dados da companhia divulgados nesta quinta-feira (17).

De acordo com os resultados do primeiro trimestre do ano, o Netflix somou 4,9 milhões de subscritores (2,3 milhões nos EUA), mais do que em qualquer outro trimestre desde a estreia da empresa, há oito anos.

Esses números coincidem com o retorno da série produzida pelo próprio canal "House of Cards", protagonizada por Kevin Spacey e Robin Wright, que estreou a terceira temporada em fevereiro.

A companhia acrescentou que outras duas séries, "Unbreakable Kimmy Schmidt" e "Bloodline" ajudaram a atrair novos assinantes.

"Neste trimestre tivemos conteúdos magníficos", disse o diretor-executivo de Netflix, Reed Hastings, ao destacar que "todos eles nos empurraram para frente".

O Netflix, que fechou o mês de março com 62,3 milhões de assinantes em mais de 50 países, espera acrescentar mais 2,5 milhões no próximo trimestre.

A programação original é cada vez mais importante para a companhia dada a feroz concorrência no mercado, incluída a HBO Now, porta de entrada da emissora HBO a todos seus conteúdos mediante assinatura direta (US$ 14,99) sem necessidade de os usuários serem clientes de um fornecedor de televisão a cabo ou satélite.

No Brasil a assinatura mensal do Netflix custa atualmente R$ 17,90 (cerca de US$ 6).

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Publicado em 16/04/2015 às 03h04

Cartas de Frida Kahlo e amante são leiloadas por US$ 137 mil

frida kahlo Cartas de Frida Kahlo e amante são leiloadas por US$ 137 mil

Frida Kahlo manteve correspondência farta com seu amante espanhol radicado nos EUA - Foto: Divulgação

Da EFE, em Nova York

A casa de leilões Doyle, de Nova York, leiloou nesta quarta-feira (15), por US$ 137 mil, um lote de 25 cartas inéditas que a artista mexicana Frida Kahlo enviou a seu amante Josep Bartolí, um desenhista e pintor espanhol exilado na cidade americana.

A quantia final superou o preço que a Doyle tinha estimado a princípio, que girava entre US$ 80 mil e US$ 120 mil, e foram compradas por uma pessoa física.

O comprador, cuja identidade não foi divulgada, é um colecionador de arte e artista de Nova York, e um grande admirador de Frida Kahlo, indicaram à Agência Efe fontes da casa de leilões nova-iorquina.

Amor nova-iorquino

Foi precisamente em Nova York onde Bartolí conheceu a artista mexicana e onde começaram um apaixonado romance, que é revelado nas correspondências em questão, desconhecidas até o momento.

A mexicana conheceu Bartolí por meio de sua irmã Cristina, enquanto aguardava para enfrentar uma complicada operação na coluna em um hospital de Nova York, onde foi visitada pelo pintor catalão, a quem escreveu estas mais de cem páginas entre agosto de 1946, quando tinha 39 anos, e novembro de 1949.

A operação foi uma das muitas cirurgias às quais Frida se submeteu após um grave acidente de ônibus que sofreu quando tinha 18 anos, causando uma fratura na coluna vertebral.

JOSEP BARTOLI 02 Cartas de Frida Kahlo e amante são leiloadas por US$ 137 mil

O espanhol Josep Bartolí: correspondência de amor com Frida - Foto: Divulgação

Relação com Rivera

Estas 25 cartas falam de sua doença, de sua tempestuosa relação com seu marido, Diego Rivera, e de sua dificuldade para pintar, mas são principalmente declarações de amor que imortalizam o romance entre a mexicana e este artista.

"Meu Bartolí... Não sei como escrever cartas de amor. Mas queria te dizer que meu inteiro ser está aberto a você. Desde que me apaixonei por você, tudo se transformou e está cheio de beleza... O amor é como um aroma, como uma corrente, como a chuva. Sabe, meu céu que chove em mim e eu, como a terra, te recebo. Mara", diz uma delas.

Frida assinava suas cartas como "Mara", que seria um diminutivo de "maravilhosa", como seu amante a chamava. Ela pediu a Bartolí que assinasse as suas cartas com nome de mulher -"Sonja"- para que Rivera não suspeitasse de sua infidelidade, já que o pintor mexicano não tinha problemas com as relações de sua esposa com outras mulheres, mas era ciumento com os homens.

Segundo a biógrafa de Frida Kahlo Hayden Herrera, as mensagens "mostram uma solidão que rompe o coração e a miséria da dor física", já que foram escritas enquanto se recuperava no México da operação à qual se submeteu em Nova York Embora Frida estivesse profundamente ligada a Rivera, estas cartas sugerem que ela o teria abandonado para viver com Bartolí.

Seu amor pelo espanhol era "apaixonado, carnal, mole e maternal", segundo a análise dos especialistas da casa de leilões. Uma das cartas que escreveu em 1947 expressa sua angústia quando soube através de um amigo que Bartolí tinha estado no México durante três semanas e que não tinha ido vê-la.

A relação acabou em 1949, mas Bartolí nunca deixou de amar Frida Kahlo e guardou a correspondência em seu domicílio até que morreu em Nova York em 1995. Mais tarde, a família de Bartolí a vendeu ao dono que leiloou hoje alguns documentos que também contêm lembranças, como desenhos, flores prensadas e fotografias.

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Publicado em 15/04/2015 às 15h40

Qual é o enigma de Greta Garbo?

greta garbo Qual é o enigma de Greta Garbo?

Greta Garbo foi um dos rostos mais bonitos do cinema no mundo - Foto: Divulgação

Por ANNA BUJ, da EFE, em Nova York

Há 25 anos morreu, protegida pelo anonimato que escolheu durante quase meio século, Greta Garbo, que continua a ser uma das mais enigmáticas e belas figuras de Hollywood.

Em 15 de abril de 1990 morreu em Nova York, aos 84 anos, Greta Lovisa Gustafsson, a "esfinge sueca" que se aposentou do mundo do cinema com apenas 36 anos, quando era a atriz mais bem paga de Hollywood, para fugir de uma vida pública que, segundo muitos, sempre a aborreceu.

"Ela tentou ser uma figura misteriosa", afirmou o responsável pelo departamento de cinema do Museu de Arte Moderna de Nova York (Moma), Charles Silver, sobre a personalidade evasiva, fechada e distante de uma mulher que ganhou a alcunha de "quem nunca sorri".

Rosto romântico

Através da produtora Metro-Goldwyn-Mayer (MGM), Garbo foi o icônico rosto de muitos dos filmes românticos mais memoráveis da década de 1930, como "Grande Hotel" (1932), "Rainha Christina" (1933), "O Véu Pintado" (1934), "Anna Karenina" (1935), "Camille" (1936) e "Ninotchka" (1939).

"Pessoalmente acredito que provavelmente é a melhor atriz de cinema que tivemos", opinou Silver, na linha de muitos dos estudiosos do mundo cinematográfico, que consideram que o melhor dos filmes de Garbo é a própria Garbo.

Como em "A Mulher Divina" (1928), o filme perdido que a batizou com o apelido que a perseguiria até o fim de seus dias, Garbo costumava encarnar o sofrimento ao interpretar uma mulher desencantada com a vida que se via em uma busca rumo a um inesperado e desatinado amor.

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Greta Garbo resolveu abandonar carreira no auge - Foto: Divulgação

Oscar

Suas interpretações valeram três indicações ao Oscar - que nunca ganhou, como ocorreu também com Rita Hayworth, Marilyn Monroe e Marlene Dietrich, com quem há quem diga que teve um romance. Hollywood somente deu a ela o sabor amargo de uma estatueta em honra por sua carreira, em 1954, que a diva sem se preocupou em receber.

Após ter consolidado sua carreira no cinema mudo, a descoberta de sua voz grave em seu primeiro filme sonoro, "Anna Christie" (1930), e a frase de promoção do filme -"Garbo fala!"- a elevaram ao estrelato. "Se aposentou tão jovem que muitos filmes bons foram perdidos depois da guerra", lamentou o curador, que trabalha organizando exibições de cinema no prestigiado museu nova-iorquino desde 1970.

A combinação entre um tímido sucesso comercial de seus últimos trabalhos, o começo da Segunda Guerra Mundial e o fato de "ela nunca ter estado contente sendo uma estrela e nem tendo uma vida tão pública" foram os motivos que Silver atribuiu à precoce aposentadoria da atriz.

Solidão por opção

"Quero estar só" foi a única explicação que deu para seu confinamento em um apartamento de Nova York próximo ao East River, onde viveu durante décadas, passeando pelas ruas de Manhattan com grandes óculos de sol e seu cabelo comprido, até morrer em um hospital próximo.

Garbo, nascida em 18 de setembro de 1905, chegou ao cinema por acaso. Ela foi forçada a deixar os estudos depois da morte de seu pai quando tinha apenas 14 anos e foi procurar emprego em lojas de departamento que a utilizaram como rosto de suas campanhas de publicidade.

Sua beleza sem precedentes - alguém disse que um rosto como o seu só aparece uma vez em cada mil anos - a ajudou a participar de dois curtas e dois longas entre 1920 e 1922, e chegou a estudar por dois anos na Academia Real de Teatro Dramático de Estocolmo, mas apenas em 1924 deu o salto para Hollywood, após ser descoberta pelo famoso diretor finlandês Mauritz Stiller.

Stiller a fez deixar seu longo nome sueco para trás, rodar "A Lenda de Gösta Berling" (1924) e que entrasse pela porta da frente em Hollywood pela MGM.

"Minha vida foi uma travessia de esconderijos, portas traseiras, elevadores secretos, e todas as maneiras possíveis de passar despercebida para não ser incomodada por ninguém", afirmou em uma das poucas vezes que falou com os jornalistas, obsessivos em fotografar Garbo. "Também fizemos uma retrospectiva no Moma e ela não apareceu", lembrou Silver, que transpareceu saudade quando disse haver se dado conta "de que já se passaram tantos anos sem a divina".

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Publicado em 15/04/2015 às 03h03

“Estou totalmente matrix”, diz Baby do Brasil, que lança disco e DVD ao vivo em SP

baby brasil bob sousa Estou totalmente matrix, diz Baby do Brasil, que lança disco e DVD ao vivo em SP

Baby do Brasil, em pose exclusiva para o R7 Cultura - Foto: Bob Sousa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Foto BOB SOUSA

Fluminense de Niterói, Bernadete Dinorah de Carvalho Cidade é a apenas Baby do Brasil (mas, também já foi Baby Consuelo) para o público, que a tem como uma das figuras mais autênticas que a MPB produziu.

Às vésperas de completar 50 anos de carreira e com 62 de idade, a eterna menina que dança acaba de lançar o primeiro DVD ao vivo de sua carreira. Foi gravado no Rio, no começo deste ano, sob direção de Paula Lavigne e Fernando Young.

Em cena, o show Baby Sucessos, louvado pela crítica especializada, incluindo aí este colunista. A turnê marcou a volta de Baby à boa e velha música popular brasileira, depois de passar anos longe dos palcos por conta de sua conversão à fé evangélica. Ela só voltou a cantar os antigos hits por muita insistência do filho, Pedro Baby.

Foi ele quem fez a direção musical do novo disco e DVD da mãe, Baby Sucessos - A Menina Ainda Dança, produzido pela Uns Produções e Filmes e distribuído pelo selo Coqueiro Verde.

Ela faz show para lançar o disco e DVD em São Paulo, no próximo dia 29 de maio de 2015, uma sexta, a partir das 22h, no HSBC Brasil (r. Bragança Paulista, 1.281, Chácara Santo Antônio), com entradas entre R$ 80 e R$ 200, em valores de inteira.

“Estou de volta, mas no futuro e totalmente matrix”, sintetiza Baby, com seu jeitinho cósmico de ser.

capa alta Estou totalmente matrix, diz Baby do Brasil, que lança disco e DVD ao vivo em SP

Capa do primeiro DVD ao vivo de Baby do Brasil: A Menina Ainda Dança - Foto: Divulgação

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Publicado em 14/04/2015 às 10h56

Café mais antigo do Uruguai perde seu cliente Eduardo Galeano

cafe brasilero 2 Café mais antigo do Uruguai perde seu cliente Eduardo Galeano

Café El Brasilero, o mais antigo de Montevideo, agora está sem seu cliente mais famoso: o escritor uruguaio Eduardo Galeano, que morreu nesta segunda (13) - Foto: Divulgação

Por RODRIGO GARCÍA, da EFE, em Montevidéu

El Brasilero, o café mais antigo de Montevidéu, ficou sem seu cliente mais famoso, o escritor Eduardo Galeano, que morreu nesta segunda-feira (13) aos 74 anos e que dizia ter aprendido "tudo" nestes lugares nascidos em uma época onde havia "tempo para perder tempo".

Galeano estava tão ligado a este lugar, aberto em 1877 e desde então reduto da intelectualidade do país, que atualmente um café composto por creme, doce de leite e licor leva seu nome e continua sendo um dos clássicos do cardápio.

O autor de As Veias Abertas da América Latina costumava ocupar uma mesa situada à esquerda da porta do estabelecimento, junto a uma grande vidraçaria, a mesma escolhida nesta segunda por um par de amigos, Guillermo e Santiago, para conversar e tomar algo.

"Nós sabíamos que ele vinha durante muito tempo e justo nessa mesa que estávamos. Foi uma oportunidade para vir e desfrutar um pouco do bar", explicou à Agência Efe Santiago, um jovem italiano radicado no Uruguai.

"Eu sempre paro aqui, um café que tem atmosfera", dizia sobre o estabelecimento o autor de uma das obras mais conhecidas de literatura latino-americana.

eduardo galeano Café mais antigo do Uruguai perde seu cliente Eduardo Galeano

Eduardo Galeano gostava de frequentar o charmoso café uruguaio - Foto: Divulgação

Bar mais antigo

Trata-se do bar mais antigo dos que permanecem abertos na capital, "o último moicano de Montevidéu", como afirmava Galeano aos jornalistas que encontrava entre seus muros.

"Eu sou filho dos cafés de Montevidéu. Cafés como este, o mais antigo de todos. Cafés dos tempos nos quais havia tempo para perder tempo. Nos cafés aprendi tudo o que sei. Foram minha única universidade. Aprendi o mais importante", explicou Galeano em uma entrevista à emissora espanhola TVE em 2006.

Nesta segunda, os responsáveis pelo estabelecimento evitaram fazer declarações públicas, consternados pela notícia sobre quem consideravam um amigo e com o objetivo de não aproveitar comercialmente a notícia de sua morte.

O escritor morreu em um centro hospitalar no qual foi internado recentemente devido a uma das muitas recaídas que vinha sofrendo ultimamente, segundo informaram à Efe fontes familiares.

Em 2007, Galeano foi operado de um câncer de pulmão e posteriormente houve períodos nas quais seu estado pareceu melhorar. O escritor e jornalista é velado nesta terça (14) no Salão dos Passos Perdidos do parlamento de seu país, informaram fontes oficiais.

O velório se estenderá das 15h até as 22h para que possam se despedir todas as pessoas que desejarem, disseram à Efe fontes da Presidência da República.

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Publicado em 13/04/2015 às 13h36

Morre Eduardo Galeano, a voz crítica da América Latina

Eduardo Galeano   conferenza Vicenza 21 Morre Eduardo Galeano, a voz crítica da América Latina

Eduardo Galeano, autor de As Veias Abertas da América Latina, morre aos 74 anos - Foto: EFE

Da EFE

O escritor e jornalista uruguaio Eduardo Galeano, que morreu nesta segunda-feira (13), aos 74 anos, era uma das vozes mais críticas da literatura latino-americana e entre suas várias obras destaca-se As Veias Abertas da América Latina, uma declaração de princípios e seu livro mais lido.

Um livro que surgiu em 1971 e que é por direito próprio um dos clássicos da literatura política em espanhol, no qual Galeano analisa com precisão a história do continente até esse momento.

Peça em SP inspirada em Galeano homenageará o autor

Galeano tinha pouco mais de 30 anos quando o publicou, mas o autor já tinha uma carreira consolidada, que começou precocemente em 1963 com Os Dias Seguintes, que foi feito quando o autor tinha apenas 23 anos.

Uruguaio de Montevidéu

Eduardo Germán María Hughes Galeano nasceu em 3 de setembro de 1940 em Montevidéu em uma família acomodada, filho de Eduardo Hughes Roosen e de Licia Esther Galeano Muñoz, de quem tomou o sobrenome para sua carreira literária.

Galeano entrou no mundo do jornalismo com 14 anos de idade, desenhando caricaturas políticas. Posteriormente foi redator-chefe da revista Marcha (1961-1964), uma publicação na qual colaboraram nomes como Mario Vargas Llosa e Mario Benedetti.

Galeano também foi diretor do jornal Época (1964-1966) e diretor de publicações da Universidade do Uruguai (1964-1973). Nesse último ano, Galeano se exilou em Buenos Aires, onde fundou a revista Crisis, que também dirigiu.

Em 1976, continuou o exílio em Barcelona (Espanha). Seu retorno ao Uruguai aconteceu em 1985, uma vez restaurada a democracia. China (1964), Guatemala, País Ocupado (1967); Reportagens (1967), Os Fantasmas do Dia do Leão e Outros Relatos (1967) e Vossa Majestade o Futebol (1968) foram seus primeiros livros, todos com um grandes conteúdos político.

Galeano fotoEugenioMazzinghi Morre Eduardo Galeano, a voz crítica da América Latina

O escritor uruguaio Eduardo Galeano em retrato de Eugenio Mazzinghi

Influências

Uma obra que os críticos literários consideram influenciada pelos italianos Cesare Pavese e Basco Pratolini, os americanos William Faulkner e John Dos Passos e espanhóis como Federico García Lorca, Miguel Hernández, Antonio Machado, Pedro Salinas e Luis Cernuda.

O ponto de inflexão em sua carreira foi marcado por As Veias Abertas da América Latina, que ele descrevia como "uma contra-história econômica e política com fins de divulgação de dados desconhecidos", e pelo qual obteve o Prêmio Casa das Américas de Cuba e, duas décadas mais tarde (1999), o Prêmio à Liberdade Cultural da Fundação Lannan dos EUA, dedicada a promover a literatura contemporânea e as artes visuais.

Um livro que está ligado a uma lembrança: em 2009 o então presidente venezuelano, Hugo Chávez, presenteou com um exemplar seu colega americano, Barack Obama, durante a cúpula de Unasul (União de Nações Sul-americanas).

Galeano também publicou Vagamundo (1973); A Canção de Nossa Gente (1975); Dias e Noites de Amor e Guerra (1976); e Os Nascimentos(1982), primeiro volume de sua trilogia Memórias do Fogo.

Inspirada em Galeano, peça América Vizinha fará homenagem ao autor

Depois surgiram O Livro dos Abraços (1989); o romance ilustrado pelo brasileiro José Francisco Borges, As Palavras Andantes (1993); Futebol ao Sol e à Sombra (1995); De Pernas pro Ar (1998); Bocas do Tempo (2004); e seus relatos Espelhos. Uma História Quase Universal (2008), publicados no ano seguinte que o escritor superou uma cirurgia por conta de um câncer de pulmão.

eduardo galeano Morre Eduardo Galeano, a voz crítica da América Latina

Eduardo Galeano foi um dos mais importantes autores políticos da América Latina - Foto: Divulgação

Reconhecimentos

Galeano recebeu, entre outros reconhecimentos, o Prêmio Casa das Américas (1975) por seu romance A Canção de Nós; o mesmo prêmio na categoria Testemunho em 1977 por Dias e Noites de Amor e de Guerra; o American Book (1991) por sua trilogia Memórias do Fogo, entre outros.

O escritor foi membro do júri do Tribunal Permanente dos Povos (1988), que julga a política do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial (BM).

O último ato público de importância no qual participou foi a inauguração da II Bienal do Livro de Brasília, em fevereiro de 2014. Desde então suas aparições foram muito poucas, embora não deixou de escrever até o último momento e de mostrar suas opiniões políticas, de futebol ou literárias, quando eram requeridas.

"Há dores que se dizem calando. Se dizem calando, mas doem igual. Como nos dói a morte de Gabo García Márquez", disse em 18 de abril do ano passado após a morte do escritor colombiano. E pediu algo que seja possível aplicar agora com seu falecimento: "Então bebamos mais uma taça à saúde do saudável Gabo para rirmos juntos, porque seguirá sempre vivo em suas palavras...".

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Publicado em 13/04/2015 às 03h03

Após passar mal, Plácido Domingo volta aos palcos

Placido Domingo Após passar mal, Plácido Domingo volta aos palcos

O tenor Placido Domingo já está de volta aos seus concertos - Foto: José Manuel Ribeiro/Reuters/Arquivo

Da EFE

O cantor de ópera espanhol Plácido Domingo voltou aos palcos neste fim de semana. No último sábado (11), ele cantou no Metropolitan de Nova York, após cancelar as apresentações da semana passada por problemas de saúde.

Domingo, de 74 anos, sofreu um resfriado que o impediu interpretar há uma semana Don Carlo na ópera Ernani de Verdi. Ele foi substituído no último momento pelo italiano Luca Salsi, de 40 anos.

O diretor de comunicações da Ópera de Los Angeles, Gary W. Murphy, confirmou que o tenor reconvertido em barítono cumprirá sua agenda dos próximos dias, que inclui atuar em Ernani e dirigir Aida, de Verdi.

Plácido Domingo sofreu em julho de 2013 uma embolia pulmonar quando ensaiava Il Postino (O Carteiro) em Madri, e em 2010 retirou um tumor de cólon.

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Publicado em 12/04/2015 às 03h03

Em Portugal, Lázaro Ramos defende novos gêneros no cinema brasileiro

O Vendedor de Passados1 Em Portugal, Lázaro Ramos defende novos gêneros no cinema brasileiro

Lázaro Ramos lançou O Vendedor de Passados em Lisboa - Foto: Divulgação

Da EFE, em Lisboa

O ator Lázaro Ramos, que apresentou em Lisboa o filme O Vendedor de Passados, defendeu a importância da formação de novos públicos" no Brasil, que não se limite a sucessos de gêneros como comédia, violência urbana ou biografias.

"No Brasil, os filmes que vendem são as comédias, filmes sobre violência urbana e, às vezes, biografias. Investir em outros gêneros é importante, se não ficamos com um mercado muito limitado e sem formar novos públicos", disse o ator, que apontou gêneros como o suspense.

Presente no lançamento do Festival de Cinema Itinerante de Língua Portuguesa (FESTin), Lázaro, de 36 anos, é o protagonista de O Vendedor de Passados, um longa-metragem de suspense adaptado da obra do angolano José Eduardo Agualusa.

Vicente, o personagem de Lázaro, é um profissional especializado em recriar o passado de seus clientes, substituindo-o por uma versão aperfeiçoada de suas memórias através da manipulação digital.

"Temos como referência pessoas que estão insatisfeitas com seu físico e se submetem a cirurgias plásticas, pessoas que mudam de sexo, pessoas que vivem uma vida falsa na internet", assinalou.

O filme, dirigido pelo carioca Lula Buarque de Hollanda, fez sua pré-estreia mundial no FESTin, que acontece em Lisboa até 14 de abril. Alinne Moraes, 32, interpreta a misteriosa Clara, uma cliente que quer manter o anonimato.

Da literatura ao cinema, o filme passou por um processo de adaptação à realidade brasileira, e foi ambientado no Rio de Janeiro. O predominante gênero de suspense se mistura com o romance e o drama que resulta, segundo Lázaro, em "um gênero híbrido", quase um laboratório de experimentação para novos formatos no cinema brasileiro.

Carreira no cinema

Com mais de duas décadas de carreira, o baiano Lázaro Ramos começou como ator aos 15 anos, no Grupo de Teatro Olodum, formado só por atores negros. No cinema, teve papéis em alguns dos melhores filmes do cinema brasileiro Madame Satã (2002), Carandiru (2003), O Homem que Copiava (2003), Cidade Baixa (2005) e Ó Paí, Ó (2007).

Casado há quase 11 anos com a atriz carioca Taís Araújo, o casal tem dois filhos, João Vicente, de 3 anos, e Maria Antônia, de três meses.

"Já vivemos todas as fases, opinando mutuamente sobre nossas carreiras, mas hoje estamos em uma fase que é ótima, só de elogios", contou, em tom relaxado.

O papel de Foguinho, na telenovela Cobras&Lagartos, promoveu Lázaro internacionalmente. "Depois da novela, me convidaram para ir a Angola e quando cheguei ao aeroporto, havia oito garotos com o bigode pintado de loiro", disse, lembrando da homenagem ao personagem.

Conquistada a simpatia do público da África e de Portugal, Lázaro se revelou um entusiasta do fortalecimento das culturas luso-parlantes através do cinema.

Este ano lançará o filme O Grande Kilapy, uma co-produção entre Brasil, Portugal e Angola, em que interpreta um trapaceiro angolano. O ator antecipou que embarcará na direção de uma ficção filmada no continente africano, prevista para 2016. "Através dessa ideia de integrar os países de língua portuguesa, queremos encontrar um novo mercado e uma maneira de dialogar", destacou.

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Perfil

Miguel Arcanjo Prado é editor de Cultura do R7, onde está desde o começo do portal, em 2009. É jornalista formado pela UFMG e pós-graduado em Mídia, Informação e Cultura pela ECA-USP. É crítico membro da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes). Nasceu em Belo Horizonte e mora em São Paulo desde 2007, quando ingressou no Curso Abril de Jornalismo. Ainda em Minas, estreou como cronista do semanário O Pasquim 21, passando por TV UFMG e TV Globo Minas. Na capital paulista, foi repórter da Contigo!, da Ilustrada na Folha Online e do Agora São Paulo, no Grupo Folha. Edita e apresenta a Agenda Cultural da TV Record News.

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