Publicado em 18/11/2014 às 03h05

Memorial ganha feira de arte independente

memorial Memorial ganha feira de arte independente

Artistas latino-americanos mostram suas obras no Memorial - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O Memorial da América Latina, ao lado do metrô Barra Funda, em São Paulo, vai se transformar em um grande mercado de artes no começo do mês de dezembro, com entrada gratuita e aberta ao público.

É a FilaAC (Feira Independente LAtino-Americana de Arte Contemporânea), que acontece nos dias 4 (9h às 22h), 5 (9h às 18h), 6 (9hàs 18h) e 7 (10h às 20h) de dezembro, na Galeria Marta Traba, no Memorial.

Cada obra será vendida ao preço máximo de R$ 5 mil. Além de brasileiros, participam artistas argentinos, uruguaios, paraguaios, colombianos, bolivianos, venezuelanos, chilenos, mexicanos e cubanos.

O evento tem parceria com a Desvenda - Feira de Arte Contemporânea de Porto Alegre.

Segundo a organização, trata-se de "um evento inédito no universo das tradicionais feiras de artes, porque também será um eclético ponto de encontro entre artistas e agentes culturais latino-americanos".

A curadora Ângela Barbour diz que o objetivo é "estimular a criação de um mercado específico para as obras de arte e, simultaneamente, oferecer aos participantes a oportunidade de difundir e financiar suas produções artísticas".

 

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Publicado em 26/10/2014 às 03h08

Daniel Martins: Comida, diversão e arte?

Boi Caprichoso TL1 Daniel Martins: Comida, diversão e arte?

"Do boi de Parintins aos blocos afro de Salvador. Todas essas expressões culturais contribuem para o que somos como povo e nação", diz Daniel Martins - Foto: Divulgação

Por DANIEL MARTINS
Especial para o R7*

Neste domingo (26), milhões de brasileiros vão às urnas para o ato final de uma campanha política intensa, disputada como há muito tempo não se via.

Dois projetos, colocados frente a frente, à escolha do eleitor, que teve a sua disposição as propagandas eleitorais, uma dezena de debates televisivos e entrevistas para amadurecer sua decisão.

Em todo este processo, me chamou a atenção, de maneira negativa, o pouco espaço concedido à cultura. Raramente abordado em entrevistas, pouco explorado no horário eleitoral, a despeito de cantorias e declarações de votos de artistas, e inexistente nos debates.

Parece não haver espaço para a cultura na cumbuca do Bonner, nem na dos demais mediadores de debates realizados em quatro emissoras distintas, bem como para questões também no âmbito da cultura, em seu sentido antropológico, como os saberes, fazeres, viveres das populações tradicionais, indígenas e quilombolas, e seus ricos patrimônios culturais materiais e imateriais.

É claro que saúde, educação e segurança são as pautas primeiras de toda campanha eleitoral realizada no País, mas a incipiência da cultura nos discursos políticos deixa transparecer a falta de entendimento de nossos governantes sobre a importância e potencialidade da atividade cultural para toda e qualquer sociedade.

Ao envolver as atividades do agente, do propagador e do espectador cultural, a mesma contribui para a elaboração de uma identidade cultural que funda uma consciência de povo, valorizando e respeitando as diferenças próprias de cada região onde a cultura é produzida, difundida e apreciada. Contribui com o processo educativo para além dos muros da escola, para a diminuição da violência, para o exercício da cidadania, dentre outras.

Da apresentação de uma orquestra sinfônica ao duelo de MC’s debaixo de um viaduto. Da exposição dos painéis Guerra e Paz de Portinari ao grafite que colore as ruas de nossas cidades. Da literatura de Machado de Assis aos cordéis de João Martins de Athayde. Das formas de Amilcar de Castro à poesia concreta de Carybé e Mestre Vitalino. Do boi de Parintins aos blocos afro de Salvador. Todas essas expressões culturais contribuem para o que somos como povo e nação. São, desse modo, eminentemente políticas.

Diante das propostas de ambos os candidatos, vejo pontos importantes como a revisão da Lei Rouanet, investimentos em nosso sistema nacional de bibliotecas, ampliação de editais de cultura que contemplem negros e gays e valorização de manifestações culturais regionais que poderiam muito bem ser encampadas por qualquer dos futuros governos.

É uma pena que a campanha tenha chegado ao fim com estes e outros temas, como o relativo à participação do Estado na esfera cultural, deixados de lado. Há muito, os Titãs já deram o recado: a gente não quer só comida.

daniel martins r7 cultura Daniel Martins: Comida, diversão e arte?*DANIEL MARTINS é bacharel em Ciências Sociais e mestre em Sociologia pela UFMG. É doutorando em Sociologia pela Unicamp, onde dedica-se ao estudo da Sociologia da Cultura. Colunista convidado, escreve no R7 Cultura todo quarto domingo do mês. A opinião dos colunistas convidados não reflete, necessariamente, a opinião do R7.

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Dançarina belga apresenta o espetáculo Riff neste fim de semana

Amplamente influenciada por seu passado na companhia de Pina Bausch, enriquecida por diversos encontros e experiências coreográficas, Dominique Duszynski traz, pela primeira vez ao Brasil, o espetáculo Riff, em duas apresentações no Teatro Anchieta do Sesc Consolação.trans Dançarina belga apresenta o espetáculo Riff neste fim de semana

Ao lado da dançarina Zoi Efstathiou, Duszynski oferece um dueto, lançado como uma onomatopeia, um sopro, um “coro rítmico”.

Em um círculo de areia com oito metros de diâmetro, duas gerações de mulheres se encontram para partilhar a exploração. Um piscar de olhos ao tempo, às suas formas sinuosas, ritmadas pela mudança de expressão.
permitem modificar as cores da coreografia em uma sequência de sensações sensuais, suspensas, caóticas, cúmplices.

(Indicado por Ligia Braslauskas, gerente de jornalismo do R7, @ligiakas)

danca1 Dançarina belga apresenta o espetáculo Riff neste fim de semana

Riff

Quando: sábado (15), às 21h; domingo (16), às 18h. Recomendação etária livre.

Onde:
r. Dr. Vila Nova, 245 - Vila Buarque, tel.: 00xx11-3258-3830.

Quanto: R$ 20 (inteira); R$ 10 (usuário matriculado no Sesc e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino). R$ 5 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no Sesc e dependentes).

 

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Publicado em 04/06/2013 às 07h00

Galeria Emma Thomas abre nesta quinta exposição de Gui Mohallem

Nesta quinta-feira (6), a galeria Emma Thomas abre a exposição Tcharafna, individual de Gui Mohallem, na qual o artista apresenta 13 obras, entre vídeos, fotografias e objetos. Esses trabalhos são fruto de uma estada no Líbano, terra natal dos pais de Mohallem.

(mais...)

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Publicado em 24/05/2013 às 14h50

Márcia Milhazes apresenta Camélia neste fim de semana

Camélia, espetáculo da Márcia Milhazes Cia de Dança, acontece neste fim de semana. A obra tem cenografia da artista plástica Beatriz Milhazes, e iluminação da mãe delas, Glauce.

Cinco lustres cromáticos tridimensionais têm uma complexa função cênica. Uma dança do olhar, sem acomodações, por meio de múltiplos detalhes de formas geométricas articuladas e sobrepostas. O denso campo cromático cria um itinerário de sensações vertiginosas, promovendo um encontro de imagens em movimento.

camelia marcia milhazes danca arte cultura 4501 Márcia Milhazes apresenta <i>Camélia</i> neste fim de semana

Debruçados sobre a cena dourada, artistas da dança desenham com os seus corpos, gestos divididos em três interlúdios como sonetos sussurrados entre si.

A cena se revela numa rigorosa estrutura, em que películas de movimentos vão formando uma grande colagem apresentada em solos, duetos, trios e, assim, preenchendo um campo invisível da alma. A dança íntima converte bailarinos, cenário, música e arquitetura que os cercam numa massa amorosa, movida pelo desejo de caminhar dentro do outro.

Camélia

Quando: sábado (25), às 21h; domingo (26) às 18h. Duração: 60 min. Faixa etária livre.

Onde: Teatro Anchieta, r. Doutor Vila Nova, 245, Vila Buarque, centro, SP; tel.: 00xx11-3234 3000. 280 lugares.

Quanto: R$ 20,00 (inteira), R$ 10,00 (usuário matriculado no Sesc e dependentes, pessoas com mais de 60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$ 5,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no Sesc e dependentes).

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Perfil

Miguel Arcanjo Prado é editor de Cultura do R7, onde está desde o começo do portal, em 2009. É jornalista formado pela UFMG e pós-graduado em Mídia, Informação e Cultura pela ECA-USP. É crítico membro da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes). Nasceu em Belo Horizonte e mora em São Paulo desde 2007, quando ingressou no Curso Abril de Jornalismo. Ainda em Minas, estreou como cronista do semanário O Pasquim 21, passando por TV UFMG e TV Globo Minas. Na capital paulista, foi repórter da Contigo!, da Ilustrada na Folha Online e do Agora São Paulo, no Grupo Folha. Edita e apresenta a Agenda Cultural da TV Record News.

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