Publicado em 14/05/2015 às 03h04

Não sou “hipster”, sou “muppie”

ThinkstockPhotos 155558757 Não sou hipster, sou muppie

Da EFE

Após a passagem dos "hipsters", que voltaram com a moda dos óculos de aros evidentes, o estilo "vintage" e a defesa do meio ambiente, chegam os "muppies", uma nova geração de nativos digitais que podem fazer mil coisas ao mesmo tempo enquanto tentam levar uma vida saudável.

"Muppie", termo inventado da fusão de "milenar" e "yuppie" pela escritora americana Michelle Miller em seu livro The Underwriting, engloba uma série de jovens entre 25 e 35 anos que se esforçam para conseguir êxito na vida profissional, mais por satisfação pessoal do que por uma boa remuneração.

"Esta nova geração, que tem entre 22 e 35 anos, passa uma hora por dia mergulhada na internet, 30 minutos realizando compras online e 40 minutos confeccionado o menu do dia seguinte", escreveu Miller. Trabalham no que gostam, são solidários e viciados em redes sociais, mas sua verdadeira droga é o esporte e a ingestão de alimentos saudáveis. Não concebem a realidade sem tecnologia, cresceram com o CD, o MP3 e o MP4 e o PlayStation, vivem colados no "smartphone" e para eles o Twitter é a principal fonte de informação.

Esse grupo conta com uma boa formação, geralmente com estudos superiores, dominam dois idiomas, às vezes três, estudaram no exterior e se ocuparam de engrossar o currículo com cursos específicos e mestrados. Algumas vezes remunerados e outras não, presumem de uma longa experiência profissional na qual puderam ser desde estilistas até "DJs", passando por blogueiros, modelos por um dia e organizadores de eventos.

Após essa experiência, abrem sua própria empresa, projeto com o qual tantas vezes sonharam e, que hoje em dia, mais do que dar lucro, os diverte e faz se sentirem bem. Para um "muppie", o dinheiro não é o mais importante, preferem desfrutar das pequenas coisas do dia a dia e se dar ao luxo de ter alguns caprichos. A vida social destas pessoas se movimenta no Instagram e no Facebook.

Amam viajar, conhecer novas culturas e desfrutar da gastronomia, vivências que em apenas alguns segundos compartilham nas redes. O objetivo é simples: conseguir o maior número de seguidores. Recorrem a ioga e "corrida" para se desligar do trabalho. A fotografia, o cinema, a literatura, o artesanato, fazer ponto e cozinhar são alguns de seus programas preferidos. Entre suas prioridades estão a saúde e o bem-estar.

Adoram os produtos ecológicos, os sucos de frutas, verduras e alimentos saudáveis como o brócolis, os frutos vermelhos e as nozes. Preferem o pão artesanal e, certamente, doces ecológicos e de baixa calorias, ricos em soja, aveia ou cevada maltada. São responsáveis com a natureza e têm consciência sobre a importância de preservar o meio ambiente, tanto que entre seus hábitos se encontra a reciclagem.

Quanto a sua estética, os "muppies" se vestem com roupa de marca, mas sem seguir tendências, impõem seu estilo informal, usam jaquetas e são "admiradores" das calças jeans de última geração. Bolsas e sapatos, junto com os acessórios para personalizar o tablet e o telefone celular, são seus complementos favoritos. Não olham para o futuro, preferem viver o dia a dia, sem grandes planos, e desfrutar das boas coisas que a vida proporciona.

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Publicado em 08/05/2015 às 03h04

Conheça banda croata que enfurece Angela Merkel

Let 3 Conheça banda croata que enfurece Angela Merkel

Vocalista da banda croata Let3: ousadia e humor - Foto: Divulgação

Da EFE, em Zagreb (Croácia)

O grupo de rock croata LeT3, famoso por seus espetáculos controversos, subiu no palco no mês passado, para o lançamento em Zagreb do álbum intitulado "Angela Merkel está cagando" com uma estátua da chanceler alemã com as nádegas de fora que simulava defecar sobre várias pessoas.

Na parte final do show apareceu em cena a escultura de Merkel acompanhada de um coro vestido ao estilo gospel, levando o público ao delírio.

Enquanto o coro, o público e os membros do conjunto cantavam "Angela, Angie, ouça nossas preces e cague sobre nós", a escultura 'defecava' sobre eles e vários voluntários do público.

"Angela Merkel é o 'frontmen' do capitalismo neoliberal, representa os bancos e capitalistas que exploram o povo. Decidimos representar esse mal da forma mais pitoresca e fazer uma grande escultura", explicou à Agência Efe Damir Martinovic "Mrle", fundador e de baixista do grupo.

"A escultura ilustra de onde vem o problema europeu e croata. Vem da própria Angela Merkel", assegurou.

Ações provocativas

Os membros do grupo de rock, conhecido há mais de 20 anos na Croácia por suas ações provocativas e espetáculos curiosos, se apresentaram hoje vestidos com roupas estampadas com notas de euros e dólares.

O espetáculo com a escultura causou uma euforia geral entre o público, que ria, cantava e se divertira com o grupo.

"São geniais. Conseguiram com que, durante todo o dia de hoje, as emissoras repetissem 'Angela Merkel está cagando' e é importante que muitos tenham ouvido", comentou uma espectadora.

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Publicado em 06/05/2015 às 03h04

Gabriel García Márquez foi mestre dos contos

 Gabriel García Márquez foi mestre dos contos

Gabriel García Márquez: um ano após a morte do autor, contos seus são analisados - Foto: Divulgação

Por GUSTAVO BORGES, da EFE, na Cidade do México

Se o colombiano Gabriel García Márquez não tivesse escrito "Cem anos de Solidão" ou qualquer outro romance, deveria receber o Prêmio Nobel de Literatura por seus contos, o lado menos divulgado de sua obra.

É o que pensam destacados escritores mexicanos, inclinados perante a perfeição de "O afogado mais bonito do mundo", "O rastro de teu sangue na neve", "O verão feliz da senhora Forbes", "Só vim telefonar" ou qualquer outro dos 34 contos escritos por Gabo.

"O conto é uma flecha no centro alvo e o romance é caçar coelhos", costumava dizer García Márquez, que apesar de ter sido um mestre da caçada, beirou a perfeição nas 38 vezes que usou seu arco entre 1947 e 1982.

"Sempre defendi a capacidade contista de García Márquez, pouco conhecida porque foi um grande romancista. Seus contos me impactaram cedo", declarou à Agência Efe Ignacio Padilla, um dos escritores de contos mais prestigiados do México.

Nas últimas semanas, quando os países hispano-americanos lembram o escritor no primeiro aniversário de sua morte, nas homenagens se repetem os nomes de Úrsula Iguarán, Florentino Ariza, Santiago Nasar e outros personagens de seus romances, mas também não faltaram os que lembraram seus contos.

Influência de Kafka

O colombiano era ainda um estudante de direito no dia em que seu companheiro de apartamento lhe emprestou um livro. Após se deitar na cama e terminar de ler aquela joia ("A metamorfose", de Franz Kafka) era outra pessoa.

Naquela mesma noite de 1947, com seus 20 anos, García Márquez escreveu "A terceira resignação", um relato publicado no jornal "El Espectador".

Élmer Mendoza, dramaturgo e romancista, opina que após escrever muito mais tarde "Relato de um náufrago", uma obra na metade do caminho entre o jornalismo e a ficção, García Márquez encontrou a via por onde transitar com liberdade e apostou mais no romance, um gênero imperfeito no qual soube jogar com as situações, os personagens e os tempos.

"Os contos impõem restrições, mas mesmo assim os escreveu com mestria e devemos resgatar essa parte de sua obra. Eu fico com 'O rastro de teu sangue na neve', mas todos são impressionantes. Agora que saiu uma edição de todos seus contos, tenho um bom pretexto para relê-los", comentou.

Contos excepcionais

Como fez em seus romances, García Márquez transformou em seus contos os fatos normais em excepcionais. A vivência de uma companheira de assento adormecida em uma viagem de avião, ou a de um brutal aguaceiro iniciado na manhã de um domingo foram tocados pela pluma do homem nascido em Aracataca e terminaram transformadas em relatos redondos e belos.

"É normal que fosse um extraordinário contista porque ele sempre estava fazendo contos, como se diz na Colômbia e em Cuba. Meu favorito é 'Só vim telefonar', no qual não há nada de seu realismo fantástico, é uma das obras de terror mais intensas da literatura hispano-americana", opinou a romancista Rosa Beltrán.

Beltrán acredita que no volume "Doze contos peregrinos", o vencedor do Nobel se desquita dessa Europa que vê aos latino-americanos como seres exóticos criando personagens europeus com olhar rarefeito ou como criaturas estranhas que não sabem viver.

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Publicado em 05/05/2015 às 03h03

Crítica: O Sal da Terra descortina homem atrás da lente

o sal da terra Crítica: O Sal da Terra descortina homem atrás da lente

Sabastião Salgado nas montanhas de Minas, sua terra natal: saga do fotógrafo de fama mundial é contada no filme O Sal da Terra - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Para muita gente, Sebastião Salgado é só o nome que assina as fotos em preto e branco que comovem o mundo inteiro.

O filme O Sal da Terra, dirigido pelo cineasta alemão Wim Wenders e pelo filho do fotógrafo, Juliano Sebastião Salgado, busca justamente desvendar quem é o homem atrás de cada clique.

E o longa, indicado ao Oscar de melhor documentário neste ano, faz isso muito bem. Ao reunir um dos mais importantes cineastas do cinema europeu ao próprio filho de Salgado, o filme consegue ser um documentário íntimo, que envolve e toca profundamente o espectador.

Parece inacreditável que o longa consiga ter a mesma poesia das fotos que transformaram Sebastião Salgado em um nome de respeito planetário. E o espectador tem a chance única de conhecer como as imagens foram feitas.

O longa mostra a busca incansável de Salgado por gente e, depois, por animais e paisagens, e, sempre presente, está seu amor incomensurável ao homem e à natureza.

O Sal da Terra termina com uma lição de inesquecível: a lição da própria vida de Sebastião Salgado, um homem que jamais se acomoda enquanto caminha, tentando encerrar seu ciclo de forma límpida e exemplar.


O Sal da Terra

Avaliação: Ótimo
otimo Crítica: O Sal da Terra descortina homem atrás da lente

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Publicado em 03/05/2015 às 03h03

Umberto Eco ataca mau jornalismo em Número Zero

umberto eco Umberto Eco ataca mau jornalismo em Número Zero

Umberto Eco faz crítica ao jornalismo tendencioso, tão comum nos dias atuais - Foto: Divulgação

Por CARMEN SIGÜENZA, da Efe, em Madri

O escritor e filósofo italiano Umberto Eco volta à carga com Número Zero, um romance que critica o mau jornalismo, a mentira e a manipulação da história.

Uma paródia sobre estes tempos convulsos, porque "essa é a função crítica do intelectual". "Essa é minha maneira de contribuir para esclarecer algumas coisas. O intelectual não pode fazer nada, não pode fazer a revolução. As revoluções feitas por intelectuais são sempre muito perigosas", explicou.

"Uma vez escrevi que o intelectual verdadeiro não é o que fala a favor de seu partido, mas contra", lembrou o autor de O Nome da Rosa, em entrevista feita em sua casa em Milão, em frente ao castelo Sforzesco, perto do Duomo.

Uma casa envolvida em livros, literalmente, com mais de 35 mil volumes ordenados por temas em seus infinitos corredores, e repleta de obras de arte onde Eco, aos 83 anos, recebe incansavelmente jornalistas para falar de Número Zero, que será lançado no Brasil pela editora Record ainda este ano.

Referência intelectual

Um dos semiólogos e intelectuais europeus mais importantes do século, Eco possui títulos tão simbólicos e bem-sucedidos como os romances O Nome da Rosa (1982), O Pêndulo de Foucault (1988) e O Cemitério de Praga (2010), além de ensaios O Problema Estético (1956), O Sinal (1973), Tratado Geral de Semiótica (1975) e o famoso Apocalípticos e Integrados (1964), referência nos cursos de comunicação em todo o mundo.

Isso pode se repetir com este novo romance jornalístico, mais curto que os anteriores, que costumavam ter 600 páginas; isso o faz soar um pouco diferente, disse o próprio autor.

"Este saiu com o ritmo de jazz, os outros eram como uma sinfonia de Mahler. Mais jazz pelo argumento, com temas mais rápidos, como é o jornalismo". Um ofício que o autor conhece bem, porque faz parte dele.

Eco escreve desde 1960 muitos artigos e ensaios sobre os "mass media", e por isso se sente à vontade para fazer a crítica "desde o interior" da profissão.

A história começa com a criação, por um empresário italiano (que remete a Silvio Berlusconi) de Número Zero, um exemplar teste de uma revista, em 1992.

Ela tem intenção não de informar, mas de ser ferramenta de poder para pressionar e desacreditar políticos e rivais, criar relatórios, notícias falsas e complôs.

"Há mais de dez anos tinha este romance em minha cabeça, sempre quis falar dos problemas do jornalismo e agora também da internet, onde se pode mentir muito. Eu a utilizei, por exemplo, para este romance, onde me informei sobre a autópsia de (Benito) Mussolini".

"Mas a internet é como o automóvel, não podemos passar a vida na internet como não se pode estar o dia todo dentro do carro", advertiu.

Pior do jornalismo e corrupção

Número Zero, além de ser uma radiografia sobre o pior do jornalismo, do poder e da corrupção, é uma visão da Itália dos últimos 30 anos, e traz outra questão: "não são as notícias que fazem o periódico, mas o periódico que faz as notícias; e saber juntar quatro notícias diferentes significa propor ao leitor uma quinta notícia", diz um personagem.

Uma Itália cuja história é a de "um povo de punhais e venenos", como diz uma das protagonistas. "Elegi 1992 para situar o livro porque nesse momento houve esperança, nasceu a operação 'Mãos Limpas' e parecia que tudo mudaria, havia a luta contra a corrupção, mas chegou Berlusconi e as coisas aconteceram exatamente ao contrário".

O livro termina com sabor agridoce porque, apesar de antes tudo era mais opaco, e revelar ou descobrir informação poderia custar a vida, mas "hoje, quando aparecem os nomes de corruptos e fraudadores e descobrimos mais, as pessoas não se importam, e só vão presos os albaneses ladrões de frangos", lamentou Eco. (alerta de spoiler) E isso acontece no romance, que termina com uma boa reportagem da "BBC", que após ser vista por um personagem diz: "As pessoas decentes continuarão votando nos trapaceiros porque não darão crédito à "BBC", porque não verão programas como o desta noite, porque estarão hipnotizados em reality shows".

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Publicado em 01/05/2015 às 03h03

Balé Romeu e Julieta é exibido nos cinemas

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Romeu e Julieta: balé russo nos cinemas - Foto: Divulgação

Do R7

Quem curte a mais trágica história de amor da dramaturgia universal pode ver uma versão poética do texto de William Shakespeare nos cinemas neste fim de semana.

O balé Romeu e Julieta poderá ser visto nas telas da rede UCI de cinemas nos dias 2 e 3 de maio, sábado e domingo agora, às 15h30.

Encenado pela companhia russa Belé Bolshoi, a produção será exibida em 17 salas da rede distribuídas pelo Brasil.

Dirigido por Yuri Grigorovich e regido por Sergei Prokofiev,  o balé apresenta as performances estelares de Alexander Volchkov e Anna Nikulina para contar essa trágica história de amor.

O ingresso é R$ 50 a inteira.

Veja, abaixo, quais salas participam:

UCI Anália Franco (São Paulo), UCI Jardim Sul (São Paulo), UCI Santana Parque Shopping (São Paulo), UCI Kinoplex Norte Shopping (Rio de Janeiro), UCI New York City Center (Rio de Janeiro), UCI ParkShopping Campo Grande (Rio de Janeiro), UCI Kinoplex Plaza Casa Forte Shopping (Recife), UCI Kinoplex Recife Shopping (Recife), Iguatemi Fortaleza (Fortaleza), UCI Shopping Parangaba (Fortaleza), UCI Estação (Curitiba), UCI Palladium (Curitiba), UCI Bosque dos Ipês (Campo Grande), UCI Kinoplex Independência (Juiz de Fora), UCI Ribeirão (Ribeirão Preto), UCI Orient Shopping Barra (Salvador), UCI Kinoplex Shopping da Ilha (São Luís)

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Publicado em 30/04/2015 às 17h35

Bruna Ferreira assume nas férias de Miguel Arcanjo Prado

miguel arcanjo prado bruna ferreira foto eduardo enomoto Bruna Ferreira assume nas férias de Miguel Arcanjo Prado

Miguel Arcanjo Prado e Bruna Ferreira na redação do R7: ela assume nas férias do colega - Foto: Eduardo Enomoto

Durante as férias do jornalista e editor de Cultura do R7, Miguel Arcanjo Prado, neste mês de maio, os blogs Atores & Bastidores e R7 Cultura serão assumidos pela jornalista Bruna Ferreira.

Bruna é formada em jornalismo pela ECA-USP (Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo), onde atualmente cursa a pós-graduação, no mestrado. Ela está no R7 há cinco anos e, atualmente, é repórter da equipe de Entretenimento do portal. Arcanjo volta ao comando dos blogs em 5 de junho.

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Publicado em 30/04/2015 às 03h03

Inez Viana faz show grátis com sambas

fotógrafo Victor Haim Inez Viana faz show grátis com sambas

Inez Viana faz show grátis de samba em SP - Foto: Victor Haim

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O feriadão do Dia do Trabalho será ao som de samba na Caixa Cutlural São Paulo, na praça da Sé, 111. E o melhor: ninguém vai pagar nada.

Nos dias 1º, 2 e 3 de maio, sempre às 19h15, a cantora Inez Viana faz no local o show Samba no Teatro, com sambas que fizeram parte de espetáculos teatrais da artista, que também é atriz.

Estará acompanhada dos músicos João Callado – também diretor musical do show – e Nando Duarte.

A entrada é de graça e os ingressos estarão disponíveis a partir das 12h de cada dia.

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Publicado em 29/04/2015 às 03h03

Ney Matogrosso faz show de abertura do Teatro Porto Seguro

Ney Matogrosso Marcelo Faustini Ney Matogrosso faz show de abertura do Teatro Porto Seguro

Ney Matogrosso fará show de abertura do Teatro Porto Seguro - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Sensualidade não vai faltar. Ney Matogrosso será o primeiro artista a pisar no palco do mais novo espaço cênico de São Paulo.

Ele abre no dia 5 de maio, para convidados, e 6 de maio, para o público, o Teatro Porto Seguro, com seu show Atento aos Sinais.

No mês de abertura, a casa ainda terá shows de Tiago Abravanel e Maria Rita, além do espetáculo solo de Gregório Duvivier, Uma Noite na Lua, e da peça Nine – Um Musical Felliiniano, assinada pela dupla Charles Möeller e Claudio Botelho.

O Teatro Porto Seguro fica na alameda Barão de Piracicaba, 740, na região da Luz, no centro paulistano.

O espaço tem 4.100m² e capacidade para 508 pessoas.

Além de estacionamento, o novo espaço terá vans que farão o transporte gratuito do público da estação Luz do metrô até o teatro, em trajeto de ida e volta — o que é muito bem-vindo, já que o teatro é vizinho à região da cracolândia.

O projeto do Teatro Porto Seguro prevê transformá-lo no Complexo Cultural Porto Seguro, com restaurante, café e Espaço Cultural Porto Seguro, com previsão de inauguração no segundo semestre de 2015.

Veja a programação do mês de abertura:

NEY MATOGROSSO – “Atento aos Sinais”
Data: Dia 6 de maio, às 21 horas.
Ingressos: R$ 180,00 (Plateia).
R$ 120,00 (Balcão/Frisa).
Clientes Porto Seguro têm 50% de desconto na compra de 1 ingresso + acompanhante.
Duração: 90 minutos.
Classificação: 14 anos.

****

TIAGO ABRAVANEL – “Eclético”
Data: 7 de maio, quinta-feira, às 21 horas.
Ingressos: R$ 180,00 (Plateia).
R$ 120,00 (Balcão/Frisa)
Clientes Porto Seguro têm 50% de desconto na compra de 1 ingresso + acompanhante.
Duração: 120 minutos.
Classificação: 16 anos.

****

MARIA RITA – “Coração a Batucar”
Data: 9 de maio, sábado, às 21 horas.
Ingressos: R$ 180,00 (Plateia).
R$ 120,00 (Balcão/Frisa).
Clientes Porto Seguro têm 50% de desconto na compra de 1 ingresso + acompanhante.
Duração: 90 minutos.
Classificação: Livre.

****

NINE – Um Musical Felliniano – Direção de Charles Möeller e Claudio Botelho
Estreia dia 23 de maio, sexta-feira, às 21h.
Ingressos: de R$ 50,00 a R$ 200,00.
Temporada: De 23 de maio a 9 de agosto, quintas, sextas e sábados às 21h e domingos às 19h.
Clientes Porto Seguro têm 50% de desconto na compra de 1 ingresso + acompanhante.
Duração: 135 minutos (15 minutos de intervalo).
Classificação: 12 anos.

****

GREGÓRIO DUVIVIER - “Uma Noite na Lua”
Ingressos: R$ 60,00 (Plateia).
R$ 50,00 (Balcão/Frisa).
Clientes Porto Seguro têm 50% de desconto na compra de 1 ingresso + acompanhante.
Data: De 27 de maio a 10 de junho, quartas, às 21 horas.
Duração: 60 minutos.
Classificação: 12 anos.

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Publicado em 28/04/2015 às 03h03

Crítica: Amor à Primeira Briga escancara juventude sem rumo do século 21

les combattants Crítica: Amor à Primeira Briga escancara juventude sem rumo do século 21

Adèle Haenel e Kévin Azaïs em cena de Amor à Primeira Briga - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Houve um tempo (anos 1960 e 1970) que a juventude tinha rumos de sobra a seguir. Ideologia (e outras coisinhas mais) para embarcar não faltavam. Paz e amor eram apenas alguns dos slogans e formas de vida possíveis.

Já neste século 21, no qual o socialismo foi derrotado sem dó nem piedade por um capitalismo cada vez mais selvagem e dominador das entranhas sociais, o que acontece é justamente o contrário do que já houve um dia: a ideologia está morta e, ao contrário de Cazuza, os jovens nem parecem mais querer uma para viver.

Isto é evidenciado pelos personagens centrais do filme francês Amor à Primeira Briga. O título em português é infinitamente inferior (e mais apelativo comercialmente) do que o título original em francês, Les Combattants (Os Combatentes), muito mais inteligente e próximo da pegada do filme.

O enredo é o encontro de dois adolescentes, Arnaud (Kevin Hazaïs) e Madeleine (Adéle Haenel), que vivem meio que sem rumo em uma cidadezinha litorânea.

Enquanto ele ajuda seu irmão no negócio familiar e ela faz exercícios físicos em sua piscina, a coisa mais emocionante que pode acontecer a ambos é se alistar no exército francês.

Enquanto embarcam na aventura, é claro que algo a mais surge entre eles, durante os enfrentamentos costumeiros.

Mas o mais importante do filme nem é a historinha romântica bem construída pelo diretor Thomas Cailley, mas, sim, seu pano de fundo: uma Europa em crise, onde os jovens já não têm perspectiva de futuro. E isto pode tornar-se um perigo: mentes vazias podem ser facilmente cooptadas por qualquer ideologia que se apresente em sua frente.

Porque, por mais que aparentem ser largados no mundo, os jovens de hoje ainda precisam de uma ideologia para viver.

Amor à Primeira Briga
Avaliação: Bom

bom Crítica: Amor à Primeira Briga escancara juventude sem rumo do século 21

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Perfil

Miguel Arcanjo Prado é editor de Cultura do R7, onde está desde o começo do portal, em 2009. É jornalista formado pela UFMG e pós-graduado em Mídia, Informação e Cultura pela ECA-USP. É crítico membro da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes). Nasceu em Belo Horizonte e mora em São Paulo desde 2007, quando ingressou no Curso Abril de Jornalismo. Ainda em Minas, estreou como cronista do semanário O Pasquim 21, passando por TV UFMG e TV Globo Minas. Na capital paulista, foi repórter da Contigo!, da Ilustrada na Folha Online e do Agora São Paulo, no Grupo Folha. Edita e apresenta a Agenda Cultural da TV Record News.

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