Publicado em 29/06/2015 às 03h04

Caminho Inca impressiona Washington

caminho inca Caminho Inca impressiona Washington

Caminho Inca é considerado Patrimônio da Humanidade - Foto: Divulgação

Por CRISTINA GARCÍA CASADO, da EFE, em Washington (EUA)

O Caminho Inca, uma rede viária de 40 mil quilômetros e mais de 500 anos, é uma proeza de engenharia que, como Machu Picchu, sobreviveu a terremotos e fortes chuvas melhor do que algumas construções mais modernas.

A grande façanha do sistema viário inca, construído sem rodas, ferramentas de ferro ou animais de tração, é o tema da primeira exposição bilíngue do Museu Nacional do Indígena Americano da Instituição Smithsonian, em Washington.

"O grande Caminho Inca, construindo um império", poderá ser visto gratuitamente a partir deste 26 de junho e até 1º de junho de 2018 na capital americana, e depois viajará aos seis países que herdaram o sistema viário: Colômbia, Equador, Peru, Bolívia, Chile e Argentina.

"Esse é nosso compromisso, que seja uma exposição itinerante", disse à Agência Efe o curador da mostra, o peruano e quíchua Ramiro Matos. "Esta é a primeira grande exibição sobre o Caminho Inca, houve muitíssimas sobre cultura, tecidos ou cerâmica, mas esta é a primeira dedicada ao sistema viário", explicou Matos.

Patrimônio da Humanidade

Na mostra, muito pedagógica como são todas as do Smithsonian, estarão expostos 140 objetos dos fundos do museu, um mapa muito completo e atualizado da via, e a primeira maquete virtual da cidade inca de Cuzco.

Partindo de Cuzco, a capital do Império Inca, o Caminho ("Qhapaq Ñan", em quíchua) permitia percorrer as quatro regiões ("suyu") do território ("Tahuantinsuyo") e ainda hoje, mais de cinco séculos depois, cerca de 500 comunidades quíchuas e aimaras continuam a usar 12% deste sistema viário.

O Qhapaq Ñan, declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 2014, foi a construção de maior envergadura da América nos tempos do apogeu inca, e ferramenta chave para a rápida expansão do império.

"Os incas não fizeram tudo. Mil anos antes de Cristo, os chavín já estavam construindo seus caminhos para unir uns templos com os outros. Os incas recolheram, com muito talento, a experiência destes povos anteriores", comentou Matos.

Caminho das alturas

O Caminho Inca passa através de altitudes de mais de 4.876 metros sobre o nível do mar e percorre planícies, selvas, desertos, vales e montanhas.

"É fundamental entender o manejo da água pelos incas, eram gênios nisto, conseguiram um milagre de grandes construções como Machu Picchu terem sobrevivido a fortes chuvas graças a esses sistemas", explicou à Efe o segundo curador da exposição, o cubano e taíno José Barreiro.

"Muitas vezes as apresentações feitas sobre os incas destacam o macabro, um lado que todas as civilizações têm. Nós nos concentramos na grande proeza de engenharia que conseguiram com os poucos recursos da época", acrescentou Barreiro.

Caminhando por cerca de 32 quilômetros por dia dia seriam necessários mais de três anos para percorrer toda a extensa rede de caminhos que compõem Qhapaq Ñan.

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Sete anos de preparação

Os trabalhos desta exposição começaram em 2008, em plena crise econômica mundial, e todos os objetos expostos pertencem à coleção do museu.

Das 800 mil peças que o Smithsonian têm no total, 200 mil são latino-americanas e 400 pertencem ao período inca, e serão devolvidas sob a política de "repatriar" todas as peças que tenham um especial significado para o país de origem.

A expectativa é que a mostra seja visitada por 5,2 milhões de pessoas nos três anos em que estará exposta em Washington.

O Museu Nacional do Indígena Americano abriu suas portas em 2004 após uma preparação de 15 anos e sob um grande impulso de organizações indígenas de toda a América, já que a visão do centro é continental.

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Publicado em 05/06/2015 às 03h04

Descoberta de navio naufragado honra memória de escravos africanos

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Museu na África relembra tráfico de escravos com descoberta - Foto: Reprodução/Facebook

Da EFE,

A África do Sul lembrou na última terça-feira (2) os mais de 400 escravos moçambicanos que viajavam no navio português São José-Paquete da África, uma embarcação com destino ao Brasil que naufragou há mais de 200 anos no litoral da Cidade do Cabo.

Os destroços da embarcação escravista, que afundou ao chocar-se com uma rocha dois dias depois do Natal de 1794, foram apresentados no Museu Iziko da Cidade do Cabo para celebrar este achado histórico, o do primeiro navio acidentado com escravos a bordo.

"É a primeira prova concreta do uso de pessoas do leste da África no comércio transatlântico de escravos", afirmou à Agência Efe Melissa Scheepers, do Museu Iziko, destacando a relevância científica da descoberta porque até agora só havia documentos que provavam este fato.

Este êxito arqueológico é responsabilidade do SWP (Slave Wrecks Project), fruto da colaboração entre o Iziko, a Agência Sul-Africana de Patrimônio, a Universidade George Washington e o recém criado Museu Nacional de História e Cultura Afro-Americana dos Estados Unidos.

A primeira prova física da existência do São José-Paquete da África remonta ao anos 80, quando exploradores de tesouros marítimos encontraram restos do navio, que foi identificado então como uma embarcação holandesa. Anos depois, em 2011, o arqueólogo do Iziko, Jaco Boshoff, encontrou nos arquivos do Cabo uma declaração judicial sobre o naufrágio do capitão do São José, que o fez reunir dados e concluir que o navio holandês era na realidade esta embarcação escravista procedente de Moçambique.

Documentos achados em arquivos portugueses e moçambicanos - sobre a carga do navio ao partir de Lisboa e a compra de escravos no país africano, respectivamente - confirmaram pouco depois a teoria de Boshoff, segundo contam fontes do museu sul-africano.

Seguindo o delicado processo científico que permite conservar em bom estado todos os objetos para seu posterior estudo, os destroços do naufrágio foram trazidos à superfície, o que permitirá reconstruir os detalhes das condições nas quais viajavam escravos e traficantes. Segundo informações dos arquivos, a tripulação foi resgatada e levada a terra, assim como, aproximadamente, metade dos escravos, que foram revendidos na Cidade do Cabo e para quem a salvação só representou uma mudança de donos.

A outra metade dos moçambicanos morreu entre as violentas ondas do Atlântico, muito longe das plantações brasileiras de cana de açúcar, seu destino quando embarcaram em 3 de dezembro de 1794.

"É realmente um lugar diante do qual se deve abaixar a cabeça em sinal de respeito, um lugar no qual refletir sobre todos os que fizeram essa viagem, sobre todos os que morreram", comentou o diretor do Museu de História Afro-Americana, Lonnie G. Bunch, sobre o local de descoberta do navio.

Os objetos coletados do fundo do Atlântico serão cedidos durante dez anos pelo Iziko à instituição dirigida por Bunch, que abrirá suas portas ao público o ano que vem em Washington. "Está projetado quase como um memorial", afirmou Bunch sobre a maneira em que os destroços do navio serão expostos no museu.

Entre o material achado no litoral da Cidade do Cabo, utilizado frequentemente como escala pelos navios que navegavam entre o Índico e o Atlântico, há algemas e correntes para imobilizar os escravos, além de diversas ferramentas de ferro e de madeira utilizadas no funcionamento da embarcação.

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Publicado em 01/06/2015 às 03h04

Um outro lado de Dorival Caymmi

unnamed Um outro lado de Dorival Caymmi

Marina por Dorival Caymmi - Divulgação

Do R7

A faceta de ilustrador de Dorival Caymmi pode ser conhecida pelo público na mostra Aos Olhos de Caymmi – Exposição de Canções Ilustradas, em cartaz até o dia 14 de junho, no Salão de Atos do Memorial da América Latina, em São Paulo.

Dorival conseguiu traduzir em suas composições cenários tipicamente baianos: o coqueiral de Itapuã, a areia branca do Abaeté, as festas populares, uma puxada da rede ou um acarajé com vatapá.

Na mostra, que teve início em Salvador, na Bahia (como não podia deixar de ser!), ainda será levada ao Rio de Janeiro, com dez ilustrações feitas a partir de canções de sua autoria, além de fotos do arquivo da família, áudios, e vídeos que fazem um resgate histórico.

A curadora Rose Lima falou um pouco sobre os objetivos da mostra.

— Buscamos conectar o universo de inspiração de cada ilustração reunindo música, partitura, contexto, fonograma, intérpretes, admiradores e algumas curiosidades. Assim apresentamos o pintor Dorival Caymmi, cujos olhos de artista traduziu palavras e sons em imagens.

Exposição Aos Olhos de Caymmi
Quando: terça a domingo, das 9h às 18h. Até 14/6/2015
Onde: Salão de Atos do Memorial da América Latna (av. Auro Soares de Moura Andrade, 664, Barra Funda, São Paulo)
Quanto: Grátis

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Publicado em 27/05/2015 às 03h04

Segredos da arte contemporânea britânica desembarcam no Brasil

davenport Segredos da arte contemporânea britânica desembarcam no Brasil

Da EFE

Com obras repletas de cores vivas, uma das referências da nova arte contemporânea britânica, Ian Davenport, visita pela primeira vez o Brasil com uma exposição que explora as diferentes formas de percepção do espectador e oferece uma sensação hipnótica. Davenport, de 48 anos, levou a São Paulo uma mostra composta por 18 obras e produzida ao longo de 23 anos de sua trajetória, entre as quais está Colourade: Buzz, criada especialmente para a exposição.

— Todas estas peças serão exibidas em conjunto unicamente no Brasil.

Afastado do desenho, Davenport improvisa em cada uma de suas obras, já que, como explica, "quando se permite que a tinta seja derramada você está dizendo que o material e a forma como se propaga são mais importantes do que aquilo que se pretendia representar".

O artista, que aposta pela simplicidade na manipulação das cores e as formas, conta que desde sua infância apreciava a pintura por sua textura e não pelo que podia desenhar com ela.

— Quando estava no estúdio e pintava com latas de tinta percebi que o gotejamento que eu provocava ao seu ao redor era mais interessante que o próprio desenho que estava criando.

Centrado no estudo das cores, o artista despontou no cenário das artes visuais em meados dos anos 80, ao lado de outros da geração Young British Artists, como Michael Landy e Damien Hirst.

Entre as obras de destaque da exposição, que ficará em cartaz até 27 de junho, está uma das primeiras de Davenport, na qual o artista emprega o gotejamento utilizando exclusivamente as cores que compõem o seriado americano "Os Simpsons".

No lado oposto da sala de exposições, o público também será surpreendido ao observar seu próprio reflexo em outro dos trabalhos de Davenport, que afirma que "observar as pessoas olhando para este quadro é muito divertido pelas diferentes reações que ele provoca". Satisfeito com sua primeira visita, o artista expressou seu desejo de voltar à América do Sul em outra oportunidade, após mostrar seu trabalho em exposições já marcadas em Genebra, Bruxelas e Londres.

Exposição Ian Davenport
Quando: segunda a sexta, 10h às 18h, sábados, 10h às 13h. Até 27/6/2015
Onde: Dan Galeria (r. Estados Unidos, 1.638, Jardim América, São Paulo)
Quando: Grátis

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Publicado em 26/05/2015 às 03h04

Exposição inédita de Miró desembarca em São Paulo

miró Exposição inédita de Miró desembarca em São Paulo

Da EFE

No final dos anos 70, era comum encontrar Joan Miró sentado no chão, com as mãos sujas e pintando com o dedo como uma criança, e é exatamente desta forma que o público brasileiro poderá vê-lo no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo.

A exposição A força da matéria, apresentada no sábado (23) por Joan Punyet Miró, neto do artista surrealista, traz obras do pintor que nunca antes tinham saído da Espanha.

— Meu avô passou toda a vida para desencaminhar o caminhado e pintar como uma criança. Para ele, o mais importante não é o que os olhos veem, mas o que a alma sente.

A mostra também exibe a faceta mais "franca" do pintor, que gostava de caminhar pelo campo e diminuir o mito artístico ao nível da vida cotidiana. "Miró é um pintor universal porque é também um poeta pré-histórico", disse seu neto, lembrando que, todos os dias, depois de fazer a sesta e antes de trabalhar, seu avô abria ao acaso um livro de poesias e lia um poema para "exercitar os músculos do espírito".

O percurso feito pelo visitante leva a uma reflexão através das esculturas em bronze, um material tradicionalmente usado para figuras suntuosas, mas com o qual Miró proporcionou, nas palavras de Punyet, "nobreza ao objeto como se fosse um ritual xamânico".

Embora a arte de Miró tenha nascido e morrido com ele, já que não há nem escolas nem discípulos, ele jamais esteve isolado e usou tanto da tradição mediterrânea quanto Jackson Pollock, Marcel Duchamp e Vincent van Gogh.

Uma das obras inéditas da exposição. 'Personnages, oiseau' (1979) é uma "obra-prima mundial", que seu neto até agora tinha na sua sala de casa. Paradoxalmente, a mostra também dialoga com o prédio que a recebe, o instituto da artista plástica nipo-brasileira Tomie Ohtake, que morreu em fevereiro deste ano. A influência japonesa não passa despercebida em muitas das gravuras de Miró, que além de um pincel e de seu dedo, criava obras que remetem à caligrafia japonesa usando um bambu de Tóquio.

Um percurso que arrebata o espectador e o questiona sobre o significado básico da vida. A exposição, em cartaz até 16 de agosto e que em setembro irá para Florianópolis, é patrocinada pela multinacional Arteris.

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Publicado em 23/05/2015 às 03h04

Megalópoles são retratadas em exposição fotográfica em São Paulo

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Do R7

Do dia 23 de maio até o dia 1º de junho, quem passar pela Urban Arts, em São Paulo, vai conferir o trabalho do fotógrafo André Stefano na exposição UKSP.

A mostra exibe os registros feitos por André em São Paulo e no Reino Unido, mostrando semelhanças entre as cidades grandes.

— As obras são resultado da experiência de morar fora do Brasil por três anos. Reino Unido e São Paulo são lugares distantes, mas com muito em comum.

Ao todo são dez retratos, em branco e preto, que mostram o trânsito, o barulho e a correria da vida das pessoas, mas sem deixar de ressaltar as qualidades da arquitetura dos locais.

— A sensação de estar em uma megalópole, com muito trânsito e muita correria, é a mesma para ambos. A vida não para! Os compromissos, os horários, as formas de ganhar a vida nos distancia da beleza das cidades. Registrar cidades faz-me sentir mais vivo, mais parte delas. E atento a ângulos ainda não explorados. Me divirto com o inusitado.

No sábado (23), a partir das 15h, acontecerá uma vernissage. Andre Stefano e André Diniz, proprietário da Urban Arts, recepcionarão os convidados.

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Exposição UKSP – André Stefano
Quando: De 23 a 1º de junho. Segunda a sábado, das 10h às 19h, domingo, do meio-dia às 18h
Onde: Urban Arts (r. Oscar Freire, 156, Jardins, São Paulo. Informações: 0/xx/ 11 3081-6142)

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Publicado em 20/05/2015 às 03h04

Um outro olhar sobre Jerusalém

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Exposição Jerusalém Arte e Mistério - Foto: Viviana Tagar

Do R7

Um lado desconhecido de Jerusalém. Essa é a proposta de Viviana Tagar em sua exposição Jerusalém Arte e Mistério, que será exibida no MuBE (Museu Brasileiro da Escultura), de 22 de maio a 21 de junho.

A ideia é lançar um olhar amplo e plural sobre a cidade, berço histórico das três religiões monoteístas.

Lucia Barnea, a consulesa de Israel em São Paulo, falou sobre a proposta da exposição.

— A fotógrafa Viviana Tagar nos conduz com sua mirada sensível a recantos diversos da cidade três vezes milenar, que também é urbe contemporânea e pujante, talhada no encontro do Oriente com o Ocidente.

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Nir Barkat, prefeito de Jerusalém, também elogiou as fotos que estão na exposição.

— Viviana Tagar selecionou um mundo de imagens de Jerusalém que desfoca as divisões do tempo e da cultura, para revelar a universalidade subjacente da cidade e o nosso denominador comum. Elegantemente fazendo a correspondência entre o antigo e o moderno, suas fotos surpreendem com perspectivas artísticas e incomuns e persuade a descobrir os segredos da nossa grande cidade.

Jerusalém Arte e Mistério se aventura por uma delicada paleta de imagens filigranadas da geografia humana da Cidade e de suas culturas, e compartilha os segredos de seus recantos arquitetônicos.

Exposição Jerusalém Arte e Mistério
Quando: de 22 a 21 de junho. Terça a domingo, das 10h às 19h
Onde: MuBE (av. Europa, 218, entrada pela r. Alemanha, 221, São Paulo. Telefone: 0/xx/11 2594-2601)
Quanto: Gratuito

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Publicado em 17/05/2015 às 03h04

Equilíbrio em branco e preto

Flieg 03 Equilíbrio em branco e preto

Usina hidrelétrica Cachoeira do Alecrim, Companhia Brasileira de Alumínio, vale do rio Juquiá - SP, 1975 (Foto: Divulgação/MAC)

Por DAIA OLIVER*
Especial para o R7 Cultura

A dualidade está em tudo que pensamos, sentimos e vemos. Balancear os extremos nos faz chegar, obrigatoriamente, ao meio. Isso é, ao caminho onde se quer chegar. Na fotografia também é assim, quando usamos o brilho e o contraste (obturador e diafragma) para lapidar a imagem de um retrato. Mesmo se a foto não sair como foi idealizada.

O resultado traz indicações do que deve fazer, mais brilho, menos contraste, para chegar o mais próximo a percepção dos olhos do fotógrafo e o que ele quer passar com a imagem. Perfeição? É uma questão do que se quer mostrar. O degradê que forma os tons entre branco e preto são responsáveis por transmitir sensações, dão a ambientação, a plasticidade do retrato.

No mês de junho termina a mostra do fotógrafo imigrante alemão, de origem judaica, Hans Gunter Flieg, no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC USP), no Ibirapuera.

A exposição fotográfica faz uma retrospectiva a história da fotografia moderna no Brasil em segmentos pouco estudados, como é o caso da produção voltada à indústria, à arquitetura, ao design e à publicidade. Ao longo de quatro décadas, Flieg registrou o desenvolvimento industrial brasileiro.

Flieg 06 Equilíbrio em branco e preto

Livro
Tema: Preto e Branco
Autor: Flávio Damm
Editora: Editora Photos

Filme
Título: O Sal da Terra
Ano: 2014
País: Brasil, França e Itália
Direção: Juliano Ribeiro Salgado e Win Wnders
Direção de fotografia: Juliano Ribeiro Salgado e Win Wenders

Exposição
Fotógrafo: Hans Gunter Flieg
Tema: Indústria, design, publicidade, arquitetura e artes de Hans Gunter Flieg
Onde: MAC – Museu de Arte Contemporânea Ibirapuera
Onde: Av. Pedro Álvares Cabral, 1301
Quando: Até 14 de junho (final da temporada)
Horário: Terça das 10h às 21h, de quarta a domingo 10h às 18h
Preço: Gratuito

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Torre da Willys-Overland do Brasil, São Bernardo do Campo, São Paulo, 1954 (Foto: Divulgação/MAC)

*DAIA OLIVER é fotojornalista do R7.

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Publicado em 16/05/2015 às 03h04

Lugar de lixo é na Oca: exposição provoca reflexão sobre o descarte de resíduos

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Começa neste sábado (16), a exposição Reverta, na Oca, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, a partir das 9h. A mostra busca provocar reflexões sobre a produção, o uso e o descarte do lixo no Brasil.

Aliando ciência, arte e interatividade, a exposição quer impactar o público com obras que visam despertar uma nova percepção em relação ao lixo. Aquilo que é jogado fora precisa ser encarado como resído (e ser tratado!), pois disso depende a preservação ambiental, mas também inclusão social e renda.

De acordo com Mário Domingos, curador científico da Reverta e do Instituto Abramundo, o destino que se dá ao resíduo é muito importante e deve ser foco de políticas públicas, uma vez que a destinação inadequada pode causar danos ao meio ambiente e até mesmo às pessoas.

— Além de preservar o meio ambiente, a reciclagem é, muitas vezes, a única fonte de renda de várias famílias. Segundo o Compromisso Empresarial para Reciclagem (CEMPRE), em 2012, a coleta, a triagem e o processamento dos materiais em indústrias recicladoras geraram um faturamento de R$ 10 bilhões no Brasil.

Alguns artistas plásticos, designers, cineastas e cartunistas fizeram obras especialmente para a exposição; outros vão expor releituras de suas obras ou trabalhos bastante conhecidos. O percurso artístico contará com: Alessandra Colasanti, André Dahmer, Andrei Thomaz, Augusto de Campos, Brigida Baltar, Esmir Filho, Gisela Motta e Leandro Lima, Gregg Segal, Guto Lacaz, Héctor Zamora, Jac Leirner, Lenora de Barros, Loud Noises, Lucia Koch, Marcos Prado, Mariana Manhães, Marilá Dardot, Maurício de Sousa e Opavivará.

Durante a exposição, os visitantes poderão acessar uma série de interativos e games, com a possibilidade de jogá-los pelo site da própria mostra (www.reverta.com.br). O espaço estará aberto à visitação de grupos escolares, que poderão realizar o agendamento diretamente com a Diverte Cultural (http://www.divertecultural.com.br).

Exposição Reverta
Quando: 16 de maio até 5 de julho. De terça a domingo, das 9h às 17h
Onde: Oca – Parque Ibirapuera (av. Pedro Alvares Cabral, Vila Mariana, São Paulo)
Quanto: Entrada gratuita

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Publicado em 09/05/2015 às 03h03

Despretensão e elegância da mulher francesa são temas de mostra fotográfica

a parisiense Despretensão e elegância da mulher francesa são temas de mostra fotográfica

Exposição "A Parisiense" - Foto: Sylvia Galmot/Divulgação

Da EFE

Sempre na moda e aproveitando a vida em uma combinação perfeita de elegância e naturalidade, a ideia da parisiense impertinente e ao mesmo tempo refinada ficou gravada no imaginário coletivo. Mas o que há de real nela? A Galeria ArtCube de Paris inaugurou a exposição "A parisiense", que tenta identificar pela fotografia a ideia de como são as mulheres da cidade e o "savoir faire" que as caracteriza.

Muitos são os que as colocaram diante de suas objetivas, vestidas ou nuas, posando ou flagradas. De Cartier Bresson a Willy Ronnis, todos mostraram fascinação em desentranhar a essência — ou o segredo — das parisienses. Nesta mostra, os fotógrafos Patrick Chelli, Sylvia Galmot e Daniel Waks mostram sua particular visão deste clichê, apresentando uma mulher moderna que fuma, bebe e se move com graça entre o mundo da moda e a cultura.

"A mulher parisiense não é como a de outras cidades que corre pela rua com um café do Starbucks, ela prefere aproveitar seu tempo, sentar em um terraço e fumar um cigarro tranquilamente", contou à Agência EFE Jonathan Gervoson, curador da exposição. Segundo Gervoson, um dos melhores lugares para encontrar as parisienses em estado puro é Sant Germain dês Prés, um dos bairros mais típicos de Paris, na margem esquerda do Sena, e onde está localizada a galeria.

Assim como as americanas "comem hambúrgueres, a parisiense come baguetes com queijo", um tópico talvez um tanto fácil que se reflete em algumas das imagens expostas. A maioria de imagens são posadas, com mulheres belas e bem vestidas em pontos icônicos da capital, embora também haja algumas pérolas, imagens roubadas de mulheres lendo nas bordas do Sena ou esperando o metrô: as verdadeiras parisienses.

Em Paris, as mulheres não só usam saltos e se vestem com a alta costura, uma volta pela rua é suficiente para ver que calças jeans e as jaquetas estão na ordem do dia, sem que isso tire delas um milímetro de refinamento nem a individualidade. Como escreveu o jornalista Jean-Louis Bory, "a parisiense é um animal lendário. Como o unicórnio. Sem que ninguém a tenha visto nunca, todos a conhecem".

As revistas, o cinema e a literatura deram asas a um clichê surgido no século XIX, quando as parisienses já despertavam fascinação entre suas vizinhas. Os irmãos Goncourt as definiam assim em seu "Renée Mauperin": "Elas tinham tudo o que caracteriza a parisiense, sem serem belas, encontravam uma maneira de serem quase bonitas com um sorriso, um olhar, detalhes, aparências e lampejos de humor".

Ser parisiense não é tanto uma forma de se vestir quanto uma maneira de se comportar, uma forma de ser que representa uma mulher forte e segura de si mesma, com uma elegância natural que não abstrai de impertinência nem inteligência. Apesar das imagens desta exposição estarem muito marcadas pelos tópicos clássicos, Chelli, Galmot e Waks conseguiram representar o paradigma da mulher com uma rica personalidade. Bela, divertida, sensual e suave, mas, sobretudo, em perfeita simbiose com as ruas de uma cidade que respira modernidade e história em medidas iguais.

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Miguel Arcanjo Prado é editor de Cultura do R7, onde está desde o começo do portal, em 2009. É jornalista formado pela UFMG e pós-graduado em Mídia, Informação e Cultura pela ECA-USP. É crítico membro da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes). Nasceu em Belo Horizonte e mora em São Paulo desde 2007, quando ingressou no Curso Abril de Jornalismo. Ainda em Minas, estreou como cronista do semanário O Pasquim 21, passando por TV UFMG e TV Globo Minas. Na capital paulista, foi repórter da Contigo!, da Ilustrada na Folha Online e do Agora São Paulo, no Grupo Folha. Edita e apresenta a Agenda Cultural da TV Record News.

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