Publicado em 09/05/2015 às 03h03

Despretensão e elegância da mulher francesa são temas de mostra fotográfica

a parisiense Despretensão e elegância da mulher francesa são temas de mostra fotográfica

Exposição "A Parisiense" - Foto: Sylvia Galmot/Divulgação

Da EFE

Sempre na moda e aproveitando a vida em uma combinação perfeita de elegância e naturalidade, a ideia da parisiense impertinente e ao mesmo tempo refinada ficou gravada no imaginário coletivo. Mas o que há de real nela? A Galeria ArtCube de Paris inaugurou a exposição "A parisiense", que tenta identificar pela fotografia a ideia de como são as mulheres da cidade e o "savoir faire" que as caracteriza.

Muitos são os que as colocaram diante de suas objetivas, vestidas ou nuas, posando ou flagradas. De Cartier Bresson a Willy Ronnis, todos mostraram fascinação em desentranhar a essência — ou o segredo — das parisienses. Nesta mostra, os fotógrafos Patrick Chelli, Sylvia Galmot e Daniel Waks mostram sua particular visão deste clichê, apresentando uma mulher moderna que fuma, bebe e se move com graça entre o mundo da moda e a cultura.

"A mulher parisiense não é como a de outras cidades que corre pela rua com um café do Starbucks, ela prefere aproveitar seu tempo, sentar em um terraço e fumar um cigarro tranquilamente", contou à Agência EFE Jonathan Gervoson, curador da exposição. Segundo Gervoson, um dos melhores lugares para encontrar as parisienses em estado puro é Sant Germain dês Prés, um dos bairros mais típicos de Paris, na margem esquerda do Sena, e onde está localizada a galeria.

Assim como as americanas "comem hambúrgueres, a parisiense come baguetes com queijo", um tópico talvez um tanto fácil que se reflete em algumas das imagens expostas. A maioria de imagens são posadas, com mulheres belas e bem vestidas em pontos icônicos da capital, embora também haja algumas pérolas, imagens roubadas de mulheres lendo nas bordas do Sena ou esperando o metrô: as verdadeiras parisienses.

Em Paris, as mulheres não só usam saltos e se vestem com a alta costura, uma volta pela rua é suficiente para ver que calças jeans e as jaquetas estão na ordem do dia, sem que isso tire delas um milímetro de refinamento nem a individualidade. Como escreveu o jornalista Jean-Louis Bory, "a parisiense é um animal lendário. Como o unicórnio. Sem que ninguém a tenha visto nunca, todos a conhecem".

As revistas, o cinema e a literatura deram asas a um clichê surgido no século XIX, quando as parisienses já despertavam fascinação entre suas vizinhas. Os irmãos Goncourt as definiam assim em seu "Renée Mauperin": "Elas tinham tudo o que caracteriza a parisiense, sem serem belas, encontravam uma maneira de serem quase bonitas com um sorriso, um olhar, detalhes, aparências e lampejos de humor".

Ser parisiense não é tanto uma forma de se vestir quanto uma maneira de se comportar, uma forma de ser que representa uma mulher forte e segura de si mesma, com uma elegância natural que não abstrai de impertinência nem inteligência. Apesar das imagens desta exposição estarem muito marcadas pelos tópicos clássicos, Chelli, Galmot e Waks conseguiram representar o paradigma da mulher com uma rica personalidade. Bela, divertida, sensual e suave, mas, sobretudo, em perfeita simbiose com as ruas de uma cidade que respira modernidade e história em medidas iguais.

Curta nossa página no Facebook!

Leia também:

Saiba o que os atores fazem nos bastidores

Descubra tudo o que as misses aprontam

Tudo que você quer está num só lugar: veja!

Posts relacionados

Publicado em 20/04/2015 às 17h36

Morre aos 77 anos cantor Richard Anthony

richard anthony Morre aos 77 anos cantor Richard Anthony

Richard Anthony: amizade com Beatles marcou carreira do músico francês - Foto: Divulgação

Da EFE, em Paris

O cantor popular francês Richard Anthony morreu nesta segunda-feira (20) em sua casa nos Alpes Marítimos, no sul da França, aos 77 anos, em função de um câncer, informou a rede de televisão France 3.

Conhecido por canções como J'entends Siffler le Train, Anthony foi o líder da geração yéyé francesa.

Nascido no Cairo, em 1938, o cantor passou sua infância entre Egito, Inglaterra e Argentina e se fixou em Paris para estudar.

Seus primeiros passos na música foram influenciados pelo pop inglês, que levou para a França com uma versão de You Are my Destiny, de Paul Anka.

Anthony alcançou o sucesso com a música Nouvelle Vague, que lançou pela produtora Columbia a partir de uma adaptação da banda americana The Coasters.

Amizade com os Beatles

O cantor gravou a maior parte de suas canções entre Paris e Londres, onde conheceu os integrantes dos Beatles. O músico manteve uma relação próxima com o quarteto.

Segundo uma lenda popular, Paul McCartney teria se apaixonado pela primeira esposa de Anthony, Michelle, a quem o grupo dedicou uma canção com o mesmo nome.

Anthony era bastante conhecido na Espanha e Argentina e gravou algumas música em espanhol.

O cantor lançou mais de 600 canções e vendeu 50 milhões de discos em todo o mundo. Seu último show foi em 2012, no teatro Olympia, em Paris, com a turnê Age Tendre, que reuniu vários artistas dos anos 60.

Curta a nossa página no Facebook

Leia também:

Saiba o que os atores fazem nos palcos e nos bastidores

Descubra a cultura de uma maneira leve e inteligente

Todas as notícias que você quer saber em um só lugar

Posts relacionados

Publicado em 07/01/2015 às 11h06

Jornal atacado em Paris é Pasquim da França

charlie hebdo capa Jornal atacado em Paris é Pasquim da França

Capa do semanário Charlie Hebdo: sempre polêmico - Foto: Reprodução

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O jornal satírico semanal francês Charlie Hebdo, que foi cenário de violento ataque terrorista em Paris nesta quarta-feira (7), quando homens armados fuzilaram a sede do jornal e mataram mais de uma dezena de pessoas, foi fundado em 1969, sob edição de François Cavanna.

Escrito em linguagem coloquial, o jornal tem traços semelhantes a O Pasquim, semanário brasileiro satírico que circulou entre 1969 e 1991, sendo retomado entre 2002 e 2004, com o título de O Pasquim 21.

Assim como seu irmão brasileiro, Charlie Hebdo também teve uma pausa em sua circulação. Ele funcionou até 1981, quando foi fechado, mas retomou suas atividades em 1992, sob comando de Phillipe Val. Este permaneceu no comando do semanário até 2009. A volta foi um sucesso e ele chegou a vender 100 mil exemplares por semana.

Críticas ferozes

A publicação, que sai toda quarta-feira, é de forte influência esquerdista, e sempre teve em charges, piadas e polêmicas seu ponto forte e que também sempre despertou polêmicas e crises internacionais, sobretudo com os povos islâmicos.

Libertário, o jornal sempre publica críticas ferozes não só à extrema direita como também às religiões, alfinetando tanto o catolicismo quanto o islamismo e o judaísmo.

Ódio islâmico

O jornal francês publicou um artigo em 2000, assinado por seu editor de então, Phillippe Val, que chamava os palestinos de “não-civilizados”. Na época, a jornalista Mona Chollet protestou contra o texto e foi demitida.

Outra polêmica aconteceu em 2009, quando o jornal publicou em sua capa uma caricatura do profeta Maomé, dizendo: “É difícil ser amado por idiotas”. A edição vendeu 160 mil cópias e outras 150 mil precisaram ser reimpressas às pressas. Além do sucesso comercial, a publicação atiçou a ira dos muçulmanos em todo o mundo. O jornal ganhou o ódio islâmico e foi processado por grupos islâmicos, mas ganhou a ação.

Na época, o presidente da França, Jacques Chirac, condenou a manchete, que poderia “inflamar paixões”. Já o presidente Nicolas Sarkozy e o atual François Hollande manifestaram, posteriormente, apoio ao jornal, defendendo “a liberdade de expressão”, uma das bases da sociedade francesa.

Provocação

Em 2011, a sede do jornal já havia sido atacada por terroristas. No ano seguinte, o jornal voltou a publicar charges de Maomé, inclusive com caricaturas do profeta nu. O ministro das Relações Exteriores da França na época, Laurent Fabius, falou que a publicação estava “derramando óleo em fogo”.

Na época, o jornal se defendeu, dizendo: “Nós fazemos caricaturas de todos. Só quando fazemos do Profeta é que isso é chamado de provocação”.

Curta a nossa página no Facebook

Leia também:

Saiba o que os atores fazem nos palcos e nos bastidores

Descubra a cultura de uma maneira leve e inteligente

Todas as notícias que você quer saber em um só lugar

Posts relacionados

Publicado em 24/12/2012 às 05h00

HQ traz aventuras de três jovens da Costa do Marfim

Uma gravidez inesperada, a preocupação com os estudos e um futuro melhor, conseguir dinheiro para pagar as contas são dilemas cotidianos das jovens (Leia mais)

(mais...)

Posts relacionados

Publicado em 04/11/2010 às 12h31

Importadora e restaurante faz cinco anos com festa

Localizada no coração da Santa Cecília, a importadora de vinhos e restaurante Le Tire-Bouchon comemora seu quinto aniversário neste sábado (6) com sua já tradicional Super Degustação, a partir das 20h (mais...)

Posts relacionados

Perfil

Miguel Arcanjo Prado é editor de Cultura do R7, onde está desde o começo do portal, em 2009. É jornalista formado pela UFMG e pós-graduado em Mídia, Informação e Cultura pela ECA-USP. É crítico membro da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes). Nasceu em Belo Horizonte e mora em São Paulo desde 2007, quando ingressou no Curso Abril de Jornalismo. Ainda em Minas, estreou como cronista do semanário O Pasquim 21, passando por TV UFMG e TV Globo Minas. Na capital paulista, foi repórter da Contigo!, da Ilustrada na Folha Online e do Agora São Paulo, no Grupo Folha. Edita e apresenta a Agenda Cultural da TV Record News.

PUBLICIDADE

TOP COMENTARISTAS

  1. 1
    R7 Cultura » Mar de...90 comentários
  2. 2
    lbraslauskas46 comentários
  3. 3
    Phillipe27 comentários
  4. 4
    Luiz Sergio Nacinovic3 comentários
  5. 5
    DIONE2 comentários
  6. 6
    Rafael Carvalho2 comentários
  7. 7
    MAURO ALEXANDRE PEREIRA D...2 comentários
  8. 8
    pedro2 comentários
  9. 9
    Jael Kuster2 comentários
Home de Blogs +