Publicado em 19/02/2015 às 03h03

Paulo Coelho passa a editar seus livros e ganha mais; autor desmente

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Paulo Coelho começa a editar seus livros - Foto: Emanuele Scorcelletti

Da EFE

O escritor Paulo Coelho deu um salto para a auto-edição e elegeu uma empresa espanhola, em Sevilha, especializada neste sistema, Lantia Publishing, que editou uma primeira obra do best seller em inglês que está sendo vendida há uma semana.

O livro escolhido é um dos primeiros de Coelho, O Dom Supremo, um ensaio de 68 páginas sobre o amor. E há uma segunda que o autor contratou com a empresa sevilhana, Ser como o Rio que Flui, publicado originalmente em 2008 e que sairá também só em inglês.

O Dom Supremo está sendo vendido só por impressão sob demanda através da Amazon e de qualquer livraria pela internet, explicou À Agência Efe o diretor da Lantia Publishin, Enrique Parrilla, que ainda não tem dados sobre as vendas desta primeira semana.

Paulo Coelho é o segundo escritor vivo mais traduzido do mundo, só atrás de J.K. Rowling, com 175 milhões de exemplares vendidos em 170 países, traduzido para 80 idiomas, além de contar com 26 milhões de seguidores no Facebook e 10 milhões no Twitter, e este êxito, segundo Parrilla, se deve ao seu "caráter inovador", o mesmo que, segundo ele, o levou a dar o salto para a auto-edição.

Ganhos maiores

O contrato assinado com Coelho é de estrita confidencialidade sobre os detalhes econômicos, mas Parrilla lembrou que na auto-edição 40% do lucro que normalmente vai para a editora e os 30% para distribuidora não existem, o que multiplica a margem do autor. Normalmente aos escritores — se não são estrelas capazes de negociar condições especiais para suas obras ou pelo menos para algumas — recebem 10% das vendas.

A Lantia Publishing nasceu há três anos no seio da editora sevilhana Ponto Vermelho e atualmente publica cem títulos ao mês. Ela possui outra sede em Houston, e a Ponto Vermelho tem escritório em Los Angeles, nos Estados Unidos, e em Madri, e deve abrir outra em Lisboa, de olho no mercado lusófono para em seguida dar um salto ao Brasil.

Autor desmente

O autor Paulo Coelho usou sua conta no Twitter para desmentir qualquer contrato com a Lantia. Ele ainda informou que ela terá de retirar todas as suas obras das plataformas digitais.

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Publicado em 13/11/2014 às 18h49

Manoel de Barros entendeu a simplicidade da vida

manoel de barros Manoel de Barros entendeu a simplicidade da vida

O poeta Manoel de Barros: 97 anos de vida simples e poética - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Infelizmente, vivemos no mundo que desaprendeu a apreciar e a dar a importância devida à poesia. Tudo é tão rápido e tão imediato que a reflexão das palavras fica isolada, num canto.

Mas, mesmo neste mundo cada vez mais voraz, ele soube impor a paz de seu escrito. Porque ele não tinha pressa. Muito pelo contrário. Tinha a arte de sua poesia a oferecer. Como poucos, o poeta Manoel de Barros entendeu a simplicidade da vida. Quem já leu algum de seus livros sabe disso muito bem.

Ele viveu muito: foram 97 anos até esta triste quinta-feira (13), quando seu coração simplesmente deixou de bater. O poeta nasceu em Cuiabá, no Mato Grosso, e morreu em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Sempre foi daquele lado do Brasil onde o campo e a natureza convivem perto, na harmonia tão presente em sua obra.

Sua poesia já nasceu pós-moderna, ele sempre foi adiante de seu tempo. Sempre coerente com seus ideais. Tanto que não aceitou permanecer no Partido Comunista quando Luís Carlos Prestes resolveu apoiar o mesmo Getúlio Vargas que havia enviado a mulher deste, a judia Olga Benário, para o horror nazista.Tinha princípios.

Na juventude, depois de estudar direito no Rio, conheceu profundamente a América Latina, morando na Bolívia e no Peru. Tinha sede de saber nossas raízes, sem deixar de lado o seu ar cosmopolita, que o fez ir estudar no Museu de Arte Moderna de Nova York.

Mas uma hora, a essência de seu ser o chamou de volta. E retornou ao Centro-Oeste brasileiro, onde foi cuidar de uma fazenda em Campo Grande. E, assim, calmamente, foi tocando sua vida, fazendo sua poesia.

O poeta faria 98 anos em 19 de dezembro de 2014. Aos que ficaram por aqui e ainda prezam pela sensibilidade e o tempo certo para as coisas que realmente importam, fica o chamado de, neste dia, ler uma poesia em homenagem ao grande Manoel de Barros. De preferência, no lugar mais silencioso que encontrar.

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Publicado em 24/05/2013 às 14h50

Márcia Milhazes apresenta Camélia neste fim de semana

Camélia, espetáculo da Márcia Milhazes Cia de Dança, acontece neste fim de semana. A obra tem cenografia da artista plástica Beatriz Milhazes, e iluminação da mãe delas, Glauce.

Cinco lustres cromáticos tridimensionais têm uma complexa função cênica. Uma dança do olhar, sem acomodações, por meio de múltiplos detalhes de formas geométricas articuladas e sobrepostas. O denso campo cromático cria um itinerário de sensações vertiginosas, promovendo um encontro de imagens em movimento.

camelia marcia milhazes danca arte cultura 4501 Márcia Milhazes apresenta <i>Camélia</i> neste fim de semana

Debruçados sobre a cena dourada, artistas da dança desenham com os seus corpos, gestos divididos em três interlúdios como sonetos sussurrados entre si.

A cena se revela numa rigorosa estrutura, em que películas de movimentos vão formando uma grande colagem apresentada em solos, duetos, trios e, assim, preenchendo um campo invisível da alma. A dança íntima converte bailarinos, cenário, música e arquitetura que os cercam numa massa amorosa, movida pelo desejo de caminhar dentro do outro.

Camélia

Quando: sábado (25), às 21h; domingo (26) às 18h. Duração: 60 min. Faixa etária livre.

Onde: Teatro Anchieta, r. Doutor Vila Nova, 245, Vila Buarque, centro, SP; tel.: 00xx11-3234 3000. 280 lugares.

Quanto: R$ 20,00 (inteira), R$ 10,00 (usuário matriculado no Sesc e dependentes, pessoas com mais de 60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$ 5,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no Sesc e dependentes).

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Perfil

Miguel Arcanjo Prado é editor de Cultura do R7, onde está desde o começo do portal, em 2009. É jornalista formado pela UFMG e pós-graduado em Mídia, Informação e Cultura pela ECA-USP. É crítico membro da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes). Nasceu em Belo Horizonte e mora em São Paulo desde 2007, quando ingressou no Curso Abril de Jornalismo. Ainda em Minas, estreou como cronista do semanário O Pasquim 21, passando por TV UFMG e TV Globo Minas. Na capital paulista, foi repórter da Contigo!, da Ilustrada na Folha Online e do Agora São Paulo, no Grupo Folha. Edita e apresenta a Agenda Cultural da TV Record News.

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