Publicado em 23/06/2015 às 19h15

Filme promete desvendar leitor de biblioteca

biblioteca Filme promete desvendar leitor de biblioteca

Biblioteca pública na estação Luz do metrô de SP: leitores ávidos - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Mesmo com a sanha pelo mundo digital, a biblioteca pública ainda é celeiro de formação intelectual de muitos que farão história no futuro.

O documentário Sobre Livros e Trilhos, do Instituto Brasil Leitor (IBL), quer justamente desvendar quem são essas pessoas que frequentam estes espaços públicos em busca de saber e diversão por meio da escrita impressa em papel.

A previsão é que o filme estreie em 2016.

Os protagonistas serão os usuários das bibliotecas gratuitas implementadas pelo IBL em estações do trem e do metrô paulistano.

O cineasta André Gustavo está no comando da empreitada, que tem roteiro dele e de Gustavo Modolo.

"Queremos saber como a leitura transformou e vem transformando a vida das pessoas", diz o diretor.

O filme ainda está em busca de patrocinadores para ser finalizado. Saiba mais sobre o projeto aqui.

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Publicado em 16/06/2015 às 03h03

Líder do Sex Pistols volta furioso em livro

John Lydon Líder do Sex Pistols volta furioso em livro

John Lydon está de volta mais feroz do que nunca em autobiografia - Foto: Divulgação

Por JUAN CARLOS GOMI, da EFE

Prestes a completar 60 anos, John Lydon, ex-Sex Pistols, ressurge no cenário musical com uma biografia, "Anger is an Energy: My Life Uncensored" e um novo álbum com sua banda Public Image Ltd (PiL).

Também conhecido como Johnny Rotten, o líder do movimento punk publicou suas memórias "sem censura", onde não poupa fúria e graça contra seus inimigos frequentes e outras personalidades. Lydon tem uma história difícil.

Nascido em 1956 em Londres, ele viveu uma infância pobre como um personagem de Charles Dickens - "venho do lixo", declarou.

Ele alcançou a fama universal como o cantor da banda punk mais famosa de todos os tempos, os Sex Pistols. Foi Lydon que, no 25º aniversário da coroação da rainha Elizabeth II, em 1977, popularizou o verso "Deus salve a rainha e seu regime fascista".

E foi detido, surrado, cuspido, odiado e, sobretudo, alcançou a glória.

Nesta autobiografia, a segunda de sua vida, há algumas lembranças das primeiras memórias escritas por esse ególatra incorrigível, publicada em 1993 e intitulada "Rotten: No Irish, No Blacks, No Dogs".

"Sinal do diabo"

Neste novo volume, de mais de 600 páginas, ele vai mais longe e confessa que a ira foi a energia que moveu sua vida. Ela começa na Londres do pós-guerra, onde teve meningite, era tratado pelas freiras como 'o sinal do diabo'.

Anos depois, afirmou que o catolicismo "é letal para os cantores". E vieram as drogas. Rotten lembrou o pacotinho de heroína com que a mãe de Sid Vicious presenteou o filho pelo seu aniversário e das botas da estilista Vivienne Westwood. Ele criticou seu falecido agente, Malcom McLaren, chamando-o de "desastre" e "covarde".

Sem dúvida, ele mostra no livro uma língua ferina em estado de fúria. Mas não é para se ofender: John Lydon foi talvez o primeiro britânico que disse "merda" em um programa da "BBC", e esse "dom para as línguas" é destilado em toda a biografia.

O 'avô' do punk distribui as cartas e sempre ganha. "Beyoncé, Rihanna, Jay-Z são tipo Las Vegas. Na realidade, não há muito mais por trás. A música nos anos 70 foi tão emocionante porque havia coisas muito diferentes, não como agora", comentou.

Atitude durona

Essa atitude durona se mantém em toda a narrativa, embora a fluidez ao contá-la (com a colaboração do jornalista musical do "Telegraph", Andrew Perry) faz o leitor perdoar o permanente ataque de superego do tipo "qualquer coisa que eu faça é punk" ou outras tolices que aparecem impressas sem complexos.

Johnny Rotten dedicou parte do livro a reivindicar o papel de seu grupo PIL na transformação mundial da cultura popular. É uma forma de defender seus 40 anos de carreira acima do mito que, de forma bipolar, alimenta as páginas destas memórias.

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Publicado em 06/06/2015 às 03h04

Primeira edição de O Hobbit é leiloada por US$ 210 mil em Londres

tolkienlibraryfoto Primeira edição de O Hobbit é leiloada por US$ 210 mil em Londres

O Hobbit, primeira edição - Foto: Tolkien Library/Reprodução

Da EFE

A primeira edição de O Hobbit, do britânico J.R.R. Tolkien (1892-1973) foi arrematada na última quinta-feira (4) na casa de leilão de Londres por 137 mil libras (cerca de US$ 210 mil, ou R$ 655 mil).

O exemplar, impresso em 1937, foi um presente do autor a uma de suas primeiras estudantes na Universidade de Leeds, na década de 1920, Katherine Kilbride, com quem trocou correspondência durante grande parte de sua vida.

O livro tem uma dedicatória escrita à mão por Tolkien em "élfico", um dos idiomas fictícios inventados pelo autor de O Senhor dos Anéis. A venda marca um novo recorde para um leilão de uma primeira edição de O Hobbit, cujo preço máximo tinha alcançado 50 mil libras em 2008.

O filólogo britânico escreveu este romance fantástico na década de 20 e, embora estivesse pensada para ser lida por seus filhos, foi finalmente publicada em 21 de setembro de 1937.

No livro, Tolkien apresenta o universo de ficção da Terra Média, onde situaria também futuros livros como O Silmarillion e O Senhor dos Anéis. O exemplar foi leiloado em uma sessão dedicada a livros infantis e ilustrações de meados do século XIX.

Nesse mesmo leilão foi arrematada um exemplar da primeira edição de Harry Potter e a Pedra Filosofal, de J.K. Rowling, por 25 mil libras, e um exemplar duplo de Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll, com dedicatória do autor, por 10 mil libras.

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Publicado em 12/05/2015 às 03h04

Livro retrata o lado humano do Rio Amazonas

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Do R7

Pessoas do mundo inteiro viajam ao Norte do Brasil para se maravilhar com a imensidão do Rio Amazonas. O desafio do autor Marcelo Leite, engenheiro formado pela Poli e motociclista há 30 anos, era mostrar a face humana na geografia exuberante.

O livro Raízes do Rio Amazonas (Editora Gente) relata a incrível jornada do autor junto com sua equipe em busca da nascente do rio, desbravando a maior bacia hidrográfica do mundo.

Todo o percurso foi feito de motocicleta e barco, durou cerca de 60 dias, iniciando da costa atlântica até os 5.200 metros de altura do Nevado Mismi, no Peru.

O livro traz retratos, cenas cotidianas de pessoas que vivem de formas diferentes das nossas, culturas que têm muito a nos ensinar e histórias de quem tem a vida pautada pela natureza.

Marcelo Leite já tinha vivido desafio parecido em 2011, quando embarcou na Expedição 5 Continentes, que resultou no livro Estrada para os Sonhos (Editora Gente).

— Conseguimos reunir muitos registros da vida da região. São retratos de um mundo diferente, da água salobra da praia da Romana às águas geladas nas alturas andinas. Da mata fechada às areias dos altiplanos peruanos. Dos cosmopolitas manauaras às famílias ribeirinhas do Alto Solimões. Das comunidades Saterês-Mawê aos Boras, sem esquecer os Kokamas e os Tikunas. Um lugar mais surpreendente que o outro. Um mais lindo que o outro.

O coquetel de lançamento será no dia 27 de maio, às 19h, na Livraria da Vila, r. Fradique Coutinho, 915, em São Paulo.

 

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Publicado em 03/05/2015 às 03h03

Umberto Eco ataca mau jornalismo em Número Zero

umberto eco Umberto Eco ataca mau jornalismo em Número Zero

Umberto Eco faz crítica ao jornalismo tendencioso, tão comum nos dias atuais - Foto: Divulgação

Por CARMEN SIGÜENZA, da Efe, em Madri

O escritor e filósofo italiano Umberto Eco volta à carga com Número Zero, um romance que critica o mau jornalismo, a mentira e a manipulação da história.

Uma paródia sobre estes tempos convulsos, porque "essa é a função crítica do intelectual". "Essa é minha maneira de contribuir para esclarecer algumas coisas. O intelectual não pode fazer nada, não pode fazer a revolução. As revoluções feitas por intelectuais são sempre muito perigosas", explicou.

"Uma vez escrevi que o intelectual verdadeiro não é o que fala a favor de seu partido, mas contra", lembrou o autor de O Nome da Rosa, em entrevista feita em sua casa em Milão, em frente ao castelo Sforzesco, perto do Duomo.

Uma casa envolvida em livros, literalmente, com mais de 35 mil volumes ordenados por temas em seus infinitos corredores, e repleta de obras de arte onde Eco, aos 83 anos, recebe incansavelmente jornalistas para falar de Número Zero, que será lançado no Brasil pela editora Record ainda este ano.

Referência intelectual

Um dos semiólogos e intelectuais europeus mais importantes do século, Eco possui títulos tão simbólicos e bem-sucedidos como os romances O Nome da Rosa (1982), O Pêndulo de Foucault (1988) e O Cemitério de Praga (2010), além de ensaios O Problema Estético (1956), O Sinal (1973), Tratado Geral de Semiótica (1975) e o famoso Apocalípticos e Integrados (1964), referência nos cursos de comunicação em todo o mundo.

Isso pode se repetir com este novo romance jornalístico, mais curto que os anteriores, que costumavam ter 600 páginas; isso o faz soar um pouco diferente, disse o próprio autor.

"Este saiu com o ritmo de jazz, os outros eram como uma sinfonia de Mahler. Mais jazz pelo argumento, com temas mais rápidos, como é o jornalismo". Um ofício que o autor conhece bem, porque faz parte dele.

Eco escreve desde 1960 muitos artigos e ensaios sobre os "mass media", e por isso se sente à vontade para fazer a crítica "desde o interior" da profissão.

A história começa com a criação, por um empresário italiano (que remete a Silvio Berlusconi) de Número Zero, um exemplar teste de uma revista, em 1992.

Ela tem intenção não de informar, mas de ser ferramenta de poder para pressionar e desacreditar políticos e rivais, criar relatórios, notícias falsas e complôs.

"Há mais de dez anos tinha este romance em minha cabeça, sempre quis falar dos problemas do jornalismo e agora também da internet, onde se pode mentir muito. Eu a utilizei, por exemplo, para este romance, onde me informei sobre a autópsia de (Benito) Mussolini".

"Mas a internet é como o automóvel, não podemos passar a vida na internet como não se pode estar o dia todo dentro do carro", advertiu.

Pior do jornalismo e corrupção

Número Zero, além de ser uma radiografia sobre o pior do jornalismo, do poder e da corrupção, é uma visão da Itália dos últimos 30 anos, e traz outra questão: "não são as notícias que fazem o periódico, mas o periódico que faz as notícias; e saber juntar quatro notícias diferentes significa propor ao leitor uma quinta notícia", diz um personagem.

Uma Itália cuja história é a de "um povo de punhais e venenos", como diz uma das protagonistas. "Elegi 1992 para situar o livro porque nesse momento houve esperança, nasceu a operação 'Mãos Limpas' e parecia que tudo mudaria, havia a luta contra a corrupção, mas chegou Berlusconi e as coisas aconteceram exatamente ao contrário".

O livro termina com sabor agridoce porque, apesar de antes tudo era mais opaco, e revelar ou descobrir informação poderia custar a vida, mas "hoje, quando aparecem os nomes de corruptos e fraudadores e descobrimos mais, as pessoas não se importam, e só vão presos os albaneses ladrões de frangos", lamentou Eco. (alerta de spoiler) E isso acontece no romance, que termina com uma boa reportagem da "BBC", que após ser vista por um personagem diz: "As pessoas decentes continuarão votando nos trapaceiros porque não darão crédito à "BBC", porque não verão programas como o desta noite, porque estarão hipnotizados em reality shows".

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Publicado em 11/04/2015 às 11h24

Autor dá 15 dicas para conquistar uma mulher

romeu julieta Autor dá 15 dicas para conquistar uma mulher

Beijo de Romeu e Julieta no filme de Hollywood: autor promete dicas para fazer o amor acontecer também na vida real - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O escritor Eduardo Santorini jura de pés juntos ter uma fórmula infalível no jogo da conquista. Pelo menos para o homem heterossexual que sonha em poder um dia, quem sabe, conquistar uma garota. Ele afirma ter compilado tudo no livro Como Conquistar uma Mulher em 15 Minutos. A obra será lançada em São Paulo, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, na próxima terça (14), a partir das 18h, quando promete atender a seus leitores sonhadores. Abaixo, ele adianta para o R7 Cultura 15 dicas presentes em seu livro a quem possa se interessar. Resta saber se as mulheres concordam com tudo isso.

1 - Esteja alerta: seu grande amor pode estar por perto.

2 - Use o olhar: a linguagem corporal será sua arma secreta.

3 - Supere a ansiedade: mulheres curtem homens confiantes.

4 - Puxe assunto: pode ser algo divertido ou casual, mas nada de cantadas prontas.

5 - Tenha carisma: você não terá duas chances de causar uma boa primeira impressão.

6 - Divirta-se: bom humor é o tempero que deixa a paquera mais gostosa.

7 - Tenha assuntos interessantes: toda garota curte uma boa história.

8 - Cuidado com a friendzone: dê pistas de que você está interessado.

9 - Desperte atração: não precisa ser rico ou bonito. Ela precisa se sentir segura perto de você.

10 - Busque por indicadores de interesse: eles são a confirmação de que você está no caminho certo.

11 - Encontre afinidades: esqueça aquela história de opostos se atraem e busque interesses e conexões comuns.

12 - Prepare o ambiente: convide-a para um lugar mais tranquilo e longe das amigas.

13 - Aproxime-se: faça toques sutis, mas não sexuais. Como no braço ou nas mãos, por exemplo.

14 - Converse de forma íntima: fale ao ouvido, toque os cabelos, mantenha contato visual, dê um abraço.

15 - Beije!

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Publicado em 01/04/2015 às 03h04

Mario Vargas Llosa doa 2.000 livros à cidade natal

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Mario Vargas Llosa prometeu doar 30 mil livros para biblioteca de Arequipa - Foto: Divulgação

Da EFE, em Lima

O Nobel de literatura Mario Vargas Llosa celebrou seu 79º aniversário, no último sábado (28), em sua cidade natal, Arequipa, no sul do Peru, onde doou dois mil livros para a coleção da biblioteca regional que leva seu nome.

Vargas Llosa chegou na noite da sexta-feira a Arequipa após haver presidido durante dois dias o seminário internacional "América Latina: oportunidades e desafios", em Lima organizado pela Fundação Internacional para a Liberdade.

O Nobel de 2010 decidiu passar pela segunda vez seu aniversário em sua cidade natal, e visitou o Museu Virtual instalado na casa em que nasceu e foi homenageado com um almoço privado em um restaurante de comida típica regional.

O escritor estava acompanhado de sua esposa, Patricia, seu filho Álvaro e outros familiares, além da ministra de Cultura, Diana Álvarez Calderón, e os ex-titulares desta pasta Luis Peirano e Juan Ossio, e da governadora regional, Jamila Osorio.

Na Biblioteca Regional, Mario Vargas Llosa fez entrega oficial de um lote de 2.012 de seus livros e revistas de ciências políticas e sociais.

30 mil livros ao todo

Vargas Llosa anunciou em 2012 que doaria 30 mil livros ao centro cultural de Arequipa, que seriam entregues paulatinamente para que estejam sob os cuidados de um patronato conformado pelo governo regional.

Em abril de 2014, já inaugurou a biblioteca que leva seu nome em uma antiga casarão do século 18 do centro histórico de Arequipa e entregou um primeiro lote de 2.741 exemplares de seu coleção particular.

Ao entregar o segundo lote, o escritor confessou que a razão pela qual não entrega sua coleção completa é porque tem "medo" de se desapegar de todos os seus livros.

"Tenho uma relação muito próxima com os livros", declarou, e ressaltou a importância da leitura na formação dos jovens. A governadora Osorio afirmou, por sua vez, que era "grata por receber um arequipeño ilustre como Mario Vargas Llosa, e por sua contribuição à literatura esobretudo a esta biblioteca, onde a população poderá fazer bom proveito de seus livros".

Acompanhe em tempo real o R7 no Festival de Teatro de Curitiba 2015!

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Publicado em 26/02/2015 às 03h03

Roniel Felipe faz contos com fantasia e pitadas da vida

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O escritor Roniel Felipe com seu livro de contos - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Roniel Felipe acaba de lançar Contos Primários de um Mundo Ordinário, seu segundo livro — o primeiro foi o livro-reportagem Negros Heróis: História que Não Estão no Gibi.

Além de escritor, também é jornalista e fotógrafo, com passagem por publicações como Raça Brasil, Exame, Você S/A e Aventuras na História, entre outras, além de ser o responsável pelas imagens do grupo teatral Os Crespos.

Roniel conversou com o R7 Cultura sobre sua nova obra. Leia com toda a calma do mundo:

MIGUEL ARCANJO PRADO — Por que quis fazer Contos Primários de um Mundo Ordinário?
RONIEL FELIPE — Iniciei a produção dos textos em janeiro de 2014. Dessa vez, optei em deixar um pouco de lado o jornalismo e misturar realidade e fantasia através dos contos.

MIGUEL ARCANJO PRADO — De que fala o livro?
RONIEL FELIPE — O livro é uma coletânea com 23 contos. Alguns são baseados em histórias da infância e outros são completamente fantasiosos, embora misturem um pouco das minhas vivências. Um bom exemplo é o conto O Homem que Amava Demais, texto que narra a trajetória de um tímido mineiro radicado no Rio de Janeiro e que, após um sonho, descobre ter nascido para amar todas as mulheres da cidade. As minhas vivências no Rio servem como base para compor a trama. E assim vai. Embora seja um livro leve, também fiz questão de tocar em assuntos como racismo, homossexualidade e parto humanizado. É necessário trazer ao leitor tais reflexões sobre o nosso mundo.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Como está a acolhida dos leitores?
RONIEL FELIPE — O livro nasceu de uma campanha de crowdfunding/financiamento coletivo e começou muito bem. Em apenas duas semanas, obtive o valor necessário para a produção da obra. O que tem agrado o leitor  em primeiro lugar são as ilustrações do cartunista Junião e o projeto gráfico do type designer Crystian Cruz. Apesar de estar no começo do processo, tenho recebido boas críticas dos leitores.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Você também é fotografo. Pensa em lançar também um livro de fotos?
RONIEL FELIPE — Penso futuramente voltar a trabalhar com cultura negra e memória fotográfica. O consumo da arte está em alta e a fotografia tem atraído muita gente. Espero futuramente conseguir misturar texto e fotografia em uma obra. A procura de Negros Heróis e a popularização do crowdfunding indicam uma ótima oportunidade futura.

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Publicado em 25/02/2015 às 11h00

Livro retrata realidade gay na Bolívia de Evo

edson hurtado Livro retrata realidade gay na Bolívia de Evo

O jornalista boliviano Edson Hurtado: autor de Ser Gay en Tiempos de Evo, livro que agora chegará aos Estados Unidos - Foto: Divulgação

Da EFE

O livro Ser Gay en Tiempos de Evo, que narra o difícil situação deste coletivo na Bolívia, será traduzido para o inglês este ano e promovido em uma viagem pelos Estados Unidos, informou à Agência Efe o jornalista Edson Hurtado, autor da obra.

Being Gay in Times of Evo Morales é o título escolhido para publicar o livro no mercado americano e, de acordo com o escritor, há previsão de apresentações em Nova York e Washington.

Quando escreveu o livro, Hurtado almejava resgatar a luta do movimento GLTB para sua inclusão em leis que garantissem seus direitos e penalizassem atos de discriminação, além de mostrar as diferentes realidades e assim conseguir uma sensibilização que promovesse a defesa dos direitos humanos e da diversidade sexual.

Histórias dramáticas

Em outros fatos, o livro relata a difícil situação dos GLBT na Bolívia com histórias dramáticas, de orgulho, reivindicação, esperança e violência. "Encontrá-las e sistematizá-las foi um desafio que durou oito meses e, ao mesmo tempo, uma conquista importante, pois é o primeiro livro boliviano que trata a homossexualidade de uma maneira profunda e direta", disse Hurtado à Efe em 2011, quando o trabalho foi publicado pela primeira vez.

Hurtado garantiu que o conteúdo do livro não foi alterado em sua tradução ao inglês. "Incluímos mais de 50 entrevistas para ajudar o leitor anglo-saxão a entender algumas situações políticas ou palavras próprias da Bolívia ou de idiomas originais", detalhou.

Projetos futuros

Sobre futuros projetos, o autor adiantou que quer publicar uma nova edição de Indígenas Homosexuales, seu livro mais recente. "Viajei durante mais de seis meses pelo país, visitei mais de dez comunidades indígenas em diversos pontos do território, e encontrei histórias impactantes, dilaceradoras e alucinantes de irmãos e irmãs indígenas com diversas orientações sexuais e identidades de gênero, cujas histórias me chamaram muito a atenção", assinalou.

O escritor e jornalista também planeja realizar um documentário sobre a situação do coletivo GLTB na América Latina, algo que considerou "necessário e importante". "Hoje, mais do que nunca, é preciso falar sobre o tema para continuar conquistando direitos e concretizar aspirações. A democracia é construída por todos", concluiu o escritor.

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Publicado em 09/12/2014 às 12h09

Olho da cultura, Léa Penteado conta tudo em livro

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Léa Penteado com Tim Maia: ela viu tudo com os próprios olhos - Foto: Arquivo pessoal

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Léa Penteado é da pá virada. Sempre gostou de novidade. Tanto que ganhou o apelido de Leleca Novidade. Ela até foi parar em um verso da letra da canção W/Brasil, de Jorge Ben Jor: "Alô, Tia Léa, se tiver ventando muito não venha de helicóptero".

A jornalista viveu os bastidores da fina flor da cultura brasileira (e do mundo também) produzida na segunda metade do século 20. História é o que não falta para ela contar.

Depois de muita insistência dos amigos, escreveu as melhores em um livro: A Verdade É a Melhor Notícia. A obra traz bastidores de tudo o que viveu, como as histórias dos camarins da lendária casa de shows carioca Canecão ou do Rock in Rio. O livro já está à venda pela internet e foi feito por meio de financiamento coletivo.

Escreveu por insistência do amigo jornalista Luiz Caversan, colunista da Folha.

—O Caversan veio passar uns dias comigo. E ficávamos batendo papo. Ele falou: Léa você tem de escrever um livro. Fiquei com aquilo na cabeça. Comecei a escrever como se estivesse contando casos, que na verdade são cases.

Léa tem currículo de deixar muita gente de queixo caído. Trabalhou em veículos como O Globo, Editora Abril, Bloch Editores, TV Globo e TV Tupi. Fez também assessoria de imprensa para medalhões como Tim Maia, Maria Bethânia, Roberto Carlos, Dercy Gonçalves, Julio Iglesias e até para o mágico pop David Copperfield.

"Colcha de retalhos da vida"

Ah, ela morou no Rio, em São Paulo, em Nova York e em Lisboa. Mas, hoje em dia, só quer a paz da Vila de Santo André, um povoado pequenino no sul da Bahia, onde se refugiou. Porque ela não é boba.

É claro que, antes disso, já passou por bons e maus bocados, e conta tudinho no livro. Porque sempre teve talento para superar qualquer dificuldade que surgisse em seu caminho.

— O livro tem histórias de diversos tamanhos. Fui relatando o que era, como era, qual era e como eu resolvia a complicação. Coloquei rodapés explicando tudo. Tem muita gente que não sabe como eram as coisas. Espero que o livro contribua com isso.

Para Léa, seu livro é apenas mais "uma peça da colcha de retalhos da vida".

— A história de cada um monta um painel que expressa o que foi aquele tempo. Meu trabalho não é definitivo. É o meu período, é a história que vivi. Eu cobro muito das pessoas que escrevam suas histórias. Porque, apesar de toda a tecnologia, os antigos diziam que o mundo se contava através de selos, das moedas e dos livros. E eu ainda acredito nos livros, sobretudo nesse contemporâneo tão fugaz que vivemos.

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Léa Penteado e seu livro: bastidores da cultura nacional - Foto: Divulgação

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Miguel Arcanjo Prado é editor de Cultura do R7, onde está desde o começo do portal, em 2009. É jornalista formado pela UFMG e pós-graduado em Mídia, Informação e Cultura pela ECA-USP. É crítico membro da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes). Nasceu em Belo Horizonte e mora em São Paulo desde 2007, quando ingressou no Curso Abril de Jornalismo. Ainda em Minas, estreou como cronista do semanário O Pasquim 21, passando por TV UFMG e TV Globo Minas. Na capital paulista, foi repórter da Contigo!, da Ilustrada na Folha Online e do Agora São Paulo, no Grupo Folha. Edita e apresenta a Agenda Cultural da TV Record News.

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