Publicado em 29/06/2015 às 12h35

Com obra redescoberta, Rosemberg ganha fôlego no cinema e no teatro

rosemberg filho biel machado Com obra redescoberta, Rosemberg ganha fôlego no cinema e no teatro

Luiz Rosemberg Filho: redescoberto pelas novas gerações e filme e peça novos na praça - Foto: Biel Machado/Universo Produção

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O Brasil é um país desmemoriado. Falar isso já é até redundante. Por isso, qualquer iniciativa em jogar luz a grandes nomes de nossa formação cultural merece aplauso.

A mais recente delas é a mostra Rosemberg 70 – Cinema de Afeto, que movimentou a Caixa Cultural do Rio até este domingo (28) com jovens ávidos por conhecer a obra do diretor Luiz Rosemberg Filho, 72 anos, ícone do cinema dito marginal com 50 anos de carreira. A mostra merece rodar o País.

Quem a capitaneou foi o produtor e diretor Cavi Borges,  que movimenta a cena alternativa cinematográfica nacional, na companhia de Renato Coelho.

Foram exibidos oito longas e 33 curtas de Rosemberg. Críticos e pesquisadores também discutiram a obra do cineasta.

Depois de tamanha procura, Rosemberg tem terreno fértil para estrear seu novo filme, Dois Casamentos, nesta quinta (2), no Rio. O filme quebra o jejum em longas do diretor que já durava três décadas.

Cavi Borges lembra da importância de redescobrir a obra do cineasta, que teve “quase todos os longas censurados”, com pouco acesso ao público. Para ele, o público teve a oportunidade única de conhecer trabalhos ainda pouco divulgados ao grande público.

Dentre os nomes que atestaram a importância da obra de Rosemberg estão os pesquisadores do cinema brasileiro Renato Teixeira, Cleber Eduardo, Francis Vogler, além dos cineastas Fernanda Teixeira, Barbara Cariri, Guilherme Whitaker, Christian Caselli e Zeca Brito.

E quem pensa que Rosemberg está satisfeito com a retomada no cinema está redondamente enganado. Em 23 de julho, ele estreia como diretor de teatro com a versão para os palcos de Dois Casamentos, com as atrizes Patricia Niedermeier e Ana Abbott, no Sesc Copacabana, no Rio, onde cumpre temporada até 2 de agosto.

Faz muito bem.

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Publicado em 17/06/2015 às 12h44

Mostra desvenda diretor argentino Torre Nilsson

 Mostra desvenda diretor argentino Torre Nilsson

Leopoldo Torre Nilsson: filmes de um dos principais diretores argentinos no Brasil - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Os brasileiros andam cada vez mais próximos do cinema argentino. E não só dos filmes com Ricardo Darín. Isso mostra que há, pelo menos, certa resistência à velha mania de povo colonizado, que só tem olhar para Europa e Estados Unidos.

Uma boa nova é a mostra O Olho que Espia, com 18 filmes do cineasta argentino Leopoldo Torre Nilsson (1924-1978), um dos principais da história do cinema feito em nosso país vizinho.

Ela é realizada pelo Centro Cultural Banco do Brasil. A mostra estreou no CCBB de São Paulo, onde foi sucesso. Agora, segue para o CCBB do Rio, onde poderá ser vista entre 1º e 6 de julho, e depois para o CCBB de Brasília, onde os longas serão exibidos entre 22 e 27 de julho.

A curadoria é assinada conjuntamente por Andrea Armentano e Sofía Torre Nilsson, neta do cineasta argentino.

Filmes do avô na mala

Sofía conta que esta é a primeira vez que viaja com os filmes do avô debaixo do braço com um único objetivo: “difundir sua obra junto ao público brasileiro”.

Em sua visão, tudo foi um grande desafio. Diz que “foi uma verdadeira surpresa” a recepção positiva que o público paulistano deu aos longas na capital paulista.

“As sala esteve cheia; senti um público ávido por conhecer, fazendo perguntas sobre a vida e a obra de Leopoldo Torre Nilsson”, conta, satisfeita. Além de neta, Sofía também é filha e bisneta de cineastas — seu pai é o diretor Pablo Torre e seu bisavô é o diretor Leopoldo Torres Ríos, pai de Torre Nilsson.

Cinema em casa

Ela conta que o cinema sempre foi tema em casa e que os pais se preocuparam em dar uma boa formação cinematográfica aos filhos, mesmo durante os anos de repressão na Argentina.

“Quando meu irmão e eu éramos pequenos, nossos pais nos escondiam no baú do carro para entrar no autocine e vermos filmes que não eram aptos para todo o público em plena ditadura militar”, recorda.

Ela conta que foi a partir da adolescência que descobriu com um olhar mais sensível os filmes de seu avô e também de seu bisavô.

“Lembro-me de que, enquanto meus amigos viam Os Gremlins, meu pai me fazia ver La Caída ou La Mano em la Trampa. Neste momento, me parecia um castigo, hoje, creio que ele fez isso para que conhecêssemos nosso avô, que havia falecido quando éramos pequenos. Meu avô morreu poucos dias antes de meu aniversário de um ano”, conta.

Presença de um ausente

Para Sofía, tal ausência sempre doeu. “Isso deixou um estigma em minha vida. Eu sou uma grande colecionadora de objetos do meu avô. Guardo recortes de jornal, cartazes dos filmes, roteiros originais, fotos e seu óculos; estes pelos quais ele via o mundo, mundo tão maravilhoso que se transformou em filmes. Creio que como eu não pude conhecer meu avô em vida, sinto a necessidade que a gente o conheça por meio de sua obra”, confessa.

Instigada a definir o estilo cinematográfico de Leopoldo Torre Nilsson, Sofía fala com propriedade de especialista: “Meu avô tinha um estilo cinematográfico muito particular. Ele era míope, usava uns óculos fundo de garrafa, creo que, por isso, seu cinema foi tão intimista. A crítica sempre falou da estranheza dos primeiros planos que ele utilizava. Eu, que tenho seus óculos, creio que ele utilizava planos tão fechados porque senão, não conseguiria ver a expressão dos atores”.

leopoldo torre nilsson Alfredo Alcon Mostra desvenda diretor argentino Torre Nilsson

Leopoldo Torre Nilsson (com os óculos fundo de garrafa) ao lado do ator Alfredo Alcon, no set de filmagens de El Santo de la Espada, de 1969 - Foto: Divulgação

Aproximação com Argentina

Para a curadora brasileira da mostra, Andrea Armentano, é preciso aproximar a cultura cinematográfica dos dois países vizinhos.

“Apesar de estarmos localizados tão próximos, tanto o espectador brasileiro quanto o espectador argentino desconhecem muito da história do cinema de ambos os países”, diz.

Em sua visão, a mostra permite “a imersão no universo de um diretor reconhecido e importante na história do cinema argentino”. E dá a chance ao público brasileiro de ir além dos filmes com o ator argentino Ricardo Darín, "uma peça certeira para sucesso de público tanto na Argentina como no Brasil".

Ao ter contato com os filmes de Nilsson, os brasileiros podem ter ferramentas para compreender o cinema argentino contemporâneo, que tanto sucesso faz no Brasil.

“É importante para o público brasileiro entender que há um caminho longo traçado por cineastas como Torre Nilsson para que o cinema contemporâneo argentino seja hoje considerado uma referência no mundo todo”, declara Andrea.

Não custa nada lembrar que Torre Nilsson foi um precursor que abriu portas ao mercado internacional para a cinematografia argentina e latino-americana. Ele teve filmes indicados à Palma de Ouro em Cannes e em outros grandes festivais, como Berlim, Veneza e San Sebastian.

“Isso tem um reflexo direto no mercado atual”, diz a curadora. Para ela, o ponto forte do cinema argentino são roteiros bem estruturados, “uma espontaneidade e uma maneira de contar histórias cotidianas muito inteligente e criativa”, afirma Andrea.

ccbb Mostra desvenda diretor argentino Torre Nilsson

CCBB do Rio (à esq.) e CCBB de Brasília (à dir.) vão receber os filmes do diretor argentino Leopoldo Torre Nilsson após exibições de sucesso em São Paulo - Foto: Divulgação

Diálogo latino-americano

Mostras como esta ajudam a criar uma cultura de conversa cinematográfica entre o Brasil e seus países vizinhos. “A América Latina toda deveria se aproximar mais cinematograficamente falando. Nós brasileiros ainda temos uma cultura de consumo cinematográfica muito americana e europeia”, diz Andrea Armentano.

Ela lembra que há festivais que incentivam a produção latino-americana, contudo, os mesmos atingem um público reduzido. “Ainda falta um interesse por parte do público em olhar para os países vizinhos”, afirma.

“A América Latina tem uma cultura cinematográfica muito interessante e distinta do resto do mundo tanto no sentido criativo quanto na produção. Acho que o Brasil deveria estar mais atento a esse estilo e adaptá-lo aos modelos de produção nacionais”, considera.

E quem deseja ver mais novidades nas telas do CCBB, ela adianta que, em 2016, haverá a mostra Mulheres em Cena, focada em diretoras latino-americanas contemporâneas “com exibições de seus filmes e debates sobre o cinema latino-americano e a mulher no cinema”.

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Publicado em 02/06/2015 às 03h04

Mostra de Cinema de Ouro Preto chega à 10ª edição com homenagem a Milton Gonçalves

milton gonçalves Mostra de Cinema de Ouro Preto chega à 10ª edição com homenagem a Milton Gonçalves

Do R7

A Mostra de Cinema de Ouro Preto 2015 promete apresentar 105 filmes em pré-estreias e retrospectivas e promover 15 debates, entre 17 e 22 de junho, na cidade histórica mineira, neste ano em que completa dez anos.

O evento busca ser instrumento de reflexão e luta pela salvaguarda do patrimônio audiovisual brasileiro em diálogo com a educação e em intercâmbio com o mundo.

Nesta edição, a CineOP tem como eixo temático a discussão em torno do acesso e da acessibilidade nos contextos da preservação audiovisual, pesquisa histórica e educação, já que um dos maiores problemas da sociedade brasileira é o acesso aos bens culturais por ela mesma produzidos.

O patrimônio audiovisual, uma expressão em si mesmo, é um instrumento privilegiado de difusão dos conteúdos mais variados, não fossem os entraves ainda encontrados quanto à sua preservação física, inventário, estudo e qualificação histórica, conversão de formatos, suportes e padrões de novas tecnologias e inserção das obras audiovisuais junto aos mais diferentes públicos, incluindo pessoas com necessidades especiais de deslocamento e cognição e espaços educativos para além do mercado.

Entre os títulos selecionados na mostra, o destaque é para as produções históricas, com um recorte que enfoca a temática desta edição: "O Negro em Movimento". O mote estará representando na abertura do evento, com a exibição do longa A Rainha Diaba (Antônio Carlos da Fontoura, 1974). Também fazem parte da programação o curta-metragem Alma no Olho (Zózimo Bulbul, 1973) e os longas Também Somos Irmãos (José Carlos Burle, 1949),Ganga Zumba (Cacá Diegues, 1964), A Negação do Brasil (Joel Zito Araújo, 2000), ÔrÉ (Raquel Gerber, 1989) e Branco Sai, Preto Fica (Adirley Queirós, 2014).

A abertura da 10ª CineOP acontece no dia 18 de junho, às 20h30, no Cine Vila-Rica, com a exibição de A Rainha Diaba (1974), de Antônio Carlos da Fontoura. Na ocasião, também serão prestadas homenagens nos três diferentes eixos trabalhados pelo evento: ao ator Milton Gonçalves, na temática Histórica, à conservadora audiovisual Fernanda Coelho, na temática Preservação, e ao Cineduc – Cinema e Educação, entidade sem fins lucrativos fundada no Rio de Janeiro, em 1970, na temática Educação.

Uma das novidades desta edição é a Mostra Educação que reúne 41 curtas produzidos pelos alunos no contexto escolar que será exibida em duas sessões durante a 10ª CineOP.

A entrada é franca e todas as informações sobre a mostra, incluindo a programação completa, estão no site oficial do evento www.cineop.com.br e no telefone (31) 3282-2366.

10ª CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto
Quando: De 17 a 22 de junho
Onde: Cine Vila Rica, Centro de Artes e Convenções, Praça Tiradentes
Quanto: Grátis

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Publicado em 02/03/2015 às 15h31

Mostra em SP e Rio faz Picasso conversar com outros artistas da Espanha

picasso Mostra em SP e Rio faz Picasso conversar com outros artistas da Espanha

Pablo Picasso, em foto de 1948: mostra o faz dialogar com outros artistas do modernismo espanhol - Foto: Divulgação

Da EFE, no Rio de Janeiro

São Paulo e Rio de Janeiro acolherão neste ano a exposição Picasso e a Modernidade Espanhola, que inclui 90 obras de artistas espanhóis, em sua maioria do pintor malaguenho, pertencentes ao Museu Rainha Sofía de Madri.

A mostra, que ficou aberta para o público até o dia 25 de janeiro no Palazzo Strozzi de Florença (Itália), poderá ser vista entre 25 de março e 8 de junho no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) de São Paulo e entre 24 de junho e 7 de setembro na sede do CCBB do Rio de Janeiro, informaram nesta segunda-feira (2) seus organizadores.

A exposição, com obras de 37 autores, aborda a contribuição de Pablo Picasso ao cenário espanhol e internacional da arte e a influência do fundador do Cubismo e de seus contemporâneos.

O curador da exposição no Brasil será Eugenio Carmona, professor de História da Arte da Universidade de Málaga e especialista em Picasso. "Picasso e os artistas espanhóis tiveram um papel decisivo na criação e nas definições da arte moderna internacional e a exposição pretende propor um encontro com as mais singulares contribuições desses criadores, mas não de forma convencional, com seus rótulos, mas a partir dos fundamentos estéticos que configuraram as experiências espanholas da modernidade", segundo o curador.

Diálogo com outros artistas

A mostra apresenta os diálogos, as relações e os desafios que são estabelecidos entre Picasso e outros artistas modernos espanhóis como Juan Gris, Joan Miró, Salvador Dalí, Julio González, Óscar Domínguez, Eduardo Chillida, Martín Chirino, Pancho Cossío, Ángel Ferrant, Manuel Millares, Benjamín Palencia, Antonio Saura, José Gutiérrez Solana, Antoni Tàpies e Daniel Vázquez Díaz.

Entre as obras de Picasso presentes na mostra destacam-se Cabeza de Mujer (1910), Busto y Paleta (1932), Retrato de Dora Maar (1939), El Pintor e la Modelo (1963) e Mujer Sentada Apoyada sobre los Codos (1939).

Entre as pinturas, esculturas, desenhos e gravuras da rainha Sofía também destacam-se as obras Siurana, el Camino, de Miró; El Violín, de Juan Gris e Composición Cósmica, de Óscar Domínguez.

As obras chegarão ao Brasil por iniciativa conjunta da Fundação Mapfre e do CCBB, as duas instituições responsáveis por Impressionismo: Paris e a Modernidade, a exposição mais visitada no mundo em 2013.

A mostra estará dividida em oito salas, entre as quais Picasso: o trabalho do artista e Picasso, variações, que mostram a relação do artista com a modernidade e sua diversidade criativa.

guernica Mostra em SP e Rio faz Picasso conversar com outros artistas da Espanha

Guernica imortalizou o horror da Guerra Civil Espanhola - Foto: Divulgação

Guernica e Dalí

Uma terceira sala entra no imaginário de Picasso para tentar descrever como concebeu Guernica e inclui estudos da obra sobre o bombardeio nazista sofrido por essa cidade. As outras salas mostram de forma transversal a relação do pintor malaguenho e dos outros modernistas espanhóis com conceitos como "ideia e forma", "sinal, superfície e espaço", "realidade e super-realidade" e "natureza e cultura".

A última sala destaca como a arte espanhol no final da década de 1950 foi "Em direção a outra modernidade". A exposição de Picasso desembarca no Brasil apenas dois meses depois da de Salvador Dalí, a mais completa exposição do pintor catalão até agora organizada no País, que recebeu um recorde de 1,5 milhão de visitantes entre Rio e São Paulo. Salvador Dalí, com 150 obras entre pinturas, desenhos e gravuras, foi a mostra mais visitada nos 25 anos do CCBB do Rio de Janeiro, com 978 mil visitas. Em 2000, outra exposição monumental de artistas espanhóis, Esplendores da Espanha, de El Greco a Velázquez, composta por 140 obras do Século de Ouro espanhol, também atraiu uma multidão ao Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro.

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Publicado em 04/01/2015 às 03h08

Novos artistas mineiros fazem mostra gratuita

centro cultural ufmg Novos artistas mineiros fazem mostra gratuita

Centro Cultural UFMG sedia mostra de novos artistas - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Os 23 artistas plásticos que se formaram agora na Escola de Belas Artes da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) se reuniram em uma mostra coletiva, com organização do professor de história da arte Rodrigo Vivas. O nome da exposição é Fragmentos e Trajetos.

As obras estão expostas ao público no Centro Cultural UFMG (av. Santos Dumont, 174, tel. 0/xx/31 3409-8290), na praça da Estação, centro de Belo Horizonte.

A mostra é diversa e traz trabalhos que retratam o homem e seu entorno também.

A visitação, gratuita, acontece de terça a sexta, das 10h às 22h, e sábado e domingo, 10h às 18h, até 1º de fevereiro de 2015.

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Cartaz da mostra dos formandos da Escola de Belas Artes da UFMG

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Publicado em 03/01/2015 às 03h08

Descubra 7 curiosidades sobre Ron Mueck, escultor que já levou 330 mil brasileiros ao museu

ron mueck Descubra 7 curiosidades sobre Ron Mueck, escultor que já levou 330 mil brasileiros ao museu

O australiano Ron Mueck em escultura autorretrato - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Mais de 100 mil pessoas já visitaram a exposição do escultor australiano Ron Mueck na Pinacoteca do Estado, na região da Luz, centro de São Paulo. No Rio, a mostra foi vista por 230 mil pessoas. Assim, mais de 330 mil brasileiros já estiveram em contato com suas obras. Todos ficam impressionados com o hiper-realismo presente em suas obras, muitas delas reproduzindo com perfeição figuras humanas, inclusive o próprio artista. O R7 pesquisou a vida dele e conta sete curiosidades:

1 - Ron Mueck nasceu em Melbourne, Austrália, em 1958, mas atualmente mora na Grã-Bretanha.

2 - Ele herdou a mania de perfeição do pai, que era fabricante de brinquedos e gostava de tudo certinho nos mínimos detalhes.

3 - O começo da carreira foi fazendo marionetes (sua mãe fazia bonecos de pano e lhe ensinou a técnica).

4 - Para ninguém pensar que sua escultura é um ser vivo, já que são perfeitas, ele sempre faz seus bonecos muito maior ou muito menor do que o real.

5 - Se colocadas em uma balança, as obras expostas na Pinacoteca pesam juntas 7 toneladas.

6 - A mostra Ron Mueck já esteve no Rio, onde foi vista por 230 mil pessoas. Em São Paulo, a exposição já foi vista por 100 mil pessoas. E o número não para de crescer.

7 - As peças expostas em São Paulo valem R$ 77,4 milhões.

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Publicado em 01/01/2015 às 03h08

Arte de Inhotim invade galeria de Belo Horizonte

palacio das artes Arte de Inhotim invade galeria de Belo Horizonte

Palácio das Artes recebe obras de arte de Inhotim até 8 de março - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O Museu Inhotim, em Brumadinho, na Grande Belo Horizonte, já é reconhecido internacionalmente pelo seu precioso acervo. Parte dele está mais pertinho dos belo-horizontinos, na primeira exposição fora de sua sede. A mostra Do Objeto para o Mundo - Coleção Inhotim está em cartaz no Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1537, centro, tel. 0/xx/31 3263-7400), com entrada gratuita. A visitação acontece de terça a sábado, 9h30 às 21h; domingo, 16h às 21h, até 8 de março de 2015. Estão na mostra obras de Hélio Oiticica e Lygia Pape.

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Publicado em 21/12/2014 às 03h07

Para ver Dalí de perto é preciso persistência

dali Para ver Dalí de perto é preciso persistência

Público faz fila para ver as obras de Salvador Dalí em SP - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Uma das exposições mais concorridas de São Paulo é a mostra de Salvador Dalí (1904-1989), um dos grandes nomes do surrealismo.

A mostra é gratuita e acontece no Instituto Tomie Ohtake (r. Coropés, 88, Pinheiros, metrô Faria Lima, tel. 0/xx/11 2245-1900) até o dia 11 de janeiro de 2015.

São 218 obras do mestre espanhol, o que faz da exposição a maior já realizada no País com a arte de Dalí.

O horário de visitação é de terça a domingo, das 11h às 20h. Mas, atenção: é preciso persistência e planejamento para entrar. Os ingressos são distribuídos nos dias de visitação e só valem para os mesmos nos três horários a seguir: das 11h às 13h30; das 14h às 16h30; e das 17h às 18h.

O primeiro horário é o mais tranquilo. A distribuição de senhas começa às 10h, na bilheteria, apenas dois por pessoa. Elas acabam rapidinho. Portanto, chegar bem cedo é fundamental. Se puder ir durante a semana é melhor, porque aos fins de semana as filas são enormes.

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Publicado em 19/12/2014 às 03h07

Gigantes de Ron Mueck viram frenesi em SP

praia ron mueck Gigantes de Ron Mueck viram frenesi em SP

Escultura de casal de idosos na praia chama a atenção dos visitantes - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Depois de correr mundo, sempre com sucesso, exposição do australiano Ron Mueck anda causando frenesi na Pinacoteca do Estado (praça da Luz, 2, São Paulo, tel. 0/xx/11 3324-1000), que tem registrado filas enormes.

Por isso mesmo, a pedida é aproveitar esses dias de correria pré-Natal e Ano-Novo para conferir a mostra, já que muita gente estará mais preocupada com compras do que em visitar um museu.

Com nove de suas mais famosas obras reunidas, que reproduzem com perfeição seres humanos em um hiper-realismo desconcertante, a exposição vai até 22 de fevereiro de 2015.

A entrada custa R$ 6 (aos sábados é grátis, mas as filas são gigantes). O horário é terça, quarta e de sexta a domingo, das 10h às 17h30; na quinta, vai até 21h30. Já às segundas não abre. É uma mostra impactante e que vale a pena ser vista de pertinho.

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Publicado em 16/12/2014 às 17h49

Exposição O Mundo de Mafalda tem entrada grátis

mafalda Exposição O Mundo de Mafalda tem entrada grátis

Mafalda: cinquenta anos da personagem argentina em mostra - Foto: Quino

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A criança mais inteligente já nascida na América Latina completou 50 anos em 2014. Mas quem ganha presente são os paulistanos, que podem conferir a exposição O Mundo de Mafalda, na Praça das Artes (av. São João, 289), com entrada gratuita.

Nela, Mafalda e seus coleguinhas, todos criação do cartunista argentino Quino, que está com 82 anos, recebem os visitantes de todas as idades. Lá estão também Susanita, Libertad, Miguelito, Manolo e tantos outros. A promoção é da Fundação Theatro Municipal.

A festa de abertura será nesta terça (16) e a mostra abre nesta quarta (17) para visitação pública. Fica em cartaz de segunda a domingo, de 9h às 20h, até 28 de fevereiro. Mas, atenção: a mostra fecha nos dias 24, 25 e 31 de dezembro e entre 1º e 6 de janeiro.

Fã de Mafalda, Haddad toca guitarra na abertura de exposição

Ao todo, 13 modos apresentam os ambientes onde se passam as aventuras de Mafalda, a personagem mais politizada dos quadrinhos.

Conheça 7 curiosidades de Mafalda!

mafalda quino Exposição O Mundo de Mafalda tem entrada grátis

Mafalda, ao lado de seu pai, o cartunista Quino, na mostra - Foto: Divulgação

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Perfil

Miguel Arcanjo Prado é editor de Cultura do R7, onde está desde o começo do portal, em 2009. É jornalista formado pela UFMG e pós-graduado em Mídia, Informação e Cultura pela ECA-USP. É crítico membro da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes). Nasceu em Belo Horizonte e mora em São Paulo desde 2007, quando ingressou no Curso Abril de Jornalismo. Ainda em Minas, estreou como cronista do semanário O Pasquim 21, passando por TV UFMG e TV Globo Minas. Na capital paulista, foi repórter da Contigo!, da Ilustrada na Folha Online e do Agora São Paulo, no Grupo Folha. Edita e apresenta a Agenda Cultural da TV Record News.

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