Publicado em 23/04/2015 às 03h04

Red Hot Chili Peppers também quer ir a Cuba

rhcp Red Hot Chili Peppers também quer ir a Cuba

Red Hot Chili Peppers: banda quer turnê em Cuba - Foto: Divulgação

Da EFE, em Havana

A banda de rock americana Red Hot Chili Peppers quer se apresentar em Cuba, segundo disse seu guitarrista Josh Klinghoffer, que está visitando Havana.

"Queremos vir a Cuba há muito tempo, por isso quando lhes disse que vinha, todos queriam me acompanhar. Mas faremos isso em breve, posso garantir. Uma vez por semana lhes digo que deveríamos tocar aqui", comentou Klinghoffer após acompanhar o rapper Quest Love em um show em Havana.

O músico americano, que já esteve na ilha há dez anos, afirmou que desde então ficou "obcecado" com a ideia de retornar e com o falecido músico Compay Segundo, a quem qualificou como "o cara mais genial do mundo".

"Agora a empresária de Quest Love me apresentou essa possibilidade e aqui estou", declarou ao jornal Granma.

Josh considerou que o processo de degelo diplomático iniciado pelos governos dos Estados Unidos e Cuba é "um grande momento" para que possam ir à ilha as bandas americanas que há muito tempo querem tocar ali, assim como outros músicos interessados em conhecer a cultura e o público cubano.

O guitarrista disse ainda que se surpreendeu ao descobrir que o Red Hot conta com muitos fãs em Cuba, onde não tinha certeza que sua música tivesse chegado.

"É maravilhoso saber que os cubanos estão aqui, saber que existem. (...) Estou ansioso para tocar aqui em um grande show que emocione todos nossos fãs", acrescentou.

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Publicado em 22/04/2015 às 03h04

Música digital cresce 32% na América Latina

musica digital Música digital cresce 32% na América Latina

Brasil é o maior mercado para a música digital na América Latina - Foto: Divulgação

Da EFE, em Londres

A venda de música digital na América Latina cresceu 32% em 2014, com um faturamento total de US$ 247 milhões, segundo um relatório da Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI) divulgado nesta terça-feira (21).

Venezuela, Peru e Colômbia são os três países latino-americanos que mais aumentaram suas vendas de música digital ano passado, segundo os números da IFPI.

A Venezuela, com um aumento de 272,8%, foi o mercado que mais cresceu, seguido por Peru (96,5%), Colômbia (94,9%), Paraguai (69,1%) e Argentina (67,7%).

O Brasil, o maior mercado de música digital na região, cresceu 2% o ano passado.

Mundialmente as vendas de música em formato digital cresceram 6,9%, e chegaram aos US$ 6,85 bilhões em 2014. A diretora do IFPI, Frances Moore, assinalou em Londres que a revolução da música em formato digital "avança para novas fases, guiada pelos desejos do consumidor de acessar música".

"A indústria se transformou para a era digital, adaptando seu modelo de negócio e dando licenças a centenas de aplicativos e milhões de canções para seu uso online", acrescentou Moore. As vendas físicas de CDs e vinis somaram no mundo todo US$ 6,82 bilhões, ligeiramente abaixo do faturamento da música em formato digital.

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Publicado em 15/04/2015 às 03h03

“Estou totalmente matrix”, diz Baby do Brasil, que lança disco e DVD ao vivo em SP

baby brasil bob sousa Estou totalmente matrix, diz Baby do Brasil, que lança disco e DVD ao vivo em SP

Baby do Brasil, em pose exclusiva para o R7 Cultura - Foto: Bob Sousa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Foto BOB SOUSA

Fluminense de Niterói, Bernadete Dinorah de Carvalho Cidade é a apenas Baby do Brasil (mas, também já foi Baby Consuelo) para o público, que a tem como uma das figuras mais autênticas que a MPB produziu.

Às vésperas de completar 50 anos de carreira e com 62 de idade, a eterna menina que dança acaba de lançar o primeiro DVD ao vivo de sua carreira. Foi gravado no Rio, no começo deste ano, sob direção de Paula Lavigne e Fernando Young.

Em cena, o show Baby Sucessos, louvado pela crítica especializada, incluindo aí este colunista. A turnê marcou a volta de Baby à boa e velha música popular brasileira, depois de passar anos longe dos palcos por conta de sua conversão à fé evangélica. Ela só voltou a cantar os antigos hits por muita insistência do filho, Pedro Baby.

Foi ele quem fez a direção musical do novo disco e DVD da mãe, Baby Sucessos - A Menina Ainda Dança, produzido pela Uns Produções e Filmes e distribuído pelo selo Coqueiro Verde.

Ela faz show para lançar o disco e DVD em São Paulo, no próximo dia 29 de maio de 2015, uma sexta, a partir das 22h, no HSBC Brasil (r. Bragança Paulista, 1.281, Chácara Santo Antônio), com entradas entre R$ 80 e R$ 200, em valores de inteira.

“Estou de volta, mas no futuro e totalmente matrix”, sintetiza Baby, com seu jeitinho cósmico de ser.

capa alta Estou totalmente matrix, diz Baby do Brasil, que lança disco e DVD ao vivo em SP

Capa do primeiro DVD ao vivo de Baby do Brasil: A Menina Ainda Dança - Foto: Divulgação

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Publicado em 13/04/2015 às 03h03

Após passar mal, Plácido Domingo volta aos palcos

Placido Domingo Após passar mal, Plácido Domingo volta aos palcos

O tenor Placido Domingo já está de volta aos seus concertos - Foto: José Manuel Ribeiro/Reuters/Arquivo

Da EFE

O cantor de ópera espanhol Plácido Domingo voltou aos palcos neste fim de semana. No último sábado (11), ele cantou no Metropolitan de Nova York, após cancelar as apresentações da semana passada por problemas de saúde.

Domingo, de 74 anos, sofreu um resfriado que o impediu interpretar há uma semana Don Carlo na ópera Ernani de Verdi. Ele foi substituído no último momento pelo italiano Luca Salsi, de 40 anos.

O diretor de comunicações da Ópera de Los Angeles, Gary W. Murphy, confirmou que o tenor reconvertido em barítono cumprirá sua agenda dos próximos dias, que inclui atuar em Ernani e dirigir Aida, de Verdi.

Plácido Domingo sofreu em julho de 2013 uma embolia pulmonar quando ensaiava Il Postino (O Carteiro) em Madri, e em 2010 retirou um tumor de cólon.

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Publicado em 10/04/2015 às 03h03

Maná faz turnê por 15 cidades dos EUA

mana Maná faz turnê por 15 cidades dos EUA

Banda mexicana Maná fará uma grande turnê pelos Estados Unidos - Foto: Divulgação

Da EFE, em Miami

O grupo mexicano Maná se apresentará em 15 cidades dos Estados Unidos para promover seu mais recente álbum, Cama Incendiada, anunciaram os agentes da banda. A tour pelos EUA começará dia 10 de junho em San Diego, na Califórnia, e um mês depois, em 11 de julho, o grupo se despedirá em Laredo, no Texas. Esta travessia levará o Maná a Dallas, Hidalgo e Houston, no Texas; e a Miami e Orlando, na Flórida.

O novo álbum inclui canções como Adicto a tu Amor, Peligrosa, La Telaraña e a própria Cama Incendiada, que dá nome ao disco. O álbum, produzido pelo americano George Noriega, produtor de artistas como Ricky Martin, Shakira e Jennifer López, foi descrito pelo cantor da banda, Fher Olvera, como uma explosão de sentimentos.

A tour inclui ainda duas apresentações no Staples Center de Los Angeles, dias 18 e 20 de junho, quando o Maná buscará ampliar seu recorde de maior número de shows totalmente vendidos por artista ou grupo no ginásio desde sua inauguração, há 16 anos, após superar em 2012 a americana Britney Spears.

A tour também inclui as cidades californianas de Sacramento, San José e Fresco, além de Chicago (Illinois), Atlanta (Geórgia) e Newark (Nova Jersey).

Em entrevista recente à Agência Efe, Olvera, compositor da maioria dos temas, contou que estava "cruzando lados obscuros após uma separação", quando escreveu muitas das letras do novo álbum, que estará à venda a partir de 21 de abril.

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Publicado em 09/04/2015 às 03h03

Madonna encomenda figurino de nova turnê

madonna Madonna encomenda figurino de nova turnê

Madonna prepara roupas impactantes para seu show - Foto: EFE

Da EFE, em Zaragoza (Espanha)

Um alfaiate espanhol confeccionou dois trajes "autênticos" e "completos" para a cantora americana Madonna, que tem a intenção de brilhar em sua próxima turnê, para quem também fez um poncho e diversas peças para os dançarinos.

"Trabalhando aos finais de semana e fazendo horas extras, Daniel Roqueta precisou de 12 dias para terminar as roupas", explicou o gerente da Sastrería Taurina Daniel Roqueta, Alfredo Roqueta.

O entorno da cantora não falou diretamente com o alfaiate, mas entrou em contato com a Toroshopping.com, a quem pediu inicialmente um traje de "segunda mão", apesar de desprezar esta opção e escolher pelo outro traje quando soube que esta empresa "online" encarregou o pedido ao alfaiate de Utebo (Zaragoza, centro), precisou Clara Calvo, responsável do departamento de marketing da Toroshopping.

Calvo assegurou que os trajes encomendados são para a turnê de Madonna deste verão, apesar de desconhecer exatamente em que atuações os vestirá. Os dois trajes em questão são integrados cada um deles por jaqueta, colete e calças, um vestiário que Madonna queria que estivesse pronto para a cerimônia dos prêmios Oscar, em fevereiro.

Alfredo Roqueta então comentou que era impossível confeccioná-los para fevereiro e acrescentou que os trajes ficaram prontos para a cerimônia dos Prêmios Brit Awards 2015 e, de fato, os dançarinos os estrearam.

Para os dançarinos foram encomendados duas jaquetas, dois coletes, dois jogos de ombreiras e três suspensórios, detalhou. Inicialmente, o alfaiate não sabia que sua cliente era Madonna, mas uma vez confirmado o trabalho após "várias semanas de negociações", foram revelados os detalhes, incorporados em um contrato de confidencialidade.

As medidas da cantora foram enviadas por e-mail e nem a artista e nem os dançarinos provaram os trajes. Madonna pediu, segundo Roqueta, que os trajes "fossem bem reforçados para aguentar os shows, assim como que fossem o mais cômodos e leves possíveis".

Pela falta de tempo, o alfaiate teve que renunciar parte do trabalho manual, por exemplo o de colocar lantejoulas, e "incorporou um bordado em fio elaborado com robôs, o que os faz mais leves e portanto, mais cômodos".

Além de roupas toureiros e para Toroshopping, o alfaiate Daniel Roqueta trabalhou para a grife Moschino e para a atriz Sarah Jessica Parker, para quem confeccionou uma jaqueta.

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Publicado em 07/04/2015 às 11h14

Centenário de Billie Holiday é celebrado nesta terça (7)

billie holiday theredlist Centenário de Billie Holiday é celebrado nesta terça (7)

Com a gardênia branca nos cabelos: Billie Holiday (1915-1959) é considerada por muitos críticos a maior cantora do jazz: cem anos nesta terça (7) - Foto: Divulgação

Por MARIANA QUEEN NWABASILI e
MIGUEL ARCANJO PRADO

Se estivesse viva, a menina sofrida nascida em Baltimore, Estados Unidos, em 7 de abril de 1915, completaria cem anos nesta terça (7).

Billie Holiday entrou para a história como uma das mais lendárias cantoras de jazz (e muitos acham que ela é a maior) e inspirou nomes mais contemporâneos, como Diana Ross e Amy Winehouse.

A carreira curta anos teve seus tempos de ouro antes da 2ª Guerra Mundial e foi recheada de períodos conturbados.

Afinal, as coisas nunca forma fáceis para Billie.

Estupro na infância

Foi estuprada com apenas dez anos de idade, e a mãe a abandonou. Precisou cedo saber sobreviver.

Ouviu jazz pela primeira vez quando trabalhava como faxineira e esfregava o chão de um bordel. Aos 12 anos, mudou-se para Nova York, onde começou a se prostituir para poder comer.

Um dia, a menina carismática convenceu o dono da boate a deixá-la cantar. Nunca mais abandonou o palco. Escolheu o nome artístico Billie Holiday, em homenagem ao galã dos cinemas Billie Dove, de quem era fã.

Logo, foi descoberta pelo produtor John Hammond, que o apresentou à Benny Goodman. Este a fez gravar o primeiro disco em 1933. A partir de então, eternizou mais de 200 canções do jazz e do swing com sua voz de fraseado inigualável.

Vício em heroína e racismo

A carreira sofreu perturbações pelo vício da cantora em álcool e heroína. Isso a levou a uma prisão e a clínicas de reabilitação. Mas, sempre que voltava ao palco com sua gardênia branca nos cabelos, o público recebia Lady Day com fervor.

Em contraponto à música perfeita que fazia, sua vida pessoal era um verdadeiro tumulto. Casou-se três vezes só durante a década de 1940 e sempre vivia relações conturbadas com seus maridos; que costumavam agredi-la.

A cantora também sofreu na pele o racismo e fez questão de denunciá-lo com a potência de seu canto. Billie transformou a própria vida em boa música até o fim. Morreu jovem, aos 44 anos, em 17 de julho de 1959, quando já era uma estrela reconhecida mundialmente.

Lançamentos

A lembrança do centenário desta forte e dramática voz é marcada por alguns lançamentos interessantes: a publicação de um novo livro sobre a cantora nos Estados Unidos, intitulado Billie Holiday: The Musician anda The Myth, escrito pelo pesquisador John Szwed; e a edição, pela Sony Music, de um álbum de aniversário com 20 canções que marcaram a carreira de Billie entre os anos de 1936 e 1944.

A seguir, veja a lista com sete canções de Billie Holiday para ouvir neste dia de seu centenário — algumas estão no álbum de aniversário.

Strange Fruit, gravada em 1939

Summertime, gravada em 1936

God Bless the Child, gravada em 1941

Lover Man (Oh, Where Can You Be), gravada em 1945

Embraceable You, gravada em 1944

Don’t Explain

Good Morning Heartache

 

billie hollyday 2 Centenário de Billie Holiday é celebrado nesta terça (7)

Canto inconfundível: vida de Billie Holiday foi tumultuada - Foto: Divulgação


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Publicado em 07/04/2015 às 03h03

Estrela de Pulp Fiction, Maria de Medeiros faz show em SP

maria de medeiros eduardo enomoto1 Estrela de Pulp Fiction, Maria de Medeiros faz show em SP

Maria de Medeiros faz show em São Paulo nesta terça-feira (7) no Bourbon Street - Foto: Eduardo Enomoto

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Uma das estrelas do filme Pulp Fiction, clássico de Quentin Tarantino de 1994, a estrela portuguesa Maria de Medeiros faz show em São Paulo nesta terça (5).

A apresentação começa às 21h, no Bourbon Street (r. dos Chanés, 127, Moema) com ingresso a R$ 90.

Ela vai cantar as músicas de seu terceiro disco, Pássaros Eternos.

Além de atuar e dirigir no cinema, Maria de Medeiros também é cantora. E das boas.

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Publicado em 30/03/2015 às 15h47

Jorge Drexler dança e esbanja simpatia na despedida da turnê Bailar en la Cueva em Curitiba

IMG 2228 Jorge Drexler dança e esbanja simpatia na despedida da turnê Bailar en la Cueva em Curitiba

Pura simpatia: Jorge Drexler comemora primeira apresentação em Curitiba, show que encerrou turnê mundial de Bailar en la Cueva - Foto: Brener Pereira/Foto Zouk

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Enviado especial do R7 a Curitiba*
Fotos BRENER PEREIRA/Foto Zouk

Não poderia haver dia melhor para o uruguaio Jorge Drexler fazer seu primeiro show em Curitiba: este domingo (29), aniversário de 322 anos da capital paranaense. “É um bom dia para se chegar”, definiu o cantor e compositor assim que subiu ao palco.

O show foi o primeiro e o último ao mesmo tempo. Expliquemos: ele encerrou no palco curitibano sua turnê mundial do disco Bailar en la Cueva.

A apresentação no Vanilla Music Hall repleto de um público que sabia de cor cada uma de suas canções foi recheada de emoção para Drexler, sua banda e sua equipe.

Ele explicou: “Hoje, nos despedimos da turnê, depois de um ano viajando pelo mundo com mais de 80 shows. Hoje, é o último dia, estamos muito emocionados”.

IMG 2381 Jorge Drexler dança e esbanja simpatia na despedida da turnê Bailar en la Cueva em Curitiba

Público curitibano sabia cantar de cor as músicas do uruguaio - Foto: Brener Pereira/Foto Zouk

A data tão especial resultou em uma coleção de improvisações no palco, com músicos fugindo do roteiro o tempo todo e Drexler brincando com a situação.

O show foi aberto com ele e sua banda dançando uma coreografia repleta de simplicidade e juventude. Confiante aos 50 anos, Drexler não tem mais medo de se entregar. Até rebolou de costas para a plateia, que o ovacionou. E o público dançou (muito) também.

O vencedor do Oscar de melhor canção original por Al Otro Lado Del Rio, em 2005, do filme Diários de Motocicleta, do brasileiro Walter Salles, mostrou ter forte carinho pelos fãs brasileiros, já demonstrado nos shows na semana passada no Teatro Bradesco de São Paulo e no Bar Opinião em Porto Alegre.

Fez questão de falar em português durante toda apresentação. O público retribuiu, mostrando desenvoltura em todas as letras em castelhano.

IMG 2328 Jorge Drexler dança e esbanja simpatia na despedida da turnê Bailar en la Cueva em Curitiba

Simpático, Drexler falou com o público curitibano em português - Foto: Brener Pereira/Foto Zouk

Drexler cantou antigos sucessos, como a própria música que levou o Oscar, feita só com sua voz e a do público, e também os novos hits do seu disco mais recente, Bailar em la Cueva, como a canção-título, que abriu o show, e Bolívia, mais ao fim, canção em homenagem ao país que deu asilo a sua família de judeus alemães fugidos do nazismo.

Leia entrevista exclusiva com Jorge Drexler

O artista fez questão de contar a história de algumas canções, como a vibrante La Luna de Rasquí, composta na pequena ilha homônima venezuelana, em uma noite que viu a lua lhe falar, sentindo que aquele lugar era uma espécie de isolamento de todo o sofrimento do mundo.

IMG 2248 Jorge Drexler dança e esbanja simpatia na despedida da turnê Bailar en la Cueva em Curitiba

Jorge Drexler transpõe para a música a poesia da realidade que o cerca - Foto: Brener Pereira/Foto Zouk

Drexler consegue transpor para as canções de forma poética a realidade contemporânea que o cerca. É um dos maiores artistas da música contemporânea, sensível, simples e cativante. Ele não tem maneirismos, se doa por completo, está presente, vive o que canta, e o público sabe disso muito bem.

Leia entrevista exclusiva com Jorge Drexler

Ao fim do show, generoso, Drexler convocou quem quisesse lhe acompanhar para uma canja pós-apresentação no restaurante curitibano Doce de Cidra. A festa seguiu por lá madrugada afora, com Drexler improvisando com seus músicos e até dançando forró com fãs privilegiadas.

IMG 2347 Jorge Drexler dança e esbanja simpatia na despedida da turnê Bailar en la Cueva em Curitiba

Ídolo acessível: após o show, Jorge Drexler convidou os fãs curitibanos para uma canja em um restaurante da cidade, onde até dançou forró - Foto: Brener Pereira/Foto Zouk

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do Festival de Teatro de Curitiba.

Leia entrevista exclusiva com Jorge Drexler  

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Publicado em 27/03/2015 às 03h03

Jazz é alternativa ao Lollapalooza em SP

marsalis1 Jazz é alternativa ao Lollapalooza em SP

Marsalis é uma das grandes atrações do jazz em São Paulo nestes dias - Foto: Rob Waymen

Por DANIEL MUÑOZ, da EFE

Enquanto São Paulo se prepara para receber neste fim de semana a quarta edição brasileiras do festival Lollapalooza, a cidade também é inundada por jazz de "alto calibre" com dois festivais internacionais, que trazem ao país nomes como Wynton Marsalis.

A partir desta sexta-feira (27), o Auditório de Ibirapuera dará as boas-vindas à 30ª edição do Brasiljazzfest, que está com a bilheteria esgotada.

No domingo (29), na noite de fechamento da edição, que celebra três décadas do jazz de "alto calibre" no Brasil, o americano Marsalis e a Jazz at Lincoln Center Orchestra se apresentarão para 15 mil pessoas em um show gratuito de encerramento no espaço aberto do auditório.

Marsalis e sua orquestra são conhecidos também no mundo do blues pelo álbum gravado em 2011 com Eric Clapton, que faz aniversário dia 30, em uma excursão do jazz a outros gêneros musicais.

A lista de músicos do festival é completada pelo grupo brasileiro André Mehmari Trio, pela banda norueguesa Tord Gustavsen Trio, os porto-riquenhos Miguel Zenón Quartet e os americanos The Cookers.

Nesta quinta (25), no Sesc Pompeia e na cidade de São José dos Campos, começou a quinta edição brasileira do Nublu Jazz Festival, que incorpora também representantes de soul, rap, hip-hop e blues.

O músico americano Brian Jackson se apresentará pela primeira vez no Brasil, na sexta-feira (27), ao lado do grupo Zulumbi, abrindo para a banda australiana Hiatus Kaiyote, já indicada ao Grammy.

O grupo sueco-turco Ilhan Ersahin's Istanbul Sessions - criadores do festival, o francês de Erik Truffaz, e a banda americana James Farm também são atrações.

Outros artistas do Nublu Jazz Festival, que acontece até domingo nas duas cidades, são o músico americano Chris Dave e o britânico Tricky, que mistura ritmos como hip-hop, house, jazz, blues, rock e reggae.

Além dos dois festivais, algumas casas especializadas em jazz em São Paulo aproveitaram a "temporada" para programar apresentações individuais com artistas internacionais do gênero, como os colombianos do Suricato, que estão em tour pelo Brasil desde 20 até este sábado (28).

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Miguel Arcanjo Prado é editor de Cultura do R7, onde está desde o começo do portal, em 2009. É jornalista formado pela UFMG e pós-graduado em Mídia, Informação e Cultura pela ECA-USP. É crítico membro da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes). Nasceu em Belo Horizonte e mora em São Paulo desde 2007, quando ingressou no Curso Abril de Jornalismo. Ainda em Minas, estreou como cronista do semanário O Pasquim 21, passando por TV UFMG e TV Globo Minas. Na capital paulista, foi repórter da Contigo!, da Ilustrada na Folha Online e do Agora São Paulo, no Grupo Folha. Edita e apresenta a Agenda Cultural da TV Record News.

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