Publicado em 13/11/2014 às 18h49

Manoel de Barros entendeu a simplicidade da vida

manoel de barros Manoel de Barros entendeu a simplicidade da vida

O poeta Manoel de Barros: 97 anos de vida simples e poética - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Infelizmente, vivemos no mundo que desaprendeu a apreciar e a dar a importância devida à poesia. Tudo é tão rápido e tão imediato que a reflexão das palavras fica isolada, num canto.

Mas, mesmo neste mundo cada vez mais voraz, ele soube impor a paz de seu escrito. Porque ele não tinha pressa. Muito pelo contrário. Tinha a arte de sua poesia a oferecer. Como poucos, o poeta Manoel de Barros entendeu a simplicidade da vida. Quem já leu algum de seus livros sabe disso muito bem.

Ele viveu muito: foram 97 anos até esta triste quinta-feira (13), quando seu coração simplesmente deixou de bater. O poeta nasceu em Cuiabá, no Mato Grosso, e morreu em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Sempre foi daquele lado do Brasil onde o campo e a natureza convivem perto, na harmonia tão presente em sua obra.

Sua poesia já nasceu pós-moderna, ele sempre foi adiante de seu tempo. Sempre coerente com seus ideais. Tanto que não aceitou permanecer no Partido Comunista quando Luís Carlos Prestes resolveu apoiar o mesmo Getúlio Vargas que havia enviado a mulher deste, a judia Olga Benário, para o horror nazista.Tinha princípios.

Na juventude, depois de estudar direito no Rio, conheceu profundamente a América Latina, morando na Bolívia e no Peru. Tinha sede de saber nossas raízes, sem deixar de lado o seu ar cosmopolita, que o fez ir estudar no Museu de Arte Moderna de Nova York.

Mas uma hora, a essência de seu ser o chamou de volta. E retornou ao Centro-Oeste brasileiro, onde foi cuidar de uma fazenda em Campo Grande. E, assim, calmamente, foi tocando sua vida, fazendo sua poesia.

O poeta faria 98 anos em 19 de dezembro de 2014. Aos que ficaram por aqui e ainda prezam pela sensibilidade e o tempo certo para as coisas que realmente importam, fica o chamado de, neste dia, ler uma poesia em homenagem ao grande Manoel de Barros. De preferência, no lugar mais silencioso que encontrar.

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Perfil

Miguel Arcanjo Prado é editor de Cultura do R7, onde está desde o começo do portal, em 2009. É jornalista formado pela UFMG e pós-graduado em Mídia, Informação e Cultura pela ECA-USP. É crítico membro da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes). Nasceu em Belo Horizonte e mora em São Paulo desde 2007, quando ingressou no Curso Abril de Jornalismo. Ainda em Minas, estreou como cronista do semanário O Pasquim 21, passando por TV UFMG e TV Globo Minas. Na capital paulista, foi repórter da Contigo!, da Ilustrada na Folha Online e do Agora São Paulo, no Grupo Folha. Edita e apresenta a Agenda Cultural da TV Record News.

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