Publicado em 31/05/2015 às 03h04

Encontro promove troca entre mulheres negras da dança e o público

Espetáculo Dikanga Calunga Créd. Mônica Cardim Encontro promove troca entre mulheres negras da dança e o público

Espetáculo Dikanga Calunga - Foto: Mônica Cardim/Divulgação

Do R7

O I Encontro de Mulheres Negras na Dança acontece em São Paulo e em Taboão da Serra, de 4 a 7 de junho, com o objetivo de proporcionar a experiência estética, o contato e a troca entre artistas negras da dança e o público.

Serão três espetáculos, uma roda de conversa e duas oficinas de dança realizados pelas artistas e companhias convidadas. As atividades acontecerão no Espaço Clariô, em Taboão, e no Espaço Cita, no bairro do Campo Limpo, em São Paulo.

As atividades e espetáculos do evento revelam diversas perspectivas sobre o fazer artístico, com materiais, estéticas e temáticas muito diversas. É a partir da perspectiva artística que a Nave Gris Cia. Cênica, que está promovendo o encontro, busca abordar e propor o diálogo sobre as questões étnico-raciais e de gênero presentes nas obras, fazeres e/ou trajetória profissional dessas artistas.

Na abertura do encontro será realizada uma roda de conversa com artistas negras da dança de diferentes gerações: a coreógrafa, coordenadora do Grupo Lapett e professora da ECA-USP Sayonara Pereira, a diretora da E² Cia. Teatro e Dança Eliana de Santana, que iniciou sua carreira no teatro com diretores como Antunes Filho, Antônio Abujamra e Gerald Thomas,  e a diretora da Cia. Sansacroma, dançarina, atriz, coreógrafa e gestora cultural Gal Martins e com mediação da bailarina, mestranda em artes cênicas pela Unesp, Kanzelumuka. A roda de conversa será no Espaço Clariô, em Taboão da Serra e as discussões abertas ao público em geral.

Baseado na obra Afro Margin, do pintor britânico Chris Ofili, o espetáculo homônimo trabalha a verticalidade do corpo em suspensão e a poética do duplo sentido de margem. A produção é da E² Cia. de Teatro e Dança. Já na peça coreografada do Grupo Lapett Unterweg(s) (estar a caminho, em alemão), o elenco se coloca a caminho em diferentes fases de sua vida. Concebido pela Nave Gris Cia. Cênica, o espetáculo Dikanga Calunga (mar distante, em quimbundo0 remete ao fluxo entre ancestralidade, tradição e contemporaneidade no corpo. Sob a perspectiva do feminino tem a água como elemento transformador, que conecta o humano ao que lhe é ancestral e sagrado.

Já as oficinas terão três horas de duração cada. A primeira delas é a Oficina A Dança da Indignação, conceito criado por Gal Martins, com a Cia. Sansacroma. O termo é inspirado na obra do pedagogo Paulo Freire. Usa uma linguagem estética que possa reverberar as indignações sociais e pessoais numa abordagem política trazendo elementos entre vida e arte, arte e vida.

A segunda é a Oficina Dança Negra Contemporânea: procedimentos criativos, com a Nave Gris Cia. Cênica. A oficina pretende ser um espaço para o estudo e desenvolvimento de uma dança autoral que parte das corporeidades da tradição afro-brasileira de origem banto.

I Encontro Mulheres Negras na Dança
Quando: 4 a 7 de junho, quinta a domingo.
Onde: Espaço Clariô (r. Santa Luzia, 96, Vila Santa Luzia, Taboão da Serra. Informações: 0/xx/11 4701-8401) e Espaço Cita, somente sábado e domingo (r. Aroldo de Azevedo, 20, Jardim Bom Refúgio, São Paulo. Informações 0/xx/11 5844-4116)
Quanto: Grátis
Inscrições: navegriscriacenica@gmail.com. Até o dia 1º de junho.

Espetáculo Dikanga Calunga Créd. Mônica Cardim 5 Encontro promove troca entre mulheres negras da dança e o público

Espetáculo Dikanga Calunga - Foto: Mônica Cardim/Divulgação

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Publicado em 27/05/2015 às 03h04

Segredos da arte contemporânea britânica desembarcam no Brasil

davenport Segredos da arte contemporânea britânica desembarcam no Brasil

Da EFE

Com obras repletas de cores vivas, uma das referências da nova arte contemporânea britânica, Ian Davenport, visita pela primeira vez o Brasil com uma exposição que explora as diferentes formas de percepção do espectador e oferece uma sensação hipnótica. Davenport, de 48 anos, levou a São Paulo uma mostra composta por 18 obras e produzida ao longo de 23 anos de sua trajetória, entre as quais está Colourade: Buzz, criada especialmente para a exposição.

— Todas estas peças serão exibidas em conjunto unicamente no Brasil.

Afastado do desenho, Davenport improvisa em cada uma de suas obras, já que, como explica, "quando se permite que a tinta seja derramada você está dizendo que o material e a forma como se propaga são mais importantes do que aquilo que se pretendia representar".

O artista, que aposta pela simplicidade na manipulação das cores e as formas, conta que desde sua infância apreciava a pintura por sua textura e não pelo que podia desenhar com ela.

— Quando estava no estúdio e pintava com latas de tinta percebi que o gotejamento que eu provocava ao seu ao redor era mais interessante que o próprio desenho que estava criando.

Centrado no estudo das cores, o artista despontou no cenário das artes visuais em meados dos anos 80, ao lado de outros da geração Young British Artists, como Michael Landy e Damien Hirst.

Entre as obras de destaque da exposição, que ficará em cartaz até 27 de junho, está uma das primeiras de Davenport, na qual o artista emprega o gotejamento utilizando exclusivamente as cores que compõem o seriado americano "Os Simpsons".

No lado oposto da sala de exposições, o público também será surpreendido ao observar seu próprio reflexo em outro dos trabalhos de Davenport, que afirma que "observar as pessoas olhando para este quadro é muito divertido pelas diferentes reações que ele provoca". Satisfeito com sua primeira visita, o artista expressou seu desejo de voltar à América do Sul em outra oportunidade, após mostrar seu trabalho em exposições já marcadas em Genebra, Bruxelas e Londres.

Exposição Ian Davenport
Quando: segunda a sexta, 10h às 18h, sábados, 10h às 13h. Até 27/6/2015
Onde: Dan Galeria (r. Estados Unidos, 1.638, Jardim América, São Paulo)
Quando: Grátis

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Publicado em 26/05/2015 às 03h04

Exposição inédita de Miró desembarca em São Paulo

miró Exposição inédita de Miró desembarca em São Paulo

Da EFE

No final dos anos 70, era comum encontrar Joan Miró sentado no chão, com as mãos sujas e pintando com o dedo como uma criança, e é exatamente desta forma que o público brasileiro poderá vê-lo no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo.

A exposição A força da matéria, apresentada no sábado (23) por Joan Punyet Miró, neto do artista surrealista, traz obras do pintor que nunca antes tinham saído da Espanha.

— Meu avô passou toda a vida para desencaminhar o caminhado e pintar como uma criança. Para ele, o mais importante não é o que os olhos veem, mas o que a alma sente.

A mostra também exibe a faceta mais "franca" do pintor, que gostava de caminhar pelo campo e diminuir o mito artístico ao nível da vida cotidiana. "Miró é um pintor universal porque é também um poeta pré-histórico", disse seu neto, lembrando que, todos os dias, depois de fazer a sesta e antes de trabalhar, seu avô abria ao acaso um livro de poesias e lia um poema para "exercitar os músculos do espírito".

O percurso feito pelo visitante leva a uma reflexão através das esculturas em bronze, um material tradicionalmente usado para figuras suntuosas, mas com o qual Miró proporcionou, nas palavras de Punyet, "nobreza ao objeto como se fosse um ritual xamânico".

Embora a arte de Miró tenha nascido e morrido com ele, já que não há nem escolas nem discípulos, ele jamais esteve isolado e usou tanto da tradição mediterrânea quanto Jackson Pollock, Marcel Duchamp e Vincent van Gogh.

Uma das obras inéditas da exposição. 'Personnages, oiseau' (1979) é uma "obra-prima mundial", que seu neto até agora tinha na sua sala de casa. Paradoxalmente, a mostra também dialoga com o prédio que a recebe, o instituto da artista plástica nipo-brasileira Tomie Ohtake, que morreu em fevereiro deste ano. A influência japonesa não passa despercebida em muitas das gravuras de Miró, que além de um pincel e de seu dedo, criava obras que remetem à caligrafia japonesa usando um bambu de Tóquio.

Um percurso que arrebata o espectador e o questiona sobre o significado básico da vida. A exposição, em cartaz até 16 de agosto e que em setembro irá para Florianópolis, é patrocinada pela multinacional Arteris.

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Publicado em 23/05/2015 às 03h04

Megalópoles são retratadas em exposição fotográfica em São Paulo

andré stefano 3 Megalópoles são retratadas em exposição fotográfica em São Paulo

Do R7

Do dia 23 de maio até o dia 1º de junho, quem passar pela Urban Arts, em São Paulo, vai conferir o trabalho do fotógrafo André Stefano na exposição UKSP.

A mostra exibe os registros feitos por André em São Paulo e no Reino Unido, mostrando semelhanças entre as cidades grandes.

— As obras são resultado da experiência de morar fora do Brasil por três anos. Reino Unido e São Paulo são lugares distantes, mas com muito em comum.

Ao todo são dez retratos, em branco e preto, que mostram o trânsito, o barulho e a correria da vida das pessoas, mas sem deixar de ressaltar as qualidades da arquitetura dos locais.

— A sensação de estar em uma megalópole, com muito trânsito e muita correria, é a mesma para ambos. A vida não para! Os compromissos, os horários, as formas de ganhar a vida nos distancia da beleza das cidades. Registrar cidades faz-me sentir mais vivo, mais parte delas. E atento a ângulos ainda não explorados. Me divirto com o inusitado.

No sábado (23), a partir das 15h, acontecerá uma vernissage. Andre Stefano e André Diniz, proprietário da Urban Arts, recepcionarão os convidados.

andré stefano 1 Megalópoles são retratadas em exposição fotográfica em São Paulo

 

andré stefano 2 Megalópoles são retratadas em exposição fotográfica em São Paulo

Exposição UKSP – André Stefano
Quando: De 23 a 1º de junho. Segunda a sábado, das 10h às 19h, domingo, do meio-dia às 18h
Onde: Urban Arts (r. Oscar Freire, 156, Jardins, São Paulo. Informações: 0/xx/ 11 3081-6142)

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Publicado em 18/05/2015 às 03h04

Explosão embaixo de viaduto no Bixiga mobiliza os corpos em Blow Up (Vol.2)

Lado A. Crédito Mariana Sucupira Explosão embaixo de viaduto no Bixiga mobiliza os corpos em Blow Up (Vol.2)

Foto da performance Lado A - Foto: Mariana Sucupira/Divulgação

Do R7

O que acontece com as coisas após uma explosão? Essa é a pergunta que mobiliza o Núcleo Cinematográfico de Dança em Blow Up (Vol.2), espetáculo performance que se divide em duas partes, Lado A e Lado B, que agita a cidade de São Paulo nas próximas semanas.

Lado A (Você não Pode Construir Uma Árvore de Volta a partir de Fumaça e Cinzas) ocupa o Terreyro Coreográfico, embaixo do viaduto Júlio de Mesquita Neto, no tradicional bairro do Bixiga, de 21 a 24 de maio. Segundo Mariana Sucupira, uma das diretoras do espetáculo, Lado A é uma decomposição progressiva de uma explosão.

— Uma metamorfose contínua, que consiste em abrir os movimentos e as imagens. É uma tentativa de adentrar o silêncio e habitá-lo, mas tudo fica ruidoso, quase insuportável.

Lado B (Tudo é Desastre) conta com o sexteto de bailarinas dirigido por Mariana e Maristela Estrela mais artistas convidados da companhia Les Commediens Tropicales, que propuseram ações que foram incorporadas ao espetáculo. Maristela  fala sobre o roteiro complementar, que ocupa o Cine Art-Palácio, uma das salas da Cinelândia, na avenida São João, de 28 a 31 de maio.

— Essa grande inflamação agita violentamente nossos corpos, perturbando com entrechoques de energia e com agradável humor essa nossa carne. O que sobra da explosão é nada.

Interessante, não? E tudo gratuito! O Núcleo Cinematográfico de Dança usa diferentes técnicas e ferramentas para construção coreográfica e dramatúrgica. A organização, ou seja, a disposição de tudo foi proposta pela companhia em colaboração com cenógrafo e arquiteto Luciano Bussab. Há ainda projeção de imagens, com concepção e edição de Mariana Sucupira. Fause Haten assina o figurino cheio de camadas e volumes, onde peças de roupas são reutilizadas em novas funções.

Blow Up (Vol.2): Depois, Após, Seguinte: Bifurcação Imprevisível

Lado A
Quando: 21 a 24 de maio, quinta a sábado, às 21h, domingo, às 20h.
Onde: Terreyro Coreográfico (embaixo do viaduto Júlio de Mesquita Filho, ponto de encontro em frente ao Teatro Oficina, r. Jaceguai, 520, Bela Vista)
Quanto: Grátis (bilheteria abre uma hora antes)
Classificação: 16 anos
Duração: 60 minutos

Lado B
Quando: 28 a 31 de maio, quinta a sábado, 21h, domingo, 20h.
Onde: Cine Art-Palácio (av. São João,419, centro)
Quanto: Grátis
Classificação: 16 anos
Duração: 60 minutos

Lado B. Crédito Mariana Sucupira Explosão embaixo de viaduto no Bixiga mobiliza os corpos em Blow Up (Vol.2)

Lado B - Foto: Mariana Sucupira/Divulgação

 

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Publicado em 29/04/2015 às 03h03

Ney Matogrosso faz show de abertura do Teatro Porto Seguro

Ney Matogrosso Marcelo Faustini Ney Matogrosso faz show de abertura do Teatro Porto Seguro

Ney Matogrosso fará show de abertura do Teatro Porto Seguro - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Sensualidade não vai faltar. Ney Matogrosso será o primeiro artista a pisar no palco do mais novo espaço cênico de São Paulo.

Ele abre no dia 5 de maio, para convidados, e 6 de maio, para o público, o Teatro Porto Seguro, com seu show Atento aos Sinais.

No mês de abertura, a casa ainda terá shows de Tiago Abravanel e Maria Rita, além do espetáculo solo de Gregório Duvivier, Uma Noite na Lua, e da peça Nine – Um Musical Felliiniano, assinada pela dupla Charles Möeller e Claudio Botelho.

O Teatro Porto Seguro fica na alameda Barão de Piracicaba, 740, na região da Luz, no centro paulistano.

O espaço tem 4.100m² e capacidade para 508 pessoas.

Além de estacionamento, o novo espaço terá vans que farão o transporte gratuito do público da estação Luz do metrô até o teatro, em trajeto de ida e volta — o que é muito bem-vindo, já que o teatro é vizinho à região da cracolândia.

O projeto do Teatro Porto Seguro prevê transformá-lo no Complexo Cultural Porto Seguro, com restaurante, café e Espaço Cultural Porto Seguro, com previsão de inauguração no segundo semestre de 2015.

Veja a programação do mês de abertura:

NEY MATOGROSSO – “Atento aos Sinais”
Data: Dia 6 de maio, às 21 horas.
Ingressos: R$ 180,00 (Plateia).
R$ 120,00 (Balcão/Frisa).
Clientes Porto Seguro têm 50% de desconto na compra de 1 ingresso + acompanhante.
Duração: 90 minutos.
Classificação: 14 anos.

****

TIAGO ABRAVANEL – “Eclético”
Data: 7 de maio, quinta-feira, às 21 horas.
Ingressos: R$ 180,00 (Plateia).
R$ 120,00 (Balcão/Frisa)
Clientes Porto Seguro têm 50% de desconto na compra de 1 ingresso + acompanhante.
Duração: 120 minutos.
Classificação: 16 anos.

****

MARIA RITA – “Coração a Batucar”
Data: 9 de maio, sábado, às 21 horas.
Ingressos: R$ 180,00 (Plateia).
R$ 120,00 (Balcão/Frisa).
Clientes Porto Seguro têm 50% de desconto na compra de 1 ingresso + acompanhante.
Duração: 90 minutos.
Classificação: Livre.

****

NINE – Um Musical Felliniano – Direção de Charles Möeller e Claudio Botelho
Estreia dia 23 de maio, sexta-feira, às 21h.
Ingressos: de R$ 50,00 a R$ 200,00.
Temporada: De 23 de maio a 9 de agosto, quintas, sextas e sábados às 21h e domingos às 19h.
Clientes Porto Seguro têm 50% de desconto na compra de 1 ingresso + acompanhante.
Duração: 135 minutos (15 minutos de intervalo).
Classificação: 12 anos.

****

GREGÓRIO DUVIVIER - “Uma Noite na Lua”
Ingressos: R$ 60,00 (Plateia).
R$ 50,00 (Balcão/Frisa).
Clientes Porto Seguro têm 50% de desconto na compra de 1 ingresso + acompanhante.
Data: De 27 de maio a 10 de junho, quartas, às 21 horas.
Duração: 60 minutos.
Classificação: 12 anos.

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Publicado em 13/03/2015 às 12h00

Saiba como é viver o Método Marina Abramović

metodo abramovic Saiba como é viver o Método Marina Abramović

Público paulistano participa do Método Abramović em São Paulo - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

No começo parece que estamos em um filme de ficção científica. Uma coisa meio Stanley Kubrick em 2001 – Uma Odisseia no Espaço. A ordem é deixar os pertences em armários e seguir para uma sala onde há vários monitores de TV.

Quando todos se distribuem pelo espaço, de forma mais ou menos ordenada e em silêncio, eis que surge Marina Abramović. Só que apenas nas telas.

A imagem da performer mais celebrada em todo o mundo parece vinda do livro 1984, de George Orwell. Vestida com uma espécie de guarda-pó branco, com o logo de seu instituto, ela começa a dar ordens em uma voz suave, mas firme. Explica que é necessária uma série de exercícios para preparar o corpo para a vivência de seu método.

Assim, ordena a respiração e os principais sentidos dos participantes, com o auxílio de uma jovem assistente que aparece na tela executando os movimentos a serem copiados, enquanto a voz da artista soa em off, em inglês com legendas.

Com todos supostamente já preparados, fones de ouvidos tapadores de ruído são distribuídos pelos facilitadores, artistas que ajudam o público nas tarefas de forma quase que imperceptível.

Neste momento, o silêncio obrigatório se impõe. Depois, é só seguir o curso definido pelos facilitadores, cada qual com meia hora de duração e estritamente uma experiência individual: parado de pé, sentado, caminhando em câmera lenta e deitado.

Em cada posição, há uma vivência distinta do corpo e da mente, em uma simples redescoberta de si mesmo. Cada um faz das simples ferramentas dadas pelo Método Abramović o que pode. Não há regras. A subjetividade é parte do processo de vivência.

É assim que com seu Método, Marina Abramović traz do contexto artístico para o cotidiano paulistano a reflexão da simples existência. E acaba nos mostrando o quanto temos nos esquecido dela ao projetarmos o tempo todo no futuro e no outro. Valorizando a aproximação ao presente e a nós mesmos.

Leia entrevista com Marina Abramović

metodo abramovic 2 Saiba como é viver o Método Marina Abramović

Método Abramović: convite ao presente e ao que somos - Foto: Divulgação

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Publicado em 02/03/2015 às 15h31

Mostra em SP e Rio faz Picasso conversar com outros artistas da Espanha

picasso Mostra em SP e Rio faz Picasso conversar com outros artistas da Espanha

Pablo Picasso, em foto de 1948: mostra o faz dialogar com outros artistas do modernismo espanhol - Foto: Divulgação

Da EFE, no Rio de Janeiro

São Paulo e Rio de Janeiro acolherão neste ano a exposição Picasso e a Modernidade Espanhola, que inclui 90 obras de artistas espanhóis, em sua maioria do pintor malaguenho, pertencentes ao Museu Rainha Sofía de Madri.

A mostra, que ficou aberta para o público até o dia 25 de janeiro no Palazzo Strozzi de Florença (Itália), poderá ser vista entre 25 de março e 8 de junho no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) de São Paulo e entre 24 de junho e 7 de setembro na sede do CCBB do Rio de Janeiro, informaram nesta segunda-feira (2) seus organizadores.

A exposição, com obras de 37 autores, aborda a contribuição de Pablo Picasso ao cenário espanhol e internacional da arte e a influência do fundador do Cubismo e de seus contemporâneos.

O curador da exposição no Brasil será Eugenio Carmona, professor de História da Arte da Universidade de Málaga e especialista em Picasso. "Picasso e os artistas espanhóis tiveram um papel decisivo na criação e nas definições da arte moderna internacional e a exposição pretende propor um encontro com as mais singulares contribuições desses criadores, mas não de forma convencional, com seus rótulos, mas a partir dos fundamentos estéticos que configuraram as experiências espanholas da modernidade", segundo o curador.

Diálogo com outros artistas

A mostra apresenta os diálogos, as relações e os desafios que são estabelecidos entre Picasso e outros artistas modernos espanhóis como Juan Gris, Joan Miró, Salvador Dalí, Julio González, Óscar Domínguez, Eduardo Chillida, Martín Chirino, Pancho Cossío, Ángel Ferrant, Manuel Millares, Benjamín Palencia, Antonio Saura, José Gutiérrez Solana, Antoni Tàpies e Daniel Vázquez Díaz.

Entre as obras de Picasso presentes na mostra destacam-se Cabeza de Mujer (1910), Busto y Paleta (1932), Retrato de Dora Maar (1939), El Pintor e la Modelo (1963) e Mujer Sentada Apoyada sobre los Codos (1939).

Entre as pinturas, esculturas, desenhos e gravuras da rainha Sofía também destacam-se as obras Siurana, el Camino, de Miró; El Violín, de Juan Gris e Composición Cósmica, de Óscar Domínguez.

As obras chegarão ao Brasil por iniciativa conjunta da Fundação Mapfre e do CCBB, as duas instituições responsáveis por Impressionismo: Paris e a Modernidade, a exposição mais visitada no mundo em 2013.

A mostra estará dividida em oito salas, entre as quais Picasso: o trabalho do artista e Picasso, variações, que mostram a relação do artista com a modernidade e sua diversidade criativa.

guernica Mostra em SP e Rio faz Picasso conversar com outros artistas da Espanha

Guernica imortalizou o horror da Guerra Civil Espanhola - Foto: Divulgação

Guernica e Dalí

Uma terceira sala entra no imaginário de Picasso para tentar descrever como concebeu Guernica e inclui estudos da obra sobre o bombardeio nazista sofrido por essa cidade. As outras salas mostram de forma transversal a relação do pintor malaguenho e dos outros modernistas espanhóis com conceitos como "ideia e forma", "sinal, superfície e espaço", "realidade e super-realidade" e "natureza e cultura".

A última sala destaca como a arte espanhol no final da década de 1950 foi "Em direção a outra modernidade". A exposição de Picasso desembarca no Brasil apenas dois meses depois da de Salvador Dalí, a mais completa exposição do pintor catalão até agora organizada no País, que recebeu um recorde de 1,5 milhão de visitantes entre Rio e São Paulo. Salvador Dalí, com 150 obras entre pinturas, desenhos e gravuras, foi a mostra mais visitada nos 25 anos do CCBB do Rio de Janeiro, com 978 mil visitas. Em 2000, outra exposição monumental de artistas espanhóis, Esplendores da Espanha, de El Greco a Velázquez, composta por 140 obras do Século de Ouro espanhol, também atraiu uma multidão ao Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro.

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Publicado em 23/02/2015 às 18h00

Vista por 150 mil, Mafalda fica mais tempo em SP

mafalda quino Vista por 150 mil, Mafalda fica mais tempo em SP

Mafalda, ao lado de seu pai, o cartunista Quino, na exposição - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A argentina Mafalda não quer saber de deixar São Paulo. A personagem portenha criada por Quino mostrou que não lhe faltam fãs no Brasil.

A exposição temática sobre os 50 anos de sua criação, O Mundo Segundo Mafalda, em cartaz na Praça das Artes, no centro paulistano, já foi vista por mais de 150 mil pessoas.

Diante do sucesso, a Fundação Theatro Municipal, ligada à Prefeitura de São Paulo, resolveu prorrogar a mostra até 15 de março. Só ficará fechada, para manutenção, na segunda (2).

A exposição tem curadoria do Museo Barrilete, de Córdoba, Argentina. São 13 módulos e duas oficinas sobre a personagem dos quadrinhos latino-americanos mais amada no mundo.

Saiba quem já foi ver a exposição O Mundo Segundo Mafalda!

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Publicado em 18/02/2015 às 17h48

#vaivENO: Uma gordurinha não faz mal a ninguém

eduardo enomoto carnaval 2015 #vaivENO: Uma gordurinha não faz mal a ninguémFoto EDUARDO ENOMOTO
Por MIGUEL ARCANJO PRADO

No meio do desfile, cada vez mais capitaneado por celebridades marombadas que pouco ou nada têm a ver com o Carnaval, elas, as verdadeiras mulheres do samba, podem até passar despercebidas por muitas câmeras. Mas são elas, de fato, quem fazem a folia acontecer, ao lado de suas comunidades. Diante de um padrão estético imposto e praticamente inalcançável para a mulher comum, trazem um brado cravado em seus corpos perfeitamente imperfeitos: uma gordurinha não faz mal a ninguém.

*Eduardo Enomoto é fotojornalista do R7. Sua coluna, #VaivENO, é publicada toda quarta aqui no blog R7 Cultura.

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Miguel Arcanjo Prado é editor de Cultura do R7, onde está desde o começo do portal, em 2009. É jornalista formado pela UFMG e pós-graduado em Mídia, Informação e Cultura pela ECA-USP. É crítico membro da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes). Nasceu em Belo Horizonte e mora em São Paulo desde 2007, quando ingressou no Curso Abril de Jornalismo. Ainda em Minas, estreou como cronista do semanário O Pasquim 21, passando por TV UFMG e TV Globo Minas. Na capital paulista, foi repórter da Contigo!, da Ilustrada na Folha Online e do Agora São Paulo, no Grupo Folha. Edita e apresenta a Agenda Cultural da TV Record News.

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