Publicado em 07/06/2015 às 12h08

Crítica: Abraçaço ou por onde anda Caetano?

caetano legrosrouge1 Crítica: Abraçaço ou por onde anda Caetano?

Caetano e músicos da Banda Cê no palco de Abraçaço - Foto: Le Gros Rouge/Divulgação/Caetano Veloso

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A jovem argentina que se encantou com o batuque presente em algumas canções de Caetano Veloso do passado ficou estupefata com seu show Abraçaço, no Teatro Gran Rex, em Buenos Aires.

Ela mal podia compreender aquele rock duro, frio, mesclado com rap e funk carioca. Só na derradeira canção do bis, quando entoou Leãozinho, a jovem portenha abriu um sorriso no rosto. Mas este não lhe tirou uma pergunta da cabeça: por onde anda Caetano?

O jovem público intelectual da Choperia do Sesc Pompeia, em São Paulo, grande parte já conhecedor de seu mais recente disco, Abraçaço, talvez estivesse mais preparado para o minimalismo roqueiro do filho de Dona Canô.

Enquanto Caetano faz no palco a coreografia de Um Abraçaço com seus músicos, mostrando um atrevido dedo em riste a tudo que por aí está, quem ficou preso na nostalgia do Caetano Veloso dos anos 1970 torce para que apareça alguma coisa dos tempos de outrora.

Sabedor disso mesmo, o cantor dialoga com sua própria música de tempos anteriores, mas buscando aquelas canções que conseguem conversar com seu tempo presente, como é o caso de Triste Bahia, do álbum Transa, de 1972, gravado no exílio londrino.

Mas, o diálogo musical é feito com os olhos no presente, que parece ser a grande obsessão de Caetano.

Se na década de 1960 o músico soube romper com o tradicionalismo da MPB presa ao violão da bossa nova para abarcar também a guitarra elétrica e a sonoridade do rock que surgia para deglutir a música no mundo inteiro, nos anos posteriores Caetano soube dialogar intensamente com a seara musical ao seu redor, no tempo real em que tudo acontecia.

Assim, tivemos, ao longo dos tempos, um Caetano psicodélico, batuqueiro, sambista, roqueiro, latino e tantos outros que surgiram para conversar com seu presente.

E Abraçaço segue a mesma proposta tropicalista de ser o hoje. Em tempos nos quais a rádio mostra que boa parte do Brasil dá as costas para a própria riqueza rítmica que produziu — advinda, sobretudo, da forte presença negra no País —, Caetano reconstrói de maneira notável a simplória matiz sonora da contemporaneidade e descortina o Brasil presente em tom melancólico.

Acompanhado da metódica Banda Cê, formada pelo baterista Marcelo Callado, pelo baixista Ricardo Dias Gomes e pelo excelente guitarrista Pedro Sá, Caetano consegue recriar o som do disco ao vivo, em claro virtuosismo dos músicos. Sua voz é a mesma de sempre.

A precisão alcançada não apaga a malemolência do baiano no palco. Apesar de não haver percussão no show, é em sua ausência que o batuque se faz presente. Porque a Bahia Caetano traz consigo. Por mais que trilhe caminhos aparentemente opostos, é nela que Caetano sempre andará.

Caetano Veloso em Abraçaço
Avaliação: Muito Bom
Quando: 7/6/2015, domingo, 18h
Onde: Sesc Itaquera (av. Fernando do Espírito Santo Alves de Mattos, 1.000, Parque do Carmo, São Paulo, tel. 0/xx/11 2523-9200)
Quanto: Grátis
Classificação etária: Livre

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Publicado em 30/05/2015 às 03h04

Grupo faz show inspirado no universo de Guimarães Rosa

Canto Livro DSC0987 crédito Patricia Ribeiro Grupo faz show inspirado no universo de Guimarães Rosa

Canto Livro se apresenta no MAM - Foto: Patricia Ribeiro/Divulgação

Do R7

Idealizado por Joana Garfunkel e seu pai, Jean Garfunkel, o Canto Livro pretende aproximar a literatura da música para encurtar a distância entre o livro e o público entremeando texto e música num contraponto dinâmico e divertido.

Neste sábado (30), às 16h30, o grupo se apresenta no Museu de Arte Moderna, no Parque Ibirapuera, em São Paulo. O show O Som dos Meninos Quietos percorre o universo do escritor Guimarães Rosa.

O menino quieto sempre observando a natureza, criando seus próprios brinquedos, brincando de imaginar é o protagonista desse show, que faz uma viagem pela infância sertaneja baseada na obra Roseana por meio da oralidade e da canção, traços essenciais de nossa identidade cultural.

Com pesquisa e roteiro de Selma Maria e arranjos de Natan Marques, o show é formado por um conjunto de canções inspiradas no folclore brasileiro, na infância sertaneja e no respeito ao meio ambiente.

No repertório, músicas compostas por Jean e Paulo Garfunkel como Meninos Quietos, Os Encantados, Tio Barnabé, Caminho de Rio, Estrelas da Floresta, O Filhote do Filhote, além de clássicos do cancioneiro infantil, entre eles, Se Esta Rua Fosse Minha, Terezinha de Jesus, Sambalelê e Ciranda Cirandinha, todas de domínio público.

Show Canto Livro – O Som dos Meninos Quietos
Quando: Neste sábado (30), às 16h30.
Onde: MAM (Museu de Arte Moderna) (Parque Ibirapuera, portão 3, Pinheiros, São Paulo. Informações: 0/xx/11 5085-1300)
Quanto: Grátis

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Publicado em 13/05/2015 às 03h04

Show promete vídeo exclusivo da eterna Pimentinha

foto elis regina arquivo 2  Show promete vídeo exclusivo da eterna Pimentinha

Do R7

O Anhembi, em São Paulo, se prepara para receber uma grande homenagem à eterna Pimentinha nos dias 23 e 24 de maio. O show Elis 70 Anos terá um formato especial com shows, exposição de fotos e vídeo.

Luís Carlos Miele e João Marcello Bôscoli, um dos filhos da cantora, contarão histórias de Elis, enquanto chamam compositores que ela gravou para subirem ao palco.

Já estão confirmadas as participações de Gilberto Gil, Renato Teixeira e João Bosco. A banda base será o trio Cuca Teixeira, Silvio Mazzuca e Tiago Costa.

Um vídeo exclusivo será exibido na ocasião. O material faz parte de um documentário que será lançado no segundo semestre deste ano, tem cerca de 1 hora de duração e é dividido em três partes: colagem de suas apresentações nas TVs europeias a partir de 1968, quando esteve no Festival de Cannes, trechos de entrevistas nas quais ela comenta assuntos que são atuais até hoje e depoimentos dos compositores que fizeram parte de sua trajetória.

O vídeo é dirigido por Allen Guimarães e Edinardo Lucas e será exibido antes do show no hall do teatro e durante o intervalo.

Elis 70 Anos
Quando: 23 e 24 de maio, abertura às 19h com shows às 21h e 20h, respectivamente.
Onde: Grande auditório Celso Furtado, Anhembi (r. Olavo Fontoura, 1209, Santana, www.ticket360.com.br)
Quanto: R$ 250 a R$ 600.
Classificação: 16 anos

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Publicado em 30/04/2015 às 03h03

Inez Viana faz show grátis com sambas

fotógrafo Victor Haim Inez Viana faz show grátis com sambas

Inez Viana faz show grátis de samba em SP - Foto: Victor Haim

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O feriadão do Dia do Trabalho será ao som de samba na Caixa Cutlural São Paulo, na praça da Sé, 111. E o melhor: ninguém vai pagar nada.

Nos dias 1º, 2 e 3 de maio, sempre às 19h15, a cantora Inez Viana faz no local o show Samba no Teatro, com sambas que fizeram parte de espetáculos teatrais da artista, que também é atriz.

Estará acompanhada dos músicos João Callado – também diretor musical do show – e Nando Duarte.

A entrada é de graça e os ingressos estarão disponíveis a partir das 12h de cada dia.

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Publicado em 21/04/2015 às 03h04

Banda Saco de Ratos faz show grátis em SP

sacos de ratos Banda Saco de Ratos faz show grátis em SP

Banda Saco de Ratos reclama de falta de espaço para o rock alternativo ao vivo na noite paulistana - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Rebelde e alternativa, a banda Saco de Ratos faz show gratuito nesta quinta (23), às 20h30, no Centro Cultural São Paulo, ao lado do metrô Vergueiro, na capital paulista.

Os músicos prometem as canções de seus três discos, além de prestarem homenagem a Renato Fernandes, vocalista da banda Bêbados Habilidosos, de Campo Grande (MS), que morreu em fevereiro último.

No repertório há rocks, blues e baladas.

"Ficamos órfãos de lugares para tocar à noite com a caça às bruxas que as leis municipais impuseram à cada vez mais minguada noite paulistana. Está quase impossível encontrar um lugar para tocar rock autoral, mas estamos voltando com tudo", declara o baixista da banda, Fábio Pagotto.

Saco de Ratos é formada pelo vocalista Mário Bortolotto, os guitarristas Fábio Brum e Marcelo Watanabe, o baterista Rick Vecchione e o baixista Fábio Pagotto.

Os ingressos já estão sendo distribuídos nas bilheterias do Centro Cultural São Paulo, na rua Vergueiro, 1.000.

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Publicado em 15/04/2015 às 03h03

“Estou totalmente matrix”, diz Baby do Brasil, que lança disco e DVD ao vivo em SP

baby brasil bob sousa Estou totalmente matrix, diz Baby do Brasil, que lança disco e DVD ao vivo em SP

Baby do Brasil, em pose exclusiva para o R7 Cultura - Foto: Bob Sousa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Foto BOB SOUSA

Fluminense de Niterói, Bernadete Dinorah de Carvalho Cidade é a apenas Baby do Brasil (mas, também já foi Baby Consuelo) para o público, que a tem como uma das figuras mais autênticas que a MPB produziu.

Às vésperas de completar 50 anos de carreira e com 62 de idade, a eterna menina que dança acaba de lançar o primeiro DVD ao vivo de sua carreira. Foi gravado no Rio, no começo deste ano, sob direção de Paula Lavigne e Fernando Young.

Em cena, o show Baby Sucessos, louvado pela crítica especializada, incluindo aí este colunista. A turnê marcou a volta de Baby à boa e velha música popular brasileira, depois de passar anos longe dos palcos por conta de sua conversão à fé evangélica. Ela só voltou a cantar os antigos hits por muita insistência do filho, Pedro Baby.

Foi ele quem fez a direção musical do novo disco e DVD da mãe, Baby Sucessos - A Menina Ainda Dança, produzido pela Uns Produções e Filmes e distribuído pelo selo Coqueiro Verde.

Ela faz show para lançar o disco e DVD em São Paulo, no próximo dia 29 de maio de 2015, uma sexta, a partir das 22h, no HSBC Brasil (r. Bragança Paulista, 1.281, Chácara Santo Antônio), com entradas entre R$ 80 e R$ 200, em valores de inteira.

“Estou de volta, mas no futuro e totalmente matrix”, sintetiza Baby, com seu jeitinho cósmico de ser.

capa alta Estou totalmente matrix, diz Baby do Brasil, que lança disco e DVD ao vivo em SP

Capa do primeiro DVD ao vivo de Baby do Brasil: A Menina Ainda Dança - Foto: Divulgação

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Publicado em 07/04/2015 às 03h03

Estrela de Pulp Fiction, Maria de Medeiros faz show em SP

maria de medeiros eduardo enomoto1 Estrela de Pulp Fiction, Maria de Medeiros faz show em SP

Maria de Medeiros faz show em São Paulo nesta terça-feira (7) no Bourbon Street - Foto: Eduardo Enomoto

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Uma das estrelas do filme Pulp Fiction, clássico de Quentin Tarantino de 1994, a estrela portuguesa Maria de Medeiros faz show em São Paulo nesta terça (5).

A apresentação começa às 21h, no Bourbon Street (r. dos Chanés, 127, Moema) com ingresso a R$ 90.

Ela vai cantar as músicas de seu terceiro disco, Pássaros Eternos.

Além de atuar e dirigir no cinema, Maria de Medeiros também é cantora. E das boas.

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Publicado em 30/03/2015 às 15h47

Jorge Drexler dança e esbanja simpatia na despedida da turnê Bailar en la Cueva em Curitiba

IMG 2228 Jorge Drexler dança e esbanja simpatia na despedida da turnê Bailar en la Cueva em Curitiba

Pura simpatia: Jorge Drexler comemora primeira apresentação em Curitiba, show que encerrou turnê mundial de Bailar en la Cueva - Foto: Brener Pereira/Foto Zouk

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Enviado especial do R7 a Curitiba*
Fotos BRENER PEREIRA/Foto Zouk

Não poderia haver dia melhor para o uruguaio Jorge Drexler fazer seu primeiro show em Curitiba: este domingo (29), aniversário de 322 anos da capital paranaense. “É um bom dia para se chegar”, definiu o cantor e compositor assim que subiu ao palco.

O show foi o primeiro e o último ao mesmo tempo. Expliquemos: ele encerrou no palco curitibano sua turnê mundial do disco Bailar en la Cueva.

A apresentação no Vanilla Music Hall repleto de um público que sabia de cor cada uma de suas canções foi recheada de emoção para Drexler, sua banda e sua equipe.

Ele explicou: “Hoje, nos despedimos da turnê, depois de um ano viajando pelo mundo com mais de 80 shows. Hoje, é o último dia, estamos muito emocionados”.

IMG 2381 Jorge Drexler dança e esbanja simpatia na despedida da turnê Bailar en la Cueva em Curitiba

Público curitibano sabia cantar de cor as músicas do uruguaio - Foto: Brener Pereira/Foto Zouk

A data tão especial resultou em uma coleção de improvisações no palco, com músicos fugindo do roteiro o tempo todo e Drexler brincando com a situação.

O show foi aberto com ele e sua banda dançando uma coreografia repleta de simplicidade e juventude. Confiante aos 50 anos, Drexler não tem mais medo de se entregar. Até rebolou de costas para a plateia, que o ovacionou. E o público dançou (muito) também.

O vencedor do Oscar de melhor canção original por Al Otro Lado Del Rio, em 2005, do filme Diários de Motocicleta, do brasileiro Walter Salles, mostrou ter forte carinho pelos fãs brasileiros, já demonstrado nos shows na semana passada no Teatro Bradesco de São Paulo e no Bar Opinião em Porto Alegre.

Fez questão de falar em português durante toda apresentação. O público retribuiu, mostrando desenvoltura em todas as letras em castelhano.

IMG 2328 Jorge Drexler dança e esbanja simpatia na despedida da turnê Bailar en la Cueva em Curitiba

Simpático, Drexler falou com o público curitibano em português - Foto: Brener Pereira/Foto Zouk

Drexler cantou antigos sucessos, como a própria música que levou o Oscar, feita só com sua voz e a do público, e também os novos hits do seu disco mais recente, Bailar em la Cueva, como a canção-título, que abriu o show, e Bolívia, mais ao fim, canção em homenagem ao país que deu asilo a sua família de judeus alemães fugidos do nazismo.

Leia entrevista exclusiva com Jorge Drexler

O artista fez questão de contar a história de algumas canções, como a vibrante La Luna de Rasquí, composta na pequena ilha homônima venezuelana, em uma noite que viu a lua lhe falar, sentindo que aquele lugar era uma espécie de isolamento de todo o sofrimento do mundo.

IMG 2248 Jorge Drexler dança e esbanja simpatia na despedida da turnê Bailar en la Cueva em Curitiba

Jorge Drexler transpõe para a música a poesia da realidade que o cerca - Foto: Brener Pereira/Foto Zouk

Drexler consegue transpor para as canções de forma poética a realidade contemporânea que o cerca. É um dos maiores artistas da música contemporânea, sensível, simples e cativante. Ele não tem maneirismos, se doa por completo, está presente, vive o que canta, e o público sabe disso muito bem.

Leia entrevista exclusiva com Jorge Drexler

Ao fim do show, generoso, Drexler convocou quem quisesse lhe acompanhar para uma canja pós-apresentação no restaurante curitibano Doce de Cidra. A festa seguiu por lá madrugada afora, com Drexler improvisando com seus músicos e até dançando forró com fãs privilegiadas.

IMG 2347 Jorge Drexler dança e esbanja simpatia na despedida da turnê Bailar en la Cueva em Curitiba

Ídolo acessível: após o show, Jorge Drexler convidou os fãs curitibanos para uma canja em um restaurante da cidade, onde até dançou forró - Foto: Brener Pereira/Foto Zouk

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do Festival de Teatro de Curitiba.

Leia entrevista exclusiva com Jorge Drexler  

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Publicado em 05/03/2015 às 06h03

Memorial faz aniversário com show grátis de Gaby Amarantos

Gaby Amarantos AR LIVE DIVULGA O Memorial faz aniversário com show grátis de Gaby Amarantos

Gaby Amarantos canta grátis no Memorial às 18h do dia 15 de março - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Patrimônio brasileiro, o Memorial da América Latina, em São Paulo, completa 26 anos de existência no dia 18 de março.

Mas a festa será antecipada para o domingo da próxima semana, dia 15 de março, com show da cantora paraense Gaby Amarantos.

Ela promete agitar os paulistanos com seu carisma a partir das 18h, no palco que será montado na Praça do Memorial.

E o melhor de tudo: a entrada é gratuita.

Lembrando que o Memorial da América Latina fica ao lado da estação Barra Funda do metrô paulistano.

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Publicado em 19/02/2015 às 19h11

Jean Garfunkel mistura matizes do Brasil em disco

JeanGarfunkel ft2 x cred.fotograficoSergioCaddah Jean Garfunkel mistura matizes do Brasil em disco

Jean Garfunkel faz show sexta (20) no Sesc Belenzinho - Foto: Sergio Caddah

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

"A saudade é um trem que passa e que deixa na fumaça o seu rastro pelo ar". Este é um verso da nostálgica Estrela Extinta, que abre o disco 13 Pares e um Fado Solitário, de Jean Garfunkel.

O músico completa 30 anos de carreira ao lado do público, em show nesta sexta (20), no Teatro do Sesc Belenzinho, em São Paulo.

No embalo das 14 canções de seu álbum, o músico transita pelos parceiros que o acompanharam na carreira coroada com músicas gravadas por nomes como Elis Regina e Zizi Possi.

Nomes de peso

Uma participação de peso no disco é a do multi-instrumentista Arismar do Espírito Santo, um dos mais talentosos da safra atual da MPB, que toca todos os instrumentos em Sonhando Acordado, um samba alegre como uma manhã de sábado após uma noite de sonho bom.

O samba político dá suas caras em É as Conta que Manda em Nóis, parceria com Pasquale Nigro — um verdadeiro grito de revolta contra o sistema capitalista que só nos apresenta o saldo devedor.

Em Tiê, quarta faixa do disco feita na parceria com Lula Barbosa, um excesso de brasilidade se impõe, num ritmo de terra farta, mar e céu majestosos tais quais abundam na obra de Jorge Amado.

Já em Valsa Paulistana, feita em parceria com o maestro Júlio Medaglia, verdadeiro padrinho da MPB, se destacam os violões pesarosos de Alessandro Penezzi e um certo ar quatrocentão.

Matizes do Brasil

Com seu disco, que ainda inclui a bem sucedida parceria com Theo de Barros em Amiúde, Jean Garfunkel revela as matizes do Brasil, em uma obra delicada e ao mesmo tempo pungente.

Como ele mesmo canta em Peixe Dourado, segunda faixa do disco, "uma canção é uma história bem contada".

Pelo jeito, Jean Garfunkel sabe fazer isso muito bem.

Jean Garfunkel lança o disco 13 Pares e um Fado Solitário
Quando: 20/2/2015 (sexta), 21h
Onde: Teatro do Sesc Belenzinho (r. Padre Adelino, 1.000, metrô Belém, tel. 2076-9700).
Quanto: R$ 25 (inteira), R$ 12,50 (meia); comerciários e dependentes pagam R$ 7,50
Classificação etária: 12 anos

JeanGarfunkel b ft1 x cred.fotograficoSergioCaddah Jean Garfunkel mistura matizes do Brasil em disco

Jean Garfunkel: 13 Pares e um Fado Solitário - Foto: Sergio Caddah

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Perfil

Miguel Arcanjo Prado é editor de Cultura do R7, onde está desde o começo do portal, em 2009. É jornalista formado pela UFMG e pós-graduado em Mídia, Informação e Cultura pela ECA-USP. É crítico membro da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes). Nasceu em Belo Horizonte e mora em São Paulo desde 2007, quando ingressou no Curso Abril de Jornalismo. Ainda em Minas, estreou como cronista do semanário O Pasquim 21, passando por TV UFMG e TV Globo Minas. Na capital paulista, foi repórter da Contigo!, da Ilustrada na Folha Online e do Agora São Paulo, no Grupo Folha. Edita e apresenta a Agenda Cultural da TV Record News.

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