Projetos que valorizam o artesanato brasileiro

Em nosso último post, contamos a história dos refugiados africanos envolvidos na reprodução de peças do famoso designer italiano Enzo Mari. Hoje, vamos mostrar como alguns designers e profissionais da moda vêm transformando o entorno de comunidades carentes pelo Brasil.

O mais conhecido deles talvez seja o arquiteto e designer Marcelo Rosenbaum, que por meio de seu projeto A Gente Transforma, faz um mergulho em diversas regiões do país para trazer o que seus habitantes têm de mais rico – suas histórias e saberes manuais. Essas vivências podem se transformar em coleções de produtos criados em conjunto e já foram até tema do SPFW, em 2012.

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Cestos em palha de carnaúba, atividade tipicamente feminino na região de Várzea Queimada, interior do Piauí, criados em parceria com a equipe de designers Rosenbaum.

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Os homens trabalham com a borracha, reciclando pneus e criando joias e peças de decoração. São tapetes, colares, chaveiros, anéis e rosários

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O projeto deu tão certo, que Marcelo estruturou um curso de um semestre na Faculdade Belas Artes, focado em aprofundar-se no design como instrumento de transformação social.

O Nordeste do País conta com mais alguns projetos dedicados à valorização das técnicas manuais. Não por acaso, afinal é uma região com tradição em trabalhos em palha, couro, crochê e renda... O exemplo a seguir veio da designer cearense Catarina Mina, que faz sucesso com suas bolsas de crochê, e desde 2015 apoia o projeto Fia Oficina de Artesãs. O objetivo do projeto é colocar as artesãs do interior do Ceará mais facilmente em contato com o consumidor final, com produtos de qualidade e design impecável, sendo bem remuneradas por seu trabalho. Através de um crowdfunding foram produzidas as primeiras levas de peças, e hoje é possível comprá-las no hotsite da marca, onde é praticada a política de preços transparentes – quem compra sabe quanto vai para matéria-prima, manutenção do site, remuneração das artesãs...

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Outro projeto que também aconteceu via financiamento coletivo é o Bordados de Passira. Passira é uma cidade no agreste de Pernambuco com tradição em bordados. O projeto focou na capacitação das artesãs bordadeiras de Passira para diversificar sua produção e ganhar autonomia na divulgação de seus produtos pela internet, em uma loja virtual. Elas já bordavam para grandes marcas de moda, mas gostariam de aprender a fazer suas próprias coleções. Com o projeto, elas produzem coleções de acessórios e casa e roupas.

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Aqui na Dreams, buscamos sempre nos envolver em projetos com propósito - isso pode significar também trabalhar com produtos artesanais, de diferentes regiões do Brasil. Um dos exemplos foi o presente de aniversário oferecido pela Santa Fé Portfolios a seus clientes, que trazia uma cuia típica de Santarém, hoje considerada patrimônio imaterial brasileiro.

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Design que transforma

Design também pode ser um instrumento de ação social. Através dele, podemos facilitar a vida das pessoas, promover a inclusão e até melhorar o humor! Quando um projeto é capaz de reunir tudo isso, ele merece todas as atenções. É o caso da CUCULA, uma organização alemã que foca no auxílio a refugiados, ensinando-lhes um novo ofício - desenho e construção de móveis - além da língua de seu novo país e assistência jurídica gratuita.

Para incentivar e promover o projeto, o premiado designer italiano Enzo Mari cedeu os direitos de reprodução da sua linha “Autoprogetazzione”, que consiste em peças possíveis de serem feitas com os materiais mais básicos, usando somente pregos e um martelo.

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No programa, as peças foram feitas a partir de madeira de barracas de campos de refugiados, além de tábuas de barcos originários de Lampedusa, ilha italiana que serve de porta de entrada para muitos refugiados na Europa.

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“Assim, refugiados africanos transformam caos e desolação em produtos inteligentes, cujo design convida ao diálogo”, disse um representante da CUCULA. Além de se sentirem valorizados, o programa busca inserir esses refugiados no mercado de trabalho, facilitar sua integração ao novo país e sua obtenção de visto de trabalho. A Alemanha é um dos países europeus que mais recebem estrangeiros nessa situação.

A CUCULA, também conhecida como Cia dos Refugiados para Artesanato e Design, foi fundada em 2014 como resposta à crise da imigração. Seu nome se origina no dialeto africano Hausa, e significa “fazer algo juntos”, e também “cuidar uns dos outros”.

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Alguns dos participantes do programa

O problema da imigração na Europa é visto com atenção por diversos profissionais e instituições relacionadas ao design, como por exemplo a Academia de Design de Eindhoven, na Holanda. Lá já foram projetados uma embaixada móvel para migrantes, um projeto conceito de “trocas digitais de cidadania” e até uma sala destinada a promover a socialização entre holandeses e refugiados.

 

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Cadeiras com design de Enzo Mari, construídas por imigrantes africanos

 

Por aqui, alguns designers e empresas vêm tomando iniciativas semelhantes, as quais contaremos em breve por aqui. Um exemplo bem recente é a Fedex, que em um projeto viabilizado com a ajuda da Dreams e ongs parceiras, promove a reciclagem de seus uniformes descartados, transformando-os em cobertores populares.

Em 2015 a empresa arrecadou 2.720 peças de uniforme e produziu 825 cobertores. Neste ano o número de peças aumentou para 3.700, que geraram a produção de 900 cobertores que já estão sendo distribuídos para instituições e ONGs em todo o país.

O processo de transformação dos uniformes em cobertores contou com o apoio estratégico da Retalhar, negócio social especializado em reciclar uniformes, que realiza a higienização das peças e monitora o trabalho desenvolvido pela cooperativa Amigas Arteiras, iniciativa da Liga Solidária da comunidade Jardim Educandário, em São Paulo.

  Design que transforma

A grande dama da arquitetura

Aqui na Dreams nós buscamos conhecer a criatividade nas mais diversas áreas. Quando se fala em arquitetura, é impossível não lembrar da grande Dama iraquiana naturalizada inglesa Zaha Hadid, que infelizmemente faleceu no último dia 31, de ataque cardíaco súbito. Zaha, que tinha 65 anos e era naturalizada inglesa, é a arquiteta mais famosa do mundo e única mulher vencedora dos prêmios Pritzker, considerado o "Oscar" do meio, e da RIBA Gold Medal, maior prêmio de arquitetura do Reino Unido.

Captura de Tela 2016 04 08 às 19.03.20 A grande dama da arquitetura

Zaha Hadid era amplamente conhecida por ser a maior arquiteta do mundo na atualidade. Nascida em Bagdá em 1950, estudou matemática na American University of Beirut antes de iniciar sua jornada arquitetônica em 1972 na Architectural Association de Londres.

Em 1979, estabeleceu seu próprio escritório em Londres – Zaha Hadid Architects – ganhando reputação em todo o mundo com seus trabalhos teóricos inovadoras, entre os quais The Peak em Hong Kong (1983), o Kurfürstendamm em Berlim (1986) e a Cardiff Bay Opera House no País de Gales (1994).

Trabalhando com seu sócio Patrik Schumacher, seu interesse estava na interface entre arquitetura, paisagem e geologia; que seu escritório integra através do uso de tecnologias inovadoras, frequentemente resultando em formas arquitetônicas inesperadas e dinâmicas, com um ar futurista.

Conheça abaixo algumas das mais conhecidas obras da "dama das curvas":

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Bridge Pavilion, Zaragoza, Espanha (2008)

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Centro de ciências Phaeno, em Wolfsburg, na Alemanha (2005)

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Guangzhou opera house, Guangzhou (2010). Casa de ópera na China, concebida pra se mesclar perfeitamente com o rio ao entorno.

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Ponte Sheikh Zayed, Abu Dhabi (2010). A ponte de 842m de comprimento foi desenhada para remeter às dunas do deserto.

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Centro aquático olímpico de Londres, 2012

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Centro cultural Heydar Aliyev, Baku (2012). Vencedora do prêmio do Design Museum de Londres, um membro do juri disse que a obra lembra a famosa saia levantada ao vento da Marilyn Monroe

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Dubai Opera House, em construção

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Galaxy Soho, Beijing (2012). Um centro de 18 andares que mescla escritórios, lojas e entretenimento, ligados por pontes e plataformas

 

Como é comum para grandes arquitetos, Zaha também desenhou vários produtos, desde mobiliário, embalagem de perfume e até uma edição da sandália Melissa:

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Frasco para Donna Karan

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Garrafa de vinho para um produtor austríaco

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Garrafa de vodka em parceria com o egípcio Karim Rachid

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Pia...

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Melissa, lançada em 2009

 

E por fim, alguns projetos para interiores:

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Vasos Lalique by Zaha Hadid

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E até uma lancha!

 

Criação de troféu para Metro

Este post traz na verdade a história de um dos cases mais bacana que fizemos, pois alinha comunicação com arte. O resultado ficou incrível!
No inicio do ano o Metro Jornal nos procurou com a grande missão de criarmos os trofeus para o Best of Metro – um prêmio institucional deles que reverencia os projetos comerciais mais originais do ano. Fazia parte de nossa missão apresentar um artista contemporâneo, que de alguma forma conseguisse comunicar a essência do prêmio e do Jornal – a capacidade de sair do lugar comum em suas ações.
Foi aí que encontramos o Gustavo Prata, um artista novo, em acensão que se destaca pelo seu incrível talento de criar texturas através de colagens e com estas texturas gerar figuras e desenhos.
Apresentamos o trabalho do Gustavo ao pessoal do Metro e o link foi imediato! Seguimos o trabalho criando uma peça única para cada um dos 10 premiados e oferecendo um poster desta mesma obra à agência de cada anunciante vencedor.
O resultado foi incrível, nós e nossos clientes ficamos completamente apaixonados pelas peças e assim também ficaram os felizardos ganhadores, que terão para sempre sua criatividade e ousadia eternizadas em uma peça totalmente única.
São resultados como este, processos de trabalho tão envolventes e incríveis que nos inspiram a seguir em frente em busca da conexão da criatividade com o cotidiano de nossos clientes, ou melhor, clientes de nossos clientes.

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Processo de trabalho do Gustavo...

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A colagem minuciosa é feita com pinça!

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Resultado final!

Azul é a cor mais nova

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Você já parou para pensar em como surgiram os nomes das cores? Numa investigação sobre como a linguagem afeta a maneira como vemos o mundo, o linguista Guy Deutscher dedicou-se a um tema específico: a ausência de referências à cor azul nos textos de diversas civilizações antigas.

O primeiro intelectual a notar essa curiosidade foi o britânico William Ewart Gladstone (1809-1898) que, por ser um apaixonado pela obra do poeta Homero, notou que em seus textos não havia referência alguma à cor azul, enquanto todas as outras cores como as conhecemos já eram citadas em obras como Ilíada e A Odisséia. Gladstone repassou todo os dois textos, prestando atenção às cores mencionadas. Descobriu que as cores de longe mais citadas eram o branco e o preto, enquanto outras cores - vermelho, verde e amarelo - não tinham tanto destaque.

Ele leu, então, outros escritos gregos e confirmou que o azul nunca aparecia. Concluiu que a civilização grega não tinha à época um senso de cor desenvolvido e vivia em um mundo preto e branco, com algumas pinceladas de vermelho e de brilhos metálicos. "Eles entendiam o azul com a mente, mas não com a alma", afirma o pesquisador.

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Representação da Ilíada em antiga cerâmica grega

A pesquisa de Gladstone inspirou o filósofo e linguista alemão Lazarus Geiger, que se perguntou se o fenômeno se repetia em outras culturas.

Ele descobriu que sim: no Alcorão, em antigas histórias chinesas, em versões antigas da Bíblia em hebraico, nas sagas islandesas, nas escrituras hindus: apesar de estarem cheios de descrições do céu - segundo Geiger, quase nenhum tema é tratado com tanta frequência - sua cor nunca é explicitada.

Geiger também notou que houve uma sequência comum para o surgimento da descrição de cores nas línguas antigas. Primeiro, aparecem as palavras para preto e branco ou escuro e claro - do dia e da noite; logo, vem o vermelho - do sangue; depois, é a vez do amarelo e do verde e, só ao final, surge o azul.

Mas por que o azul não apareceu antes?

"E por que deveria?", questiona o psicólogo Jules Davidoff, diretor do Centro para Cognição, Computação e Cultura da Universidade de Londres. "Por que precisariam do azul para descrever algo? Quem disse que o mar e o céu são azuis? Por acaso, eles têm a mesma cor?"

Além de não ser um objeto, o mar não é sempre azul, apesar de ser tradicionalmente representado assim. Na verdade, poucas coisas na natureza são azuis: uma ou outra flor de orquídea, as asas de algumas borboleta, as plumas de certas aves, a safira e a pedra luz.

Davidoff dedica-se à neuropsicologia cognitiva e a investigar a forma como reconhecemos objetos, cores e nomes. Ele fez experimentos com uma tribo da Namíbia, na África, cuja linguagem não tem uma palavra para o azul, mas possui várias para diferentes tipos de verde. Quando mostrou a integrantes da tribo 11 quadrados verdes e um azul, não conseguiram achar qual era diferente, mas, se em vez de azul, o quadrado fosse de um tom de verde levemente diferente e dificilmente notado pela maioria das pessoas, era destacado imediatamente.

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Experimento conduzido por Jules Davidoff na Namíbia

No entanto, Homero estava na Grécia, um lugar que para muitos é mercado pelo azul do céu e do mar. Como podiam ignorar essa cor?

Em seus estudos, Deutscher recorreu à filha, Alma, que estava aprendendo a falar na época. Como qualquer outro pai, ele brincava com ela e a ensinava o nome de diferentes cores. Teve, então, uma ideia para verificar o quão natural é o azul na linguagem e entender como as civilizações antigas, especialmente as que viviam no Mar Mediterrâneo, não deram um nome para a cor do céu.

Ele ensinou a Alma todas as cores, inclusive azul, mas fez com que ninguém lhe dissesse de que cor era o céu. "Quando tive certeza de que sabia usar a palavra 'azul' para os objetos, sai com elas em dias de céu azul e perguntei qual era sua cor."

Por muito tempo, Alma não respondeu. "Ela respondia imediatamente a tudo mais, mas, com o céu, olhava e parecia não entender do que eu estava falando", conta Deutscher. Na primeira vez em que ela finalmente pôde descrever o céu, usou inicialmente a palavra "branco". Só depois de muito tempo e após ver cartões-postais em que o céu aparecia azul que usou essa cor para descrevê-lo."

Foi assim que sua filha ensinou a ele que nada é tão óbvio quanto pensamos. "Entendi com meu coração, observando uma pessoa, não lendo livros ou pensando em povos de um passado remoto", afirma o pesquisador.

"E Alma nem sequer estava na mesma situação dos povos antigos: ela conhecia a palavra azul e, no entanto, não a usou para o céu. Compreendi que não é uma necessidade de primeira ordem dar um nome para a cor do céu. Não se trata de um objeto." O mesmo ocorre com o mar: assim como o céu, não tem sempre a mesma cor e, acima de tudo, não é um objeto, por isso não há motivo para "pintá-lo" com uma palavra.

"Nada mudou em nossa visão. Há séculos, somos capazes de ver diferentes tons, mas não temos as mesmas necessidades", afirma o especialista. "Era perfeitamente normal dizer que o mar era preto, porque, quando está azul escuro, parece preto, e isso é suficiente nesta época. Uma sociedade funciona bem com o preto, o branco e um pouco de vermelho."

Então, por que começamos a dizer que determinadas coisas são azuis?

"Conforme as sociedades avançam tecnologicamente, mais se desenvolve a gama de nomes para cores. Com uma maior capacidade de manipulá-las e com a disponibilidade de novos pigmentos, surge a necessidade de uma terminologia mais refinada", afirma Deutscher. "A cor azul é a última, porque, além de não ser encontrada tão comumente na natureza, levou muito tempo para fazer este pigmento."

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Os egípcios, uma das mais avançadas civilizações, usavam o pigmento azul em pinturas

Os egípcios antigos tinham o pigmento azul e uma palavra para nomeá-lo, por exemplo, pois se tratava de uma "sociedade sofisticada". "O que importa não é tanto a época em que viveram, mas seu nível de progresso tecnológico. É aí que está a correlação com o volume do vocabulário para cores."

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Tons de pigmentos azuis e verdes encontrados no Egito Antigo

(fontes: G1 e BBC Brasil)

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