cena aberta Peça grátis com Débora Falabella se despede do Centro Cultural SP

Um lobo à espreita de um casal que quer adotar um bebê: fim de temporada - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Quem viu as filas do último fim de semana garante que serão disputadas as últimas sessões da peça Mantenha Fora do Alcance do Bebê, com a atriz Débora Falabella. O espetáculo gratuito encerra temporada no Centro Cultural São Paulo neste domingo (5).

A montagem tem texto da dramaturga e jornalista Silvia Gomez e é dirigida por Eric Lenate.

Com seu novo espetáculo, Silvia foi premiada na 1ª Mostra de Dramaturgia em Pequenos Formatos Cênicos do Centro Cultural São Paulo, ao lado dos espetáculos O Taxidermista, de René Piazentin, e Memórias Impressas, de Claudia Shapira, que estreiam, respectivamente, em 10 e em 31 de julho.

Mantenha Fora do Alcance do Bebê ainda traz no elenco Anapaula Csernik, Jorge Emil e Diego Dac. Conta a história de uma mulher, papel de Débora, que tenta adotar um bebê, em meio a uma estranha conversa com a assistente social, o marido e um lobo à espreita.

O diretor diz que a peça ganhou forma em apenas cinco ensaios. Ele afirma que o texto “é extremamente vigoroso” e que “flerta com o surrealismo”.

Silvia, por sua vez, conta que escrever a peça não foi tarefa fácil. “O dramaturgo tem obrigação de olhar o mundo a sua volta e analisá-lo. Precisa remexer o seu próprio lodo e isso, nem sempre, é algo simples”.

Para o curador de teatro do Centro Cultural São Paulo, Kil Abreu, as novas peças são um retrato da cena atual: “Tivemos a felicidade de ver premiados três textos que mostram um pouco da diversidade na produção dos autores contemporâneos. São três maneiras agudas de ler a época através da cena”.

Ele aproveita para avisar que o segundo edital do projeto está aberto e já recebe inscrições de autores interessados em mostrar seus trabalhos ao público no ano que vem.

azul Peça grátis com Débora Falabella se despede do Centro Cultural SP

Com Débora Falabella (de vermelho), Mantenha Fora do Alcance do Bebê tem texto de Silvia Gomez - Foto: Divulgação

Mantenha Fora do Alcance do Bebê
Quando: Sexta e sábado, 21h, domingo, 20h. 80 min. Até 5/7/2015
Onde: Centro Cultural São Paulo (r. Vergueiro, 1.000, metrô Vergueiro, São Paulo)
Quanto: Grátis (retirada de entradas uma hora antes)
Classificação etária: 14 anos

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geladeira fotoraulzito 03 Crítica: A Geladeira é grito corajoso no mar de desesperança

Fernando Fecchio em cena da peça A Geladeira, de Copi - Foto: Raul Zito

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Copi é um dos grandes nomes da escrita argentina do fim do século 20. Raúl Damonte Botana, seu nome verdadeiro, nasceu em meio aristocrático — tanto a família paterna quanto a materna eram donas de importantes diários de Buenos Aires —, mas foi por meio do desbunde, com sua prosa inteligente e ferina, que se fez conhecido.

Com uma infância rodeada do melhor que a cultura mundial poderia lhe oferecer, logo, Copi decidiu cruzar o Rio da Plata e também o oceano Atlântico e se radicar em Paris, onde se juntou a nomes potentes como o uruguaio Alejandro Jodorowski e o espanhol Fernando Arrabal, revolucionando a cena artística underground parisiense.

Além de tudo isso, Copi era gay. E fazia questão de militar em prol de direitos civis para esta parcela da população. E, como tantos outros grandes artistas jovens naquele começo dos anos 1980, como o cantor brasileiro Cazuza e o desenhista norte-americano Keith Haring, ele contraiu o vírus HIV, para o qual perdeu a luta pela vida em 1987.

Mas a obra de Copi perdura e continua a dialogar com as gerações contemporâneas. Inclusive a brasileira. Prova disso é a montagem A Geladeira, monólogo com o ator Fernando Fecchio, sob direção de Nelson Baskerville, em São Paulo (o texto também teve outra montagem neste ano, no Rio, pelo ator Márcio Vito).

ageladeira fotoamandavieira 15 Crítica: A Geladeira é grito corajoso no mar de desesperança

Fernando Fecchio em cena de A Geladeira - Foto: Amanda Vieira

A obra mostra um homem, L., que, diante do seu aniversário de 50 anos, se depara com uma geladeira, que lhe faz aflorar personagens de seu passado, que vão desde a mãe até sua psicanalista.

Sobram sentidos na peça de Copi, que faz uma espécie de releitura atrevida de si próprio na obra, desconstruindo padrões de identidade e de sexualidade preestabelecidos.

Apesar de repetir fórmulas já utilizadas em Luis Antonio - Gabriela, o diretor Nelson Baskerville leva essa ebulição de sentidos para o palco, no cenário de pitadas surrealistas criado com Amanda Vieira.

Fecchio faz entrega verdadeira ao personagem, abarcando seus medos e excentricidades, além de se aproximar sem temor do bizarro.

A montagem tenta forçar uma aproximação da realidade de Copi, um argentino, gay e rico exilado em Paris, com o Brasil — o samba carnavalesco talvez seja o máximo do exagero buscado. Mas, a obra consegue abarcar até isso.

Até mesmo porque faz todo o sentido, nesta feroz e violenta cidade de São Paulo, olhar para Copi sob uma perspectiva da realidade contemporânea do Brasil, país mergulhado em uma assustadora onda conservadora, que muitas vezes grita de forma mais feroz do que nos tempos sombrios da ditadura.

Por isso, a inquietude presente em A Geladeira (e sua desesperança também) mexe tanto com a gente. Fernando Fecchio merece os parabéns pela coragem. E por nos fazer pensar, que é o que todos nós precisamos para não sucumbir. E resistir.

A Geladeira
Avaliação: Bom
Quando: Quarta, 21h. 60 min. De 8/7/2015 a 12/8/2015
Onde: Espaço dos Parlapatões (praça Roosevelt, 158, centro, São Paulo, tel. 0/xx/11 3258-4449)
Quanto: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada)
Classificação etária: 14 anos
Avaliacao Bom R7 Teatro PQ Crítica: A Geladeira é grito corajoso no mar de desesperança

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 Beatles une pais e filhos em peça no Teatro UMC

Show reúne hits dos Beatles para os pequeninos no Teatro UMC, em SP - Foto: Karina Sousa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

As crianças paulistanas vão poder desvendar, ao lado de seus pais, as canções de uma das mais importantes bandas de todos os tempos: The Beatles.

Esta é a proposta do espetáculo Beatles para Crianças, idealizado por Fábio Freire, que chegou a conhecer Paul McCartney por conta do projeto.

Trata-se de um show de rock para os pequeninos e os grandões também, transformando o palco e a plateia em uma balada pop.

É claro que os principais hits dos Beatles embalam o espetáculo.

As apresentações são no Teatro UMC (av. Imperatriz Leopoldina, 550, Vila Leopoldina, São Paulo, tel. 0/xx/11 2574-7749) com entradas a R$ 60 a inteira e R$ 30 a meia-entrada. Nos domingos 5, 12 e 19 de julho, às 16h, e na quinta, 9 de julho, às 11h.

The Beatles Yellow Submarine Blu ray cover art Beatles une pais e filhos em peça no Teatro UMC

Yellow Submarine não pode faltar no repertório que canta Beatles para os pequenos - Foto: Divulgação

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estadoindependente fotodejuniorceccon 4 Luta de Che Guevera inspira espetáculo Estado Independente

Cena do espetáculo Estado Independente: sessões gratuitas em SP - Foto: Junior Ceccon

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

"Che Guevara, mente fortemente revolucionária". Assim diz a letra da música Um Povo Comum Pensar, composta por Suka, do Olodum.

A música tem o mesmo espírito da proposta do novo espetáculo da Cia. Carne Agonizante: celebrar e pensar o revolucionário argentino Ernesto Che Guevara e sua luta pela igualdade social.

O tema inspirou o espetáculo Estado Independente.

A coreografia e a direção são assinadas por Sandro Borelli, que também idealizou o projeto.

A montagem poderá ser vista de graça entre 2 e 12 de julho, sempre de quinta a sábado, 21h, e domingo, 19h, no Kasulo Espaço de Arte e Cultura (r. Sousa Lima, 30, Barra Funda), em São Paulo.

Alex Merino, Amanda Santos, Everton Ferreira, Laia Martinês, Magô Borges, Mainá Santana e Rafael Carrion estão no elenco aguerrido.

É bom chegar cedo, porque só cabem 35 pessoas no espaço.

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das bandas do oficina1 Oficina aquece inverno com bandas imperdíveis

Irreverência dá o tom na imagem de divulgação do projeto Das Bandas do Oficina - Foto: Jennifer Glass

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O Teat(r)o Oficina sempre andou de mãos dadas com a música.

E, neste inverno, ambos estarão bem mais conectados para aquecer o público no projeto Das Bandas do Oficina.

Segundo o próprio grupo sob comando do diretor José Celso Martinez Corrêa, o Zé Celso, o público será recebido “em seu mangue de misturas sonoras e sensoriais, onde se explode a vida na lama criativa, nas férteis águas doces e salgadas misturadas”.

Tudo começa neste 4 de julho de 2015, todo sábado à noite, duas atrações ganham o palco do teatro, no Bixiga.

O Atores & Bastidores do R7 descobriu que a noite de estreia terá ritmos africanos com a banda Afreeka, que tem integrantes músicos de 11 nacionalidades distintas, entre elas Angola e Congo.

Também no dia 4 subirá no palco a banda haitiana Satélite Musique, formada por refugiados da ilha caribenha em São Paulo. Eles prometem sacudir todo mundo. Para completar a noite vibrante, o grupo Performatron também dará o ar de sua graça.

Além de verem os shows, os frequentadores ainda poderão comprar roupas e pratos africanos. A turma do Oficina garante o fornecimento de bebidas (vinho, cerveja, água, caipirinha e cachaça), além de receber a todos com aquele espírito anfitrião que caracteriza a trupe há quase 60 anos.

O blog dá uma dica fundamental: ir cedo. A bilheteria abre 19h e o primeiro show só começa às 21h. Mas, na espera, o bar ficará aberto, com uma musiquinha ambiente, para aquecer os corações.

No cardápio, para os mais famintos, haverá Fufu com couve à congolesa (R$10), caldo verde (R$ 10) e também doce de banana da terra com amendoim (R$ 3), para o momento da larica básica.

O ingresso é meia-entrada para todo mundo a R$ 20. Quem mora no Bixiga, levando comprovante, paga R$ 5. É preciso ter 18 anos para entrar e só há espaço para 350 pessoas por noite. O Oficina fica na rua Jaceguai, 520, no Bixiga, São Paulo.

Veja, abaixo, a programação (quase) completa:

04/07 – Satélite Musique, Afreeka e Performatron
11/07 – Céllia Nascimento e Karina Buhr
18/07 – Os Malditos e ??? (a confirmar)
25/07 – Adriano Salhab e ??? (a confirmar)
01/08 – Saraivada e Quartabê
08/08 – Revista do Samba e Victor da Trindade
15/08 – Tigre Dente de Sabre, Agô Ingoma e Zé Pi
16/08 – Zé Celso, Zé Miguel Wisnik e Celso Sim (programação especial de 54 anos do Oficina)

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kiko marques bob sousa1 O Retrato do Bob: Kiko Marques, no palco e no texto
Foto BOB SOUSA

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Kiko Marques é carioca de nascimento e paulistano pelo destino. Após estudar teatro no Rio, mudou-se no começo dos anos 1990 para São Paulo, onde começou a trabalhar em peças de Nelson Rodrigues com Marco Antônio Braz, no Círculo dos Comediantes. Mais tarde, fundou seu próprio grupo, a Velha Companhia. No cinema, esteve em longas reconhecidos, como Cidade de Deus e Carandiru. Já trabalhou com alguns dos principais diretores do teatro. Recentemente, também fez sucesso como autor da peça Cais ou da Indiferença das Embarcações, que levou os prêmios Shell e APCA de melhor dramaturgia.

*BOB SOUSA é fotógrafo e autor do livro Retratos do Teatro (Editora Unesp). Sua coluna O Retrato do Bob é publicada no Atores & Bastidores do R7 toda segunda-feira, com grandes nomes dos palcos.

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Doctor Faustus Lights the Ligthts. Photo Henrique Oda. Actor  Ricardo Gelli 1024x679 Cia. Nova de Teatro vai à Rússia para representar Brasil na maior exposição de figurinos do mundo

Ricardo Gelli em cena da peça Doutor Fausto Liga a Luz: led nas roupas - Foto: Henrique Oda

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Os integrantes da Companhia Nova de Teatro estão em plena Rússia, onde apresentam um de seus figurinos na maior exposição sobre o tema do mundo, realizada em Moscou.

Nesta segunda (29), os artistas farão performance com fragmentos da obra Doctor Faustus Light the Ligths (Doutor Fausto Liga a Luz), por Gertrude Stein, especialmente para a abertura da exposição Costume at the Turn of the Century 1990 – 2015 (Figurinos na Virada do Século 1990 – 2015) , no Bakhrushin State Theatre Museum, em Moscou, na Rússia.

A exposição traz grandes figurinos do teatro contemporâneo, que chamaram a atenção por sua criatividade. O curador geral do projeto é Dmitry Rodionov, com curadoria-chefe de Igor Roussanoff e curadoria brasileira de Rosane Muniz.

Os figurinos da trupe brasileira são assinados por Carina Casuscelli para a obra dirigida por Lenerson Polonini; e que conta com atuação da atriz Rosa Freitas.

Antes de aportar em Moscou, os artistas passaram pela Quadrienal de Praga, na República Tcheca. Um dos charmes do figurino criado por Casuscelli foi a utilização de fios de luz e led nas vestimentas.

Esta não é a primeira vez que o grupo chama a atenção do teatro europeu. Em 2012, a Companhia Nova de Teatro recebeu o Premio  Internacional Teresa Pomodoro, em Milão, na Itália, para a peça Caminos Invisibles ... La Partida, com júri composto por Eugenio Barba, Luca Ranconi, Jonathan Mills, e Lev Dodin. A obra tinha imigrantes bolivianos no elenco.

Doctor Faustus Lights the Lights. Photo Henrique Oda. Actors  Ricardo Gelli and Rosa Freitas Cia. Nova de Teatro vai à Rússia para representar Brasil na maior exposição de figurinos do mundo

Em cena, Ricardo Gelli e Rosa Freitas: figurinos de Carina Casuscelli para Cia. Nova de Teatro são expostos na Rússia - Foto: Henrique Oda

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José Cetra by Bob Sousa Após ver 4.000 peças, José Cetra Filho abarca 50 anos de teatro em livro

O crítico José Cetra Filho: 50 anos como espectador privilegiado do teatro paulistano - Foto: Bob Sousa

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Foto BOB SOUSA

José Cetra Filho é um amante inveterado dos palcos brasileiros. Sobretudo do teatro feito na cidade de São Paulo, onde vive. Frequentador assíduo da cena, reuniu suas lembranças de 50 anos de teatro no livro O Teatro Paulistano de 1964 a 2014 – Memórias de um Espectador (Giostri Editora).

O lançamento será neste sábado, entre 17h e 20h, quando o autor autografará sua obra no Espaço dos Parlapatões, na praça Roosevelt, centro paulistano.

Mestre em artes cênicas pela Unesp e membro da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes), Cetra conversou com o Atores & Bastidores do R7 sobre sua experiência como espectador privilegiado dos nossos tablados.

capa cetra Após ver 4.000 peças, José Cetra Filho abarca 50 anos de teatro em livro

Capa do livro de José Cetra Filho, que será lançado neste sábado (27), às 17h, no Espaço dos Parlapatões, em SP - Foto: Divulgação

MIGUEL ARCANJO PRADO — Como você deu conta de abordar 50 anos de teatro paulista em seu livro?
JOSÉ CETRA FILHO — Assisto “oficialmente” teatro desde 1964, portanto, meio século de "espectância". Ao longo desse período, fui montando um acervo de programas, críticas e outros materiais das peças a que assistia. Material importante para a memória do teatro brasileiro que achei por bem compartilhar com pessoas interessadas no assunto.

MIGUEL ARCANJO PRADO —Qual foi a primeira peça que você viu? E a última?
JOSÉ CETRA FILHO — Assisti muitas peças em circos e do Teatro Popular do Sesi ainda na adolescência, mas a primeira peça “oficial” foi em 1964: Pequenos Burgueses do Máximo Gorki, dirigida por Zé Celso Martinez Corrêa. Foi uma experiência maravilhosa, difícil de ser traduzida em palavras. Estavam ali a poucos metros da minha cadeira Eugênio Kusnet, Etty Fraser, Raul Cortez, Célia Helena, Renato Borghi, Miriam Mehler interpretando aquelas personagens russas que tinham tanto a ver com a realidade que estávamos vivendo (início da malfadada ditadura brasileira). Quase 4.000 peças depois, assisti anteontem Valéria e os Pássaros, belo trabalho da Velha Companhia dirigida por Kiko Marques. Tantos anos depois ainda temos que falar da herança maldita da ditadura. Fiquei emocionado com os trabalhos da Alejandra Sampaio e do Walter Portella.

MIGUEL ARCANJO PRADO — De quem você mais sente falta de ver nos palcos?
JOSÉ CETRA FILHO — De muitas atrizes fabulosas como CleydeYáconis, Cacilda Becker, Yara Amaral, Glauce Rocha, Lélia Abramo, Célia Helena. Entre os atores: Rubens Corrêa, os dois Enios, Gonçalves e Carvalho, e Carlos Silveira que fez um incrível Lucky e Esperando Godot, em 1969 e depois sumiu de cena. Dos diretores Flavio Rangel e Ademar Guerra. Entre os vivos, sinto falta de Fernanda Montenegro, Nathalia Timberg e Marília Pêra em trabalhos de peso no teatro.

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Claudio Botelho e Charles Moeller Conheça elenco de Beatles num Céu de Diamante em SP

Claudio Botelho e Charles Möeller escolheram elenco paulista de Beatles num Céu de Diamantes - Foto: AgNews

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O blog Atores & Bastidores do R7 dá em primeiríssima mão os nomes dos nove atores-cantores que estarão no musical Beatles num Céu de Diamantes, que estreia em São Paulo, no Teatro Folha, no próximo dia 3 de julho.

Eles foram selecionado em uma oficina que contou com grandes talentos da nova safra do teatro musical paulistano e se incorporam aos atores convidados Carol Bezerra e Felipe Tavolaro na montagem dirigida por Claudio Botelho e Charles Möeller em co-produção com a Conteúdo Teatral.

Conheça os nomes dos selecionados:

Waleska Ambrosano

Savio Andrade

Daniel Klepacz

Maurício Ferraz

Bárbara Magalhães

Marília Medeiros

Marília Nunes

Flavia Libonati

Erick Ferrari

Esta turma estará na sétima temporada do espetáculo, em cartaz desde 2008 e já visto por 350 mil pessoas.

A obra traz sucessos dos Beatles como Yesterday e Let it Be em arranjos originais.

O título Beatles num Céu de Diamantes faz referência à famosa canção do Quarteto de Liverpool Lucy in the Sky with Diamonds. “Diz a lenda que as iniciais dessa música remetem ao LSD. Queríamos um titulo psicodélico para o espetáculo”, explica o diretor Charles Möeller.

Ele ainda afirma que “Beatles é um ‘work in progress’ eterno. É um lugar que a gente sempre volta. É sempre incrível voltar para casa”.

A temporada paulista no Teatro Folha irá de 3 de julho até 30 de agosto, com sessões às sextas, 21h30; sábado, 20h e 22h; e domingo, 20h, com ingresso entre R$ 40 e R$ 70.

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2 Mas por quê – A história de Elvis crédito Renato Mangolin 1024x682 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Letícia Colin canta músicas de Elvis Presley para a criançada - Foto: Renato Mangolin

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Mas, por quê?
Letícia Colin é a estrela do musical Mas por quê??! - A História de Elvis, só com músicas do Rei do Rock, Elvis Presley, no Teatro Porto Seguro, em São Paulo. Tem sessão sábado e domingo, 15h. Renato Linhares dirige o texto de Rafael Gomes e Vinicius Calderoni. A trilha fica a cargo dos próprios atores. O povo anda dizendo que é uma graça.

Viva São João!
Zé Celso e a turma do Teat(r)o Oficina fizeram uma arretada festa de São João no último 24 de junho, na sede do teatro mais famoso do Bixiga. Varou a madrugada...

Inscrições abertas
Por falar na turma do Oficina, estão abertas até 8 de julho as inscrições gratuitas para a Universidade Antropófaga. Precisa ter mais de 18 anos e quem for selecionado vai participar do espetáculo Oswaldianas – Teato na Cidade Seca sobre Rios. Saiba mais.

tony reis danielle rosa Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Os atores do Oficina Danielle Rosa e Tony Reis dão um selinho na festa junina do grupo teatral - Foto: Arquivo pessoal

Tá acabando!
Ah, quem quiser conhecer de perto o trabalho do grupo lendário dirigido pode ver neste fim de semana as últimas sessões das peças O Banquete (sábado, às 18h) e Pra Dar um Fim no Juízo de Deus (domingo, às 20h). O endereço é rua Jaceguai, 520. Zé Celso espera você por lá e promete não tirar a roupa de ninguém.

Mundo dos mortos
A capela do Cemitério da Consolação recebe, até 5 de julho, a peça Para Gelar a Alma. A dramaturgia e direção é de Márcio Araújo. No elenco, estão Abigail Tatit, Edi Fonseca e Zeza Mota. Tem sessão sábado e domingo, 19h. É de graça. Será que Zé do Caixão foi convidado?

Mundo dos mortos 2
Na peça do Grupo Na Companhia de Mulheres, o público é recebido por Morella, Ligeia e Berenice, três mulheres benzedeiras que foram amaldiçoadas e escaparam da morte. As senhoras convidam todos a ouvir histórias, tomar café e aprender com elas rituais, numa noite atípica de frio em que revelações decisivas virão à tona. Ai, que medo!

flaviagarrafa lila batista 1024x685 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Flávia Garrafa: uma atriz discutindo um pouco de psicologia no palco - Foto: Lila Batista

Jornada múltipla
Flávia Garrafa é atriz e psicóloga. Por isso, resolveu juntas suas duas profissões na peça Fale Mais sobre Isso. Estreia 4 de julho no Teatro da Livraria da Vila do Shopping JK Iguatemi, em São Paulo. Fará temporada até 27 de setembro, sábado, 20h, e domingo, 18h, com ingresso a R$ 60. Na obra, vive Laura, uma psicóloga às voltas com quatro pacientes complicados e sua própria vida pessoal. Quem disse que a vida é fácil?

Teatro para bebês
As mães com filhos pequenos podem levá-los ao teatro sem problema nenhum. Basta rumarem para o Sesc Belenzinho, aos fins de semana, para o projeto Na Pontinha dos Pés. Além de peças, há também oficinas e contação de histórias para os pequeninos. Sempre a partir das 16h e de graça. Uma fofura só.

Palavras negras
A literatura feita por mulheres negras é tema de série de três palestras no Centro de Pesquisa e Formação do Sesc em São Paulo. Entre os dias 6 e 8 de julho, sempre às 15h, serão abordadas as obras de Carolina Maria de Jesus, Maria Firmina dos Reis e Ana Maria Gonçalves. As inscrições já estão abertas. Quem é a favor do blackface nem precisa aparecer por lá.

magiluth 1024x678 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Os meninos do Magiluth esperam viajar o Brasil com sua nova peça - Foto: Renata Pires

Correndo perigo
O Grupo Magiluth faz a última apresentação nesta sexta (26) da temporada de estreia de seu mais novo espetáculo, O Ano em Que Sonhamos Perigosamente. A sessão derradeira é às 20h, no Teatro Apolo, em Recife. Depois, esperam viajar pelo Brasil.

Éramos seis
A peça marca uma nova fase no grupo, que passa a ter seis integrantes: Pedro Wagner, Thiago Liberdade, Mário Sérgio Cabral, Giordano Castro, Lucas Torres e Erivaldo Oliveira. Até uma semana atrás, eram sete.

Pediu pra sair
Pedro Vilela, que nos últimos anos "geriu e dirigiu" o Magiluth, segundo palavras do próprio, pediu para sair do grupo para tocar projetos pessoais. O anúncio foi feito no último domingo (21), em sua conta do Facebook.

Inesperado
A saída repentina de Pedro Vilela soou surpreendente para os integrantes do Magiluth, por mais que soe planejada.

Malhação
De volta à peça, o processo de O Ano em Que Sonhamos Perigosamente foi tão intenso que os meninos do Magiluth perderam vários quilos e agora exibem corpos enxutos nos palcos. Para deleite dos fãs.

Projeto Cabo Polonio foto 02 de Raoni Reis Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

O mar e o céu uruguaio são cenário do Projeto Cabo Polônio - Foto: Raoni Reis

Made in Uruguai
Será lançado na próxima quinta (2), às 21h, no Bambolina, na praça Roosevelt, em São Paulo, o projeto Cabo Polônio - O Lugar Onde se Perdem as Coisas. Trata-se de um longa e do novo videoclipe da banda Vanguart, para a música Olha pra Mim.

Hippie
Cabo Polônio é uma cidade litorânea hippie do Uruguai. Foi lá que um grupo de artistas, encabeçados pelo diretor Raoni Reis, pelos atores Laerte Késsimos e Rafaela Cassol, e pela roteirista Michelle Ferreira, rodaram as cenas durante as férias de verão. Que cool.

Ser ou não ser
O Grupo Careta estreia a peça Hamelete no dia 4 de julho, no Teatro Eva Wilma (r. Antonio de Lucena, 146, Tatuapé), em São Paulo. Ficam por lá todos os sábados do mês, sempre às 21h, com entrada a R$ 50 a inteira e R$ 25 a meia-entrada. Estão todos convidados.

Viva o teatro
Foi um sucesso a 3ª edição do Prêmio Aplauso Brasil de Teatro, na última quarta (24), no Theatro São Pedro, em São Paulo. Michel Fernandes, seu idealizador, foi paparicado por gente do quilate de Laura Cardoso. E Kyra Piscitelli, crítica de sua equipe, estava deslumbrante. Veja fotos!

laerte bobsousa1 682x1024 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Laerte Coutinho é clicada por Bob Sousa ao se arrumar para desfile da Daspu no Sesc Pompeia - Foto: Bob Sousa

Libertária
A Daspu e convidados abalaram a Virada Cultural no Sesc Pompeia, onde foi realizada uma Feira Desvairada no último fim de semana. A entidade fundada pela saudosa Gabriela Leite fez o desfile-performance Puta Dei, com o objetivo era defender a diversidade. A cartunista Laerte Koutinho estava no grupo de convidados. E foi bastante assediada.

Comemoração
A turma do teatro está em festa com a aprovação do casamento gay nos EUA.

Encontro marcado
Em um píer de uma cidadezinha três desconhecidos se encontram em plena madrugada e mudam suas vidas. Este é o eixo da peça Noctiluzes, escrita pelo argentino Santiago Serrano e que estreia em São Paulo dia 8 de julho, no Teatro Pequeno Ato, após sucesso em Brasília. Interessantíssima.

Respira
Imagine a situação: quatro atores tendo de atuar em um palco de apenas dois metros quadrados. A situação de aperto cênico está presente na peça Hominus Brasilis, da Cia. de Teatro Manual, do Rio. Serão seis apresentações grátis em São Paulo: nos dias 10, 11 e 12 de julho no Teatro Zanoni Ferrite, na zona leste, e nos dias 17, 18 e 19 de julho no Teatro Leopoldo Fróes, na zona sul. Vai, gente.

Confusão
Um ator que estava ensaiando peça para estrear no fim do mês de julho teve uma briga feia com o diretor da montagem. O arranca-rabo foi tão forte, que o ator foi convidado a deixar o elenco às pressas. E já foi substituído. Eita.

Miguel Falabella Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Miguel Falabella está quase paulistano: mais um espetáculo em São Paulo - Foto: Divulgação

À venda
Os ingressos para Antes Tarde do que Nunca, vindo da Broadway para ganhar versão brasileira encabeçado por Miguel Falabella e Simone Gutierrez, começam a ser vendidos no próximo dia 1º de julho. A estreia da comédia está marcada para 20 de agosto, no Teatro Cetip, em São Paulo, onde fica até 25 de outubro. As entradas variam entre R$ 25 e R$ 230. Para todos os bolsos.

Conhecimento compartilhado
A família de Antonio Abujamra doou seus mais de 4.000 livros para a SP Escola de Teatro. O diretor da instituição, Ivam Cabral, comemora.

Convite
Phedra D. Córdoba, a diva cubana, avisa que espera todos os amigos e fãs todas as quartas, às 21h, no Estação Satyoros, na praça Roosevelt, para ver seu show Phedra por Phedra. Robson Catalunha assina a direção. Vai, gente.

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Marba Goicochea: participação em festa andina grátis no Memorial - Foto: Eduardo Enomoto

Participação especial
A atriz Marba Goicochea participa, neste domingo (28), a partir das 11h, da festa andina Inti Raymi, no Memorial da América Latina. Haverá apresentações folclóricas de grupos peruanos, terra natal de Marba, e também da Bolívia. A entrada é grátis.

Ceviche no palco
Marbita, que já foi eleita Musa do Teatro R7, também está em cartaz na peça Máquina de Dar Certo, da Cia. Bruta de Arte, toda quinta de julho, às 21h, no Espaço dos Satyros 1, na praça Roosevelt. Roberto Audio é o diretor. Ela faz uma cena antológica, na qual dá uma receita de ceviche.

Comédia em pé
O Auditório Ibirapuera, em São Paulo, recebe o Festival Risadaria, entre 3 e 5 de julho agora. Grandes nomes do novo humor vão se apresentar.

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Christiane Tricerri está no monólogo A Merda, no Sesc Pinheiros - Foto: Gal Oppido

Delírios de uma atriz
Christiane Tricerri está de volta aos palcos paulistanos no monólogo A Merda, do italiano Cristian Ceresoli. Ela também assina a direção. Estreia 9 de julho, no Sesc Pinheiros, onde fica até 15 de agosto, sempre de quinta a sábado, às 20h30. No enredo, uma jovem e feia atriz é arrebatada por seu fluxo de consciência. Uma aventura cósmica.

50 anos na plateia
O crítico José Cetra Filho, colega da coluna na APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes), lança seu livro O Teatro Paulistano de 1964 a 2014, pela Editora Giostri, neste sábado (27), às 17h, no Espaço dos Parlapatões, na praça Roosevelt. Ele espera amigos para distribuir aquele autógrafo personalizado.

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Juan Manuel Tellategui dá vida a Carlos Garcel, cuja morte completou 80 anos, na peça América Vizinha - Foto: Bob Sousa

Acaricia mi sueño...
A trágica morte de Carlos Gardel em um acidente aéreo na Colômbia completou 80 anos no último 24 de junho. O cantor argentino é personagem da peça América Vizinha, que faz turnê pelo interior de São Paulo, com próxima sessão no dia 9 de julho, em Bragança Paulista (SP).

Conterrâneo
Gardel é interpretado na obra pelo seu conterrâneo, o ator Juan Manuel Tellategui, que canta El Día Que me Quieras na montagem dirigida por Juliana Sanches com o grupo Los Cucarachos. E ainda dança tango na companhia dos colegas de elenco Daniel Viana e Thiago Wieser. Do céu, o Rei do Tango agradece a homenagem em terras brasileiras.

Obsessão
Em julho o Teatro da Vertigem faz a Ocupação Karta ao Pai no Sesc Pompeia, dedicada à obra do escritor Franz Kafka. A primeira peça é O Filho, dirigida por Eliana Monteiro. No elenco, estão Antônio Petrin, Mawusi Tulani, Paula Klein, Rafael Lozano e Sergio Pardal. Gente boa reunida.

Eu voltei
Natalia Gonsales volta a encenar seu monólogo Festa no dia 4 de julho no Viga Espaço Cênico. Estão todos avisados, tá?

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Natalia Gonsales em cena de seu monólogo Festa, de volta ao cartaz - Foto: Divulgação

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