1934107 66983580330 2121 n 1 Entrevista de Quinta   Charles Paraventi: Gosto de ver o público rindo

Por BRUNA CRISTINA FERREIRA*

Charles Paraventi enxerga a comédia como um meio de fazer as pessoas saírem um pouco das loucuras que veem no mundo, do cotidiano duro, da realidade áspera. O objetivo é simples: fazer rir.

Nascido em Nova York, nos Estados Unidos, ele começou a carreira de artista com apenas cinco anos. Sim, ele confirma essa história ao Atores & Bastidores. Na época, ela fazia shows de mágica em um clube brasileiro e sua assistente de palco era sua mãe, grande incentivadora de sua carreira.

Em 1986, já no Brasil, se destaca entre os amigos com suas imitações, era elogiado pelos textos e interpretação fácil. Atualmente, ele está em cartaz na peça Congresso Nacional de Sexologia, no Teatro Bibi Ferreira, em São Paulo. O espetáculo fica em cartaz até o dia 26 de junho.

Na entrevista abaixo, você conhece um pouquinho mais sobre esse artista, que sempre soube seu lugar na profissão e não se deixou enveredar pelo caminho controverso da celebridade.

BRUNA CRISTINA FERREIRA – Como é a comédia Congresso Nacional de Sexologia?
CHARLES PARAVENTI – A peça é dividida em esquetes de humor. São três especialistas em sexo, que vão tratar de assuntos do cotidiano de todas as pessoas. Existem ainda algumas outras questões como abusos, a homossexualidade. Em uma das esquetes, um filho conta para o pai que é gay. O menino cresceu a vida inteira flamenguista por causa do pai, mas faremos uma brincadeira com a faixa da camisa do Vasco, que vira uma faixa de miss no contexto da peça.

BRUNA CRISTINA FERREIRA – A peça, então, mistura temáticas para fazer humor.
CHARLES PARAVENTI – Sim. São seis histórias e três atores em cena.

BRUNA CRISTINA FERREIRA – Como foi a preparação? Você teve alguma liberdade para criar os personagens?
CHARLES PARAVENTI - O roteiro foi mais um guia para nós. Quando ele chega às mãos dos atores, vamos testando o que funciona e o que não funciona. Então, trabalhos bastante na peça. Acabamos de mudar o figurino, por exemplo, pois achamos que não deu certo.

BRUNA CRISTINA FERREIRA – Vocês se prepararam em quanto tempo?
CHARLES PARAVENTI - Juntos, nós ensaiamos por cinco meses. Antes disso, fiquei um tempo decorando o texto em casa. O processo todo foi bem legal, a gente se dá muito bem. O Lucas [Domso] eu conheço há muito tempo, mas a Daniela [Brescianini] conheci agora e estamos nos dando bem em cena.

BRUNA CRISTINA FERREIRA – Tenho a impressão de que você foi construindo boa parte de sua carreira no humor.
CHARLES PARAVENTI - Eu tenho, sim, uma história no humor. Acho que tenho uma facilidade. Eu gosto de ver o pessoal rir. Acho que são poucos os momentos que temos na vida para sentir prazer, são raros. As coisas andam tão complicadas, por isso gosto de ver o público rindo, se distraindo. Na comédia, essa resposta é mais imediata do que nos outros gêneros.

cns071 Entrevista de Quinta   Charles Paraventi: Gosto de ver o público rindo

Congresso Nacional de Sexologia - Foto: Divulgação

BRUNA CRISTINA FERREIRA – Está difícil fazer humor com o politicamente correto?
CHARLES PARAVENTI - Eu acho que a comédia tem uma característica interessante em poder criticar as coisas de uma forma saudável. Pode brincar com a política, com os costumes, ela tem essa licença, mas é claro que não dá para abusar. Não dá para ferir a pessoa. Uma coisa é botar o dedo na ferida, outra é agredir moralmente uma pessoa.

BRUNA CRISTINA FERREIRA – Eu não sabia, mas você começou a trabalhar com cinco anos? Sério?
CHARLES PARAVENTI - É verdade. Eu comecei muito cedo. Eu nasci em Nova York e lá tinha um clube, onde eu fazia shows de mágica aos cincos anos. Minha mãe era minha assistente. Minha mãe viu aquela vontade que eu tinha e sempre me deu uma força. Eu sempre gostei de palco. A coisa do entretenimento eu fiz muito cedo. Sempre soube o que seria, qual seria minha carreira, e essa certeza me ajudou muito.

BRUNA CRISTINA FERREIRA – Você sempre foi artista, então. Alguma vez você teve alguma crise com a coisa da celebridade, quando se tornou conhecido?
CHARLES PARAVENTI - Pois é. Eu nunca tive dúvidas de que seria artista, por isso não tenho crise. A fama eu achava um pouco efêmera. Isso tinha que ser uma consequência do trabalho.

BRUNA CRISTINA FERREIRA – Mas sempre foi assim?
CHARLES PARAVENTI - Já tive problemas. Acho que quando você vira celebridade, você perde um pouco do humano, do ser humano, da essência. Já sofri com paparazzo, não posso esperar no ponto de ônibus, que isso se torna uma coisa ruim.

BRUNA CRISTINA FERREIRA – Eu soube dessa história [Charles foi fotografado aguardando um ônibus em um ponto no bairro do Recreio, no Rio de Janeiro, no ano passado e acabou virando notícia].
CHARLES PARAVENTI - Não estou dizendo que o transporte público não é ruim. É ruim, sim [risos]! Só que isso não é anormal.

BRUNA CRISTINA FERREIRA – O que você está planejando agora?
CHARLES PARAVENTI - Eu fiz muita coisa no cinema e agora estou escrevendo meu primeiro longa-metragem, que vai se chamar Cidade de Alá. Eu ando preocupado, pois o Brasil tem uma tradição de tolerância religiosa, muitas religiões convivem e formam o brasileiro, nós temos uma tradição de acolhimento. Tenho medo de que um dia se possa instalar um tipo de célula terrorista e escrevi o roteiro com essa ideia na cabeça.

BRUNA CRISTINA FERREIRA – Então, vai ser um drama?
CHARLES PARAVENTI - Sim, vai ser um drama. É um menino, que nasceu em uma comunidade no Rio de Janeiro, que tem uma história com o Carnaval. A mãe desse menino é jovem e solteira e acaba conhecendo um gringo, que trabalha com petróleo. Esse menino, então, vai parar no Oriente Médio e ter contato com o ódio aos Estados Unidos. A história se desenrola a partir de então. Estou quase finalizando, está quase tudo pronto.

BRUNA CRISTINA FERREIRA – Para encerrar falando novamente sobre a peça, você contou agora que brinca com Flamengo e Vasco. Aqui nos palcos de São Paulo, tem alguma chance de virar um Corinthians e Palmeiras?
CHARLES PARAVENTI - Eu tenho uma admiração muito grande pelo futebol paulista, mas vamos deixar as brincadeiras entre Flamengo e Vasco mesmo. Acho que a aceitação vai ser maior [risos]!

BRUNA CRISTINA FERREIRA – Qual a diferença entre o palco no Rio de Janeiro e em São Paulo?
CHARLES PARAVENTI - Eu tenho um pouco de medo de fazer teatro em São Paulo. Não sei se é medo, vai... Tenho a impressão de que São Paulo tem um público que vai mais ao teatro, está mais ativo, pensa mais, lê mais jornal. O paulista tem um engajamento maior no cotidiano. O carioca é mais praia, menos preocupado com os problemas. Não quero falar mal do povo carioca, só acho o paulista mais exigente. O carioca é esperto. O paulista é perspicaz [risos]!

Congresso Nacional de Sexologia
Quando: Sábados, 19h. Até o dia 26/6/2015
Onde: Teatro Bibi Ferreira (av. Brigadeiro Luis Antônio, 931, Bela Vista. Informações: 0/xx/11 3105-3129)
Quanto: R$ 60
Duração: 80 minutos
Classificação: 16 anos

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EU E ELA 2 Cláudia Mauro enfrenta barata gigante em reestreia

Eu e Ela com Cláudia Mauro - Foto: Divulgação

Do R7

Sozinha no meio da noite, uma mulher solitária aguarda notícias do marido, monitora os passos da filha adolescente por telefone e resolve problemas do trabalho até receber uma visita inesperada: uma barata gigante. O confronto entre ela e o inseto é o mote do espetáculo Eu e Ela, com texto de estreia no teatro do escritor e jornalista Guilherme Fiúza.

— Essa história, mais do que uma comédia rasgada, é uma crônica sobre a solidão feminina. A relação das mulheres com a barata sempre me chamou atenção. É mais do que nojo e medo. É quase um fetiche ao contrário. A peça não é cabeçuda, é prosaica. O simbolismo brota da banalidade. O teatro é o mais poderoso para você arbitrar aquela situação limite e aprisionar toda a plateia naquela situação.

O espetáculo tem direção de Ernesto Picollo e mostra um divertido e angustiante encontro. Cláudia Mauro é Helena, a protagonista que fica histérica com a chegada da barata e que passa a refletir sobre o fracasso de seu casamento, a insatisfação com o emprego e consigo.

— Tive uma identificação muito rápida com a personagem e com o texto do Guilherme, que é genial! Confio nele e gosto de tudo o que ele escreve. Me sinto muito à vontade em cena. E trabalhar com o Neco [Picollo] é maravilhoso. É um diretor muito criativo, sensível, cuidadoso e com muito bom-humor. Uma pessoa que gosta de rir! Um diretor que sabe se comunicar muito bem com o público, que faz o texto chegar da melhor maneira possível. Era tudo o que eu queria e precisava nesse momento da minha vida. Me sinto preparada pra isso.

O espetáculo ganha tons nonsense com a participação especial dos atores Stella Brajterman e Andre Dale que se desdobram em papéis divertidos como o porteiro Seu Zé, os policiais acionados para exterminar o inseto e até a presença física da própria barata.

Fiúza teve a ideia do argumento em 2013 e mencionou-a casualmente numa conversa com Maitê Proença, que se tornou incentivadora do projeto e ajudou a produzi-lo. O autor contou ainda com o apoio dos diretores Moacyr Góes e Domingos de Oliveira, primeiros leitores do texto. Segundo o autor do texto, talvez tudo não fosse além de um papo doido entre amigos sem a chegada da produtora Renata Paschoal: “Ela acabou com a conversa fiada e concretizou o projeto”.

Eu e Ela
Quando: reestreia dia 29 de maio. Quinta a sábado, 21h, domingo, 20h. Até o dia 21/6/2015
Onde: Teatro Vanucci (r. Marquês de São Vicente, 52, Gávea. Rio de Janeiro. Informações: 0/xx/21 2274-7246)
Quanto: R$ 70 a R$ 80
Duração: 60 minutos
Classificação: 14 anos

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Uma Noite na Lua 20 credito Roberto Mangolin.1 Gregório Duvivier apresenta monólogo em SP

Uma Noite na Lua com Gregório Duvivier - Foto: Roberto Mangolin/Divulgação

Do R7

Um homem em estado de angústia, lidando com perdas e a falta de traquejo social. Numa noite, ele se vê preso à uma peça, que precisa ser terminada naquele dia. A busca do personagem não é só pela escrita da peça: é um profundo questionamento sobre as relações humanas e suas dores e delícias.

É esse o tom de Uma Noite na Lua, texto e direção de João Falcão que o ator, humorista, escritor e poeta Gregório Duvivier encena no Teatro Porto Seguro, em curta temporada: dias 27 de maio, 3 e 10 de junho, quarta-feira, às 21h.

O espetáculo passeia pela mente, num fluxo de ideias e de tensão onde tentativa de reconquistar o objeto amado é a catapulta para a construção de uma narrativa. Gregório conversa o tempo todo com seu pensamento, dando lugar a uma polifonia onde podemos encontrar a nós mesmos.

Elogiada pela crítica, Uma Noite na Lua é uma comédia adulta e madura, onde a imaginação e os devaneios do personagem são acompanhados pela plateia, como se ela estivesse dentro da cabeça dele. Mais que tudo, a peça para mostrar ao público como um ator jovem e um texto afiado podem se relacionar muito bem.

Uma Noite na Lua
Quando: De 27 a 10 de junho, quartas, às 21h
Onde: Teatro Porto Seguro (al. Barão de Piracicaba, 740, Campos Elíseos, São Paulo. Informações: www.ingressorapido.com.br)
Quanto: De R$ 50 a R$ 60
Duração: 60 minutos
Classificação: 12 anos

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antoniela foto bob sousa O Retrato do Bob: Antoniela Canto, voz e atuação

Foto BOB SOUSA*

Texto BRUNA CRISTINA FERREIRA*

Antoniela Canto não está para brincadeira. Mas também pode estar, se assim desejar. Em 2012, junto com os amigos da turma de artes cênicas da PUC-TUCA, ela formou a companhia de teatro La Plongée, que já tem quatro peças em seu repertório. No ano seguinte, o grupo se associava a Mário Bortolotto, no Teatro Cemitério de Automóveis. Em todas as montagens, Antoniela trabalha na criação e está no elenco. Recentemente, ela atuou nas montagens de Ovelhas que Voam se Perdem no Céu e As Cinzas do Velho. Também vem trilhando seu caminho na televisão, especialmente em séries que são sucesso de público e crítica como Doce de Mãe, O Negócio e Psi. Quando não está quebrando tudo nos palcos, sua voz ainda pode ser ouvida em campanhas publicitárias e na HBO Plus. Antoniela, ninguém pode com ela.

*BOB SOUSA é fotógrafo e autor do livro Retratos do Teatro (Editora Unesp). Sua coluna O Retrato do Bob é publicada no Atores & Bastidores do R7 toda segunda-feira, com grandes nomes dos palcos.

**BRUNA CRISTINA FERREIRA é repórter do Portal R7 e cobre o blog interinamente durante as férias do colunista e editor de cultura Miguel Arcanjo Prado.

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cantata 194 Cia do Tijolo faz importante reflexão sobre ditadura e opressão no TUSP

Cantata para um Bastidor de Utopias - Foto: Alécio Cesar/Divulgação

Do R7

A história de Mariana Pineda Muñoz, enforcada aos 26 anos por desafiar o poder do rei espanhol Fernando VII, é a base para o musical Cantata para um Bastidor de Utopias, da Cia do Tijolo, que entrou em cartaz no TUSP neste último fim de semana. A criação se mescla a fatos da ditadura militar brasileira e teve auxilio de intelectuais como Frei Betto.

Para o diretor Rogério Tarifa, apresentar o espetáculo no Teatro da USP é muito importante pela referência histórica de luta que o prédio onde o TUSP está localizado representa.

— Apresentar a peça no TUSP, nos é muito caro, pela importância histórica e política desse teatro, cujo prédio foi um dos alvos da repressão militar e da ditadura brasileira. Com certeza a nossa peça ficará mais atual e será ressignificada ao colocar o espetáculo em diálogo real com um dos espaços mais importantes na luta pela redemocratização do nosso País.

Dentre as indicações e prêmios destaca-se: vencedor do 26º Prêmio Shell nas categorias Cenário e Música, sendo indicado ainda na categoria Direção; vencedor do prêmio da Cooperativa Paulista de Teatro 2013 na categoria Projeto Sonoro, com outras três indicações – Melhor Elenco, Trabalho em Espaço não Convencional e Projeto Visual; indicado ao Prêmio Governador do Estado para a Cultura 2013; e indicado pela Folha de São Paulo como uma das três melhores estreias do ano de 2013.

Nos intervalos da cantata, nos seus bastidores, os atores da montagem (que representam desaparecidos políticos brasileiros) conversam, fazem cenas e cantam músicas de resistência, ampliando a discussão referente aos temas do amor, da liberdade e da revolução apresentados na cantata.

cantata 319 Cia do Tijolo faz importante reflexão sobre ditadura e opressão no TUSP

Cantata para um Bastidor de Utopias - Foto: Alécio Cesar/Divulgação

Cantata para um Bastidor de Utopias
Quando: Segunda, sexta e sábado, às 19h30, domingos, às 18h30. Até 22 de junho.
Onde: TUSP (r. Maria Antônia, 294, Consolação, São Paulo. Informações: 0/xx/11 3123-5233)
Quanto: R$ 20
Duração: 210 minutos
Classificação: 14 anos

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289674 315659025215200 965370336 o Dois ou Um com Luiz Fernando Marques

Por BRUNA CRISTINA FERREIRA*

Luiz Fernando Marques, o Lubi, é o diretor do Grupo XIX de Teatro. Formado em audiovisual, ele também estudou na EAD (Escola de Arte Dramática da USP). Trabalha como cocriador de todos os espetáculos de seu grupo como Hysteria, Hygiene, Arrufos e Marcha para Zentura. Desde 2008, é orientador do Núcleo de Direção da Escola Livre de Teatro de Santo André. Santista, mora em São Paulo há muitos anos, mas não esquece suas raízes. Seu novo desafio é o Domingueira XIX, que ocorre um domingo por mês na Vila Maria Zélia, em São Paulo. O projeto, que estreou no fim de semana passado, propõe um dia de atividades culturais dando ao público a oportunidade de vivenciar a história do bairro e diferentes formas de arte.

1) Vila Maria Zélia ou Jardins?
As duas foram criadas para isolar seus moradores (operários e elite) . E as duas em certa medida fracassaram. Tem um pouco de vila nos jardins e um pouco de jardins na vila. Isso que é interessante nesta cidade. Sempre se tentou colocar cada qual em seu lugar . Mas o lugar se reinventa e o encontro e o embate é inevitável.

2) Rua Mário Costa ou avenida Paulista?
Estou num momento de relação profunda com a avenida Paulista em cartaz no prédio da FIESP/SESI com Bruto ensaiando com o Kunyn no parque Trianon. Tenho frequentado demais esta avenida, que nos últimos anos tem sofrido um processo enorme de reocupação dos pedestres. Percebo isso nitidamente cada vez tem mais gente na rua: não só se deslocando, mas andando de bike, skate, vendendo, se manifestando, catando, flertando e até à toa. A avenida Paulista, quem diria, ainda será o lugar do ócio do paulista. É bizarro mas é a cara desta cidade.

3) Domingo no parque ou domingo na rua?
Olha, como o domingo sempre dá aquela sensação que o tempo não passa ... então, não precisamos escolher: façamos os dois.

4) Palco ou coreto?
Coreto... praça... armazém... apartamento... esquina... rio... praia ... Por último o palco. Gosto de encontrar o lugar de cada peça e poucas vezes este lugar é o palco. Não gosto da ideia do lugar que está ali com a luz exata, com o som exato, com o ângulo de visão exato.... Gosto de fazer as peças abertas para o acaso da cidade, aberta ao inesperado, ao ruído, ao erro.

5) Santos ou São Paulo?
Santos. Santos. Santos. A gente nunca sai do lugar onde nasce. Mesmo que esta cidade seja uma cidade/porto onde muitos chegam e partem, ficamos sempre ali naquele mesmo cais. Quando abrimos nossa janela, onde quer que estejamos, é aquele horizonte que vemos. A maresia entra nos ossos e aquela saudade te acompanha como uma alergia. Santos pode até virar apenas uma fotografia na parede. Mas vai estar sempre ali: _ _ _ _ _ _

6) SFC ou SPFC?
Esta é fácil
Santos Futebol Clube
Até mesmo porque
O Santos não joga bola
O Santos dá espetáculo
O Santos não tem Jogadores
O Santos tem ícones
O Santos não ganha campeonatos
O Santos faz história

7) Cortiço ou arranha-céu?
E onde voas bem alto, eu sou o chão
E onde pisas o chão, minha alma salta
E ganha liberdade na amplidão

8) Hygiene ou Hysteria?
Não tenho esta escolha!
E nem é preciso escolher!
Felizmente as duas peças estão aí vivas. Acontecendo. Testemunhando o tempo, ganhando novas camadas e gerando novos encontros.

9) Tudo Aconteceu ou Nada Acontece?
Tudo e Nada está acontecendo

10) Luiz Fernando Marques ou Lubi?
Essa aqui só com muita terapia pra responder [risos]. Mas garanto que respondo rápido por qualquer um dos dois que me chamarem . Inclusive, hoje em dia, respondo até Psiu!

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IMG 8016 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Esplêndidos estreia no Teatro Aliança Francesa - Foto: Ronaldo Gutierrez/Divulgação

O cerco está fechado

O espetáculo Esplêndidos, dirigido por Eduardo Tolentino, traz sete mafiosos que estão cercados no sétimo andar de um hotel de luxo em Paris, na França. O grupo mantém um jovem policial e a filha de um milionário como reféns. A polícia fica sem ação, enquanto a cidade inteira parou querendo saber o que vai acontecer. Luxúria, traição, morte, os célebres bandidos agem em meio ao caos em que tudo é possível para se salvar, até mesmo travestir-se. A peça entra em cartaz nesta sexta-feira (22), no Teatro Aliança Francesa, em São Paulo, e fica em cartaz até o dia 12 de julho. Apresentações de quinta a sábado, às 20h30, e domingo, às 19h. Ingressos R$ 20 e classificação 14 anos. Informações: 0/xx/11 3017-5699.

Lerê, lerê

Em 2016, a Marcenaria Cultural pretende produzir Escrava Isaura – O Musical. Baseado na obra clássica de Bernardo Guimarães, um dos romances mais conhecidos no mundo, o espetáculo tem estreia prevista já para o primeiro semestre. O projeto é uma coprodução Brasil-EUA, mirando temporada na Broadway (que chique!). A versão terá roteiro adaptado pelos dramaturgos norte-americanos Daniel Bort e Shawn Northrip. O compositor brasileiro Carlos Bauzys será o responsável por conceber as 23 músicas. A direção será de Jeff Whting e os figurinos do incansável Fause Haten. O elenco ainda não foi confirmado.

cns07 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Lucas Domso e Charles Paraventi dividem o palco - Foto: Divulgação

Profissional do sexo

O sexo ainda é tabu? Essa é a questão mote da comédia de esquetes dirigida por Claudio Torres Gonzaga, Congresso Nacional de Sexologia, que estreia neste sábado (23), às 19h, no Teatro Bibi Ferreira, em São Paulo. Com texto de Lucas Domso, que divide os palcos com Charles Paraventi e Daniela Brescianini, o espetáculo apresenta um grupo de especialistas em sexo que pesquisa a fundo a vida sexual de pessoas normais, colocando câmeras em suas casas e participando dos seus cotidianos. A montagem segue em cartaz até 26 de junho. Ingressos: R$ 60. Classificação: 16 anos. Informações: 0/xx/11 3105-3129.

Prorrogado

A Hora e Vez prorrogou temporada no Parlapatões, em São Paulo. Durante o mês de junho, o teatro ganha quatro sessões extras, às sextas-feiras, 19 e 26, às 21h, e aos domingos, 21 e 28, às 19h. O monólogo é inspirado na obra A Hora e a Vez de Augusto Matraga, de João Guimarães Rosa, com Rui Ricardo Ruiz, que também adaptou o texto. A direção é de Antonio Januzelli. Ingressos R$ 30 e classificação 16 anos. Informações: 0/xx/ 3061-9799.

Noitadas em Paris

Mario Bortolotto estreia adaptação do romance Tanto Faz, de Reinaldo Moraes, nesta sexta-feira (22), no Teatro Cemitério de Automóveis, em São Paulo. Bortolotto estará entre os 21 atores do elenco além de assinar direção, sonoplastia e iluminação. A história de concentra nas aventuras etílicas e sexuais do economista Ricardo Mello, durante o período em que esteve em Paris, na França, para cumprir uma bolsa de estudos, no final dos anos 70. Ele não realiza nada, mas se joga numa vida regada a Lou Reed, Burowski, bebidas, mulheres e drogas. A temporada vai até o início de julho. Sextas e sábados, às 21h30, domingos, às 20h30. Ingressos R$ 30 e classificação 16 anos. Informações: 0/xx/11 2371-5744.

fotos erik almeida casamento 11 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Suzy Rego divide o palco com Eduardo Martini - Foto: Erick Almeida

Coisa de casal

Em Até que o Casamento Nos Separe, o público conhece um pouco da intimidade de Maria Eduarda (Suzy Rego) e Otávio (Eduardo Martini), durante 20 anos de história. Durante a peça eles falam com muito bom humor sobre assuntos pertinentes a qualquer casal: TPM, almoço em família, dia dos namorados, a lua de mel, o cotidiano da casa, a divisão de tarefas, as brigas, o balanço da relação e, claro, de amor. O espetáculo estreia nesta sexta-feira (22), no Teatro União, em São Paulo, e fica em cartaz até o dia 31 de julho. Apresentações às sextas, 21h30, ingressos a R$ 60. Classificação 14 anos. Informações: 0/xx/ 11 2104-2908.

Inscrições abertas
Termina no dia 30 de maio as inscrições para a 1ª Mostra de Teatro de Heliópolis, que selecionará espetáculos produzidos em comunidades populares e periferias do Estado de São Paulo. Realizada pela Associação Ação Comunitária Nova Heliópolis, Cia. de Teatro Heliópolis e MUK, a Mostra acontecerá no período de 1º a 9 de agosto. A programação será composta por oito apresentações de espetáculos teatrais (adultos e infantis), 6 intervenções artísticas, workshop de teatro físico, oficina de produção cultural, rodas de conversas, sarau e debates. A curadoria fica a cargo do crítico e pesquisador Alexandre Mate. Os grupos, entidades ou artistas independentes que se enquadrarem no perfil do evento poderão fazer suas inscrições por meio de uma ficha de inscrição disponível no site (www.ciadeteatroheliopolis.com.br/mostra) do projeto. Os grupos selecionados receberão cachês por suas apresentações. A direção artística fica a cargo de Miguel Rocha e Daniel Gaggini será responsável pela produção do evento.

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DSC4512 1024x1024 Entrevista de Quinta   Aos 35 anos, Dan Rosseto diz: Passa de 20 o número de espetáculos que dirigi

Dan Rosseto, atualmente, com três peças em cartaz - Foto: Caio Gallucci

Por BRUNA CRISTINA FERREIRA*

Algumas vezes na entrevista, Dan Rosseto falou sobre como as coisas em sua vida aconteceram um pouco ao acaso. Como se formou em comunicação, como veio parar em São Paulo, como passou de ator a diretor e como conseguiu ficar atualmente com três peças em cartaz ao mesmo tempo.

A primeira a estrear foi O Colecionador de Universos, no Viga Espaço Cênico. Depois foi a vez de Lisbela e o Prisioneiro - O Musical, no Teatro Nair Bello. Recentemente, Tardzio estreou no Parlapatões. Até o fim do ano, ele ainda dirige mais duas peças de sua autoria, Antes de Tudo, no Teatro Augusta, e O Palhaço e as Bailarinas.

Para completar, ele está cada vez mais inclinado a voltar aos palcos como ator e garante que não encana ao ser dirigido.

Proprietário e diretor da escola de teatro musical Applauzo, conheça um pouco mais sobre Dan Rosseto, que apesar de falar  sobre o acaso, é um jovem diretor trabalhador, inteligente e cuja trajetória mostra um tanto de determinação e amor pelo que faz.

BRUNA CRISTINA FERREIRA - Me parece que você está com três peças em cartaz atualmente. Como isso foi acontecer? Não é cansativo?

DAN ROSSETO – Na verdade, eu sabia que isso aconteceria desde o início do Ano. No dia 15 de janeiro, eu já tinha fechado cinco projetos de direção para esse ano. Eu topei o desafio, porque os textos eram bem diferentes entre si. A estética também é diferente. Eu poderia navegar por mares bem distintos.

BRUNA CRISTINA FERREIRA – Mas como você consegue tempo pra tudo isso?

DAN ROSSETO – Eu fiz um planejamento muito certinho, tenho uma equipe muito boa por trás, assistentes e produção que possibilitam essa matemática louca. E eu frequento todos os espetáculos, mesmo com eles em cartaz.

BRUNA CRISTINA FERREIRA – Como assim?

DAN ROSSETO – Depois que o espetáculo entra em cartaz, se o diretor não é do grupo teatral, ele entrega a criança e vai embora. O trabalho do diretor acabou ali. Eu tenho uma relação diferente com os meus trabalhos. Frequento todos eles, todos os dias. Faço manutenção dos três espetáculos.

BRUNA CRISTINA FERREIRA – Como é o seu dia no fim de semana?

DAN ROSSETO – Começa por volta das 16h. Colecionador começa às 17h, Lisbela é às 21h e termino meia-noite, na Praça Roosevelt, no Parlapatões. Enquanto puder, vou acompanhar. No segundo semestre não será mais possível, pois Lisbela viaja para Porto Alegre, Curitiba, Joinville, Rio de Janeiro e algumas cidades do Nordeste. Colecionador ainda não sabemos quais, mas entrará em festivais. Tardzio fica até o fim de junho e pode seguir viagem ou continuar em cartaz.

BRUNA CRISTINA FERREIRA – Qual é a sua formação?

DAN ROSSETO – Eu sou formado em comunicação social com habilitação em publicidade e jornalismo. Depois fiz cinema e pós-graduação em teoria da comunicação e crítica de arte. Fiz a especialização em São Paulo, na Cásper Líbero, mas a faculdade fiz em Presidente Prudente. Eu sou de lá. Estou em São Paulo há 14 anos.

BRUNA CRISTINA FERREIRA – Você é novo, acabou emendando um curso no outro, né?

DAN ROSSETO – Sim. Eu entrei na universidade muito cedo, eu tinha 17 anos.

BRUNA CRISTINA FERREIRA – Sua formação em comunicação te ajuda em algo hoje?

DAN ROSSETO – Engraçado, pois ajuda, sim. Eu trabalhei em agência de publicidade antes de fazer teatro. Eu fazia redação publicitária, atendimento, produção geral de comercial. Essa experiência me deu uma noção muito grande em planejamento.

BRUNA CRISTINA FERREIRA – Como veio para São Paulo?

DAN ROSSETO – Eu tinha 21 anos, vim sozinho. Não tinha menor noção do que ia encontrar. Eu só sabia que o interior já tinha me dado tudo o que eu precisava. Eu quis fazer faculdade no exterior, mas não consegui. Vim para cá sem a ideia de ficar, com uma mala pequena. Não sabia nem andar de metrô. Tem uma história engraçada sobre a minha chegada, uma loteria que eu fiz...

LIGIA E DAN Entrevista de Quinta   Aos 35 anos, Dan Rosseto diz: Passa de 20 o número de espetáculos que dirigi

Ligia Paula Machado, diretora e atriz, ao lado de Dan Rosseto - Foto: Caio Gallucci

BRUNA CRISTINA FERREIRA – Que ótimo! Conta, por favor...

DAN ROSSETO – Desembarquei na Barra Funda sem saber para onde ia. Só sabia que precisava arrumar um pensionato. Aí decidi olhar os nomes de todas as estações de metrô e escolher aquela que tinha um nome interessante. Escolhi Ana Rosa. Fui até lá e encontrei um pensionato e foi onde fiquei morando [risos].

BRUNA CRISTINA FERREIRA – Você teve medo quando chegou?

DAN ROSSETO – Eu tinha uma ilusão de que São Paulo era uma cidade muito violenta, a gente ouve um monte de histórias. Quando dava 17h30, eu já não queria sair do pensionato. Com o tempo, fui me acostumando, saindo, conhecendo as pessoas.

BRUNA CRISTINA FERREIRA – Como era sua relação com o teatro naquela época?

DAN ROSSETO -  Eu trabalhava como ator no interior, tinha experiência em companhia de teatro. Eu pensava em continuar estudando teatro aqui em São Paulo, junto com uma carreira em comunicação. Ia tentar os dois, trabalhar durante o dia, fazer cursos à noite. Fiz Fátima Toledo, fiquei lá três anos, aprendi bastante com ela. O método era diferente, os cursos eram mais longos. Comecei a estudar e projetar algumas coisas, mas ainda como ator.

BRUNA CRISTINA FERREIRA – E como você se tornou diretor?

DAN ROSSETO – As portas se abriram meio por acaso. Um amigo meu queria produzir um espetáculo, Dois Irmãos, e perguntou se eu poderia dirigir a peça. Topei, mas pedi um prazo maior, tive uns cinco meses para entender como funcionava. Ele entendeu meu pedido e não me deu prazo. De lá para cá, perdi a conta, mas passa de 20 o número de espetáculos que dirigi. Minha carreira de ator foi ficando menor. Não tinha tempo para me dedicar. Acabei trocando uma carreira pela outra.

BRUNA CRISTINA FERREIRA – Qual foi sua última peça como ator?

DAN ROSSETO – Foi em 2008, fiz O Imperador e Galileu, com direção do Sérgio Ferrara, no elenco tinha o Caco Ciocler. Para não dizer que não quebrei o jejum, em 2009, eu dirigia O Primo Basílio, o Musical, e ficou quatro anos em cartaz. Na última temporada, em 2012, eu atuei como ator, mas era um espetáculo que eu conhecia. O desafio de construir um personagem do zero, não tive mais.

BRUNA CRISTINA FERREIRA – Você voltará a atuar?

DAN ROSSETO – Existem algumas propostas. Talvez no segundo semestre. Estou naquela fase de negociação. Não sou um ser humano resistente a ser dirigido e sinto que as pessoas têm um pouco de medo de me chamar. Se eu encontrar, serei dirigido, não vou dar opinião. Preciso apenas conciliar a agenda.

BRUNA CRISTINA FERREIRA – Você gosta de estar atarefado...

DAN ROSSETO – Também vou estrear mais uma peça no Teatro Augusta, em novembro, e estamos procurando elenco. Eu não paro. Tenho uma produtora de teatro. Por aí, você imagina como é minha rotina [risos]!

*BRUNA CRISTINA FERREIRA é repórter do Portal R7 e cobre o blog interinamente durante as férias do colunista e editor de cultura Miguel Arcanjo Prado.

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DSC 6688 Mulher leva plateia para viagem dentro de si em festa de aniversário inusitada

Espetáculo Festa com Natália Gonsales - Foto: Flávio Tolezani/Divulgação

Do R7

Uma mulher. Uma geladeira. Um homem. Uma festa. A solidão. Só isso? Só e muito mais. Querendo fugir a rótulos de gêneros dramatúrgicos, o espetáculo Festa ainda flerta com a dança e a música, fazendo o telespectador juntar as peças de um quebra-cabeças de imagens, sons e movimentos.

Após uma temporada no CCBB, o espetáculo solo idealizado e interpretado por Natália Gonsales faz quatro apresentações no Top Teatro, de 21 a 24 de maio, em São Paulo. Ele é focado no trabalho físico da atriz, na relação com o espaço e na exploração da complexidade da mulher contemporânea.

— A ideia desse projeto nasceu há dois anos. Desde o início convidei profissionais que eu admiro e que eu poderia me comunicar, pois a ideia e a trajetória da história existiam, mas a encenação e a dramaturgia precisavam ser construídas e, para isso, eu acreditava na necessidade da troca.

A dramaturgia é de Marcelo Soler e direção de Lana Sultani. Na peça, a vida, a morte, a dor, a paixão e a solidão são teatralizados durante uma festa de aniversário e dançados ao som do tango. Convidada por Natália, Lana diz que gosta de um teatro propositivo.

— Dessa forma, a plateia fica ativa, viva e independente. Quando estou desenvolvendo uma montagem, procuro ampliar as possibilidades por meio da percepção e da sugestão para que estes sejam disparadores de imagens, memórias e sensações.

festa 1 Mulher leva plateia para viagem dentro de si em festa de aniversário inusitada

Espetáculo Festa com Natália Gonsales - Foto: Flávio Tolezani/Divulgação

Festa
Quando: 21 a 24 de maio. Quinta a sábado, às 21h; domingo, às 19h.
Onde: Top Teatro (r. Rui Barbosa, 301, Bela Vista, São Paulo)
Quanto: R$ 30
Duração: 50 minutos
Classificação: 12 anos

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Peça Pailhaços da Folgazões Cia. de Artes Cênicas fotos de Victor Zorzal 3 Cia. Folgazões dá à luz três novos palhaços em peça

Peça Pailhaços da Folgazões Cia. de Artes Cênicas - Foto:Victor Zorzal/Divulgação

Do R7

De uma união para lá de frutífera entre a Cia. Folgazões e o Lume Teatro, Pailhaços mostra o nascimento/surgimento de três novos palhaços para o mundo.

O espetáculo estreia no próximo fim de semana na 7ª dição do Circuito Banescard de Teatro, no Theatro Carlos Gomes, em Vitória, no Espírito Santo.

Pailhaços se faz a seguinte pergunta: “A gente nasce ou estreia nesta vida”? Para animar crianças e adultos, o grupo traz cenas cotidianas de pais que se tornaram palhaços — ou palhaços que se tornaram pais.

Sem falas, Pailhaços é totalmente inclusiva, acessível a pessoas que apresentam deficiências de fala e de audição.

Há tempos o grupo sentia a necessidade e o desejo de iniciar pesquisas na arte do palhaço, que ainda não tinha sido experimentada pelos seus integrantes. Em parceria com Ricardo Pucceti, o desejo foi amplamente atendido.

Atualmente, o grupo tem três espetáculos no repertório, fazendo apresentações regulares no Espírito Santo, em outros Estados do Brasil e também no exterior.

Pailhaços – 7º Circuito Banescard de Teatro
Quando: 22, 23 e 24 de maio. Sexta e sábado, às 21h, domingo, às 19h.
Onde: Theatro Carlos Gomes (Praça Costa Pereira, 250, Centro, Vitória, Espírito Santo. Telefone 0/xx/27 3029-2765)
Quanto: R$ 20
Duração: 70 minutos
Classificação: Livre

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