Transgressões033 Por trás do pano – Rapidinhas teatrais

Natalia Gonsales na peça Transgressões: despedida neste fim de semana - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Despedida
Olha aí, acima, Natalia Gonsales, musa de nossos palcos, que se despede da peça Trangressões, da Cia. Pia Fraus neste fim de semana, no Espaço dos Parlapatões, na praça Roosevelt, em São Paulo. São só mais duas sessões: sábado, 20h, e domingo, 19h. A meia-entrada é R$ 20. Vai, gente!

Sufoco
O ator, dramaturgo e diretor Léo Kildare Louback, depois de viajar para a Áustria e o Chile neste mês de janeiro, precisou pedir emprestada de última hora uma touca de natação preta para reestrear sua peça Como Matar a Mãe – 3 Atos em Belo Horizonte nesta semana. No fim, tudo deu certo. Ufa!

Geração saúde
Ivam Cabral resolveu fazer tudo diferente neste 2015: “sem álcool, cigarro e carnes”, ele promete. O ator do Satyros ainda pode fazer mais e abdicar das quatro rodas: “penso em vender meu carro”, titubeia. A coluna dá aquele apoio em todas as suas decisões, mesmo se fossem ao revés. Ah, só não pode abandonar o sexo, por favor!

 

OQue eu Sonhei Enio Fernandes 1 baixa Por trás do pano – Rapidinhas teatrais

Peça O Que Eu Sonhei pode ser vista por mamães e seus bebês - Foto: Enio Fernandes

Vamos pular!
A Cia. Zin manda avisar que fará o espetáculo para bebês O que Eu Sonhei? no Teatro UMC, na Vila Leopoldina, em São Paulo, a partir deste domingo (1º). Tem dois horários seguidos: 11h e 12h. A temporada vai até 1º de março. Nesta peça dá para levar crianças barulhentas, gente.

Querida do teatro
A jornalista Adriana Macedo, querida da coluna, já dá expediente como programadora teatral no Sesc Pompeia. A turma do Sesc Consolação ficou inconsolável com sua partida. A coluna entende perfeitamente o lamento porque já passou pela mesma situação quando o Sesc a levou de nossa redação do R7.

marilia gabriela Por trás do pano – Rapidinhas teatrais

Marília Gabriela: ela agora quer mais teatro do que TV aberta - Foto: Divulgação

Lá vem ela...
Marília Gabriela deixou o trabalho no SBT, mas não recusou o convite para gravar sua voz em off para a peça Homens no Divã. A estreia está marcada para 7 de fevereiro, sábado da semana que vem, às 21h, no Teatro APCD, em Santana, São Paulo. Gabi empresta seu vozeirão para a psicanalista da peça. Que chique!

...Marilia, Gabi, Gabriela
Gabizinha está na reta final de ensaios da peça Vanya e Sonia e Masha e Spike, com direção de Jorge Takla. Estreia em fevereiro, no Teatro Faap. Os ensaios têm durado até seis horas diárias. Eita.

matheus nachtergaele grupo entre vista sem eira nem beira tiradentes Por trás do pano – Rapidinhas teatrais

Matheus Nachtergaele com atores do grupo Entre & Vista, em Tiradentes: processo de espetáculo mineiro virou filme Terra do Desejo - Foto: Marlon de Paula/Divulgação

Parceria mineira
Matheus Nachtergaele dirigiu a peça O País do Desejo do Coração, do poeta irlandês William Butler Yeats, com o grupo Entre&Vista, formado por artistas moradores de Tiradentes, Minas Gerais. Ele guardava o texto desde os tempos em que cursava a EAD, a Escola de Arte Dramática da USP. Mas foi na cidade histórica mineira, onde tem casa, que resolveu montá-lo, ao aceitar o convite de Aline Garcia, produtora-executiva do último festival teatral Tiradentes em Cena, para comandar o espetáculo no tradicional grupo da cidade. Para registrar tudo para a posteridade, o Coletivo Artístico Sem Eira Nem Beira, formado por estudantes da vizinha São João del-Rei, foi convidado para documentar o processo de criação. Virou o filme documentário Terra do Desejo, exibido nesta quinta (29) na 18ª Mostra de Cinema de Tiradentes. Foi um sucesso.

Por que voltar?
Aliás, este jornalista que escreve esta coluna diretamente de Tiradentes, Minas Gerais, onde cobre a Mostra de Cinema, vive uma dúvida atroz: como voltar para São Paulo? É que em Tiradentes ainda tem água...

Improbidade administrativa
O governo de São Paulo só fala em multar o cidadão por conta da crise hídrica. Mas a pergunta que não quer calar é: e o governador que sabia que o caos estava a caminho e ficou de bico calado para ganhar a eleição... ele não leva multa nenhuma?

bob sousa1 Por trás do pano – Rapidinhas teatrais

O fotógrafo Bob Sousa em autorretrato: exposição na Reitoria da Unesp - Foto: Bob Sousa

A volta do Bob
Bob Sousa, nosso grande fotógrafo do teatro, mal voltou das férias e já vai abrir nova exposição de seus retratos inconfundíveis. O nome da mostra é Luzes do Palco, que integra o Ano Internacional da Luz, celebrado em 2015 pela ONU (Organização das Nações Unidas). A visitação, gratuita, será de 4 a 26 de fevereiro, de segunda a sexta, de 9h às 17h, na Reitoria da Unesp, no centro de São Paulo. A curadoria é de Oscar D'Ambrosio. A coluna vai.

Bala de borracha
A atriz e diretora Aline Negra Silva está indignada com a violência da Polícia Militar de São Paulo para cima dos manifestantes e da imprensa. É mesmo um absurdo...

Refestança
Falando em Aline Negra Silva, olha aí abaixo como ela pretende estar neste carnavalesco fevereiro. Danada.

aline negra silva Por trás do pano – Rapidinhas teatrais

Após o frio polonês, Aline Negra Silva quer se esbaldar nas cores do Brasil - Foto: Arquivo pessoal

Há vagas
Vão até 10 de fevereiro as audições para o musical Avenida Q em Fortaleza, no Ceará. As inscrições são pelo site da superprodução nordestina encabeçada por André Gress e Allan Deberton.

Tchê!
Está tudo certo para a estreia no segundo semestre em Porto Alegre do espetáculo Ensaio para um Adeus Inesperado, de Sergio Roveri. Douglas Castro e Marisa Costa atuam sob direção de João Carlos Castanha. Falando em Castanha, ele está na Suíça, onde foi apresentar o documentário Castanha, o Filme, sobre ele próprio.

0800

Mira Haar, Patricia Gaspar e Carlos Moreno estão numa correria só. É que a peça deles, Florilégio Musical II volta ao cartaz no dia 7 de fevereiro no Museu da Casa Brasileira, na av. Faria Lima, 2.705, em São Paulo. Vai ter sessão sábado e domingo, 16h, até 29 de março. E o melhor de tudo: a entrada será gratuita.

Barulhinho bom
O ator Herbert Silva anda escutando o disco Doces Bárbaros. É que ele agora mora na Bahia. E lá tem água.

herbert silva Por trás do pano – Rapidinhas teatrais

Herbert Silva: morando em Salvador e ouvindo Doces Bárbaros - Foto: Divulgação

 

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Allan e Andre NY Entrevista de Quinta: Dupla quer botar Ceará no mapa dos grandes musicais

O diretor André Gress (ao centro) e o produtor Allan Deberton (ao fundo, à dir.) com o elenco norte-americano de Avenida Q, em Nova York: eles vão produzir o musical no Ceará - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O produtor Allan Deberton e o diretor André Gress só têm uma coisa em mente nos próximos meses. Produzir o musical Avenida Q em Fortaleza, no Ceará. A temporada já está marcada: será no mês de julho deste ano, no Teatro ViaSul, com sessões de quinta a domingo.

Ousada, a superprodução quer colocar o Ceará no mapa dos grandes musicais brasileiros, ao lado de São Paulo e do Rio. As inscrições para interessados em participar das audições que formarão o elenco estão abertas até 10 de fevereiro no site do musical. Nove artistas serão selecionados. Haverá audições em Fortaleza e também no Rio.

O musical conta a história de uma avenida do subúrbio nova-iorquino e seus personagens cheios de sonhos. A versão brasileira é de Claudio Botelho, que fez sucesso recentemente em produção no Rio e em São Paulo (leia crítica). Agora, é a vez de Fortaleza.

O Atores & Bastidores do R7 conversou com os artistas responsáveis por este ambicioso projeto nesta Entrevista de Quinta.

Leia com toda a calma do mundo.

Allan e Andre NY Avenue Q Entrevista de Quinta: Dupla quer botar Ceará no mapa dos grandes musicais

André e Allan no cenário de Avenida Q na Broadway - Foto: Divulgação

MIGUEL ARCANJO PRADO – Avenida Q será o primeiro musical da Broadway produzido no Nordeste?
ALLAN DEBERTON – Pelo que temos conhecimento,  com direitos profissionais de produção, com toda a estrutura técnica necessária, montado regionalmente, sim. Avenida Q estreia em Fortaleza com grande parte da equipe com técnicos locais, diretor e produtor cearenses. O espetáculo pretende inaugurar o conceito de temporada deste segmento, ficando em cartaz de quinta a domingo em julho deste ano.

MIGUEL ARCANJO PRADO – Vocês darão prioridade a artistas do Ceará e do Nordeste nas audições?
ALLAN DEBERTON – Nosso desejo é fomentar regionalmente, descobrir e revelar novos talentos, profissionalizar e desenvolver o setor. Artistas locais competem de igual para igual com candidatos de outros Estados, mas, na hora de escalar o elenco, privilegiaremos o candidato ou candidata mais preparado para dar vida aos personagens.
ANDRÉ GRESS – É um espetáculo que exige muito do ator, pois geralmente interpretam mais de um personagem, com personalidades bem distintas. Além disso, manipulam bonecos, cantam e dançam.

MIGUEL ARCANJO PRADO – Como surgiu a ideia do projeto?
ALLAN DEBERTON – Nos últimos anos tenho assistido quase todos os musicais montados no Brasil. Lembro que Avenida Q, quando estreou no Rio, em 2009, foi uma das produções mais elogiadas, com teatro sempre cheio e público que não parava de rir. Assisti mais de cinco vezes. E queria muito que os cearenses tivessem essa experiência que eu tive. Comecei a negociar em 2011 os direitos para produzir o espetáculo e, em 2012, conseguimos a autorização. Foi quando conheci André Gress e o convidei para fazer a direção do espetáculo. Sonhador, perfeccionista, audacioso e artista preparado, André trabalhou com grandes diretores da Broadway. Sonhamos juntos e, com ajuda de profissionais competentes, estamos transformando este sonho em realidade.

MIGUEL ARCANJO PRADO – O que este musical tem a dizer ao cearense?
ALLAN DEBERTON – Avenida Q é uma das comédias mais irreverentes da Broadway. Divertido e sarcástico, possui um texto universal, pois a Avenida Q pode ser uma avenida qualquer da Argentina, da China, da Inglaterra e, por que não do Ceará? Moramos na terra do humor, Avenida Q combina muito com Fortaleza.

Allan Deberton Produtor  Entrevista de Quinta: Dupla quer botar Ceará no mapa dos grandes musicais

O produtor teatral Allan Deberton: ele promete colocar Fortaleza entre as grandes capitais do musical no Brasil - Foto: Divulgação

MIGUEL ARCANJO PRADO – Como vocês esperam que o público de Fortaleza receba o musical?
ALLAN DEBERTON – Esperamos que a plateia tenha uma nova experiência. Que aqueles que nunca assistiram a um musical se encantem com o gênero, este encontro será possível porque nossos ingressos serão a preços populares.
ANDRÉ GRESS – E que também aqueles mais viajados, que já assistiram musicais no Brasil ou no exterior, saiam impressionados com nossa produção. Estamos trabalhando para fazer bonito.

MIGUEL ARCANJO PRADO – Acha que esta montagem abrirá portas para o teatro musical local?
ALLAN DEBERTON – Queremos desenvolver o setor aqui, potencializar. Fortaleza é uma das maiores capitais do Brasil, já recebe grandes shows, tem o segundo maior Réveillon do País e é uma cidade muito turística!  Produzir um musical não é fácil, ainda mais sendo o primeiro deste porte. Mas estamos muito confiantes. Não mediremos forças para oferecer o melhor para nosso público e construir uma história na cidade.

MIGUEL ARCANJO PRADO – Quem está apoiando o projeto?
ALLAN DEBERTON – Os Correios estão apresentando o espetáculo, nosso patrocinador master, com realização do Ministério da Cultura e apoio cultural da Caixa, FazAuto, Ceará Motos, Ceará Motor, Newland, Bandeirantes Midia Exterior e FisioVida.

MIGUEL ARCANJO PRADO – Qual a importância de um projeto como este para o mercado artístico local?
ALLAN DEBERTON – Acreditamos que estamos contribuindo com o fortalecimento da classe artística e com a descoberta de novos talentos. Queremos desenvolver a cena local, incentivar, oferecer treinamento, possibilitar visibilidade, formar público. Temos um projeto nobre e estamos em busca de incentivadores.

MIGUEL ARCANJO PRADO – Como você vê a cena artística daqui a dez anos em Fortaleza para o mercado musical?
ALLAN DEBERTON – Percebemos Fortaleza como uma cidade cada vez mais internacional. A cena cultural tem mudado. De um tempo pra cá foram inaugurados novos cinemas, novos teatros, o Carnaval da cidade está ficando cada vez mais forte e artistas locais são revelados na TV, no cinema, na música e no teatro. O cearense quer que nosso Estado se desenvolva, gostamos de nos sentir capazes. Daqui a dez anos queremos produzir musicais com histórias nossas e que eles tenham tanto sucesso como outros espetáculos da Broadway! Estamos formando um time competente de sonhadores.

Andre Gress diretor Entrevista de Quinta: Dupla quer botar Ceará no mapa dos grandes musicais

O diretor André Gress - Foto: Divulgação

MIGUEL ARCANJO PRADO – Qual dos musicais da Broadway produzidos recentemente no Brasil você mais gostou?
ANDRÉ GRESS – Se for no sentido de musical, fiquei apaixonado pela montagem do diretor João Falcão que retratou a vida de Luiz Gonzaga com muita delicadeza, Gonzagão (leia crítica). Na linha de grandes produções da Broadway fico com a montagem de Priscila, Rainha do Deserto (leia crítica). Fiquei impressionado com a qualidade e beleza do espetáculo.
ALLAN DEBERTON – Adorei Book of Mormons, produção acadêmica da Unirio. Tantos jovens talentos juntos, amor a teatro musical e brilho no olhar destes estudantes me emocionaram muito! O resultado foi um espetáculo que não perdia em nada para a qualidade técnica de musicais profissionais. Hoje, o Leo Bahia, um dos protagonistas da peça, é do elenco de Chacrinha, o Musical.

MIGUEL ARCANJO PRADO – André, por que você trabalha com arte?
ANDRÉ GRESS – Trabalho com arte para suprir uma necessidade de contar histórias. Acredito que cada pessoa tem um papel muito importante na sociedade. Através de produções que misturam várias formas de arte, como canto, dança e interpretação eu me encontro em um local de realização, onde o foco principal é fazer com que o espectador entre em imersão no universo mágico desenvolvido unicamente para retratar uma experiência única e sensorial.

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OBranco fotoAnaRovati 6 Traição nas redes sociais vira tema de espetáculo

Rede social estabelece triângulo amoroso em O Branco dos Seus Olhos - Foto: Ana Rovati

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Um marido frustrado começa a retomar uma relação por meio de uma rede social com uma amiga do passado. Este é o enredo do espetáculo O Branco dos Seus Olhos, que está em cartaz no Teatro Poeira (r. São João Batista, 104), no Rio.

A peça foi escrita por Alvaro Campos e tem direção de Alexandre Melo. A obra discute a traição nestes tempos pós-modernos. No elenco, estão Karine Teles, Fabiano Nunes e Amanda Vides Veras.

O autor lembra que “hoje, para se estabelecer uma relação não é preciso estar ao alcance físico”. É daí que o Facebook será mola propulsora da traição do personagem Romeu. A peça teve inspiração na vida real, repleta de reencontros virtuais que muitas vezes podem alterar a vida real.

As sessões acontecem de terça a quinta, até 26 de fevereiro, com entrada a R$ 40 a inteira e R$ 20 a meia-entrada. Nos dias 17 e 18 de fevereiro não haverá peça por conta do Carnaval.

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MG 7142 Peter Pan da favela ocupa praça Roosevelt em SP

Cena da peça Peter em Fúria, que volta ao cartaz em São Paulo em fevereiro - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O grupo Pequeno Teatro de Torneado marcou para 7 de fevereiro próximo a reestreia do espetáculo Peter em Fúria, com dramaturgia e direção de William Costa Lima. A obra teve quatro distintas temporadas em 2014.

Dessa vez, a temporada será no Espaço dos Parlapatões, na praça Roosevelt, 158, em São Paulo.

A obra inaugura a sessão das 16h, sempre ao sábados, com obras voltada ao público infanto-juvenil. Ficará em cartaz até 28 de março.

A trama tem como base um assassinato que acontece em uma favela e é uma espécie de versão contemporânea para a história infantil Peter Pan.

Integrantes do elenco, os atores Beatriz Barros e Bruno Lourenço foram eleitos Musa e Muso do Teatro R7 pelos internautas do portal.

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MG 1146 Livro reúne peças do dramaturgo Flavio Goldman

Flavio Goldman lança suas peças em livro pela Editora Giostri - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Seus textos já foram encenados por importantes diretores da cena brasileira, como Francisco Medeiros, Marco Antônio Pâmio e Aimar Labaki. Agora, são reunidos em livro, para que sejam descobertos por gerações futuras.

O dramaturgo Flavio Goldman lança neste sábado (31), a obra O Teatro de Flavio Goldman, pela Editora Giostri. O autor estará no Espaço dos Parlapatões, entre 17h e 20h, quando autografará exemplares para seus leitores.

Na seleção do livro estão as peças Os Passageiros, Boa Memória e Produtos Perecíveis, entre outras.

Diplomata desde 1995 e atualmente trabalhando na Embaixada do Brasil na Grécia, Flavio Goldman estreou como dramaturgo em 2006, com a peça Desexílio, que abriu a temporada de leituras dramáticas no Centro da Cultura Judaica de São Paulo.

Como foi seu padrinho nos palcos, Labaki foi convidado pelo autor para assinar o prefácio do livro.

Nada mais justo.

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gilda nomacce bob sousa O Retrato do Bob: o charme de Gilda NomacceFoto BOB SOUSA*
Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Gilda Nomacce transita como ninguém entre o teatro e o cinema — do qual é queridinha da nova geração de cineastas. Musa tanto dos palcos quanto dos sets, a atriz tem peso, carisma e, claro, talento de sobra. Paulista de Ituverava, estudou artes cênicas na USP. Também fez estudos na Inglaterra (no City Lit School of Arts), nos Estados Unidos (no Watermill Center coordenado por ninguém menos que Bob Wilson) e na Rússia (no Teatro de Tabakov de Moscou). É cosmopolista, ora bolas. No Brasil, integrou nada menos do que o CPT (Centro de Pesquisa Teatral) de Antunes Filho e o grupo Os Satyros. Se no palco é um furor, no cinema coleciona inúmeros prêmios abocanhados pelos festivais nos quais seus filmes passam. Porque, afinal de contas, ninguém é imune ao riso (e ao charme) de Gilda. Ainda bem.

*BOB SOUSA é fotógrafo e autor do livro Retratos do Teatro (Editora Unesp). Sua coluna O Retrato do Bob é publicada no Atores & Bastidores do R7 toda segunda-feira, com grandes nomes dos palcos. Já às sextas, a coluna O Retrato do Bob sai no blog R7 Cultura, com personalidades do mundo cultural.

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maria della costa 1952 funarte Classe teatral sofre com morte de Maria Della Costa; Ivam Cabral e Mario Viana lamentam perda

Maria Della Costa em 1952: atriz foi uma das mais belas do teatro brasileiro - Foto: Funarte

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

A morte da atriz Maria Della Costa, neste sábado (24), aos 89 anos, no Rio, comoveu a classe teatral. Enquanto o Brasil se despede da grande atriz neste domingo (25), o Atores & Bastidores do R7 apresenta dois depoimentos sobre a atriz. O primeiro é do dramaturgo Mario Viana, que a entrevistou na década de 1980. No segundo, o ator Ivam Cabral conta como conheceu Maria, aos prantos, no camarim do Teatro Guaíra, em Curitiba. Viva a memória de Maria Della Costa!

“Uma das mais belas atrizes”
por Mario Viana, dramaturgo e jornalista

“Estive no apartamento de Maria Della Costa uma única vez, no finzinho dos anos 80, para uma entrevista. Era naquele condomínio bonito que tem no fim da Rua dos Franceses. Ela estava em cartaz com Temos que Refazer a Casa, uma peça espanhola sobre duas irmãs disputando uma herança - a outra atriz era Maria Luiza Castelli.

Não foi nenhum sucesso, mas um dos Civita, provavelmente o Roberto, mandou um jornalista da Vejinha entrevistar sua amiga Maria. E lá fui eu. Foi uma tarde ótima, Maria tinha excelentes histórias - e um apartamento decorado com dezenas (dezenas!!!!) de pinturas que a retratavam no auge da beleza. Di Cavalcanti, Portinari, Nery, Cícero, pense em um artista plástica bom dos anos 50 em diante e ele tinha retratado Maria Della Costa, uma das mais belas atrizes a pisar os palcos brasileiros.

Ligada ao Partido Comunista, ela inspirou Jorge Amado a criar a personagem da bailarina de Os Subterrâneos da Liberdade. Atirada, Maria conseguiu erguer um belo teatro no Bixiga, o mesmo que hoje estrebucha, mal administrado por uma associação incompetente.

Destemida, Maria divulgou artistas estrangeiros e brazucas, levando suas montagens em turnês internacionais. Com Gimba, de Guarnieri, montada em 1959, ela rodou o mundo, fazendo uma mulata! Foi-se mais uma figura importante de nossa história teatral.”

“Nos abraçamos no choro de Maria”
por Ivam Cabral, ator, fundador do grupo Os Satyros e diretor da SP Escola de Teatro

“Em 1987 eu nunca tinha visto Maria Della Costa. E, num belo dia, ela aparece em Curitiba para apresentar Alice que Delícia, o texto do Bivar, dirigido por Odavlas Petti. No elenco, além de Maria, o talentoso ator Enio Gonçalves.

Fui sozinho àquela sessão e, na plateia do Guairinha, na estreia de Maria, não tinha mais do que 30 pessoas. E o espetáculo, uma comédia, não fluiu muito bem, não. Ao término, esperei que o público saísse do teatro e me dirigi ao camarim para dar um beijo no elenco.

O que encontrei, no entanto, foi um clima devastador. Maria estava chorando, consolada pelo Enio. Teria dado meia volta se Maria não me chamasse para o abraço. Assim, nós três nos abraçamos no choro de Maria.

Ficamos ali por vários minutos. E eu até me sentia um tanto desconfortável porque não os conhecia e me imaginava intruso ali.

Ao término do abraço, não houve as apresentações. E foi Maria quem começou a falar. Contou que naquela noite haviam acontecido duas coisas importantes. Uma boa, outra má. A má, que o seu produtor e companheiro de anos, Sandro Polônio, estava muito mal num hospital em São Paulo. A boa, que Enio havia ganhado o Kikito de ouro, em Gramado, como melhor ator por “Filme Demência”.

– E veja como é a vida. O Enio, aqui, celebrando o futuro com o prêmio de melhor ator e eu, o meu fracasso. Afinal, vida e morte caminham juntos.

Enio se morreu em outubro de 2013. Hoje, foi a vez de Maria...”

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sao paulo eduardo enomoto 2 Personalidades do teatro revelam votos para SP

SP, 461 anos: vista do centro de São Paulo do alto do Edifício Itália - Foto: Eduardo Enomoto

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

São Paulo é a capital do teatro brasileiro. Nenhuma outra cidade do país se compara à fartura cênica que há em seus palcos. Por isto, neste domingo (25), quando a cidade completa 461 anos, o Atores & Bastidores do R7 perguntou a personalidades de nossas artes cênicas o que desejam à metrópole em seu aniversário. Veja quanta coisa boa:

marba goicochea foto eduardo enomoto Personalidades do teatro revelam votos para SP

A atriz peruana Marba Goicochea: mais tolerância, menos indiferença - Foto: Eduardo Enomoto

"São Paulo é a cidade que escolhi para viver e que representa algo muito importante em minha vida. Foi aqui onde realmente me encontrei como atriz; lhe devo muito, igual que à sua gente. Meu desejo é ver São Paulo com mais tolerância, menos indiferença . Que a diferença seja vista como riqueza; que se veja além do preconceito, que se enxergue a beleza da diversidade. Viva São Paulo. Viva seu povo."
Marba Goicochea, atriz, natural do Peru e paulistana há 12 anos

tony reis foto eduardo enomoto Personalidades do teatro revelam votos para SP

O ator baiano Tony Reis no Teat(r)o Oficina: natureza ligando pessoas - Foto: Eduardo Enomoto

"Sonho com teatro com público ativo e desejo que os rios que cortam a cidade e que estão escondidos, possam ser vistos novamente. Além de serem natureza viva, são elo de ligação para as pessoas!"
Tony Reis, ator, natural de Salvador (BA) e paulistano há oito anos

rachel ripani Personalidades do teatro revelam votos para SP

A atriz paulistana Rachel Ripani: água e energia (elétrica e pessoal) - Foto: Arquivo pessoal

"Sou paulistana, nascida na maternidade São Paulo, família da Moóca e Ipiranga. Amo minha cidade, urbana, apressada, urgente e antenada. A cidade que de fato melhor recebe quem for motivado, interessado, empenhado e honesto. Eu desejo nesse aniversário que tenhamos água para continuarmos movendo a economia de São Paulo adiante. Que tenhamos energia (elétrica e pessoal) para continuarmos batalhando pelas demandas que a cultura da cidade exige. Que tenhamos bom trânsito para que o público consiga chegar aos nossos tantos e belos teatros. E que mereçamos a dignidade que tanto buscamos, nós paulistanos de coração ou de nascença. Parabéns, SP, meu amor!
Rachel Ripani, atriz e tradutora, paulistana desde o nascimento

angela ribeiro foto bob sousa Personalidades do teatro revelam votos para SP

A atriz paraense Angela Ribeiro: desejo de água para SP - Foto: Bob Sousa

"Sou alucinada pela loucura desta cidade e pelo leque de possibilidades que ela oferece. O que eu mais desejo nesse aniversário é que ela seja regada por uma consciência coletiva. Desejo água para São Paulo, que as pessoas entendam que esse problema não é só do 'outro'. Ele depende de cada um de nós. Que chova amor pela cidade!"
Angela Ribeiro, atriz, natural de Belém (PA) e paulistana há 16 anos

kil abreu foto miguelarcanjoprado Personalidades do teatro revelam votos para SP

O crítico teatral paraense Kil Abreu no Centro Cultural São Paulo: 20 anos em SP - Foto: Miguel Arcanjo Prado

"Desembarquei na rodoviária do Tietê depois de dois dias de estrada no invernal julho de 1995 (vinte anos logo mais, pois). O que São Paulo me ensinou de melhor nesse tempo foi a condição – para sempre – do estrangeiro. Agora em qualquer lugar, inclusive em Belém, de onde vim. Celebro isso, o espaço da ignorância libertadora que essa condição nos dá em uma cidade como São Paulo. O que desejo? Que a grandeza econômica se derrame radicalmente sobre a paisagem humana, sobretudo nas quebradas. Que o nosso provincianismo seja imenso, mas que a imensidão seja feita só com a ingenuidade das conversas de porta de casa e nada mais; que lâmpadas existam pra iluminar caminhos, jamais pra serem espatifadas na cabeça de outro ser humano. Que sejamos grandes no reconhecimento do outro como outro. Que tenhamos governos que se recusem a ler as pesquisas de opinião porque nossa opinião só piora. Que sejam capazes de vir pra briga não só conosco como também contra nós; que tenhamos, todos, topete grande pra nos corrigirmos sempre que pensarmos apenas com o umbigo. Que saibamos inventar esse caminho de contramão, hoje utópico, mas que existe inteiro, pedindo pra ser construído."
Kil Abreu, jornalista e crítico, natural de Belém (PA) e paulistano há quase 20 anos

fransergio araujo Personalidades do teatro revelam votos para SP

O ator mineiro Fransérgio Araújo: selvageria e poesia em SP - Foto: Arquivo pessoal

"São Paulo sempre foi a cidade dos meus sonhos uma mistura de diversidade e atitude, as pessoas aqui são mais livres do que em qualquer outra cidade do Brasil . Neste novo aniversário, eu desejo que as ruas se tornem cada vez mais um lugar de encontro de opiniões e desejos do que um local onde as pessoas praticam as piores posturas do seu comportamento social. Este é meu desejo . São Paulo, feliz aniversário, te amo com toda sua selvageria e poesia."
Fransérgio Araújo, ator, natural de Uberlândia (MG) e paulistano há 12 anos

viviane roesil2 Personalidades do teatro revelam votos para SP

A dramaturga e roteirista paulistana Viviane Roesil: SP abraça o mundo - Foto: Arquivo pessoal

"São Paulo abraça o mundo dentro de suas fronteiras. As mais diversas nacionalidades convivem diariamente com os migrantes de todo o País, juntamente com os nascidos aqui, mas infelizmente, a cidade carece de respeito. E é isso que desejo a Sampa. Respeito para com tudo e com todos, no macro e no micro, com todas as honrarias que o verbete abrange."
Viviane Roesil, dramaturga, advogada, roteirista e paulistana desde o nascimento

andre fusko Personalidades do teatro revelam votos para SP

O ator paulistano André Fusko: boa educação para todos em SP - Foto: Divulgação

"Eu desejo uma população com acesso a uma boa educação, que ensine a pensar e questionar e não apenas executar. Desejo fios de alta tensão subterrâneos e muito metrô para não usarmos carro, desejo também menos corrupção e que os políticos trabalhem para a cidade e para os cidadãos, ao invés de trabalharem para atender interesses de 'patrocinadores' e parceiros de corrupção."
André Fusko, ator e médico, paulistano desde o nascimento

stella menz nayara zattoni Personalidades do teatro revelam votos para SP

A atriz paulistana Stella Menz: respeito às diferenças - Foto: Nayara Zattoni

"São Paulo completa 461 anos neste domingo em que comemoraremos com a primeira festa da chegada de Beatriz. Às duas, nosso mais profundo amor. Que cresçam respeitando as diferenças e aprendendo com elas, sejam amigas e trabalhem uma pela outra. Vida longa às jovens meninas!"
Stella Menz, atriz, paulistana desde o nascimento e mãe de Beatriz (ainda em sua barriga)

vanessa goulartt Personalidades do teatro revelam votos para SP

A paulistana Vanessa Goulartt: pra SP, o básico, água e luz - Foto: Arquivo pessoal

"Nasci em São Paulo , capital, em plena avenida Paulista, posso me considerar uma paulistana da "clara". Morei no Rio por alguns períodos. Mas minha presença em Sampa é mais constante. Meu desejo para São Paulo é que a cidade tenha o básico: água (sei que é chover no molhado) e luz! Já senti na pele a falta de luz e a sensação de impotência é terrível! Tendo o essencial, podemos sonhar além do básico!"
Vanessa Goulartt, atriz, paulistana desde o nascimento

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carnaval pompeu fred wills Pompéu quer conquistar universitário na folia

Foliões inundam as ruas de Pompéu (MG): à imagem e semelhança de Salvador - Foto: Fred Wills

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Reza a lenda que mineiro é povo reservado e ressabiado. Pode até ser. Mas, no Carnaval, isso muda de figura, quando Minas Gerais, sobretudo em seu interior, se transforma em uma grande folia.

A cidade de Pompéu, a 170 quilômetros de Belo Horizonte, localizada na microrregião mineira das Três Marias, quer entrar na briga carnavalesca neste fevereiro, quando sua folia completa 18 anos. O foco são os universitários.

Para isso, a cidade aposta em nomes conhecidos nacionalmente para agitar seus foliões entre os dias 13 e 17 de fevereiro próximo. Já estão confirmados Tomate, Monobloco, Grupo Molejo, Cristiano Araújo e Neto LX.

Como reza o figurino das micaretas universitárias da contemporaneidade, no Bloco Reduto de Pompéu haverá abadás, camarotes para todo o tipo possível de VIP e até boate.

Resta saber se ainda haverá espaço para a velha e tradicional marchinha...

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marcio tito pellegrini Marcio Tito Pellegrini conta seu desejo pra SP

Marcio Tito Pellegrini nos 461 anos de São Paulo - Foto: Arquivo pessoal

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

São Paulo completa 461 anos neste domingo (25). Para antecipar a comemoração, o blog Atores & Bastidores do R7 resolveu convocar um paulistano de apenas 23 anos, mas que já faz um barulho danado no teatro da cidade. O dramaturgo e diretor Marcio Tito Pellegrini aceitou o convite e abre o jogo: revela o que deseja pra SP. Veja só que beleza:

"Mano, no parque do Ibirapuera às vezes toca Tom Jobim, mas neste final de semana vai rolar O Maestro do Canão!

Parque Augusta sozinho não faz verão, mas Parque Augusta e Jardim Suspenso no Minhocão, quem sabe?

Meu sonho para SP é que todos os malucos realizem suas histórias e sonhos. Afinal, como não disse Marx, os malucos são a locomotiva da história.

461 anos depois, estamos aqui.

É certo que somos os primeiros seres humanos a contemplarem e viverem os restos do passado e os projetos de um futuro megalomaníaco.

Num presente feroz, São Paulo quer ser Casa Grande, mas a Senzala vai chegar.

Flávio de Carvalho, o 'maluco' do viaduto do Chá, que em 1956 caminhava vestindo saia por entre os homens de sua geração.  MALUCO!

E eu, paulista, paulistano, não conheci Flávio, mas sei de outros 'malucos' que vestindo saias ou não, lutam por um transporte publico de qualidade com tarifa zero para toda população e ainda argumentam “saúde, transporte e educação não podem gerar lucro para o patrão”. Né, não?

Esperávamos os skates voadores, no entanto, o que temos articula maiores realizações; o primeiro prefeito filósofo do qual tive notícia, e prefeito de onde? De SP, aquela sem amor, ou aquela que tem muito amor, mas que ninguém vê.

Malucos que querem desmilitarizar a polícia truculenta, malucxs contra o machismo que não cansa, malucos democratizando a educação, malucos artistas e malucas escolas de teatro. Malucos poetas, escritores, MC’s.

Que os malucos se encontrem e num parecer exato sobre a modernidade: Revolucionem!

Para São Paulo eu desejo o que já nos acontece, eu quero as elites escutando aquele MC do Grajaú, do Capão, o gosto da burguesia misturado com o gosto da plebe, “Gosto de sentir a minha língua roçando a língua de Luiz de Camões”, assim como gosto de sentir São Paulo roçar a modernidade, de Caetano pra Criolo, de peito aberto, seguindo pela ciclofaixa que fará sentido num futuro próximo, eu sei.

Qual cidade do mundo tem um coletivo apenas com autores de teatro que de tempos em tempos leem publicamente seus textos e ali o que se define é a produção de dramaturgia nova, atuante, e não a encenação, qual? Isso não diz a você que somos a cidade do futuro, com sonhos do futuro e realizações que encheriam os olhos do próprio Molière? Ah, os malucos, os malditos malucos, os Malditos Dramaturgos!

Quando falamos de conquistas falamos de sofisticação da alma, chegarmos longe com nosso aparato humano, indo longe no amor, na arte, na política, na ciência e na filosofia. E vamos!

Sonho com integração, trânsito de pessoas e bom 'dia com dois beijinhos'.

Mais PicNic e menos 'passa em casa'.

Mais noite na rua que noite com televisão, São Paulo vai sair, foi saindo, tá vindo, São Paulo começou (a milhão)."

Marcio Tito Pellegrini, paulistano, 23 anos, fundador e dramaturgo do coletivo Tragédia Pop de Teatro

sao paulo eduardo enomoto Marcio Tito Pellegrini conta seu desejo pra SP

"Sonho com integração, trânsito de pessoas e bom 'dia com dois beijinhos'", diz Tito - Foto: Eduardo Enomoto

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