IMG 2292 682x1024 Público fica excitado em Curitiba, diz Marco Nanini

Marco Nanini no Festival de Curitiba: "Público fica excitado" - Foto: Annelize Tozetto/Clix

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Enviado especial do R7 a Curitiba*
Fotos ANNELIZE TOZETTO/Clix

O ator Marco Nanini celebra estar mais uma vez na programação da Mostra Oficial do Festival de Teatro de Curitiba, o mais importante do País. Ele apresenta no evento a peça Beije Minha Lápide, após temporadas de sucesso no Rio e em São Paulo.

A obra de Jô Bilac e dirigida por Bel Garcia fala de um homem que é preso por tentar romper a barreira de vidro para beijar o túmulo do escritor Oscar Wilde. A última apresentação da peça no evento é nesta segunda (30), às 21h, no Teatro Positivo.

Em conversa exclusiva com o Atores & Bastidores do R7, Nanini conta que sempre fica emocionado ao participar do Festival.

"É um festival eclético e o público fica muito excitado em Curitiba. Então, é uma ótima relação. Esta é a terceira vez que venho", diz.

Nanini ama tanto o teatro que tem o seu próprio, o Galpão Gamboa, no Rio.

"Ao lado do Fernando Libonate e do César Augusto fazemos várias temporadas de outras companhias no espaço. Trabalhamos com a formação de plateia", explica.

O ator se despediu há pouco tempo de Lineu, o pai no seriado A Grande Família, que ficou no ar 14 anos com sucesso. "Fiz o Lineu 14 anos, a peça Irma Vap fiz por 11 anos. Sou ator de personagens que duram muito. Acho que tinha de ter uma vida mais comprida", brinca o ator de 66 anos.

Comida mineira e Oscar Wilde

Ele conta que, após Curitiba, viaja com a peça, indo inclusive para Belo Horizonte, onde morou na infância no Hotel Amazonas, no qual seu pai foi gerente. "Estou me preparando, porque a gente engorda em Minas", diz, bem-humorado. "Minhas funcionárias lá em casa são mineiras que nem você, aí você já viu a comida boa que elas fazem".

Nanini gosta de fazer teatro: "Sempre fiz, mesmo com A Grande Família no ar, porque o palco recicla o ator. Teatro é artesanal, tem público ao vivo, é outra conversa".

Foi Nanini quem desejou abordar o universo de Oscar Wilde no palco. "Sempre tive um interesse muito grande nele. Oscar Wilde tem uma obra brilhante e uma vida trágica", afirma.

Para o futuro, além de circular com a peça Beije Minha Lápide, prepara uma montagem de Ubu Rei e deve voltar em breve à televisão: "No final do ano devo começar uma novela, mas a Globo não decidiu ainda qual será", finaliza.

IMG 2362 682x1024 Público fica excitado em Curitiba, diz Marco Nanini

Sucesso da TV, Nanini não abandona o teatro: "Palco recicla o ator" - Foto: Annelize Tozetto/Clix

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do Festival de Teatro de Curitiba.

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16778439810 afa124ff69 k 1024x683 Crítica: Nêgo esfrega racismo na cara da elite curitibana com dança potente

Black power: Bailarinos do espetáculo Nêgo dançam no palco do Guairão - Foto: Humberto Araújo/Clix

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Enviado especial do R7 a Curitiba*
Fotos HUMBERTO ARAÚJO/Clix

A plateia do tradicional Teatro Guaíra não estava lotada para ver a apresentação de estreia de Nêgo (Eu.Ele.Nós. Tudo Preto!) no Festival de Teatro de Curitiba. E era noite de sábado (28), a mais nobre do evento no mais nobre palco.

Pelo menos a curadoria, que escalou vários espetáculos sobre a cultura judaica, lembrou-se também de escalar pelo menos uma montagem de um grupo étnico-social que também foi vítima de genocídio e que segue sendo perseguido no País: o negro.

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Montagem Nêgo tem coreografias duras para denunciar violência do racismo - Foto: Humberto Araújo/Clix

Com direção de Sonia Destri Li com a Companhia Urbana de Dança, a obra é uma coreografia street/contemporânea potente e politizada, que escancara o racismo cotidiano (e muitas vezes velado) tão presente no Brasil.

De cara, joga uma luz em contra na cara do público, tal qual os faróis de uma viatura que muitos brasileiros negros trabalhadores precisam encarar na rua. Porque o racismo dói, é violento e existe. Mesmo que de forma silenciosa.

E Curitiba não fica atrás. Na plateia do Guairão, praticamente não havia negros. O espaço é comumente o da elite branca curitibana. De negros, havia este crítico, um ou outro espectador com muita sorte, alguns seguranças e os bailarinos no palco.

E os artistas merecem ser nominados: Tiago Souza, Raphael Russier, Miguel Fernandez, André Virgílio, Johnny Brito, Julio Rocha, Jessica Nascimento, Allan Wagner e Rafael Balbino.

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Zumbi é evocado durante a dança de Nêgo para lembrar o genocídio cometido contra esta etnia - Foto: Humberto Araújo/Clix

Com uma iluminação na penumbra e uma trilha que mistura sonoridades urbanas da favela com sons de batuques africanos, incluindo a evocação de Zumbi na bela voz da bailarina Jessica Nascimento, o espetáculo é duro em sua concepção estética tal qual é um ato de racismo. Não quer atenuar sua denúncia com beleza plástica. O que faz muito bem.

Enquanto os bailarinos dançavam muitas vezes passos violentos, ouvia-se uma a voz a repetir as palavras repletas de discriminação que um negro precisa escutar sobre sua etnia diariamente neste Brasil racista: "neguinho, azul, criolo, macaco, moreno, moreninho, escurinho, tição" e tantas outras mais.

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Corpos negros em movimento no palco da tradicional elite branca curitibana - Foto: Humberto Araújo/Clix

Ao fim, com a exaustão de uma dança repetida muitas vezes, tal qual a luta pela resistência negra, só resta uma palavra, como rebate a isso tudo: Nêgo. Um retrato da agonia de uma etnia vítima de preconceito diário.

Diante da montagem aguerrida, o R7 percebeu que alguns espectadores preferiram deixar o teatro no meio da obra. Talvez, não suportaram serem esbofeteados com a verdade do racismo que cometem cotidianamente de forma velada em nome da tal falácia da cordialidade racial.

Contudo, a maioria do público permaneceu até o fim. E aplaudiu fartamente o espetáculo. E de pé.

Nêgo (Eu.Ele.Nós. Tudo Preto!) 
Avaliação: Ótimo
Avaliacao Otimo R7 Teatro PQ Crítica: Nêgo esfrega racismo na cara da elite curitibana com dança potente

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Nêgo é retrato da agonia de uma etnia negra, vítima de preconceito diário - Foto: Humberto Araújo/Clix

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do Festival de Teatro de Curitiba.

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gabriela duarte 1024x734 Gabriela Duarte homenageia em Curitiba produtor teatral desaparecido

Gabriela Duarte oferece Através de um Espelho ao produtor Giuliano Ricca - Foto: Annelize Tozetto/Clix

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Enviado especial do R7 a Curitiba*
Foto ANNELIZE TOZETTO/Clix

A atriz Gabriela Duarte está no Festival de Teatro de Curitiba, onde apresenta a peça Através de um Espelho, com texto de Ingmar Bergman adaptado para o teatro por Jenny Worton e dirigida por Ulysses Cruz.

A obra é encenada neste domingo (29), 19h, e segunda (30), no Teatro da Reitoria, com entrada entre R$ 30 e R$ 60.

A montagem do texto vindo da Broadway teve produção de Giuliano Ricca, irmão do ator Marco Ricca desaparecido em outubro do ano passado. O nome dele, como diretor de produção, consta no programa da obra em Curitiba.

Em conversa exclusiva com o Atores & Bastidores do R7, Gabriela revela sua gratidão a Giuliano e o sofrimento de toda a equipe com seu desaparecimento.

"É uma situação muito difícil. Se não fosse por ele, eu não teria feito esse espetáculo", afirma. "Ele abraçou essa ideia desde o começo e é o coração desta montagem".

A atriz, que afirma ainda não saber o que dizer sobre a terrível situação do desaparecimento do colega, revela que a temporada curitibana é simplesmente dedicada a Giuliano Ricca.

"Internamente, eu dedico a ele essa peça todos os dias", revela.

Giuliano Ricca sumiu ao fazer uma viagem de carro de São Paulo ao Rio, em outubro de 2014. Até hoje a polícia não tem pistas de sua localização. Sua família e seus amigos seguem angustiados e desolados.

giuliano ricca Gabriela Duarte homenageia em Curitiba produtor teatral desaparecido

O produtor teatral Giuliano Ricca: família ainda busca informações sobre o que aconteceu com ele, desaparecido desde outubro de 2014 - Foto: Divulgação

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do Festival de Teatro de Curitiba.

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IMG 2172 Satyros volta a Curitiba com peça consagrada

Ivam Cabral, Marta Baião, Fábio Penna, Julia Bobrow e Eduardo Chagas em Curitiba: após consagrar Pessoas Perfeitas em SP, grupo Satyros está de volta a Curitiba, cidade que faz parte de sua história - Foto: Annelize Tozzetto/Clix

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Enviado especial do R7 a Curitiba*
Foto ANNELIZE TOZETTO/Clix

A apresentação da peça Pessoas Perfeitas na Mostra Oficial do Festival de Teatro de Curitiba tem um gostinho especial para o grupo Satyros, que completou recentemente 25 anos de história.

Afinal, parte desta trajetória aconteceu na capital do Paraná, onde tiveram sede até 2005. Curitiba é a terra de Ivam Cabral, fundador do grupo ao lado de Rodolfo García Vázquez.

Ambos são autores do espetáculos e levaram o Prêmio Shell de Melhor Autor pelo trabalho. A peça ainda abocanhou o Prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes) de melhor espetáculo de 2014 ao lado de O Homem de la Mancha.

Tais credenciais transformam a volta do Satyros consagrado nacionalmente a Curitiba como uma espécie de retorno de Tieta, a personagem lendária de Jorge Amado que volta a Santana do Agreste após enriquecer em São Paulo.

Ivam conta ao Atores & Bastidores do R7 que "é uma volta emocionante" e que sente "uma alegria imensa". Até mesmo porque as apresentações deste fim de semana no Teatro Paiol são também seu retorno ao espetáculo após tratar um câncer.

"Curitiba é onde tudo começou, onde me criei. Vem minha família inteira ao teatro. E o curitibano tem aquela coisa de se arrumar todo para ir ao teatro, é todo um ritual", conta Ivam.

O ator ainda se emociona de pisar no palco que foi inaugurado por ninguém menos do que Vinicius de Moraes. "O Paiol é um teatro político, que o Vinicius inaugurou nos anos 70. Para a gente é um palco revolucionário. Fazer esta peça, neste momento do País, é incrível", declara.

IMG 2282 1024x682 Satyros volta a Curitiba com peça consagrada

Ivam Cabral (de amarelo) ao lado de Celso Curi, curador do evento, Gabriela Duarte, Marco Nanini e Leandro Knopfholz, diretor do Festival de Teatro de Curitiba - Foto: Annelize Tozetto/Clix

"Arte pela arte já deu"

Marta Baião, atriz da peça, afirma que gosta de trabalhos artísticos que dialoguem com a sociedade atual, como afirma ser o caso de Pessoas Perfeitas.

"Fazer arte pela arte já deu. Temos de ter um teatro que dialogue com a população. A arte tem de dialogar com seu tempo. Vivemos um momento político absurdo e uma conjuntura que não é favorável aos artistas. Precisamos nos mobilizar", convoca.

A atriz Julia Bobrow, que também integra o elenco de Pessoas Perfeitas, comemora sua segunda vez no Festival de Curitiba: "Vim com Rosa de Vidro e acho muito especial estar aqui de novo. Estava contando os dias. Demos o melhor nosso para essa peça durante o processo, mas não tínhamos expectativa de que seria uma peça tão premiada".

Outro que vem pela segunda vez é Eduardo Chagas, que já fez a peça Uma Pilha de Pratos na Cozinha no evento ao lado de Mário Bortolotto. O ator revela que participar de festivais enriquece o artista. "É sempre bom sair do nosso nicho. Ver como o espetáculo funciona em outro lugar. E o Festival de Curitiba tem uma enorme repercussão", conta.

Se Julia e Eduardo vêm pela segunda vez, Fábio Penna, seu colega de elenco, estreia no Festival. "Conhecia já muitos festivais, menos esse. Agora, espero voltar bastante. Adorei" diz.

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do Festival de Teatro de Curitiba.

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Curitiba Jardim Botânic Aniversário de Curitiba tem teatro e bolo de 600 kg

Jardim Botânico, o cartão postal de Curitiba: vai ter festa pelos 322 anos em toda a cidade - Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Enviado especial do R7 a Curitiba*

Neste domingo (29), a cidade de Curitiba está em festa, pois completa 322 anos.

O aniversário tem um bolo gratuito de 600 quilos que será servido no Parque Barigui à população.

Além da fartura do doce, o Festival de Teatro de Curitiba garante peças em toda a cidade.

Um dos destaques do dia na programação é Beije Minha Lápide, com Marco Nanini, no Teatro Positivo, às 19h, com entrada a R$ 60 a inteira e R$ 30 a meia-entrada.

Para os fãs de comida sofisticada, tem o Gastronomix no Museu Oscar Niemeyer (MON), com barraquinhas de chefs renomados em todo o Brasil.

A Feira do Poeta, no Largo da Ordem, também será um dos pontos altos do dia.

Na Praça Osório, no centro, também acontecem shows a partir das 11h da manhã até o fim da tarde.

No Memorial de Curitiba, onde fica o QG do Festival, haverá show de tambores negros, entre 11h e 14h.

Já na praça Bolso do Ciclista, point jovem da capital paranaense, haverá peças, performances e uma projeção surpresa entre 15h e 20h.

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do Festival de Teatro de Curitiba.

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IMG 1785 1024x682 Selvática reina na cena underground curitibana e promove show off Por Que Não Tem Paquita Preta?

Interessantes e inteligentes: Ricardo Nolasco, Leonarda Glïck e Stéfano Belo, da Selvática Ações Artísticas, grupo que movimenta cena underground em Curitiba - Foto: Annelize Tozetto/Clix

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Enviado especial do R7 a Curitiba*
Fotos ANNELIZE TOZETTO/Clix

Os artistas da Selvática Ações Artísticas são dos mais interessantes não só de Curitiba como da cena teatral atual no Brasil. Primeiro, porque têm personalidade de sobra. Segundo, porque são inteligentes, charmosos e dominam muito bem o discurso que fazem no palco e na vida.

Logo, reencontrá-los no Festival de Teatro de Curitiba é tarefa obrigatória a qualquer jornalista que tenha o desejo de dialogar com seu tempo. E nossos tempos andam muito confusos. Isso é notório. Mas, a turma da Selvática, adora mesmo uma confusão. E faz dela material criativo farto.

Seus integrantes Ricardo Nolasco, Leonarda Glück e Stéfano Belo chegam ao Memorial de Curitiba cheios de histórias para contar ao Atores & Bastidores do R7. Afinal, estiveram no começo do ano em Portugal, onde se apresentaram em Lisboa com a peça Cabaret Glicose.

Mas, antes de falarmos de Europa, conversemos sobre o Festival. O trio conta que "depois de fazer o Festival de Curitiba por uns 15 anos", neste ano não estão na programação oficial por decisão deles mesmos. "Sem apoio é difícil. Fazer o Fringe é muito complicado. A gente precisa volta ao Festival na Mostra Oficial com cachê", diz Stéfano.

IMG 1800 682x1024 Selvática reina na cena underground curitibana e promove show off Por Que Não Tem Paquita Preta?

Stéfano Belo manda o recado: "Fazer o Fringe é complicado, a Selvática tem de voltar ao Festival de Curitiba na Mostra Oficial, com cachê" - Foto: Annelize Tozetto/Clix

Paquita preta

Mas não vão passar em brancas nuvens estes dias teatrais curitibanos. Preferiram fazer um evento off,, em sua Casa Selvática (r. Nunes Machado, 950), espécie de palácio da cena underground curitibana, nos dias 2, 3 e 4 de abril, às 21h.

O lugar funciona como um cabaret contemporâneo e o ingresso é baratinho: "É só R$ 10 a inteira e R$ 5 a meia-entrada", diz Leonarda.

A grande atração que preparam é o show de Simone Magalhães, reconhecida artista da cena curitibana, chamado Por Que Não Tem Paquita Preta?.

"Depois do show, tem nossas presenças performáticas! Você vai desta vez? Porque no ano passado deixei seu nome na lista e você não apareceu", alfineta Stéfano, sem papas na língua (leia o que o rapaz aprontou em 2013).

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Ricardo Nolasco: Selvática fará festa Folia no Matagal em 18 de abril - Foto: Annelize Tozetto/Clix

Folia no Matagal

Mas voltemos à vida atual dos artistas. No momento, ensaiam a peça Iracema 236 ml - O Retorno da Grande Nação Tabajara (a trupe adora títulos gigantes).

Stéfano diz que o grupo curte fazer peça que transforme em linguagem a falta de recursos, como aconteceu em Wunderbar, sensação no Fringe em 2013, do grupo paralelo deles O Estábulo de Luxo. "É que cada um tem sua linguagem própria, o Estábulo e a Selvática", explica Nolasco.

Ele conta ainda que em 18 de abril farão, na mesma Casa Selvática, a festa Folia no Matagal. E que no segundo semestre, estreiam O Kebab da Anticrise.

Além de viajarem entre maio e julho por Rio, onde ficam no Galpão Gamboa, Porto Alegre, Fortaleza e São Paulo, com Iracema..., pelo Prêmio Myriam Muniz de circulação da Funarte.

IMG 1793 682x1024 Selvática reina na cena underground curitibana e promove show off Por Que Não Tem Paquita Preta?

Leonarda Glück: "Éramos reconhecidos nas ruas de Lisboa" - Foto: Annelize Tozetto/Clix

Periferia de Lisboa

Agora, falemos de Europa. Leonarda revela que, ao lado de Cléber Braga e o Elenco de Ouro, participaram do Festival O Bairro i o Mundo, "o maior festival de teatro de inclusão na Europa", na periferia de Lisboa. "Entramos na Europa pelo cu", simplifica.

Conta que na plateia havia muitos africanos, latinos, ciganos e imigrantes do leste europeu. "Nosso público foi de quase 200 pessoas por apresentação, a gente era até reconhecida na rua", lembra. Além dos três e Cléber, também viajaram Mari Paula, Gabriel Machado e Manolo Kattwitz.

Com Cabaret Glicose - Um Cabaret Decolonialista o grupo tentou fazer uma ponte da realidade brasileira com a dos pobres de Lisboa, nos bairros rivais Quinta da Fonte e Quinta do Mocho.

"Desconstruímos a ideia de Brasil como só samba e Carnaval que muitos têm, lá fora Curitiba nem sai no mapa", afirma Leonarda. "Não mostramos o clichê do Brasil, mostramos as marcas de nossa colonização", explica Stéfano. "A gente se aproveitou dos clichês pra jogar um vrá na cara do povo", resume.

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A turma da Selvática no centro de Curitiba: a cena underground é deles - Foto: Annelize Tozetto/Clix

 

Leonarda lembra que até um grupo de freiras foi ver a peça, que inclusive tem cenas de nudez. Ela explica como isso se sucedeu.

"A gente ficou hospedado em um convento das Irmãs Franciscanas. Uma situação almodovariana, eu pensava o tempo todo. Aí, elas pediram para ir ver a peça. Imagine só a van chegando na porta do teatro com 20 freiras. Parecia o filme da Whoopi Goldberg, Mudança de Hábito, que lá em Portugal se chamou justamente Do Cabaret ao Convento. E o melhor: elas adoraram a peça e elogiaram muito. Falaram que éramos inteligentes e profissionais", conta.

E Nolasco resume o aprendizado com aquele riso de menino peralta: "As freiras são mais revolucionárias que a gente".

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Ricardo Nolasco, Leonarda Glück e Stéfano Belo: eles transformam falta de recursos em linguagem estética na Selvagem Ações Artísticas - Foto: Annelize Tozetto/Clix

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IMG 9492 1024x682 Jumento safado chama a atenção nas ruas de Curitiba

Naiara Rios, Fagner Casali, Notli Airan, Jumento (Camila Petry e Takashi Severo), Tati Miiller, Geruza Bandeira e Ricardo Lichtenfels: atores da peça O Jumento & a Moça - Foto: Daniel Sorrentino/Clix

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Enviado especial do R7 a Curitiba*
Fotos DANIEL SORRENTINO/Clix

Um inusitado jumento preto com cara de safado chama a atenção, perambulando pelas ruas do Largo da Ordem, no centro histórico curitibano.

O bicho é o protagonista da peça catarinense O Jumento & a Moça – Comédia Erótica, que integra a programação de comédias do Fringe, a mostra paralela do Festival de Teatro de Curitiba, trazida por Os Bruxos da Corte, de Palhoça (SC).

Fazer o personagem caminhar pelas ruas foi uma estratégia do grupo Anaïs Teatrum para divulgar a obra que estreia neste sábado (28), às 14 h, no Café Teatro Toucher La Lune. Deu certo.

Ainda há apresentação neste domingo (29), 17h, e na segunda (30), 20h, com entrada a R$ 50 a inteira e R$ 25 a meia-entrada.

O diretor da peça, Takashi Severo, diz ao R7 que a obra mostra o que muitos escondem: “Todo mundo tem seus segredos. A peça mostra que o amor pode ser uma gostosa diversão”.

Ele, que também escreveu o texto, preferiu não explicar o que o jumento faz neste contexto do espetáculo. “Tem de ver a peça”, afirmou, com ar de mistério.

O que será que o jumento apronta na obra?

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Um jumento em plena Curitiba: Naiara Rios, Fagner Casali, Notli Airan, Camila Petry, Takashi Severo, Tati Miiler, Geruza Bandeira e Ricardo Lichtenfels chamam a atenção do público do Festival de Teatro de Curitiba - Foto: Daniel Sorrentino/Clix

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16944166651 fff501f3c5 z Crítica: Gotas D’Água sobre Pedras Escaldantes conquista Curitiba com quarteto de amor e fúria

Luciano Chirolli e Felipe Aidar: embate de talento maduro e jovem no palco de Curitiba - Foto: Annelize Tozetto/Clix

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Enviado especial do R7 a Curitiba*
Fotos ANNELIZE TOZETTO/Clix

Desde que o cineasta parisiense François Ozon resolveu em 2000 levar ao cinema o texto Gotas D’Água sobre Pedras Escaldantes, a história escrita pelo alemão Reiner Fassbinder (1945-1982) com apenas 19 anos ganhou o mundo.

Primeiro, porque o roteiro era mesmo fantástico e perturbador. Depois, porque o filme conseguiu também merecer os mesmos adjetivos.

Em Buenos Aires, na Argentina, o filme impulsionou a peça La Banalidad, dirigida por Galo Ontivero, em 2005, e com o ator Juan Manuel Tellategui, hoje fazendo teatro em São Paulo, na pele do personagem Franz. A obra portenha era inspirada na peça de Fassbinder e não o texto na íntegra, como montado agora no Brasil.

Também foi o filme de Ozon, com doses fatais de submissão e tirania imersas em ironia fina, que aproximou o diretor Rafael Gomes da peça e o fez desejar montá-la no Brasil. E ele foi muito bem sucedido na empreitada.

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Quarteto explosivo no palco: Gotas D´Água sobre Pedras Escaldantes conquista Curitiba - Foto: Annelize Tozetto/Clix

Após carreira de sucesso em São Paulo, o que rendeu à obra indicações para o Prêmio Shell de melhor ator, para Luciano Chirolli, e melhor atriz, para Gilda Nomacce, a peça arrebatou o Festival de Teatro de Curitiba nesta quinta (26) e sexta (27) no palco do Teatro Guairinha.

Com um elenco talentoso e com presença cênica indiscutível, Rafael Gomes apresenta uma encenação pop e sofisticada para o texto de Fassbinder sobre a tirania e a submissão em simples (ou complicadíssimas?) relações amorosas humanas.

O olhar para a obra é tão pop e contemporâneo que o diretor até coloca na trilha uma refinada versão de Toxic, de Britney Spears – outra versão inusitada da mesma música também foi muito bem utilizada na peça Bichado, do norte-americano Tracy Letts, dirigida por Zé Henrique de Paula no Festival de Curitiba de 2014.

A beleza plástica da obra é reforçada por uma luz cinematográfica de Wagner Antonio e pelo cenário elegante de André Cortez. A mesma sobriedade (com pitadas de exuberância) estão no figurino assinado pelo estilista João Pimenta.

Gotas D’Agua sobre Pedras Escaldantes mostra a vida do cinquentão dominador Leopold, que se envolve com o jovem Franz, a quem logo transforma em uma espécie de capacho-mucama-prestador-de-serviços-sexuais.

Não bastasse a relação explosiva a dois, mais tarde, surgem duas mulheres para dar novo tempero à história de final surpreendente: Ana, na ex-namorada de Franz e Vera, a transexual ex-namorada de Leopold.

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Sexo e fúria garantem um drama de final surpreendente - Foto: Annelize Tozetto/Clix

Atuações precisas

Luciano Chirolli demonstra tempo preciso e toda a segurança do mundo para compor seu Leopold, odiosamente carismático.

O jovem Felipe Aidar é uma revelação ao não se intimidar com o talento do colega de cena e encontrar a dose exata entre juventude, docilidade e fragilidade em sua composição de Franz, sabendo se impor também e tornando o embate com Chirolli sempre potente.

Além da sintonia fina entre os dois atores na primeira parte da montagem, surgem as duas mulheres, cada qual com sua energia própria, para dar maior peso à obra.

Nana Yazbeck faz corretamente sua personagem, a volúvel Ana, mas é Gilda Nomacce, já no finzinho da peça, quem rouba a cena como Vera, hoje mulher, mas que no passado foi  um menino frágil nas mãos de Leopold, tal qual Franz no presente da obra. Em sua volta ao teatro, após um hiato de quatro anos nos quais se dedicou ao cinema, Gilda impõe um misto de desespero, decadência e resignação à personagem, o que provoca risos nervosos do público.

Com sua versão de Gotas D’Água sobre Pedras Escaldantes, Rafael Gomes se impõe como um jovem diretor que apresenta ter domínio da linguagem cênica para imprimir seu olhar estético minucioso à uma boa história. O resultado disso é um ótimo espetáculo, com boas doses de amor e fúria.

Gotas D'Água sobre Pedras Escaldantes
Avaliação: Ótimo
Avaliacao Otimo R7 Teatro PQ Crítica: Gotas D’Água sobre Pedras Escaldantes conquista Curitiba com quarteto de amor e fúria

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Luciano Chirolli e Gilda Nomacce: encontro de dois grandes talentos - Foto: Annelize Tozetto/Clix

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Cena da peça Iepe, nas Ruínas de São Francisco, em Curitiba - Foto: Annelize Tozetto/Clix

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Enviado especial do R7 a Curitiba*
Fotos ANNELIZE TOZETTO/Clix

Para muitos trabalhadores das artes cênicas no Brasil, o Festival de Teatro de Curitiba é a grande oportunidade de apresentar suas criações para um público amante do teatro e também para a imprensa, que cobre o evento como nenhum outro do gênero.

Foi pensando nisso que a Trupe Temdona, grupo formado com artistas saídos da Fundação das Artes de São Caetano do Sul, no ABC Paulista, resolveu investir em uma temporada no Fringe, a mostra paralela do Festival de Teatro de Curitiba.

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Gente e bonecos: Thaís Irentti na peça Iepe, da Trupe Temdona, em Curitiba - Foto: Annelize Tozetto/Clix

Foram escalados para três apresentações de Iepe, uma das 70 peças gratuitas do evento que soma 422 montagens ao todo até o próximo dia 5 de abril.

O espetáculo de rua tem texto de Luis Alberto de Abreu, e direção de Pedro Alcantara. No elenco, estão André Félix, Rosane Rodrigues, Thais Irentti e Rodrigo Sampaio. Foi o pai deste último, Josimar Araújo Sousa, o Mazinho, que virou o motorista da companhia na viagem a Curitiba.

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Rodrigo Sampaio e André Félix na comédia Iepe, pela primeira vez em um festival - Foto: Annelize Tozetto/Clix

Para economizar, todos se hospedaram em um hostel no centro da capital paranaense. Além de apresentar a peça, os atores aproveitaram também para conhecer Curitiba e fizeram programas turísticos, como visitar o Jardim Botânico.

O ator Rodrigo Sampaio conta que não foi fácil chegar a Curitiba. "Fizemos uma rifa e levantamos o dinheiro para a viagem. E cá estamos nós", diz.

O grande sonho da companhia agora é "conseguir que outras portas de outros festivais se abram", até porque "este é o nosso primeiro", afirma Sampaio. "O Festival de Teatro de Curitiba é o maior e mais plural festival de teatro do País. Aqui, podemos conhecer também outros artistas, outros grupos que talvez jamais teríamos a oportunidade de conhecer", finaliza.

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André Félix e Rodrigo Sampaio (de peruca branca) em cena de Iepe - Foto: Annelize Tozetto/Clix

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do Festival de Teatro de Curitiba.

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miguel arcanjo prado record news parana Vídeo: Veja a Agenda Cultural do Hora News, na Record News, desta sexta feira, dia 27/03/2015

Direto da Record News Paraná, Miguel Arcanjo Prado fala do Festival de Teatro de Curitiba e ainda dá dicas para você se divertir em todo o Brasil - Foto: Divulgação

Direto da Rede Mercosul/Record News Paraná, o colunista e editor de Cultura do R7, Miguel Arcanjo Prado, conta as principais dicas do fim de semana na Agenda Cultural do Hora News da Record News. Ele fala do Festival de Teatro de Curitiba, com 422 peças, das quais 70 são gratuitas e ainda dá a dica de Pessoas Perfeitas, montagem que o grupo Satyros apresenta no fim de semana no Teatro Paiol. Tem também o Gastronomix, a feira gastronômica do evento. E Curitiba faz 322 anos no domingo (29), com direito a bolo gratuito de 600 quilos no Parque Barigui. E em São Paulo tem o espetáculo de tango argentino Uma Noite em Buenos Aires, no Teatro Bradesco, e show de Almir Sater no Tearo Cetip. Nos cinemas tem Cinderela e O Garoto da Casa ao Lado, com Jennifer Lopez. Veja o vídeo:

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