Posts de 24/04/2012

rui de oliveira Rui de Oliveira dá luz a artistas mulatos do Brasil

Rui de Oliveira trabalha em seu livro Três Anjos Mulatos do Brasil - Divulgação

Que o Brasil é um país sem memória todo mundo sabe. Fato público também é que o País não dá o devido valor a seus ícones históricos negros. Salvo Zumbi dos Palmares e Chica da Silva, poucos são lembrados.

Por isso, é motivo de aplauso o lançamento do livro Três Anjos Mulatos do Brasil (Editora FTD), do grande ilustrador Rui de Oliveira, que já chefiou por anos o departamento de Arte da TV Globo e da extinta TVE, atual TV Brasil, no Rio, e é professor da Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro há 27 anos.

Com 400 capas de livros no currículo, ele resolveu decifrar, de forma simples e didática, três grandes nomes mulatos que se destacaram na cultura brasileira colonial: os escultores Aleijadinho, gênio do barroco mineiro, e Mestre Valentim; e o compositor Padre José Maurício, o mais importante músico da colônia. A obra tem textos e ilustrações assinados por Rui.

Bem editado, o livro já ganhou o merecido prêmio de Melhor Livro Informativo, na Feira Nacional do Livro Infantojuventil. Além de ter um texto envolvente, a obra traz o traço preciso de Rui de Oliveira, decifrando o trio de artistas da obra. Entre as ilustrações, há uma belíssima cena que ilustra o Rio da segunda metade do século 18.

Fruto de árdua pesquisa de imagens e sentidos para realizar as ilustrações de um período pouco registrado da história nacional, Rui contribuiu com seu livro para enriquecer as novas gerações com informações precisas e fundamentais para a compreensão da arte brasileira.

capa tres anjos Rui de Oliveira dá luz a artistas mulatos do Brasil

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barrafonda Peça faz público andar 2 km em SP na hora do rush

A trupe da peça Barrafonda: eles até atravessam uma passarela sobre a linha do trem - Bob Sousa/Divulgação

Uma peça em São Paulo promete colocar o público para caminhar por dois quilômetros  na  região central da cidade em plena tarde de sexta-feira, quando o tráfego da capital registra seus piores índices de congestionamento.

Barrafonda é o nome da peça, feita pela Cia. São Jorge de Variedades. Como o título dá a entender, trata-se de uma homenagem ao bairro da Barra Funda, onde está instalada a companhia e onde fica também a sede da Record e a redação do R7.

A montagem tem um verdadeiro batalhão, composto por 25 atores e quatro músicos, e será encenada nas ruas do bairro. Durante quatro horas o público será levado a passear por dois quilômetros, enquanto vê o desenrolar da história. Nada mau para quem quiser perder uns quilinhos.

A andança começa na praça Marechal Deodoro e vai até a praça Nicolau de Morais, e atravessa até a linha do trem da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). Com tanta gente em cena, haverá a utilização de 150 figurinos e de dois pequenos carros alegóricos.

Como não poderia deixar de ser, o espetáculo mistura a história da Barra Funda às tragédias gregas Prometeu Acorrentado e As Bacantes.

A coordenação geral é feita pela atriz Patrícia Gifford, já que a dramaturgia e a direção são assinadas pela trupe inteira.

A estreia está marcada para o próximo dia 4 de maio, às 15h. Ao fim da apresentação, o grupo promete uma festança para todas as idades.

Só não vale se empolgar na festa e recuperar os quilos perdidos na caminhada.

Barrafonda
Quando: toda sexta-feira, às 15h. Estreia dia 4/5. Até 22/6/2012. Em caso de chuva, a peça é cancelada
Onde: saída da praça Marechal Deodoro (Metrô Marechal, São Paulo)
Quanto: grátis
Classificação: livre (menores de 10 anos devem ser acompanhados de um responsável)

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maneco jr1 Peça de Fagundes homenageia filho de Maneco

Manoel Carlos, ao lado de seu filho Maneco Jr.: homem de cultura que faz falta

O jornalista Manoel Carlos Jr., morto em fevereiro deste ano aos 59 anos, ganhou homenagem no espetáculo Vermelho, protagonizado por Antonio Fagundes e seu filho, Bruno, em São Paulo.

No programa da obra, o diretor, Jorge Takla, oferece a montagem à memória do assessor de imprensa, filho do autor de novelas Manoel Carlos.

— Dedico este espetáculo ao nosso querido Manoel Carlos Jr.

Maneco Jr. sempre esteve envolvido com a arte, com o seu escritório Quatro Elementos Comunicação, o que o tornou um dos homens mais importantes do jornalismo cultural paulistano e brasileiro.

Ao saber que este blog falaria de seu filho, o escritor Manoel Carlos nos enviou a carinhosa mensagem abaixo:

— Miguelito, obrigado pelo carinho com meu filho, que me faz tanta falta. Um filho lindo, sempre disposto a ajudar as iniciativas culturais. Hoje estaria feliz também, por ver seu blog trabalhando pelo teatro.

Nota do editor: É este blog quem fica feliz, Maneco, por ter talentos que são também amigos queridos, gente como você e seu filho, Maneco Jr., que partiu tão cedo, deixando todos nós com saudade.

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