Posts de 06/08/2012

vestido de noiva andre stefano SP celebra 100 anos de Nelson Rodrigues com 12 peças do dramaturgo grátis nos teatros da cidade

Os Satyros apresentam Vestido de Noiva na mostra Agosto 100 Nelson - Foto: André Stéfano/Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

O próximo dia 23 é o grande dia. Nele, completam-se 100 anos do nascimento de Nelson Rodrigues, em Recife. Sim, ele não era carioca, apesar de ter feito as peças mais cariocas de todos os tempos.

O mestre do teatro moderno brasileiro é celebrado por todo País. Em São Paulo, os teatros da Prefeitura Municipal prepararam uma maratona de 12 espetáculos do mestre, com os grupos mais importantes da cidade, na mostra Agosto 100 Nelson.

E o melhor: são todos gratuitos.

Com direção de Nelson Baskerville, as montagens de 17 X Nelson, O Beijo no Asfalto e Os Sete Gatinhos, que abordam confrontos e neuroses do núcleo familiar, entram em cartaz nos Teatros Cacilda Becker e Alfredo Mesquita. Já a sempre polêmica Cia. de Teatro Os Satyros apresenta Vestido de Noiva no Teatro Cacilda Becker.

Veja, abaixo, os endereços dos locais de apresentações em São Paulo e o serviço de cada uma das peças. Os ingressos são distribuídos uma hora antes de cada sessão, até dois por pessoa.

Fique esperto!

Endereços dos teatros:

Teatro Alfredo Mesquita. Av. Santos Dumont, 1.770, Santana, Zona Norte. Tel. 2221-3657.

Teatro Cacilda Becker. Rua Tito, 295, Lapa, Zona Oeste. Tel. 3864-4513.

Teatro Décio de Almeida Prado. Rua Cojuba, 45, Itaim Bibi, Zona Oeste. Tel. 3079-3438.

Teatro João Caetano. Rua Borges Lagoa, 650, Vila Clementino, Zona Sul. Tel. 5573-3774 e 5549-1744.

Teatro Zanoni Ferrite. Av. Renata, 163, Vila Formosa, Zona Leste. Tel.: 2216-1520

Galeria Olido. Sala Olido. Av. São João, 473, Centro. Tel. 3331-8399 e 3397-0171.

Programação:

17 X NELSON - PARTE 2

Círculo dos Canastrões. Dir.: Nelson Baskerville. Com Adilson Azevedo, Adriana Guerra, Carol Carreiro e outros. 110 min. +16 anos.
Onze atores circulam através de 50 personagens das 17 peças de Nelson Rodrigues, tendo como ponto de vista o núcleo familiar, seus confrontos e neuroses.
| Teatro Cacilda Becker. Zona Oeste. De 1º a 9. 4ª e 5ª, 21h
| Teatro Alfredo Mesquita. Zona Norte. Dias 15, 16 e 24, 21h

O BEIJO NO ASFALTO

Círculo dos Canastrões. Dir.: Marco Antonio Braz. Com Renato Borghi, Adilson Azevedo, Adriana Guerra e outros. 90 min. +16 anos.
Pouco antes de morrer por atropelamento, rapaz pede a um desconhecido que lhe dê um beijo, gerando uma série de problemas para o homem, causada pelo preconceito disseminado por um jornal sensacionalista.
| Teatro Cacilda Becker. Zona Oeste. Dias 3 e 10, 21h
| Teatro Alfredo Mesquita. Zona Norte. Dias 22 e 23, 21h

MYRNA

Cia. de Vestido. Dir.: Renato Borghi e Elcio Nogueira Seixas. Adapt.: Elias Andreato. Com Luciana Borghi e Roque Gomes. Espetáculo inédito. 65 min. +12 anos.
Espetáculo baseado em textos inéditos de um pseudônimo feminino de Nelson Rodrigues, publicados originalmente em 1949 no jornal Diário da Noite, sobre um programa de rádio que responde as cartas amorosas enviadas pelas ouvintes.
| Teatro Zanoni Ferrite. Zona Leste. De 3 a 5. 6ª e sáb., 20h. Dom., 19h
| Teatro Décio de Almeida Prado. Zona Oeste. De 17 a 26. 6ª e sáb., 21h. Dom., 19h

VALSA Nº 6

Dir.: Eric Lenate. Com Renata Calmon. Espetáculo inédito. 60 min. +14 anos.
Interpretação do único e célebre monólogo de Nelson Rodrigues, que mostra uma garota de 15 anos relembrando seu suposto assassinato.
| Teatro Décio de Almeida Prado. Zona Oeste. De 3 a 12. 6ª e sáb., 21h. Dom., 19h
| Teatro Zanoni Ferrite. Zona Leste. De 24 a 26. 6ª e sáb., 20h. Dom., 19h

OS SETE GATINHOS

Dir.: Nelson Baskerville. Dir. musical e composição: Gustavo Sarzi “Caipira”. Com Renato Borghi, Adilson Azevedo, Adriana Guerra e outros. 80 min. +16 anos.
Por trás da aparência de família convencional, os hipócritas Noronhas têm quatro filhas que se prostituem para garantir a castidade e boa educação da mais nova, que, no entanto, também não é virgem.
| Teatro Cacilda Becker. Zona Oeste. De 4 a 12. Sáb., 21h. Dom., 19h
| Teatro Alfredo Mesquita. Zona Norte. Dia 25, 21h. Dia 26, 19h

BOCA DE OURO

Grupo Gattu. Dir.: Eloísa Vitz. Com Elam Lima, Rafaela Ferri, Eloísa Vitz e outros. 90 min. +12 anos.
Peça em três atos que conta três versões do assassinato de um poderoso bicheiro carioca, investigado por um repórter policial.
| Teatro Alfredo Mesquita. Zona Norte. Dias 8 e 9, 21h
| Teatro Cacilda Becker. Zona Oeste. De 24 a 26. 6ª e sáb., 21h. Dom., 19h

TIRANDO OS PÉS DO CHÃO - AÇÃO PERFORMÁTICA

Cia. Cênica Nau de Ícaros. Dir. e coreografia: Erica Rodrigues. Intérpretes-criadores: Marco Vettore, Álvaro Barcellos, Beatriz Evrard e outros. Locução de Myrna: Marcelo Várzea. 50 min. Livre.
Processo de criação de um espetáculo baseado no monólogo “Myrna”, uma espécie de consultório sentimental sobre o amor. O público é convidado a entrar no espaço cênico até ser suspenso, literalmente, por cordas de alpinismo.
| Teatro João Caetano. Zona Sul. De 8 a 22. 4ª, 21h

TIRANDO OS PÉS DO CHÃO

Cia. Cênica Nau de Ícaros. Dir. e coreografia: Erica Rodrigues. Intérpretes-criadores: Marco Vettore, Beatriz Evrard, Celso Reeks e outros. Locução de Myrna: Marcelo Várzea. 50 min. Livre.
Espetáculo que mostra as vicissitudes do amor a partir de um estado de suspensão, baseado em “Myrna”, monólogo que retrata diversas histórias e experiências.
| Teatro João Caetano. Zona Sul. De 9 a 26. De 5ª a sáb., 21h. Dom., 19h

DOROTÉIA

Grupo Das Dores de Teatro. Dir.: Brian Penido Ross. Com Giovanna Ghiurghi, Paloma Galasso, Rita Giovanna e outros. 70 min. +12 anos.
História de três primas viúvas e castas que recebem a visita de uma parenta distante, prostituta arrependida de seus pecados, que passará por provações para ficar junto da família.
| Teatro Zanoni Ferrite. Zona Leste. De 10 a 19. 6ª e sáb., 20h. Dom., 19h

A SERPENTE

Grupo Gattu. Dir. e dir. musical: Eloísa Vitz. Com Daniela Rocha Rosa, Eloísa Vitz, Elam Lima e outros. 60 min. +12 anos.
Infeliz no casamento e pensando em morrer, mulher se separa ainda virgem e passa uma noite com o marido da irmã, formando um complicado triângulo amoroso.
| Teatro Alfredo Mesquita. Zona Norte. De 10 a 12. 6ª e sáb., 21h. Dom., 19h
| Teatro Cacilda Becker. Zona Oeste. Dias 22 e 23, 21h

VESTIDO DE NOIVA

Cia. de Teatro Os Satyros. Dir.: Rodolfo García Vázquez. Com Ivam Cabral, Cléo de Paris, Helena Ignez e outros. 90 min. +14 anos.
Em coma por conta de um atropelamento, moça revive seus conflitos com o marido e a irmã através de três pontos de vista: o da realidade, o da memória e o da alucinação.
| Teatro Cacilda Becker. Zona Oeste. De 16 a 19. 5ª e 6ª, 21h. Sáb., 18h e 21h. Dom., 19h

SENHORA DOS AFOGADOS

Núcleo Experimental. Dir.: Zé Henrique de Paula. Dir. musical: Fernanda Maia. Com Tony Giusti, Einat Falbel, Bárbara Bonnie e outros. 120 min. +12 anos.
Enquanto em um cortejo fúnebre mulheres do cais relembram a morte de uma jovem prostituta, casal está de luto pelo afogamento da filha.
| Teatro Alfredo Mesquita. Zona Norte. De 17 a 19. 6ª e sáb., 21h. Dom., 19h
| Sala Olido. Centro. De 24 a 26. 6ª e sáb., 20h. Dom., 19h

O Retrato do Bob: Paulo Cruz, um ator em constante experimentação

O Retrato do Bob: Einat Falbel, toda a força de uma atriz pós-desilusão

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Paulo Cruz foto bob sousa O Retrato do Bob: Paulo Cruz, um ator em constante experimentaçãoPor Miguel Arcanjo Prado
Foto de Bob Sousa

Quase três décadas antes de ser a estrela da peça Bichado, o menino Paulo Cruz era espoleta. Na terceira série primária, escrevia, dirigia e atuava nas peças infantis de sua escola, em São Caetano do Sul, no ABC paulista, sua terra natal.

Na adolescência, descobriu outra vocação: cantar. Criou uma banda de rock e, em paralelo, entrou para o coral cênico da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). Foi aí que a paixão da velha infância voltou.

— Foi no coral que relembrei como era bom estar no palco.

Logo se enfiou em todos os workshops de teatro possíveis. Mas, na hora do vestibular, acabou optando por jornalismo. Fez só até o terceiro ano na Faculdade Cásper Líbero. Hora em que resolveu encarar a vocação e se matriculou na escola de teatro Indac, em São Paulo.

Sua primeira peça profissional foi em 2005, Sete Contra Tebas, dirigida por Inês Aranha. Dois anos depois, fez a websérie Zona Incerta, sucesso da revista Superinteressante. Interpretava o cientista Miro Bittencourt. Seu trabalho foi tão convincente que, na época, o senador Arthur Virgílio fez discurso em Brasília contra seu personagem fictício, achando que tudo era real. Ponto para o ator.

Paulo também dá seus primeiros passos no cinema. Fez o curta Amor Caliente, de Rodrigo Diaz Diaz. E agora, ao lado de Elton Takii, fez a preparação de atores do filme Corações Sujos, dirigido Vicente Amorim, que estreia neste segundo semestre.

Com Núcleo Teatro XPTO, viajou boa parte do Brasil com a peça Na Ponta da Língua. Foi em uma dessas viagens que descobriu que o Núcleo Experimental estava selecionando atores para a peça Bichado, sucesso do primeiro semestre nos palcos paulistanos que encerra temporada nesta segunda (6).

—Estava apresentando espetáculo em Bataguaçu, no Mato Grosso do Sul, e viajei 14 horas de ônibus até São Paulo só para fazer o teste.

Foi escolhido pelo diretor Zé Henrique de Paula para viver o perturbado desertor da Guerra do Golfo Peter Evans, que acaba provocando uma revolução na vida da garçonete Agnes (Einat Falbel), no texto do norte-americano Tracy Letts.

— Adoro teoria da conspiração e o personagem traz um monte de dados reais em sua fala. Isso até me assustou um pouco, mas depois ele me abriu para um monte de coisas interessantes.

Assim como o personagem, há dois anos, Paulo Cruz está sem endereço certo. Vai vivendo o que o teatro lhe proporciona, sempre com a ajuda dos fieis amigos.

— Sou muito solitário. Gosto de ter momentos sozinho. Só espero não ser tão louco quanto o Peter [risos].

Mesmo com as adversidades da profissão, desistir do teatro jamais foi uma possibilidade.

— Não conseguiria viver tudo que vivi se não fosse atuando. O que mais me emociona é poder viver outra pessoa durante um tempo. Posso experimentar minhas máscaras.

Sobre o futuro, espera coisas boas, diante da maturidade alcançada aos 35 anos.

— Estou começando agora a fazer TV e cinema. Sempre tive vontade de trabalhar com esses dois veículos, além do teatro. Quero experimentar daqui para a frente...

Sobre ter sido eleito muso do teatro pelos internautas do R7, aqui no Atores & Bastores, ele se diverte.

— Foi engraçado. Isso me pegou de surpresa, estava no metrô quando um amigo me avisou. Claro que muitos colegas me “zoaram”. Fiquei pensando: “eu, muso?”. Faço um louco sangrento na peça! Bom, mas todo reconhecimento é gostoso. Pelo menos isso me mostrou que eu não sou tão horrível [risos].

O Retrato do Bob: Einat Falbel, toda a força de uma atriz pós-desilusão

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Foto Joao Caldas F ¦ 5548 Visto por 200 mil, <i>A Família Addams</i> prorroga temporada até 28 de outubro em São Paulo

Marisa Orth e Daniel Boaventura (à dir.) encabeçam elenco de musical de sucesso - Foto: João Caldas

Por Miguel Arcanjo Prado

Por conta do sucesso, o musical A Família Addams prorrogou temporada no Teatro Abril, em São Paulo.

A montagem que tem Marisa Orth e Daniel Boaventura como protagonistas, na pele dos patriarcas da família de monstros mais divertida da história, já foi vista por 200 mil pessoas.

O elenco ainda traz Laura Lobo, Iná Carvalho, Paula Capovilla, Beto Sargentelli, Wellington Nogueira, Rogério Guedes e Claudio Galvan, entre outros.

Claudio Botelho é o responsável pela versão brasileira, que tem direção de Jarry Zaks, coregrafia de Sergio Trujillo e direção musical de Mary-Mitchell Campbell.

Leia a crítica do R7: A Família Addams diverte sem assustar

A Família Addams
Avaliação: Bom
Quando: Quinta e sexta, às 21; sábado, às 17h e 21h; domingo, às 16h e 20h. Até 28/10/2012
Onde: Teatro Abril (av. Brigadeiro Luís Antônio, 411, São Paulo, tel. 0/xx/11 4003-5588)
Quanto: R$ 80 a R$ 250
Classificação: Livre

O Retrato do Bob: Paulo Cruz, um ator em constante experimentação

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