Posts de novembro/2012

musos teatro novembro Angela Ribeiro e Alysson Salvador são Musa e Muso do Teatro R7 de novembro de 2012

Os atores Angela Ribeiro e Alysson Salvador foram os preferidos dos internautas do portal e ganham agora o título de Musa e Muso do Teatro R7 de novembro de 2012 - Fotos: Bob Sousa e Arquivo pessoal

Por Miguel Arcanjo Prado

A atriz Angela Ribeiro é a nova Musa do Teatro R7. Já o novo Muso do Teatro R7 é Alysson Salvador.

Os dois foram os preferidos dos internautas do portal no mês de novembro de 2012, em eleição aberta encerrada às 20h desta sexta (30).

Angela Ribeiro é paraense e atua no espetáculo Máquina de Dar Certo, em cartaz no Teatro Cacilda Becker, em São Paulo. Ela integra a Cia. Bruta de Arte, dirigida por Roberto Audio. Ela obteve 3.332 votos, ou 50,3% do total da votação feminina.

Em segundo lugar ficou Natalia Gonsales, atriz da montagem Breu, em cartaz no Viga Espaço Cênico, com 2.571 votos, ou 38,8% do total. E em terceiro, ficou Carol Hubner, atriz de A Casa de Bernarda Alba, que encerrou temporada no Teatro do Centro da Terra, com 644 votos, o que corresponde a 9,7% do total.

Já o ator e músico Alysson Salvador é belo-horizontino e integra o elenco do espetáculo Zumbi, dirigido por João das Neves, em cartaz no Sesc Pompeia, em São Paulo. Ele foi o preferido de 43,5% dos que votaram na eleição masculina e venceu com 1.723 votos.

Em segundo lugar ficou Taiguara Chagas, ator da peça Feizbuk, em cartaz no Espaço dos Parlapatões, com 1.314 votos, o que corresponde a 33,1% do total. Seguido, em terceiro lugar, por Gabriel Muglia, ator de Odisséia, em cartaz no Galpão Folias, que obteve 758 votos, ou 19,1%.

Em breve, aqui no Atores & Bastidores do R7, você verá reportagem e ensaio fotográfico especiais e exclusivos com a Musa do Teatro R7 Angela Ribeiro e o Muso do Teatro R7 Alysson Salvador.

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casa2 Texto de A Casa de Bernarda Alba, de Federico García Lorca, se mantém atual 70 anos depois

Mulheres em ebulição: texto é o mérito de A Casa de Bernarda Alba - Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

O escritor espanhol Federico Garcia Lorca (1898-1936) retratou como ninguém, em seu espetáculo A Casa de Bernarda Alba, a opressão da mulher em uma sociedade machista e patriarcal, como é comum nos países latinos. E isso bem antes da revolução feminista acontecer.

Apesar de ter escrito a peça em 1936, meses antes de ser condenado à morte sumária com tiro na nuca, em plena Guerra Civil Espanhola, seu texto permanece atual.

O Brasil ainda mantém rincões onde a revolução do comportamento feminino é desconhecida. Nestes lugares, para a mulher, o casamento é a única alternativa possível.

É justamente a falta dessa possibilidade – conseguir um marido – que faz fervilhar as filhas criadas com mão de ferro pela viúva tirana Bernarda Alba.

Cinco irmãs solteironas se colocam em polvorosa quando uma delas consegue arrumar um pretendente, no caso a primogênita, que herdou a maior fatia da herança do pai.

casa Texto de A Casa de Bernarda Alba, de Federico García Lorca, se mantém atual 70 anos depois

Filhas no cabresto: peça tem mãe tirana

A montagem dirigida por Marcelo Medeiros e Néia Barbosa tenta explorar esse conflito da feroz disputa feminina – quem já trabalhou em um lugar repleto de mulheres sabe muito bem como a maioria delas se comporta na sede pelo poder.

No caso da peça, o poder é conseguir um marido que as tire da opressão materna e que represente um novo horizonte.

A direção acerta ao dar a personagem de Bernarda Alba para um homem. O ator Theo Moraes acaba por se destacar, ao construir uma matriarca amarga e violenta no limite da caricatura, ultrapassada por ele em alguns momentos. Mas nada que tire seu brilho.

Já Samara Pereira desperdiça a grande personagem que tem em mãos, Pôncia, a empregada da casa que tudo vê e tudo sabe. Quando teria tudo para roubar a cena, a atriz fica presa ao texto e, sem intenção, deixa sua personagem inverossímil. 

A decisão em manter as falas na segunda pessoa não foi um bom achado. Uma adaptação para um linguajar mais coloquial teria ajudado o elenco, irregular, a dizê-lo com mais verdade.

O canto no começo do espetáculo também soa incômodo. É preciso cuidado com a afinação em uma cidade acostumada a ver números musicais impecáveis. O violonista Kauan de Medeiros precisa acompanhar as notas que surgem de supetão na boca das atrizes desnudas no palco.

O figurino de Marcio Rodrigues acerta na sisudez, contribuindo para criar o ambiente de opressão. O cenário e a luz de Zauara Corpo de Arte apenas cumprem sua função.

Entre as filhas, as atrizes Dani Salmória constrói uma Adela, a caçula, fresca e debochada em relação às irmãs mais velhas, ciente do poder de sua juventude, que lhe dá a ela alguma possibilidade de sair daquele inferno fraternal.

Carol Hubner também consegue dar a densidade do sofrimento contido de Martírio, sua personagem. Se ainda está engatando no começo da peça, lava a alma na cena final.

Completam as irmãs Vanessa Friggo (Angústias), Carol Ghirardelli (Amélia) e Renata Fasanella (Madalena), que apenas cumprem as funções de suas personagens.

O elenco ainda tem Monica Negro, que faz uma criada sem brilho; e Néia Barbosa, como Maria Josefa, que ultrapassa os limites do exagero como a avó louca.

Mas o elenco se esforça, apesar dos percalços. O desejo de fazer é perceptível. Mas o que sustenta de fato a montagem é a a boa história criada por Lorca, capaz ainda de provocar identificação e de surpreender o público mais de sete décadas depois de ser lançada.

A Casa de Bernarda Alba
Avaliação: Regular

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luciano eduardo enomoto Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

De saia e peruca rosa, Luciano bate o prato no palco do circo Tihany - Foto: Eduardo Enomoto

Por Miguel Arcanjo Prado

Que graça!
Olha que gracinha ficou o sertanejo Luciano no palco do circo Tihany Spectacular, no clique certeiro do nosso fotógrafo Eduardo Enomoto. Sem o irmão Zezé Di Camargo, o cantor levou a mulher, Flávia, e as filhas gêmeas, Isabella e Helena, para conferir a estreia do espetáculo AbraKdabra, na lona montada no parque Villa-Lobos, em São Paulo. A coluna também estava lá. Convidado a subir ao palco pelo palhaço, o simpático Luciano entrou na brincadeira e transformou-se em uma integrante da banda circense. Ele até rodopiou, além de bater os pratos como ninguém. O público veio abaixo. Viva o picadeiro!

coluna leandro luna Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Leandro Luna: destaque

Premiado
O ator Leandro Luna ganhou o Prêmio Magnífico de Ator Destaque, por sua atuação no musical Priscilla, Rainha do Deserto (leia a crítica). O moço também protagonizou recentemente o filme Satyrianas - 78 horas em 78 minutos (leia a crítica), que deu o que falar entre a turma teatral. Falando no musical das drags, ele encerra temporada neste domingo (9) no Teatro Bradesco. Bem que poderia voltar no ano que vem, porque todos estão de parabéns. Para quem não foi, este fim de semana é a última chance.

Teatro todo dia
O Teatro do Núcleo Experimental, na rua Barra Funda, 637, em São Paulo (veja o site deles), está com peça gratuita todos os dias da semana. De sexta a segunda, tem Mormaço, o texto de Ricardo Inhan que tem Laerte Késsimos pelado como um cachorro. Já de terça a quinta, tem No Coração do Mundo, peça no qual o ator Eric Lenate rouba a cena como um afegão bem espertinho. É uma reunião de uma turma talentosa que precisa ser prestigiada por todos. Vai lá, gente. Antes que chegue o Natal...

coluna balefolcloriodabahia vinicius lima Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Bailarino voa durante apresentação do Balé Folclórico da Bahia, agora em São Paulo - Foto: Vinícius Lima

Bahia em Sampa
O Balé Folclórico da Bahia, que viaja o mundo representando nossa cultura, faz temporada até 9 de dezembro no Teatro Sérgio Cardoso (r. Bela Vista, 153), em São Paulo, com o espetáculo Herança Sagrada. Inspirado nas manifestações folclóricas afro-brasileiras, a montagem é dirigida por Walson Vavá Botelho e tem direção artística de José Carlos Zebrinha Santos. No palco, 26 artistas, entre bailarinos, músicos e cantores fazem a festa, com muito ritmo, cor e gingado que só o baiano tem. Os ingressos custam R$ 40 a inteira e R$ 20 a meia. Sexta, 21h30; sábado, 21h; e domingo, 19h. Uma beleza só.

coluna breu Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Breu: ditadura em xeque

Ferida aberta
A dureza da repressão feita pela ditadura militar nos anos 70 é pano de fundo do espetáculo Breu, que está em cartaz no Espaço Viga (r. Capote Valente, 1323), perto do metrô Sumaré. Kelzy Ecard e Natalia Gonsales dividem o palco no texto de Pedro Brício. Fica em cartaz até 16 de dezembro. Quinta, 21h; sexta, 21h30; sábado, 21h; e domingo, 20h. O ingresso vai de R$ 30 a R$ 40. Como diz a letra da música que Gal gritava: "É preciso estar atento e forte". Senão, o bicho pega.

ÚItima chance
O espetáculo notívago de dramaturgia improvisada a cada dia Fim de Show (leia a crítica) encerra temporada nesta sexta (30) no Espaço dos Satyros 1 em São Paulo. É à meia-noite e você paga quanto quiser. O José Sampaio, ator da peça, pede para todo mundo ir, gente.

eugenio barba1 Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Barba: estrela teatral

Eugenio Barba entre nós 1
O Brasil entrou mesmo na rota das grandes estrelas. Mas não é só Lady Gaga e Madonna que darão o ar de sua graça. O mito do teatro mundial Eugenio Barba estará em São Paulo no próximo dia 7 de dezembro, às 19h, na SP Escola de Teatro da praça Roosevel, 210. Ele lançará o livro A Arte Secreta do Ator – Um Dicionário de Antropologia Teatral, feito com Nicola Savares, cuja nova edição é publicada pela Editora É Realizações em parceria com a Palipalan Arte e Cultura. O livro já foi traduzido para mais de 20 línguas. A entrada é gratuita e aberta a todos. Como todo mundo vai querer ir, é preciso fazer inscrição pelo email palipalan@palipalan.art.br.

Eugenio Barba entre nós 2
Savarese fará conferência sozinho na escola no dia 6 de dezembro, às 19h30. Será aberta ao público. Barba também falará aos alunos da SP Escola de teatro, no dia 8 de dezembro, às 18h. Vai contar sua trajetória. Com participação de Ivam Cabral, diretor da instituição, e Carlos Simioni, do Grupo Lume de Campinas. O coleguinha Valmir Santos vai mediar. Vai ser um arraso.

odilon esteves Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Odilon Esteves está em Prazer

Muito prazer
Depois de abalar palcos Brasil afora com Aqueles Dois, a Cia. Luna Lunera, de Belo Horizonte, estreia seu novo espetáculo, Prazer, neste fim de semana, em São Paulo. Os mineirinhos ficam no CCBB da Sé até 16 de dezembro. Depois, voltam de 11 de janeiro a 10 de fevereiro de 2013. A orientação dramatúrgica é de Jô Bilac. No elenco, está o velho amigo da coluna Odilon Esteves. O ingresso é baratíssimo: R$ 6 a inteira. É claro que vamos estar na primeira fila.

O Retorno
A turma da peça A Casa de Bernarda Alba, que encerrou temporada nesta quinta (29) no Teatro do Centro da Terra, pretende voltar ao cartaz em março de 2013. Estão à procura de um novo teatro.

bob Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Bob Sousa: o estudioso

Bob, o mestre
O fotógrafo Bob Sousa, parceirinho do blog, foi aprovado no mestrado em artes cênicas da Unesp. Sua pesquisa se chama A Força do Teatro de Grupo na Cidade de São Paulo - Iconografia. Vai ser orientado por Alexandre Mate. Ele vem realizando há dez ano um trabalho primoroso de registro artístico do teatro paulistano. Portanto, a aprovação é mais do que merecida. Parabéns, Bob!

Audi bebê

Rodrigo Audi, que deu longa entrevista ao blog nesta semana, está procurando se lembrar das sensações que teve ao nascer. É que ele vai interpretar um bebê na peça Amor de Mãe, que estreia no Sesc Consolação, em São Paulo, em 10 de janeiro. A direção é do amigo da coluna Eric Lenate.

marba goigochea Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Marba: musa no Cacilda

Dance, dance, dance
O elenco de Máquina de Dar Certo pede para avisar que a peça está de sexta a domingo, no Teatro Cacilda Becker, na rua Tito, 198, na Lapa. O ingresso é baratinho: R$ 10. A peça tem a Musa do Teatro R7 Marba Goicochea. Ou seja, é uma produção internacional da Cia. Bruta de Arte, dirigida pelo Roberto Áudio.

Empanadas
Marbita, que dá uma receita de ceviche na peça, agora descobriu um lugar em São Paulo que vende deliciosas empanadas argentinas. Quem quiser é só falar com ela depois da peça. Essa menina é danada!

Só deu ela
A Musa do Teatro R7 e diva loira dos Satyros Cléo de Páris era a mais elegante no lançamento do livro #MDrama, na última terça (27), na praça Roosevelt.

Amendoim
Na noite de lançamento, a turma do teatro se fartou com os amendoins oferecidos ao público. Teve gente que reclamou que faltou cerveja. E, para piorar, bar dos Satyros estava fechado. O motivo? Dedetização.

MAITE Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

Maitê e Giselle, globais no MixBrasil carioca- Foto: Cristina Froment

Linda de morrer
A beleza de Maitê Proença chamou a atenção de todos na leitura que fez no MixBrasil, no Rio, nesta quinta (29). Interpretou a protagonista lésbica da peça As Lágrimas Amargas de Petra Von Kant. Ela contracenou com Giselle Batista. O diretor da leitura, Lucianno Maza, tratou Maitezinha como uma diva. Também, não é para menos, né?

Musos do Teatro R7
Já escolheu as novas beldades dos palcos? Ainda dá tempo de votar aqui!

Gente de teatro
Olha, na foto abaixo, que sorriso gostoso dá a Selma Morente. Dona do escritório de assessoria e produção teatral Morente Forte, em parceria com Célia Regina Forte, Selma é tranquila e do bem. Nas estreias, está sempre atenta a tudo o que acontece, para que seus convidados fiquem à vontade. Gentil, educada e simples, ela dedica sua vida profissional para que espetáculos teatrais sejam sempre um sucesso. É para ela que vai um beijão da coluna desta semana. Porque ela merece!

selma morente Por trás do pano   Rapidinhas teatrais

A produtora e assessora Selma Morente: querida por toda a turma que faz teatro no Brasil

 

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rodrigo audi 5 miguel arcanjo prado Entrevista de Quinta – Rodrigo Audi, ator

O ator paulistano Rodrigo Audi: pupilo de Antunes Filho e Gabriel Villela - Fotos: Miguel Arcanjo Prado

Por Miguel Arcanjo Prado

O ator Rodrigo Audi tem fala pausada, tranquila. Gosta de pensar antes de falar.

Paulistano nascido no Belenzinho e criado na Mooca – ainda conserva uma suave presença do típico sotaque da região paulistana –, ele se prepara para estrear a peça Amor de Mãe, do autor paraense Elzemann Neves, ao lado da atriz Lulu Pavarin, com direção de Eric Lenate.

A primeira sessão será no dia 10 de janeiro de 2013, no Sesc Consolação. Vão ficar um mês em cartaz, às quintas e sextas, às 21h.

Em um bate-papo sincero em um café na avenida Paulista, próximo à sua casa – ele mora na rua Frei Caneca –, Audi falou, nesta Entrevista de Quinta, sobre sua vida e sua carreira, na qual trabalhou nove anos diretamente com Antunes Filho, um dos maiores diretores do teatro nacional. No último ano, foi ser assistente de direção do mineiro Gabriel Villela na peça Macbeth, que tinha Marcello Antony no elenco.

Sem deslumbre algum com os mitos, Audi revelou para a gente o que passa em sua cabeça.

Leia com toda a calma do mundo:

Miguel Arcanjo Prado - Por que você gosta de teatro?
Rodrigo Audi – Acho que tem a ver com o fato de o ator não ser um ser muito normal. Todo mundo é multifacetado, mas o ator precisa dar vasão a isso. Ser versões dele mesmo. Ninguém é uma coisa só. Os personagens acabam se tornando um instrumento de autoconhecimento.

rodrigo audi 4 miguel arcanjo prado Entrevista de Quinta – Rodrigo Audi, ator

Rodrigo Audi estará na peça Amor de Mãe, que estreia em 10 de janeiro de 2013 no Sesc Consolação

Miguel Arcanjo Prado – O ator é uma pessoa que não dá conta de ser uma só?
Rodrigo Audi – Tem aquela história de que somos uma legião. A sociedade promove a cobrança de definição. Quem é você? Ah, eu sou tímido ou extrovertido... Eu passo por todos esses lugares por toda a minha vida. Com o personagem eu consigo responder de maneiras diferentes à vida.

Miguel Arcanjo Prado – Vamos falar do começo da sua história. Onde você nasceu?
Rodrigo Audi – Nasci Belenzinho e cresci na Mooca. Estou com 35 anos. Vou fazer 36 em janeiro.

Miguel Arcanjo Prado – Está numa idade boa.
Rodrigo Audi – Estou na melhor idade. Meu personagem nasce aos 30 anos e eu também nasci aos 30 anos. Foi quando minha vida começou de fato. Não sei se serviria para todo mundo, mas, quando fiz 30, eu aterrei, senti meus pés tocarem no chão pela primeira vez. A sensação de tomar as rédeas da vida vem aos 30.

Miguel Arcanjo Prado – Eu também tenho 30.
Rodrigo Audi – Não é um choque? Eu não troco isso por nada. Mas o tempo está correndo, né, cara?

Miguel Arcanjo Prado – Daqui a pouco estamos velhinhos que nem o Antunes Filho [risos]... Mas, antes disso, vamos voltar para entrevista [risos]: quem são seus pais?
Rodrigo Audi – Meu pai, Péricles Audi, é médico, e minha mãe, Sandra, foi professora de português e inglês, mas depois ficou cuidando da gente. Somos três filhos. Adriano, o mais velho, eu, do meio, e o Leandro, que nasceu um ano após de mim. Então minha mãe ficou com dois bebês e foi forçada a adotar a vida de dona de casa.

Miguel Arcanjo Prado – Como foi sua infância?
Rodrigo Audi – Minha infância foi nos anos 80. É uma bênção. Era Mooca, né. Italianada e portuguesada. Vivia num prédio que tinha umas 50 crianças.

rodrigo audi 6 miguel arcanjo prado Entrevista de Quinta – Rodrigo Audi, ator

Rodrigo Audi liderava as brincadeiras de infância

Miguel Arcanjo Prado – Você era bonzinho ou capeta?
Rodrigo Audi – Capeta. Mas no colégio era muito tímido, porque não era muito afim da galera. Já no meu prédio eu era bem capeta. Eu vivi muito os dois lados. Se bobear eu sou um louco e não sei.

Miguel Arcanjo Prado – Eu também me faço essa mesma pergunta... É melhor deixar pra lá! Mas me conta, para mim, que sou primogênito: como é ser filho do meio? Deve ser meio estranho, né?
Rodrigo Audi – Para mim, foi tranquilo. Acho que rolou preferência do meu pai pelo mais velho e da minha mãe pelo mais novo. Mas acho que nunca sofri com isso porque nunca deixei de ter carinho também. Como sou aquariano, nunca gostei de ter gente grudando em mim. Então, ser do meio foi uma forma legal de ter a liberdade de cuidar da minha vida...

Miguel Arcanjo Prado – Qual lembrança boa você tem da sua infância?
Rodrigo Audi – Meu pai me trazia livros e me levava também para ver os filmes da Disney e da Mônica num cinema de bairro bem velho. Também foi na infância que percebi o ofício do ator, vendo novela na TV. Achava fascinante. Naquela época tinha novelas bem ricas... Aos 13 anos, quase fiz um curso de teatro, mas meus pais não gostaram da ideia. Fui voltar só com 19, 20 anos.

Miguel Arcanjo Prado – E o que fez na faculdade?
Rodrigo Audi – Eu desenhava muito bem desde pequeno. Então, fiz vestibular para arquitetura na Faculdade de Belas Artes de São Paulo, onde me formei em 1999. Paralelamente, comecei a me envolver com teatro. Fiz a primeira peça, Anchieta, com direção da Denise Del Vecchio e que tinha a Maria Fernanda Cândido no elenco.

 

miguel audi Entrevista de Quinta – Rodrigo Audi, ator

Rodrigo Audi (dir.) conversa com Miguel Arcanjo Prado

Miguel Arcanjo Prado – Já vinha da infância essa coisa de atuar?
Rodrigo Audi – Eu era o cara que inventava as brincadeiras. Uma vez inventei que iríamos fazer uma viagem pelo espaço! Pegamos todas as madeiras do prédio para montar um foguete. Outra vez, fingi que perdi a memória por um mês inteiro! [risos]

Miguel Arcanjo Prado – Aí a arquitetura não deu conta...
Rodrigo Audi – Percebi que a parte de devaneio artístico não era o dia a dia do arquiteto. Uma professora disse que seria muito tolhido na vida profissional. Nesse sentido, percebi que não seria feliz como arquiteto. Acho que entrei muito cedo na faculdade...

Miguel Arcanjo Prado – Você entrou em crise?
Rodrigo Audi – Não cheguei a entrar em crise. Paralelamente, fui fazendo teatro e me afastando da arquitetura. O teatro e a publicidade foram me puxando. Fiquei uns dois anos fazendo publicidade como ator e depois entrei no CPT. Aí tudo mudou. Foi em 2002.

antunes filho Entrevista de Quinta – Rodrigo Audi, ator

Antunes Filho: nove anos de convivência diária

Miguel Arcanjo Prado – O Antunes Filho surgiu na sua vida...
Rodrigo Audi – Entrei muito ingênuo. Tinha uns 25, 26 anos. Não tinha noção da dificuldade, da concorrência. Claro que eu conhecia ele da lenda e quando vi estava lá. Ele estava ensaiando O Canto de Gregório. Chegou a me colocar, mas depois disse que me achava muito novo. Aí, saí e fiz uma peça com a Bete Coelho, Um Número. Depois, o Emerson Danesi me comentou que o Antunes estava abrindo as sessões de filme para gente de fora, e ele estava precisando de gente para A Pedra do Reino. Fui e me chamaram, porque estavam precisando de gente com pegada de humor. Depois, ele me chamou para ficar no escritório com ele e o Emerson. Eu pensei: “caramba, eu quero atuar”. Fiquei com medo de dar certo nos bastidores e não pisar mais no palco. Mas aí eu consegui caminhar bem com as duas coisas e fui me apaixonando.

Miguel Arcanjo Prado – E como era?
Rodrigo Audi – O Antunes me dava uma liberdade muito grande, fora a convivência diária com ele, tomar café junto. Teve todos os sentimentos: amor, ódio, brigas. Passei muitos momentos importantes da vida lá e tudo se misturou. Penso que foi mais rico eu estar lá com ele no escritório do que só atuando. Tive acesso a coisas que quase ninguém tinha. Fiquei nove anos ao todo.

Miguel Arcanjo Prado – É um casamento. E qual Antunes você descobriu? Era diferente do mito?
Rodrigo Audi – Completamente. Nem penso nisso de mito. Claro que sei que ele é. Mas, para mim, é um grande amigo. Um moleque como eu. Passamos tardes dando sustos na galera, parceiros de palhaçadas. Desmistificou mesmo. Ele é muito inteligente, esperto, bem-humorado.

Miguel Arcanjo Prado – Mas tem gente que morre de medo do Antunes...
Rodrigo Audi – A galera tem muito medo dele.  Sei que tem esse personagem. Eu brinco que, se ele realmente estivesse berrando e gritando sentindo aquilo, a saúde dele não aguentaria. Claro que ele brinca com o mito da lenda do bravo. O que eu vi mesmo é um cara diferente desse mito. Nesse meio tempo no escritório, fiz também Senhora dos Afogados.

lee taylor Entrevista de Quinta – Rodrigo Audi, ator

O ator Lee Taylor: o preferido de Antunes Filho

Miguel Arcanjo Prado – Você esteve na época em que o Lee Taylor era o grande ator do CPT. Parecia que o CPT era o Antunes, o Lee e o resto. Como vocês conviviam com isso?
Rodrigo Audi – [Pensativo] É um formato que diretores antigos trabalham. Eu, particularmente, não acho que seja a maneira mais saudável hoje em dia. Mas era a maneira como ele trabalhava, e a gente se adequava a isso. Muita gente, claro, se incomodava, mas o Lee é um cara muito legal, muito CDF, esforçado. Então, não via ninguém lá dentro que pudesse assumir esse lugar a não ser ele. Eu mesmo passei pelo personagem Quaderna [que mais tarde foi interpretado por Lee] por três semanas e realmente era uma sensação insuportável. Eu não estava preparado. Dentro daquele formato, o Lee se encaixou completamente. A gente é muito amigo. Como tenho outros amigos que fiz nessa época, como o Eric Lenate e o Marcelo Villas Boas.

Miguel Arcanjo Prado – Esses dois últimos estão na peça No Coração do Mundo. E o Eric está ótimo.
Rodrigo Audi – Ele é um grande ator. Eu brinco com ele, quando ele me dirige, e falo para ele fazer o personagem. Porque ele é bem melhor. Ele dá risada.

Miguel Arcanjo Prado – Ele só não atende ao telefone. Porque estou numa novela para entrevistá-lo. Mas vamos ao que interessa: por que você saiu do CPT?
Rodrigo Audi – Estava chegando num momento em que estava batendo muito de frente com o Antunes, me indispondo muito. A gente ficava muito próximo. Mas foi muito legal isso também, porque pude exercer a minha sinceridade com ele, e hoje ele me respeita por causa disso.

Miguel Arcanjo Prado – O mito precisa de alguém que trate ele como gente, porque senão você morre vivo.
Rodrigo Audi – Acho que essas pessoas, de uma certa maneira, se cercam de gente que os trate como mito, mas também precisam de gente sincera, que não bajula, que esteja num outro lugar. E o Antunes tem essas pessoas e eu era uma delas. O Emerson Danesi fala que eu briguei com Antunes filho e ele não me demitiu. Isso é porque ele gosta muito de mim.

rodrigo audi 3 miguel arcanjo prado Entrevista de Quinta – Rodrigo Audi, ator

Rodrigo Audi saiu do CPT para trabalhar com o diretor mineiro Gabriel Villela em Macbeth

Miguel Arcanjo Prado – E por que você saiu?
Rodrigo Audi – Por mais que eu amasse, houve um desgaste, um cansaço. Precisava de respiro, de outras coisas. Eu já caí de cara em um lugar top para o teatro brasileiro. Então, acho legal e saudável fazer um novo caminho. Fui fazer o Jaguar Cibernético e depois surgiu o Gabriel Villela. Eu falei com o Antunes com muito carinho e respeito. E acho que foi aí que a gente percebeu quanto de amor existia. A gente ainda é muito amigo. Sempre vou lá no CPT.

Miguel Arcanjo Prado – Aí você foi trabalhar com o Gabriel Villela, meu conterrâneo?
Rodrigo Audi – Ele é outro grande encenador. Eu gosto de estar perto dessas pessoas. Fui fazer assistência de direção de Macbeth. Sou apaixonado pela estética do Gabriel Vilella. Eu, quando convivo, procuro acessar aquilo que eu acho que é mais humano das pessoas. E o Gabriel é uma figura muito generosa. Ele é muito respeitoso. Sempre me apresentava como diretor também em uma roda. Levou a gente para o interior de Minas, ao sítio dele, o berço dele. Ele tem personalidade forte, é exigente, mas a gente tem de aprender a lidar com isso.

Miguel Arcanjo Prado – O Gabriel Villela levou o César Augusto e você do CPT. O Antunes Filho não ficou com ódio dele [risos]?
Rodrigo Audi – Pergunta para ele [risos].

Miguel Arcanjo Prado – Como você foi parar no Jaguar Cibernético?
Rodrigo Audi – Eu fiquei sabendo que o Francisco Carlos iria fazer. Acho ele um grande artísta. Bem sensível e genial. Pedi para uma amiga apresentá-lo e falei que queria trabalhar. Ele me recebeu muito bem. Foi ótimo.

Miguel Arcanjo Prado – E agora você volta aos palcos em Amor de Mãe...
Rodrigo Audi – Estou muito tranquilo. É um momento muito especial para mim e a Lulu Pavarin. Foi uma conquista. Estou lidando de uma maneira muito calma, sem criar expectativa.

rodrigo audi 2 miguel arcanjo prado Entrevista de Quinta – Rodrigo Audi, ator

Rodrigo Audi: vontade de fazer cinema e TV

Miguel Arcanjo Prado – Aonde você quer chegar?
Rodrigo Audi – Eu quero poder produzir minhas coisas. Mas vamos caminhando, degrau a degrau. O caminho está bonito. Eu tive muita sorte e gratidão de ter passado pelo Antunes Filho e o Gabriel Villela. Sei da responsabilidade grande que é isso. Quero continuar a poder trabalhar com gente de qualidade. Tenho vontade de fazer TV, mas sem deslumbre. Tem autores e diretores que admiro, como o Luiz Fernando Carvalho, o Gilberto Braga, o Silvio de Abreu e o Manoel Carlos. E o cinema, eu estou apaixonado. É fruto do CPT. Porque o Antunes é apaixonado por cinema.

Miguel Arcanjo Prado – Você namora?
Rodrigo Audi – Agora não dá para namorar. Não dá.

Miguel Arcanjo Prado – Olha que para o amor, quando é de verdade, sempre se tem espaço.
Rodrigo Audi – É verdade... Quando chega a gente acaba abrindo espaço... Quem sabe, depois da estreia, em janeiro, eu me abro para isso?

rodrigo audi 1 miguel arcanjo prado Entrevista de Quinta – Rodrigo Audi, ator

O ator paulistano Rodrigo Audi: coração aberto após a estreia de Amor de Mãe, em janeiro de 2013

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helio dusk minidrama1 #Mdrama: atores dão vida a peças criadas no Twitter em noite de festa na Roosevelt

Lançamento do livro #Mdrama lotou a SP Escola de Teatro na noite de terça (27), na praça Roosevelt (SP); a Musa do Teatro R7 Cléo de Páris (à dir.) levou seu exemplar - Fotos: Helio Dusk/SP Escola de Teatro

Por Miguel Arcanjo Prado

Uma verdadeira festa reuniu a classe teatral paulistana nesta terça (27), na sede da praça Roosevelt, em São Paulo, da SP Escola de teatro. O motivo foi o lançamento do livro #MDrama, que reúne peças criadas no Twiter a partir de um concurso promovido pela instituição. Todas têm apenas 140 caracteres.

O projeto "foi gestado por muitas cabeças", conforme contou Marici Salomão, organizadora do livro com Ivam Cabral e coordenadora do curso de dramaturgia da escola. "Eu chamo os minidramas de flechadas poéticas; em poucas palavras, há percepções muito ricas", definiu.

Gaúcho radicado no Rio, Gilberto Gawronski foi o diretor responsável em criar cenas com os textos, interpretadas pelos aprendizes de atuação da SP.

Bem orquestrados, os atores fizeram bonito, com uma mistura diversa de cores, nuances e sotaques no palco. A cara do teatro paulistano, bem menos bairrista e mais cosmopolista do que seus pares Brasil afora. Que bom.

mdrama71 #Mdrama: atores dão vida a peças criadas no Twitter em noite de festa na Roosevelt

Em cena, o Minidrama: (a partir da esq.) os atores Stella Menz, Juan Manuel Tellategui, Paloma Xavier e Renata Konsso mandam ver no palco - Foto: Helio Dusk/SPEscola de Teatro

Em conversa com o Atores & Bastidores do R7, Gawronski reconheceu o lugar de ponta que São Paulo ocupa no teatro brasileiro: "Aqui, é o epicentro da criação teatral. O teatro paulistano tem um pé no underground, essa coisa Plínio Marcos e Mario Bortolotto", concluiu.

O ator Otávio Martins, que foi um dos jurados, ao lado de Noemi Marinho e Sergio Roveri, disse que foi difícil à beça a escolha entre 2.000 minidramas inscritos dos cem finalistas. "Tentamos buscar nos pequenos textos caminhos dramatúrgicos e personagens". Pelo jeito, eles foram encontrados.

Veja, abaixo, mais algumas imagens da noite de festa, no registro sensível do fotógrafo Helio Dusk:

helio dusk minidrama3 #Mdrama: atores dão vida a peças criadas no Twitter em noite de festa na Roosevelt
O livro é nosso: os aprendizes Rafael Guerche (direção), Lucas Leonardo Venturin (dramaturgia), Herácliton Caleb (atuação) e Nayara Rocha (atuação) conferem a publicação do Minidrama, livro que reuniu artistas na praça Roosevelt

mdrama6 #Mdrama: atores dão vida a peças criadas no Twitter em noite de festa na Roosevelt
Beleza da mulher brasileira no palco da SP: as atrizes Priscila Gomes e Lauanda Varone interpretam o compilado de textos do livro lançado pela Ed. Amigos da Praça

helio dusk minidrama2 #Mdrama: atores dão vida a peças criadas no Twitter em noite de festa na Roosevelt
Aquele abraço: o diretor da SP Escola de Teatro Ivam Cabral (à esq.) cumprimenta Gilberto Gawronski, que dirigiu as cenas do Minidrama

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Por Miguel Arcanjo Prado

O mês de novembro de 2012 chega ao fim e é hora de você, internauta do Atores & Bastidores do R7, escolher quem merece o título de Musa e Muso do Teatro R7! Veja, abaixo, as fotos das atrizes e atores que brilharam nos nossos palcos e vote!

musa angela ribeiro maquinadedarcerto Escolha a Musa e o Muso do Teatro R7 de novembro
Angela Ribeiro, da peça Máquina de Dar Certo

musa carol hubner acasadebernardaalba1 Escolha a Musa e o Muso do Teatro R7 de novembro
Carol Hubner
, do espetáculo A Casa de Bernarda Alba

musa fernanda rodrigues enfim nos Escolha a Musa e o Muso do Teatro R7 de novembro
Fernanda Rodrigues, da comédia Enfim, Nós

musa mariana leme todanudezseracastigada Escolha a Musa e o Muso do Teatro R7 de novembro
Mariana Leme, da peça Toda Nudez Será Castigada

musa natalia gonsales breu Escolha a Musa e o Muso do Teatro R7 de novembro
Natalia Gonsales, do espetáculo Breu

Quem foi a Musa do Teatro R7 em novembro de 2012?

Esta enquete está encerrada
  • Angela Ribeiro (Máquina de Dar Certo)
    50.3%
  • Carol Hubner (A Casa de Bernarda Alba)
    9.7%
  • Fernanda Rodrigues (Enfim, Nós)
    0.4%
  • Mariana Leme (Toda Nudez Será Castigada)
    0.8%
  • Natalia Gonsales (Breu)
    38.8%

muso alysson salvador zumbi Escolha a Musa e o Muso do Teatro R7 de novembro
Alysson Salvador, da peça Zumbi

muso gabriel kuster aovencedorasbatatas Escolha a Musa e o Muso do Teatro R7 de novembro
Gabriel Küstes, do espetáculo Aos Vencedores, as Batatas

muso gabriel muglia odisseia Escolha a Musa e o Muso do Teatro R7 de novembro
Gabriel Muglia, da montagem Odisséia

muso taiguara chagas feizbuk Escolha a Musa e o Muso do Teatro R7 de novembro
Taiguara Chagas, da peça Feizbuk

muso thiago lacerda hamlet Escolha a Musa e o Muso do Teatro R7 de novembro
Thiago Lacerda, do espetáculo Hamlet

Quem foi o Muso do Teatro R7 em novembro de 2012?

Esta enquete está encerrada
  • Alysson Salvador (Zumbi)
    43.5%
  • Gabriel Küster (Ao Vencedor as Batatas)
    2.6%
  • Gabriel Muglia (Odisséia)
    19.1%
  • Taiguara Chagas (Feizbuk)
    33.1%
  • Thiago Lacerda (Hamlet)
    1.6%

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Evaldo Mocarzel foto Piu Dip Evaldo Mocarzel quebra muro entre teatro e cinema na mostra Novas Dramaturgias em Tempos Digitais

O cineasta, dramaturgo e jornalista Evaldo Mocarzel: empenhado em decifrar os palcos - Foto: Piu Dip

Por Miguel Arcanjo Prado

Espetáculos teatrais em vídeo não costumam resultar em boa experiência. Afinal de contas, o teatro é vivo e efêmero demais para o registro. Certo? Errado. Pelo menos, se esta pergunta for feita ao cineasta Evaldo Mocarzel, que é curador da mostra Teatro SP: Novas Dramaturgias em Tempos Digitais, que acontece desta quarta }(28) até domingo (2) no Itaú Cultural, em São Paulo (veja mais abaixo).

br3 Evaldo Mocarzel quebra muro entre teatro e cinema na mostra Novas Dramaturgias em Tempos Digitais

BR3, do Teatro da Vertigem: o começo de tudo

Em conversa com o Atores & Bastidores do R7, Mocarzel afirma que sua busca vai “bem mais além” do que um mero registro audiovisual de uma montagem. “Tudo começou com o BR-3, do Teatro da Vertigem em um barco no rio Tietê, um registro que foi feito na guerrilha”, lembra. Foi quando resolveu que não bastava gravar, mas “fazer um registro da íntegra da peça que fosse retrabalhado pela linguagem cinematográfica e ainda um trabalho de entrevistas, com a linguagem do documentário”.

Foi um sucesso. Os grupos gostaram da ideia e desde então Mocarzel não parou mais. Já fez filmes de mais de 20 trabalhos de ponta do teatro paulistano, de grupos como Os Fofos Encenam, Satyros, Vertigem e XIX.

O foco logo passou a não ser apenas filmar o resultado final, a peça, como também os longos processos criativos e colaborativos que os artistas fazem antes de uma encenação estrear. “Tem muita riqueza no processo que acaba desaparecendo completamente na montagem”, explica.

memoria da cana Evaldo Mocarzel quebra muro entre teatro e cinema na mostra Novas Dramaturgias em Tempos Digitais

Um olho no presente e outro no futuro: cena de Memória da Cana, da Cia. Os Fofos Encenam, filmado por Mocarzel

Ao esmiuçar esses detalhes, o cineasta tem consciência do trabalho de memória póstuma que realiza: “Sempre tenho a preocupação de eternizar a peça na linguagem audiovisual, promovendo um diálogo entre teatro e cinema”, conclui.

Quem pensa que há rios de dinheiro para os projetos de Mocarzel se engana. Muitos filmes são bancados pelos próprios grupos.

O cineasta conta que o prazer está embutido na tarefa, já que conseguiu, com o projeto, conviver de perto com as principais companhias paulistanas, das quais é fã confesso. “Eu sou um cineasta e dramaturgo. Então, por trás do documentarista tem um dramaturgo que grita”, entrega.

Tanta proximidade, faz ele concluir, sem pestanejar: “O teatro paulistano tem a cara do mundo. É um teatro de ponta”.

Mostra Teatro SP: Novas Dramaturgias Em Tempos Digitais
De 28 de novembro a 2 de dezembro de 2012 (quinta-feira a domingo)

Espaço Itaú de Cinema – Shopping Frei Caneca
(Rua Frei Caneca, 569 – Consolação, tel. 0/xx/11 3472-2368, Grátis )

Dia 28 (quarta-feira) – Sessão Especial - 21h – Hysteria (71 minutos), de Ava Rocha e Evaldo Mocarzel
Espaço Itaú de Cinema – Sala 6 (118 lugares) - Entrada franca - sujeito à lotação da sala

Itaú Cultural - Sala Vermelha
(Avenida Paulista, 149, Estação Brigadeiro do Metrô – Tel. 0/xx11 2168-1776, Grátis)

Dia 29 (quinta-feira) – Documentários Cênicos - 16h - Exibição do longa documental "Vila Verde" (80 minutos) - 18h - Exibição do longa documental "Dizer e Não Pedir Segredo" (90 minutos) - 20h - Exibição de "Festa de Separação" (26 minutos) + debate com Janaína Leite, Luiz Fernando Marques, Marcelo Soler, Nelson Baskerville e mediação de Evaldo Mocarzel.

Dia 30 (sexta-feira) – Intervenção Urbana - 16h: Exibição de "BR-3 (a peça)" (150 minutos) - 18h30: Exibição de "BR-3 (o documentário)" (80 minutos) - 20h: Exibição de "A Última Palavra é a Penúltima" (26 minutos) + debate com Eliana Monteiro, Luiz Fernando Marques, Georgette Fadel, Kil Abreu e mediação de Evaldo Mocarzel.

Dia 1º (sábado) – Dramaturgias Expandidas - 16h: Exibição de "Memória da Cana" (140 minutos) - 18h: Exibição de "Cia.Livre 10 Anos" (120 minutos) - 20h: Exibição da versão curta do documentário "Memória da Cana" (26 minutos) + debate com Newton Moreno, Cibele Forjaz, Rodolfo García Vázquez, Cecília Salles e mediação de Evaldo Mocarzel.

Dia 2 (domingo) – Hibridização de Linguagens - 16h: Exibição de "Kastelo" (100 minutos) - 18h: Exibição de "Assombrações do Recife Velho" (71 minutos) - 20h: Exibição do curta-metragem "A Cicatriz é a Flor" (20 minutos) + debate com Felipe Hirsch, Beto Brant, Antonio Araújo, Claudia Schapira e mediação de Evaldo Mocarzel.

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tiago martelli daniel faleiros Com história de amor entre rapaz e executivo, texto polêmico de Walcyr Carrasco está no MixBrasil

Tiago Martelli (à esq.) e Daniel Faleiros (à dir.) interpretam romance gay de Walcyr Carrasco - Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

Walcyr Carrasco escreveu uma tórrida história de amor entre um jovenzinho e um executivo. O enredo é da peça Jonas e a Baleia, que ganha leitura dramática nesta quarta (28), no Rio.

walcyr carrasco Com história de amor entre rapaz e executivo, texto polêmico de Walcyr Carrasco está no MixBrasil

Walcyr Carrasco é autor de Jonas e a Baleia

O ator Tiago Martelli vai interpretar Jonas, um garoto moderninho que mora na rua Augusta, em São Paulo - lugar de frenesi constante de jovens de todas as tribos.

O rapaz é tão da pá virada que resolve ter como amante o pai de sua ex-namorada, Amadeu, que será interpretado pelo ator Daniel Faleiros. Vanessa Goulart lerá as rubricas do autor.

É claro que essa mistura de juventude, poder, sexo e vingança promete final surpreendente.

A leitura dramática integra a programação do 20º Festival MixBrasil de Cultura da Diversidade, que termina nesta quinta (29).

Jonas e a Baleia - Leitura dramática
Quando: quarta (28), às 21h
Onde: Teatro Cândido Mendes (rua Joana Angélica, 63, Ipanema, Rio, tel.0/xx/21 2267-7295)
Quanto: grátis (retirar ingressos com uma hora de antecedência na bilheteria do local)
Classificação: 16 anos

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atridas eduardo azevedo Átridas leva mito grego ao porão do Sesc PinheirosPor Miguel Arcanjo Prado

Essas fotos cima, tiradas por Eduardo Azevedo, são do espetáculo Átridas, que estreia nesta terça (27), no Sesc Pinheiros (rua Paes Leme, 195), em São Paulo, onde fica em cartaz até 19 de dezembro. A encenação, que investigou o mito grego Orestéia, é fruto de cinco anos de trabalho do grupo [pH2]: Estado de Teatro. A peça ocupa o subsolo e usa cenografia que dialoga com a arquitetura do local. A direção é de Maria Emilia Faganello. No elenco, estão Bruno Caetano, Julia Burnier, Julia Moretti, Leonardo D’Aquino, Paola Lopes, Paula Cassimiro e Rodrigo Batista. Tem de prestigiar. Saiba mais sobre a peça.

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angra Zezé de de Avenida Brasil leva 1.500 ao teatro

Público de 1.500 pessoas lotou apresentação da peça Domésticas no Fita - Fotos: Fábio Amaral

Por Miguel Arcanjo Prado

Olha que coisa gostosa de se ver. A foto acima mostra uma cena bonita nos palcos nacionais. O espetáculo Domésticas, com a atriz Cacau Potássio, a Zezé da novela Avenida Brasil (Globo), levou público de 1.500 pessoas à tenda montada na praia do Anil, em Angra dos Reis, no último domingo (25). E olha que nem a noite chuvosa afugentou a plateia, que compareceu em peso para prestigiar a apresentação dentro do Fita 2012, a Festa Internacional de Teatro de Angra. Uma beleza, só. A programação, que você confere aqui, vai até 9 de dezembro. Viva o teatro!

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