Posts de 05/12/2012

nucleo poster bob sousa ronaldo gutierrez Núcleo Experimental faz maratona de peças gratuitas todos os dias da semana em São Paulo

Tem peça todo o dia e de graça no Teatro do Núcleo Experimental, na Barar Funda, em São Paulo: a violenta Mormaço (à esq.) e a politizada No coração do Mundo (à dir.) - Fotos: Bob Sousa e Ronaldo Gutierrez

Por Miguel Arcanjo Prado

Um dos mais jovens teatros de São Paulo também já é um dos mais importantes. O Teatro do Núcleo Experimental, na rua Barra Funda, 637, trouxe novidade cênica ao antigo bairro industrial de São Paulo.

E para fechar o ano com chave de ouro, a turma dirigida por Zé Henrique de Paula resolveu presentear o público paulistano com peças gratuitas todos os dias da semana no espaço.

Para retirar uma das 50 entradas diárias, basta chegar com uma hora de antecedência.

eric lenate dentro Núcleo Experimental faz maratona de peças gratuitas todos os dias da semana em São Paulo

Eric Lenate de afegão - Foto: Ronaldo Gutierrez

Às terças, quarta e quintas, sempre às 21h, é apresentado o espetáculo No Coração do Mundo, livremente inspirada na obra de Tony Kushner.

Com atuações destacadas de Chris Couto, como uma senhora inglesa em crise, e Eric Lenate (foto), como um afegão cheio de marra, o espetáculo desvenda a desconhecida cidade de Cabul.

No elenco, ainda estão Tony Giusti, Renata Calmon, Herbert Bianchi, Nábia Vilela, Alexandre Meirelles, Thiago Ledier, Marcelo Villas Boas e Thiago Carreira, Laerte Késsimos e Felipe Ramos. O charme da montagem é fazer o público viajar, literalmente, de Londres para a capital afegã. Leia a crítica!

laerte Núcleo Experimental faz maratona de peças gratuitas todos os dias da semana em São Paulo

Laerte Késsimos de skinhead - Foto: André Stéfano

Já às sextas, sábados e segundas, às 21h, e domingo, às 19h, está em cartaz Mormaço, peça do autor mineiro Ricardo Inhan.  

Com boa dose de violência, a obra tem um emblemática cena em que skinheads agridem duas lésbicas punks, nada mais a cara da triste São Paulo atual. Laerte Késsimos (foto) é o grande destaque no elenco, interpretando, sem nenhuma roupa, um cachorro. 

O enredo é uma sequência de três histórias independentes, além da já comentada briga, tem também um pai interiorano e tirano que abusa da filha e um grupo de jovens de cabeça vazia na praça da cidade.

Além de Késsimos, estão no elenco Ana Elisa Mattos, Danilo Rodriguez, Edu Zenati, Felipe Ramos, Gisa Araújo, Lucas Romano, Rafaela Cassol, Renata Calmon, Simone Sallas, Stephanie Lourenço, Tiago Real e Valmir Martins. Leia a crítica!

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Por Miguel Arcanjo Prado

Nada melhor do que um teatro que traz no nome a maior atriz do teatro brasileiro para instalar a sacudida turma da Cia. Bruta de Arte, dirigida por Roberto Audio. O inventivo e cosmopolita, o espetáculo Máquina de Dar Certo está em cartaz no Teatro Cacilda Becker, na Lapa, em São Paulo. No elenco, estão as Musas do Teatro R7 Angela Ribeiro e Marba Goicochea. Dono de incrível beleza poética e com entrega destemida do elenco, traz uma trilha envolvente e uma coreografia cheia de charme. Quem não viu tem de ver. Mas, corra, porque eles ficam por lá só até o dia 16 de dezembro. Ah, o fotógrafo Giorgio Onofre fez cliques inspirados da peça, que você só vê aqui, no Atores & Bastidores do R7. Deleite-se com as imagens, leia a crítica (abaixo) e marque logo em sua agenda de ver a obra. Depois, não vai dizer que não avisei...

Maquina de Dar certo   Cia Bruta de Arte. Foto Giorgio Onofrio POSTER Dance, dance, dance! Corra para ver Máquina de Dar Certo no Teatro Cacilda Becker, em SP

Crítica: Inventivo e Cosmopolita, Máquina de Dar Certo reforça o talento da Cia. Bruta de Arte

Um grupo trancafiado tende a se comportar mediante regras propostas por um ser externo ou mesmo por algumas surgidas do convívio diário intenso. Isso todos nós já vimos nos realities shows da TV.

O espetáculo Máquina de Dar Certo, dirigido por Roberto Audio com a Cia. Bruta de Arte, responsável pela criação coletiva da dramaturgia, se propõe a exatamente isso: mostrar, ao vivo, a força do condicionamento humano. E o faz muito bem.

Com base nos experimentos do psicólogo norte-americano Frederic Skinner (1904-1990), que estudou a fundo como o homem é fruto dos estímulos de seu entorno, os dez personagens presos em um cômodo são submetidos a extenuantes coreografias e regras bizarras, que surgem no decorrer dos 80 minutos do espetáculo, ditadas por uma voz fria e impessoal, como a do livro 1984, de George Orwell.

A peça extrapola os limites do teatro convencional, flertando de forma explícita com a dança contemporânea. O grande charme é que os atores não tentam parecer bailarinos, mas executam com verdade de cada personagem as coreografias propostas pela tal voz.

Ana Lúcia Felippe, Angela Ribeiro, Dagoberto Macedo, Marba Goicochea, Paulo Maeda, Ricardo Socalschi, Taiguara Chagas, Teka Romualdo, Thammy Alonso e Wanderley Salgado surgem intensos e vigorosos diante do espectador.

Mesmo diante da coesão do grupo, alguns conseguem se destacar. Dona de carisma absurdo, Marba Goicochea chama o olhar do público para si, mesmo quando não é o foco. E faz da cena na qual dá uma simples receita de ceviche seu grande momento.

Outra que é dona de força descomunal cênica é Angela Ribeiro. Diante de uma cena na qual a humilhação de sua personagem é algo concreto, ela consegue provocar um misto de riso e comoção.

Ricardo Socalschi, por sua vez, leva o público para a aflição de seu personagem, perdido em um mórbido jogo da memória. Outro destaque é Paulo Maeda, com uma interpretação desengonçada e cativante.

Colaboram para o clima intenso a luz de Mário Spatziani e a ótima trilha sonora assinada pelo grupo, com hits mundiais editados por Thammy Alonso e Diego Rodda, além da trilha original composta por Helder da Rocha.

Quando se tem em mente que são atores, e não bailarinos, o diretor de movimento Fabiano Benigno também consegue resultado impressionante. Outro achado são os figurinos cheios de personalidade assinados por Angela Ribeiro e Melissa Campagnolli.

Ao flertar com outras expressões artísticas, como a dança, o cinema e as artes plásticas, o diretor Roberto Audio consegue com seu espetáculo quase sem texto um resultado de traços fortes, personalidade intensa e assustadoramente convincente. Cosmopolita, Máquina de Dar Certo é um espetáculo inventivo e sem fronteiras que reforça o talento da jovem Cia. Bruta de Arte.

Máquina de Dar Certo
Avaliação: Ótimo
Quando: Sexta e sábado, 21h, domingo, 19h. 70 min. Até 16/12/2012
Onde: Teatro Cacilda Becker (rua Tito, 295, Lapa, São Paulo, tel. 0/xx/11 3864-4513)
Quanto: R$ 10
Classificação: 10 anos

 

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